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Publicado em: 05/01/2017 às 13:56

Chikungunya deve matar mais do que a dengue e zika em 2017

Por: Ascom/Fapesb

Números do Ministério da Saúde apontam aumento de casos da doença este ano caso epidemia não seja contida

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Com a chegada do verão, uma nova preocupação para a área da saúde pública brasileira vem a reboque: o aumento dos casos de chikungunya, uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue.

A doença provoca dores nas articulações e pode até matar, mais até do que a dengue em 2017. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, os casos de febre chikungunya subiram 850% entre 2015 e 2016 e a estimativa é que, em 2017, cresçam ainda mais, declarou o titular da pasta em entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto em novembro do ano passado. “A nossa expectativa é de que haja em 2017 um aumento significativo nos casos de chikungunya, que é um problema sério, porque ele é incapacitante. A pessoa não consegue trabalhar e aí”, afirmou.

Ainda de acordo com o ministro, em 2016, cerca de 251 mil casos da doença foram registrados, enquanto em 2015, 26,4 mil – os registros, segundo Barros, superam os casos de pessoas diagnosticadas com o vírus da zika, também transmitido pelo Aedes aegypti.

O Ministério da Saúde informa que, 138 mortes por febre chikungunya foram registradas no ano passado, enquanto em 2015, foram seis óbitos. O pico da doença, segundo o Ministério, ocorreu em março.

A previsão do Ministério da Saúde é que a incidência desses dois vírus em 2017 se mantenha estável, ou seja, com o número de registros semelhante ao de 2016 – no caso da dengue, cerca de 1,4 milhão e, no da zika, 200 mil, aproximadamente.

Em 2016, a chikungunya atingiu principalmente a região Nordeste, com 50,4 mil casos prováveis na Bahia, 47,3 mil em Pernambuco e 45,7 mil no Ceará. Fora dessa região, os Estados mais atingidos foram: Rio de Janeiro, com 17,5 mil registros prováveis, São Paulo, com 4,2 mil, e Pará, com 3,2 mil. Esses três Estados foram os únicos fora do Nordeste a registrarem mais de 1,5 mil casos prováveis do vírus.

Os sintomas da dengue, zika e a chikungunya são: febre, dores articulares e lesões na pele dos infectados. A diferença em relação à chikungunya é que a febre costuma ser alta – 39ºC ou mais – as dores articulares muito fortes e as manchas na pele aparecem nas primeiras 48h. De 50% a 80% dos pacientes com chikungunya também apresentam coceira leve na pele e ainda é possível que desenvolvam conjuntivite.
Assim como o vírus da zika, o vírus da chikungunya pode ser transmitido da mãe para o bebê podendo provocar desde dificuldade respiratória até a morte dos bebês.

Em Salvador, aplicativo com mais de 2 mil downloads tem tido bons resultados no enfrentamento ao Aedes Aegypti

Ferramenta tecnológica de rápido e fácil acesso, capaz de registrar focos do Aedes aegypti, além de notificar em tempo real os casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus. Esse é o objetivo do aplicativo Mosquito Zero, desenvolvido pelo gerente em pesquisa do Núcleo de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal da Saúde, Alex Sandro Correia.

Segundo a Secretaria da Saúde, o aplicativo é o mais completo para o enfrentamento das arboviroses desenvolvidas no país e já foi baixado por mais de 2 mil pessoas desde setembro do ano passado.

De acordo com Correia, existem cerca de 30 aplicativos semelhantes no país, dentre estes, somente o Mosquito Zero foi chancelado pelo Ministério da Saúde. “Com um smartphone ou tablet, qualquer cidadão poderá tirar uma foto de um possível foco do mosquito e enviar para nossa central de monitoramento. O sistema operacional registrará as coordenadas geográficas do local e as informações coletadas servirão como subsídio para nortear as ações contingência do vetor”, explica Correia. Ele destaca ainda que, além de ter caráter de registro, o app estimula medidas preventivas que impactam na proliferação do mosquito.

Prêmio – Em 2014, o aplicativo foi vencedor do concurso Ideias Inovadoras da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), o único no Brasil aprovado no chamamento público do Ministério da Saúde para financiamento.

 

Fonte: Comunicar Mais

 

Link: http://www.comunicarmais.com.br/noticias.php?codigo=338

 

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