Edital Centelha vai investir R$ 3 milhões em ideias inovadoras de toda a Bahia

Em sua segunda edição, programa quase dobra investimento e prevê mais de R$ 60 mil para cada projeto selecionado

Quando o assunto é inovação, o povo baiano é destaque. Pensando nesse potencial criativo, o Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), lança mais um edital milionário para fomentar ideias inovadoras por toda a Bahia. O lançamento da segunda edição do Programa Centelha acontece na próxima quarta-feira (9), às 15h, com transmissão pelo Canal do YouTube da Fapesb. Na primeira edição, em 2019, foram mais de duas mil ideias inovadoras inscritas no programa, totalizando um investimento de R$ 1,6 milhão, distribuídos em quase 30 startups. Desta vez, o incentivo é ainda maior, com recursos na casa dos R$ 3 milhões.

O diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, comemorou o lançamento de mais um edital voltado para o fomento de novos projetos. “A nova edição do Edital Centelha reafirma o compromisso da Fapesb e instituições parceiras de dar continuidade às ações de indução da criação de negócios a partir de ideias inovadoras, de modo a potencializar o fomento à cultura do empreendedorismo inovador e fortalecer o ecossistema de inovação por toda a Bahia, contribuindo assim para a sustentabilidade do desenvolvimento econômico e social do nosso estado”, afirma.

O Centelha II prevê investir mais de R$ 60 mil em cada ideia inovadora que for selecionada. O objetivo é dar continuidade e impulsionar pelo menos 50 projetos baianos. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mara Souza, relembra o sucesso do último edital. “Quando lançamos a primeira edição deste programa, tivemos uma resposta extremamente positiva, que colocou a Bahia em destaque como um dos estados que mais teve propostas submetidas neste edital. Tivemos projetos espalhados em diversos municípios, reafirmando a capacidade criatividade do nosso povo. Esta é uma das maneiras que trabalhamos para continuar transformando ideias de negócios em projetos de sucesso”, destaca.

Na Bahia, a execução do Programa Centelha é da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), que é vinculada à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), enquanto no âmbito federal fica por conta da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.

SERVIÇO

O que: Lançamento do Centelha Bahia 2
Quando: quarta-feira, dia 9/3, às 15h
Onde: www.youtube.com/fapesbbahia

Jovens baianos criam ferramenta para auxílio de aulas de robóticas para crianças cegas

Ninino surgiu após observações de que alguns alunos cegos não conseguiram participar das aulas

Baseando-se na necessidade e limitações existentes em algumas das instituições escolares do Brasil, jovens baianos criaram um projeto que pode proporcionar melhorias no aprendizado dos deficientes visuais que desejam aprender robótica. Sob a orientação do professor Evaldo Oliveira e da professora Anália Emília Ferreira, os alunos de Feira de Santana, Jean Hungria e David Brito, do ensino técnico do Centro de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho, desenvolveram um projeto inovador para a solução desses problemas.

O Projeto Ninino é um kit que utiliza a adaptação de uma placa de arruíno, utilizada para processo de criações robóticas, com sensores e utensílios que melhoram a compreensão do aluno ou do público deficiente visual e ajuda a entender ferramentas de robótica através do tato, como a linguagem de programação, manual de instruções, apostilas de códigos, etc.

Evaldo, o orientador dos alunos lembra que a ideia surgiu após observações que alguns alunos cegos não participavam da aula de robótica. “A ideia para o desenvolvimento inicialmente atingiria apenas crianças de cinco a sete anos, mas um dos alunos percebeu que uma delas, que possuía deficiência visual, não conseguia ter o mesmo acompanhamento. Portanto, foram criadas adaptações para essa criança. Após algumas reuniões, os alunos adaptaram o kit para que pudesse finalmente ser usado por crianças que pudessem utilizar esse kit de uma maneira dinâmica e criativa nas aulas de robótica”, explicou o orientador.

Jean Hungria, explica que a ferramenta deu seguimento ao processo de Trabalho de Conclusão de Curso do grupo. “Já que era um projeto diretamente ligado a conclusão do nosso médio técnico, fizemos a elaboração da ideia, seguimos os passos de levantamento, criação do protótipo, pequenas testagens internas e construções dos materiais adicionais, manuais etc. Porém ainda não prosseguimos para a fase de testagem com o público-alvo”

Jean reafirma o quanto esse kit é inclusivo para crianças cegas e enfatiza que já tem projetos para o futuro. “Esperamos que, nas fases de testagens, que ficou como projetos para o futuro, devido a questões de pandemia, sejam ainda mais inclusivas. Afinal, não queremos nos limitar apenas a uma adequação de uma ferramenta para cegos, mas também para o grupo de autistas onde a gente possa utilizar o lúdico como ferramenta para atrair”.

O projeto ficou em primeiro lugar na modalidade de Pesquisas Científicas Concluídas, com a categoria Ciências Exatas e Engenharia na etapa on-line da 9ª Feira de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba). Jean enfatiza que não há nenhuma ferramenta parecida com o Ninino no mercado. “Fizemos pesquisas e não identificamos uma ferramenta que tenha o mesmo intuito ou que se assemelha na ideia base do Ninino. Portanto, temos como base de que esse é um projeto inovador e que vai fazer grande diferença as aulas de crianças que se interessam pelo tema, mas possuem essa limitação”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb prorroga bolsas de mestrado e doutorado em virtude da pandemia do coronavírus

Por causa das restrições decorrentes do isolamento social, em combate a pandemia de coronavírus, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), junto com a Fundação de Amparo e Pesquisa da Bahia (Fapesb), prorrogaram, por mais três meses, as bolsas de estudo dos alunos de mestrado e doutorado apoiados pela fundação que tiveram o andamento de suas pesquisas impactadas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da última quinta-feira (17).

A última prorrogação aconteceu em março de 2021 e atingiu estudantes com pesquisas previstas para a conclusão entre janeiro e dezembro de 2021. Neste ano, o terceiro com o regular desenvolvimento das teses e dissertações afetados por conta da pandemia, os bolsistas com trabalhos previstos para conclusão entre janeiro de dezembro de 2022 também terão seu apoio prolongado. Lembrando que a decisão não afetará o cronograma sobre a oferta de novas bolsas.

Jovens baianos desenvolvem fitocosmético a partir da casca da banana

Projeto, que está em fase de teste, visa alinhar os cuidados com a pele e a reutilização de compostos orgânicos

Os fitocosméticos são cosméticos naturais e sustentáveis. Eles são elaborados a partir de extratos, óleos ou partes de vegetais. Com objetivo de criar um produto que alinhasse os cuidados com a pele e sustentabilidade, os alunos Iarlei Santos, Samoel Silva, Ellen Cristina e Jefferson Cruz, orientados por Pachiele da Silva, do Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal II, desenvolveram uma pesquisa sobre a produção de fitocosmético a partir da casca de banana como alternativa sustentável para tratamentos estéticos.

De acordo com Iarlei Santos, a ideia de pesquisar esse tema surgiu após um bate-papo sobre a degradação ambiental e o pouco aproveitamento dos compostos orgânicos. “Conversamos sobre o impacto ambiental gerado pelo não aproveitamento de substâncias orgânicas. Logo pensamos na banana, pelo seu alto consumo e o desperdício da sua casca, uma vez que não vemos produtos que a utilizem”.

Para obter o insumo, os pesquisadores coletaram e higienizaram as cascas de banana. O material colhido passou pelo procedimento de maceração, que é o processo de colocar a matéria-prima em contato com o líquido extrator, e a substância foi extraída e tratada. “O nosso produto promove, por meio da sua ação de antioxidação, o combate aos radicais livres da pele. Esses radicais são responsáveis por produzir o envelhecimento precoce, rugas, acnes e outros problemas. Por isso, é importante neutralizá-lo”, explica Iarlei.

A pesquisa faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, e foi uma das vencedoras da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA). O objetivo do projeto, que está em fase de teste com as substâncias flavanoides e antioxidantes, é incentivar a reutilização de materiais orgânicos. “Nosso intuito é promover a reutilização e a sustentabilidade de uma forma que as pessoas entendam que ao nosso redor existem materiais de muito potencial e que podem ser aproveitados em todas as áreas”, afirma.

A orientadora dos estudantes, Pachiele da Silva, destaca que esse produto trará benefícios para a população. “A sociedade irá conhecer os benefícios da casca de banana, que até então é vista como lixo orgânico e apenas descartada. Além disso, o projeto propicia à comunidade um produto de qualidade e acessível. Trazendo ainda, o benefício dos antioxidantes”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Estudantes baianas criam um irrigador solar automatizado para pequenas hortas

Projeto, que está concluído, tem baixo custo de produção e conta com um aplicativo de monitoramento

A irrigação, técnica que leva água para as plantas, geralmente é usada em cultivos de grande porte ou em regiões em que os recursos hídricos são escassos. Com o intuito de disponibilizar esse método para as hortas caseiras, as alunas Sthefany dos Santos, Luciana Pereira e Kelly Cerqueira, orientadas por Deise Benn, no Colégio Estadual José Antônio de Almeida, localizado em Santanópolis, criaram um irrigador solar automatizado de baixo custo.

A ideia surgiu para atender grandes plantações, mas com a pandemia, o grupo resolveu desenvolver um irrigador solar automatizado para hortas menores. “O objetivo inicial era um irrigador para plantações em uma escala maior, mas, com o início da pandemia, tivemos muitas dificuldades e adaptamos para hortas caseiras, disponibilizando a oportunidade de ter hortaliças de boa qualidade”, explica Sthefany.

A tecnologia utiliza um microcontrolador, chamado ESP32, que permite fazer uma conexão com qualquer rede de Wi-Fi ou Bluetooth. Segundo Sthefany, elas desenvolveram o equipamento a partir de uma tecnologia já existente da Embrapa. “Nós automatizamos o irrigador solar produzido pela Embrapa em 2017 e desenvolvemos um aplicativo que atualiza para o usuário sobre o status do sistema. Ou seja, ao detectar que o solo está seco, ele irriga a horta por gotejamento e cessa essa atividade assim que a terra fica úmida”.

As alunas apontam que o maior diferencial do produto é seu baixo custo de produção, em média R$ 150 reais, e o aplicativo desenvolvido por elas, que permite que o usuário controle a irrigação das plantas. “No mercado existe a automação na irrigação, porém, não é de baixo custo e não encontramos nada semelhante ao nosso aplicativo. O software ‘Irrigador’ possibilita o monitoramento do nível de água do reservatório e a umidade do solo, além de avisar quando o reservatório está abaixo do nível”, diz Sthefany.

O projeto, que está concluído e já possui um protótipo, faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, e foi um dos vencedores da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA). “O nosso projeto está finalizado, mas, como toda pesquisa, ainda há melhorias que podem ser implementadas. Ainda assim, ele pode ser comercializado”, vislumbra a estudante.

A orientadora da pesquisa, Deise Benn, destaca que a ideia tem viabilidade de execução. “Muitas pessoas já manifestaram interesse no irrigador, justamente pela facilidade na irrigação (automação) e pelo monitoramento através do aplicativo. Com essas ferramentas, as pessoas podem viajar, por exemplo, sem se preocupar com quem irá regar suas plantas todos os dias”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Estudantes de Araci desenvolvem protótipo para aferir glicose através da saliva

Método é indolor e não-invasivo, o que traz conforto para os diabéticos

A diabete é uma doença crônica que atinge milhões de brasileiros. Segundo dados liberados pela Federação Internacional de Diabetes em 2021, o número de doentes no Brasil pode chegar a 16,8 milhões, cerca de 7% da população. Os diabéticos têm restrições alimentares e precisam acompanhar diariamente o índice glicêmico. Para trazer conforto à vida dessas pessoas, os alunos Isla Santana e Flávio Rafael, orientados pela professora Pachiele da Silva, no Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal II, localizado em Araci, desenvolveram um protótipo não-invasivo para controle glicêmico a partir da saliva.

Para que seja possível aferir com o fluxo salivar, os pesquisadores revelaram que fazem uma adaptação dos métodos já usados para calcular a glicose através do sangue. “O protótipo é desenvolvido através de uma adaptação de procedimentos já existentes. A tecnologia é idealizada e desenvolvida numa metodologia que consiste em um resistor revestido com um tecido que contém uma enzima reagente à glicose, que ao entrar em contato com a saliva do paciente gera uma reação que é interpretada por um dispositivo eletrônico”, explica Isla.

O projeto foi criado porque os estudantes viram a necessidade de elaborar um método não-invasivo para que as pessoas diabéticas não sentissem dor na hora de fazer o monitoramento. “Foi uma forma de se colocar no lugar do próximo, sentir sua dor e ajudar com o que a gente pudesse, que, no nosso caso, foi por meio da ciência. Outra coisa que nos impulsionou a idealizar a pesquisa, foi um contato que tivemos com a avó de uma pessoa próxima, que nos contou sobre suas dificuldades e desprazeres diários devido ao tratamento do diabetes”, revela Flávio.

Isla destaca que o maior objetivo do projeto é disponibilizar no mercado uma alternativa confortável e indolor de medição glicêmica. De acordo com ela, a tecnologia será muito benéfica para os portadores da doença. “Nosso produto irá promover conforto e simplicidade ao paciente diabético que, rotineiramente, sofre com calos, ansiedade e má circulação nos dedos devido a esses métodos que utilizam o sangue como biomarcador da glicemia. Iremos promover uma qualidade de vida melhor a essas pessoas que necessitam de um automonitoramento glicêmico”.

A tecnologia, que está em fase de desenvolvimento, faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, e foi uma das vencedoras da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA). “Estamos na etapa de mapeamento das variáveis que podem interferir na medição da glicemia através da saliva. No futuro, assim que tivermos tudo isso mensurado e tivermos nosso protótipo testado por pessoas diabéticas, pretendemos levá-lo ao mercado e torná-lo acessível ao mais variado tipo de público diabético”, diz Flávio.

A orientadora do projeto, Pachiele da Silva, destaca que essa é uma pesquisa que tem grande relevância social e é uma forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Uma oportunidade ímpar, por toda sua relevância social. Possibilitar qualidade de vida a essas pessoas, conseguindo, assim, medir seus índices glicêmicos a partir da saliva, não havendo necessidade de furos na derme diariamente, na coleta de sangue. Quem é diabético sabe bem a luta diária que é conviver com o controle através do sangue”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Estudantes baianos utilizam inhame para produção de bioplástico

Produto tem como matéria-prima o amido do inhame, que tem resinas biodegradáveis

O Brasil é o 4° maior produtor de lixo plástico do planeta. Além disso, de acordo com o World Wide Fund for Nature (WFF), o país recicla apenas 1,2% desses resíduos, ou seja, o acúmulo desse material na natureza é um problema grave em todo o território brasileiro. Com o intuito de apresentar uma solução para a diminuição do consumo do plástico, os alunos Amanda Alves, Stephanie Soares e Felipe Messias, orientados pela professora Margarete Correia, no Centro Estadual de Educação Profissional, Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira, da cidade de Ilhéus, iniciaram um projeto que utiliza o “colocasia esculenta”, mais conhecido como inhame, na produção do bioplástico.

Segundo Amanda Alves, o projeto desenvolveu-se a partir de uma outra pesquisa. Ela explica que o antigo estudo tinha o objetivo de usar o inhame para elaboração de canudos biodegradáveis, que tem uma decomposição rápida e é absorvido pela natureza. Com as informações dessa investigação, a equipe de Amanda elaborou uma proposta que utiliza o amido do inhame como matéria-prima na produção de bioplástico. Baseado nesse produto, por exemplo, é possível fabricar canudos.

O uso do bioplástico traz benefícios ao planeta, porque utiliza recursos que são renovados pela própria natureza, como é o caso do inhame. “O bioplástico a partir do inhame irá contribuir para diminuir a poluição no meio ambiente. Esse produto é formado por resinas biodegradáveis derivada de fonte renovável e não causa danos ao meio ambiente. Sua decomposição é mais rápida, o que beneficia os microrganismos decompositores e os seres humanos. Esperamos que o bioplástico que estamos produzindo possa colaborar para a diminuição da poluição no meio ambiente”, afirma Amanda.

A ideia empreendedora, que está em fase inicial, faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, e foi uma das vencedoras da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA). Amanda revela que busca auxílio para o desenvolvimento do produto, que tem grande potencial de comercialização. “Estamos em busca de parcerias que proporcionem a melhoria do nosso produto, realização de testes e a conclusão do projeto”.

A professora orientadora Margarete Correia ressalta que essas investigações são fundamentais para um mundo sustentável. “Quando os jovens pensam em soluções sustentáveis para a situação do nosso planeta como, por exemplo, a grande quantidade de plásticos que são descartados de forma incorreta no ambiente e por quanto tempo esse material fica causando transtornos, eles são capazes de motivar outras pessoas a desenvolverem mudanças e buscar soluções para minimizar os problemas do meio ambiente”, explica.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Estudantes de Ilhéus desenvolvem inseticida a partir da folha da mandioca

Folha da raiz contém o ácido cianídrico (HCN), que elimina as formigas e lagartas. Segundo os pesquisadores, o produto é sustentável e tem bom custo-benefício

Os agrotóxicos são substâncias desenvolvidas para matar pragas e doenças que afetam o crescimento de plantações. Apesar de ter seus benefícios, esses produtos podem ser prejudiciais para a saúde do solo e de outros seres vivos. Pensando em elaborar um inseticida mais natural e sustentável, os alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira, localizado na cidade de Ilhéus, Iran Oliveira, Ayla Souza e Diogo dos Santos, orientados pela professora Margarete Correia, produziram um defensivo agrícola à base da folha da mandioca.

A pesquisa, que conta com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), surgiu após Iran Pereira observar que as mandiocas da sua horta, diferentes de outras plantas, não sofriam com as formigas. “A partir disso, Iran pesquisou e descobriu que as folhas das mandiocas possuem uma substância chamada de ácido cianídrico (HCN). Assim, começamos a pensar e desenvolver um inseticida que pudesse ser utilizado pelos agricultores e que não poluísse o meio ambiente”, explica Ayla.

O projeto, que está na segunda fase de teste, faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação e foi um dos vencedores da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA). Segundo Ayla Silva, o maior objetivo da pesquisa é produzir um inseticida com um bom custo-benefício. “O inseticida beneficia os agricultores e as populações que sofrem com as pragas que destroem suas plantações. Queremos fornecer produtos sustentáveis e serviços que possibilitem a melhoria da condição de vida das pessoas, atuando na preservação e reduzindo os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente”.

A pesquisa do pesticida à base da folha da mandioca tem parceria com a professora de Química, Elisa Prestes Massena, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). A orientadora do projeto, professora Margarete Correia, afirma que o produto está no processo de testes e que o intuito é incentivar o uso do inseticida sustentável nas hortas. “A partir da realização de mais testes de qualidade, acredito que poderemos buscar uma melhoria na fórmula, com o objetivo de estimular os pequenos produtores a utilizarem o inseticida em suas hortas”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Edital que investe R$ 300 mil em eventos de popularização da ciência prorroga inscrições

Fapesb tem o objetivo de contribuir com a democratização de ações voltadas a diálogos sobre ciência

Se não fosse a ciência, muito do que o mundo sabe e tem hoje não existiria. É por isso que através dela a humanidade pode garantir a melhora da sua qualidade de vida, compreender os fenômenos da natureza e trazer descobertas inimagináveis. Para contribuir com a democratização de diálogos como estes, a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que é vinculada a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançou em outubro o Edital de Apoio a Popularização das Ciências (PopCiências), que irá investir R$ 300 mil em eventos ligados ao campo científico. Os eventos podem acontecer de forma remota ou presencialmente, seguindo os protocolos do Governo do Estado, e as propostas poderão ser feitas por todas as Escolas Públicas, Privadas Sem Fins Lucrativos e Instituições de Ciência e Tecnologia localizados em território baiano. Para eventos que pretendem ser realizados entre maio e junho de 2022, os responsáveis pela instituição de ensino devem mandar as propostas até dia 18 de janeiro. Já para eventos que pretendem ser realizados entre os meses de agosto e dezembro de 2022, as propostas devem ser enviadas até o dia 29 de março. O edital com informações complementares está disponível no site da Fapesb.

Filme de diretora baiana está no catálogo da Netflix

O investimento em audiovisual e economia criativa por parte da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), possibilitou que o longa-metragem “Um dia com Jerusa” ganhasse destaque em vários festivais. A obra, que está disponível no catálogo da Netflix, conta a história de uma mulher que vive no bairro do Bixiga. Ela abre as portas para uma jovem desconhecida e ambas dividem suas experiências de vida.

O filme ganhou prêmios de melhor direção de arte no 15º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, no Piauí, e no Festival de Cinema de Caruaru, em Pernambuco. A obra cinematográfica tem direção e roteiro da baiana Viviane Ferreira, sendo o segundo longa-metragem de ficção dirigido por uma mulher preta no Brasil.

A produção tem parceria com o Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion (Nubas), que é apoiado pelo edital Pappe Integração da Fapesb e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A baiana Jamile Coelho, cofundadora do Nubas, é a diretora de arte do filme. Ela foi responsável por criar o conceito visual e a estética do longa. “O apoio da Fapesb, através do edital Pappe Integração, teve uma importância fundamental. Por meio desse subsídio, foi possível viabilizar uma parte da arte do filme”, explica.

O Nubas é uma iniciativa que tem como objetivo fomentar o setor audiovisual no Estado por meio da tecnologia e inovação. “Trabalhamos com tecnologia social. Nossa principal ideia é conectar jovens periféricos e fazer com que eles tenham acesso à tecnologia. Somos um polo de apoio para criação, desenvolvimento e produção de ideias inovadoras no audiovisual. Também produzimos projetos internos, como foi o filme ‘Um dia com Jerusa’”, diz Jamile.

O diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, comemora o sucesso da obra apoiada pelo edital de financiamento de projetos de inovação tecnológica de produtos, processos e/ou serviços de micro e pequenas empresas. “Há uma importância muito grande desse formato de apoio, porque isso induz que outras empresas possam submeter projetos no campo audiovisual, principalmente explorando o potencial que a Bahia tem nesse setor. Acredito que o filme seja um marco, uma quebra de barreira. O sucesso dessa iniciativa vem coroar todo o apoio que a Fapesb e a Finep vêm dispondo nos editais de subvenção econômica”, disse Márcio.