Autor: Thiago Melo
Copa do Mundo das Startups em Salvador tem início nesta sexta-feira, 11/12
Vinte startups brasileiras de impacto social disputam, nesta sexta-feira (dia 11), a final nacional do 1776 Challenge Cup – “A Copa do Mundo das Startups”. A etapa brasileira será realizada em Salvador, onde cada finalista terá apenas dois minutos para apresentar sua solução para um júri formado por investidores e especialistas em novos negócios.
Vinte startups brasileiras de impacto social disputam, nesta sexta-feira (dia 11), a final nacional do 1776 Challenge Cup – “A Copa do Mundo das Startups”. A etapa brasileira será realizada em Salvador, onde cada finalista terá apenas dois minutos para apresentar sua solução para um júri formado por investidores e especialistas em novos negócios. Desta fase, três serão escolhidas para representarem o Brasil na etapa Latino-Americana da Copa, que acontecerá na Cidade do México, em janeiro. A final mundial acontece em junho, em Washington (EUA).
A Challenge Cup é uma competição global que visa identificar empreendedores dedicados a solucionar os maiores desafios do mundo em diversas áreas.
Dentre as empresas finalistas da etapa brasileira estão a ClassApp- referência nacional em comunicação escolar, que apresenta soluções para aumentar o engajamento dos pais na rotina escolar dos filhos; a Plataforma Saúde- empresa que utiliza tecnologias portáteis para facilitar o acesso à serviços de saúde no Brasil; a Urban 3D-startup de impressão 3D para moradias de baixo custo, dentre outras, que atuam nas áreas da educação, saúde, meio ambiente, cidades e emprego.
Além da competição, o evento contará também com palestras e painéis. As inscrições estão abertas através do site www.1776.vc.
Fonte: www.tibahia.com
Giro na Ciência – Brasil desenvolve remédio inovador contra efeito de quimioterapia
Após dez anos de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil conseguiu criar um remédio que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer. O medicamento, que deve chegar ao mercado no ano que vem e que foi aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou com financiamento de R$ 12 milhões da Finep. O fato foi amplamente repercutido na imprensa nesta sexta-feira, 4/12.
Após dez anos de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil conseguiu criar um remédio que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer. O medicamento, que deve chegar ao mercado no ano que vem e que foi aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou com financiamento de R$ 12 milhões da Finep. O fato foi amplamente repercutido na imprensa nesta sexta-feira, 4/12.
Produzido inteiramente no País, o Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar da América Latina. Biossimilares são parecidos a medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo. Em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.
A novidade é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000. Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico e permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas. O novo biossimilar foi desenvolvido pela Eurofarma e, por meio de um acordo de transferência de tecnologia, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a produção própria, o Ministério da Saúde deve economizar cerca de R$ 9,3 milhões por cinco anos.
O remédio é fundamental para os pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e que acabam apresentando uma contagem muito baixa dos glóbulos brancos que ajudam no combate às infecções, chamados neutrófilos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo a cada ano. Apenas no Brasil, o Inca estima 580 mil novos casos em 2015.
Fonte: Portal Finep
Fapesb divulga distribuição por instituição do Edital Universal
A Diretoria Científica da Fapesb divulgou nesta segunda-feira a distribuição, por instituição, dos projetos aprovados no Edital 005/2015-Universal. Ao todo, foram encaminhadas 738 propostas, das quais 708 foram enquadradas e 109 beneficiadas.
A Diretoria Científica da Fapesb divulgou nesta segunda-feira a distribuição, por instituição, dos projetos aprovados no Edital 005/2015-Universal. Ao todo, foram encaminhadas 738 propostas, das quais 708 foram enquadradas e 109 beneficiadas.
O edital foi dividido em três faixas distintas, sendo elas: Faixa A – Destinada exclusivamente a pesquisadores que obtiveram o título de doutor a partir de 2007, inclusive; Faixa B – Destinada exclusivamente a pesquisadores Bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ/DT) do CNPq categoria 2, ou ainda, a pesquisadores que não possuem bolsas destas modalidades, em qualquer categoria; e Faixa C – De livre concorrência.
Para saber mais detalhes do resultado do Edital Universal 2015, clique aqui. Para ver a distribuição por área do conhecimento, clique aqui.
Por: Ascom/Fapesb
Pesquisadores baianos criam plataforma para geração de células-tronco pluripotentes induzidas
Em 29 de maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal aprovou, sem restrições, a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas e tratamentos no Brasil. A condição é que os embriões sejam inviáveis (sem potencialidade de desenvolvimento celular) ou estejam congelados por mais de três anos. As células-tronco embrionárias possuem um enorme poder de diferenciação, podendo gerar qualquer célula do corpo humano, caso recebam o estímulo necessário.
Em 29 de maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal aprovou, sem restrições, a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas e tratamentos no Brasil. A condição é que os embriões sejam inviáveis (sem potencialidade de desenvolvimento celular) ou estejam congelados por mais de três anos. As células-tronco embrionárias possuem um enorme poder de diferenciação, podendo gerar qualquer célula do corpo humano, caso recebam o estímulo necessário. São, por isso, chamadas pluripotentes. Isso as difere das células-tronco adultas, que são retiradas de tecidos já diferenciados, como sangue, pele, fígado e até do cabelo e, portanto, conseguem basicamente se diferenciar para formar células do mesmo tipo do lugar de origem. Existe, porém, um outro tipo de célula que é retirada do próprio indivíduo adulto e que é reprogramada para possuir as mesmas características da célula-tronco embrionária. São as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC).
Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), por meio do edital de Apoio a Projetos Estratégicos, os pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC) do Hospital São Rafael, em Salvador-Ba, conseguiram estabelecer uma plataforma para geração de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC). O pesquisador Bruno Solano, médico coordenador do CBTC, é o responsável pela condução dos experimentos com iPSC. Ele explica que as células adultas são retiradas do indivíduo e levadas para o laboratório, onde passam por um processo de modificação, chamado de reprogramação celular. Nele, as células deixam de ser diferenciadas e tornam-se células-tronco pluripotentes, como as embrionárias. “Por isso que estas células são chamadas de pluripotentes induzidas, pois a pluripotencialidade foi induzida em uma célula que não tinha esse potencial antes”, explica.
Ainda hoje, as terapias que se propõem a utilizar células embrionárias enfrentam certa resistência, uma vez que é necessário destruir o embrião. Existem problemas éticos e religiosos que dividem a opinião pública, causando discussões sobre a importância da pesquisa científica versus a valorização da vida. O uso de células-tronco pluripotentes induzidas pode acabar com estes conflitos éticos, pois é possível obter uma célula equivalente à embrionária sem utilizar embriões, o que abre uma perspectiva muito grande para a terapia celular.
Foi um pesquisador japonês chamado Shynia Yamanaka que, em 2007, descobriu que as células do organismo adulto podem ser reprogramadas para tornarem-se pluripotentes. Esta descoberta rendeu-lhe o Prêmio Nobel de medicina em 2012. A tecnologia necessária para criar as iPSC é cara e só foi possível trazê-la para a Bahia graças ao apoio da Fapesb: “Fizemos o treinamento no exterior, no Hospital San Rafaelle de Milão, e trouxemos essa tecnologia para a Bahia. É uma tecnologia cara, então o apoio da Fapesb é fundamental para concretizar este projeto”, diz Bruno.
O uso terapêutico das iPSC requer muitos cuidados pois, como possuem pluripotência aumentada, estas células têm a capacidade de se transformar em qualquer tecido, podendo formar, inclusive, tumores. Por isso, ao contrário das células-tronco adultas, elas não podem ser diretamente injetadas no paciente. É preciso diferenciá-las primeiro: “Se eu quero tratar uma doença do fígado, por exemplo, vou ao laboratório para transformar as células iPSC em células do fígado e depois utilizo estas células diferenciadas para tratar o paciente”, explica o pesquisador. “Pretendemos, futuramente, desenvolver outros protocolos para gerar células diferenciadas adultas, células do coração, do fígado, células que produzem insulina e então fazer estudos pré-clínicos com testes em modelos animais, para termos a base para propor qualquer estudo em humanos”.
A primeira etapa do projeto consistiu em estabelecer a tecnologia. Agora, os pesquisadores já são capazes de fazer o processo de reprogramação e obter células-tronco pluripotentes induzidas. O próximo passo é melhorar o protocolo para que ele se torne adequado para futuras aplicações clínicas. Este processo é chamado de GMP, que significa boas práticas de manufatura (Good Manufacturing Practice). As células passam por um processo de manufatura e certificação de acordo com a regulamentação da ANVISA, para que possam ser usadas em pacientes. No momento, ainda não há uso clínico e as pesquisas estão sendo realizadas in vitro.
Com o apoio da Fapesb e a tecnologia que permite transformar células adultas em pluripotentes, o grupo de pesquisa do CBTC do Hospital São Rafael pôde participar de um outro projeto financiado pelo Ministério da Saúde, que é o Biobanco de células-tronco. Neste projeto, os grupos que trabalham com células-tronco induzidas no Brasil geram em seus laboratórios células de pacientes com doenças específicas. O grupo do Dr. Bruno trabalha com anemia falciforme, devido à alta prevalência desta doença na Bahia. As células-tronco serão armazenadas em um banco nacional e poderão ser utilizadas por qualquer pesquisador do Brasil. Há grupos que estão trabalhando com doenças neurológicas, com Síndrome de Down, com doenças cardiovasculares, e todas elas são armazenadas no Biobanco. A anemia falciforme não tem cura, mas as pesquisas com iPSC trazem a perspectiva de que o defeito genético possa ser corrigido.
De acordo com Dr. Bruno, as doenças genéticas servem como base para as pesquisas, pois as células-tronco retiradas dos pacientes possuem as bases genéticas da doença e podem servir como modelo experimental para testes e desenvolvimento de drogas. Isto contribui para diminuir a utilização de animais em experimentos, pois o modelo in vitro com as células de pacientes recapitulam aspectos da doença humana: “Essas células podem servir, por exemplo, para obter células do fígado humanas e testar in vitro em um sistema que pode corresponder mais ao paciente do que um animal que tem outro background genético”, explica Dr. Bruno. Outro ponto positivo das iPSC é que, por serem retiradas do próprio paciente, não há perigo de rejeição no tratamento. Já a terapia com células embrionárias requer a utilização de imunossupressores, da mesma forma que acontece nos transplante de órgãos, pois seu lugar de origem é diferente e a chance de rejeição é grande.
Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido até que a cura pelo tratamento com células-tronco pluripotentes induzida seja uma realidade, os estudos que estão sendo realizadas pelos pesquisadores baianos trazem grandes perspectivas e a esperança de que, em um futuro não muito distante, os pacientes com anemia falciforme possam ter uma melhor qualidade de vida. “A transição do mundo da pesquisa para a aplicação clínica é demorada, mas basta pensarmos que as pesquisas com células-tronco pluripotentes induzidas se iniciaram recentemente, em 2007, para percebermos que já avançamos significativamente”, comemora Dr. Bruno. Será que haverá uma época em que o tratamento com iPSC vai ser acessível a todos? “É cedo para dizer, pois estamos no início de uma estrada longa, mas o caminho é esse”, afirma o pesquisador.
Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb
Pesquisa Fapesb sobre Monilíase é tema de entrevista no portal Mercado de Cacau
O projeto “Desenvolvimento de populações de melhoramento de cacaueiro com Resistência à monilíase e estratégia de seleção na ausência do patógeno”, apoiado pelo Edital Fapesb de Apoio às Soluções Inovadoras para a Lavoura Cacaueira foi tema de reportagem do portal online Mercado de Cacau.
O pesquisador Uilson Lopes, coordenador do projeto, concedeu uma entrevista ao veículo para explicar detalhes da pesquisa. O projeto trata do desenvolvimento de populações de melhoramento de cacaueiro no Brasil, com resistência a um patógeno chamado “monilíase”, a partir de cacaueiros provenientes da Costa Rica e Equador.
Na entrevista, o pesquisador cita a importância de ter a Fapesb como parceira no desenvolvimento do projeto: “Nós temos o projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, que permitiu que a gente associasse três instituições líderes em pesquisa em cacau, cada uma na sua área. Eles agregaram muita experiência e toparam participar do projeto”, afirmou.
A monilíase, que ataca o fruto do cacau, é causada pelo fungo Moniliophthora rorericausado. Ela é considerada, atualmente, uma das mais sérias doenças do cacau, superando os danos causados pela praga vassoura-de-bruxa, que devastou parte da economia do cacau na região Sul da Bahia na década de 90. Com a acelerada dispersão da monilíase em países vizinhos ao Brasil, há uma constante ameaça da chegada da doença à Bahia.
De acordo com as pesquisas, até o momento, as variedades de cacau recomendadas para plantio e populações pelo programa de melhoramento do Cepec/Ceplac (Centro de Pesquisa do Cacau), são suscetíveis à Monilíase. O projeto de Uilson tem como foco a prevenção contra a doença nessas populações: “Estamos tentando desenvolver uma variedade que seja resistente à monilíase, à vassoura-de-bruxa e que ainda seja produtiva. Se não precisarmos utilizá-la para combater a monilíase, ótimo, mas estaremos preparados”, disse.
A pesquisa pretende, ainda, desenvolver, em parceira com o CATIE (Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza) da Costa Rica e CIRAD (Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement) da França, um método que permita a identificação desses cacaueiros resistentes, sem o patógeno, nos primeiros meses de vida da planta.
Para saber mais sobre a pesquisa, assista à entrevista completa.
Por: Ascom/Fapesb
Secti e Fapesb visitam Uefs e discutem possibilidades de parceria
O Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida visitou, na última sexta-feira, 27/11, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), acompanhado pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, do Chefe de Gabinete da Secti, Roberto de Pinho, da Diretora Administrativo/Financeira da Fapesb, Cláudia Fiuza e do Assessor Chefe Marcus Americano. O intuito do encontro foi estreitar os laços e conhecer de perto os principais projetos e pesquisas realizados na UEFS.
O Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida visitou, na última sexta-feira, 27/11, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), acompanhado pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, do Chefe de Gabinete da Secti, Roberto de Pinho, da Diretora Administrativo/Financeira da Fapesb, Cláudia Fiuza e do Assessor Chefe Marcus Americano. O intuito do encontro foi estreitar os laços e conhecer de perto os principais projetos e pesquisas realizados na UEFS.
A visita teve início com uma reunião com o reitor da Uefs, Evandro do Nascimento, e a pró-reitoria, onde foram apresentados o cenário da regional e perspectivas de parcerias entre Estado e academia, principalmente em relação à área de inovação. “Precisamos que a inovação gere desenvolvimento e ganhos para a sociedade e toda área do conhecimento pode dar sua contribuição”, falou Mendonça.
Pela tarde, representantes da Secti e da Fapesb visitaram laboratórios de microbiologia, botânica, biotecnologia e modelagem, além do Observatório Astronômico Antares, onde puderam conhecer o projeto de revitalização do espaço. Na oportunidade, Eduardo Almeida e Manoel Mendonça se reuniram com cerca de 20 docentes da Uefs para ouvir questões sobre fomento para áreas de C,T&I, financiamento de pesquisas, empreendedorismo, dentre outras.
Manoel Mendonça apresentou um panorama geral sobre os planos e investimentos da Secti em áreas estratégicas e ressaltou que “temos interesse de escutar a comunidade acadêmica para fazermos esse alinhamento da melhor forma”. Ele também opinou favorável para “que houvesse carreira técnica para o campo de C&T e também reforçar os núcleos de inovação, criando esse ‘Know How’ no Estado”.
Os docentes se comprometeram em encaminhar um documento à Fapesb com todas as demandas relativas aos entraves encontrados pelos pesquisadores da universidade. O diretor presidente da Faspeb enfatizou a importância do bom funcionamento das pesquisas realizadas pelas universidades no estado e disse que a inovação tem papel fundamental na aproximação entre universidade e empresa.
Por: Ascom/SECTI
Pesquisadores apresentam-se na terceira etapa do Concurso Ideias Inovadoras da Fapesb
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) realizou, nos dias 23 e 24/11, no Hotel Vilamar, em Salvador-BA, a terceira fase do Concurso Ideias Inovadoras. O Concurso é uma iniciativa da Fapesb que tem como objetivo promover a cultura do empreendedorismo no estado, reconhecendo ideias inovadoras em diversas áreas do conhecimento. Esta etapa consistiu na defesa oral das propostas classificadas na segunda fase, que foram analisadas pela comissão julgadora composta por consultores ad hocs especializados.
Em 2015, o Concurso foi dividido em oito categorias, sendo elas: (1) Estudantes de Ensino Médio ou Ensino Profissional Técnico de Nível Médio; (2) Graduandos; (3) Pós Graduandos Lato Sensu e Stricto Sensu; (4) Pesquisadores; (5) Graduados Independentes; (6) Inventores Independentes; (7) Inventores da Economia Criativa; e (8) Inovações Educacionais.
Para Isa Coutinho, de 44 anos, a implementação da última categoria contribuirá para que sejam criadas políticas públicas na área de educação, além de possibilitar o desenvolvimento de inovações e novas formas de aprendizagem. Seu projeto de Inovação Educacional se baseia na criação de uma prática educativa ainda inédita no Brasil, onde, através da imersão em jogos digitais, as crianças poderão criar suas narrativas e histórias utilizando novas linguagens. Seu projeto já está em execução em escolas públicas e municipais, mas, para ela, ganhar um concurso como o Ideias Inovadoras poderá popularizar o acesso a tecnologias digitais: “O que a gente quer é implantar nossa prática em diversos espaços, tanto nas esferas públicas quanto privadas a fim de possibilitar que as crianças das classes desfavorecidas tenham equidade no acesso a tecnologias”.
A inclusão digital foi a inspiração para o desenvolvimento do audiogame denominado “Breu”. O criador do jogo, Tarcísio Vaz, de 28 anos, da categoria Graduando Independente, pretende colocar um jovem deficiente visual como protagonista de uma história de suspense. O jogo não tem interface visual e sua narrativa é criada através de sons. Mas a ideia é que não seja exclusivo para deficientes: “Queremos trazer os deficientes visuais para o processo, eles podem jogar, se divertir no mesmo nível que os não deficientes. Em geral, os jogos destinados a esse público são educativos, mas nem sempre divertidos. A gente quer que seja prazeroso para todo mundo”. Para Tarcísio, participar do concurso é bacana porque é uma oportunidade de expor sua ideia para um publico maior. Além disso, o prêmio dá uma validação muito importante para o projeto, facilitando a viabilização no sentido de atrair investidores.
O estudante Péricles Damasceno, de 20 anos, da categoria Estudantes de Ensino Médio, desenvolveu um projeto de um bicicletário, que já está sendo implantado em todos os campi do IFBA para viabilizar o uso desse transporte. Segundo ele, o Concurso é muito importante para os estudantes porque é uma oportunidade de trazer a questão do empreendedorismo para a vida estudantil. Na sua primeira vez participando dessa empreitada, caso seja contemplado com o prêmio, Péricles pensa em ajudar a família e tocar o projeto para frente.
A professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Deusdélia Almeida, da categoria Pesquisadores, desenvolveu, em conjunto com a professora Maria Ângela Lopes e uma equipe de químicos e alunos, um sachê de extrato de cebola desidratada, com poder de manter a estabilidade de óleos utilizados no cozimento de alimentos. A cebola passa por um processo de liofilização, em que é congelada e desidratada a fim de conservar seu poder antioxidante. O produto está sendo testado no azeite de dendê, a fim de aumentar a sua durabilidade: “Apesar de o azeite de dendê ter antioxidantes naturais como os carotenóides e tocoferois, com cinco horas de fritura há quase a perda total de ambos. Então nós criamos uma alternativa, em forma de sachê para a baiana abrir e colocar.” A vantagem, é que, por se tratar de uma substância encontrada na cebola, o produto irá manter as características saudáveis e naturais do óleo. Deusdélia acrescentou que com o surgimento da indústria de cebola processada, as cascas, que normalmente são descartadas, poderão ser utilizadas já que tem grande poder antioxidante.
Na última etapa do Concurso Ideias Inovadoras, serão divulgados e premiados os melhores projetos apresentados na 3ª fase. Poderão ser contemplados até três projetos de cada categoria, totalizando 24 premiados, que receberão um cheque no valor de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para primeiro, segundo e terceiro lugares respectivamente. A avaliação é feita mediante os critérios de originalidade, aplicação prática para resolução de problemas, impactos da inovação, diferenciação, capacidade de inserção no mercado, perfil do empreendedor ou da equipe e clareza na apresentação. O evento de premiação ainda não tem data prevista. Informações adicionais podem ser encontradas na página da Fapesb.
Por: Ana Cely Santana/ Lorena Bertino
Iniciação científica aprimora qualidades do graduando
Passar pela graduação sem fazer iniciação científica (IC) é o mesmo que não aproveitar a faculdade em sua totalidade. Além da vantagem de ter um currículo mais rico, o estudante desenvolve – ou melhora – potencialidades que irão ajudá-lo a conseguir se destacar no mercado de trabalho, independentemente da área profissional que irá seguir.
Passar pela graduação sem fazer iniciação científica (IC) é o mesmo que não aproveitar a faculdade em sua totalidade. Além da vantagem de ter um currículo mais rico, o estudante desenvolve – ou melhora – potencialidades que irão ajudá-lo a conseguir se destacar no mercado de trabalho, independentemente da área profissional que irá seguir.
O processo é metódico e exige muita disciplina. Por esse motivo, na Universidade Salvador (Unifacs), por exemplo, os estudantes são provocados a ingressar em pesquisas científicas a partir do segundo semestre, período considerado “ideal” pela professora/orientadora do curso de psicologia Daniela Moscon. “Nesse período, o aluno tem mais disponibilidade de tempo”.
Segundo a pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Comunitária, Carolina Spínola, há 12 anos a faculdade promove um evento com palestras, mesas, apresentações de concluintes de pesquisas e premiações de incentivo.
O hábito da leitura, o interesse por pesquisa e a tolerância à frustração são algumas das características que os interessados em produzir uma pesquisa científica precisam ter.
Experiência
O domínio de um segundo idioma é outro fator importante. “Isso porque muitos autores consultados são estrangeiros e a pesquisa ganha mais credibilidade quando traduzida”, ressalta Daniela.
Mas não basta ter todos esses atributos. Numa pesquisa científica é fundamental avaliar se o problema colocado apresenta interesse para a comunidade científica e se irá produzir resultados novos e relevantes para a sociedade.
O estudante do 7º semestre do curso de arquitetura da Unifacs Nuno Moreira, 23, está em sua terceira bolsa de iniciação científica. Para ele, a pesquisa soma pontos para quem quer seguir a carreira acadêmica. Além disso, Nuno afirma que as aulas não estavam dando a real perspectiva da necessidade urbana de Salvador.
“Quando comecei a pesquisar, passei a ver a cidade de outra forma. Com o olhar mais apurado sobre suas necessidades”, conta.
Interessado em acessibilidade arquitetônica, as três pesquisas desenvolvidas pelo estudante estão atreladas ao assunto. A mais recente aborda as condições de acessibilidade nas estações do metrô e terminais de integração e seu entorno na região do Iguatemi/rodoviária.
O trabalho foi desenvolvido na perspectiva de contribuir de forma crítica na intervenção realizada pelo governo do estado, priorizando aspectos relacionados aos indivíduos que se deslocam a pé e, sobretudo, ao deslocamento de deficientes e pessoas com mobilidade reduzida.
O discente é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da faculdade, conveniada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).
Para ele, a liberdade de trabalho como bolsista é maior do que em um estágio, apesar de demandar a mesma responsabilidade. “É preciso tempo e muita dedicação porque tem que mostrar resultado. Mas o esforço vai me proporcionar vantagens profissionais”, acredita o estudante, que mantem o próprio sustento por meio da bolsa recebida mensalmente.
Para a orientadora de Nuno, a professora Marília Cavalcante, o aluno que se envolve em pesquisa científica desenvolve uma base teórica conceitual mais sólida ao se deparar com problemas que fazem parte de sua realidade. “O laboratório do aluno de urbanismo é a própria cidade em que vive. Então, para ele, propor análises e soluções é sempre oportuno”, afirma.
Ainda segundo Marília, a experiência é importante porque coloca o aluno em bons contatos profissionais. “O estudante acaba construindo relações mais próximas com professores e pessoas que estão em órgãos públicos. É um ensaio para a vida profissional”, diz.
Fonte: A Tarde
Pesquisadora fala sobre pneumonia em crianças em palestra na Fapesb
Nesta terça-feira, 17/11, a Academia de Ciências da Bahia (ACB) promoveu a palestra “Contribuição da Bahia para o conhecimento sobre Pneumonias em crianças”, ministrada pela Dra. Cristiana Maria Costa Nascimento de Carvalho, docente de infectologia pediátrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A palestra aconteceu na Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).
Nesta terça-feira, 17/11, a Academia de Ciências da Bahia (ACB) promoveu a palestra “Contribuição da Bahia para o conhecimento sobre Pneumonias em crianças”, ministrada pela Dra. Cristiana Maria Costa Nascimento de Carvalho, docente de infectologia pediátrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A palestra aconteceu na Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).
Na ocasião, Dra. Cristiana citou alguns números sobre a incidência da pneumonia na população em geral. Esta doença é considerada a maior causa de mortalidade infantil em crianças de zero a quatro anos no mundo inteiro. Anualmente, são mais de um milhão de óbitos em países em desenvolvimento e mais de três mil óbitos em países desenvolvidos. No Brasil, a pneumonia é o principal motivo de internação de lactentes – crianças em idade de mamar. As atividades de pesquisa da Dra. Cristiana basearam-se na busca de maneiras eficazes para combater esses números alarmantes.
A palestra contou com a presença de Dr. Roberto Santos, presidente da ACB, Dra. Eliane Azevedo, coordenadora do conselho editorial da ACB, Álvaro Almeida, diretor executivo da ACB, docentes e alunos.
Por: Ascom/Fapesb