Laboratório de Elevação Artificial da UFBA reproduz extração de petróleo em escala real

Os cursos de Engenharia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) contam, há mais de 11 anos, com o Centro de Capacitação Tecnológica em Automação Industrial (CTAI). O CTAI é um complexo formado por nove laboratórios dedicados ao estudo, pesquisa, desenvolvimento e execução de projetos e atividades de ensino e extensão.

Os cursos de Engenharia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) contam, há mais de 11 anos, com o Centro de Capacitação Tecnológica em Automação Industrial (CTAI). O CTAI é um complexo formado por nove laboratórios dedicados ao estudo, pesquisa, desenvolvimento e execução de projetos e atividades de ensino e extensão. Ele integra ambientes de estudo, laboratórios e o atendimento a empresas em atividade, nos polos regionais. Formado em 2004 por uma associação de professores, pesquisadores e técnicos, o Centro atua no desenvolvimento de pesquisas multidisciplinares nas áreas de engenharia mecânica, engenharia de controle, automação e software. Para o professor Herman Lepikson, fundador do Centro, o complexo contribui de forma significativa com o ensino de graduação e pós-graduação da Escola Politécnica da UFBA: “Além de produzir conhecimento, o CTAI produz mão de obra qualificada”.

Um dos laboratórios que se encontram no Centro é o Laboratório de Elevação Artificial (LEA), que foi inaugurado em 2011 e tem uma estrutura única no estado. A Elevação é o processo utilizado na indústria de petróleo e gás para transportar verticalmente os líquidos produzidos por um reservatório (óleo e água) do fundo do poço até o ponto externo do poço, na superfície, vencendo a força da gravidade. Existe casos em que a elevação ocorre naturalmente, mas na maior parte dos poços é feita artificialmente. O Laboratório reproduz fielmente a elevação artificial, em que a pressão do reservatório não é suficiente para vencer o peso da coluna no poço. Para que o mesmo realize o processo de elevação, é necessário a adição de energia externa, e no caso do LEA, essa energia é gerada por meio da instalação de bombas especiais dentro do poço.

No Laboratório foram construídos três poços de produção de petróleo em escala real: o primeiro poço foi equipado com um sistema de Bombeio Centrífugo Submerso (BCS), o segundo, com um sistema de Bombeio Mecânico e o terceiro será, ainda, equipado com Bombeio de Cavidades Progressivas (BCP). Com essa tecnologia é possível reproduzir fielmente o contexto encontrado em operações em poços de petróleo. Para desenvolver a pesquisa e o desenvolvimento de técnicas de produção e estudos avançados em métodos de elevação de petróleo, o LEA conta com apoio da Petrobrás. Leizer Schnitman, Coordenador do CTAI, afirma que o trabalho desenvolvido com a Petrobrás visa minimizar o consumo energético da empresa, para que os equipamentos operem gastando a menor quantidade de energia possível sem perder produção.

No caso do sistema de BCS, uma bomba centrífuga de vários estágios é instalada no fundo do poço, amais de dois mil metros de profundidade. Segundo Leizer, se essa bomba apresentar algum problema, o custo para realizar esse conserto é enorme já que é preciso parar uma produção inteira, além de deslocar sondas e navios. Então, antes de instalar essas bombas no fundo do mar, muitos testes são feitos para garantir o bom funcionamento do equipamento: “São feitos antes de instalar, porque depois, eles custam milhares de dólares por dia para serem realizados”. No LEA existe um projeto na área de análise de vibração do BCS, um teste que utiliza um método não invasivo: “É como um transformador na rua, você escuta ele fazendo um barulho, vibrando, então tem alguma coisa errada”, afirma Leizer.

Os outros laboratórios do Centro são os de Software, Controle, Pesquisa e Desenvolvimento, Visão Computacional (IvisionLab), Desenvolvimento de Sistemas de AeroDesign, Hidráulica e Pneumática Industrial e Usinagem e Prototipagem Mecatrônica. Desde a criação do CTAI, grande parte das suas instalações contam com apoio da Fapesb, através de editais de Infraestrutura, que possibilitaram a obtenção de diversos equipamentos, aparelhos e kits.

Para Herman, um dos grandes desafios que se impõem ao pesquisador é dirigir o foco às necessidades da sociedade. Nesse sentido, houve uma aproximação natural do CTAI com a indústria: “A ligação do conhecimento, que é a parte da universidade, com as necessidades do mercado, que é a parte das empresas, é muito importante”. Ele cita que a tecnologia desenvolvida pelo LEA aliada à aplicação em empresas permite que os profissionais possam, inclusive, localizar petróleo em locais distantes ou remotos. Isso, antes, era impensável: “Acredito que isso pode afetar no desenvolvimento de toda uma região”.

Além da Petrobrás, o complexo é parceiro da Rockwell Automation, uma das maiores empresas do mundo dedicada à automação industrial. Segundo Raul Groszmann, diretor de Relações Institucionais da Rockwell, a universidade gera recursos para que as empresas melhorem a eficiência dos equipamentos e aumentem sua produtividade. Em contrapartida, a indústria é levada para dentro da universidade, que consegue desenvolver pesquisas aplicadas a fim de se adequar às necessidades do mercado: “É um relacionamento ganha-ganha, de longo prazo”, ressalta Raul.

Por: Ana Cely Santana/Lorena Bertino

Empresa cria sistema inovador de tratamento de água com apoio da Fapesb

A empresa WWT está desenvolvendo, com apoio da Fapesb/FINEP pelo edital 029/2013 – TECNOVA, o W-Brand, um sistema inovador de tratamento de águas. A parte inovadora do projeto consiste na associação de uma tecnologia de tratamento físico, que utiliza emissão de ondas eletromagnéticas, a um sistema de osmose reversa (OR), em que a água é submetida à alta pressão em uma membrana com poros extremamente finos, o que possibilita obtenção de água potável.

A empresa WWT está desenvolvendo, com apoio da Fapesb/FINEP pelo edital 029/2013 – TECNOVA, o W-Brand, um sistema inovador de tratamento de águas. A parte inovadora do projeto consiste na associação de uma tecnologia de tratamento físico, que utiliza emissão de ondas eletromagnéticas, a um sistema de osmose reversa (OR), em que a água é submetida à alta pressão em uma membrana com poros extremamente finos, o que possibilita obtenção de água potável.

O tratamento da água através de osmose reversa já é conhecido e utilizado como alternativa para dessalinizar água de poços artesianos e salinas. Inclusive, já foram abertos alguns editais pelo Governo do estado para aquisição de aparelhos de OR, a fim de melhorar o contingente de água potável disponível. Mas, segundo Caio Cavalcante, pesquisador da WWT, por conta da má utilização e das condições críticas da água do sertão nordestino, os aparelhos, que são caros, acabam não durando muito: “O que foi uma alternativa para resolver o problema acabou resolvendo parcialmente, mas não de forma contínua”. A associação da osmose com o tratamento físico visa aumentar a durabilidade das membranas utilizadas na OR, a fim de baratear os custos do processo: “A tecnologia da empresa agregada ao processo de OR poderá propiciar um produto final de qualidade com menores custos operacionais para o cliente”.

Apesar de o Brasil possuir a maior reserva de água doce do mundo, as questões relacionadas à má distribuição da água geram problemas econômicos e sociais. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, no Brasil, 82,5% da população é atendida com o abastecimento de água potável e que cerca de 35 milhões de brasileiros não tem acesso a este serviço. O estudo ainda apontou que, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Isso significa que 37% da água no país é perdida em vazamentos, roubos, ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo atinge, anualmente, cerca de 8 bilhões de reais.

Olhando por esse viés, um dos maiores benefícios que a pesquisa pode trazer é de cunho social: “A expectativa é que a tecnologia aumente a competitividade na produção de água dessalinizada tanto em escala industrial, quanto em lugares que têm pouca oferta de água potável”. Isso ajudará, principalmente, as pessoas que moram na região árida do sertão e não têm fácil acesso à água potável.

Atualmente, a WWT tem como foco da pesquisa o tratamento de água de poços artesianos e salinas para as indústrias que precisam deste insumo para realizar seu processo produtivo. Mas, paralelamente, o método poderá ser pensado em menor escala para outros setores, inclusive para consumo humano.

Por: Ana Cely Santana/Lorena Bertino

Giro na Ciência – Professor brasileiro voluntário é finalista de concurso de melhor do mundo

O que você faria com US$ 1 milhão? Marcio Andrade Batista sonha com uma viagem. Mas não para alguns dos destinos mais procurados por brasileiros, como Orlando e Nova York.

O que você faria com US$ 1 milhão? Marcio Andrade Batista sonha com uma viagem. Mas não para alguns dos destinos mais procurados por brasileiros, como Orlando e Nova York.

O professor mato-grossense quer ir para o Acre – mais especificamente para regiões do estado amazônico que possam se beneficiar de seu projeto de iniciação científica para crianças usando conhecimentos práticos de atividades rurais típicas.

Antes, porém, Batista precisa fazer história no concurso Global Teacher Prize e conseguir se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o chamado “Nobel da Educação”, entregue a “um professor excepcional que tenha feito uma contribuição extraordinária para a profissão”.

Ele é o único brasileiro na lista de 50 finalistas divulgada nesta quarta-feira pela ONG Varkey Foundation – trata-se da primeira vez em três anos de concurso que um representante do país é selecionado.
O nome do vencedor será anunciado em março, durante um evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Castanhas

Batista é doutorando em Engenharia pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e trabalha como voluntário. Ele começou a dar aulas de ciência e sustentabilidade em 2010, depois de perceber que escolas rurais de Mato Grosso tinham dificuldades em obter material de ensino e tecnológico. Em colaboração com a UFMT e o Senai, o professor desenvolveu um programa de iniciação científica em estabelecimentos de ensino.

A ideia surgiu durante uma visita à Juína, município que fica mais perto da Bolívia que das principais cidades brasileiras. Andrade viu na atividade extrativista do baru, um tipo de castanha comestível, uma chance de trabalhar a percepção de alunos de escolas locais.

“Basicamente, você pode comprar essa castanha por uma mixaria. Mas ela também oferece um potencial para se transformada em outros produtos. O que bastava era dar às crianças condições de imaginar isso”, explica.
A metodologia baseada na aplicação das ciências à vida cotidiana dos estudantes teve frutos inesperados: um dos alunos, Bianca de Oliveira, ficou em terceiro lugar na edição de 2012 do Prêmio Jovem Cientista, com um projeto de criação de farinhas integrais a partir do baru.

Foi a primeira vez em 26 anos que um representante do Mato Grosso foi agraciado. A menina recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.

“Em outra escola, desenvolvemos um projeto em que estudantes passaram a fazer pães e sorvetes com o soro do queijo produzido por pequenos produtores. Isso pode até ser usado na merenda escolar. Novamente, incentivamos os alunos a usarem a ciência em sua realidade. Eles são pequenos diamantes que só precisam de uma pequena polida. É muito melhor que apenas tentarmos ensinar ciência tradicional na sala de aula. E estamos descobrindo maneiras de melhorar suas vidas”, diz o professor.

Prêmios

O professor já tem troféus na estante e, recentemente, ganhou o Prêmio Novelis de Sustentabilidade, desenvolvendo um tipo de carregador de baterias de celular movido a energia solar e que pode ser acoplado a bicicletas.

O Global Teacher Prize foi criado em 2014, com o intuito de elevar o status da profissão do educador. “Buscamos celebrar os melhores professores, aqueles que inspiram seus alunos e a comunidade ao seu redor. A Fundação acredita que uma educação vibrante desperta e dá suporte a todo o potencial dos jovens. O status dos professores em nossas culturas é fundamental para nosso futuro global”, diz o site.

A relação de finalistas do prêmio tem representantes de 29 países do mundo, que concorrem à premiação em dinheiro.
A Varkey Foundation recebeu inscrições de professores de 148 países, mas os finalistas são de apenas 29 nações. “Estou bastante honrado por estar nessa lista e espero que minha proposta convença os jurados. Se vencer, usarei o dinheiro do prêmio para poder percorrer o Centro-Oeste levando o projeto. Hoje eu faço tudo sozinho. Sem ganhar coisa alguma, apenas porque acredito que posso ajudar essas crianças a aproveitarem o potencial em volta delas”, conta o professor à BBC Brasil, em entrevista por telefone, em Pontal do Araguaia (MT).

Batista se inscreveu no Global Teacher Prize ao ler uma reportagem sobre a honraria. “É muito gratificante ver nosso esforço reconhecido. Despertar o interesse dos alunos para que eles entendam melhor o mundo em que vivem, não apenas o conhecimento mais tradicional passado em sala de aula. Isso é muito mais importante socialmente para a vida deles”.

Fonte: Portal G1

Fapesb participa da entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação

O dia em homenagem aos Engenheiros, comemorado na sexta-feira (11) foi encerrado com a entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação. A honraria premiou estudantes de engenharia e de cursos técnicos da Bahia que apresentaram trabalhos ligados às áreas de energia, saneamento básico, construção civil, segurança pública, produção agrícola e produção mineral.

O dia em homenagem aos Engenheiros, comemorado na sexta-feira (11) foi encerrado com a entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação. A honraria premiou estudantes de engenharia e de cursos técnicos da Bahia que apresentaram trabalhos ligados às áreas de energia, saneamento básico, construção civil, segurança pública, produção agrícola e produção mineral. Os trabalhos vencedores foram: Hidrogênio como combustível em fornos nas olarias (1º lugar/Estácio FIB); Emissão zero de carbono: geração de energia elétrica por meio de um ciclo kalina e fotobiorreatores (2º lugar/Ufba) e ICETEC – Refrigeração automotiva, uma nova solução (3º lugar/Senai Cimatec).

Para o presidente do Crea-BA, engenheiro mecânico Marco Amigo, esta foi uma das melhores comemorações ao Dia do Engenheiro pois contemplou não só a velha, mas também a nova geração. “Fizemos uma comemoração com a turma formada em 1965 e agora parabenizo todos que fizeram esse prêmio ter o sucesso que teve. O Conselho entende que devemos homenagear as referências: Arlindo Fragoso chegou perto da perfeição, com a construção da Politécnica entre outras grandes obras, e os trabalhos inscritos no Prêmio, feito por jovens e professores, também são nossas referências atuais”, destaca.

A deputada estadual, Maria Del Carmen (PT), que também é engenheira, participou do evento e destacou a importância do prêmio. “É uma alegria ver estudantes construindo sonhos com o intuito de melhorar a vida das pessoas, contribuindo para um mundo melhor. Toda profissão existe para servir e somos felizes em servir como engenheiros”, observa.

Para o presidente do Instituto Politécnico da Bahia, professor Caiuby Alves, o Prêmio de Inovação abre espaço para o processo de renovação e de reviver a engenharia. “Esta é a melhor homenagem que pode ser feita à memória de Arlindo Fragoso”, enfatiza.

O assessor chefe da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia, Marcus Americano da Costa, que é bisneto do primeiro presidente do Crea-BA, José Americano da Costa, destacou sua ligação “genética”com o Conselho e ressaltou a proximidade do prêmio com a Fapesb. “Promove o ecossistema de inovação. O Crea está concretizando o sonho da juventude e a engenharia agradece.”

Para Leila Vita, assessora técnica da Diretoria de Inovação e Competitividade da Secti, o prêmio traz os estudantes para a demanda do mercado que exige profissionais inovadores. “A Secti tem diversas linhas de apoio e uma delas é o Parque Tecnológico, que é um ambiente de inovação. Abrimos o edital da incubadora de empresas com subsídio para aqueles que querem abrir empresas. Aproveito a oportunidade para parabenizar todos os estudantes que participaram do prêmio e mostraram que apesar de estarem na Academia, não se desvinculam do mercado”, finaliza.

Solenidade – A entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação, promovido pelo Conselho e Instituto Politécnico da Bahia (IPB) movimentou as turmas de engenharias das universidades selecionadas. Nove equipes concorreram na primeira edição, que teve o objetivo de estimular a geração de conhecimento e a cultura empreendedora.

Durante a solenidade, foi exibido um documentário feito com as equipes que se dedicaram ao prêmio. Foram premiados os três melhores projetos, conforme decisão da comissão julgadora composta por integrantes da Escola Politécnica da Ufba, do Crea e da Mútua, do Instituto Politécnico, da Secretaria de Ciência e Tecnologia da Bahia, do Sebrae, de professores de instituições de ensino superior privados e públicos e de um jornalista da área de economia e negócios.

Cada equipe premiada, incluindo seu professor orientador, recebeu o troféu e a medalha Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação – Edição 2015. Os 10 projetos classificados para a seleção final receberam o Certificado de Atividades Acadêmicas Relevantes emitido pelo CreaJr-BA e o professor, o Certificado de Orientação. Além disso, as equipes com os melhores projetos ganharam R$ 10 mil (primeiro colocado), R$ 5 mil (segundo colocado) e R$ 3 mil (terceiro colocado).

Fonte: Ascom Crea-BA

Copa do Mundo das Startups em Salvador tem início nesta sexta-feira, 11/12

Vinte startups brasileiras de impacto social disputam, nesta sexta-feira (dia 11), a final nacional do 1776 Challenge Cup – “A Copa do Mundo das Startups”. A etapa brasileira será realizada em Salvador, onde cada finalista terá apenas dois minutos para apresentar sua solução para um júri formado por investidores e especialistas em novos negócios.

Vinte startups brasileiras de impacto social disputam, nesta sexta-feira (dia 11), a final nacional do 1776 Challenge Cup – “A Copa do Mundo das Startups”. A etapa brasileira será realizada em Salvador, onde cada finalista terá apenas dois minutos para apresentar sua solução para um júri formado por investidores e especialistas em novos negócios. Desta fase, três serão escolhidas para representarem o Brasil na etapa Latino-Americana da Copa, que acontecerá na Cidade do México, em janeiro. A final mundial acontece em junho, em Washington (EUA).

A Challenge Cup é uma competição global que visa identificar empreendedores dedicados a solucionar os maiores desafios do mundo em diversas áreas.

Dentre as empresas finalistas da etapa brasileira estão a ClassApp- referência nacional em comunicação escolar, que apresenta soluções para aumentar o engajamento dos pais na rotina escolar dos filhos; a Plataforma Saúde- empresa que utiliza tecnologias portáteis para facilitar o acesso à serviços de saúde no Brasil; a Urban 3D-startup de impressão 3D para moradias de baixo custo, dentre outras, que atuam nas áreas da educação, saúde, meio ambiente, cidades e emprego.

Além da competição, o evento contará também com palestras e painéis. As inscrições estão abertas através do site www.1776.vc.

Fonte: www.tibahia.com

Giro na Ciência – Brasil desenvolve remédio inovador contra efeito de quimioterapia

Após dez anos de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil conseguiu criar um remédio que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer. O medicamento, que deve chegar ao mercado no ano que vem e que foi aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou com financiamento de R$ 12 milhões da Finep. O fato foi amplamente repercutido na imprensa nesta sexta-feira, 4/12.

Após dez anos de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil conseguiu criar um remédio que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer. O medicamento, que deve chegar ao mercado no ano que vem e que foi aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou com financiamento de R$ 12 milhões da Finep. O fato foi amplamente repercutido na imprensa nesta sexta-feira, 4/12.

Produzido inteiramente no País, o Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar da América Latina. Biossimilares são parecidos a medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo. Em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.

A novidade é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000. Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico e permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas. O novo biossimilar foi desenvolvido pela Eurofarma e, por meio de um acordo de transferência de tecnologia, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a produção própria, o Ministério da Saúde deve economizar cerca de R$ 9,3 milhões por cinco anos.

O remédio é fundamental para os pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e que acabam apresentando uma contagem muito baixa dos glóbulos brancos que ajudam no combate às infecções, chamados neutrófilos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo a cada ano. Apenas no Brasil, o Inca estima 580 mil novos casos em 2015.

Fonte: Portal Finep

Fapesb divulga distribuição por instituição do Edital Universal

A Diretoria Científica da Fapesb divulgou nesta segunda-feira a distribuição, por instituição, dos projetos aprovados no Edital 005/2015-Universal. Ao todo, foram encaminhadas 738 propostas, das quais 708 foram enquadradas e 109 beneficiadas.

A Diretoria Científica da Fapesb divulgou nesta segunda-feira a distribuição, por instituição, dos projetos aprovados no Edital 005/2015-Universal. Ao todo, foram encaminhadas 738 propostas, das quais 708 foram enquadradas e 109 beneficiadas.

O edital foi dividido em três faixas distintas, sendo elas: Faixa A – Destinada exclusivamente a pesquisadores que obtiveram o título de doutor a partir de 2007, inclusive; Faixa B – Destinada exclusivamente a pesquisadores Bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ/DT) do CNPq categoria 2, ou ainda, a pesquisadores que não possuem bolsas destas modalidades, em qualquer categoria; e Faixa C – De livre concorrência.

Para saber mais detalhes do resultado do Edital Universal 2015, clique aqui. Para ver a distribuição por área do conhecimento, clique aqui.

Por: Ascom/Fapesb

Pesquisadores baianos criam plataforma para geração de células-tronco pluripotentes induzidas

Em 29 de maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal aprovou, sem restrições, a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas e tratamentos no Brasil. A condição é que os embriões sejam inviáveis (sem potencialidade de desenvolvimento celular) ou estejam congelados por mais de três anos. As células-tronco embrionárias possuem um enorme poder de diferenciação, podendo gerar qualquer célula do corpo humano, caso recebam o estímulo necessário.

Em 29 de maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal aprovou, sem restrições, a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas e tratamentos no Brasil. A condição é que os embriões sejam inviáveis (sem potencialidade de desenvolvimento celular) ou estejam congelados por mais de três anos. As células-tronco embrionárias possuem um enorme poder de diferenciação, podendo gerar qualquer célula do corpo humano, caso recebam o estímulo necessário. São, por isso, chamadas pluripotentes. Isso as difere das células-tronco adultas, que são retiradas de tecidos já diferenciados, como sangue, pele, fígado e até do cabelo e, portanto, conseguem basicamente se diferenciar para formar células do mesmo tipo do lugar de origem. Existe, porém, um outro tipo de célula que é retirada do próprio indivíduo adulto e que é reprogramada para possuir as mesmas características da célula-tronco embrionária. São as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC).

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), por meio do edital de Apoio a Projetos Estratégicos, os pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC) do Hospital São Rafael, em Salvador-Ba, conseguiram estabelecer uma plataforma para geração de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC). O pesquisador Bruno Solano, médico coordenador do CBTC, é o responsável pela condução dos experimentos com iPSC. Ele explica que as células adultas são retiradas do indivíduo e levadas para o laboratório, onde passam por um processo de modificação, chamado de reprogramação celular. Nele, as células deixam de ser diferenciadas e tornam-se células-tronco pluripotentes, como as embrionárias. “Por isso que estas células são chamadas de pluripotentes induzidas, pois a pluripotencialidade foi induzida em uma célula que não tinha esse potencial antes”, explica.

Ainda hoje, as terapias que se propõem a utilizar células embrionárias enfrentam certa resistência, uma vez que é necessário destruir o embrião. Existem problemas éticos e religiosos que dividem a opinião pública, causando discussões sobre a importância da pesquisa científica versus a valorização da vida. O uso de células-tronco pluripotentes induzidas pode acabar com estes conflitos éticos, pois é possível obter uma célula equivalente à embrionária sem utilizar embriões, o que abre uma perspectiva muito grande para a terapia celular.

Foi um pesquisador japonês chamado Shynia Yamanaka que, em 2007, descobriu que as células do organismo adulto podem ser reprogramadas para tornarem-se pluripotentes. Esta descoberta rendeu-lhe o Prêmio Nobel de medicina em 2012. A tecnologia necessária para criar as iPSC é cara e só foi possível trazê-la para a Bahia graças ao apoio da Fapesb: “Fizemos o treinamento no exterior, no Hospital San Rafaelle de Milão, e trouxemos essa tecnologia para a Bahia. É uma tecnologia cara, então o apoio da Fapesb é fundamental para concretizar este projeto”, diz Bruno.

O uso terapêutico das iPSC requer muitos cuidados pois, como possuem pluripotência aumentada, estas células têm a capacidade de se transformar em qualquer tecido, podendo formar, inclusive, tumores. Por isso, ao contrário das células-tronco adultas, elas não podem ser diretamente injetadas no paciente. É preciso diferenciá-las primeiro: “Se eu quero tratar uma doença do fígado, por exemplo, vou ao laboratório para transformar as células iPSC em células do fígado e depois utilizo estas células diferenciadas para tratar o paciente”, explica o pesquisador. “Pretendemos, futuramente, desenvolver outros protocolos para gerar células diferenciadas adultas, células do coração, do fígado, células que produzem insulina e então fazer estudos pré-clínicos com testes em modelos animais, para termos a base para propor qualquer estudo em humanos”.

A primeira etapa do projeto consistiu em estabelecer a tecnologia. Agora, os pesquisadores já são capazes de fazer o processo de reprogramação e obter células-tronco pluripotentes induzidas. O próximo passo é melhorar o protocolo para que ele se torne adequado para futuras aplicações clínicas. Este processo é chamado de GMP, que significa boas práticas de manufatura (Good Manufacturing Practice). As células passam por um processo de manufatura e certificação de acordo com a regulamentação da ANVISA, para que possam ser usadas em pacientes. No momento, ainda não há uso clínico e as pesquisas estão sendo realizadas in vitro.

Com o apoio da Fapesb e a tecnologia que permite transformar células adultas em pluripotentes, o grupo de pesquisa do CBTC do Hospital São Rafael pôde participar de um outro projeto financiado pelo Ministério da Saúde, que é o Biobanco de células-tronco. Neste projeto, os grupos que trabalham com células-tronco induzidas no Brasil geram em seus laboratórios células de pacientes com doenças específicas. O grupo do Dr. Bruno trabalha com anemia falciforme, devido à alta prevalência desta doença na Bahia. As células-tronco serão armazenadas em um banco nacional e poderão ser utilizadas por qualquer pesquisador do Brasil. Há grupos que estão trabalhando com doenças neurológicas, com Síndrome de Down, com doenças cardiovasculares, e todas elas são armazenadas no Biobanco. A anemia falciforme não tem cura, mas as pesquisas com iPSC trazem a perspectiva de que o defeito genético possa ser corrigido.

De acordo com Dr. Bruno, as doenças genéticas servem como base para as pesquisas, pois as células-tronco retiradas dos pacientes possuem as bases genéticas da doença e podem servir como modelo experimental para testes e desenvolvimento de drogas. Isto contribui para diminuir a utilização de animais em experimentos, pois o modelo in vitro com as células de pacientes recapitulam aspectos da doença humana: “Essas células podem servir, por exemplo, para obter células do fígado humanas e testar in vitro em um sistema que pode corresponder mais ao paciente do que um animal que tem outro background genético”, explica Dr. Bruno. Outro ponto positivo das iPSC é que, por serem retiradas do próprio paciente, não há perigo de rejeição no tratamento. Já a terapia com células embrionárias requer a utilização de imunossupressores, da mesma forma que acontece nos transplante de órgãos, pois seu lugar de origem é diferente e a chance de rejeição é grande.

Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido até que a cura pelo tratamento com células-tronco pluripotentes induzida seja uma realidade, os estudos que estão sendo realizadas pelos pesquisadores baianos trazem grandes perspectivas e a esperança de que, em um futuro não muito distante, os pacientes com anemia falciforme possam ter uma melhor qualidade de vida. “A transição do mundo da pesquisa para a aplicação clínica é demorada, mas basta pensarmos que as pesquisas com células-tronco pluripotentes induzidas se iniciaram recentemente, em 2007, para percebermos que já avançamos significativamente”, comemora Dr. Bruno. Será que haverá uma época em que o tratamento com iPSC vai ser acessível a todos? “É cedo para dizer, pois estamos no início de uma estrada longa, mas o caminho é esse”, afirma o pesquisador.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Secti e Fapesb visitam Uefs e discutem possibilidades de parceria

O Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida visitou, na última sexta-feira, 27/11, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), acompanhado pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, do Chefe de Gabinete da Secti, Roberto de Pinho, da Diretora Administrativo/Financeira da Fapesb, Cláudia Fiuza e do Assessor Chefe Marcus Americano. O intuito do encontro foi estreitar os laços e conhecer de perto os principais projetos e pesquisas realizados na UEFS.

O Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida visitou, na última sexta-feira, 27/11, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), acompanhado pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, do Chefe de Gabinete da Secti, Roberto de Pinho, da Diretora Administrativo/Financeira da Fapesb, Cláudia Fiuza e do Assessor Chefe Marcus Americano. O intuito do encontro foi estreitar os laços e conhecer de perto os principais projetos e pesquisas realizados na UEFS.

A visita teve início com uma reunião com o reitor da Uefs, Evandro do Nascimento, e a pró-reitoria, onde foram apresentados o cenário da regional e perspectivas de parcerias entre Estado e academia, principalmente em relação à área de inovação. “Precisamos que a inovação gere desenvolvimento e ganhos para a sociedade e toda área do conhecimento pode dar sua contribuição”, falou Mendonça.

Pela tarde, representantes da Secti e da Fapesb visitaram laboratórios de microbiologia, botânica, biotecnologia e modelagem, além do Observatório Astronômico Antares, onde puderam conhecer o projeto de revitalização do espaço. Na oportunidade, Eduardo Almeida e Manoel Mendonça se reuniram com cerca de 20 docentes da Uefs para ouvir questões sobre fomento para áreas de C,T&I, financiamento de pesquisas, empreendedorismo, dentre outras.

Manoel Mendonça apresentou um panorama geral sobre os planos e investimentos da Secti em áreas estratégicas e ressaltou que “temos interesse de escutar a comunidade acadêmica para fazermos esse alinhamento da melhor forma”. Ele também opinou favorável para “que houvesse carreira técnica para o campo de C&T e também reforçar os núcleos de inovação, criando esse ‘Know How’ no Estado”.

Os docentes se comprometeram em encaminhar um documento à Fapesb com todas as demandas relativas aos entraves encontrados pelos pesquisadores da universidade. O diretor presidente da Faspeb enfatizou a importância do bom funcionamento das pesquisas realizadas pelas universidades no estado e disse que a inovação tem papel fundamental na aproximação entre universidade e empresa.

Por: Ascom/SECTI

Pesquisadores apresentam-se na terceira etapa do Concurso Ideias Inovadoras da Fapesb

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) realizou, nos dias 23 e 24/11, no Hotel Vilamar, em Salvador-BA, a terceira fase do Concurso Ideias Inovadoras. O Concurso é uma iniciativa da Fapesb que tem como objetivo promover a cultura do empreendedorismo no estado, reconhecendo ideias inovadoras em diversas áreas do conhecimento. Esta etapa consistiu na defesa oral das propostas classificadas na segunda fase, que foram analisadas pela comissão julgadora composta por consultores ad hocs especializados.

Em 2015, o Concurso foi dividido em oito categorias, sendo elas: (1) Estudantes de Ensino Médio ou Ensino Profissional Técnico de Nível Médio; (2) Graduandos; (3) Pós Graduandos Lato Sensu e Stricto Sensu; (4) Pesquisadores; (5) Graduados Independentes; (6) Inventores Independentes; (7) Inventores da Economia Criativa; e (8) Inovações Educacionais.

Para Isa Coutinho, de 44 anos, a implementação da última categoria contribuirá para que sejam criadas políticas públicas na área de educação, além de possibilitar o desenvolvimento de inovações e novas formas de aprendizagem. Seu projeto de Inovação Educacional se baseia na criação de uma prática educativa ainda inédita no Brasil, onde, através da imersão em jogos digitais, as crianças poderão criar suas narrativas e histórias utilizando novas linguagens. Seu projeto já está em execução em escolas públicas e municipais, mas, para ela, ganhar um concurso como o Ideias Inovadoras poderá popularizar o acesso a tecnologias digitais: “O que a gente quer é implantar nossa prática em diversos espaços, tanto nas esferas públicas quanto privadas a fim de possibilitar que as crianças das classes desfavorecidas tenham equidade no acesso a tecnologias”.

A inclusão digital foi a inspiração para o desenvolvimento do audiogame denominado “Breu”. O criador do jogo, Tarcísio Vaz, de 28 anos, da categoria Graduando Independente, pretende colocar um jovem deficiente visual como protagonista de uma história de suspense. O jogo não tem interface visual e sua narrativa é criada através de sons. Mas a ideia é que não seja exclusivo para deficientes: “Queremos trazer os deficientes visuais para o processo, eles podem jogar, se divertir no mesmo nível que os não deficientes. Em geral, os jogos destinados a esse público são educativos, mas nem sempre divertidos. A gente quer que seja prazeroso para todo mundo”. Para Tarcísio, participar do concurso é bacana porque é uma oportunidade de expor sua ideia para um publico maior. Além disso, o prêmio dá uma validação muito importante para o projeto, facilitando a viabilização no sentido de atrair investidores.

O estudante Péricles Damasceno, de 20 anos, da categoria Estudantes de Ensino Médio, desenvolveu um projeto de um bicicletário, que já está sendo implantado em todos os campi do IFBA para viabilizar o uso desse transporte. Segundo ele, o Concurso é muito importante para os estudantes porque é uma oportunidade de trazer a questão do empreendedorismo para a vida estudantil. Na sua primeira vez participando dessa empreitada, caso seja contemplado com o prêmio, Péricles pensa em ajudar a família e tocar o projeto para frente.

A professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Deusdélia Almeida, da categoria Pesquisadores, desenvolveu, em conjunto com a professora Maria Ângela Lopes e uma equipe de químicos e alunos, um sachê de extrato de cebola desidratada, com poder de manter a estabilidade de óleos utilizados no cozimento de alimentos. A cebola passa por um processo de liofilização, em que é congelada e desidratada a fim de conservar seu poder antioxidante. O produto está sendo testado no azeite de dendê, a fim de aumentar a sua durabilidade: “Apesar de o azeite de dendê ter antioxidantes naturais como os carotenóides e tocoferois, com cinco horas de fritura há quase a perda total de ambos. Então nós criamos uma alternativa, em forma de sachê para a baiana abrir e colocar.” A vantagem, é que, por se tratar de uma substância encontrada na cebola, o produto irá manter as características saudáveis e naturais do óleo. Deusdélia acrescentou que com o surgimento da indústria de cebola processada, as cascas, que normalmente são descartadas, poderão ser utilizadas já que tem grande poder antioxidante.

Na última etapa do Concurso Ideias Inovadoras, serão divulgados e premiados os melhores projetos apresentados na 3ª fase. Poderão ser contemplados até três projetos de cada categoria, totalizando 24 premiados, que receberão um cheque no valor de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para primeiro, segundo e terceiro lugares respectivamente. A avaliação é feita mediante os critérios de originalidade, aplicação prática para resolução de problemas, impactos da inovação, diferenciação, capacidade de inserção no mercado, perfil do empreendedor ou da equipe e clareza na apresentação. O evento de premiação ainda não tem data prevista. Informações adicionais podem ser encontradas na página da Fapesb.

Por: Ana Cely Santana/ Lorena Bertino