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Baía de Todos os Santos vista do Forte São Marcelo
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Robert Verhine fala sobre estudo multidisciplinar da BTS
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Um amplo projeto multidisciplinar e multi-institucional de cunho científico e tecnológico para revitalização da Baía de Todos os Santos. Esse foi o tema do encontro que reuniu, na manhã de hoje (dia 30), no Forte São Marcelo, pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. “Nosso objetivo é mobilizar representantes da Academia, Governo e Setor Produtivo em torno do imenso potencial da segunda maior baía costeira do Brasil”, explica Jailson de Andrade, coordenador geral do projeto.
O objetivo do projeto é causar um grande impacto na Baía de Todos os Santos no que tange a Oceanografia, Recursos Naturais, Biodiversidade, Qualidade de Vida, Educação e Artes, áreas às quais os pesquisadores envolvidos no estudo estão ligados. “A princípio, devemos captar R$ 23 milhões para desenvolver as nossas atividades no período de cinco anos”, afirma Andrade.
Levantamento minucioso para formar pesquisadores e capacitar a população – Os 1.233 km² de área da baía serão investigados em busca de um levantamento minucioso sobre as fontes de contaminação química nos manguezais, as variações climáticas locais e regionais e seu potencial extrativista, especialmente a maricultura, que, em muitos casos, é a única fonte de renda de famílias em situação de pobreza. “Todo conhecimento que adquirirmos irá ajudar a formar mestres e doutores altamente qualificados para levarem soluções para os problemas da Baía de Todos os Santos”, explica Núbia Ribeiro, coordenadora do eixo temático de Educação.
Ainda segundo Núbia, os dados levantados pelos pesquisadores também ajudarão diretamente as comunidades que habitam o entorno da baía. “Queremos incrementar a empregabilidade dos membros de famílias de baixa renda através da educação ambiental e da capacitação das marisquerias”, explica. Outra forma de chegar diretamente até população, desta vez com foco nas crianças, será por meio da capacitação dos professores das escolas locais para educarem seus alunos sobre as características e as potencialidades da Baía de Todos os Santos.
Arte como instrumento de inclusão socioeconômica – Além da educação formal, o projeto prevê outra maneira de chegar até crianças e adolescentes: a arte. Com mais de 15 anos trabalhando com comunidades do Recôncavo Baiano, a artista plástica Viga Gordilho enxergou no artesanato tradicionalmente desenvolvido no local uma maneira de inclusão social. “Muitos adolescentes querem sair de municípios menores rumo a Salvador, mas podemos ajudá-los a viver de maneira digna em suas cidades natais trabalhando com a arte própria do local”, afirma Viga.
Até o momento, pesquisadores de nove instituições, entre universidades e centros de pesquisa, estão envolvidos no projeto, que conta com o apoio da Fapesb – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, órgão vinculado à Secti – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Nosso papel é o de agente mobilizador junto aos potenciais financiadores do projeto”, explica o diretor científico da Fapesb, Robert Verhine.
Informações gerais sobre a Baía de Todos os Santos* – A Baía de Todos os Santos é a segunda maior baía costeira do Brasil, ocupando uma área de 1.233 km2 e 184 km de perímetro de costa. É composta de 14 municípios.
O entorno da baía compreende uma área urbana, incluindo Salvador, com mais de 3 milhões de habitantes e uma extensa zona industrial. A baía também é vizinha da Base Naval de Aratu e do maior pólo petroquímico do hemisfério sul.
Como resultado de sua importância econômica, a baía tem dois portos (Aratu e Salvador) que movimentam o equivalente a 5% do fluxo total movimentado nos portos brasileiros.
* Fonte: Estudo Multidisciplinar da Baía de Todos os Santos.
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| Data: 30/04/2008 |
| Fonte: ASCOM SECTI / FAPESB |
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