Caminhos da inovação

Seja com a consolidação do Parque Tecnológico ou com o crescimento dos investimentos privados, a Bahia começa agora a busca pela trilha da inovação e do mercado de startups de tecnologia que poderá revolucionar o mercado nos próximos anos

 

REVISTA MUITO - Caminhos da Inovacao
De uma sala apertada de um prédio comercial na Avenida Tancredo Neves vem um barulho incomum para uma vizinhança apinhada de escritórios de advocacia e clínicas médicas. Uma disputa de jogo de dardos ocupa o centro do espaço e uma TV escanteada exibe um episódio da série ultrapopular Game of Thrones. Há notebooks grafitados por toda parte, manuseados por seis jovens que não têm mais do que 30 anos. Estamos numa empresa em início de carreira, mas cujo saldo bancário, há um mês, recebeu um aporte veterano: sete milhões de reais.

“Trabalhamos no azul, mas com pressa”, diz Tiago Oliveira, 27, cofundador, ao lado do irmão, Henrique Oliveira, e do amigo Hugo Azevedo, da Moldec, uma startup (como é chamada uma empresa iniciante que aposta em ideias inovadoras) dedicada à criação de aplicativos para celular. A soma despejada por um fundo de investimento colocou o empreendimento na rota de lançamento de um aplicativo que cria outros aplicativos.

“Ajudaremos o usuário não só a criar o seu, mas também a ganhar dinheiro com ele, sem precisar de uma equipe técnica”, diz Tiago, enquanto aponta para uma apresentação em seu computador. “Neste momento, nosso foco está em oferecer o serviço da forma mais rápida possível. Ninguém tem muito tempo para esperar. Trabalhamos com a meta de segundos”.

Há poucos anos, o caso da Moldec seria um ponto fora da curva num estado que parecia alheio ao bilionário mercado de startups de tecnologia – só no país, segundo dados da Associação Brasileira de Startups, a área movimenta R$ 2,5 bilhões por ano -, mas a confluência de investimentos públicos e privados, se ainda não foi capaz de criar o vale do silício brasileiro, como já foi alcunhada a vizinha Recife, vem posicionando a Bahia no curso da inovação.

“Mercados funcionam como um ecossistema. Sem harmonia e comunicação entre as diversas partes, esqueça”, diz Cloves Santanna, 68, professor decano da Faculdade de Ciências da Computação da Ufba, o primeiro curso de graduação no Brasil nesta área, inaugurado em 1968. “Durante anos, nossa universidade colocou profissionais num mercado deserto. Não havia uma política pública voltada ao fomento da indústria de tecnologia, muito menos oferta de dinheiro para investimentos de risco. Não estamos no céu, mas já deixamos o inferno”.

O investimento do poder público vem, sobretudo, traduzido no Parque Tecnológico da Bahia, que completa quatro anos de funcionamento este mês. O espaço, gerido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e situado às margens da Avenida Paralela, abriga hoje 32 empresas de tecnologia, a maioria delas startups selecionadas via edital, processo que garante aos empreendimentos incentivos como isenção de impostos e financiamento. Também há verba do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ambos ligados ao governo federal.

Da iniciativa privada, a chegada de recursos de capitais de fundos de investimento privados é a principal mola – neste processo, investidores enxergam potencial em uma empresa que ainda está nascendo e aporta dinheiro na ideia do negócio. Mas empresários e pesquisadores costumam apontar um fator, até então escasso no mercado de tecnologia baiano, fundamental para a mudança de cenário: ideias realmente competitivas.

Antídoto

“Nunca monte uma empresa pensando no investidor. São poucos os que realmente conseguem investimento. Se você for empreender, pense sempre em fazer um negócio autêntico, que caminhe sozinho”, diz Bruno Cabral, 26, que, ao lado de Gabriel Peixoto, fundou a Potelo Sistemas. A empresa, iniciada em casa, funciona hoje no Parque Tecnológico da Bahia e tem o site Escavador como seu principal produto. A plataforma permite ao usuário ter acesso a informações de diários oficiais e processos jurídicos. “A ideia é conseguir agregar e disponibilizar toda informação pública que seja útil para o usuário”.

Com apenas três anos de vida, a Potelo caminha agora rumo à maturidade crucial entre as empresas de tecnologia. Segundo levantamento feito pela Fundação Dom Cabral, 50% das startups brasileiras não conseguem chegar ao quarto ano de vida (a competitividade e a pressão por apresentar resultados entram nessa equação). Os 200 mil usuários diários e a terceira posição no ranking de sites jurídicos do país são os cartões de visita apresentados pela Potelo na busca por novos aportes financeiros. “A pergunta que um investidor faz é: esta empresa cura uma ‘dor’? Ela atende a uma necessidade?”, diz Bruno. “Se uma empresa iniciante está empacada em uma ideia equivocada, ela vai errar de novo e de novo, em um ciclo interminável”.

A busca por oferecer um antídoto às dores dos usuários preenche as conversas nos corredores do Parque Tecnológico da Bahia. Não só: ali, tem-se a impressão de que o tempo ganha uma vilania extra. Num mercado em que a oportunidade é agora, e só agora, perder-se na burocracia ou numa ideia equivocada é o caminho inevitável para a bancarrota. A urgência também vem do fato de que as startups baianas caminham sobre um terreno ainda pouco sedimentado.

“É como largar atrás num circuito em que ninguém pode ser retardatário”, diz Antônio Rocha, 44, diretor da incubadora do Parque Tecnológico, um espaço responsável por oferecer apoio na gestão das empresas. “A Bahia percebeu, há pouquíssimo tempo, a direção do vento. O Parque Tecnológico de Recife e do Rio de Janeiro, por exemplo, possuem mais de dez anos de existência. E esses são espaços importantes, porque criam um ambiente propício à inovação. Ao contrário das empresas clássicas, em que as concorrentes não conversam entre si, o universo das startups pressupõe troca de experiências e conhecimento entre os criadores”.

Durante o período de incubação, as empresas recebem, da equipe coordenada por Antônio, um diagnóstico sobre as dificuldades específicas de cada negócio e uma indicação de como superá-las. É o momento em que a empresa tem a oportunidade de agregar valor ao que pretende oferecer. Em geral, é com alguma prova de que o mercado se interessa por aquele produto (como número de usuários, mesmo não pagantes) que uma startup consegue conquistar novos aportes financeiros, seja através de investidores ou aceleradoras (empresas que apoiam e investem no desenvolvimento da ideia, em troca de participação em ações).

“Montar uma startup é diferente de abrir uma padaria ou uma loja de roupa. Por definição, estamos falando de um empreendimento inovador, com potencial para acender e ganhar escala. Um negócio, sobretudo, de risco, já que, na maioria das vezes, ninguém pôs em prática a ideia antes”, diz a economista e cientista de dados Victoria Ghirello, autora do artigo Um estudo das startups na Bahia.

Ghirello cita “identidade” como uma das faces em formação do mercado local de startups. “A verdade é que nós ainda precisamos achar a nossa voz. A Bahia tem um potencial imenso para a produção de energia limpa, seja eólica ou solar. Talvez a nossa identidade esteja aí”.

Paineis solares

Se a indústria da tecnologia, na Bahia, caminhará com o fortalecimento da produção de energias renováveis (o estado é, hoje, o segundo maior produtor de energia eólica do país, atrás apenas do Rio Grande do Norte), o tempo e o mercado dirão. Mas, para a startup Linz, criada pelo engenheiro de energia Tomás Antônio, 31, esse já é um negócio. Fundada em 2014, a empresa pretende oferecer a instalação de painéis solares alugados, para que o próprio usuário produza sua energia.

“Além de disponibilizar uma fonte com menor impacto no ambiente, a ideia é entregar o melhor custo-benefício”, diz Tomás. “O consumidor pode instalar painéis solares de tamanhos variados, em casa ou no trabalho. Como a aquisição desses painéis sai caro, oferecemos aluguel através de uma taxa mensal”. Ainda em fase de testes, a iniciativa já foi abraçada pela aceleradora Wow, que tem sede em Porto Alegre e oferecerá suporte à iniciativa baiana até o início do ano que vem.

Outros projetos ligados à produção e ao consumo de energia deverão surgir a partir do “laboratório vivo”, que está previsto para ser instalado no primeiro semestre de 2017 no Parque Tecnológico. Em parceria com o Instituto Fraunhofer, fundação de pesquisa aplicada alemã, a iniciativa servirá como ponto de partida para o desenvolvimento de ideias que aprimorem a vida nas cidades.

“Cada iniciativa apresentada por uma empresa ou startup será testada e disponibilizada no próprio parque, como uma espécie de maquete em tamanho e movimento reais”, diz a cientista da computação Daniela Bacellar, 39, coordenadora do projeto. “Teremos, no laboratório, o desenvolvimento de lixeiras inteligentes, estacionamentos funcionais e postes que trabalham para economizar energia. O propósito é que prefeitos e secretários possam visitar o laboratório e levar as soluções para as suas cidades. Será o empreendedorismo inovador aplicado à cidade”.

Visão de mercado

Segundo a última pesquisa do Monitoramento de Empreendedorismo Global, que reuniu 300 instituições acadêmicas e de pesquisa distribuídas por mais de 100 países, a taxa de empreendedorismo da população brasileira atualmente é de 40%, contra 20% de dez anos atrás. No entanto, não são poucos os levantamentos que apontam as deficiências dos empreendedores brasileiros. Em 2015, uma pesquisa realizada pela Escola de Administração da Ufba, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), elencou as principais falhas das empresas de tecnologia no país. No topo, a falta de visão de mercado.

“Em seleções de startups para editais ou aceleradoras, às vezes, há ideias geniais, mas, quando se pergunta ‘vai vender para quem?’, percebemos o vazio da proposta”, diz a professora da Escola de Administração da Ufba Ana Ribeiro, uma das coordenadora da pesquisa em parceria com a FGV. “De forma geral, os brasileiros são muito criativos, mas pouco inovadores. Inovação tem a ver com método, com procedimentos, e nós ainda não temos o hábito de sistematizar as coisas”.

Apresentada em palestras, conferências e eventos sobre tecnologia como um caso de sucesso no Brasil, a história da startup baiana Movpak é, no entanto, uma peça afinada, onde se encaixam os diversos pontos do mercado de tecnologia, a começar pela estratégia de mercado. O produto: uma mochila que vira skate.

Espírito do tempo

“Empreender com sucesso é captar um momento, o espírito de um tempo. Com tecnologia, então, a antena precisa ser ainda mais afinada”, diz Hugo Dourado, 44, em meio a dados que atestam o triunfo de uma de suas criações, concebida com os sócios Felipe Junquilho e Ivo Machado. Ao facilitar a mobilidade urbana e atribuir “inteligência” a uma mochila, os três conseguiram criaram uma peça que já se tornou popular no mercado, antes mesmo de ela chegar até ele.

A Movpak, como também foi batizada a mochila, é um dispositivo multifunção – pode se transformar em skate, conta com rastreador, carregador de telefone (USB e sem fio), iluminação (que funciona como lanterna durante a noite) e um pequeno sistema de som embutido.
A sua confecção é a exemplificação de uma cena florescente. O projeto foi desenvolvido no Parque Tecnológico da Bahia, onde permaneceu por um ano; foi aprimorado em parceria com investidores privados; e popularizado por meio de sites de financiamento coletivo, onde os próprios usuários contribuíram para que o projeto saísse do papel.
“O bom empreendedorismo tech é uma mistura de dom e treinamento árduo, como um atleta numa olimpíada”, diz Hugo Dourado, cuja criação chegará às lojas de todo o país no primeiro semestre de 2017″. Mas é, sobretudo, fruto de um ambiente que propicie a inovação”.

Fonte: Revista Muito/A Tarde

 

Link: http://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1806210-caminhos-da-inovacao

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia traz ciclo com 30 palestrantes

Este ano, os dois primeiros – 19 e 20 – dos quatro dias de Semana serão dedicados às apresentações de 30 renomados painelistas, que devem ser conferidas, principalmente, por estudantes, mas, também, por pesquisadores, inventores e curiosos.

Uma das principais atrações da Semana Nacional de Ciência, Tecnologia (SNCT), que, na Bahia, tem como epicentro o grande evento promovido nas instalações do Senai Cimatec, é o Ciclo de Palestras. Este ano, os dois primeiros – 19 e 20 – dos quatro dias de Semana serão dedicados às apresentações de 30 renomados painelistas, que devem ser conferidas, principalmente, por estudantes, mas, também, por pesquisadores, inventores e curiosos.

Se depender dos números da edição passada, o sucesso do Ciclo de Palestras, resultado de uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/BA), está garantido. Ao todo, os painéis trazem oito tópicos que perpassam pelo tema central da SNCT 2016, ‘Ciência Alimentando o Brasil’, e por assuntos relacionados à Ciência e Tecnologia e Inovação. Com formato diferente do aplicado em 2015, quando reuniu mais de 5.500 pessoas, cada painel reúne, não apenas um painelista, mas um grupo de palestrantes. Deste modo, durante a sessão, o público vai poder conhecer diferentes pontos de vista, dados por profissionais com grande expertise na respectiva área de atuação.

A inscrição em qualquer uma das palestras que integram o Ciclo pode ser feita através do endereço eletrônico http://www.secti.ba.gov.br/snct/site/palestras. Na edição anterior, os estudantes tiveram mais de 24 horas de carga horária para utilizarem como atividade complementar. Em 2016, novamente, a Secti oferece a certificação para aqueles que participarem dos painéis. Nos dias de Ciclo, também será possível se registrar e participar das palestras que ocorrerão, sempre, às 10h, 14h, 16h e 19h.

1º dia do Ciclo (19 de outubro)

Na quarta-feira (19), as exposições têm o teor voltado, especialmente para o tema central da Semana, com exceção da primeira palestra do dia, que discute se ‘A sua empresa é uma startup?’. A partir das 10h, quatro empreendedores desbravam as questões por trás de um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Participam desta primeira palestra Tulio Cerviño, diretor da startup incubada no Parque Tecnológico da Bahia 4i Engenharia; Matheus Ladeia, criador do site Pastar, que permite que o produtor rural encontre ofertas de pastos para alugar e, então, poder deslocar seu rebanho durante a estiagem; Yuri Berezovoy, engenheiro que criou o patinete elétrico Surfer; e Anna Luísa Beserra, proprietária da Safe Drinking Water For All (SDW), que pretende levar a melhor solução no tratamento da água para as pessoas, principalmente de comunidades carentes do sertão nordestino.

Há outros três debates neste dia. Às 14h, Braúlio Barreto, engenheiro eletricista que investiu nas pipocas gourmet Las Palomitas; Bruna Machado, ganhadora do prêmio Ideias Inovadoras da Fapesb (2015), com embalagens biodegradáveis feitas a partir de crustáceos; e Renato Souza Cruz, pós-doutor em Embalagens Ativas e Inteligentes discutem sobre ‘Embalagens Criativas’.

Já às 16h, ‘Alimentos Inovadores’ são foco das falas do chef Beto Pimentel, dono do restaurante Paraíso Tropical; de Camila Duarte Ferreira, desenvolvedora de um azeite de dendê para microencapsular compostos bioativos; de Elisa Teshima, doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e professora da Universidade Estadual de Feira de Santana; e, por fim, de Ubiratan Sales, proprietário da fábrica de acarajés e abarás congelados H20.

No início da noite, às 19h, Emerson Barreto, um dos sócios da empresa TW2, criadora do sistema utilizado para a venda de alimentos nas Olimpíadas Rio 2016; Rodrigo Ladeira, pós-doutor pela New York University, na área de Marketing Social; a jornalista e fotógrafa Natácia Guimarães; e Jeferson Carlos, sócio da Rangobox, startup baiana com a missão de tornar fácil a refeição semanal através do agendamento de delivery online, dão dicas de ‘Como Vender Comida na Internet (19h)’.

2º dia do Ciclo (20 de outubro)

O segundo e último dia de Ciclo traz temas mais subjetivos, em contraponto aos assuntos mais práticos apresentados no primeiro dia. Dividem o painel ‘Energia renovável para o seu negócio’ (10h), o mestre em Engenharia de Bioprocessos Abraão Peixoto, com ampla experiência industrial em bioengenharia para produção de combustíveis renováveis; Rafael Valente, sócio da startup Civil Eco; Maria Gabriela da Rocha, chefe de Novos Negócios no Brasil da First Solar; Csaba Sulyok, sócio fundador da startup Condomínio Solar; e Stéphane Pérée, sócio proprietário da Enersol Brasil, líder em instalações de painéis fotovoltaicos na Bahia.

A palestra sobre ‘Agroindústria e Agricultura Familiar’ (14h) é liderada por Jerônimo Rodrigues, engenheiro agrônomo e secretário de Desenvolvimento Rural (SDR) da Bahia; Marco Lessa, dono da marca Chocolate de Origem (Chor); Roberto Lessa, CEO do Grupo Aurantiaca, detentor da água de coco Obrigado; Mário Mendes, sócio da marca Cacauait; e Carlos Estevão Leite, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Já ‘Economia Colaborativa’ (16h) vai ser tratada por Rodrigo Paolilo, CEO do Grupo Rede Mais; Vicente Aguiar, sócio-fundador da Colivre, cooperativa de tecnologias livres nascida na Bahia; Hugo Saba, gerente de Pós-Graduação e Coordenador da Agência UNEB de Inovação; e João Pedro Bahiana, presidente da Associação dos Jovens Empreendedores (AJE) da Bahia. A última palestra do Ciclo vai abordar o tema ‘Quem Inova tem Financiamento’ (19h), discutido por Otto Alencar Filho, presidente da Agência de Fomento da Bahia (Desenbahia) e Lázaro Cunha, diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb).

Semana

Maior evento de iniciação científica e tecnológica do país, realizado, desde 2004, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Semana registra participação do estado baiano em todas as edições. Na 13ª, não será diferente e a Bahia, por intermédio da Secti, vai ofertar uma gama extensa de atrações. Além do Ciclo de Palestras, os visitantes poderão conferir estandes, o Maker Space e uma Praça da Ciência, montada, especialmente, para a SNCT. Na programação, consta, ainda, a visita guiadas aos laboratórios ultramodernos do Senai Cimatec.

Neste ano, o evento conta com o apoio da Braskem; Grupo Neoenergia (Coelba); Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás); Banco do Nordeste; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); MCTIC; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia; além das secretarias estaduais de Infraestrutura (Seinfra) e Educação (SEC).

Informações adicionais sobre a Semana podem ser conferidas no site http://www.secti.ba.gov.br/snct.

Fonte: Secti BA

Projeto sobre a mandioca e a cultura baiana ganha edital do Ministério da Ciência e Tecnologia

A proposta venceu o edital nº 01/2016 da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto engloba as cidades de Jequié (território de identidade Médio Rio de Contas), Cabaceiras do Paraguaçu (território de identidade Recôncavo) e Salvador. O público será preferencialmente de estudantes da rede estadual de ensino.

Estabelecer diálogo entre museus, população, órgãos municipais, estaduais e federais, com atividades educativas, cine-debates e exposições que abordem a importância cultural da mandioca. Esse é um dos principais objetivos do projeto ‘Cultura na agricultura: Mandioca entre a tradição e a ciência’, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). A proposta venceu o edital nº 01/2016 da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto engloba as cidades de Jequié (território de identidade Médio Rio de Contas), Cabaceiras do Paraguaçu (território de identidade Recôncavo) e Salvador. O público será preferencialmente de estudantes da rede estadual de ensino.

“Ficamos contentes por conseguir propor temática que salienta a aproximação entre a tradição e a ciência sobre essa cultura tão presente e importante para a população de várias regiões da Bahia e do país”, ressalta a socióloga do IPAC, Jussara Nascimento, coordenadora da iniciativa. A mandioca, também conhecida em outras regiões brasileiras como aipim ou macaxeira já era cultivada antes da colonização europeia. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Brasil é hoje o quarto produtor do mundo, atrás somente da Nigéria, Tailândia e Indonésia. A sua cultura envolve amplos espectros da vida comunitária, social e econômica de milhões de brasileiros.

PATRIMÔNIO IMATERIAL – “O saber cultural acumulado de tudo que envolve a mandioca desde épocas pré-colombianas até hoje configura-se como um patrimônio imaterial brasileiro”, lembra Jussara. O Nordeste está responsável por 35% da produção e o Norte por 24%. Os estados que mais produzem são Pará (18%), Bahia (17%) e Paraná (15%), seguidos por Rio Grande do Sul (6%) e Amazonas (5%). Porém a maior produtividade concentra-se no Sudeste e Sul, com médias entre 17 e 18 toneladas por hectare, com destinação industrial.

A equipe do projeto reuniu cinco técnicos do IPAC, da Gerência de Patrimônio Imaterial (Geima), Assessoria Técnica (Astec) e Diretoria de Museus (Dimus). Além da coordenadora Jussara Nascimento, participam as antropólogas Nívea Alves e Adriana Cerqueira, a historiadora Milena Rocha, e os museólogos Diogenisa Teixeira e Antônio Varjão (Museu de Jequié). Jussara destaca ainda a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que cede os especialistas Joselito Motta e Carlos Estevão para palestras e o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb) que faz cessão do documentário ‘Mandioca Raiz do Brasil’.

SALVADOR e INTERIOR – A programação acontece de 17 a 23 de outubro, sendo gratuita e aberta a todos os interessados. As ações ocorrerão no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, em Salvador, e no Parque Castro Alves, no município de Cabaceiras do Paraguaçu, ambos equipamentos do IPAC. Além disso, o projeto conta com parceria do Museu da Cidade de Jequié, onde o projeto será realizado com estudantes e professores.

Fonte: IPAC BA

Fapesb lança edital que estimula pesquisa em Matemática

Para se inscrever, os pesquisadores devem preencher o formulário online, disponibilizado no Portal da Fapesb, até o dia 16 de novembro. Os projetos selecionados devem ser realizados no Estado da Bahia, entre os meses de dezembro de 2016 a junho de 2017.

Com o objetivo de estimular a prática da pesquisa em matemática no ensino médio, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) através do programa de popularização da ciência e tecnologia lança o edital de estímulo à pesquisa para alunos premiados na olimpíada brasileira de matemática das escolas públicas. A ação visa selecionar uma proposta de estudantes medalhistas da 11ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) – Regional Bahia.

Os projetos devem propor a ressignificação da linguagem científica, através da utilização de recursos didáticos e/ou lúdicos (por exemplo, jogos, protótipos e softwares), a fim de aproximar os estudantes medalhistas do universo acadêmico. O desenvolvimento do projeto deverá acontecer sob a coordenação de um professor doutor, através de ações de Popularização das Ciências.

“A proposta é formar pesquisadores, é despertar esses meninos do ensino médio para a pesquisa científica e trazer a escola para dentro da academia. Serão priorizadas propostas que recodifiquem a linguagem científica, que tragam a disciplina de forma mais lúdica”, explica Renata Matos, gestora da diretoria científica da Fapesb.

Para se inscrever, os pesquisadores devem preencher o formulário online, disponibilizado no Portal da Fapesb, até o dia 16 de novembro. Os projetos selecionados devem ser realizados no Estado da Bahia, entre os meses de dezembro de 2016 a junho de 2017.

Larvas de mosquito da dengue são encontradas em piscina de casa abandonada na Barra

Agentes do Centro de Controle e Zoonoses (CCZ) estiveram em casa no Morro do Ipiranga

CORREIO DA BAHIA - Larvas de mosquito da dengue são encontradas em piscina de casa

Um foco de larvas de mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya) foi encontrado dentro da piscina da casa nº 41 da Rua Cândido Portinari, no Morro do Ipiranga, no bairro da Barra.

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses estiveram no imóvel no final da manhã desta quarta-feira (28). O local, que fica ao lado do Colégio Miró, foi denunciado para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Disk Aedes, como um possível criadouro do mosquito da dengue.

No local, a equipe inspecionou 15 pontos onde podem ser encontrados os criadouros, entre eles, caixa d’água, piscina e vasos de plantas. Apenas na piscina vazia foi encontrado o foco do mosquito. Os agentes orientaram para um homem que estava no local sobre como prevenir outros focos de larvas.

De acordo com a SMS, o imóvel já foi visitado seis vezes este ano, mas apenas dessa vez foi encontrado um foco na piscina. O CORREIO esteve no imóvel nesta manhã, mas o dono não foi encontrado. No local, apenas um homem, que não quis se identificar, afirmou que as recomendações que foram dadas pelos agentes serão seguidas.

“Vamos começar a fazer hoje mesmo. Vedar a piscina para que não abra mais e colocar o cloro granulado como foi recomendado”, afirmou o responsável. Segundo a secretaria, o dono do imóvel sempre mantém contato com o órgão e permite o acesso dos agentes para que seja feita a inspeção.

O Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em junho, apontou o índice de 0,2%, no bairro da Barra, o que é considerado baixo. Segundo dados da CCZ, de janeiro até hoje foram encontrados 13 focos de mosquito na região do Morro do Ipiranga. E dos 1.899 imóveis na região, foram visitados 1.600. Lá, 523 imóveis estão fechados.

“As recusas das visitas têm diminuído no Morro do Ipiranga porque as pessoas estão assustadas com as doenças”, explicou a coordenadora do CCZ, Isabel Guimarães.

O último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em 13 de setembro, mostra que o estado registrou este ano 62.892 casos prováveis de dengue, 55.128 casos suspeitos de Zika e 47.895 casos suspeitos de Chikungunya.

Mosquito Zero

Além do Disk Aedes, também é possível denunciar focos do mosquito por meio do aplicativo Mosquito Zero. O aplicativo também permite ao usuário informar locais de foco e presença do mosquito, registrar casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus, além de consultar unidades de saúde. Nesta fase piloto, apenas moradores dos bairros Palestina e Itaigara podem registrar as denúncias.

Moradores de outros bairros podem acessar o conteúdo do aplicativo através do site www.mosquitozero.com.br. O cidadão poderá acompanhar o andamento da sua solicitação através do número de protocolo, acessando o Portal Mosquito Zero ou através de notificações que serão atualizadas automaticamente no seu aplicativo.

O app foi um dos vencedores do Concurso Ideias Inovadoras, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Quem quiser fazer denúncias de focos de mosquito em Salvador pode ligar para o Disk Aedes: (71) 3202-1808.

Link: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/larva-de-mosquito-da-dengue-e-encontrada-em-piscina-abandonada-na-barra/?cHash=742b785896c0e6927e81558d29e40308

 

Fonte: Correio*

Fapesb lança edital de projetos para combate do Aedes Aegypti na Bahia

Primeira etapa de inscrição acontece até o dia primeiro de abril, via internet. O objetivo é combater transmissor da Zika, Chikungunya e Dengue.

G1 - Fapesb lança edital de projetos para combate do aedes

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) lançou o edital de apoio a projetos de pesquisa em infecções virais emergentes e suas consequências. O objetivo do edital é combater o Aedes Aegypti, transmissor da Zika, Chikungunya e Dengue.

O edital está disponível na internet e convoca pesquisadores vinculados às instituições de ensino superior e/ou de pesquisa e desenvolvimento localizadas no Estado da Bahia a apresentarem propostas para o apoio a projetos de pesquisa científica e tecnológica sobre as arboviroses: Zika, Chikungunya e Dengue.

Para os interessados em participar do edital, a primeira etapa, que vai até o dia 1° de abril, consiste em encaminhar à Fundação uma carta de intenções, pré-selecionadas por um Comitê de Seleção designado pela Diretoria Científica da Fapesb.

Na segunda etapa, os coordenadores das propostas pré-selecionadas pelo Comitê de Seleção deverão encaminhar à Fundação o projeto completo e documentação complementar, de acordo com as exigências do edital. Mais informações estão disponíveis no site da Fapesb.

As propostas submetidas deverão apresentar orçamento mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 1,5 milhão, com a possibilidade de ampliação com recursos financeiros de outros órgãos públicos, podendo ter a participação do Ministério da Saúde, MCTI e Confap.

Link: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/03/fapesb-lanca-edital-de-projetos-para-combate-do-aedes-aegypti-na-bahia.html

 

Fonte: G1

Fapesb apresenta detalhes do edital PAPPE Integração em seminário

O evento Captação de Recursos Públicos para Inovação Tecnológica foi transmitido por videoconferência no IAT

14501952_1680539258941378_1607786650_nA Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), junto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), apresentaram suas ações e projetos no seminário Captação de Recursos Públicos para Inovação Tecnológica, no Instituto Anísio Teixeira, nesta terça-feira (27).

O diretor da inovação da Fapesb, Lázaro Cunha fez a abertura do evento comentando sobre a importância em consolidar o elo entre academia, empresa e indústria. “Essa é uma iniciativa para aumentar a capilaridade das ações, encurtar a distância e disseminar a cultura da inovação”.

O coordenador de apoio à competitividade empresarial da Fapesb, Alzir Mahl apresentou detalhes do edital PAPPE Integração, voltado para microempresas e empresas de pequeno porte do estado da Bahia, para a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias e produtos em 11 áreas. “O edital dispõe de recursos de subvenção econômica na ordem de 21 milhões, que tratam de temas diferenciados com projetos que visam o combate do vírus zika, economia criativa e comércio e serviços”.

A representante do Sebrae/BA, Ana Luci de Graviers abordou o contexto da atual sociedade, que vive uma mudança de paradigmas no contexto social e cultural, influenciando diretamente o processo inovativo brasileiro. “O modelo de atuação do Sebrae leva em consideração este contexto. O micro e pequeno empreendedor pode sim inovar. Temos diversas ações, tais como o Sebraeshop, edital Sebrae de Inovação, edital apoio ao Desenvolvimento de Ideias, Bootcamp, entre outras”.

O gerente de negócios da Desenbahia, Sérgio Silva falou sobre duas linhas de financiamento da Agência, o Inovacred e Inovacred Expresso. “O objetivo é financiar itens que ajudem no desenvolvimento de novos produtos e serviços, através de ações comerciais, de marketing, compra de materiais, insumos, consultoria tecnológica e outros”.

Para quem não pôde comparecer, o evento está disponível neste link.

 

 

 

EDITAL 009/2016 – POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA/SNCT – 2016

Em resposta ao Edital Nº 009/2016 – POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA/SNCT – 2016, a FAPESB recebeu 26 (vinte e seis) propostas, em uma demanda bruta de R$ 248.054,67 (duzentos e quarenta e oito mil e cinquenta e quatro reais e sessenta e sete centavos. Desse total, 08 (oito) propostas foram desenquadradas e 18 (dezoito) foram enquadradas. Após avaliação de mérito, 03 (três) propostas não foram classificadas e 15 (quinze) propostas foram classificadas e beneficiadas.