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Publicado em: 22/02/2017 às 09:23

Carnaval é tema de projetos apoiados pela Fapesb

Por: Ascom/Fapesb

Que o carnaval de Salvador é a festa mais animada do mundo, disso nenhum baiano duvida. Em fevereiro a cidade é separada pelos circuitos da festa, que abrigam camarotes, arquibancadas e passagem dos blocos pelas ruas da capital baiana. E para estudar este cenário da folia momesca, pesquisadores tiveram projetos aprovados e apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

A professora Marilda Santana desenvolveu o trabalho “As Donas e As Vozes: Uma Interpretação Sociológica do Sucesso das Estrelas-Intérpretes no Carnaval de Salvador”, livro lançado em 2009, através do edital de publicação científica e tecnológica da Fapesb. A pesquisa trata sobre a singularidade das estrelas Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margareth Menezes, além de uma investigação sobre a cena musical e o axé music.

“Construí três categorias de análise: Estrela Lunar para Daniela, Estrela Solar para Ivete e Estrela Telúrica, para Margareth e, a partir destas categorias, constatei estas singularidades que se apresentam com o que denomino de Canto Barroco do Axé Music. Todas três usam os mesmos ingredientes, mas a diferença está no uso e na quantidade de cada um destes ingredientes para buscar o sucesso”, explica Marilda.

Segundo a pesquisadora, o incentivo da Fundação foi fundamental para o desenvolvimento da pesquisa. “Acho importante agências de fomento investirem em temas e objetos que fogem estritamente das áreas consideradas duras. Um fenômeno sócio-cultural e artístico como o Carnaval, axé music e representações sociais são fundamentais para compreender o pensamento e o momento histórico de uma cidade, de um povo e de uma festa com estas proporções que transcende o lúdico e entra no mercadológico”, afirma.

No panorama de expressões carnavalescas, o elemento que mais chamou a atenção do pesquisador Rosimário Quintino foi o trio elétrico, segundo ele, “era a que mais me chamava atenção, devido a ser um dos símbolos do carnaval soteropolitano”. Também explica que de 1951 a 1975, “o trio elétrico teve uma contribuição decisiva, sendo popularizado e apropriado pelo poder público como elemento turístico e símbolo do carnaval da cidade”.

Quintino contou que as histórias sobre o carnaval contadas pela sua avó chamaram sua atenção, por isso decidiu “falar do território quase inexplorado em pesquisas acadêmicas que era o carnaval de Salvador e da potencialidade de pesquisas que poderiam ser desenvolvidas sobre essa festa”. Para isso, recebeu o auxilio da bolsa de mestrado viabilizada pela Fapesb. “Essa pesquisa só pode ser concluída, organizada e sistematizada com a ajuda da bolsa de pesquisa, fundamental para que o mestrado fosse concluído”, falou o pesquisador.

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