Fapesb aprova R$ 2 milhões para investimento em projetos no semiárido baiano

Recursos oriundos da Capes e Fapesb, possibilitarão investimento em pesquisas de estudantes, bem como em programas de pós-graduação

A Bahia possui uma das maiores regiões semiáridas do país, o que demanda cuidado e atenção à população que vive nessa área. Com o objetivo de trazer recursos e desenvolvimento, possibilitando que a região seja ainda mais assistida, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), aprovou quatro projetos, junto à Capes, que vão apoiar pesquisas que beneficiem a sociedade. O investimento, com a contrapartida estadual, deve chegar a R$ 2 milhões num período de até quatro anos.

Investir em pesquisas que possam auxiliar a melhoria socioeconômica dessa região é necessário para que haja uma sociedade cada vez mais igualitária. É o que defende a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro. “O apoio do Governo do Estado a projetos que possam fortalecer e agregar conhecimento para a articulação de políticas públicas em toda a Bahia é de fundamental importância para toda a sociedade. Trazer esses recursos para nosso estado é fruto de um trabalho conjunto que desenvolvemos com diversas secretarias, reforçando o caráter transversal de diálogo com todas e todos”, comemorou.

A seleção dos projetos confirma o comprometimento do Governo da Bahia em políticas públicas de convivência com o semiárido, o que pode ser comprovado, dentre outras coisas, pela existência do Grupo de Trabalho permanente, que, inclusive, participou do diálogo. “Consideramos as competências dos Programas de Pós-Graduação já existentes nas universidades da Bahia de forma a se alinhar com as diretrizes governamentais presentes na legislação e nas propostas apresentadas para a convivência com o semiárido. A ação tem foco em estudantes de mestrado e doutorado, bem como nas próprias universidades, para que possam formar profissionais qualificados e pesquisas voltadas ao desenvolvimento social, econômico e tecnológico na região semiárida brasileira”, destacou Adélia.

Para o diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, com a extensão do semiárido baiano, o investimento é necessário principalmente por questões socioeconômicas. “A Bahia tem 70% de semiárido. É um bioma importante e que sofre muito com seca e outras questões. Se você desenvolver projetos que beneficiem esse povo e essa região, com certeza iremos melhorar as questões econômicas locais”, afirmou. “Entendemos que a aprovação de projetos voltados para o semiárido, em consonância com a legislação e o plano de ação estadual, permite a formação de estudantes de alto nível em interação com o ecossistema estudado, o que deve gerar soluções para o desenvolvimento da região”, concluiu.

Professor cria aplicativo para ajudar produtores rurais sobre cultivo de cacto comestível

Alternativa para levar conhecimento sobre a planta que serve de alimento para rebanhos, plataforma digital também conta com website

O cultivo de forrageiras, plantas que servem de alimento para animais, é muito comum no semiárido baiano. A palma forrageira, um tipo de cacto comestível, é utilizada para alimentar rebanhos da região que sofre com a seca. A espécie é objeto de estudo de um grupo do IFBaiano, mas existe uma barreira entre as pesquisas acadêmicas e os produtores rurais. Para quebrar esse bloqueio, os pesquisadores, entre os quais está Bruno Guimarães, professor do campus Guanambi, com apoio da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), criaram uma plataforma digital para facilitar o acesso às informações sobre as técnicas de cultivo da planta.

Durante o doutorado, Bruno Guimarães publicou mais de 10 estudos científicos relacionados à sua tese sobre dois importantes segmentos da pesquisa com a palma forrageira: tamanho de parcelas experimentais e modelos biomatemáticos para predição da produtividade. Nesses estudos, o professor constatou que os agricultores não tinham fácil acesso às pesquisas geradas pela instituição. Então, surgiu a ideia de criar um ambiente digital para facilitar a circulação desse conhecimento. “A linguagem científica, a limitação de idioma, normalmente em inglês, ou mesmo o acesso às informações sobre a palma forrageira são de difícil localização, o que se configura como obstáculo entre o meio científico e o produtor rural que necessita das orientações técnicas de forma direta e acessível”, explica.

Na plataforma, o público interessado tem acesso a videoaulas, informações sobre os segmentos produtivos da palma forrageira, resumos, dissertações, teses, artigos científicos, notícias, dentre outros dados. “A plataforma digital tem como principal característica a compilação das diversas fontes e formatos das informações técnicas sobre a palma forrageira em um só lugar de maneira prática, rápida e acessível”, diz.

A rede digital pode ser acessada através do site www.palmaforrageira.com.br ou do aplicativo Palma Forrageira, disponível, de forma gratuita, para todos os smartphones com sistemas Android e iOS. No ano de 2020, o programa “PalmaForrageira” foi registrado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para Bruno, idealizador do projeto, a certificação pela entidade pública é gratificante. “É para nós o coroamento do êxito de todo o esforço empreendido pelos profissionais do IFBaiano e instituições parceiras, não somente durante o estágio de pós-doutoramento, mas sim de todo o reconhecimento de mais de uma década de estudos, pesquisas e atividades de extensão com a palma forrageira”, destaca.

O software, que conta com a colaboração de diversos profissionais, tem sido aceito entre os produtores rurais e outros usuários. “Apesar dos produtores rurais serem os grandes protagonistas de acesso às plataformas digitais, esse sistema tem sido utilizado por diversos tipos de usuários, como acadêmicos, profissionais, extensionistas e professores. O acesso às nossas plataformas não se restringe apenas aos usuários no Brasil, como também de outros países”, afirma.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Edital que investe R$ 2 milhões em empresas inovadoras inscreve até outubro

Governo do Estado, através da Fapesb, investe em pequenas empresas com ideias inovadoras

Um edital que mudou a história de muitas empresas na Bahia está com inscrições abertas até o próximo dia 05 de outubro. Lançado junto às comemorações dos 20 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) no início de agosto, a segunda edição do Tecnova investirá cerca de R$ 2 milhões em pequenas empresas baianas que apresentarem projetos inovadores nas áreas de ciência e tecnologia que agreguem valor aos produtos agropecuários, indústria 4.0 e mineração, gestão de empresas e energia renovável.

O investimento em editais como o Tecnova 2 faz com que empresários obtenham apoio aos seus projetos em um momento pandêmico, no qual aportes financeiros se tornam imprescindíveis. “Lançamos vários editais que fomentam e incentivam as empresas baianas com projetos inovadores em seus serviços e produtos. O objetivo do Governo do Estado é levar oportunidades à população baiana em todas as áreas. Também lançamos editais como o Governo Inteligente e o Inventiva, que fomentam o ambiente empreendedor na Bahia”, destaca a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro.

Apenas na primeira edição do Programa Tecnova, 18 empresas foram beneficiadas. O apoio foi fundamental para impulsionar o negócio de D’artangnam Gomes, da Wellan Water Treatment (WWT), empresa que atua nas áreas de representação, comércio e prestação de serviços no mercado de águas. “Os recursos permitiram solucionar demandas imediatas de um nicho de mercado em expansão. Além disso, a empresa pôde aprimorar, internamente, a gerência de inovações, usando ferramentas e métricas de avaliação. O edital Tecnova trouxe mais do que investimento. Ele permitiu o exercício de uma cultura da inovação e gestão de projetos”, enfatiza o empresário.

Para o diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, o compromisso da Fapesb com pesquisa e fomento é premiado ao colher os resultados desses investimentos em forma de benefícios para a sociedade. “Investir em empresas baianas inovadoras é trazer uma possibilidade de melhoria da produtividade delas, além de fazer com que seus produtos e portifólio sejam aperfeiçoados. Entendemos que todo o investimento que fazemos é também uma via de mão dupla que traz benefícios para empresários, estado e sociedade baiana”, destacou.

O edital, que está disponível no site da Fapesb, é executado pela própria Fundação, com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), além de contar com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Baiano desenvolve tecnologia para diagnosticar Covid-19 pela câmera do celular

Segundo o doutor em biotecnologia, Filipe Benvenuto, a ideia é trazer o resultado dos testes o mais rápido possível para ajudar nas políticas públicas do país

Usamos a câmera do nosso smartphone para registros importantes da nossa vida. Uma festa em família, uma selfie com os amigos ou até mesmo aquela viagem inesquecível que precisa ser registrada para guardar para além das memórias do coração. Além dos registros fotográficos, o doutor em biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia, Filipe Benvenuto, descobriu que uma simples câmera poderia ser utilizada para diagnosticar se uma pessoa está ou não com o coronavírus. O trabalho utiliza um sinal óptico de inteligência artificial para a detecção de agentes virais, adaptado ao SARS-CoV-2.

“Durante meu doutorado, fui aprovado em uma chamada de doutorado sanduíche e atuei no grupo do Dr. Hadi Shafiee, desenvolvendo pesquisa com saúde digital, através de uma parceria já estabelecida pelo meu orientador. Nesse período, ajudei a desenvolver um trabalho que utilizava uma tecnologia semelhante à de um sinal óptico e inteligência artificial para a detecção de vários agentes virais. Quando a pandemia do coronavírus começou, procuramos adaptar nossa pesquisa para a detecção do SARS-CoV-2, utilizando a tecnologia CRISPR/Cas12”, explicou o pesquisador.

No ano de 2020, duas cientistas, E. Charpentier and J. A. Doudna, ganharam o prêmio Nobel de química, pelo desenvolvimento de uma técnica de edição gênica utilizando Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas (CRISPR). Essa descoberta, segundo Benvenuto, revolucionou a engenharia genética por causa da sua capacidade de reconhecer e modificar um alvo específico. “Recentemente, biossensores baseados em CRISPR surgiram como alternativas inovadoras e versáteis para a detecção molecular de agentes infecciosos e diferentes tecnologias dependentes de CRISPR foram desenvolvidas para a detecção do SARS-CoV-2. Alguns desses biossensores já possuem autorização de uso de emergencial do FDA dos EUA”, detalhou.

O trabalho feito por Filipe apresenta uma prova de conceito de um biossensor baseado na tecnologia com um sinal óptico simples (geração de bolhas), desenvolvido para a detecção do RNA do SARS-CoV-2. “Ao invés de utilizar um biossensor fluorescente, o nosso é uma sonda enzimática formada pela catalase e DNA fita simples (substrato da trans-clivagem da Cas12) imobilizado em beads magnéticas. O resultado desse teste é detectado usando a câmera de smartphone sem usar nenhum acessório de smartphone ou hardware óptico, utilizando um aplicativo de visão computacional”, contou o pesquisador, que garantiu que o resultado é dado um minuto depois do processamento da imagem pela câmera do celular.

De acordo com Benvenuto, outros métodos de diagnóstico por smartphone que usam essa mesma tecnologia, geralmente necessitam de uma etapa de amplificação de ácidos nucleicos, o que deixa tudo mais complexo. No projeto desenvolvido por ele, o RNA é detectado sem a necessidade desse processo e o sinal de bolha de gás oferece um sinal visual significante, mais simples e rápido. A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), pelo Brigham and Women’s Hospital e teve o apoio de uma bolsa de doutorado sanduíche do programa CAPES-PRINT durante o estágio doutoral.

“Durante a pandemia, percebemos a importância da rapidez dos testes para a identificação da doença nos primeiros dias da infecção. Esse teste é fundamental para guiar as políticas públicas para contenção do vírus no Brasil e no mundo. Nossa prova de conceito propõe uma forma de diagnóstico mais barata, que não requer amplificação de ácidos nucleicos, que não requer equipamentos para leitura e com execução simplificada, permitindo a democratização do acesso ao diagnóstico em áreas descentralizadas”, finalizou o biotecnólogo.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

REVISTA TECNOVA BAHIA

Card
Programação de aniversário contará com eventos virtuais durante todo o mês de agosto
Em comemoração pelas duas décadas de existência da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), serão realizados diversos eventos durante o mês de agosto. Estreando as comemorações, na próxima quinta-feira(5), às 14h30, será lançado, através de um evento virtual com transmissão pelo Canal do Youtube Secti Bahia, o edital e a revista Tecnova Bahia. O Edital, desenvolvido em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinará R$ 2 milhões para apoiar o desenvolvimento de ideias inovadoras de empresas sediadas no estado. Já a revista, conta com matérias sobre Ciência, Tecnologia e Inovação, com cases de empresas que se desenvolveram após o apoio por parte do Tecnova.
Ao longo dos últimos 20 anos, a Fapesb lançou mais de 270 editais, com cerca de R$ 770 milhões destinados à pesquisa. Esse investimento levou a Bahia a subir 10 posições na categoria inovação, no Ranking de Competitividade dos Estados. No total, foram 7800 projetos contratados, 40.000 bolsas de estudo concedidas e cerca de 300 empresas apoiadas. O diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, exalta os números. “Alcançamos, nos últimos anos, um aumento de 10 vezes em relação à produção científica internacional, além de 5 vezes no aumento do crescimento de cursos de pós-graduação, de mestrado e doutorado. Vale ressaltar também que 15% das publicações científicas internacionais do Estado possuem financiamento da Fapesb”, destacou.
Para o diretor Geral da Fundação, Márcio Costa, o desenvolvimento da pesquisa na Bahia está intrinsecamente relacionado à trajetória da Fapesb. “Ao longo dos seus 20 anos, os números mostram que o período coincide com um maior desenvolvimento da CT&I e da pós-graduação stricto sensu em todo estado, sobretudo no seu interior, afinal, desde a sua criação, a Fundação tem se empenhado no cumprimento da missão de fomentar as ações de CT&I e a formação de capital humano
qualificado, visando o desenvolvimento sustentável do nosso estado”, ponderou.
O encontro contará com a participação e presença de diversas autoridades, convidados e entidades representativas, além do público-alvo de empresas baianas elegíveis para a chamada. Para Adélia Pinheiro, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fapesb é um braço poderoso do governo estadual, operando políticas e apoios à produção de novos conhecimentos e tecnologias, que darão suporte ao desenvolvimento do nosso estado, sendo o lançamento deste novo edital mais uma forma de apoio aos baianos e baianas. “Os eventos que marcam a comemoração dos seus 20 anos reforçam o compromisso do Governo do Estado, através da Fapesb, com a pesquisa e a ciência em todos os cantos da Bahia. Apoiar a pesquisa é primordial para o desenvolvimento de uma sociedade pujante e em conexão com o seu tempo. A Fapesb tem cumprido bem esse papel ao longo dos anos, inclusive em 2021 com o lançamento de importantes editais como o Inventiva, o Tecnova e o Centelha Bahia” comemorou.

Baiana inventa embalagens plásticas comestíveis para reduzir danos ao meio ambiente

Idealizadora do projeto lembra que o plástico tem ocupado a função de vilão na sociedade, principalmente pela maneira como é descartado

O cuidado com o meio ambiente tem sido pauta ao longo dos anos na sociedade atual. O debate é diário para que as pessoas se conscientizem sobre o que pode acontecer, caso algumas das nossas espécies e elementos da natureza entrem em extinção causada pelo descarte incorreto do produto. Pensando em um futuro próspero e saudável para a seu filho, a baiana Kat Oliveira inventou um tipo de plástico descartável comestível que pode diminuir a quantidade de lixo que é produzida pelos habitantes do planeta. Só no Brasil, são cerca de 11 milhões de toneladas de lixo plástico ao ano.

O projeto da inventora de 37 anos, nascida na cidade de Feira de Santana, começou há dois anos. Ela afirma que sempre foi muito estudiosa e gostava “dessas coisas da natureza”, o que despertou o interesse pelo tema, estimulando mais pesquisas a respeito. “Desde criança, sempre gostei de roça e, quando virei mãe, vi a necessidade de reduzir esses materiais no meio ambiente. Em 2014, fiz gestão ambiental e com os avanços da tecnologia sobre as novas embalagens feitas de várias plantas, resolvi estudar o assunto e veio a ideia de fazer uma produção com as pancs”, disse, explicando que as pancs, ou plantas não convencionais, são utilizadas para fazer embalagens de plástico descartáveis e plásticos filmes.

A dedicação aos estudos ganhou força após o surgimento de novas embalagens sustentáveis. “Fazendo algumas anotações, percebi que o custo da produção ainda é muito alto. Então a minha ideia é que seja um produto mais barato. Além disso, a outra motivação que tive foi quando comecei a prestar serviços em uma cooperativa de resíduos sólidos. Percebi que um dos grandes problemas do mundo são os plásticos, porém ele não chega a ser o grande vilão, mas sim o modo como é descartado”, destacou.

Entusiasmada com o projeto, Kat acredita que há pouco investimento nessa área e que as grandes empresas acabam não olhando muito para esse tipo de invenção. Segundo ela, o diferencial de todas as outras invenções já existentes no mercado é que, por ser feito de plantas não convencionais, os plásticos podem ser comestíveis e até mesmo impermeáveis. “Ele se degrada em pouco tempo e, como é feito de maneira caseira, costumo não usar muita água para produzir”, disse. Já o tipo de plástico filme inventado por ela sequer existe outro similar. “Fiz o plástico filme a partir de um produto industrial vencido e que seria descartado. Quando vi a oportunidade, percebi que poderia utilizá-lo para a produção desse material”, concluiu.

O projeto de Kat chegou a vencer dois editais ligados às áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação. A ideia dela, que trabalha como autônoma, é avançar na pesquisa com o apoio de empresas parceiras do meio ambiente. “Meu objetivo é levar adiante para empresas que realmente tenham interesse em diminuir a produção e consumo de embalagens plásticas, substituindo-as pelas ecológicas e realmente orgânicas sem danos ao meio ambiente. Isso fortalece o cooperativismo e incentiva um consumo mais sustentável. Estou em fase final da produção dos plásticos e espero contar com parceiros que possam auxiliar nesse projeto inovador que pode ser um grande ganho para o mundo e o meio ambiente” projetou.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Baiana inventa embalagens plásticas comestíveis para reduzir danos ao meio ambiente

Idealizadora do projeto lembra que o plástico tem ocupado a função de vilão na sociedade, principalmente pela maneira como é descartado

O cuidado com o meio ambiente tem sido pauta ao longo dos anos na sociedade atual. O debate é diário para que as pessoas se conscientizem sobre o que pode acontecer, caso algumas das nossas espécies e elementos da natureza entrem em extinção causada pelo descarte incorreto do produto. Pensando em um futuro próspero e saudável para o seu filho, a baiana Kat Nogueira inventou um tipo de plástico descartável comestível que pode diminuir a quantidade de lixo que é produzida pelos habitantes do planeta. Só no Brasil, são cerca de 11 milhões de toneladas de lixo plástico ao ano.

O projeto da inventora de 37 anos, nascida na cidade de Feira de Santana, começou há dois anos. Ela afirma que sempre foi muito estudiosa e gostava “dessas coisas da natureza”, o que despertou o interesse pelo tema, estimulando mais pesquisas a respeito. “Desde criança, sempre gostei de roça e, quando virei mãe, vi a necessidade de reduzir esses materiais no meio ambiente. Em 2014, fiz gestão ambiental e com os avanços da tecnologia sobre as novas embalagens feitas de várias plantas, resolvi estudar o assunto e veio a ideia de fazer uma produção com as pancs”, disse, explicando que as pancs, ou plantas não convencionais, são utilizadas para fazer embalagens de plástico descartáveis e plásticos filmes.

A dedicação aos estudos ganhou força após o surgimento de novas embalagens sustentáveis. “Fazendo algumas anotações, percebi que o custo da produção ainda é muito alto. Então a minha ideia é que seja um produto mais barato. Além disso, a outra motivação que tive foi quando comecei a prestar serviços em uma cooperativa de resíduos sólidos. Percebi que um dos grandes problemas do mundo são os plásticos, porém ele não chega a ser o grande vilão, mas sim o modo como é descartado”, destacou.

Entusiasmada com o projeto, Kat acredita que há pouco investimento nessa área e que as grandes empresas acabam não olhando muito para esse tipo de invenção. Segundo ela, o diferencial de todas as outras invenções já existentes no mercado é que, por ser feito de plantas não convencionais, os plásticos podem ser comestíveis e até mesmo impermeáveis. “Ele se degrada em pouco tempo e, como é feito de maneira caseira, costumo não usar muita água para produzir”, disse. Já o tipo de plástico filme inventado por ela sequer existe outro similar. “Fiz o plástico filme a partir de um produto industrial vencido e que seria descartado. Quando vi a oportunidade, percebi que poderia utilizá-lo para a produção desse material”, concluiu.

O projeto de Kat chegou a vencer dois editais ligados às áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação. A ideia dela, que trabalha como autônoma, é avançar na pesquisa com o apoio de empresas parceiras do meio ambiente. “Meu objetivo é levar adiante para empresas que realmente tenham interesse em diminuir a produção e consumo de embalagens plásticas, substituindo-as pelas ecológicas e realmente orgânicas sem danos ao meio ambiente. Isso fortalece o cooperativismo e incentiva um consumo mais sustentável. Estou em fase final da produção dos plásticos e espero contar com parceiros que possam auxiliar nesse projeto inovador que pode ser um grande ganho para o mundo e o meio ambiente” projetou.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Professor investiga história evolutiva dos seres vivos a partir dos peixes

Trabalho do pesquisador Pedro Rizzato tem por objetivo fazer com que as pessoas reflitam sobre a evolução das espécies, inclusive a humana

Quem nunca assistiu a filmes como Jurassic Park e Era do Gelo e ficou imaginando quão diversas são as espécies de seres vivos que habitam ou já habitaram o planeta? Apesar de se tratar de uma animação, os filmes atiçam a curiosidade das crianças em saber sobre a história da vida na Terra e sobre as relações entre os seres vivos do presente e do passado. Embora esses filmes sejam obras de ficção, uma pesquisa desenvolvida pelo professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Pedro Rizzato, busca investigar a história evolutiva dos seres vivos, em especial dos peixes, e suas relações de parentesco ao longo da evolução.

A ideia de estudar as relações de parentesco entre os animais surgiu ainda na faculdade de biologia, associada ao encantamento de Pedro pela diversidade de formas existentes dos seres vivos. “Sempre busquei entender como essa diversidade surgiu no planeta. Durante o meu mestrado, me interessei de maneira especial pelos peixes, em parte por se tratar de um grupo muito diverso em termos de número de espécies (são mais de 35 mil no mundo todo) e também de formas e modos de vida”, explicou, destacando que estudar as características e a anatomia desses animais ajuda a entender como eles se relacionam e as possíveis mudanças ao longo da história evolutiva de cada um.

Apesar do tema ser comum entre pesquisadores da área, o professor lembra que cada trabalho foca em um determinado grupo de seres vivos para entender sobre a história de evolução das espécies. “O meu estudo, por exemplo, é focado em um traço da anatomia dos peixes que foi pouco estudado, que é um sistema sensorial que lhes permite sentir movimentos na água ao redor dos seus corpos”, afirmou. A pesquisa de Pedro segue uma linha que usa as características desse sistema para tentar identificar as relações de parentesco evolutivo entre as espécies.

O projeto também utiliza abordagens inovadoras que combinam arte e ciência. Segundo Pedro, por se tratar de um estudo da anatomia dos animais, é importante que seja registrado e ilustrado tudo aquilo que foi observado e descrito nas espécies estudadas para que os próximos pesquisadores tenham acesso a esses detalhes. “Utilizamos desenhos, fotografias, radiografias e imagens de microscopia ou de CT-scan que envolvem muitos aspectos estéticos e principalmente artísticos. Historicamente, a arte e a pesquisa científica em anatomia sempre estiveram ligadas. Pintores e escultores famosos, como Leonardo Da Vinci, foram também grandes anatomistas”, contou.

Pedro espera que a pesquisa, que está em sua fase final, contribua oferecendo uma grande riqueza de detalhes para os próximos pesquisadores a se debruçarem sobre o tema, bem como para um melhor entendimento da história evolutiva dos vertebrados, grupo de animais do qual os seres humanos fazem parte. “Nós conhecemos muito pouco a diversidade de seres vivos que dividem o planeta conosco. Conhecemos menos ainda sobre as relações entre eles e suas histórias evolutivas. Nós fazemos parte dessa história, e devemos buscar saber mais sobre ela. Apesar de diversas espécies estarem em extinção, como todas as espécies estão relacionadas entre si, cada uma delas pode nos ajudar a entender melhor a nossa história evolutiva e, por isso, cada espécie que desaparece é um pedaço de história que perdemos a chance de conhecer melhor”, conclui.
Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb comemora 20 anos de apoio à produção científica da Bahia

Solenidade comemorativa de aniversário da Fundação contou com presença de autoridades de toda a Bahia

“Vida longa à Fapesb”. A simbólica frase repetida pelos participantes da solenidade virtual e comemorativa pelos 20 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia, nesta sexta-feira (27), retrata o sentimento de pesquisadores e pesquisadoras pelos feitos em prol da ciência que a Fapesb tem ajudado a colher em duas décadas de existência. Com a presença da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, do diretor Geral, Márcio Costa, o evento, que está disponível na íntegra no Canal do Youtube Secti Bahia, reuniu autoridades, reitores e cientistas de todo o estado.

A importância da Fapesb para a pesquisa baiana está representada pelos resultados alcançados nos últimos anos, como os 270 editais lançados, os R$ 770 milhões de aporte à pesquisa, os 7.800 projetos contratados, as 40.000 bolsas concedidas, bem como as 300 empresas apoiadas. Neste mesmo período, a Fundação ajudou a Bahia a aumentar 10 vezes sua produção científica internacional e cinco vezes em crescimento no número de programas de pós graduação stricto sensu. Dentre os destaques alcançados, também está a subida de 10 posições no pilar inovação do ranking de competitividade dos estados, graças à concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

Para a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, pasta à qual a Fapesb é vinculada, esses 20 anos destacam a importância do amparo à pesquisa para o sistema estadual de ciência, tecnologia e inovação. “A Fapesb tem sido destaque nacional em investimento à pesquisa. Fortalecemos a Fundação como referência em nosso estado e compartilhando com toda sociedade que o nosso engajamento aqui é o mesmo que esperamos por parte dos entes federais”, ressaltou.

Em uma fala emocionada, o diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, fez questão de lembrar que é fruto dos empenhos da Fundação, pois, antes de ocupar a gestão, foi beneficiário na condição de cientista. “É uma honra estar aqui, porque sou um produto de uma política da Fapesb. Testemunhamos, ao longo desses 20 anos, uma rápida expansão de todos os indicadores de CTI. Estamos nos quatro cantos do estado com pessoas qualificadas e apoiando a formação de pessoas altamente qualificadas, graças ao apoio e incentivo da Fapesb”.

Também presentes ao ato festivo, os secretários estaduais Nelson Pelegrino (Sedur), Julieta Palmeira (SPM), Fabya Reis (Sepromi) e Manoel Vitório (Sefaz) exaltaram o trabalho desenvolvido pela Fapesb, engrossando o coro em defesa da ciência. “A participação nessa solenidade é uma manifestação pública e inequívoca da nossa preocupação e prioridade com o apoio à ciência e à tecnologia. Esse momento nos honra. Nunca foi tão importante abraçar e proteger a ciência e a tecnologia. Nunca isso esteve tão relacionado à humanidade e ao ser humano”, afirmou o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, destacando a prioridade em recursos para as áreas de CT&I.

Importantes beneficiárias dos incentivos à pesquisa, as universidades estaduais, federais, institutos e faculdades privadas, marcaram presença na cerimônia. Ao lado dos reitores da UESC, UEFS, UFRB e UFOB, Alessandro Santana, Evandro Nascimento, Fábio Josué e Jacques Miranda, respectivamente, a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Guimarães, fez questão de lembrar que a Fundação a incentivou muito em sua trajetória. “Certamente, como eu, muitos outros jovens doutores tiveram oportunidade a partir de financiamentos da Fapesb”, disse.

Fapesb celebra 20 anos com ato festivo da produção científica baiana

Solenidade encerra mês festivo que contou com diversos eventos nos últimos 30 dias

Setecentos e setenta milhões de reais investidos em pesquisa e 270 editais lançados. Esses são apenas alguns dos expressivos números alcançados pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) nos seus 20 anos de existência. Para comemorar a data, um ato festivo será celebrado na próxima sexta-feira (27), a partir das 10h, com transmissão pelo Canal youtube.com/sectibahia. Com a presença de autoridades e atores dos ecossistemas de ciência, tecnologia e inovação, a Fapesb encerra o mês festivo de aniversário que contou ainda com lançamento de edital, revista e realização de seminários.

De acordo com Adélia Pinheiro, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, pasta à qual a Fapesb é vinculada, além de festivo, o evento demonstra o engajamento da Bahia, através do Governo do Estado, em apoiar a formação de pessoas e o desenvolvimento científico e tecnológico. “É necessário destacarmos a importância desse sistema científico, tecnológico e inovador do Estado, posicionando a Fapesb como grande referência no fomento à CT&I para pesquisadoras e pesquisadores de toda a Bahia. Esta comemoração mostra os bons resultados alcançados pela Fapesb ao longo desses 20 anos, mas também reforça o nosso compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento de projetos que retornam em benefícios para a sociedade”, celebra.

O diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, destaca o apoio de instituições parceiras e a importância de manter esses vínculos para a Fundação. “Se chegamos até essas duas décadas de existência, com certeza tivemos grande contribuição de estudantes, professores e demais parceiros, como as universidades, institutos, centros de pesquisa, além de entidades, como a FIEB e a Fecomércio.
Então, ninguém melhor do que os próprios para celebrar esta data, que apesar de ser o aniversário da Fapesb, representa uma conquista em comum de todos aqueles que batalham pela promoção da ciência e o avanço da inovação no Estado”, afirmou.

Comemorações

No mês em que comemora seu aniversário, a Fapesb lançou uma série de eventos semanais, até a data oficial de celebração, 27 de agosto, para movimentar o sistema de CT&I local e reiterar na sociedade a importância da Fundação. No início de agosto, foi lançado o edital Tecnova 2, para apoiar empresas inovadoras, com investimento de R$ 2 milhões, junto a uma revista que apresentava os resultados alcançados pelas empresas selecionadas na primeira edição do projeto. Além disso, dois seminários foram realizados, um com foco em debater o combate à Covid-19, através de pesquisa científica, apresentando resultados dos participantes de um edital criado justamente com esta prerrogativa. Já o segundo seminário, evento que antecedeu a comemoração oficial desta sexta, focou em tirar dúvidas e apresentar as formas como o Novo Marco Legal de CT&I beneficiam a Bahia.