Fapesb lança segundo edital Governo Inteligente para empresas inovadoras

Inovar para continuar transformando a Bahia em um estado cada vez mais competitivo. Esse é o principal foco do edital Governo Inteligente 2, lançado pela Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação, através da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), nesta sexta-feira (17), com transmissão pelo Canal do Youtube Fapesb Bahia. O edital milionário, que conta com recursos estaduais e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), tem como objetivo contribuir e financiar propostas de pequenos e micros empresários que possam solucionar problemas reais da gestão pública.

O investimento desta vez será de R$ 5,5 milhões em projetos de empresas privadas que possuam ideias inovadoras que agreguem soluções nos diversos setores e secretarias do governo estadual, tanto para a população quanto para problemas internos enfrentados pelo serviço público. Os interessados em participar do edital que está publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado devem acessar a aba editais do site da Fapesb para mais informações.

A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, lembrou que esse é mais um edital lançado em conjunto com outras secretarias do Estado e enfatizou o quanto é importante esse trabalho em equipe para fazer a Bahia seguir avançando. “O trabalho em conjunto com as secretarias foi uma forma de identificarmos o problema que cada setor de nosso estado precisa resolver. Esses problemas serão respondidos através da ciência, tecnologia e inovação que cada empresa tem a nos oferecer. É num edital que investe na esperança de que o futuro dependa de projetos inovadores e que façam a diferença para a população baiana”, afirmou.

O diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, aproveitou para lembrar que o ano de 2021 foi importante para o setor. “Estamos chegando ao final de mais um ano com um edital importantíssimo para o nosso estado. Os desafios propostos pelas secretarias, para soluções de problemas internos e externos, fazem com que os empresários possam receber o investimento necessário para que juntos possamos continuar trabalhando em prol do avanço das políticas públicas, sempre de forma a beneficiar todos os cidadãos baianos”, citou.

Durante a cerimônia de lançamento, a secretária de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, relembrou as ações da pasta em parceria com Secti e Fapesb. “A tecnologia tem sentido quando ela democratiza o acesso das pessoas. Então, existe uma necessidade de implementação de iniciativas no campo das ciências, pesquisa, tecnologia e inovação, com vista a democratizar o acesso aos serviços públicos e melhorar a vida dos cidadãos. O Edital é um marco e, ainda por cima, um incentivo a pequenas e micros empresas que trabalham com a tecnologia. Espero que muitas empresas possam ser beneficiadas para que a gente tenha um excelente resultado”.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, destacou a importância de editais que incentivem empresas a investirem no setor público. “Acredito que em um país como o nosso, a iniciativa privada precisa investir mais no setor de inovação. É de extrema importância que o Governo da Bahia diga, com o seu papel de estimular, que os empresários tragam projetos e conhecimentos para solucionar nossos problemas. O ideal é que possamos sempre trabalhar juntos para um estado e mundo melhor”.

Fapesb tira dúvidas sobre o segundo edital focado em pesquisas na área de saúde da população negra

Durante o workshop também foram apresentados os primeiros resultados de edital anterior com a mesma temática

Uma tarde de conhecimento e perguntas e respostas sobre o edital 12/2021, que trata da Saúde da População Negra e Doença Falciforme, foi promovida nesta quinta-feira (16) pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O encontro foi voltado para a comunidade acadêmica, pesquisadoras e pesquisadores da área de Saúde da População Negra e da Doença Falciforme e público em geral. Durante o workshop também foram apresentados os resultados parciais das pesquisas selecionadas no primeiro edital que aconteceu em 2019. Os interessados em acompanhar o debate e obter mais informações sobre o edital podem acessar o Canal do YouTube SectiBahia para rever a transmissão que está disponível na íntegra.

Conselho da Fapesb aprova possibilidade de complementação financeira para bolsistas

Conselheiros da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) se reuniram nesta quarta-feira (15) em mais uma sessão deliberativa do Conselho presidido pela secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro. Durante o encontro, o colegiado analisou e deliberou sobre ementas que atendem a solicitações de estudantes de pós-graduação, mestrado e doutorado. Entre as principais pautas estão a aprovação da possibilidade de complementação financeira para os bolsistas vinculados à Fundação, permitindo que eles possam conseguir trabalhos remunerados nas suas áreas de estudo.

A secretária Adélia Pinheiro enfatizou a importância de avançar num regramento que reconhece ser estratégico e positivo que um mestrado ou doutorando possa assumir vínculo que tenha relação com a sua pesquisa, de forma que esteja autorizado pelo orientador e seu programa de pós-graduação. “Formar mestres e doutores é um indicador de desenvolvimento e de vitalidade da produção do conhecimento e tecnologia, então, se o mestrando ou doutorando assume um vínculo no seu campo de estudo, quer dizer que nós já estamos, mesmo durante o curso, colhendo os melhores resultados dessa formação, desse investimento público”, comemorou.

Além da aprovação de complementação financeira para os pesquisadores, o Conselho aprovou também a resolução que permite o pagamento de bolsa no exterior em moeda estrangeira, que até então era feito apenas em moeda nacional. “Nós buscamos alinhar os interesses dos estudantes e as reivindicações que os seus representantes nos trouxeram ao longo das reuniões que tivemos em 2021. Estamos confiantes que conseguiremos melhorar as condições de estudo dos mestrandos e doutorandos vinculados à nossa Fundação”, disse Márcio Costa, diretor geral da Fapesb.

Pesquisadores baianos recebem Prêmio Confap 2021 da Fapesb

Valorização e reconhecimento de cientistas que contribuem para o avanço da pesquisa na Bahia. Com este lema, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), homenageou, em solenidade nesta terça-feira (14), no Espaço Lazareto, na sede da Fundação, aqueles que fizeram a diferença com seus projetos no ano de 2021. Os pesquisadores receberam placas em alusão ao Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação “Francisco Romeu Landi”, que é uma iniciativa do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), com patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Para a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, o prêmio é importante para que se mostre que, apesar do momento que o país vive, ainda há esperança. “Seguimos lutando e trabalhando juntos para que a ciência, a tecnologia e a inovação sigam em destaque na sociedade, fazendo a diferença e beneficiando a população. Precisamos consertar o nosso país e o caminho é através da educação, da pesquisa, desse trabalho que lutamos todos os dias para mantê-lo vivo. Os homenageados que estão aqui são apenas uma parte de um ecossistema que faz a diferença na vida de muita gente Brasil afora”, disse.

O diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, lembrou que iniciativas como essa permitem que o trabalho dos pesquisadores seja reconhecido pela sua maior beneficiária, a população. “Essa é uma ação que visa contribuir para que a gente evite, ou pelo menos mitigue, esse cenário atual que estamos vivenciando de negacionismo da ciência em todos os seus desdobramentos. É importante que a Fapesb, junto com os demais parceiros, continuem trabalhando para dar visibilidade nas divulgações, premiações e reconhecimento aos pesquisadores que transformam a sociedade”, afirmou.

Presente na solenidade, João Carlos Salles, reitor da Ufba, destacou que o prêmio é mais uma porta para a valorização das instituições federais que, apesar dos poucos recursos recebidos, ainda conseguem se destacar no setor. “Este prêmio tem uma dupla face. Primeiro, ele valoriza as instituições e mostra que elas continuam produzindo com qualidade, que as instituições continuam sendo uma referência de conhecimento, de pesquisa e isso é muito importante. A outra face é que ele destaca o talento dos pesquisadores que nesse ambiente trazem inovação, a sua criatividade e a sua contribuição singular e intransferível que só vem reforçar o aspecto também institucional de todo esse evento”.

Prêmio Confap 2021

O Confap é o conselho que reúne todas as fundações de amparo à pesquisa do Brasil. Um edital foi lançado com etapas estaduais e nacional. Cada estado selecionou os seus pesquisadores que no final foram premiados e, automaticamente, concorreram à etapa nacional. Os homenageados foram: na categoria pesquisador destaque em ciências da vida, Álvaro Augusto Souza da Cruz Filho; nas ciências exatas, José Maria Landim Dominguez; nas ciências humanas, Jacyra Andrade Mota; na categoria pesquisador inovador para o setor empresarial, Patrícia Virgínia Silva Lordelo; na inovação para o setor público, Márcio Galvão Guimarães de Oliveira; e na categoria profissional de comunicação, Bianca Brito, do Ifbaiano.

A professora da Ufba, Jacyra Mota, além de ser premiada no setor estadual, em primeiro lugar, conquistou o terceiro lugar na etapa nacional. “Hoje eu me sinto orgulhosa e feliz em saber que a sociedade conhece este trabalho que venho fazendo. No mundo de hoje, onde vivemos com tanto negacionismo, ver que há pessoas que estão reconhecendo e que dão valor ao trabalho dos professores e dos pesquisadores, é um ponto muito positivo para a sociedade e para o país. Apesar de tudo, estamos vivos e trabalhando”, comemorou a pesquisadora.

Também estiveram presentes no evento a pró-reitora do Instituto Federal Baiano, Luciana Mazzutti e o pró-reitor da Faculdade Bahiana de Medicina, Atson Fernandes. Junto com a secretária Adélia, o diretor da Fapesb, Márcio Costa, e o reitor da Ufba, João Carlos Salles, eles compuseram a mesa de abertura e foram os responsáveis pela entrega das placas aos selecionados no edital do prêmio. O evento foi restrito aos homenageados e seus convidados em virtude da limitação do espaço por conta da pandemia de Covid-19.

Estudantes da Bahia propõem utilização de inteligência artificial para detecção da Covid-19

Objetivo da pesquisa é desenvolver um método de testagem mais barato e menos invasivo

A Covid-19 mexeu com o mundo e trouxe novos desafios. Para controlar a pandemia foram criados alguns protocolos de segurança. Uma dessas estratégias é a testagem em massa, que ajuda a controlar a taxa de transmissão do vírus. Apesar da sua importância, o Brasil é um dos países que menos realizam testes no mundo. Com o intuito de contribuir para a melhoria da testagem, os pesquisadores e alunos Samara Santos e Pedro Rici, orientados pelo professor André Luiz Carvalho, no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), realizaram um estudo sobre a utilização de inteligência artificial (IA) com imagens de raio X para detecção do vírus SARS-CoV-2.

Os pesquisadores observaram que poderia ser executado o método tecnológico para avaliar o paciente de forma mais rápida, menos invasiva e com o custo mais baixo. “Existem outras pesquisas que utilizam Inteligência Artificial para classificar imagens em grupos, seja na área da agronomia, segurança ou saúde. Diante do momento em que vivemos, sentimos a necessidade de contribuir de alguma forma, dentro do nosso alcance e conhecimento. Foi assim que pensamos nessa aplicação voltada para o Covid-19”, afirma Pedro Rici.

O estudo desenvolvido pelo grupo utiliza o IA e é baseado no Aprendizado Profundo, que é um campo de estudo que concentra modelos mais complexos, ou seja, que possibilitam realizar análise sobre dados mais difíceis de serem interpretados. “O mecanismo de inteligência artificial analisa e classifica imagens de raio-x em três grupos de pacientes: saudáveis, pneumonia viral e pneumonia Covid-19. A partir da disponibilização da imagem de raio-x, é possível realizar a testagem”, explica Samara Santos.

Segundo Pedro Rici, para que o sistema de IA aprenda a identificar os casos, é preciso disponibilizar informações. Por isso, o projeto trabalha com as imagens de raio-x. “Como a Covid-19 é uma doença recente, o banco de dados sobre o tema ainda é escasso e pequeno. Diante disso, nosso principal foco e diferencial é analisar como as tradicionais técnicas de aumento de banco de dados interferem na precisão da classificação de imagens de raio-x de pulmão”.

A primeira fase do projeto foi finalizada e uma segunda etapa da pesquisa está em desenvolvimento. “Ainda existem outras análises que poderão ser feitas em trabalhos futuros, como realizar análises dos hiperparâmetros escolhidos para compreender como eles influenciam individualmente nos resultados de acurácia, e a criação de uma interface para facilitar a aplicação deste projeto em meios sociais”, afirma Samara.

Para o professor André Ottoni, orientador da pesquisa, é fundamental que cientistas colaborem para elaboração de novas tecnologias que auxiliem no controle da pandemia. “Como pesquisador e estudante, devemos procurar sempre utilizar dos nossos conhecimentos e forças para contribuir de alguma forma. Com a Pandemia da Covid-19, o sentimento se intensificou e essa ânsia por tentar de alguma forma melhorar o mundo que vivemos se transformou nessa pesquisa”.

Samara Santos finaliza dizendo que o estudo pode colaborar para o desenvolvimento de outras investigações. “Devido ao amplo campo de conhecimento da Inteligência Artificial, realizar análises das suas aplicações e características contribuem para complementar e auxiliar trabalhos de outros pesquisadores, principalmente na avaliação de imagens de raio-x de pacientes com Covid-19”, diz. O estudo foi publicado em artigo científico no Congresso Brasileiro de Inteligência Computacional 2020 e na página da Sociedade Brasileira de Inteligência Computacional.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Sugestão de Pauta: Workshop tira dúvidas sobre edital para pesquisas em saúde da população negra

Uma tarde para que pesquisadores possam tirar dúvidas acerca do segundo Edital Saúde da População Negra e Doença Falciforme. Esse é o objetivo da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, ao promover um workshop sobre a temática na próxima quinta-feira (16), às 14h, com transmissão pelo canal do Youtube Secti Bahia. O encontro é voltado para a Comunidade Acadêmica, Pesquisadoras e Pesquisadores no Campo da Saúde da População Negra e da Doença Falciforme e público em geral. Além disso, no primeiro momento do workshop haverá uma apresentação dos resultados parciais do primeiro edital relacionado ao tema, lançado em 2019.

Serviço

O que: Workshop Edital 12/2021 – Saúde da População Negra e Doença Falciforme
Quando: 16 de dezembro 2021, 14h
Onde: www.youtube.com/sectibahia

Pesquisadoras desenvolvem dispositivo para curar candidíase sem uso de medicações

Tecnologia não é invasiva, mata a patologia e recupera a saúde vaginal sem os efeitos colaterais dos remédios

A candidíase, causada pelo fungo Candida albicans, atinge 3 a cada 4 mulheres. Segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), cerca de 52% da população feminina já teve a patologia. Para melhorar a qualidade do tratamento da doença, as alunas Mariana Robatto e Maria Clara Pavie, orientadas pela Drª Patrícia Lordêlo, com o apoio da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), do Pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Ensino de Pós-Graduação Stricto Sensu da Bahiana, Dr. Atson Fernandes e da coordenadora do Núcleo de Tecnologia e Inovação, professora Fernanda Ferraz, realizaram um estudo sobre o uso do LED como método curativo da candidíase. A partir desse projeto, foi desenvolvido um dispositivo para tratamentos vaginais sem uso de medicações.

Após identificar que não existia nenhum equipamento no mercado que resolvesse o problema, as pesquisadoras desenvolveram um protótipo. “O dispositivo utiliza um LED, chamado diodo azul, que emite uma luz de 405 nanômetros. A princípio, o método foi desenvolvido para realizar tratamentos da candidíase. Ele é colocado no canal vaginal e envolve toda a parte interna e externa da genitália feminina. A literatura afirma que o recurso faz uma implosão do vírus, bactéria ou fungo, causando a morte, através da porfirina, desse microrganismo patogênico. Entretanto, tenho a hipótese que melhoramos fatores da imunidade vaginal”, explica Patrícia Lordêlo.

O aparelho tecnológico é produzido pela empresa DGM Eletrônica e já está na etapa de comercialização. Segundo q doutora, o método conservador não medicamentoso e a duração do tratamento vai depender da gravidade e/ou fator causal da doença. “O profissional faz uma análise da situação da paciente. A partir dessa avaliação, é identificado o tempo de utilização e a quantidade de luz emitida. Geralmente, o tratamento é realizado de uma a três vezes por semana. Cada sessão dura em média 15 minutos. Tudo vai depender do problema da paciente”.

Inicialmente, o equipamento foi elaborado para tratar apenas da candidíase, mas hoje já têm novas formas de aplicação, inclusive em mulheres que passaram por tratamento oncológico e sofreram efeitos colaterais. “Ele é usado para síndrome geniturinária da menopausa (SGUM), fissuras vaginais, regeneração tecidual, ressecamentos e disfunções sexuais. Após estudos, também começamos a tratar mulheres com sintomas semelhantes a SGUM sobreviventes de câncer de mama que tinham estenose vaginal, o fechamento da vagina, e outros sintomas que estão relacionados à síndrome genital”, diz a cientista.

De acordo com Patricia Lordêlo, a utilização do dispositivo é benéfica porque a mulher não precisa utilizar remédios para tratar a doença e, além disso, a tecnologia recupera a saúde vaginal, ou seja, não tem chance de recorrência. “As medicações têm efeitos colaterais e não matam o microrganismo patogênico ou tornam resistentes. O remédio modifica a microflora vaginal, o que tira a saúde do órgão, e não cura o problema. Quando é realizado o tratamento com o dispositivo, a mulher tem uma boa resposta ao procedimento. A paciente fica curada e não tem o risco de voltar com a doença, como pode acontecer quando se utiliza medicamentos”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb lança edital de 1,5 milhão para apoio a pesquisas sobre saúde da população negra

Principal objetivo é fomentar pesquisas científicas em doenças que são predominantes na população negra; o edital também tem reserva de 40% para pesquisadores negros e/ou pardos

O mês de novembro é dedicado a diversas ações que reforçam a importância do cuidado para com a população negra. Pensando em ampliar o debate acerca da saúde desta parcela da sociedade, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), lançou nesta quinta-feira (25), com transmissão pelo canal no YouTube Secti Bahia, a segunda edição do edital de Saúde da População Negra e Doença Falciforme.

Com investimento de aproximadamente R$1,5 milhão, o principal objetivo deste edital é fomentar pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação em doenças predominantes na população negra e dos povos tradicionais. Na ocasião, também aconteceu um seminário sobre pesquisas em saúde para os povos negros. A ação conta com a parceria das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) que articularam os principais pontos que devem ser abordados pelos projetos.

Para Adélia Pinheiro, secretária da Secti, o investimento que o Governo do Estado tem feito nos últimos anos, contribui para políticas públicas mais inclusivas. “Temos estimulado a formulação de ações que venham a impactar positivamente na melhoria da qualidade de vida do povo negro, que é a maioria em nosso estado. Lembro que quando assumi a secretaria, recebi essa missão e hoje é a segunda edição deste edital que é tão importante para baianas e baianos. Não há nenhum outro edital igual a este em nenhuma outra instituição de amparo à pesquisa. É por isso que nos orgulhamos de estar aqui mais um ano promovendo a ciência inclusiva na Bahia”, enfatizou.

Durante o evento de lançamento, a secretária da Sepromi, Fabya Reis, agradeceu o apoio da Secti e Fapesb nesta ação e destacou o quanto é importante essa parceria entre as secretarias. “A agenda do nosso Novembro Negro tem nos enchido de orgulho. Essa ação em conjunto, juntando forças para o combate da desigualdade em nosso estado, é de extrema importância para toda a população negra. Muitas dessas ações falam de nossas condições de vanguarda e só conseguiríamos colocá-las em prática com o apoio das secretarias que fazem parte do nosso governo. Só assim poderemos combater a desigualdade racial no campo acadêmico e de pesquisa do estado”, agradeceu.

O diretor da Fapesb, Márcio Costa, reafirmou o compromisso da fundação sobre fazer com que a população negra sinta-se incluída na sociedade acadêmica de pesquisa. “É uma honra fazer parte de mais um edital no qual a Bahia dá o exemplo para o país em termo de inclusão e ações que reafirmam políticas públicas em uma escuta sensível no apoio do combate à desigualdade racial e racismo institucional. Esse edital é pioneiro entre as fundações, mas tem um recorte especial para que, além das pesquisas voltadas à saúde da população negra, também tenhamos pesquisadores negros ou pardos fazendo com que esse compromisso seja ainda mais certeiro e eficaz em nosso estado”, concluiu.

Para acessar o edital, que foi publicado na edição desta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, basta acessar a aba editais do site da Fapesb. As propostas devem ser enviadas até dia 16 de fevereiro de 2022.

Pesquisadores desenvolvem tecnologia que adoça chocolate e sorvete com a polpa do cacau

Composição alimentícia contendo “mel de cacau” teve sua patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) neste ano

Fruto apreciado mundo afora, o cacau tem na sua semente a matéria-prima para produção do chocolate. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país produz cerca de 260 mil toneladas de cacau por ano, sendo a maior área de cultivo na Bahia. Após uma crise na produção, por causa de uma doença fúngica, chamada “Vassoura-de-bruxa”, pesquisadores iniciaram um estudo para buscar alternativas de melhor aproveitamento do fruto. O projeto, executado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, conta com o trabalho dos pesquisadores Marcondes Viana (Uesb), Suzana Caetano, da Universidade de São Paulo (USP), Elias Nascimento e Danilo Ramos, ambos da Uesb.

A pesquisa, que teve início em 2011, investigou a caracterização físico-química, bioquímica, microbiológica e de estabilidade do mel de cacau, que é extraído da polpa do fruto. A tecnologia consiste na secagem do mel de cacau, que pode ser realizada pelo método de liofilização spray dryer, tambor ou estufa. “Depois da etapa de desidratação do produto, procedeu-se a adição parcial ou total em formulações de chocolate em substituição à sacarose ou açúcar refinado. Esse tipo de procedimento ainda não é explorado pela indústria de chocolates. Após a constatação de excelentes resultados de processamento e análise, percebemos a possibilidade de patentear tal invenção”, explica Marcondes Viana.

Disponível para licenciamento, a tecnologia foi finalizada em 2013, com o pedido da patente, depositado pela Agência USP de Inovação, concedida pelo INPI em 2021. De acordo com o professor Marcondes, a certificação conferida pela entidade pública é muito significativa à cultura do cacau e aos pesquisadores. “É importante para a cadeia produtiva cacaueira, não somente para a região sul baiana, como também para a indústria brasileira e internacional, além de incentivar a continuidade tecnológica na geração de novos produtos alimentícios derivados do cacau, proporcionando retorno à sociedade do valor investido em pesquisas”.

Marcondes Viana destaca o valor que o mel de cacau tem para o agronegócio e à sociedade, pois é uma tecnologia que apresenta uma nova forma de aproveitar o cacau, já que a indústria só utiliza as amêndoas do fruto. Além disso, a inovação acrescenta valor nutricional ao chocolate e ao sorvete. “A aplicação desse mel substitui parcial ou total do açúcar refinado, a sacarose, em composições alimentícias, o que agrega valor nutricional aos produtos formulados. O aproveitamento desse subproduto traz o conceito de sustentabilidade à produção de cacau e isso gera competitividade no mercado, além de ampliar a contribuição social e econômica para a lavoura cacaueira”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Sugestão de pauta: Fapesb lança edital de 1,5 milhão para apoio de pesquisas sobre saúde da população negra

O mês de novembro é dedicado a diversas ações que reforçam a importância do cuidado para com a população negra. Pensando em ampliar o debate acerca da saúde desta parcela da sociedade, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), lança nesta quinta-feira (25), a partir das 14h, com transmissão pelo canal no YouTube Secti Bahia, o segundo edital de Saúde da População Negra e Doença Falciforme. Com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, o principal objetivo deste edital é fomentar pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação em doenças predominantes na população negra e dos povos tradicionais. Na ocasião, também acontece um seminário sobre pesquisas em saúde para os povos negros. A ação também conta com o apoio das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) que articularam os principais pontos que devem ser abordados pelos projetos.

O que: Lançamento do 2º Edital Saúde da População Negra e Doença falciforme
Quando: 24/11 (quinta-feira), das 14h às 12h
Onde: youtube.com/sectibahia