Baianos cultivam cogumelos comestíveis nativos da Mata Atlântica

Projeto tem o intuito de produzir e comercializar cogumelos no território baiano

Nos últimos anos, os cogumelos comestíveis estão cada vez mais presentes na culinária brasileira. Apesar do crescimento no consumo, o Brasil não produz o suficiente para suprir o mercado interno, por isso, o fungo é importado de outros países. Ao analisar o cenário mercadológico, Nara Lina e João Paulo, residentes na região de Itacaré, desenvolveram um projeto que estuda e cultiva os cogumelos comestíveis nativos da Mata Atlântica. O objetivo é produzir e comercializar cogumelos no território baiano.

Nara Lina, que é mestre e doutora em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), explica que trabalha há anos com o ensino e cultivo de cogumelos shimeji na Bahia. Após análises de campo e vivências dentro de laboratórios, ela identificou um potencial no cultivo de cogumelos nativos da Mata Atlântica. “A ideia surgiu de um sonho em cultivar cogumelos comestíveis encontrados nos arredores, como os carnudos Macrocybe titans, e de ver uma enorme produtividade de shimejis branco e salmão nos troncos de dendezeiros nas nossas matas”.

A proposta, que tem o apoio financeiro do Edital Inventiva, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), visa fazer uma cadeia produtiva com o custo mais barato, sem agredir o meio ambiente. “O negócio tem o foco em biodiversidade, saúde e sustentabilidade por utilizar técnicas de baixo custo e baixo impacto ambiental. Isso traz grandes benefícios quando falamos de questões mais amplas como as mudanças climáticas, acesso a alimentos mais saudáveis e promotores de vida”, ressalta Nara.

A gestora ambiental afirma que o produto terá um sistema de rastreamento através de um código de QR, o que garante a segurança alimentar e uma produção mais próxima do consumidor. “O diferencial do serviço e do produto está relacionado com a eficiência no pedido e na entrega, associado à rapidez e proximidade do produtor, que vem da ideia de estabelecer unidades produtivas regionais para atender um raio de 100km de distância e garantir a oferta de um alimento fresco, com qualidade e maior frequência na entrega”.

O projeto, que está em fase de desenvolvimento e estruturação, tem parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz e com as professoras Dra. Ana Paula Trovatti (Uesc) e Me. Letícia Magalhães Fernandes (Uesb), além da aluna Lívia Amanda Silva (Uesc).

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Nota de Pesar – Eduardo Nagib Boery

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) lamentam o falecimento de Eduardo Nagib Boery, que ocupou o cargo de diretor Científico da Fapesb entre dezembro de 2009 e outubro de 2014.

Doutor Eduardo Nagib Boery atuava na Universidade do Sudoeste da Bahia (Uesb) desde 1983. Especializado em Enfermagem Médico-Cirúrgica, Boery foi Conselheiro de Educação do Estado e fazia parte do corpo docente do Mestrado em Enfermagem e Saúde

A secretária interina da Secti, Mara Souza, o diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, o diretor de Inovação, Handerson Leite, funcionários e colaboradores se solidarizam com familiares e amigos pela perda de Eduardo Nagib Boery.

Pesquisadoras da Bahia desenvolvem curativo sustentável a partir de nanopartículas de própolis

Projeto inovador está entre os selecionados pelo Edital Inventiva da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia

Lesões na pele podem causar desconforto em grande parte da população, especialmente às pessoas que sofrem com doenças como a diabetes. Pensando em encontrar uma solução que ajude no tratamento de ferimentos, a pesquisadora Patrícia Fonseca, juntamente com sua orientadora Neila Pereira, pensaram em um projeto inovador para desenvolvimento de biocurativos com nanopartículas de própolis incorporadas a subprodutos naturais.

A ideia, que foi contemplada pelo Edital Inventiva, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), surgiu a partir da necessidade de tratamentos alternativos e eficazes para terapias de lesões cutâneas crônicas que vão desde feridas em diabéticos, úlcera de decúbito a queimaduras. “Pensamos na associação da própolis com outros subprodutos naturais que geralmente são descartados, gerando assim um material sustentável de alto impacto”, ressalta Patrícia.

A pesquisadora lembra que alguns tipos de curativos disponíveis no mercado possuem tempo de regeneração epitelial longo e custo alto. “Nosso tratamento é inovador, capaz de solucionar problemas estruturais em algumas terapias ou até mesmo potencializar o efeito de outras e com isso propor novas pesquisas através da associação de materiais já existentes que atuam individualmente em processos terapêuticos que envolvam ações antibacteriana, anti-inflamatória e cicatrizante”, disse.

Considerado um processo cuidadoso, o tratamento de feridas demanda uma série de cuidados, além de serem onerosos por necessitar de trocas sucessivas de curativos. “Quando estes pacientes se encontram internados, levam mais tempo sob cuidados profissionais e riscos de outras infecções. Desta forma, é salutar desenvolver uma terapia mais racional e acessível para todo tipo de paciente, tanto pela necessidade terapêutica quanto pelo baixo custo na sua aquisição”, defende a pesquisadora.

Atualmente cursando mestrado em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação na Universidade Federal da Bahia, Patrícia desenvolve o projeto em parceria com a professora Neila de Paula Pereira, doutora em Ciências Farmacêuticas na área de insumos, medicamentos e correlatos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com apoio da Fapesb, do Sebrae e do CNPq, a ideia inovadora também tem como parceiros o Laboratório de Pesquisa em Medicamentos e Cosméticos (Lapemec – Ufba), a Universidade Federal do Alagoas (Ufal) e o Laboratório de Farmacologia e Terapêutica Experimental (Lafte).

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.Pesquisadoras da Bahia desenvolvem curativo sustentável a partir de nanopartículas de própolis

 

Fapesb e Boticário selecionam propostas para fortalecimento de áreas naturais protegidas

Interessados em submeter projetos devem se inscrever até o dia 2 de junho

Apoiar iniciativas inovadoras que contribuam efetivamente para a conservação da natureza na Bahia. Esse é o principal objetivo da nova edição do “Teia de Soluções”, edital lançado nesta terça-feira (19) pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e a Fundação Grupo Boticário (FGB). A chamada, que está com inscrições abertas até o dia 2 de junho, vai selecionar propostas que fortaleçam as áreas naturais protegidas. As soluções inscritas devem responder a um dos desafios, como contribuir para a sustentabilidade financeira e a proteção da biodiversidade por meio do turismo de natureza e desenvolver estratégias de conservação que promovam a segurança hídrica.

Em consonância com os desafios propostos, o diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, destacou a importância da temática do turismo de natureza para o estado. “O turismo é um dos setores mais importantes para a economia do nosso estado e a Bahia é conhecida pela riqueza da sua biodiversidade e de atrativos naturais. Desenvolver e integrar o turismo à conservação de áreas naturais e desenvolver estratégias de preservação da biodiversidade, incluindo a água, por meio de apoio a projetos inovadores que tragam soluções para esses desafios, irá contribuir efetivamente para a conservação da natureza e o desenvolvimento de uma economia sustentável na Bahia”, disse.

A gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva, explica que o turismo em áreas naturais é uma atividade catalisadora de desenvolvimento econômico aliada à conservação da natureza, uma ferramenta importante de sustentabilidade financeira e proteção dessas regiões. “Além disso, áreas naturais conservadas são fundamentais para a segurança hídrica. Elas têm a capacidade de atuarem como filtros de sedimentos e resíduos, garantindo maior qualidade e regularidade na oferta de água”, completa.

Interessados devem inscrever através do link chamada.teiadesolucoes.com.br. Vale lembrar que a parceria do Grupo Boticário se estende a outras regiões, portanto é importante indicar a região para a proposta no momento do preenchimento do formulário. Para a Bahia, foram disponibilizados recursos no valor de R$ 600 mil, sendo R$ 300 mil oriundos da Fapesb e os outros R$ 300 mil disponibilizados pelo Grupo Boticário.

As propostas inscritas serão analisadas por uma banca composta por especialistas e representantes indicados pelas instituições organizadoras. As melhores soluções seguirão para uma etapa de detalhamento e mentoria e, depois, passarão por nova análise para concorrer ao apoio financeiro. O resultado com as soluções selecionadas para apoio deverá ser divulgado em dezembro de 2022.

Pesquisadores criam método para ensinar termodinâmica através da cachaça

Material didático está disponível no site da Uesb e pode ser utilizado por qualquer professor que ensine o assunto
Popularmente conhecida como cachaça, a aguardente da cana de açúcar já “curou” e ensinou muita coisa ao brasileiro. Contudo, aprender os importantes conceitos físicos da Termodinâmica é a primeira vez. A ideia surgiu a partir da tradição histórica e econômica de produção da cachaça que despertou a curiosidade do pesquisador Gilmar Sousa, mestre em Ensino de Física pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Ele, seu orientador Luizdarcy de Matos e suborientador Jorge Ramos, criaram um método de ensino da física para alunos do ensino médio.
Segundo Luizdarcy, todo o planejamento foi prescindido com base na realidade dos alunos. “O processo de destilação de aguardente de cana faz parte do cotidiano desses alunos, uma vez que a produção de aguardente. Essas associações feitas no processo de ensino-aprendizagem foram muito proveitosas, pois observamos um maior interesse por parte dos alunos pela física e suas aplicações devido ao conhecimento adquirido na resolução de situações. O interesse é uma variável de muita importância nas tarefas escolares e na aprendizagem em geral. Quando as pessoas se interessam por um assunto, tendem a aprendê-lo mais rapidamente e com maior profundidade”.
A experiência faz com que os estudantes se interessem mais pela física. “Os alunos decoram fórmulas, definições e respostas corretas, no intuito de acertarem o máximo possível de questões. Com esse objetivo de apresentar uma educação diametralmente oposta a esse tipo de aprendizagem mecânica, propusemos um produto educacional que promovesse uma aprendizagem com compreensão, com significado”. Luizdarcy reforça que, para além dos testes, os jovens se apropriaram dos conceitos de física, desenvolvendo a capacidade de explicá-los e de, inclusive, aplicá-los em novas situações.
A pesquisa estava prevista para terminar em dois anos, mas, devido às dificuldades da pandemia da Covid-19, sofreu alguns atrasos. “Nosso objetivo era a criação de um material instrucional para ser utilizado por qualquer professor interessado e a verificação da eficiência desse material escolar. Entendemos que o aluno aprende ao ver significado naquilo que está sendo ensinado e tem como principal objetivo promover a construção do conhecimento físico a partir de situações vivenciadas por eles”.
Com este método, os professores desenvolveram uma Unidade de Ensino Potencialmente Significativa (UEPS) e ensinam os alunos conceitos termodinâmicos de calor (processos de transferência de calor e mudança de fase), temperatura (escalas termométricas) e pressão a partir dos processos de destilação de aguardente de cana. A UEPS foi desenvolvida para ser aplicada aos alunos do 2º ano do Ensino Médio e pode ser adaptada para ser aplicada em qualquer contexto de ensino. “Esse produto educacional dá a oportunidade do professor do Ensino Médio aprimorar sua prática pedagógica, como também, oferece uma oportunidade de reflexão a respeito da forma como a Física vem sendo ensinada, de forma mecânica e sem contextualização”, explica.
O material didático está disponível para qualquer professor interessado. Eles são encontrados livremente no site da Uesb.
Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Governo do Estado lança Programa Bahia Competitiva

Iniciativa da Secti e da Fapesb amplia investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação

Mais investimento em ciência, tecnologia e inovação em prol de baianos e baianas. Esse é um dos princípios do Programa Bahia Competitiva, foi lançado pelo governador Rui Costa, na tarde desta terça-feira (12), no Salão de Atos da Governadoria. O objetivo do programa é aumentar a competitividade do estado, gerar emprego, renda e melhorar e diversificar nossa base de arrecadação. O lançamento contou com a presença da secretária interina de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Mara Souza, do diretor Geral da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), Márcio Costa, e demais autoridades.

O Bahia Competitiva é composto por 5 projetos e 14 subprojetos que, articulados, colocarão a Bahia em situação privilegiada em termos de atração de empresas, geração de novos negócios, competitividade, emprego e renda. As áreas prioritárias do programa envolvem saúde, educação, agricultura, cidades e desenvolvimento econômico. Neste primeiro momento, serão apresentadas à população e à imprensa as ações do Bahia Competitiva vinculadas à área de Desenvolvimento Econômico. Posteriormente, em datas a serem divulgadas, Secti e Fapesb lançam as demais iniciativas.

Entre os projetos lançados hoje estão o “Empresa 4.0” e os “Institutos Estaduais de Referência em Ciência e Tecnologia da Bahia (Incite)”. O primeiro conta com investimentos de mais de R$ 10 milhões, enquanto o segundo tem recursos na casa dos R$ 30 milhões. O Empresa 4.0 trata do incentivo à inovação e transformação digital nas empresas com atuação no estado baiano, aumentando a produtividade e competitividade com uso de novas tecnologias, beneficiando 220 empresas, entre micro, pequena e médio porte.

Já o Incite marca um novo momento no financiamento do ensino, pesquisa e extensão na Bahia. Serão estruturas virtuais em rede com objetivo de diagnosticar e elencar os principais problemas do Estado em cada uma das quinze áreas estratégicas presentes no edital. Tais estruturas deverão ser montadas tendo como base o desenvolvimento e uso de laboratórios compartilhados, pesquisa e formação em rede, valorização das estruturas de interação com os diversos atores da sociedade civil organizada, os governos, cooperativas, associações, e resultados práticos, científicos, tecnológicos, sociais e no campo das inovações.

O governador Rui Costa afirmou que o programa Bahia Competitiva, somados todos os editais, terá um investimento total de R$ 80 milhões. “É um investimento do estado em ciência e tecnologia que nós queremos apostar e a minha orientação, desde que assumi, é que a gente busque fazer da Bahia um dos estados que mais investe. Isso tudo representa a nossa crença e o conceito que desenvolvimento vem com educação, com ciência e tecnologia, que o mundo competitivo que está aí fora requer um país que invista mais em ciência e pesquisa, em desenvolvimento técnico, em formação de uma mão de obra compatível com esse desenvolvimento”.

Para a secretária Mara Souza, o lançamento do programa é motivo de orgulho e de alegria por apoiar áreas tão primordiais ao desenvolvimento da sociedade. “Esse programa nos ajuda a interiorizar ainda mais nossas ações em parceria com a Fapesb. Temos em seu propósito pensar o futuro e trazer soluções para os problemas de agora, mas também de trazer soluções de forma mais ampla das tecnologias voltadas para as competências necessárias para o desenvolvimento do futuro”, disse, projetando forte engajamento das universidades, empresas e dos municípios a partir do momento em que cada subprojeto for lançado.

O diretor Geral da Fapesb explica que o Edital Empresa 4.0 visa apoiar o desenvolvimento de projetos cooperativos entre as Instituições de Ciência e Tecnologia da Bahia e empresas que utilizam tecnologias habilitadoras, ou seja, um conjunto de tecnologias portadoras de futuro de forma a promover a inovação, a formação de pessoas e o desenvolvimento de tecnologias que aumentem a competitividade do Estado. “Serão alocados para esse edital, recursos financeiros não reembolsáveis no valor de R$ 10 milhões. As propostas deverão ser submetidas com o valor de até R$ 300 mil devendo ser executadas em um prazo máximo de até vinte e quatro meses”.

O Edital Incite possui três eixos, o social, o tecnológico e o de desenvolvimento econômico. O diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, destaca que “no eixo social foram consideradas áreas de educação, segurança pública, economia solidária e empreendedorismo social, além dos governos. No segundo eixo são priorizadas tecnologias transversais, como indústria 4.0, computação avançada e nanotecnologia. Finalmente, o eixo de desenvolvimento econômico contempla as áreas de energias renováveis, como economia verde, economia criativa, tecnologias de saúde, agricultura familiar, agronegócios, tecnologia de alimentos e mineração”.

A expectativa é que o Edital Incite passe a ser referência na sua área de atuação, favorecendo o desenvolvimento, a elaboração e execução de políticas públicas baseadas em evidências, o fortalecimento das instituições de ensino e pesquisa, produção de inovações, além de ajudar na internacionalização dos programas de pós-graduação da Bahia. Os interessados podem acessar a aba editais do site da Fapesb para obter mais informações.

Professor desenvolve tecnologia que diminui manchas na pele de pessoas com Melasma

Substância testada em 60 voluntárias foi responsável por uma redução de 62% na intensidade de hiperpigmentação

O surgimento de manchas na pele é uma questão dermatológica que acomete parte da população. Dentre os distúrbios existentes, o Melasma é um dos mais comuns. Para ajudar pessoas que sofrem com a hiperpigmentação, o farmacêutico e ex-professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mateus Leite, desenvolveu, em colaboração com o professor Juliano Amaral, no Instituto Multidisciplinar em Saúde, Campus de Vitória da Conquista, um produto que diminui consideravelmente as manchas na pele.

A inovação proposta pelo pesquisador trata-se de um sistema nanotecnológico de administração tópica para procedimentos de peelings químicos, que são tratamentos estéticos feitos com a aplicação de ácidos sobre a pele. Esse sistema, que tem a capacidade de transportar os insumos ativos através da pele, demonstrou uma melhor eficácia no tratamento de Melasma. Além disso, tal sistema tem menor concentração de retinóides, o que, diminui a possibilidade de efeitos adversos.

O pesquisador explica que, embora se trate de um distúrbio comum, encontrado em uma parte significativa da população, especialmente em mulheres, o tratamento atual ainda é insatisfatório. “Pela grande recorrência das lesões e pela ausência de uma alternativa de clareamento definitivo, o tratamento não é tão satisfatório para a maioria das pessoas. Alguns estudos indicam que para ter melhor eficácia é preciso utilizar os fotoprotetores e clareadores como as medidas de primeira linha”.

No desenvolvimento da sua pesquisa, Mateus Leite, que atualmente é professor na Universidade Federal de Alfenas, percebeu que nenhuma terapia isolada se mostrou benéfica para o tratamento de todos os tipos de Melasma, mas a combinação de modalidades de tratamento poderia ser utilizada para a otimização do tratamento. “A menor concentração de retinóides utilizada neste produto para a pele, que é 10 vezes menor do que convencionalmente é adotado em procedimentos de peelings químicos, mostrou-se mais segura e foi responsável por uma redução de 62% na intensidade de hiperpigmentação de Melasma, com apenas quatro aplicações tópicas”.

O produto foi avaliado em um estudo clínico controlado em 60 pacientes voluntárias do sexo feminino. Todas foram acompanhadas por meio de exames regulares, verificando-se parâmetros hematológicos e bioquímicos, especialmente os parâmetros hepáticos, que permaneceram inalterados. O tempo deste estudo foi de 30 meses, desde o desenvolvimento até a avaliação clínica.

Os próximos passos, segundo o criador da tecnologia, é que o produto seja comercializado por alguma empresa e assim possa chegar até a população. Mateus Leite destaca ainda que a médica Ana Carolina Andrade, que foi sua aluna de mestrado, teve atuação importante no trabalho, além da participação de outras alunas de iniciação científica e tecnológica. Com patente concedida em 2020 pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a invenção está no aguardo de empresas interessadas em licenciar a tecnologia.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Pesquisadores de Cruz das Almas descobrem nova espécie de planta na Bahia

Estudo começou em 2008, mas só foi divulgado no ano passado após acompanhamento e monitoramento dos universitários

Descobertas científicas são feitas todos os dias. Sejam no Brasil ou na China, espécies novas ou antigas são sempre objetos de estudo para os alunos da área científica. A bióloga Lidyanne Aona e professora na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por exemplo, descobriu uma nova espécie de planta na Mata da Cazuzinha, no município de Cruz das Almas. O gênero Dichorisandra, que tem sido estudado desde o doutorado de Lidyanne, apresenta bastante diversidade no estado da Bahia.

“No meu doutorado, tinha encontrado alguns materiais herborizados (e depositados nos herbários) muito diferentes, mas que não foram possíveis de identificar taxonomicamente essas plantas com 100% de certeza. Depois que vim trabalhar na UFRB como docente, pude ir mais vezes a campo com meus alunos e visitar herbários”, explicou a doutora. De acordo com ela, o trabalho feito junto com seu aluno e orientadores foi iniciado em 2008, quando começaram a montar o quebra-cabeça.

“Um amigo me enviou umas fotos de uma planta que ele tinha coletado em Jequié e achei muito parecida com as que tinha visto aqui na Mata da Cazuzinha. Em 2018, propus que um aluno do curso de Recursos Genéticos Vegetais da UFRB estudasse essa espécie aqui em Cruz das Almas. Após estudos sobre a biologia floral e reprodutiva de Dichorinsadra rhizantha e acompanhamento de dois anos sobre essas populações, em 2021, fiz mais uma coleta em Muritiba e pude ter certeza de que se tratava realmente de uma espécie nova para a ciência”.

Lidyanne afirmou que as espécies novas são descritas regularmente por botânicos e zoólogos que trabalham no Brasil. No doutorado dela foram descobertas 25 novas espécies para Mata Atlântica, o que mostra quantas espécies já foram destruídas antes que a ciência tivesse a chance de descrevê-las. “Toda e qualquer espécie nova para ciência é importante. Imagina extinguir um organismo antes mesmo que ele possa ser reconhecido? É bem triste. Para a UFRB e para o curso de mestrado em RGV e para o município de Cruz das Almas e para a Bahia, é importante, pois Dichorisandra rhizantha é endêmica desses locais da Bahia. Isso quer dizer que ela só ocorre nesses locais no mundo todo! Já imaginou isso? Acabou lá, acabou a espécie”.

A doutora em Biologia Vegetal lembra também que as plantas dão “comida” (recursos florais) para as os polinizadores (no caso de D. rhizantha, os principais polinizadores são as abelhas) e que, muitas vezes, são polinizadores de plantas importantes para o ser humano. “Já foi descoberto que plantações de café, por exemplo, produzem mais quando há mata virgem ao lado, onde ocorrem abelhas polinizando as flores do café. Assim, não são vantagens imediatamente visíveis, mas indiretamente envolvidas na conservação desses ambientes e, consequentemente, dessas espécies”.

A ideia do grupo de pesquisa é monitorar a partir de agora, essas populações nos locais mais próximos de Cruz das Almas e iniciar outros estudos. Segundo Lidyanne, algumas espécies de Dichorisandra apresentam estudos de potencial medicinal, porém ainda pouco explorado e estudado. “Nesse fragmento florestal de Cruz das Almas, a Mata da Cazuzinha, seria interessante estudar outras monocotiledôneas herbáceas, como Bromeliaceae, Iridaceae, Marantaceae e verificar se apresentam o mesmo comportamento de D. rhizantha. Além disso, ainda queremos saber como é o processo de dispersão dessa espécie dentro da mata, pois essa parte deste estudo foi interrompida no mestrado do meu aluno por causa da pandemia”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Projetos inovadores de toda a Bahia já podem se inscrever no Centelha II

Projetos inovadores de toda a Bahia já podem se inscrever no Centelha II
Lançamento do edital milionário prevê investimento cerca de R$ 60 mil em cada ideia selecionada

Uma tarde repleta de gratidão e conhecimento marcou o lançamento da segunda edição do Programa Centelha na Bahia. O Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), deu o start para mais um edital milionário que fomenta ideias inovadoras de jovens e empreendedores baianos. O lançamento aconteceu nesta quarta-feira (9), com transmissão pelo Canal do YouTube da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia, e contou com a presença de importantes secretários de estado e autoridades federais, entre elas a ex-secretária da Secti, Adélia Pinheiro, a atual secretária Mara Souza, o diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, dentre outros.

O edital irá investir mais de R$ 3 milhões em projetos de todo o estado. Na primeira edição, em 2019, foram quase mil ideias inovadoras inscritas no programa, totalizando um investimento de R$ 1,6 milhão, distribuídos em quase 30 startups. Desta vez, o objetivo da Fapesb é investir no dobro de ideias com apoio financeiro de mais de R$ 60 mil, para cada projeto, e fomentar ainda mais a ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo nas cidades do interior baiano.

Durante o lançamento, a secretária Mara Souza aproveitou para destacar o quanto as ações da Secti vêm fazendo a diferença e promovendo a interiorização da ciência e tecnologia na Bahia. “O edital Centelha II é mais uma entrega que estamos cumprindo para continuar incentivando a ciência em nosso estado. Para além dele, tivemos tantos outros editais que fizeram a diferença na vida de muitos pesquisadores em toda a Bahia e também para a nossa população. Fora que existem nossos espaços dinamizadores espalhados por 12 regiões, que também servirão como apoio para que esses projetos aprovados no Centelha sigam crescendo junto com a Bahia”.

O diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, comemorou durante o lançamento o investimento em projetos que fomentarão ainda mais o setor científico da Bahia. “Continuaremos reafirmando o compromisso em promoção de ciência, tecnologia e inovação para baianos e baianas. Não apenas com o investimento direto, com empreendedores e pesquisadores, mas fortalecendo este setor que cada dia mais cresce na Bahia. Precisamos seguir incentivando o empreendedorismo inovador com a criação de negócios que fortaleçam o desenvolvimento econômico e social do nosso estado”.

Na Bahia, a execução do Programa Centelha é da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), que é vinculada à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), enquanto no âmbito federal fica por conta da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.