Prazo para submissão ao Edital Falciforme 3 é prorrogado

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), prorrogou o prazo para a submissão de propostas do Edital Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação em Doenças e Agravos Prevalentes na População Negra, com Ênfase em Doença Falciforme e os Impactos do Racismo Estrutural na Saúde – Edição Walter Passos. A nova data limite para inscrições de projetos é 14 de março de 2024, às 16h.

 

Com um aporte de quase R$ 3 milhões, distribuídos entre três linhas de fomento, cada proposta submetida, e aprovada, nas Linhas 1 (Doença Falciforme) e 2 (Doenças crônicas, outros agravos e impactos do racismo na saúde) poderá receber até R$ 150 mil para execução da pesquisa; na Linha 3, que é a novidade desta edição, será direcionado para o apoio a pesquisas em andamento nas Linhas 1 e 2, o valor máximo de R$ 80 mil para execução da pesquisa.

O Edital Falciforme 3 – Edição Walter Passos tem a parceria com as secretarias da Saúde (Sesab) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) e do Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim. O documento pode ser acessado no site www.fapesb.ba.gov.br, na aba Editais.

Fapesb lança edital para apoio a publicações científicas e tecnológicas

 

Com o objetivo de apoiar propostas de publicações de livros não seriados, sobre temas diversos relacionados à ciência, tecnologia e inovação, e que promovam a difusão de conhecimentos para o desenvolvimento do estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançou, nesta quarta-feira (31), o Edital Apoio à Publicação Científica, Tecnológica ou de Popularização das Ciências. A cerimônia de lançamento aconteceu na Fapesb, no Espaço Lazareto, na Federação, e contou com a presença do secretário da Secti, André Joazeiro, do diretor Geral da Fundação, Handerson Leite, e de representantes de editoras e universidades baianas.

Com investimento de R$ 2 milhões, o novo edital busca incentivar o incremento das publicações científicas e/ou tecnológicas, sendo elas monográficas ou coletâneas, em especial aquelas produzidas na Bahia e que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e cultural baiano. Para cada proposta contemplada a Fapesb disponibilizará até R$ 40 mil.

O secretário da Secti, André Joazeiro, destacou a importância do lançamento desse edital para a Bahia. “Esse é um edital de retomada de uma política de publicações que foi interrompida. Já faz dez anos que não fazíamos isso, portanto tem uma demanda grande de trabalhos para serem publicados. Além disso, tem a popularização da ciência, que é também uma proposta do edital para contemplar publicações para os jovens que têm interesse de estudar a questão da ciência”.

Handerson Leite, diretor Geral da Fapesb, lembrou que a Bahia é um celeiro de grandes obras científicas. “Nós temos uma grande produção científica que é feita nas pós-graduações, ou pelos próprios professores das universidades, e esses trabalhos ficam um tanto represados por falta de financiamento na publicação. Então, esse edital vai ser importante não só pra divulgar a produção científica baiana, mas também para ajudar a populariza as ciências. Espero que tenhamos obras que ajudem nessa popularização”, completou.

Para Susane Santos Barros, diretora da Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), a publicação impressa ainda tem o seu espaço. “Apesar das pessoas gostarem muito do eletrônico, o livro impresso ainda ocupa um espaço muito importante na divulgação dos resultados de pesquisa. Além disso, é uma forma de atingir a sociedade como um todo. Para mim, isso é muito importante, porque é diferente de publicar e divulgar entre os pares. Quando você atinge a sociedade, ao mesmo tempo está prestando conta sobre o que está sendo feito em termos de pesquisa. Isso significa avanço”, destacou Susane.

Conforme o Edital, o período para submissão de propostas para a primeira chamada é a partir de 19 de fevereiro. Todos os critérios para submeter os projetos, bem como o cronograma do edital estão publicados na aba editais do portal da Fapesb – www.fapesb.ba.gov.br.

Secti e Fapesb lançam Edital Ciência na Mesa II

R$ 6 milhões destinados para duas linhas temáticas: Gestão de empreendimento e Criação de estratégias para a distribuição e comercialização de alimentos e produtos agroecológicos

Apoiar projetos que fortaleçam incubadoras tecnológicas que auxiliem cooperativas e empreendimentos na produção de alimentos de base agroecológica. Esse é o objetivo do Edital “Ciência na Mesa II – Incubadoras para cooperativas populares e empreendimentos econômicos solidários de base tecnológica”, lançado nesta terça feira (19) pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), em parceria com a Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). O lançamento ocorreu durante a cerimônia de encerramento do Programa Juventude Produtiva, da Setre, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), no Pelourinho. Estiveram presentes na cerimônia os secretários da Secti, André Joazeiro, da Setre, Davidson Magalhães, o diretor Geral da Fapesb, Handerson Leite, e demais autoridades.

O novo Edital visa atender aos objetivos do programa Bahia Sem Fome, que tem como meta promover a segurança alimentar e nutricional no estado da Bahia através do fomento à produção de alimentos, geração de renda e promoção do bem-estar de trabalhadores rurais. Serão investidos R$ 6 milhões para apoio aos projetos contemplados nesse edital, que serão distribuídos em duas linhas temáticas: Apoio à Gestão do Empreendimento e Criação de estratégias para a distribuição e comercialização de alimentos e produtos alimentícios. Cada linha de pesquisa receberá R$ 3 milhões, respeitando a proporção de 30% para incubadora e 70% para o empreendimento.

O secretário da Secti, André Joazeiro, destaca a importância das parcerias entre as secretarias do governo para, através do Edital Ciência na Mesa, levar empreendedorismo social para a Bahia. “Essa é mais uma ação transversal da política de Ciência e Tecnologia da Secti com as secretarias. Dessa vez foi com a Setre, a quem eu agradeço de fazer esse edital em conjunto, e com a Fapesb, que está trazendo um edital para apoiar essa iniciativa do empreendedorismo social, cumprindo, sobretudo, com o papel de incentivar a economia solidária e indo na direção do nosso objetivo principal que é levar o desenvolvimento social e econômico para toda a Bahia”. O Ciência na Mesa II é uma parceria entre a Secti, Fapesb, Setre, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Casa Civil e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com o diretor Geral da Fapesb, Handerson Leite, esse é mais um edital que a Fapesb lança com outras secretarias para apoiar o Programa Bahia Sem Fome e avançar nessa agenda. “Quem tem fome tem pressa e o governo vem trabalhando em iniciativas para resolver o imediato. Entretanto, só a ciência e a tecnologia podem gerar soluções mais duradouras. O Programa Ciência na Mesa é isso! Já lançamos o Edital de Inovação na Agricultura Familiar e agora vamos fortalecer as incubadoras e os empreendimentos cooperativos e solidários para a produção, beneficiamento e distribuição de alimentos de base agroecológica, contribuindo para a geração de renda e segurança alimentar de parcelas mais vulneráveis da nossa população”, reforçou.

Ciência na Mesa I
No final de novembro foi lançado o Edital “Ciência na Mesa I: Inovações para a Agricultura Familiar no Estado da Bahia”, cujo investimento é de R$ 10 milhões para apoiar projetos que aprimorem tecnologias já existentes voltadas para o desenvolvimento da agricultura familiar no estado, com foco no combate à fome, na promoção do bem-estar no trabalho rural e na melhoria da produção de alimentos saudáveis. O Ciência na Mesa I está com as inscrições abertas e o seu formulário online para submissão das propostas se encontra disponível no site da Fapesb, na aba editais.

 

Projeto contemplado no Edital PopCiências reúne jovens de Salvador que cumprem medida cautelar

I Feira Integrada de Ciências, Saúde e Tecnologia da Educação aconteceu no anexo do Colégio Estadual Governador Roberto Santos e reuniu 50 jovens, entre 13 e 18 anos.

Fruto do empenho de professores que acreditam que o acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de inovação é a chave para o desenvolvimento da educação de alunos da educação básica que cumprem medida cautelar ou estão privados de liberdade, a I Feira Integrada de Ciências, Saúde e Tecnologia da Educação, na Comunidade de Atendimento Socioeducativa (CASE) de Salvador, anexo do Colégio Estadual Governador Roberto Santos, no bairro de Tancredo Neves, foi realizada entre os dias 29 de novembro e 5 de dezembro.

A iniciativa foi resultado da aprovação de um projeto submetido por três professoras e um professor, do Colégio Estadual Roberto Santos, ao Edital Apoio a Eventos de Popularização das Ciências – PopCiências/2023, aberto pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Durante dois meses, 50 alunos e alunas, entre 13 e 18 anos, que estão em medida cautelar e/ou privados de liberdade, participaram em sala de aula de palestras, rodas de conversas, pesquisas e experimentações, além da produção de artes gráficas e literárias.

Com os temas Juventude e Sexualidade; Saúde da Mulher, Homem, Travestis e Transexuais; Cuidados de Higiene Pessoal; Ciência e Tecnologia; e Saúde Mental na Juventude, os alunos produziram diversos conteúdos e materiais para serem expostos na Feira, desde cartazes, jogos, telas e grafites, até revistas e panfletos com informações esclarecedoras, como, por exemplo, a publicação “Fakes e Verdades sobre HIV e AIDS”, que explica e tira dúvidas sobre questões relacionadas ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

De acordo com Adriana Lopes, coordenadora do evento e uma das idealizadoras do projeto, os meninos e meninas da CASE Salvador abraçaram com bastante protagonismo as atividades. “Durante as aulas foram surgindo várias ideias da construção de jogos e revistas, inclusive a história em quadrinhos “Eu Sou? Ou eu Estou?” que é uma publicação da história real de uma adolescente que contou tudo que ela passou até se entender como uma pessoa de um gênero diferente do que ela nasceu“, destacou Adriana se referindo a jovem que com o apoio de colegas e professores colocou no papel em formato de desenhos e textos o preconceito que sofreu da família e da sociedade quando ela não aceitou o gênero com o qual nasceu.

Ainda segundo a Professora Adriana, o Popciências veio para reorganizar não só os alunos, mas os professores também. “É preciso fazer com que jovens e professores da Educação Básica vejam a ciência como cotidiano, como algo que está presente em todos os espaços e que faz parte da vida deles, não como algo distante. Mostrar que a gente, da Educação Básica, tem potência!”, concluiu emocionada.

De acordo com Márcea Sales, superintendente de Desenvolvimento Científico da Secti, o Estado tem a responsabilidade de ser indutor das políticas públicas para pesquisa, e que através do Edital Popciências ele pode cumprir esse papel de indução à tríade ensino, pesquisa e extensão.

“É importante que a gente, enquanto Estado, pense na ampliação da participação da Educação Básica na submissão de propostas aos editais que a Fapesb tem. A 1º Feira de Ciência, Saúde e Tecnologia da Educação, organizada pela CASE, é uma ação pioneira de parceria do Governo do Estado, através da Fapesb, com a Educação Básica. Ao visitar as ações protagonizadas pelos estudantes que estão cumprindo medidas socioeducativas, essas atividades humanizaram aquele espaço de restrição à liberdade, que é o único direito constitucional suspenso, o de ir e vir, os demais precisam ser assegurados a esses jovens e adolescentes que cumprem essas medidas. A esperança é que a Fapesb amplie, cada vez mais, as suas possibilidades de fomento, e que a Educação Básica ganhe condições de participar ampliando também o seu repertório e suas ações nessa temática”, salientou Márcea.

Nesta edição do Edital Popciências, ao todo foram contemplados 53 projetos. A depender da faixa de financiamento em que cada proposta foi enquadrada, os pesquisadores receberam até R$ 50 mil como apoio para a organização e realização de seus eventos.

Fapesb lança edital de apoio à pesquisa científica voltada para doenças prevalentes na população negra

Além de reforçar o cuidado, as propostas também serão destinadas a avaliar os impactos do racismo estrutural na saúde dessas pessoas.

A saúde da população negra não podia ficar de fora da programação do Novembro Negro. No último dia do mês, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesb) lançou a 3ª edição do edital para apoio à pesquisa científica, tecnológica e/ou de inovação em doenças e agravos prevalentes neste público, com ênfase em doença falciforme. Além de reforçar o cuidado, as propostas também serão destinadas a avaliar os impactos do racismo estrutural na saúde dessas pessoas.

O ato ocorreu nesta quinta-feira (30), na sede da Fapesb, em Salvador, e contou com a participação do governador em exercício, Geraldo Júnior. Ele destacou a importância deste lançamento para a Bahia, considerando que o Governo do Estado tem estimulado o interesse pela elaboração de políticas públicas que promovam a redução dos impactos do racismo na saúde. “O Governo estabeleceu como prioridade a política de inclusão, a partir de ações transversais. E este é um tema de extrema importância para a população baiana. O lançamento hoje é bastante representativo, pois estamos no mês da Consciência Negra”, afirmou Geraldo Júnior.

A iniciativa ocorre a cada dois anos, e em 2023 vai contar com um aporte de quase R$ 3 milhões, distribuídos entre três linhas de financiamento. Cada proposta submetida e aprovada nas linhas 1 (Doença Falciforme) e 2 (Doenças crônicas, outros agravos e impactos do racismo na saúde) poderá receber até R$ 150 mil para execução da pesquisa; na linha 3, que será apoio a pesquisas em andamento nas linhas um e dois, o valor máximo será de R$ 80 mil. Com essa iniciativa, o órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), pretende ampliar o debate acerca da saúde dos negros.

Podem participar somente pesquisadores vinculados a institutos de pesquisa sediados na Bahia. 30% das propostas serão reservadas para negros, com prioridade para mulheres. O intuito é buscar a resolução de problemas que afetam a saúde dessa população e, ao mesmo tempo, estimular o interesse pela elaboração de políticas públicas que promovam a redução dos impactos do racismo na área.

O titular da Secti, André Joazeiro, destaca os avanços já proporcionados pelas edições anteriores, como aplicativo e medicamentos para gestantes. De acordo com Joazeiro, este edital contribui com o desenvolvimento de políticas públicas. “Toda política do governo é transversal. E essa envolve as três secretarias – Tecnologia, Igualdade e Saúde – para tentar resolver um problema de saúde que o mercado não absorve. O Governo, então, assume a responsabilidade de investir em pesquisa para ter medicamento ou tratamento para as pessoas que sofrem da doença falciforme”, afirmou o secretário.

O diretor da fundação, Handerson Leite, considera o edital, único no país voltado a este tema, uma forma de inclusão dos negros nas pesquisas acadêmicas. “As doenças da população negra são pouco estudadas, porque é um público que habitualmente não tem muito recurso. Então, precisamos incentivar para encontrar terapias, formas de prevenção e cura”, afirmou o secretário. Para Handerson, isso é fundamental para oferecer uma melhor qualidade de vida para a população, que principalmente na Bahia, é predominantemente negra.

Como parte das homenagens ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, essa terceira edição é dedicada a Walter Passos, historiador, escritor e militante do movimento negro no país, que morreu em abril deste ano e deixou um legado em prol da igualdade racial e do reconhecimento da história e de contribuições da população negra no Brasil. A secretária da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, destaca a representatividade desta iniciativa. “O edital unifica os esforços na pesquisa e na investigação científica sobre doenças prevalentes na população negra. É uma área recente que precisa de aprofundamento, sobretudo no estado onde a gente tem a presença da doença a cada 650 pessoas nascidas vivas”, ressaltou Ângela.

O Edital Falciforme 3 – Edição Walter Passos tem a parceria com as secretarias da Saúde (Sesab) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) e do Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim. O documento pode ser acessado no site www.fapesb.ba.gov.br, na aba Editais. As propostas devem ser enviadas até o dia 15 de fevereiro de 2024.

Estavam presentes também a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e do movimento negro, além de familiares do homenageado e parlamentares.

Repórter Anderson Oliveira/GOVBA

 

Fapesb divulga resultado final de edital que estimula empreendedorismo nas escolas de educação básica na Bahia

Cada proposta contemplada receberá até R$ 19.800,00 para viabilizar a execução do projeto.

Fomentar a prática de pesquisa de caráter interdisciplinar e de empreendedorismo. Esse é o propósito do Edital de Apoio à Prática de Pesquisa e do Empreendedorismo em Escolas de Educação Básica da Bahia, que teve o seu resultado final divulgado nesta terça-feira (17) pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O Edital é uma parceria entre a Fundação e a Secretaria de Educação (SEC), que contemplou sete escolas, das quais cinco são do interior do Estado. O resultado pode ser conferido no site da Fapesb.

Para esse edital, foram aceitas propostas em duas linhas de pesquisa: a Difusão de Práticas de Pesquisa, na qual os projetos devem estimular estudantes na difusão da ciência de caráter científico ou tecnológico, a partir do seu nível de formação; e a Difusão de Práticas Empreendedoras, que motiva o estudante à prática do empreendedorismo, de maneira lúdica, também a partir do seu nível de formação. Cada proposta selecionada receberá até R$ 19.800,00 para viabilizar a execução do projeto.

Para o diretor Geral da Fapesb, Handerson Leite, a proposta da Fundação de fazer um edital que contemple projetos desenvolvidos por estudantes de escolas do ensino fundamental é muito importante para que eles cresçam aprendendo como gerir projetos e a proteger sua propriedade intelectual. “Esse edital não se trata simplesmente de um concurso de projetos, mas, sobretudo, de um concurso de projetos como tema para que a gente possa fazer uma trilha de capacitação desses alunos e eles tenham um desenvolvimento cada vez maior na área da ciência e da tecnologia”.

 

Etapas e Formação

Foram quatro longas etapas enfrentadas pelos pesquisadores para chegar ao resultado final. Renata Andrade, gestora técnica da Fapesb que acompanhou todas as fases do edital, destacou a dedicação dos professores em todo o percurso do processo seletivo, principalmente na etapa 3 – Trilha de Capacitação, que teve parceria com o Sebrae, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e a quarta e última etapa – o Pitch, que significa uma apresentação curta sobre uma empresa ou projeto que tem como objetivo despertar a atenção de um investidor ou cliente.

“Nessa etapa 3, houve treinamento e mentoria para os professores coordenadores das propostas selecionadas e sua equipe executora, alunos da rede básica estadual de ensino, para que pudessem desenvolver o Pitch. Então, eles participaram de 10 oficinas-aulas sobre temas diversos ligados ao empreendedorismo e pesquisa que exigiram muito empenho e engajamento para que passassem para a etapa final. Foi um momento muito interessante de aprendizado e que trouxe, sem dúvida, crescimento para todos os envolvidos”, completou.

Para Dayane Ferreira Santos, do Colégio Estadual Paulo César da Nova Almeida, em Ibirapitanga, interior da Bahia, participar do edital como coordenadora do projeto contribuiu muito com a sua formação profissional. “Já fui bolsista Fapesb durante o mestrado, mas nunca tinha participado como coordenadora de projeto. Foi uma experiência riquíssima e única, tanto para mim quanto para meus alunos que participaram ativamente de todas as trilhas e até mesmo na produção do Pitch. Eles realmente foram protagonistas durante todo o processo. Vê-los envolvidos e empolgados com cada etapa do edital não tem preço. Inclusive, será de suma importância que a Fapesb publique mais editais como esse, para que nós, professores da educação básica, possamos fazer pesquisas no chão da escola”, disse a professora contemplada no edital com o projeto “Horta Agroecológica: um incentivo à promoção de práticas sustentáveis em uma escola estadual do município de Ibirapitanga”.

Fapesb divulga resultado do Edital Pociências de eventos

Já está disponível no site da Fundação de Amaro à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a lista com os 53 projetos contemplados no Edital Popciências, que apoia eventos de popularização das ciências na Bahia. O resultado final foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (28).

A “Botânica promovendo a integração escola e universidade”, a “Interface humano-computador aplicada a jogos teatrais” e “Um rolê entre plantas na Chapada Diamantina”. Esses são alguns dos títulos de projetos contemplados no Edital Popciências, lançado pela Fapesb em julho deste ano, dedicado a apoiar eventos virtuais ou presenciais que democratizem a participação da população em iniciativas com abordagens científicas, tecnológicas e de inovação.

De acordo com Handerson Leite, diretor Geral da Fapesb, um dos objetivos dessa nova versão do Popciências é também de, além do apoio aos eventos tradicionais, ressignificar o acesso ao conhecimento nas escolas. “Há várias maneiras de difundir e estimular o caminho ao conhecimento científico e tecnológico nas escolas, seja através de jogos, da construção de protótipos ou da própria literatura. O que o Popciências faz é dar parâmetros e condições para que os projetos contemplados promovam esse acesso de forma inovadora e com uma linguagem mais criativa e lúdica”.

Nessa nova edição do Popciências, os pesquisadores vão utilizar uma linguagem mais criativa e atraente, baseada em recursos didáticos e lúdicos, para tornar o acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de inovação mais próximo aos estudantes da rede pública de ensino. A depender da faixa de financiamento em que cada uma das propostas foi enquadrada, os pesquisadores irão receber até R$ 50 mil como apoio para a organização e realização do evento.

As propostas contempladas foram submetidas por pessoas físicas vinculadas a uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) ou por uma Instituição de Ensino Superior (IES), pública ou privada sem fins lucrativos. Escolas da Rede Pública Municipal e Estadual ou escolas privada (sem fins lucrativos), localizadas no Estado da Bahia, também estão entre as contempladas.

Fapesb e Capes realizam oficina para elaboração de novo Plano Nacional de Pós-Graduação

Encontro reuniu representantes da comunidade acadêmica, do setor produtivo, governamental e da sociedade civil organizada

Definir as diretrizes estaduais sobre temas estratégicos para direcionar os investimentos em formação e fixação de mestres e doutores para o novo Plano Nacional de Pós-Graduação (PDPG). Esse foi o objetivo da oficina de construção da Agenda Nacional de Formação de Recursos Humanos de Alto Nível e Prospecção de Inovações na Pós-Graduação, realizada nesta quinta-feira (21), na Universidade Católica do Salvador, Campus Pituaçu. O evento foi promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O encontro reuniu cerca de 30 representantes ligados à comunidade acadêmica, setor produtivo, governamental e sociedade civil organizada. Coordenadas pela Capes, as atividades reuniram em grupos os representantes que, dentro dos seus segmentos profissionais, sugeriram e debateram diretrizes estratégicas com foco em temas prioritários para Bahia. O resultado dessa e das outras discussões realizadas nos estados será encaminhado à comissão responsável pela elaboração do PDPG (2024 – 2028) em Brasília, que, de acordo com o cronograma da Capes, em novembro, após consulta pública, uma proposta será enviada para aprovação pelo Conselho Superior da Capes.

O secretário da Secti, André Joazeiro, presente na oficina, destacou a importância desse debate para definição de prioridades estratégicas no campo da pós-gradução. “É fundamental essa escuta local para entender as nossas necessidades, quais áreas estratégicas são importantes para o desenvolvimento social e econômico para o estado da Bahia e para que a possamos montar os nossos cursos de pós-graduação, formando mestres e doutores nas áreas onde precisamos desenvolver nossa comunidade”.

Em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa (Faps) e o Conselho Nacional das Fundação Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), essa é a primeira vez que a Capes realiza oficinas em todos os estados brasileiros. De acordo com o diretor-Geral da Fapesb, Handerson Leite, esse trabalho é fundamental para se entender quais as necessidades, a realidade e as estratégias locais. “Essa oficina é muito importante para que no futuro se tenha, no planejamento nacional, aspectos que vão ajudar a financiar a pós-graduação na Bahia”, destacou.

O diretor de Relações Institucionais do Movimento Negro Unificado (MNU), Ademário Souza Costa, considera importante a realização dessas oficinas estaduais porque são espaços estratégicos que destacam a existência da diversidade regional. “Essa diversidade merece ser ouvida para amplificar o alcance da pesquisa científica no Brasil. A nossa participação aqui é no sentido de influenciar a pesquisa científica no estado da Bahia, visando questões que consideramos desafiadoras para o futuro da população negra no Estado. É uma honra participar de um espaço tão qualificado como esse”.

Sobre o PNPG – O Plano Nacional de Pós-Graduação é um instrumento de planejamento de políticas públicas para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). O processo de construção do novo PNPG iniciou-se com um amplo diagnóstico e a proposição de recomendações, muitas das quais coletadas nas oficinas de construção da Agenda Nacional de Formação de Recursos Humanos de Alto Nível e Prospecção de Inovações na Pós-Graduação.

Serviço Alemão de Intercâmbio abre inscrições para doutorandos brasileiros

O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) abriu inscrições para o Programa de Auxílio para Doutorandos com Bolsa Nacional, ou seja, um programa para pesquisadores brasileiros com bolsa no país.  Trata-se de um financiamento complementar à bolsa nacional concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou por um Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa (FAP) parceira. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) está entre as 23 fundações que apoiam o Programa, que  tem o objetivo de viabilizar parte da pesquisa da tese do estudante na Alemanha.

Os interessados podem se candidatar até 31/10/2023 para estadias de pesquisa entre maio de 2024 e janeiro de 2025. Todos os detalhes sobre o financiamento, os requisitos e o processo de candidatura se encontram no edital no site da DAAD – daad.org.br/pt/ .