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Projetos de cinco FAPs selecionados em edital da França
29/01/2016 às 10:03

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Cinco projetos brasileiros foram selecionados para serem realizados em parceria com as instituições francesas INRIA (Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique) e CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). A chamada foi lançada em parceria com nove FAPs (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa) por meio do CONFAP, tendo sido selecionados projetos de cinco estados diferentes. A lista dos aprovados está disponível neste link.
A chamada apoia pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação que serão desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e franceses na área de TIC (Ciências e Tecnologia de Informação e Comunicação). O objetivo é fortalecer a evolução institucional das cooperações já firmadas por meio da formação de equipes associadas e induzir novas cooperações franco-brasileiras.

Por: Coordenadoria de Comunicação do CONFAP

Fapesb adere ao Programa Horizonte 2020
28/01/2016 às 16:02

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Em 2016, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) fará parte do Programa Horizonte 2020, em conjunto com outras FAPs brasileiras. O Horizonte 2020 é um programa de apoio à Pesquisa, Inovação e Cooperação Internacional desenvolvido pela União Europeia (UE).

Com objetivo de responder à crise econômica através do desenvolvimento de tecnologias que possam gerar empregos, crescimento e inovação, o programa promoverá a transferência de tecnologia e sinergias entre Academia e a Indústria. Contando com recurso de cerca de 80 bilhões de euros distribuídos durante os sete anos de vigência do programa (2014-2020), ele se configura, atualmente, como o maior na área de financiamento de pesquisa e inovação da União Europeia (UE).

Candidatos Brasileiros são elegíveis para participar. Os interessados devem acessar este documento que contém as condições e diretrizes do programa.

Por: Ascom/Fapesb

Pesquisadores baianos participam de importantes projetos em Astronomia
22/01/2016 às 15:20

Astronomia

Você já pensou em mapear o céu? O projeto Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey (J-PAS) pretende, nos próximos cinco ou seis anos, realizar esse feito. O projeto que foi concebido pela Espanha e está sendo realizado com o apoio brasileiro – através de recursos humanos e financeiros, – irá mapear o universo tridimensionalmente, em 56 cores, a partir de um observatório astronômico em Sierra de Javalambre, na cidade Teruel, Espanha.

Os pesquisadores envolvidos na empreitada observarão uma área de mais de 8.000 graus quadrados, o equivalente a 1/5 de todo o céu, utilizando dois telescópios – um de 2,5m e outro de 0,80m – que possuem um sistema de filtros capaz de cobrir toda a região visível do espectro eletromagnético. Os telescópios foram projetados exclusivamente para o mapeamento do universo e, além deles, os pesquisadores contarão com a JPCam, a segunda maior câmera astronômica do mundo.

Saulo Carneiro, membro do J-PAS e Diretor Científico da Fapesb, acredita que projetos como esse são importantes máquinas de fomento para a atividade de pesquisa no país: “O fato de o Brasil participar de um consórcio internacional desse porte certamente é um incentivo à pesquisa em Astronomia”. Segundo Saulo, o projeto trará ganhos para área de Astronomia: “O principal ganho é sem dúvida o avanço de nosso conhecimento sobre a estrutura e evolução do Universo. Mas há ainda inúmeros sub-produtos, como desenvolvimento de tecnologia em mecânica fina, ótica, software, transmissão e armazenamento de dados e formação de recursos humanos em todas essas áreas”.

Outros projetos de levantamentos astronômicos, como o Sloan Digital Sky Survey, iniciado nos anos 2000, também pretendem fornecer um mapa em 3D do universo, mas, o maior diferencial do J-PAS se encontra na JPCam. A câmera, que tem sua construção financiada e coordenada por pesquisadores brasileiros, possuirá um mosaico de 14 câmaras CCDs (sensor usado para obter imagens digitais) de grande formato e resolução de 1,2 bilhões de pixels, o que a torna capaz de produzir imagens de alta qualidade e um espectro de baixa resolução dos objetos observados. Ela também alcançará uma quantidade recorde de cores, já que possui 54 filtros estreitos e dois filtros largos.

O pesquisador baiano Cássio Pigozzo, membro do Comitê Científico de Cosmologia Teórica e Fundamentos de Física do J-PAS afirma que essas características da JPCam permitirão a classificação, identificação e localização de milhares de estruturas que dificilmente seriam encontradas: “Devido a este sistema de filtros, espera-se identificar mesmo galáxias pouco luminosas, aumentando nosso catálogo de objetos, e ainda fornecendo informações mais precisas sobre os mesmos”. Segundo Cássio, a maior dificuldade na construção da JPCam se encontra no sistema mecânico da câmera, que precisa dar conta de movimentar as bandejas dos filtros, em cada CCD: “Como temos 56 filtros, este mecanismo também traz desafios para a engenharia brasileira, que tem conseguido marcar seu pioneirismo na área”. Outros pesquisadores, tais como André Ribeiro, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que trabalha no desenvolvimento de um método de classificação de galáxias, também participam do projeto J-PAS. André afirmou que a entrada de pesquisadores de instituições do estado neste projeto ocorreu em virtude de colaborações que já existiam nas áreas de astrofísica extragaláctica e cosmologia.

Orçado em cerca de 30 milhões de euros, obtidos através de um consórcio entre instituições brasileiras (como FAPESP, FAPERJ, FINEP e CNPq) e espanholas, o J-PAS irá mapear e catalogar com alta precisão diversos objetos do sistema solar. As observações computadas vão gerar dados e imagens que serão disponibilizados para astrônomos de diversas partes do mundo e para o público em geral. O mapa e o catálogo, que serão alguns dos maiores e mais completos já feitos, permitirão que pesquisadores busquem explicações para questões fundamentais da ciência. Questões como, por exemplo, de que modo as galáxias se formaram e evoluíram desde o Big Bang, poderão ser solucionadas a partir de informações mais detalhadas sobre a estrutura da Via Láctea. Também será possível, através dessa empreitada, estudar as pistas deixadas pela energia escura na distribuição de matéria escura do universo, dois grandes constituintes da galáxia, que têm sua natureza ainda desconhecida.

Mais de 100 cientistas, pesquisadores e engenheiros do Brasil, Espanha, Estados Unidos e outros países estão participando do projeto, que deve ser concluído em 2019.

 

Astronomia, Cosmologia e Astrofísica na Bahia

Na Bahia há pelo menos três grupos realizando regularmente pesquisas em Astronomia: A Universidade Federal da Bahia (UFBA) possui o Grupo de Gravitação e Cosmologia, que é composto por pesquisadores da universidade e conta com colaborações nacionais e internacionais; a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) possui um grupo de astronomia que atua em diferentes áreas da astrofísica e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) possui o LATO (Laboratório de Astrofísica Teórica e Observacional), em que diversos pesquisadores se dedicam a diferentes temas da astrofísica. Na Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB) há o projeto ‘Astronomia no Recôncavo da Bahia’, que, financiado pela FAPESB e pelo CNPq, busca, através de atividades como observação pública do céu, palestras e oficinas destinadas ao público geral, disseminar e popularizar a Astronomia na região do Recôncavo da Bahia.

Por: Ana Santana/Lorena Bertino

Giro na Ciência: Governo fará programa para popularizar ciência, diz ministro
19/01/2016 às 15:32

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O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, disse hoje (19) que o ministério está elaborando um programa para popularizar a ciência no país. Segundo ele, a intenção é criar espaços onde os estudantes possam ter contato com o universo e os fenômenos científicos: “[Queremos] colocar centros de popularização de criação de ciência para estudantes do ensino básico, nas cidades médias do país, ao longo dos próximos anos para que as pessoas tenham a dimensão da importância da ciência, da tecnologia e da inovação no cotidiano do brasileiro”, explicou Pansera ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

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Pansera citou como referência o Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro no ano passado, no Rio de Janeiro, que abriga mostras e exposições de temas relacionadas às ciências e tem atividades que permitem a interatividade do público. O ministro informou que se reuniu com a equipe do museu para tratar da possibilidade de compartilhar o conteúdo.
O projeto deve envolver também outros ministérios: “Estamos desenvolvendo um programa de popularização da ciência no Brasil. Queremos levá-lo à presidenta Dilma [Rousseff] em fevereiro e apresentá-lo em março ao país”, acrescentou. Ele ressaltou que despertar o interesse dos estudantes para as ciências vai contribuir para a formação de professores e para a melhoria da educação no país. “É um bom momento para lançar um programa de popularização da ciência, aproximando biologia, química, matemática e física da juventude, criando prazer nos jovens e nas crianças com o conhecimento”, afirmou Pansera.

Marco legal
Ao participar do Bom Dia, Ministro, Celso Pansera também falou sobre o novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado na semana passada pela presidenta Dilma, e citou, entre os pontos positivos, a facilitação da importação de produtos e equipamentos vinculados à pesquisa e o estímulo à aproximação entre os setores de pesquisa público e privado. O marco cria regras para estimular o avanço da produção científica no Brasil: “O marco analisa diversas leis que envolvem pesquisa, inovação, tecnologia e as torna mais agéis e um pouco mais próximas da realidade do mercado e da realidade dos pesquisadores”, disse o ministro.

Fonte: Exame

Giro na ciência: Pesquisadores brasileiros começam a adotar RG acadêmico
16/01/2016 às 15:32

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Instituições brasileiras começam a adotar o identificador Orcid, assinatura digital global para autores científicos e acadêmicos.

Nos próximos meses, os 3,5 mil docentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) serão convocados a se cadastrar no Orcid (sigla para Open Researcher and Contributor ID) e passarão a ter um número de identificação que servirá como uma assinatura digital no ambiente científico global, sem risco de confusão com homônimos. Quando forem submeter um artigo a uma revista científica, por exemplo, precisarão apenas informar sua sequência particular de 16 números, como a de um cartão de crédito, para que suas informações, tais como nome, assinatura padronizada e afiliação, sejam preenchidas no formulário.

Essa é um das utilidades mais palpáveis do registro, mas suas aplicações são mais amplas. Cada usuário pode, se quiser, construir um perfil reunindo sua produção acadêmica, numa espécie de currículo acadêmico certificado. Seus novos papers serão automaticamente recuperados, pois o número de identificação único se conecta com bancos de dados de revistas científicas e repositórios de instituições que se afiliaram ao sistema. A produção científica pregressa também pode ser resgatada. O usuário pode intercambiar dados entre perfis acadêmicos e profissionais, tais como o ResearcherID, da empresa Thomson Reuters, o Scopus e o Mendeley, da editora Elsevier, ou o LinkedIn. Dessa forma, um currículo com informações certificadas pode se tornar acessível a editores e revisores de revistas científicas, agências de fomento e programas de avaliação.

O registro de autores é gratuito, mas instituições podem se afiliar à plataforma, pagando uma taxa anual para integração de sistemas e suporte. A intenção da Unesp é aperfeiçoar a identificação dos seus afiliados no repositório institucional, que reúne dados sobre 92 mil itens da produção científica de docentes e pesquisadores da instituição. A construção do repositório partiu do zero há pouco mais de dois anos e buscava atender a uma demanda da FAPESP para reu-nir, preservar e dar acesso aberto à produção científica dos pesquisadores das três universidades estaduais paulistas.

Esse esforço, diz Flavia Maria Bastos, coordenadora das bibliotecas da Unesp e do programa de repositório institucional da instituição, exigiu um trabalho minucioso de tratamento das informações disponíveis em bases de revistas científicas e no currículo Lattes dos docentes para identificar a produção de cada um deles, a despeito de não usarem uma assinatura padronizada em todos os artigos – é comum, principalmente quando o autor tem vários sobrenomes, que assinaturas apareçam com abreviações diferentes. “Agora, quando um docente da Unesp publicar um artigo científico, nosso sistema conseguirá recuperar imediatamente os dados sobre esse paper e vinculá-lo à sua produção científica”, diz Flavia. “Com isso, teremos dados de qualidade sobre a produção de cada pesquisador, de cada unidade da Unesp e da universidade como um todo. Ainda hoje, apesar dos esforços para criar o repositório, temos parte da nossa produção oculta por ambiguidade de nomes de pesquisadores e da própria Unesp, cuja sigla às vezes é confundida com a da USP e até da Universidade Paulista, a Unip.”

Trabalho de coleta
A Unesp é a primeira instituição brasileira a se afiliar ao Orcid, mas em breve deverá ter companhia. A Universidade de São Paulo (USP) também planeja afiliar-se em 2016. Com um repositório criado em 1985 que congrega mais de 700 mil registros da produção intelectual de seus pesquisadores, inclusive cópias físicas, a USP pretende, com o cadastro universal, tornar automática a recuperação da produção científica, facilitando o trabalho de coleta. Hoje, a equipe do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP cadastra o nome de cada um dos pesquisadores em bases de dados de publicações científicas para receber mensagens de alerta quando seus artigos científicos são publicados. O passo seguinte é baixar uma cópia do documento e preservá-lo no repositório. “Queremos usar o Orcid para facilitar o rastreamento e trazer os metadados das várias fontes que se interligam por meio de número de identificação único, como o ResearcherID. Essa ferramenta possibilitará que a universidade monitore sua produtividade intelectual por meio dos indicadores”, diz Maria Fazanelli Crestana, coordenadora do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.

O Orcid é uma organização sem fins lucrativos que reúne registros de 1,78 milhão de pesquisadores, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de 28 mil brasileiros já se cadastraram. Em maio passado, a organização criou um escritório em São Paulo para ampliar sua presença na América Latina que, além do acordo recente com a Unesp, já obteve afiliações da biblioteca virtual Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal (Redalyc), sediada no México, e do Consejo Nacional de Ciencia, Tecnologia e Innovación Tecnológica, órgão de planejamento científico do governo do Peru que quer integrar o Orcid ao currículo dos pesquisadores do país. “Estamos conversando com autoridades brasileiras sobre a possibilidade de integrar ao Orcid os dados da Plataforma Lattes, que reúne mais de 4 milhões de currículos de pesquisadores e estudantes brasileiros”, diz Lilian Pessoa, historiadora formada na USP que se tornou representante do Orcid para a América Latina.

A plataforma foi criada nos Estados Unidos em 2011 com a intenção de contornar um problema que atrapalha universidades, editoras de publicações científicas e bibliotecas: a dificuldade de distinguir autores com sobrenomes muito comuns e identificar sua contribuição acadêmica. O peso crescente da China na ciência internacional tornou ainda mais desafiadora a tarefa de identificar a produção de homônimos. Ocorre que 85% da população chinesa compartilha um conjunto de pouco mais de uma centena de sobrenomes. “O Orcid resolve o problema da ambiguidade, pois não há dois pesquisadores com o mesmo número de identificação”, diz Lilian Pessoa. “Se uma pesquisadora muda de sobrenome quando se casa, seu Orcid vai permanecer o mesmo e ela não terá dificuldades em identificar sua produção”, explica Antonio Álvaro Ranha Neves, professor da Universidade Federal do ABC, entusiasta da nova plataforma que se registrou em 2013 e se tornou embaixador da iniciativa no Brasil. A função, de caráter voluntário, consiste em disseminar seu uso no ambiente acadêmico. “É possível usar o Orcid inclusive para identificação de autores em seus sites pessoais e blogs.”

A ideia de um cadastro individual para os pesquisadores não é nova. A empresa Thomson Reuters criou em 2008 o ResearcherID, código que identifica pesquisadores e congrega sua produção científica registrada na base de revistas Web of Science (WoS). A editora Elsevier, que mantém a base de revistas Scopus, lançou o similar Scopus Author Identifier, assim como o Google desenvolveu o Google Scholar ID, que captura a produção científica de várias fontes na internet e constrói perfis de pesquisadores, oferecendo inclusive indicadores como citações e índice-h. “Essas iniciativas tinham uma limitação. No caso do ResearcherID e do Scopus, pertencem a empresas que buscam vender serviços e indicadores e seus resultados são abertos só para assinantes”, diz Neves. “Além disso, baseiam-se num conjunto específico de revistas, as indexadas em cada base de dados, e não em toda a produção.”

Egressos
A vantagem do Orcid sobre os outros sistemas é ter um registro capaz de recuperar dados de qualquer fonte que aceite o identificador como referência, incluindo os bancos de dados de revistas indexadas, repositórios institucionais, bancos de teses e até perfis de redes sociais acadêmicas. A plataforma foi criada com o apoio de editoras científicas, como as do grupo Nature, interessadas em melhorar o fluxo e fidedignidade dos metadados (dados sobre os dados) de artigos científicos e facilitar o trabalho dos editores e revisores na avaliação de manuscritos. Várias universidades se juntaram à iniciativa, como Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. “A Boston University adotou o Orcid não só para seus professores e pesquisadores, mas até mesmo para alunos de graduação. Com isso, busca avaliar a produção dos egressos e acompanhá-los em sua trajetória profissional”, diz Antonio Neves.

Em países como Portugal e Itália, o Orcid foi adotado por órgãos de governos para identificar a produção dos pesquisadores. O recurso ganha adeptos no Reino Unido, onde o Higher Education Funding Council for England (Hefce), um dos órgãos responsáveis pela cara e minuciosa avaliação das universidades que acontece a cada cinco anos, passou a encorajar pesquisadores a criarem seus registros e tornarem mais visível sua produção. Instituições de fomento, como os Institutos Nacionais de Saúde, dos Estados Unidos, e o Welcome Trust, do Reino Unido, introduziram o registro em seus sistemas de avaliação e passaram a exigir o número de identificação dos pesquisadores que apresentam pedidos de financiamento.

Para Abel Packer, coordenador da biblioteca digital brasileira SciELO, que reúne 280 revistas em regime de acesso aberto, a adoção do Orcid é uma tendência irreversível, mas a velocidade com que isso acontece ainda é lenta. “O crescimento tem sido constante, mas não foi o boom que se esperava”, afirma. O formulário de submissão de manuscritos de mais de uma centena de revistas do SciELO tem um campo opcional para a inclusão do Orcid. “Mas apenas 5% dos autores informam seus dados, proporção que se repete em revistas de outros países”, afirma. O ideal, diz Packer, é que revistas científicas e agências de fomento tornassem obrigatória a inclusão do registro. “O Orcid só se tornará consenso, como o sistema de identificação DOI se tornou para identificar artigos científicos, se for obrigatório. A grande adesão à Plataforma Lattes se deu quando ela se tornou mandatória para os estudantes de pós-graduação e docentes”, afirma. “Mas muitas revistas científicas resistem em exigir o registro porque temem espantar autores.”

A consolidação do Orcid é lenta, na avaliação de Packer, porque muitos autores ainda não perceberam a utilidade no uso do registro assim como as universidades, editoras e agências. “Um grande contingente de pesquisadores mantém perfis em redes sociais científicas, como o ResearchGate, a Academia.edu e o Mendeley, onde reúnem e tornam públicos seus trabalhos científicos. Para muitos deles, inscrever-se no Orcid é apenas uma tarefa a mais para atingir o mesmo objetivo”, diz.

Para Packer, um passo fundamental para disseminar o Orcid no Brasil é integrá-lo à Plataforma Lattes. “Para os pesquisadores brasileiros, seria bastante útil se a informação que eles já registraram no currículo Lattes fosse recuperada de forma automática pelo Orcid”, afirma o coordenador do SciELO, para quem o Lattes precisa urgentemente se reinventar. “A plataforma brasileira precisa de uma inovação radical para não ficar para trás. Desenvolveu-se como uma base de currículos única e exemplar no mundo, mas nos últimos anos deveria ter se tornado uma rede social por meio da qual os pesquisadores pudessem fazer networking e trabalhar em redes, a exemplo do que aconteceu com Mendeley ou ResearchGate. A perda de espaço do Lattes e as barreiras que se impõem ao acesso e intercâmbio de dados é algo trágico e revela a dificuldade do Brasil em inovar”, afirma.

 

FONTE: Rev

App desenvolvido com apoio da Fapesb auxilia usuários na escolha do programa do fim de semana
13/01/2016 às 16:15

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Escolher a programação para o fim de semana é uma tarefa divertida, mas que pode tornar-se ainda melhor com a ajuda de um aplicativo (app) criado exatamente para este fim. O “Today” é um app de interação social que traça o perfil individual de consumo do usuário para ajudá-lo a escolher o melhor destino da noite. A ferramenta foi Desenvolvida pela empresa Maqhin, através do Edital Fapesb/Finep 029/2013 – Tecnova, que apoia projetos inovadores de empresas baianas.

Segundo Rafael Câmara, diretor de negócios da Maqhin, o app pretende captar milhares de usuários em Salvador através de um sistema seguro, altamente interativo e com uma interface fácil: “O mercado de entretenimento está sempre buscando formas de atrair público para os seus estabelecimentos. Existem poucas ferramentas de qualidade com o objetivo de auxiliar o consumidor final imparcialmente”. Assim, o Today vai ajudar os indecisos a escolherem o lugar ideal para sair à noite, de acordo com seus gosto e necessidades pessoais.

O app vai usar a ferramenta “Check In” do facebook, que identifica o local em que o usuário se encontra no momento da postagem para determinar os possíveis destinos, baseando-se nos locais em que a pessoa costuma frequentar. Bares, restaurantes, boates e shows são alguns dos tipos de entretenimento que estarão disponíveis para consulta. O aplicativo utilizará também técnicas de gamificação, onde a utilização assídua do app gera pontos para o usuário, podendo ser utilizados em descontos ou prioridade na entrada do evento.

O maior diferencial do Today está no fato deste app não funcionar apenas como uma agenda de eventos. Ele permite que a pessoa coloque o nome em listas de desconto e, ainda, ao confirmar o nome, o consumidor pode optar por ver fotos e socializar, através de um chat, com as pessoas que também frequentam no local: “Essa interação fica dentro do ambiente e é restrita aos usuários que quiserem conversar, paquerar, trocar informações ou conhecer novas pessoas. Tomamos muito cuidado com isso”, afirma Rafael.

Com os recursos disponibilizados pela Fapesb e Finep, a Maqhin conseguiu desenvolver todo o app: “Tudo relacionado à técnica foi realizado com apoio das duas instituições, inclusive para criar a comunicação visual de todo o aplicativo”. A primeira versão ou o mínimo produto viável – ainda sem todas as ferramentas propostas – foi lançada em dezembro.

Por: Ascom/Fapesb

Laboratório de Elevação Artificial da UFBA reproduz extração de petróleo em escala real
08/01/2016 às 16:34

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Os cursos de Engenharia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) contam, há mais de 11 anos, com o Centro de Capacitação Tecnológica em Automação Industrial (CTAI). O CTAI é um complexo formado por nove laboratórios dedicados ao estudo, pesquisa, desenvolvimento e execução de projetos e atividades de ensino e extensão. Ele integra ambientes de estudo, laboratórios e o atendimento a empresas em atividade, nos polos regionais. Formado em 2004 por uma associação de professores, pesquisadores e técnicos, o Centro atua no desenvolvimento de pesquisas multidisciplinares nas áreas de engenharia mecânica, engenharia de controle, automação e software. Para o professor Herman Lepikson, fundador do Centro, o complexo contribui de forma significativa com o ensino de graduação e pós-graduação da Escola Politécnica da UFBA: “Além de produzir conhecimento, o CTAI produz mão de obra qualificada”.

Um dos laboratórios que se encontram no Centro é o Laboratório de Elevação Artificial (LEA), que foi inaugurado em 2011 e tem uma estrutura única no estado. A Elevação é o processo utilizado na indústria de petróleo e gás para transportar verticalmente os líquidos produzidos por um reservatório (óleo e água) do fundo do poço até o ponto externo do poço, na superfície, vencendo a força da gravidade. Existe casos em que a elevação ocorre naturalmente, mas na maior parte dos poços é feita artificialmente. O Laboratório reproduz fielmente a elevação artificial, em que a pressão do reservatório não é suficiente para vencer o peso da coluna no poço. Para que o mesmo realize o processo de elevação, é necessário a adição de energia externa, e no caso do LEA, essa energia é gerada por meio da instalação de bombas especiais dentro do poço.

No Laboratório foram construídos três poços de produção de petróleo em escala real: o primeiro poço foi equipado com um sistema de Bombeio Centrífugo Submerso (BCS), o segundo, com um sistema de Bombeio Mecânico e o terceiro será, ainda, equipado com Bombeio de Cavidades Progressivas (BCP). Com essa tecnologia é possível reproduzir fielmente o contexto encontrado em operações em poços de petróleo. Para desenvolver a pesquisa e o desenvolvimento de técnicas de produção e estudos avançados em métodos de elevação de petróleo, o LEA conta com apoio da Petrobrás. Leizer Schnitman, Coordenador do CTAI, afirma que o trabalho desenvolvido com a Petrobrás visa minimizar o consumo energético da empresa, para que os equipamentos operem gastando a menor quantidade de energia possível sem perder produção.

No caso do sistema de BCS, uma bomba centrífuga de vários estágios é instalada no fundo do poço, amais de dois mil metros de profundidade. Segundo Leizer, se essa bomba apresentar algum problema, o custo para realizar esse conserto é enorme já que é preciso parar uma produção inteira, além de deslocar sondas e navios. Então, antes de instalar essas bombas no fundo do mar, muitos testes são feitos para garantir o bom funcionamento do equipamento: “São feitos antes de instalar, porque depois, eles custam milhares de dólares por dia para serem realizados”. No LEA existe um projeto na área de análise de vibração do BCS, um teste que utiliza um método não invasivo: “É como um transformador na rua, você escuta ele fazendo um barulho, vibrando, então tem alguma coisa errada”, afirma Leizer.

Os outros laboratórios do Centro são os de Software, Controle, Pesquisa e Desenvolvimento, Visão Computacional (IvisionLab), Desenvolvimento de Sistemas de AeroDesign, Hidráulica e Pneumática Industrial e Usinagem e Prototipagem Mecatrônica. Desde a criação do CTAI, grande parte das suas instalações contam com apoio da Fapesb, através de editais de Infraestrutura, que possibilitaram a obtenção de diversos equipamentos, aparelhos e kits.

Para Herman, um dos grandes desafios que se impõem ao pesquisador é dirigir o foco às necessidades da sociedade. Nesse sentido, houve uma aproximação natural do CTAI com a indústria: “A ligação do conhecimento, que é a parte da universidade, com as necessidades do mercado, que é a parte das empresas, é muito importante”. Ele cita que a tecnologia desenvolvida pelo LEA aliada à aplicação em empresas permite que os profissionais possam, inclusive, localizar petróleo em locais distantes ou remotos. Isso, antes, era impensável: “Acredito que isso pode afetar no desenvolvimento de toda uma região”.

Além da Petrobrás, o complexo é parceiro da Rockwell Automation, uma das maiores empresas do mundo dedicada à automação industrial. Segundo Raul Groszmann, diretor de Relações Institucionais da Rockwell, a universidade gera recursos para que as empresas melhorem a eficiência dos equipamentos e aumentem sua produtividade. Em contrapartida, a indústria é levada para dentro da universidade, que consegue desenvolver pesquisas aplicadas a fim de se adequar às necessidades do mercado: “É um relacionamento ganha-ganha, de longo prazo”, ressalta Raul.

Por: Ana Cely Santana/Lorena Bertino

Empresa cria sistema inovador de tratamento de água com apoio da Fapesb
06/01/2016 às 11:55

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A empresa WWT está desenvolvendo, com apoio da Fapesb/FINEP pelo edital 029/2013 – TECNOVA, o W-Brand, um sistema inovador de tratamento de águas. A parte inovadora do projeto consiste na associação de uma tecnologia de tratamento físico, que utiliza emissão de ondas eletromagnéticas, a um sistema de osmose reversa (OR), em que a água é submetida à alta pressão em uma membrana com poros extremamente finos, o que possibilita obtenção de água potável.

O tratamento da água através de osmose reversa já é conhecido e utilizado como alternativa para dessalinizar água de poços artesianos e salinas. Inclusive, já foram abertos alguns editais pelo Governo do estado para aquisição de aparelhos de OR, a fim de melhorar o contingente de água potável disponível. Mas, segundo Caio Cavalcante, pesquisador da WWT, por conta da má utilização e das condições críticas da água do sertão nordestino, os aparelhos, que são caros, acabam não durando muito: “O que foi uma alternativa para resolver o problema acabou resolvendo parcialmente, mas não de forma contínua”. A associação da osmose com o tratamento físico visa aumentar a durabilidade das membranas utilizadas na OR, a fim de baratear os custos do processo: “A tecnologia da empresa agregada ao processo de OR poderá propiciar um produto final de qualidade com menores custos operacionais para o cliente”.

Apesar de o Brasil possuir a maior reserva de água doce do mundo, as questões relacionadas à má distribuição da água geram problemas econômicos e sociais. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, no Brasil, 82,5% da população é atendida com o abastecimento de água potável e que cerca de 35 milhões de brasileiros não tem acesso a este serviço. O estudo ainda apontou que, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Isso significa que 37% da água no país é perdida em vazamentos, roubos, ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo atinge, anualmente, cerca de 8 bilhões de reais.

Olhando por esse viés, um dos maiores benefícios que a pesquisa pode trazer é de cunho social: “A expectativa é que a tecnologia aumente a competitividade na produção de água dessalinizada tanto em escala industrial, quanto em lugares que têm pouca oferta de água potável”. Isso ajudará, principalmente, as pessoas que moram na região árida do sertão e não têm fácil acesso à água potável.

Atualmente, a WWT tem como foco da pesquisa o tratamento de água de poços artesianos e salinas para as indústrias que precisam deste insumo para realizar seu processo produtivo. Mas, paralelamente, o método poderá ser pensado em menor escala para outros setores, inclusive para consumo humano.

Por: Ana Cely Santana/Lorena Bertino

Giro na Ciência – Professor brasileiro voluntário é finalista de concurso de melhor do mundo
17/12/2015 às 17:33

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O que você faria com US$ 1 milhão? Marcio Andrade Batista sonha com uma viagem. Mas não para alguns dos destinos mais procurados por brasileiros, como Orlando e Nova York.

O professor mato-grossense quer ir para o Acre – mais especificamente para regiões do estado amazônico que possam se beneficiar de seu projeto de iniciação científica para crianças usando conhecimentos práticos de atividades rurais típicas.

Antes, porém, Batista precisa fazer história no concurso Global Teacher Prize e conseguir se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o chamado “Nobel da Educação”, entregue a “um professor excepcional que tenha feito uma contribuição extraordinária para a profissão”.

Ele é o único brasileiro na lista de 50 finalistas divulgada nesta quarta-feira pela ONG Varkey Foundation – trata-se da primeira vez em três anos de concurso que um representante do país é selecionado.
O nome do vencedor será anunciado em março, durante um evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Castanhas

Batista é doutorando em Engenharia pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e trabalha como voluntário. Ele começou a dar aulas de ciência e sustentabilidade em 2010, depois de perceber que escolas rurais de Mato Grosso tinham dificuldades em obter material de ensino e tecnológico. Em colaboração com a UFMT e o Senai, o professor desenvolveu um programa de iniciação científica em estabelecimentos de ensino.

A ideia surgiu durante uma visita à Juína, município que fica mais perto da Bolívia que das principais cidades brasileiras. Andrade viu na atividade extrativista do baru, um tipo de castanha comestível, uma chance de trabalhar a percepção de alunos de escolas locais.

“Basicamente, você pode comprar essa castanha por uma mixaria. Mas ela também oferece um potencial para se transformada em outros produtos. O que bastava era dar às crianças condições de imaginar isso”, explica.
A metodologia baseada na aplicação das ciências à vida cotidiana dos estudantes teve frutos inesperados: um dos alunos, Bianca de Oliveira, ficou em terceiro lugar na edição de 2012 do Prêmio Jovem Cientista, com um projeto de criação de farinhas integrais a partir do baru.

Foi a primeira vez em 26 anos que um representante do Mato Grosso foi agraciado. A menina recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.

“Em outra escola, desenvolvemos um projeto em que estudantes passaram a fazer pães e sorvetes com o soro do queijo produzido por pequenos produtores. Isso pode até ser usado na merenda escolar. Novamente, incentivamos os alunos a usarem a ciência em sua realidade. Eles são pequenos diamantes que só precisam de uma pequena polida. É muito melhor que apenas tentarmos ensinar ciência tradicional na sala de aula. E estamos descobrindo maneiras de melhorar suas vidas”, diz o professor.

Prêmios

O professor já tem troféus na estante e, recentemente, ganhou o Prêmio Novelis de Sustentabilidade, desenvolvendo um tipo de carregador de baterias de celular movido a energia solar e que pode ser acoplado a bicicletas.

O Global Teacher Prize foi criado em 2014, com o intuito de elevar o status da profissão do educador. “Buscamos celebrar os melhores professores, aqueles que inspiram seus alunos e a comunidade ao seu redor. A Fundação acredita que uma educação vibrante desperta e dá suporte a todo o potencial dos jovens. O status dos professores em nossas culturas é fundamental para nosso futuro global”, diz o site.

A relação de finalistas do prêmio tem representantes de 29 países do mundo, que concorrem à premiação em dinheiro.
A Varkey Foundation recebeu inscrições de professores de 148 países, mas os finalistas são de apenas 29 nações. “Estou bastante honrado por estar nessa lista e espero que minha proposta convença os jurados. Se vencer, usarei o dinheiro do prêmio para poder percorrer o Centro-Oeste levando o projeto. Hoje eu faço tudo sozinho. Sem ganhar coisa alguma, apenas porque acredito que posso ajudar essas crianças a aproveitarem o potencial em volta delas”, conta o professor à BBC Brasil, em entrevista por telefone, em Pontal do Araguaia (MT).

Batista se inscreveu no Global Teacher Prize ao ler uma reportagem sobre a honraria. “É muito gratificante ver nosso esforço reconhecido. Despertar o interesse dos alunos para que eles entendam melhor o mundo em que vivem, não apenas o conhecimento mais tradicional passado em sala de aula. Isso é muito mais importante socialmente para a vida deles”.

Fonte: Portal G1

Fapesb participa da entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação
14/12/2015 às 14:00

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O dia em homenagem aos Engenheiros, comemorado na sexta-feira (11) foi encerrado com a entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação. A honraria premiou estudantes de engenharia e de cursos técnicos da Bahia que apresentaram trabalhos ligados às áreas de energia, saneamento básico, construção civil, segurança pública, produção agrícola e produção mineral. Os trabalhos vencedores foram: Hidrogênio como combustível em fornos nas olarias (1º lugar/Estácio FIB); Emissão zero de carbono: geração de energia elétrica por meio de um ciclo kalina e fotobiorreatores (2º lugar/Ufba) e ICETEC – Refrigeração automotiva, uma nova solução (3º lugar/Senai Cimatec).

Para o presidente do Crea-BA, engenheiro mecânico Marco Amigo, esta foi uma das melhores comemorações ao Dia do Engenheiro pois contemplou não só a velha, mas também a nova geração. “Fizemos uma comemoração com a turma formada em 1965 e agora parabenizo todos que fizeram esse prêmio ter o sucesso que teve. O Conselho entende que devemos homenagear as referências: Arlindo Fragoso chegou perto da perfeição, com a construção da Politécnica entre outras grandes obras, e os trabalhos inscritos no Prêmio, feito por jovens e professores, também são nossas referências atuais”, destaca.

A deputada estadual, Maria Del Carmen (PT), que também é engenheira, participou do evento e destacou a importância do prêmio. “É uma alegria ver estudantes construindo sonhos com o intuito de melhorar a vida das pessoas, contribuindo para um mundo melhor. Toda profissão existe para servir e somos felizes em servir como engenheiros”, observa.

Para o presidente do Instituto Politécnico da Bahia, professor Caiuby Alves, o Prêmio de Inovação abre espaço para o processo de renovação e de reviver a engenharia. “Esta é a melhor homenagem que pode ser feita à memória de Arlindo Fragoso”, enfatiza.

O assessor chefe da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia, Marcus Americano da Costa, que é bisneto do primeiro presidente do Crea-BA, José Americano da Costa, destacou sua ligação “genética”com o Conselho e ressaltou a proximidade do prêmio com a Fapesb. “Promove o ecossistema de inovação. O Crea está concretizando o sonho da juventude e a engenharia agradece.”

Para Leila Vita, assessora técnica da Diretoria de Inovação e Competitividade da Secti, o prêmio traz os estudantes para a demanda do mercado que exige profissionais inovadores. “A Secti tem diversas linhas de apoio e uma delas é o Parque Tecnológico, que é um ambiente de inovação. Abrimos o edital da incubadora de empresas com subsídio para aqueles que querem abrir empresas. Aproveito a oportunidade para parabenizar todos os estudantes que participaram do prêmio e mostraram que apesar de estarem na Academia, não se desvinculam do mercado”, finaliza.

Solenidade – A entrega do Prêmio Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação, promovido pelo Conselho e Instituto Politécnico da Bahia (IPB) movimentou as turmas de engenharias das universidades selecionadas. Nove equipes concorreram na primeira edição, que teve o objetivo de estimular a geração de conhecimento e a cultura empreendedora.

Durante a solenidade, foi exibido um documentário feito com as equipes que se dedicaram ao prêmio. Foram premiados os três melhores projetos, conforme decisão da comissão julgadora composta por integrantes da Escola Politécnica da Ufba, do Crea e da Mútua, do Instituto Politécnico, da Secretaria de Ciência e Tecnologia da Bahia, do Sebrae, de professores de instituições de ensino superior privados e públicos e de um jornalista da área de economia e negócios.

Cada equipe premiada, incluindo seu professor orientador, recebeu o troféu e a medalha Arlindo Fragoso de Tecnologia e Inovação – Edição 2015. Os 10 projetos classificados para a seleção final receberam o Certificado de Atividades Acadêmicas Relevantes emitido pelo CreaJr-BA e o professor, o Certificado de Orientação. Além disso, as equipes com os melhores projetos ganharam R$ 10 mil (primeiro colocado), R$ 5 mil (segundo colocado) e R$ 3 mil (terceiro colocado).

Fonte: Ascom Crea-BA

Copa do Mundo das Startups em Salvador tem início nesta sexta-feira, 11/12
10/12/2015 às 16:46

Vinte startups brasileiras de impacto social disputam, nesta sexta-feira (dia 11), a final nacional do 1776 Challenge Cup – “A Copa do Mundo das Startups”. (…)

Giro na Ciência – Brasil desenvolve remédio inovador contra efeito de quimioterapia
10/12/2015 às 12:04

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Após dez anos de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil conseguiu criar um remédio que reduz os efeitos colaterais do tratamento de câncer. O medicamento, que deve chegar ao mercado no ano que vem e que foi aprovado há pouco mais de um mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou com financiamento de R$ 12 milhões da Finep. O fato foi amplamente repercutido na imprensa nesta sexta-feira, 4/12.

Produzido inteiramente no País, o Fiprima (filgrastim) é o primeiro medicamento biossimilar da América Latina. Biossimilares são parecidos a medicamentos biológicos, que por sua vez são produzidos a partir de um organismo vivo, e não apenas por meio da manipulação química de sais em laboratório. Isso torna o seu desenvolvimento muito mais complexo. Em todo o mundo existem apenas 20 biossimilares registrados, incluindo o produto brasileiro, que são considerados uma nova fronteira para a indústria farmacêutica global.

A novidade é uma versão de um medicamento biológico originalmente desenvolvido pela Roche, cuja patente expirou no início dos anos 2000. Ela é indicada para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pela realização de tratamento quimioterápico e permite o restabelecimento da imunidade, evitando o surgimento de doenças infecciosas oportunistas. O novo biossimilar foi desenvolvido pela Eurofarma e, por meio de um acordo de transferência de tecnologia, será produzido pela Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a produção própria, o Ministério da Saúde deve economizar cerca de R$ 9,3 milhões por cinco anos.

O remédio é fundamental para os pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos e que acabam apresentando uma contagem muito baixa dos glóbulos brancos que ajudam no combate às infecções, chamados neutrófilos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo a cada ano. Apenas no Brasil, o Inca estima 580 mil novos casos em 2015.

Fonte: Portal Finep

Fapesb divulga distribuição por instituição do Edital Universal
07/12/2015 às 16:42

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A Diretoria Científica da Fapesb divulgou nesta segunda-feira a distribuição, por instituição, dos projetos aprovados no Edital 005/2015-Universal. Ao todo, foram encaminhadas 738 propostas, das quais 708 foram enquadradas e 109 beneficiadas.

O edital foi dividido em três faixas distintas, sendo elas: Faixa A – Destinada exclusivamente a pesquisadores que obtiveram o título de doutor a partir de 2007, inclusive; Faixa B – Destinada exclusivamente a pesquisadores Bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ/DT) do CNPq categoria 2, ou ainda, a pesquisadores que não possuem bolsas destas modalidades, em qualquer categoria; e Faixa C – De livre concorrência.

Para saber mais detalhes do resultado do Edital Universal 2015, clique aqui. Para ver a distribuição por área do conhecimento, clique aqui.

Por: Ascom/Fapesb

Pesquisadores baianos criam plataforma para geração de células-tronco pluripotentes induzidas
04/12/2015 às 10:46

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Em 29 de maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal aprovou, sem restrições, a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas e tratamentos no Brasil. A condição é que os embriões sejam inviáveis (sem potencialidade de desenvolvimento celular) ou estejam congelados por mais de três anos. As células-tronco embrionárias possuem um enorme poder de diferenciação, podendo gerar qualquer célula do corpo humano, caso recebam o estímulo necessário. São, por isso, chamadas pluripotentes. Isso as difere das células-tronco adultas, que são retiradas de tecidos já diferenciados, como sangue, pele, fígado e até do cabelo e, portanto, conseguem basicamente se diferenciar para formar células do mesmo tipo do lugar de origem. Existe, porém, um outro tipo de célula que é retirada do próprio indivíduo adulto e que é reprogramada para possuir as mesmas características da célula-tronco embrionária. São as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC).

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), por meio do edital de Apoio a Projetos Estratégicos, os pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC) do Hospital São Rafael, em Salvador-Ba, conseguiram estabelecer uma plataforma para geração de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC). O pesquisador Bruno Solano, médico coordenador do CBTC, é o responsável pela condução dos experimentos com iPSC. Ele explica que as células adultas são retiradas do indivíduo e levadas para o laboratório, onde passam por um processo de modificação, chamado de reprogramação celular. Nele, as células deixam de ser diferenciadas e tornam-se células-tronco pluripotentes, como as embrionárias. “Por isso que estas células são chamadas de pluripotentes induzidas, pois a pluripotencialidade foi induzida em uma célula que não tinha esse potencial antes”, explica.

Ainda hoje, as terapias que se propõem a utilizar células embrionárias enfrentam certa resistência, uma vez que é necessário destruir o embrião. Existem problemas éticos e religiosos que dividem a opinião pública, causando discussões sobre a importância da pesquisa científica versus a valorização da vida. O uso de células-tronco pluripotentes induzidas pode acabar com estes conflitos éticos, pois é possível obter uma célula equivalente à embrionária sem utilizar embriões, o que abre uma perspectiva muito grande para a terapia celular.

Foi um pesquisador japonês chamado Shynia Yamanaka que, em 2007, descobriu que as células do organismo adulto podem ser reprogramadas para tornarem-se pluripotentes. Esta descoberta rendeu-lhe o Prêmio Nobel de medicina em 2012. A tecnologia necessária para criar as iPSC é cara e só foi possível trazê-la para a Bahia graças ao apoio da Fapesb: “Fizemos o treinamento no exterior, no Hospital San Rafaelle de Milão, e trouxemos essa tecnologia para a Bahia. É uma tecnologia cara, então o apoio da Fapesb é fundamental para concretizar este projeto”, diz Bruno.

O uso terapêutico das iPSC requer muitos cuidados pois, como possuem pluripotência aumentada, estas células têm a capacidade de se transformar em qualquer tecido, podendo formar, inclusive, tumores. Por isso, ao contrário das células-tronco adultas, elas não podem ser diretamente injetadas no paciente. É preciso diferenciá-las primeiro: “Se eu quero tratar uma doença do fígado, por exemplo, vou ao laboratório para transformar as células iPSC em células do fígado e depois utilizo estas células diferenciadas para tratar o paciente”, explica o pesquisador. “Pretendemos, futuramente, desenvolver outros protocolos para gerar células diferenciadas adultas, células do coração, do fígado, células que produzem insulina e então fazer estudos pré-clínicos com testes em modelos animais, para termos a base para propor qualquer estudo em humanos”.

A primeira etapa do projeto consistiu em estabelecer a tecnologia. Agora, os pesquisadores já são capazes de fazer o processo de reprogramação e obter células-tronco pluripotentes induzidas. O próximo passo é melhorar o protocolo para que ele se torne adequado para futuras aplicações clínicas. Este processo é chamado de GMP, que significa boas práticas de manufatura (Good Manufacturing Practice). As células passam por um processo de manufatura e certificação de acordo com a regulamentação da ANVISA, para que possam ser usadas em pacientes. No momento, ainda não há uso clínico e as pesquisas estão sendo realizadas in vitro.

Com o apoio da Fapesb e a tecnologia que permite transformar células adultas em pluripotentes, o grupo de pesquisa do CBTC do Hospital São Rafael pôde participar de um outro projeto financiado pelo Ministério da Saúde, que é o Biobanco de células-tronco. Neste projeto, os grupos que trabalham com células-tronco induzidas no Brasil geram em seus laboratórios células de pacientes com doenças específicas. O grupo do Dr. Bruno trabalha com anemia falciforme, devido à alta prevalência desta doença na Bahia. As células-tronco serão armazenadas em um banco nacional e poderão ser utilizadas por qualquer pesquisador do Brasil. Há grupos que estão trabalhando com doenças neurológicas, com Síndrome de Down, com doenças cardiovasculares, e todas elas são armazenadas no Biobanco. A anemia falciforme não tem cura, mas as pesquisas com iPSC trazem a perspectiva de que o defeito genético possa ser corrigido.

De acordo com Dr. Bruno, as doenças genéticas servem como base para as pesquisas, pois as células-tronco retiradas dos pacientes possuem as bases genéticas da doença e podem servir como modelo experimental para testes e desenvolvimento de drogas. Isto contribui para diminuir a utilização de animais em experimentos, pois o modelo in vitro com as células de pacientes recapitulam aspectos da doença humana: “Essas células podem servir, por exemplo, para obter células do fígado humanas e testar in vitro em um sistema que pode corresponder mais ao paciente do que um animal que tem outro background genético”, explica Dr. Bruno. Outro ponto positivo das iPSC é que, por serem retiradas do próprio paciente, não há perigo de rejeição no tratamento. Já a terapia com células embrionárias requer a utilização de imunossupressores, da mesma forma que acontece nos transplante de órgãos, pois seu lugar de origem é diferente e a chance de rejeição é grande.

Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido até que a cura pelo tratamento com células-tronco pluripotentes induzida seja uma realidade, os estudos que estão sendo realizadas pelos pesquisadores baianos trazem grandes perspectivas e a esperança de que, em um futuro não muito distante, os pacientes com anemia falciforme possam ter uma melhor qualidade de vida. “A transição do mundo da pesquisa para a aplicação clínica é demorada, mas basta pensarmos que as pesquisas com células-tronco pluripotentes induzidas se iniciaram recentemente, em 2007, para percebermos que já avançamos significativamente”, comemora Dr. Bruno. Será que haverá uma época em que o tratamento com iPSC vai ser acessível a todos? “É cedo para dizer, pois estamos no início de uma estrada longa, mas o caminho é esse”, afirma o pesquisador.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Pesquisa Fapesb sobre Monilíase é tema de entrevista no portal Mercado de Cacau
02/12/2015 às 17:02

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O pesquisador Uilson Lopes, que desenvolveu um projeto por meio do Edital Fapesb de Apoio às Soluções Inovadoras para a Lavoura Cacaueira, concedeu uma entrevista sobre o seu projeto ao portal online Mercado de Cacau. O projeto trata do desenvolvimento de populações de melhoramento de cacaueiro no Brasil, com resistência a um patógeno chamado “monilíase”, a partir de cacaueiros provenientes da Costa Rica e Equador.

A monilíase, que ataca o fruto do cacau, é causada pelo fungo Moniliophthora rorericausado. Ela é considerada, atualmente, uma das mais sérias doenças do cacau, superando os danos causados pela praga vassoura-de-bruxa, que devastou parte da economia do cacau na região Sul da Bahia na década de 90. Com a acelerada dispersão da monilíase em países vizinhos ao Brasil, em especial Peru e Bolívia, e a construção de rodovias nas fronteiras Brasil-Peru e Norte-Nordeste, há uma constante ameaça da chegada da doença à Bahia.

De acordo com as pesquisas, até o momento, as variedades de cacau recomendadas para plantio e populações pelo programa de melhoramento do Cepec/Ceplac (Centro de Pesquisa do Cacau), são suscetíveis à Monilíase. O projeto de Uilson tem como foco a prevenção contra a doença nessas populações: “Estamos tentando desenvolver uma variedade que seja resistente à monilíase, à vassoura-de-bruxa e que ainda seja produtiva. Se não precisarmos utilizá-la para combater a monilíase, ótimo, mas estaremos preparados.” A pesquisa pretende, ainda, desenvolver, em parceira com o CATIE (Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza) da Costa Rica e CIRAD (Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement) da França, um método que permita a identificação desses cacaueiros resistentes, sem o patógeno, nos primeiros meses de vida da planta.

Na entrevista, o pesquisador cita a importância de ter a Fapesb como parceira no desenvolvimento do projeto: “Nós temos o projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, que permitiu que a gente associasse três instituições líderes em pesquisa em cacau, cada uma na sua área. Eles agregaram muita experiência e toparam participar do projeto”.

Para saber mais sobre a pesquisa, assista à entrevista completa.

Por: Ascom/Fapesb

Secti e Fapesb visitam Uefs e discutem possibilidades de parceria
30/11/2015 às 15:50

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O Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida visitou, na última sexta-feira, 27/11, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), acompanhado pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, do Chefe de Gabinete da Secti, Roberto de Pinho, da Diretora Administrativo/Financeira da Fapesb, Cláudia Fiuza e do Assessor Chefe Marcus Americano. O intuito do encontro foi estreitar os laços e conhecer de perto os principais projetos e pesquisas realizados na UEFS.

A visita teve início com uma reunião com o reitor da Uefs, Evandro do Nascimento, e a pró-reitoria, onde foram apresentados o cenário da regional e perspectivas de parcerias entre Estado e academia, principalmente em relação à área de inovação. “Precisamos que a inovação gere desenvolvimento e ganhos para a sociedade e toda área do conhecimento pode dar sua contribuição”, falou Mendonça.

Pela tarde, representantes da Secti e da Fapesb visitaram laboratórios de microbiologia, botânica, biotecnologia e modelagem, além do Observatório Astronômico Antares, onde puderam conhecer o projeto de revitalização do espaço. Na oportunidade, Eduardo Almeida e Manoel Mendonça se reuniram com cerca de 20 docentes da Uefs para ouvir questões sobre fomento para áreas de C,T&I, financiamento de pesquisas, empreendedorismo, dentre outras.

Manoel Mendonça apresentou um panorama geral sobre os planos e investimentos da Secti em áreas estratégicas e ressaltou que “temos interesse de escutar a comunidade acadêmica para fazermos esse alinhamento da melhor forma”. Ele também opinou favorável para “que houvesse carreira técnica para o campo de C&T e também reforçar os núcleos de inovação, criando esse ‘Know How’ no Estado”.

Os docentes se comprometeram em encaminhar um documento à Fapesb com todas as demandas relativas aos entraves encontrados pelos pesquisadores da universidade. O diretor presidente da Faspeb enfatizou a importância do bom funcionamento das pesquisas realizadas pelas universidades no estado e disse que a inovação tem papel fundamental na aproximação entre universidade e empresa.

Por: Ascom/SECTI

Pesquisadores apresentam-se na terceira etapa do Concurso Ideias Inovadoras da Fapesb
24/11/2015 às 18:17

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) realizou, nos dias 23 e 24/11, no Hotel Vilamar, em Salvador-BA, a terceira fase do Concurso Ideias Inovadoras. O Concurso é uma iniciativa da Fapesb que tem como objetivo promover a cultura do empreendedorismo no estado, reconhecendo ideias inovadoras em diversas áreas do conhecimento. Esta etapa consistiu na defesa oral das propostas classificadas na segunda fase, que foram analisadas pela comissão julgadora composta por consultores ad hocs especializados.

Em 2015, o Concurso foi dividido em oito categorias, sendo elas: (1) Estudantes de Ensino Médio ou Ensino Profissional Técnico de Nível Médio; (2) Graduandos; (3) Pós Graduandos Lato Sensu e Stricto Sensu; (4) Pesquisadores; (5) Graduados Independentes; (6) Inventores Independentes; (7) Inventores da Economia Criativa; e (8) Inovações Educacionais.

Para Isa Coutinho, de 44 anos, a implementação da última categoria contribuirá para que sejam criadas políticas públicas na área de educação, além de possibilitar o desenvolvimento de inovações e novas formas de aprendizagem. Seu projeto de Inovação Educacional se baseia na criação de uma prática educativa ainda inédita no Brasil, onde, através da imersão em jogos digitais, as crianças poderão criar suas narrativas e histórias utilizando novas linguagens. Seu projeto já está em execução em escolas públicas e municipais, mas, para ela, ganhar um concurso como o Ideias Inovadoras poderá popularizar o acesso a tecnologias digitais: “O que a gente quer é implantar nossa prática em diversos espaços, tanto nas esferas públicas quanto privadas a fim de possibilitar que as crianças das classes desfavorecidas tenham equidade no acesso a tecnologias”.

A inclusão digital foi a inspiração para o desenvolvimento do audiogame denominado “Breu”. O criador do jogo, Tarcísio Vaz, de 28 anos, da categoria Graduando Independente, pretende colocar um jovem deficiente visual como protagonista de uma história de suspense. O jogo não tem interface visual e sua narrativa é criada através de sons. Mas a ideia é que não seja exclusivo para deficientes: “Queremos trazer os deficientes visuais para o processo, eles podem jogar, se divertir no mesmo nível que os não deficientes. Em geral, os jogos destinados a esse público são educativos, mas nem sempre divertidos. A gente quer que seja prazeroso para todo mundo”. Para Tarcísio, participar do concurso é bacana porque é uma oportunidade de expor sua ideia para um publico maior. Além disso, o prêmio dá uma validação muito importante para o projeto, facilitando a viabilização no sentido de atrair investidores.

O estudante Péricles Damasceno, de 20 anos, da categoria Estudantes de Ensino Médio, desenvolveu um projeto de um bicicletário, que já está sendo implantado em todos os campi do IFBA para viabilizar o uso desse transporte. Segundo ele, o Concurso é muito importante para os estudantes porque é uma oportunidade de trazer a questão do empreendedorismo para a vida estudantil. Na sua primeira vez participando dessa empreitada, caso seja contemplado com o prêmio, Péricles pensa em ajudar a família e tocar o projeto para frente.

A professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Deusdélia Almeida, da categoria Pesquisadores, desenvolveu, em conjunto com a professora Maria Ângela Lopes e uma equipe de químicos e alunos, um sachê de extrato de cebola desidratada, com poder de manter a estabilidade de óleos utilizados no cozimento de alimentos. A cebola passa por um processo de liofilização, em que é congelada e desidratada a fim de conservar seu poder antioxidante. O produto está sendo testado no azeite de dendê, a fim de aumentar a sua durabilidade: “Apesar de o azeite de dendê ter antioxidantes naturais como os carotenóides e tocoferois, com cinco horas de fritura há quase a perda total de ambos. Então nós criamos uma alternativa, em forma de sachê para a baiana abrir e colocar.” A vantagem, é que, por se tratar de uma substância encontrada na cebola, o produto irá manter as características saudáveis e naturais do óleo. Deusdélia acrescentou que com o surgimento da indústria de cebola processada, as cascas, que normalmente são descartadas, poderão ser utilizadas já que tem grande poder antioxidante.

Na última etapa do Concurso Ideias Inovadoras, serão divulgados e premiados os melhores projetos apresentados na 3ª fase. Poderão ser contemplados até três projetos de cada categoria, totalizando 24 premiados, que receberão um cheque no valor de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para primeiro, segundo e terceiro lugares respectivamente. A avaliação é feita mediante os critérios de originalidade, aplicação prática para resolução de problemas, impactos da inovação, diferenciação, capacidade de inserção no mercado, perfil do empreendedor ou da equipe e clareza na apresentação. O evento de premiação ainda não tem data prevista. Informações adicionais podem ser encontradas na página da Fapesb.

Por: Ana Cely Santana/ Lorena Bertino

Iniciação científica aprimora qualidades do graduando
24/11/2015 às 13:58

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Passar pela graduação sem fazer iniciação científica (IC) é o mesmo que não aproveitar a faculdade em sua totalidade. Além da vantagem de ter um currículo mais rico,  o estudante desenvolve – ou melhora – potencialidades que irão ajudá-lo a conseguir se destacar no mercado de trabalho, independentemente da área profissional que irá seguir.

O  processo é metódico e exige muita disciplina. Por esse motivo, na Universidade Salvador (Unifacs), por exemplo, os estudantes são provocados a ingressar em pesquisas científicas a partir do segundo semestre, período considerado “ideal” pela  professora/orientadora do curso de psicologia Daniela Moscon. “Nesse período, o aluno tem mais disponibilidade de tempo”.

Segundo a pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Comunitária, Carolina Spínola, há 12 anos a faculdade promove um evento com palestras, mesas, apresentações  de concluintes de pesquisas e premiações de incentivo.

O hábito da leitura, o interesse por pesquisa e a tolerância à frustração são algumas das características  que os interessados em produzir uma pesquisa científica precisam ter.

Experiência

O domínio de um segundo idioma é outro fator importante. “Isso porque muitos  autores  consultados são estrangeiros e a pesquisa ganha mais credibilidade quando  traduzida”, ressalta  Daniela.

Mas não basta ter todos esses atributos. Numa pesquisa científica é fundamental  avaliar se o problema colocado apresenta interesse para a comunidade científica e se irá produzir resultados novos e relevantes para a sociedade.

O estudante do 7º semestre do curso de arquitetura da Unifacs Nuno Moreira, 23, está em sua terceira bolsa de iniciação científica.  Para ele, a pesquisa soma pontos para quem quer seguir a carreira acadêmica. Além disso, Nuno afirma que as aulas não estavam dando a real perspectiva da necessidade urbana de Salvador.

“Quando comecei a pesquisar, passei a ver a cidade de outra forma. Com o olhar mais apurado sobre suas necessidades”, conta.

Interessado em acessibilidade arquitetônica, as três pesquisas desenvolvidas pelo estudante  estão atreladas ao assunto. A mais recente aborda as condições de acessibilidade nas estações do metrô e terminais de integração e seu entorno  na região do Iguatemi/rodoviária.

O trabalho foi desenvolvido na perspectiva de contribuir de forma crítica  na intervenção realizada pelo governo do estado, priorizando aspectos relacionados aos indivíduos que se deslocam  a pé e, sobretudo, ao deslocamento de  deficientes e pessoas com mobilidade reduzida.

O discente é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da faculdade, conveniada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Para ele, a  liberdade de trabalho como bolsista é maior do que em um estágio, apesar de demandar a mesma responsabilidade. “É preciso tempo e muita dedicação porque tem que mostrar resultado. Mas o  esforço vai me proporcionar  vantagens profissionais”, acredita o estudante, que mantem o próprio sustento por meio da bolsa recebida mensalmente.

Para a orientadora de Nuno, a professora  Marília  Cavalcante, o aluno que se envolve em pesquisa científica desenvolve uma base teórica conceitual mais sólida ao se deparar com  problemas que fazem parte de sua realidade. “O laboratório do aluno de urbanismo é a própria  cidade em que vive. Então, para ele,  propor análises e soluções é sempre oportuno”, afirma.

Ainda segundo Marília,  a experiência é importante porque  coloca o aluno em bons contatos profissionais. “O estudante acaba construindo relações mais próximas com professores e pessoas que estão em órgãos públicos. É um ensaio para a vida profissional”, diz.

Fonte: A Tarde

 

Pesquisadora fala sobre pneumonia em crianças em palestra na Fapesb
17/11/2015 às 13:37

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Nesta terça-feira, 17/11, a Academia de Ciências da Bahia (ACB) promoveu a palestra “Contribuição da Bahia para o conhecimento sobre Pneumonias em crianças”, ministrada pela Dra. Cristiana Maria Costa Nascimento de Carvalho, docente de infectologia pediátrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A palestra aconteceu na Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Na ocasião, Dra. Cristiana citou alguns números sobre a incidência da pneumonia na população em geral. Esta doença é considerada a maior causa de mortalidade infantil em crianças de zero a quatro anos no mundo inteiro. Anualmente, são mais de um milhão de óbitos em países em desenvolvimento e mais de três mil óbitos em países desenvolvidos. No Brasil, a pneumonia é o principal motivo de internação de lactentes – crianças em idade de mamar. As atividades de pesquisa da Dra. Cristiana basearam-se na busca de maneiras eficazes para combater esses números alarmantes.

A palestra contou com a presença de Dr. Roberto Santos, presidente da ACB, Dra. Eliane Azevedo, coordenadora do conselho editorial da ACB, Álvaro Almeida, diretor executivo da ACB, docentes e alunos.

Por: Ascom/Fapesb

Professor Sergio Ferreira, do Instituto de Química da UFBA, recebe prêmio Capes-Elsevier
16/11/2015 às 17:44

O professor Sérgio Luis Costa Ferreira recebeu no último dia 12/11 o Prêmio Capes-Elsevier 2015, em reconhecimento ao conjunto de suas contribuições ao desenvolvimento da ciência no país. (…)