MCTI/MAPA/CNPq abrem chamada nº02/2016 em agroecologia e produção orgânica

Está aberta a chamada do MCTI/MAPA/CNPq nº 02/2016 para implementação e/ou manutenção de núcleos de estudo em agroecologia e produção orgânica.

Está aberta a chamada do MCTI/MAPA/CNPq nº 02/2016 para implementação e/ou manutenção de núcleos de estudo em agroecologia e produção orgânica.

Válida para Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, esta chamada tem por objetivo apoiar projetos que integrem atividades de extensão tecnológica, pesquisa científica e educação profissional para construção e socialização de conhecimentos e técnicas relacionados a Agroecologia e aos Sistemas Orgânicos de Produção.

A chamada busca, ainda, a promoção dessas técnicas, por meio da implantação ou manutenção de Núcleos de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica – NEAs em instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, conforme definido pelo artigo 1.º da Lei 11.892/08.

O período de inscrições vai do dia 12/02/2016 ao dia 12/05/2016. Para mais informações, acesse este documento.

Desenvolvido pela Maqhin app ‘Vigilante’ recebe apoio da Fapesb e prepara versão comercial

Um cano furado, buraco, lixo e desordem pública são problemas típicos de grandes cidades.

Um cano furado, buraco, lixo e desordem pública são problemas típicos de grandes cidades. Encontrando uma solução inovadora, inspirado em um estilo de vigilância colaborativa, a empresa Maqhin Soluções Inovadoras, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado da Bahia (Fapesb), desenvolveu um aplicativo e rede social de cooperação entre pessoas, mídias e instituições, o Vigilante.

De acordo com Rafael Câmara, sócio diretor da Maqhin, que atualmente está incubada pelo Parque Tecnológico da Bahia, explica que o app “possibilita que cidadãos e atores influenciadores na dinâmica da cidade reportem, impulsionem e solucionem qualquer tipo de problema público através de cadastros com foto, localização no mapa”.

A ideia de criar a rede social surgiu por conta das demandas de reclamações da população, em prol de melhorias para a cidade. Câmara também disse que o acesso ao Vigilante funciona de forma simples, acessado através do painel administrativo do app. “Ele [o Vigilante] é um gestor inteligente de demandas públicas que dá uma visão macro da cidade e aproxima os gestores da população”, afirmou Rafael.

O sócio diretor da Maqhin fala sobre a importância do apoio da Fapesb para moldar uma promissora empresa baiana. “O apoio da Fapesb deu a cara que a Maqhin possui hoje. Sem esse apoio, os caminhos certamente seriam mais complexos e talvez ainda não estivéssemos alcançado o atual estado de maturidade com as atuais 13 pessoas que formam a equipe”, relatou.

Ainda de acordo com Câmara, devido ao aporte financeiro concedido pela Fundação possibilitou a consolidação de dois grandes projetos da startup. “Nossos dois maiores projetos apoiados pela Fapesb, que são o Vigilante e o Today, foram apoiados pelo edital PAPPE e o Tecnova, respectivamente. Os dois projetos receberam recursos por 18meses com valor aproximado de 300 mil reais”, afirmou.

O Vigilante possibilita o registro de mais de 250 tipos de ocorrências relacionados a transtornos urbanos para alertar órgãos e instituições competentes. Os registros podem ser realizados de maneira anônima, sendo monitorada pelo denunciante. Atualmente, a empresa responsável pelo serviço iniciou a fase de negociações com prefeituras, governos e instituições públicas e algumas parcerias estão sendo tratadas.

Rafael comenta os planos para o futuro da empresa incubada. “Espero que a Maqhin continue se destacando como a criadora de soluções inovadoras, mas que produtos como o Vigilante, Today e alguns outros que estamos desenvolvendo (GeoProfit Strategy, Sistema Integrado de Autoatendimento, Motolive, Eu Amo Animais), ganhem vida própria e se tornem empresas bem maiores que a empresa”, concluiu.

Fonte: Ascom/Fapesb

Com o tema Inovação e Empreendedorismo, Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia abre as inscrições

Estão abertas até sete de março as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia.

Estão abertas até sete de março as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. Com o tema Inovação e Empreendedorismo, o prêmio convida estudantes, jovens pesquisadores e equipes de pesquisa a apresentarem trabalhos desenvolvidos nas áreas de inovação tecnológica, geração de startups e aceleradoras e gestão da inovação, além de modelos e propostas voltados para o empreendedorismo e de ferramentas facilitadoras da criação de uma cultura empreendedora em empresas e instituições.

Dividido em cinco categorias, o Prêmio Mercosul mobiliza desde estudantes do ensino médio até pesquisadores sêniores, incluindo equipes de pesquisa. O objetivo é reconhecer os trabalhos que representem uma contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países membros e associados ao Mercosul e incentivar a pesquisa e a inovação no bloco. Além disso, o prêmio contribui para o processo de integração regional a partir do incremento na difusão de realizações e dos avanços no campo do desenvolvimento científico e tecnológico do Mercosul.

O Prêmio Mercosul é lançado simultaneamente na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Para mais informações, acesse o site http://www.premiomercosul.cnpq.br/web/pmct/inicial.​

Fonte: Agência de Notícias Anpei.

Giro na ciência: Minúsculo disco de vidro é capaz de armazenar 360 TB de dados por 13,8 bilhões de anos

Estima-se que os seres humanos estejam produzindo diariamente dados equivalentes a 10 milhões de discos Blu-ray e muitos desses dados precisam ser armazenados em algum lugar.

Estima-se que os seres humanos estejam produzindo diariamente dados equivalentes a 10 milhões de discos Blu-ray e muitos desses dados precisam ser armazenados em algum lugar.

Agora, pesquisadores no Reino Unido podem ter encontrado a solução: um disco digital de dados de cinco dimensões (5D) que pode armazenar 360 terabytes de dados por, pelo menos, cerca de 13,8 bilhões de anos.

Para criar o disco de dados, os pesquisadores da Universidade de Southampton utilizaram um processo chamado de “exposição a lasers de femtosegundos” que cria pequenos discos de vidro usando um laser ultrarrápido gerador de pulsos curtos e intensos de luz. Estes pulsos podem gravar dados em três camadas de pontos nanoestruturados separados por 5 micrometros (o equivalente a 0,005mm).

As 5 dimensões são representadas, em primeiro lugar, pela posição tridimensional de cada ponto dentro das camadas e em seguida, pelas dimensões adicionais que caracterizam o tamanho e a orientação do ponto. As nanoestruturas criadas pela tecnologia podem ser lidas utilizando um microscópio óptico em conjunto com um polarizador (um filtro desenvolvido para bloquear polarizações específicas de luz).

A equipe por trás dos novos discos 5D diz que eles poderiam ser muito úteis para instituições que lidam com grandes arquivos, como bibliotecas, museus e qualquer outro lugar com extensos registros.“É emocionante pensar que criamos a tecnologia para preservar documentos e informações e armazená-los no espaço para as gerações futuras. Esta tecnologia pode garantir a última prova da nossa civilização: tudo o que aprendemos não será esquecido”, disse um dos pesquisadores, Peter Kazansky.

Os pesquisadores estão apresentando seu trabalho na International Society for Optical Engineering Conference, em São Francisco, EUA, nesta semana. Depois disso, pretendem se encontrar com especialistas da indústria para a criação de uma parceria com intuito de melhor desenvolver a tecnologia, fazendo-a alcançar um estágio que poderia ser utilizado em produtos comerciais.

O suporte de armazenamento foi apelidado de “cristal de memória de Superman”, em alusão aos cristais de memória dos filmes do Superman. De fato, a criação parece de outro mundo! Ela não apenas pode armazenar quantidades absurdas de dados, como também pode suportar temperaturas de até 1.000 °C.

A tecnologia já havia sido demonstrada pela primeira vez em 2013, mas agora tornou-se capaz de armazenar muito mais dados. A equipe já salvou cópias da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), o livro “Óptica” de Isaac Newton, A Magna Carta e A Bíblia do Rei Jaime (Anglicana), nos minúsculos e revolucionários discos.
Fonte: Science Alert
Foto: Reprodução / Jamie Condliffe

 

Projetos de cinco FAPs selecionados em edital da França

Cinco projetos brasileiros foram selecionados para serem realizados em parceria com as instituições francesas INRIA (Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique) e CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique).

Cinco projetos brasileiros foram selecionados para serem realizados em parceria com as instituições francesas INRIA (Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique) e CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). A chamada foi lançada em parceria com nove FAPs (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa) por meio do CONFAP, tendo sido selecionados projetos de cinco estados diferentes. A lista dos aprovados está disponível neste link.
A chamada apoia pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação que serão desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e franceses na área de TIC (Ciências e Tecnologia de Informação e Comunicação). O objetivo é fortalecer a evolução institucional das cooperações já firmadas por meio da formação de equipes associadas e induzir novas cooperações franco-brasileiras.

Por: Coordenadoria de Comunicação do CONFAP

Fapesb adere ao Programa Horizonte 2020

Em 2016, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) fará parte do Programa Horizonte 2020, em conjunto com outras FAPs brasileiras. O Horizonte 2020 é um programa de apoio à Pesquisa, Inovação e Cooperação Internacional desenvolvido pela União Europeia (UE).

Em 2016, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) fará parte do Programa Horizonte 2020, em conjunto com outras FAPs brasileiras. O Horizonte 2020 é um programa de apoio à Pesquisa, Inovação e Cooperação Internacional desenvolvido pela União Europeia (UE).

Com objetivo de responder à crise econômica através do desenvolvimento de tecnologias que possam gerar empregos, crescimento e inovação, o programa promoverá a transferência de tecnologia e sinergias entre Academia e a Indústria. Contando com recurso de cerca de 80 bilhões de euros distribuídos durante os sete anos de vigência do programa (2014-2020), ele se configura, atualmente, como o maior na área de financiamento de pesquisa e inovação da União Europeia (UE).

Candidatos Brasileiros são elegíveis para participar. Os interessados devem acessar este documento que contém as condições e diretrizes do programa.

Por: Ascom/Fapesb

Pesquisadores baianos participam de importantes projetos em Astronomia

Você já pensou em mapear o céu? O projeto Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey (J-PAS) pretende, nos próximos cinco ou seis anos, realizar esse feito. O projeto que foi concebido pela Espanha e está sendo realizado com o apoio brasileiro – através de recursos humanos e financeiros, – irá mapear o universo tridimensionalmente, em 56 cores, a partir de um observatório astronômico em Sierra de Javalambre, na cidade Teruel, Espanha.

Você já pensou em mapear o céu? O projeto Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey (J-PAS) pretende, nos próximos cinco ou seis anos, realizar esse feito. O projeto que foi concebido pela Espanha e está sendo realizado com o apoio brasileiro – através de recursos humanos e financeiros, – irá mapear o universo tridimensionalmente, em 56 cores, a partir de um observatório astronômico em Sierra de Javalambre, na cidade Teruel, Espanha.

Os pesquisadores envolvidos na empreitada observarão uma área de mais de 8.000 graus quadrados, o equivalente a 1/5 de todo o céu, utilizando dois telescópios – um de 2,5m e outro de 0,80m – que possuem um sistema de filtros capaz de cobrir toda a região visível do espectro eletromagnético. Os telescópios foram projetados exclusivamente para o mapeamento do universo e, além deles, os pesquisadores contarão com a JPCam, a segunda maior câmera astronômica do mundo.

Saulo Carneiro, membro do J-PAS e Diretor Científico da Fapesb, acredita que projetos como esse são importantes máquinas de fomento para a atividade de pesquisa no país: “O fato de o Brasil participar de um consórcio internacional desse porte certamente é um incentivo à pesquisa em Astronomia”. Segundo Saulo, o projeto trará ganhos para área de Astronomia: “O principal ganho é sem dúvida o avanço de nosso conhecimento sobre a estrutura e evolução do Universo. Mas há ainda inúmeros sub-produtos, como desenvolvimento de tecnologia em mecânica fina, ótica, software, transmissão e armazenamento de dados e formação de recursos humanos em todas essas áreas”.

Outros projetos de levantamentos astronômicos, como o Sloan Digital Sky Survey, iniciado nos anos 2000, também pretendem fornecer um mapa em 3D do universo, mas, o maior diferencial do J-PAS se encontra na JPCam. A câmera, que tem sua construção financiada e coordenada por pesquisadores brasileiros, possuirá um mosaico de 14 câmaras CCDs (sensor usado para obter imagens digitais) de grande formato e resolução de 1,2 bilhões de pixels, o que a torna capaz de produzir imagens de alta qualidade e um espectro de baixa resolução dos objetos observados. Ela também alcançará uma quantidade recorde de cores, já que possui 54 filtros estreitos e dois filtros largos.

O pesquisador baiano Cássio Pigozzo, membro do Comitê Científico de Cosmologia Teórica e Fundamentos de Física do J-PAS afirma que essas características da JPCam permitirão a classificação, identificação e localização de milhares de estruturas que dificilmente seriam encontradas: “Devido a este sistema de filtros, espera-se identificar mesmo galáxias pouco luminosas, aumentando nosso catálogo de objetos, e ainda fornecendo informações mais precisas sobre os mesmos”. Segundo Cássio, a maior dificuldade na construção da JPCam se encontra no sistema mecânico da câmera, que precisa dar conta de movimentar as bandejas dos filtros, em cada CCD: “Como temos 56 filtros, este mecanismo também traz desafios para a engenharia brasileira, que tem conseguido marcar seu pioneirismo na área”. Outros pesquisadores, tais como André Ribeiro, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que trabalha no desenvolvimento de um método de classificação de galáxias, também participam do projeto J-PAS. André afirmou que a entrada de pesquisadores de instituições do estado neste projeto ocorreu em virtude de colaborações que já existiam nas áreas de astrofísica extragaláctica e cosmologia.

Orçado em cerca de 30 milhões de euros, obtidos através de um consórcio entre instituições brasileiras (como FAPESP, FAPERJ, FINEP e CNPq) e espanholas, o J-PAS irá mapear e catalogar com alta precisão diversos objetos do sistema solar. As observações computadas vão gerar dados e imagens que serão disponibilizados para astrônomos de diversas partes do mundo e para o público em geral. O mapa e o catálogo, que serão alguns dos maiores e mais completos já feitos, permitirão que pesquisadores busquem explicações para questões fundamentais da ciência. Questões como, por exemplo, de que modo as galáxias se formaram e evoluíram desde o Big Bang, poderão ser solucionadas a partir de informações mais detalhadas sobre a estrutura da Via Láctea. Também será possível, através dessa empreitada, estudar as pistas deixadas pela energia escura na distribuição de matéria escura do universo, dois grandes constituintes da galáxia, que têm sua natureza ainda desconhecida.

Mais de 100 cientistas, pesquisadores e engenheiros do Brasil, Espanha, Estados Unidos e outros países estão participando do projeto, que deve ser concluído em 2019.

Astronomia, Cosmologia e Astrofísica na Bahia

Na Bahia há pelo menos três grupos realizando regularmente pesquisas em Astronomia: A Universidade Federal da Bahia (UFBA) possui o Grupo de Gravitação e Cosmologia, que é composto por pesquisadores da universidade e conta com colaborações nacionais e internacionais; a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) possui um grupo de astronomia que atua em diferentes áreas da astrofísica e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) possui o LATO (Laboratório de Astrofísica Teórica e Observacional), em que diversos pesquisadores se dedicam a diferentes temas da astrofísica. Na Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB) há o projeto ‘Astronomia no Recôncavo da Bahia’, que, financiado pela FAPESB e pelo CNPq, busca, através de atividades como observação pública do céu, palestras e oficinas destinadas ao público geral, disseminar e popularizar a Astronomia na região do Recôncavo da Bahia.

Por: Ana Santana/Lorena Bertino

Giro na Ciência: Governo fará programa para popularizar ciência, diz ministro

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, disse hoje (19) que o ministério está elaborando um programa para popularizar a ciência no país. Segundo ele, a intenção é criar espaços onde os estudantes possam ter contato com o universo e os fenômenos científicos.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, disse hoje (19) que o ministério está elaborando um programa para popularizar a ciência no país. Segundo ele, a intenção é criar espaços onde os estudantes possam ter contato com o universo e os fenômenos científicos: “[Queremos] colocar centros de popularização de criação de ciência para estudantes do ensino básico, nas cidades médias do país, ao longo dos próximos anos para que as pessoas tenham a dimensão da importância da ciência, da tecnologia e da inovação no cotidiano do brasileiro”, explicou Pansera ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

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Pansera citou como referência o Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro no ano passado, no Rio de Janeiro, que abriga mostras e exposições de temas relacionadas às ciências e tem atividades que permitem a interatividade do público. O ministro informou que se reuniu com a equipe do museu para tratar da possibilidade de compartilhar o conteúdo.
O projeto deve envolver também outros ministérios: “Estamos desenvolvendo um programa de popularização da ciência no Brasil. Queremos levá-lo à presidenta Dilma [Rousseff] em fevereiro e apresentá-lo em março ao país”, acrescentou. Ele ressaltou que despertar o interesse dos estudantes para as ciências vai contribuir para a formação de professores e para a melhoria da educação no país. “É um bom momento para lançar um programa de popularização da ciência, aproximando biologia, química, matemática e física da juventude, criando prazer nos jovens e nas crianças com o conhecimento”, afirmou Pansera.

Marco legal
Ao participar do Bom Dia, Ministro, Celso Pansera também falou sobre o novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado na semana passada pela presidenta Dilma, e citou, entre os pontos positivos, a facilitação da importação de produtos e equipamentos vinculados à pesquisa e o estímulo à aproximação entre os setores de pesquisa público e privado. O marco cria regras para estimular o avanço da produção científica no Brasil: “O marco analisa diversas leis que envolvem pesquisa, inovação, tecnologia e as torna mais agéis e um pouco mais próximas da realidade do mercado e da realidade dos pesquisadores”, disse o ministro.

Fonte: Exame

Giro na ciência: Pesquisadores brasileiros começam a adotar RG acadêmico

Nos próximos meses, os 3,5 mil docentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) serão convocados a se cadastrar no Orcid (sigla para Open Researcher and Contributor ID) e passarão a ter um número de identificação que servirá como uma assinatura digital no ambiente científico global, sem risco de confusão com homônimos. Quando forem submeter um artigo a uma revista científica, por exemplo, precisarão apenas informar sua sequência particular de 16 números, como a de um cartão de crédito, para que suas informações, tais como nome, assinatura padronizada e afiliação, sejam preenchidas no formulário.

Instituições brasileiras começam a adotar o identificador Orcid, assinatura digital global para autores científicos e acadêmicos.

Nos próximos meses, os 3,5 mil docentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) serão convocados a se cadastrar no Orcid (sigla para Open Researcher and Contributor ID) e passarão a ter um número de identificação que servirá como uma assinatura digital no ambiente científico global, sem risco de confusão com homônimos. Quando forem submeter um artigo a uma revista científica, por exemplo, precisarão apenas informar sua sequência particular de 16 números, como a de um cartão de crédito, para que suas informações, tais como nome, assinatura padronizada e afiliação, sejam preenchidas no formulário.

Essa é um das utilidades mais palpáveis do registro, mas suas aplicações são mais amplas. Cada usuário pode, se quiser, construir um perfil reunindo sua produção acadêmica, numa espécie de currículo acadêmico certificado. Seus novos papers serão automaticamente recuperados, pois o número de identificação único se conecta com bancos de dados de revistas científicas e repositórios de instituições que se afiliaram ao sistema. A produção científica pregressa também pode ser resgatada. O usuário pode intercambiar dados entre perfis acadêmicos e profissionais, tais como o ResearcherID, da empresa Thomson Reuters, o Scopus e o Mendeley, da editora Elsevier, ou o LinkedIn. Dessa forma, um currículo com informações certificadas pode se tornar acessível a editores e revisores de revistas científicas, agências de fomento e programas de avaliação.

O registro de autores é gratuito, mas instituições podem se afiliar à plataforma, pagando uma taxa anual para integração de sistemas e suporte. A intenção da Unesp é aperfeiçoar a identificação dos seus afiliados no repositório institucional, que reúne dados sobre 92 mil itens da produção científica de docentes e pesquisadores da instituição. A construção do repositório partiu do zero há pouco mais de dois anos e buscava atender a uma demanda da FAPESP para reu-nir, preservar e dar acesso aberto à produção científica dos pesquisadores das três universidades estaduais paulistas.

Esse esforço, diz Flavia Maria Bastos, coordenadora das bibliotecas da Unesp e do programa de repositório institucional da instituição, exigiu um trabalho minucioso de tratamento das informações disponíveis em bases de revistas científicas e no currículo Lattes dos docentes para identificar a produção de cada um deles, a despeito de não usarem uma assinatura padronizada em todos os artigos – é comum, principalmente quando o autor tem vários sobrenomes, que assinaturas apareçam com abreviações diferentes. “Agora, quando um docente da Unesp publicar um artigo científico, nosso sistema conseguirá recuperar imediatamente os dados sobre esse paper e vinculá-lo à sua produção científica”, diz Flavia. “Com isso, teremos dados de qualidade sobre a produção de cada pesquisador, de cada unidade da Unesp e da universidade como um todo. Ainda hoje, apesar dos esforços para criar o repositório, temos parte da nossa produção oculta por ambiguidade de nomes de pesquisadores e da própria Unesp, cuja sigla às vezes é confundida com a da USP e até da Universidade Paulista, a Unip.”

Trabalho de coleta
A Unesp é a primeira instituição brasileira a se afiliar ao Orcid, mas em breve deverá ter companhia. A Universidade de São Paulo (USP) também planeja afiliar-se em 2016. Com um repositório criado em 1985 que congrega mais de 700 mil registros da produção intelectual de seus pesquisadores, inclusive cópias físicas, a USP pretende, com o cadastro universal, tornar automática a recuperação da produção científica, facilitando o trabalho de coleta. Hoje, a equipe do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP cadastra o nome de cada um dos pesquisadores em bases de dados de publicações científicas para receber mensagens de alerta quando seus artigos científicos são publicados. O passo seguinte é baixar uma cópia do documento e preservá-lo no repositório. “Queremos usar o Orcid para facilitar o rastreamento e trazer os metadados das várias fontes que se interligam por meio de número de identificação único, como o ResearcherID. Essa ferramenta possibilitará que a universidade monitore sua produtividade intelectual por meio dos indicadores”, diz Maria Fazanelli Crestana, coordenadora do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.

O Orcid é uma organização sem fins lucrativos que reúne registros de 1,78 milhão de pesquisadores, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de 28 mil brasileiros já se cadastraram. Em maio passado, a organização criou um escritório em São Paulo para ampliar sua presença na América Latina que, além do acordo recente com a Unesp, já obteve afiliações da biblioteca virtual Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal (Redalyc), sediada no México, e do Consejo Nacional de Ciencia, Tecnologia e Innovación Tecnológica, órgão de planejamento científico do governo do Peru que quer integrar o Orcid ao currículo dos pesquisadores do país. “Estamos conversando com autoridades brasileiras sobre a possibilidade de integrar ao Orcid os dados da Plataforma Lattes, que reúne mais de 4 milhões de currículos de pesquisadores e estudantes brasileiros”, diz Lilian Pessoa, historiadora formada na USP que se tornou representante do Orcid para a América Latina.

A plataforma foi criada nos Estados Unidos em 2011 com a intenção de contornar um problema que atrapalha universidades, editoras de publicações científicas e bibliotecas: a dificuldade de distinguir autores com sobrenomes muito comuns e identificar sua contribuição acadêmica. O peso crescente da China na ciência internacional tornou ainda mais desafiadora a tarefa de identificar a produção de homônimos. Ocorre que 85% da população chinesa compartilha um conjunto de pouco mais de uma centena de sobrenomes. “O Orcid resolve o problema da ambiguidade, pois não há dois pesquisadores com o mesmo número de identificação”, diz Lilian Pessoa. “Se uma pesquisadora muda de sobrenome quando se casa, seu Orcid vai permanecer o mesmo e ela não terá dificuldades em identificar sua produção”, explica Antonio Álvaro Ranha Neves, professor da Universidade Federal do ABC, entusiasta da nova plataforma que se registrou em 2013 e se tornou embaixador da iniciativa no Brasil. A função, de caráter voluntário, consiste em disseminar seu uso no ambiente acadêmico. “É possível usar o Orcid inclusive para identificação de autores em seus sites pessoais e blogs.”

A ideia de um cadastro individual para os pesquisadores não é nova. A empresa Thomson Reuters criou em 2008 o ResearcherID, código que identifica pesquisadores e congrega sua produção científica registrada na base de revistas Web of Science (WoS). A editora Elsevier, que mantém a base de revistas Scopus, lançou o similar Scopus Author Identifier, assim como o Google desenvolveu o Google Scholar ID, que captura a produção científica de várias fontes na internet e constrói perfis de pesquisadores, oferecendo inclusive indicadores como citações e índice-h. “Essas iniciativas tinham uma limitação. No caso do ResearcherID e do Scopus, pertencem a empresas que buscam vender serviços e indicadores e seus resultados são abertos só para assinantes”, diz Neves. “Além disso, baseiam-se num conjunto específico de revistas, as indexadas em cada base de dados, e não em toda a produção.”

Egressos
A vantagem do Orcid sobre os outros sistemas é ter um registro capaz de recuperar dados de qualquer fonte que aceite o identificador como referência, incluindo os bancos de dados de revistas indexadas, repositórios institucionais, bancos de teses e até perfis de redes sociais acadêmicas. A plataforma foi criada com o apoio de editoras científicas, como as do grupo Nature, interessadas em melhorar o fluxo e fidedignidade dos metadados (dados sobre os dados) de artigos científicos e facilitar o trabalho dos editores e revisores na avaliação de manuscritos. Várias universidades se juntaram à iniciativa, como Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. “A Boston University adotou o Orcid não só para seus professores e pesquisadores, mas até mesmo para alunos de graduação. Com isso, busca avaliar a produção dos egressos e acompanhá-los em sua trajetória profissional”, diz Antonio Neves.

Em países como Portugal e Itália, o Orcid foi adotado por órgãos de governos para identificar a produção dos pesquisadores. O recurso ganha adeptos no Reino Unido, onde o Higher Education Funding Council for England (Hefce), um dos órgãos responsáveis pela cara e minuciosa avaliação das universidades que acontece a cada cinco anos, passou a encorajar pesquisadores a criarem seus registros e tornarem mais visível sua produção. Instituições de fomento, como os Institutos Nacionais de Saúde, dos Estados Unidos, e o Welcome Trust, do Reino Unido, introduziram o registro em seus sistemas de avaliação e passaram a exigir o número de identificação dos pesquisadores que apresentam pedidos de financiamento.

Para Abel Packer, coordenador da biblioteca digital brasileira SciELO, que reúne 280 revistas em regime de acesso aberto, a adoção do Orcid é uma tendência irreversível, mas a velocidade com que isso acontece ainda é lenta. “O crescimento tem sido constante, mas não foi o boom que se esperava”, afirma. O formulário de submissão de manuscritos de mais de uma centena de revistas do SciELO tem um campo opcional para a inclusão do Orcid. “Mas apenas 5% dos autores informam seus dados, proporção que se repete em revistas de outros países”, afirma. O ideal, diz Packer, é que revistas científicas e agências de fomento tornassem obrigatória a inclusão do registro. “O Orcid só se tornará consenso, como o sistema de identificação DOI se tornou para identificar artigos científicos, se for obrigatório. A grande adesão à Plataforma Lattes se deu quando ela se tornou mandatória para os estudantes de pós-graduação e docentes”, afirma. “Mas muitas revistas científicas resistem em exigir o registro porque temem espantar autores.”

A consolidação do Orcid é lenta, na avaliação de Packer, porque muitos autores ainda não perceberam a utilidade no uso do registro assim como as universidades, editoras e agências. “Um grande contingente de pesquisadores mantém perfis em redes sociais científicas, como o ResearchGate, a Academia.edu e o Mendeley, onde reúnem e tornam públicos seus trabalhos científicos. Para muitos deles, inscrever-se no Orcid é apenas uma tarefa a mais para atingir o mesmo objetivo”, diz.

Para Packer, um passo fundamental para disseminar o Orcid no Brasil é integrá-lo à Plataforma Lattes. “Para os pesquisadores brasileiros, seria bastante útil se a informação que eles já registraram no currículo Lattes fosse recuperada de forma automática pelo Orcid”, afirma o coordenador do SciELO, para quem o Lattes precisa urgentemente se reinventar. “A plataforma brasileira precisa de uma inovação radical para não ficar para trás. Desenvolveu-se como uma base de currículos única e exemplar no mundo, mas nos últimos anos deveria ter se tornado uma rede social por meio da qual os pesquisadores pudessem fazer networking e trabalhar em redes, a exemplo do que aconteceu com Mendeley ou ResearchGate. A perda de espaço do Lattes e as barreiras que se impõem ao acesso e intercâmbio de dados é algo trágico e revela a dificuldade do Brasil em inovar”, afirma.

FONTE: Rev

App desenvolvido com apoio da Fapesb auxilia usuários na escolha do programa do fim de semana

Escolher a programação para o fim de semana é uma tarefa divertida, mas que pode tornar-se ainda melhor com a ajuda de um aplicativo (app) criado exatamente para este fim. O “Today” é um app de interação social que traça o perfil individual de consumo do usuário para ajudá-lo a escolher o melhor destino da noite. A ferramenta foi Desenvolvida pela empresa Maqhin, através do Edital Fapesb/Finep 029/2013 – Tecnova, que apoia projetos inovadores de empresas baianas.

Escolher a programação para o fim de semana é uma tarefa divertida, mas que pode tornar-se ainda melhor com a ajuda de um aplicativo (app) criado exatamente para este fim. O “Today” é um app de interação social que traça o perfil individual de consumo do usuário para ajudá-lo a escolher o melhor destino da noite. A ferramenta foi Desenvolvida pela empresa Maqhin, através do Edital Fapesb/Finep 029/2013 – Tecnova, que apoia projetos inovadores de empresas baianas.

Segundo Rafael Câmara, diretor de negócios da Maqhin, o app pretende captar milhares de usuários em Salvador através de um sistema seguro, altamente interativo e com uma interface fácil: “O mercado de entretenimento está sempre buscando formas de atrair público para os seus estabelecimentos. Existem poucas ferramentas de qualidade com o objetivo de auxiliar o consumidor final imparcialmente”. Assim, o Today vai ajudar os indecisos a escolherem o lugar ideal para sair à noite, de acordo com seus gosto e necessidades pessoais.

O app vai usar a ferramenta “Check In” do facebook, que identifica o local em que o usuário se encontra no momento da postagem para determinar os possíveis destinos, baseando-se nos locais em que a pessoa costuma frequentar. Bares, restaurantes, boates e shows são alguns dos tipos de entretenimento que estarão disponíveis para consulta. O aplicativo utilizará também técnicas de gamificação, onde a utilização assídua do app gera pontos para o usuário, podendo ser utilizados em descontos ou prioridade na entrada do evento.

O maior diferencial do Today está no fato deste app não funcionar apenas como uma agenda de eventos. Ele permite que a pessoa coloque o nome em listas de desconto e, ainda, ao confirmar o nome, o consumidor pode optar por ver fotos e socializar, através de um chat, com as pessoas que também frequentam no local: “Essa interação fica dentro do ambiente e é restrita aos usuários que quiserem conversar, paquerar, trocar informações ou conhecer novas pessoas. Tomamos muito cuidado com isso”, afirma Rafael.

Com os recursos disponibilizados pela Fapesb e Finep, a Maqhin conseguiu desenvolver todo o app: “Tudo relacionado à técnica foi realizado com apoio das duas instituições, inclusive para criar a comunicação visual de todo o aplicativo”. A primeira versão ou o mínimo produto viável – ainda sem todas as ferramentas propostas – foi lançada em dezembro.

Por: Ascom/Fapesb