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Melhorar a competitividade de segmentos econômicos do Estado da Bahia é o maior objetivo dos projetos especiais de APL ( Arranjos Produtivos Locais), uma parceria da FAPESB com o Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT e suas agências: a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico- CNPq.
O APL utiliza a ciência e a tecnologia para a promoção do desenvolvimento de importantes segmentos produtivos do estado, inserindo-os na economia globalizada, altamente competitiva. O desenvolvimento social e econômico só é obtido com o aumento dos lucros na venda dos produtos e com a melhoria nas condições de vida do cidadão.
O APL de sisal é um bom exemplo para entendermos o papel de uma fundação de amparo à pesquisa no desenvolvimento sócio-econômico da região. O modo de produção da fibra de sisal envolve sérios riscos de mutilação para o operador da desfibradora. Através de recursos concedidos pela Fapesb dois novos tipos de máquina foram desenvolvidos. Estas ferramentas, além de não oferecerem riscos ao operador, também permitem o aproveitamento dos resíduos que antes eram desperdiçados. Novos valores estão sendo agregados ao sisal. Foram descobertas novas utilidades para as fibras e destinações para o suco e a mucilagem
Em conjunto com o APL de Sisal, foram iniciados em 2001, mais dois Arranjos Produtivos Locais, o do Cacau e o de Rochas Ornamentais. A implementação desses dois APL baseou-se na metodologia de plataformas tecnológicas do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT. Num primeiro momento realizou-se para cada APL uma reunião de aproximação com os principais atores da cadeia produtiva, que descreveram um quadro do segmento, mostrando os principais problemas, que serviram como subsídios para as etapas subseqüentes.
Após estes encontros foram realizadas no local dos APLs, reuniões técnicas com a participação de especialistas e das entidades parceiras. Dessas reuniões, na forma de seminários e workshops, surgiram os principais gargalos e demandas, definidores das diretrizes e ações que embasaram a elaboração dos projetos cooperativos. Foram elaborados quatro projetos cooperativos que foram encaminhados e aprovados pela FINEP. Dois projetos para o APL de Sisal, um projeto para o do Cacau e outro para o de Rochas Ornamentais.
A execução técnica vem sendo conduzida pela Escola de Agronomia de Cruz das Almas e CIMATEC no APL do Sisal, pela CEPLAC no de Cacau e pela Coordenação de Mineração – COMIN, da Secretária de Indústria Comércio e Mineração, no caso do APL de Rochas Ornamentais, concentrado no mármore do tipo Bege Bahia.
Sisal
No APL de Sisal destaca-se o desenvolvimento de duas máquinas desfibradoras, a principal demanda tecnológica da cadeia produtiva. Uma máquina pequena batizada de “Faustino” (nome do seu inventor), é a desfibradora desenvolvida para substituir a máquina “paraibana”. Considerando que o aproveitamento da fibra do sisal representa apenas 4% do que esta cultura pode oferecer, foi desenvolvido o protótipo de outra máquina. Este novo modelo produz dez vezes mais, e principalmente, tem a vantagem de coletar o suco e a mucilagem, operação de difícil realização para o equipamento menor.
Os usos destes sub-produtos estão sendo pesquisados no projeto. Foi testado com sucesso o uso do suco in natura como bioinseticida para controlar a lagarta da cultura do algodão e a mucilagem como ração animal para a caprinocultura.
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No segundo projeto do APL do sisal, está sendo desenvolvida uma tecnologia para a produção de compósito, uma mistura de sisal com polipropileno (em forma de pellet), cuja utilização pode ser destinada às indústrias automobilística, moveleira e eletro-eletrônica.
Juntamente com a Fapesb, a empresa baiana Corona, interessada em comercializar o compósito, e o CIMATEC (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia) são parceiros nesse projeto. O produto abre possibilidades de que novas indústrias possam ser atraídas para a Bahia, gerando emprego e renda para os baianos, sem falar do acréscimo na arrecadação do ICMS, imposto incidido na circulação de mercadorias.
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Rochas Ornamentais
A Bahia sempre vendeu mármore bruto ao Espírito Santo. O estado do sudeste beneficia o produto e vende por um valor muito maior, inclusive para os baianos. Para a inserção da Bahia nesse mercado, estão sendo desenvolvidas técnicas de beneficiamento do mármore na região. No projeto de Rochas Ornamentais, destaca-se o desenvolvimento da técnica de prospecção por radar, que permite a identificação de cavidades em blocos antes da sua extração, evitando-se assim o descarte de rejeitos no meio ambiente.
Cacau
No APL de Cacau foi desenvolvido um processo de produção de agente biológico para controle da vassoura-de-bruxa, praga responsável pela destruição de grande parte da lavoura da fruta. Em processo de patenteamento, esta tecnologia e o equipamento para a aplicação do agente biológico, têm grandes chances de exportação. O projeto desenvolveu também formulações para a fabricação de chocolate com alto teor de cacau e adição de frutas da região. Pequenas unidades industriais poderiam ser facilmente instaladas com a utilização desta nova tecnologia.
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