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FAPESB lança Edital de Apoio à Participação em Eventos e Apoio à Educação para o Empreendedorismo
Sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou hoje, 11/05, dois editais nas áreas de inovação e empreendedorismo. O Edital 021/2012 – Apoio à Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo, tem como objetivo auxiliar os pesquisadores que queiram apresentar seus trabalhos, produtos, processos ou serviços em eventos nacionais ou internacionais. Através deste Edital, o pesquisador contemplado terá apoio para aquisição de passagens aéreas para participar de eventos tais como seminários, simpósios, congressos, feiras de tecnologia, concursos, gincanas e olimpíadas. Não serão apoiadas propostas de participação em reuniões e cursos.

Para participar deste edital, o pesquisador deve estar vinculado a alguma Instituição de Ensino Superior localizado no Estado da Bahia. O proponente pode ser estudante de curso de graduação ou pós-graduação, ou ter vínculo com organizações envolvidas com atividades de inovação ou empreendedorismo. A FAPESB disponibilizou para este edital R$ 90.000 não reembolsáveis, sendo R$ 30.000 para eventos no exterior e R$ 60.000 para eventos nacionais. As propostas poderão ser submetidas até os dias 31/05/2012, 28/09/2012 e 07/02/2013, dependendo da data do evento.

Foi lançado hoje, também, o Edital de Apoio à Educação para o Empreendedorismo, que apoiará propostas de ações voltadas para a educação e capacitação para o empreendedorismo. Espera-se, com isto, implementar ações educativas para desenvolver e estimular a capacidade empreendedora das novas gerações, transformando-a em produtos, processos e serviços. Este edital permitirá a execução de atividades de Educação para o Empreendedorismo em todas as áreas do conhecimento e voltadas para diversificados tipos de público-alvo.

O proponente deve ser vinculado a alguma Instituição de Ensino Superior ou Centro de Pesquisa localizado no Estado da Bahia. O valor do edital é de R$ 300.000 provenientes da FAPESB. O recurso, não reembolsável, poderá ser utilizado para aquisição de máquinas, equipamentos, material bibliográfico, materiais de consumo, serviços de terceiros (pessoa jurídica) e bolsas. As propostas poderão ser submetidas até as 17h30 do dia 28/06/2012.

Confira os editais completos em nosso portal.
Educação para o Empreendedorismo
Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo

Fonte: ascom.fapesb

MCTI apresentará mudanças no Código Nacional de CT&I no próximo mês
Sexta-feira, 11 de maio de 2012

O MCTI promete sugerir mudanças nos dois Projetos de Lei (PLs) que tramitam no Congresso para criar um Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Leia mais »

Gabrielli faz palestra na FAPESB sobre diversidade e perspectivas para o Estado da Bahia
Quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ocorreu na tarde desta quinta-feira, 10/05, na FAPESB, uma palestra com o Secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, que falou sobre o desenvolvimento tecnocientífico no Programa de Ação da SEPLAN/BA. Gabrielli começou sua apresentação falando sobre a dimensão da diversidade espacial econômica do Estado da Bahia, que nos últimos anos cresceu mais que o Brasil. Este fenômeno não acontece apenas na Bahia, mas, segundo ele, em todo o Nordeste. Gabrielli explicou que a descentralização do crescimento econômico decorre do fenômeno de inclusão social, do aumento da participação dos seguimentos de renda mais baixa na vida econômica do país.

O secretário falou sobre as novas características do semiárido baiano – que corresponde a 78,5% da área do Estado e 43% do semiárido brasileiro – como o aumento de casas rurais ligadas à rede hidráulica e o aumento do número de crianças matriculadas na escola. Disse ainda que há três setores crescendo nas cidades pequenas e médias do nordeste: “Salão de beleza, porque as pessoas se embelezam, lan house, porque as pessoas se conectam, e sexshop, porque ninguém é de ferro”, brincou o secretário. “Isso reflete um fenômeno de criação de renda, de mudança da realidade econômica.”

Gabrielli prosseguiu falando sobre as novas atividades econômicas e oportunidades do nordeste. Embora a pobreza não tenha desaparecido da região do semiárido e mesmo com a maior seca dos últimos 50 anos, os efeitos sociais estão sendo menores do que em situações anteriores. “Por que? Porque há uma circularização econômica muito maior neste momento nestas regiões, inclusive porque o bolsa família, o crédito para a agricultura familiar estão chegando nesses lugares”, disse o palestrante. Na situação de seca em que vive o nordeste, Gabrielli acredita que as atividades desenvolvidas no semiárido podem contribuir para a geração de renda nas pequenas cidades, movimentando o comércio e os serviços, o que, segundo ele, dará um fôlego neste momento dramático de estiagem.

Para o secretário, toda essa situação abre um leque de ideias que devem ser discutidas pela Academia de Ciências, universidades e centros de pesquisa, pois tratam-se de oportunidades novas em uma economia que tem características tradicionais. Já que é impossível combater a seca, por ser um fenômeno natural cíclico, é preciso criar uma política que prepare o semiárido baiano para viver durante este período. “Isso necessariamente implica em criar mecanismos de alteração da atividade econômica pra que ela possa ser conectada à realidade natural do imediato. Mas isso implica essencialmente em inovação e produção, onde ciência e tecnologia são fundamentais”, disse.

Gabrielli discorreu ainda sobre muitos problemas e limitações do estado, como a necessidade de integração física e cultural entre as diferentes regiões da Bahia, a importância da ferrovia oeste-leste para promover esta conexão e citou as inúmeras atividades desenvolvidas no estado. “Eu não falei do tradicional. Eu tentei chamar a atenção de que existe uma série de atividades com alto dinamismo ocorrendo hoje na Bahia e que essa atividade vai enfrentar alguns obstáculos”, disse. O primeiro deles, segundo o secretário, é a logística de movimentação de carga e pessoas. Gabrielli falou das péssimas condições dos aeroportos, portos e estradas. O segundo é a matriz energética da Bahia. “Da nossa matriz energética, 10% vem da lenha, 80% de origem fóssil, nossa capacidade de crescimento de produção energética é limitada”.

Gabrielli concluiu sua apresentação falando sobre o enorme potencial da Bahia, mesmo com todas as dificuldades que vem enfrentando: “Nós temos um estado com enorme potencial e há vários seguimentos em que é possível atuar, em que é possível haver intervenção”. Embora a intervenção não possa acontecer a curto prazo, o secretário afirma que em 10 anos é possível ter um novo ciclo de crescimento, com grandes melhorias para a Bahia.

Fonte: ascom.fapesb

Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido apresentará soluções inovadoras para problemas da região
Quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) promoverá nos dias 17 e 18 de maio o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido. Na atual conjuntura, em que o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, o Seminário trará uma oportunidade de discussão de soluções para a região do semiárido baiano, apontando saídas para problemas como a falta de água para irrigação, a falta de alimentos, doenças que atacam plantações, a falta de saneamento básico, entre outros.

O Edital Temático de Apoio a Pesquisas voltadas para o Semiárido Baiano foi lançado pela Fapesb em 2007, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Casa Civil, através do Fundo Estadual de Erradicação e Combate à Pobreza (FUNCEP). O objetivo do Edital foi financiar projetos de pesquisa que contribuíssem para a produção de conhecimento científico sobre o semiárido baiano e para o desenvolvimento de soluções inovadoras buscando a melhoria das condições de vida da população nessa região. O Edital foi lançado no valor de R$ 3 milhões.

Serão avaliados 35 projetos, desenvolvidos dentro de linhas temáticas como: Biodiversidade e ecologia; Uso e reuso da água; Energia; Cultura; Sistemas Produtivos; Segurança alimentar; Emprego, trabalho e geração de renda; Inclusão social; Financiamento do desenvolvimento; e Habitação. Entre eles, está o projeto do professor da UFRB, Vital Paz, sobre a utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico. O projeto, realizado com alunos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, buscou desenvolver a agricultura baseada no uso racional de água, aproveitando fontes alternativas como águas salobras. Foram construídas estruturas de plástico, sem risco de contaminação para os vegetais, para o cultivo de alface, agrião, feijão-vagem, rúcula, couve-manteiga, almeirão, melão, abobrinha e pepino, que ficam suspensas a alguns centímetros do solo e por onde circula uma solução de água e nutrientes. Esta forma de cultivo permite que a água doce seja economizada para outros fins.

Outro projeto que será apresentado é do pesquisador Márcio Pedreira, da UESB, sobre o uso do farelo de algaroba na produção de alimentos para animais na região do semiárido. A algaroba é uma leguminosa muito nutritiva que se adapta facilmente ao solo seco e é uma excelente alternativa de suplemento alimentar para as épocas de seca em que a vegetação se torna escassa. A pesquisadora Djane de Jesus também usou como foco de seu projeto uma espécie típica do semiárido: o fruto do licuri. Em seu projeto, Djane buscou a inclusão social das mulheres quebradeiras do coco do licuri, através de sua qualificação e de outras ações como a segurança no trabalho de coleta, o incentivo a pesquisas de novos produtos e do consumo do licuri, que é rico em nutrientes. Esse projeto, realizado no município de Caldeirão Grande possibilitou uma maior geração de trabalho e renda para a região.

O Seminário se encerrará com uma Mesa Redonda que reunirá especialistas e autoridades no tema Semiárido. Farão parte o Diretor Geral do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Dr. Ignacio Hernán Salcedo, o Secretário de Planejamento do Estado da Bahia, José Sérgio Gabrielli, o Chefe Geral da Embrapa Semiárido/PE, Dr. Natoniel Franklin de Melo e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Dr. Vitor Athayde Couto. O evento acontecerá na Fundação Luís Edurado Magalhães (FLEM), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) nos dias 17 e 18 de maio, das 8h30 às 18h.

I Seminário Final de Avaliação de Pesquisas do Edital 006/2007
Data: 17 e 18 de maio de 2012
Horário: 8h30 ás 18h com intervalo para almoço
Local: Fundação Luís Edurado Magalhães (FLEM) – Centro Administrativo da Bahia (CAB)

Simpósio realizado pela ACB e FAPESB promove troca de ideias sobre desenvolvimento agrícola sustentável
Terça-feira, 8 de maio de 2012

Terminou ontem, 07/05, o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, promovido pela Academia de Ciências da Bahia (ACB) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O evento, realizado no Hotel Marazul, na Barra, teve como finalidade discutir os ecossistemas do território baiano a fim de gerar propostas que contribuam nos debates do Rio +20. Fizeram parte da mesa de abertura Roseli Carvalho, representando o Secretário de Ciência Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera; Amílcar Baiardi, membro da ACB; Roberto Santos, Presidente da ACB; o Secretário de Agricultura do Estado, Eduardo Salles; o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes; e o professor da USP. José Eli da Veiga.

O Simpósio teve início com a palestra do professor Veiga, com o tema “Desenvolvimento Agrícola Sustentável, uma Possibilidade Contemporânea”. Veiga iniciou sua apresentação questionando a possibilidade de se alcançar o desenvolvimento da agricultura sustentável no país: “Eu acho que não há essa possibilidade. Me parece que, se não houver um desastre, a ficha não cai”. O professor falou sobre as sociedades que desapareceram por não saber lidar com sua vulnerabilidade ecológica e afirmou não ser um pessimista: “Não sou pessimista, mas os dados apontados com racionalidade não levam a um quadro favorável. É tão simples ter uma catástrofe!”, disse.

Veiga pautou sua palestra sobre alguns pontos relacionados à sustentabilidade, dentre eles a produção de carnes no planeta, o que citou como uma questão controversa. Segundo ele, as cadeias de carnes tem uma participação bastante significativa nas emissões totais de gases de efeito estufa na atmosfera, contribuindo para mais de 50% delas. Embora os estudos que chegaram a este resultado não tenham sido realizados por uma revista científica, Veiga propôs uma reflexão: “Vamos supor que este dado esteja errado pela metade, que seja apenas 25%. Mesmo assim a produção de carnes seria responsável por mais emissão de gases do que os transportes”.

Além deste tema, o palestrante falou sobre insustentabilidade, focando no ciclo de Nitrogênio e nas mudanças climáticas, dentre outras questões. Veiga falou da necessidade de se tomar medidas para manter a temperatura no planeta, apresentando gráficos com dados sobre o aquecimento global, forçamento radioativo, taxa de extinção de espécies e nitrogênio removido, cujas fronteiras propostas para o ano de 2009 já haviam sido ultrapassadas em todos os casos. O professor versou ainda sobre agricultura e o aumento dos preços de alimentos, fertilidade das terras e desmatamento, e da necessidade de investir em Ciência e Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento na busca da resolução de problemas.

O Simpósio prosseguiu no dia 07/05 com mais cinco palestras, cada uma sobre um ecossistema: Semiárido, com Manoel Abílio Queiroz (UNEB); Altitudes, com Abel Rebouças (UESB); Recôncavo, com Carlos Alfredo Lopes (UFRB); Litoral, Mata Atlântica e Cacaueira, com Rui Barbosa da Rocha (UESB); e Cerrado, com Fábio Gelape Faleiro (UNB). Todas as apresentações tiveram como tema central o desenvolvimento agrícola sustentável, abrindo espaço para a participação do público, que pôde tirar dúvidas e dar opiniões, promovendo um grande debate.

Fonte: ascom.fapesb

Estudante premiado pela FAPESB no Concurso Ideias Inovadoras representa Bahia em evento nos EUA
Segunda-feira, 7 de maio de 2012

E se o seu irmão, aos 14 anos, sofresse um Acidente Vascular Cerebral (AVC)? E se ele perdesse parte dos movimentos do lado esquerdo do corpo? E se as sequelas o impedissem de erguer a parte da frente dos pés, a ponto de ter que arrastá-lo para caminhar? Poucos fariam como o estudante Daniel Veiga, 22 anos. Para ajudar o irmão, ele passou meses em um laboratório de robótica.

Aluno de Engenharia Mecatrônica da Universidade Salvador (Unifacs), Daniel desenvolveu uma palmilha inteligente, batizada de Motus, capaz de levantar a ponta do pé de uma pessoa com deficiência física, ainda que o cérebro afetado não consiga emitir tal comando.

Com outros dois colegas – os estudantes Bruno Cavalcanti, 26 anos, e Bruno Rabelo, 22 – Daniel criou um aparelho capaz de fazer movimentar o músculo responsável pela chamada dorsiflexão. A palmilha rendeu aos três o Prêmio Ideias Inovadoras da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que pagou R$ 8 mil, além da escolha de Daniel para representar a Bahia em evento promovido pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

Funcionamento

É comum pacientes que foram vítimas de AVC ou lesões medulares sofrerem com a paralisação de movimentos dos membros inferiores ou superiores. Muitos perdem a dorsiflexão, movimento essencial para caminhar e correr. Daniel e os dois Brunos desenvolveram o Motus a partir do conceito da eletroestimulação muscular. “Pegamos a tecnologia e demos uma nova finalidade”, diz Daniel.

No caso do Motus, uma central de processamento de dados é ligada ao músculo através de eletrodos. O sistema é acionado por uma conexão sem fios via rádio a partir da palmilha, onde está instalado um módulo de sensores que detecta as características do passo a ser dado após a retirada do calcanhar do chão. “A palmilha detecta a aceleração, inclinação, velocidade e deslocamento.
É uma espécie de leitura da vontade do paciente, se ele vai correr ou subir uma escada”, explica Daniel.

Diferente de uma prótese, que substitui um membro ou um órgão, o Motus é uma órtese, ou seja, ela complementa o membro. A palmilha foi desenvolvida em parceria com professores de fisioterapia da universidade. “Os dados registrados podem ser convertidos para a linguagem de fisioterapeutas. Até as visitas dos pacientes às clínicas podem diminuir”, diz Bruno Rabelo.

Soma de benefícios

- 3 milhões de pessoas são afetadas por hemiparisia no Brasil e podem ser beneficiadas com o Motus, desenvolvido pelo trio.

- 4,5 mil dólares é quanto custa produto semelhante ao Motus nos Estados Unidos.

- 2,5 mil reais é o preço que os alunos estimam para a palmilha desenvolvida por eles, depois que o produto chegue ao mercado.

- 17 mil reais é o custo hoje de uma impressora de Braille em larga escala

- 1,5 mil reais é o preço que Daniel e os dois Brunos calculam para a impressora pessoal de Braille desenvolvida por eles.

Preço

Não há nada parecido com o Motus no Brasil. Apenas nos EUA, dizem os estudantes, há produto semelhante, que não sai por menos de US$ 4,5 mil. O objetivo é que, após algumas adaptações e um longo caminho até a industrialização, o Motus custe R$ 2,5 mil. “Se for subsidiado pelo governo, com uma parceria com o SUS, o preço cai ainda mais. No Brasil, em 2000, eram quase 3 milhões de pessoas com a hemiparisia (paralisia do membro superior ou inferior de um dos lados do corpo)”.

Além da palmilha, os três já inovaram também ao produzir uma impressora de braile (veja na página ao lado) e, buscando a profissionalização, já criaram uma empresa, a Vitae Soluções em Acessibilidade, que recebe auxílio financeiro da Unifacs. Portanto, o Motus é uma esperança para o irmão de Daniel e muitas outras pessoas. “Não é algo para resolver o problema da família de Daniel, mas da população. Cumprimos nosso papel de universidade”, diz o coordenador do curso de Engenharia Mecatrônica, Rafael Araújo.

Trio desenvolveu impressora pessoal de braile

A palmilha inteligente para deficientes físicos não é o único projeto inovador dos três estudantes. Em 2010, eles criaram uma impressora que imprime em Braille. Até aí, não há novidade, até porque elas já existem no mercado. A questão está nos custos. As impressoras atuais imprimem em grande escala. “A última vez que pesquisamos o valor, ela custava R$ 17 mil, com manutenção apenas em Santa Catarina”, observou Bruno Cavalcanti. Já a impressora desenvolvida pelos três jovens na Unifacs seria pessoal. “Se hoje eu quiser imprimir em Braille tenho que ir no Instituto de Cegos. Queremos que as pessoas com deficiência tenham isso em casa. As escolas também poderiam contar com essa tecnologia”, explica Bruno.

E foi a partir de uma impressora comum que eles refizeram todo o sistema. Primeiro trocaram a cabeça de impressão jato de tinta por uma capaz de abrir orifícios no papel. Aí adaptaram uma fita de borracha abaixo do papel que sofre impressão, para que ela ocorra na medida certa. Depois foi só desenvolver um software. Agora resta buscar recursos para colocar a invenção no mercado. No final das contas, eles calculam que o produto final vai sair por R$ 1,5 mil.

Encontro com Clinton

O trabalho realizado no laboratório de robótica fez a universidade chegar nos Estados Unidos. Após desenvolver a palmilha, Daniel Veiga foi o escolhido para representar a Bahia no Clinton Global Initiative University, evento promovido anualmente pelo ex-presidente Bill Clinton para premiar iniciativas inovadoras em universidades do mundo.

Daniel foi um dos cem estudantes de 96 países e o único brasileiro no evento. “O pessoal me perguntava: ‘Você é brasileiro, mas estuda nos EUA, né?’. Eu respondia: ‘Não. Sou brasileiro e estudo no Brasil mesmo”, conta Daniel. Com o Motus, os estudantes ainda ganharam o Prêmio Ideias Inovadoras da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), realizado em dezembro do ano passado.

Daniel Veiga, Bruno Rabelo e Bruno Cavalcanti exibem com orgulho o cheque de R$ 8 mil, recurso que deve ser integralmente investido no projeto. “Esse dinheiro é apenas uma parte do que precisamos para levar nossos projetos para frente”, Bruno Rabelo.

Fonte: Correio da Bahia

Academia de Ciências da Bahia e Fapesb promovem Simpósio com sugestões para ecossistemas baianos
Quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Academia de Ciências da Bahia – ACB e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB realizarão, nos dias 06 e 07 de maio, o evento “Simpósio Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável (Produção Vegetal e Produção Animal) e Sugestões de Linhas de Pesquisa”. O evento tem como objetivo promover a geração de propostas que interessem ao Governo Estadual – comprometido com a elaboração do Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Bahia – e também ao Estado e à sociedade civil, como contribuição aos debates no evento internacional Rio + 20.

A solenidade de abertura acontecerá no dia 06/05, às 18h e contará com a palestra do agrônomo, economista e professor da USP, Dr. José Eli da Veiga, com o tema “Desenvolvimento Agrícola Sustentável, uma Possibilidade Contemporânea”. No dia 07/05, o Simpósio estará organizado em cinco sessões sobre os ecossistemas do território baiano: Semiárido, com Manoel Abílio Queiroz (UNEB); Altitudes, com Abel Rebouças (UESB); Recôncavo, com Carlos Alfredo Lopes (UFRB); Litoral, Mata Atlântica e Cacaueira, com Rui Barbosa da Rocha (UESB); e Cerrado, com Fábio Gelape Faleiro (UNB). As palestras abordarão o potencial de desenvolvimento agrícola sustentável com foco em sugestões de linhas de pesquisa para os cinco ecossistemas.

As inscrições são presenciais no local do evento, que será no Hotel Marazul – Av. Sete de Setembro, nº 3937, Barra, Salvador. Para mais informações acesse o blog: simposiosobreagricultura.blogspot.com.br ou ligue (71) 3116-7654.

Fonte: ascom/fapesb

UNEB prorroga inscrições para 355 bolsas de Iniciação Científica até dia 14
Quarta-feira, 2 de maio de 2012

A UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PPG), prorrogou, até o dia 14 de maio, as inscrições para a seleção de 355 bolsistas de Iniciação Científica (IC) dos programas Pibic/CNPq, Pibic-AF/CNPq, Pibit/CNPq, Fapesb/IC-cotas, Picin/UNEB e Pibit/UNEB. Leia mais »

GIRO NA CIÊNCIA – A economia verde e a lâmpada de LED
Sexta-feira, 27 de abril de 2012

Desenvolvimento sustentável e redução da pobreza são os dois temas principais da Rio+20, que vai acontecer na cidade do Rio de Janeiro daqui a dois meses. Sobre a pobreza, ninguém tem dúvida. Quem não vive nela ou convive com ela diariamente, pelo menos já ouviu falar. Mas o que esse desenvolvimento sustentável tem a ver com a nossa vida? Tudo. Ou mudamos a nossa relação com recursos como a água, a energia e o solo, ou teremos sérios problemas nesta e nas próximas gerações.

Um exemplo simples dessa convivência nem sempre pacífica são as velhas lâmpadas incandescentes. Elas desperdiçam energia, esquentam e poluem. Mas são baratas. Uma portaria do Ministério das Minas e Energia estabelece que elas sejam retiradas do mercado em 2016. Devem ser substituídas por modelos fluorescentes ou de LED, mais eficientes. Porém, mais caras. Mas será que elas são mesmo tão mais caras?

Uma lâmpada incandescente, comum, de 60W, custa cerca de R$ 2 em qualquer boa casa do ramo. Uma moderna de LED, com 12W, que tem a mesma luminosidade, custa R$ 70. Não dá para comparar. Certo? Errado. A boa e velha incandescente dura no máximo 1.000 horas, a de LED tem uma vida útil de 25.000 horas. Com isso, o preço relativo mudou. Já estamos falando de R$ 70 contra R$ 50.

Mas a grande diferença está no consumo de energia. Uma lâmpada de LED (Diodo Emissor de Luz) chega a consumir até 80% menos energia de que um modelo convencional. Ao longo das 25.000 horas, essa economia giraria em torno de R$ 220. Ou seja, a lâmpada incandescente que aparentemente custava só R$ 2, já está em R$ 270. Dois outros indicadores tornam a comparação ainda mais difícil para o modelo antigo. Mas estes são um pouco mais difíceis de mensurar.

Todas as vezes que acendemos as luzes das nossas casas estamos emitindo gases de efeito estufa e aquecendo o planeta. Esse aquecimento pode ser maior ou menor de acordo com a fonte de energia. Se for carvão, gás ou óleo será maior do que quando se usam fontes hidrelétricas, eólicas ou nucleares. No nosso exemplo, 25 incandescentes funcionando por 25.000 horas emitiriam 21 kg de CO2 a mais do que os modelos de LED.

Por fim, todas essas lâmpadas, de LED ou comuns, um dia param de funcionar e precisam ser jogadas no lixo. De preferência num lixo especial, recolhido pelas próprias empresas que fabricam. Umas são feitas de vidro, alumínio, tungstênio, latão, estanho e chumbo. As outras usam sílica, terras raras e fósforo. Mas tudo vai virar resíduo. Só que na hora de descartar, teremos 25 lâmpadas comuns e uma de LED. Será que estas são mesmo muito mais caras?

Fonte: O Globo

Raupp defende uso de recursos do pré-sal em CT&I
Sexta-feira, 27 de abril de 2012

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (25), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, mandou um recado para os parlamentares sobre a utilização do recursos do pré-sal. Leia mais »

FAPESB reúne-se com NITs para discutir regulamentação da Lei de Inovação na Bahia
Quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aconteceu ontem, 25/04, na FAPESB, uma reunião para apresentar uma proposta de regulamentação da Lei de Inovação da Bahia, que contou com a presença de gestores e membros de Núcleos de Inovação e Tecnologia (NIT) do estado. Durante o encontro, que foi promovido pela Rede de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia da Bahia (REPITTEc) e conduzido pelo gestor do NIT da UESC, professor Gesil Amarante Segundo, o grupo analisou em detalhes a Lei nº 17.346/2008, discutindo seu conteúdo e sugerindo adaptações que tornem o texto mais claro e objetivo.

Segundo o prof. Amarante, é necessário passar por esse processo de modificação da lei, em que muitas coisas precisam ser alvo de regulamentação. O objetivo é diminuir a burocracia nos processos que envolvem trabalhos de cooperação entre universidades e empresas e fazer com que os pontos que já foram alvo de questionamento, inclusive dos próprios órgãos de controle das instituições, fiquem mais claras. “Estamos tentando limpar o terreno para que aquilo que está na lei seja exercitado. Assim não caminharemos para um futuro, um novo arcabouço, sem ter realmente testado o que foi pensado nessa Lei”, disse Amarante.

A Lei de Inovação permite novos investimentos na área de Ciência e Tecnologia no estado, além de uma maior aproximação entre as universidades e o setor produtivo. De acordo com Amarante, embora a inovação se confirme nas empresas, ela envolve inteligência para mudar a vida das pessoas. “Hoje, no Brasil, a maior reserva de conhecimento acumulado encontra-se nas instituições de Ciência e Tecnologia e não utilizá-las é um grande desperdício para a sociedade.” Para ele, é importante envolver os estudantes nos processos que têm ligação com a inovação, mesmo que embrionária, para que desde a graduação os alunos compreendam que o desenvolvimento da ciência e tecnologia contribui diretamente para o desenvolvimento econômico. “Hoje em dia a gente forma pessoas para nos substituir na academia, a gente não forma as pessoas para criarem empresas inovadoras que vão gerar riqueza e empregos. É preciso atacar isso na base que é na formação das pessoas” disse o professor.

Embora a Lei de Inovação seja voltada a instituições públicas do Estado da Bahia, participaram da reunião instituições federais e privadas, com representantes do SENAI, IFBA, Unifacs, INPI e UFRB, além da UEFS, UNEB, REPITTEc e FAPESB. Segundo a coordenadora do setor de Apoio ao desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo da FAPESB, Vivian Alves, muitas coisas ainda não estão claras na Lei de Inovação e por isso é necessário que as instituições se reúnam para complementar e alinhar os pontos ainda subentendidos. “A regulamentação vai deliberar sobre casos que estão omissos ou pífios na lei, vai preencher as lacunas que estão em aberto e isso beneficiará não apenas as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT), mas a SECTI e a FAPESB na condução de suas políticas e programas”, disse.

A proposta do grupo é reunir-se periodicamente para propor melhorias à lei.

Fonte: ascom/fapesb

FAPESB lança livro “Projetos Inovadores” que reúne alguns dos principais trabalhos apoiados pela Fundação
Terça-feira, 24 de abril de 2012

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) lançou nesta semana o livro “Projetos Inovadores”, uma publicação que reúne alguns dos principais trabalhos realizados por empresas e pesquisadores baianos, com o apoio da Diretoria de Inovação (DI) da Fapesb. A publicação traz 40 projetos de inovação além de apresentar cinco incubadoras de empresa que recebem apoio financeiro da Fapesb.

Em 2007, a Fapesb implementou sua Diretoria de Inovação, tornando-se a pioneira dentre as Fundações de Amparo à Pesquisa na institucionalização do trabalho de apoio à inovação na forma de uma diretoria específica. Atualmente, a Diretoria de Inovação atua diretamente em três frentes específicas: apoio à melhoria da competitividade empresarial; apoio ao desenvolvimento científico, tecnológico e empreendedorismo; e apoio a tecnologias sociais e ambientais.

Os projetos estão inseridos nestas três frentes de apoio e englobam diversas áreas do conhecimento, como Tecnologia de Informações e Comunicação, Saúde, Energia, Petróleo, Agricultura, Educação, dentre outros. Há trabalhos engenhosos, como o aquecedor solar, da empresa Engecal, que utiliza um sistema de placas dinâmicas capazes de acompanhar a trajetória do sol e aumentar a captação de energia para aquecimento de água. Ou o Petrol-Pack, um equipamento compacto, móvel, capaz de explorar poços marginais de pequenas vazões.

Há, também, projetos voltados para a acessibilidade, como o os jogos desenvolvidos pelo pesquisador Xisto Lucas, do SENAI, que ajudam crianças com necessidades especiais a desenvolverem suas habilidades linguísticas, contribuindo para sua inclusão social. E ainda os projetos voltados para a educação em empreendedorismo, que ajudam comunidades carentes a desenvolverem seus próprios negócios, promovendo a sustentabilidade e a autonomia das famílias.

“Projetos Inovadores” foi concebido e realizado pela Fapesb com ajuda dos pesquisadores, como mais uma forma de prestação de contas, para que a população possa acompanhar de perto o trabalho de fomento que vem sendo realizado pela Fundação. Só neste ano, a Fapesb já lançou 14 editais com valor total de 32 milhões de reais e lançará, ainda este mês, mais quatro editais no valor total de 22 milhões. São eles: Edital de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e à Inovação nas Universidades Estaduais; Edital de Educação para o Empreendedorismo; Edital de Apoio a Estudos de Cadeias Produtivas nos Espaços Territoriais do Estado da Bahia; e a segunda etapa do Edital PAPPE Integração.

Fonte: ascom/fapesb

Salvador recebe 5º Congresso de Biodiesel e 8º Congresso de Plantas Oleaginosas
Quarta-feira, 18 de abril de 2012

Teve início na tarde da segunda-feira, 16/04, o 5º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, realizado simultaneamente ao 8º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel. O evento, que acontecerá até o dia 19/04 é o principal evento técnico e científico da área de biodiesel e referência para as áreas de produção de plantas oleaginosas, óleos, gorduras e biodiesel. O tema central este ano é “Biodiesel, Inovação e Desenvolvimento Regional”.

Segundo o Presidente do evento, Prof. Pedro Castro Neto, o Estado da Bahia foi escolhido para sediá-lo este ano por sua importância para a cadeia produtiva do biodiesel, uma vez que envolve desde a produção agrícola até a produção e uso do biodiesel. Este ano, foram lançados nos congressos três livros com 882 artigos científicos, desenvolvidos por 700 instituições de pesquisa e ensino e mais de 2000 pesquisadores. “Esses congressos são um meio de integração de vários pesquisadores, desde a iniciação científica até o pós-doutorado, tornando-se uma alavanca para que ocorra inovação na área de biodiesel que é um combustível de uso recente na matriz de combustíveis do país”, disse Castro Neto.

Durante a solenidade de abertura, a professora Ana Lúcia Gabas apresentou seu livro Reologia na Indústria de Biocombustíveis, com o qual presenteou o Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp e o Governador Jaques Wagner. O livro foi distribuído gratuitamente durante o evento. Na ocasião, foi feita ainda uma homenagem especial a Expedito de Sá Parente (in memorian), grande divulgador do biodiesel no Brasil e detentor da primeira patente brasileira de biodiesel. O Ministro Raupp entregou uma placa a Expedito Parente Júnior, filho do homenageado.

Segundo Raupp, as pesquisas cientificas e tecnológicas para viabilização de um programa de biosidesel estão contribuindo e afetando diretamente a questão social e ambiental do país. “Estamos investindo em um combustível renovável, portanto de grande impacto na questão da emissão de carbono no país”, disse. “Nós temos recursos tecnológicos inclusive para implementar com muito mais força o desenvolvimento de novas tecnologias para a ampliação de outros produtos e insumos, como mamona e babaçu, que podem ter impacto muito maior na produção da agricultura familiar com o uso da energia do biodiesel em nosso país”, completou.

O governador Jaques Wagner enfatizou o orgulho de recepcionar pela primeira vez os congressos no Nordeste. “A Bahia é a maior produtora de mamona do país, a segunda maior de algodão, a quinta maior de amendoim e a sexta maior de soja, portanto nós temos um leque muito largo das plantas que podem ser utilizadas na produção de biodiesel”, disse. O governador falou ainda sobre a situação de seca que acomete o sertão da Bahia e das consequências que a estiagem está trazendo para a região: “Praticamente 60% do nosso território está no semiárido. É a maior parte do semiárido brasileiro. Um dos maiores motivos por estarmos aqui nesse congresso é porque a Bahia tem 650 mil famílias vivendo da agricultura familiar, significa que 3 milhões e meio de baianos sobrevivem desta produção, baianos estes que estão sofrendo porque já perderam a safra do milho, do feijão em função da seca”.

Jaques Wagner cumprimentou o Diretor Geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), Roberto Paulo Lopes e citou alguns projetos importantes que vêm sendo apoiados pela Fundação: “Temos tido surpresas superagradáveis. Inclusive várias pesquisas já estão à disposição. Podemos citar nesse sentido um scanner para deficientes visuais para leitura de livros e o desenvolvimento de um mecanismo para que aqueles que detêm Mal de Parkinson possam realizar tarefas simples e caseiras”. Ambos os projetos estão inseridos na publicação “Projetos Inovadores” lançado neste mês pela FAPESB.

O evento, que termina amanhã, está construído de forma a apresentar as principais tecnologias das diferentes áreas da cadeia produtiva e, para tanto, estão sendo realizadas palestras, mesas redondas, reuniões técnicas, simpósios e seminários.

Fonte: ascom/fapesb

Bahia cria parque tecnológico para alavancar pesquisa no Estado
Segunda-feira, 16 de abril de 2012

Para atrair empresas para o primeiro parque tecnológico da Bahia, o governo do Estado oferecerá, além de estímulos fiscais e área construída subsidiada, bolsas de até R$ 14 mil mensais para contratação de pesquisadores estrangeiros. Leia mais »

Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2012 abre inscrições
Terça-feira, 10 de abril de 2012

A partir desta segunda-feira (9), tem início o período de inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia de 2012, com o tema principal “Inovação tecnológica na saúde”. Estudantes e pesquisadores de todo o Brasil e dos demais países membros e associados do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Peru, Colômbia e Equador) devem enviar seus projetos até 9 de julho, por meio deste site http://eventos.unesco.org.br/premiomercosul.

Os trabalhos devem englobar a região Mercosul e se relacionar a prevenção, tratamento, desenvolvimento de vacinas, diagnósticos, medidas sanitárias e novas tecnologias biomédicas e farmacêuticas para: doenças de caráter infeccioso; encefalites; doenças endêmicas agudas e crônicas; doenças crônico-degenerativas e imunológicas; doenças neurológicas; doenças crônicas não transmissíveis.

A premiação abrange do ensino médio ao doutorado e é dividida em quatro categorias: Iniciação Científica – estudantes do ensino médio com idade até 21 anos, com ou sem orientação de professor (prêmio: US$ 2.000); Estudante Universitário – sem limite de idade, com ou sem orientador (prêmio: US$ 3.500); Jovem Pesquisador – graduados com até 35 anos (prêmio: US$ 5.000); Integração – equipes compostas por pesquisadores graduados em pelo menos dois dos países do grupo, sem limite de idade (prêmio: US$ 10.000).

A cerimônia de entrega do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia deste ano será realizada no Brasil, em data e local a serem definidos. O prêmio foi criado pela Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia (RECyT), é patrocinado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI/Brasil) e apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/Brasil); pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC); pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina; pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Paraguai; pelo Ministério de Educação e Cultura do Uruguai; e pelo Observatório Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação da Venezuela.

Histórico

O prêmio, criado em 1998, tem como objetivos: reconhecer e premiar os melhores trabalhos que apresentem contribuições para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação; incentivar a realização da pesquisa científica e tecnológica e a inovação; e contribuir para o processo de integração regional entre os países membros e associados ao bloco. Nas oito edições anteriores, concorrentes brasileiros foram premiados em pelo menos uma das categorias.

Fonte: Portal MCTI

Editais da FAPESB estimulam cooperação entre empresas
Sexta-feira, 30 de março de 2012

Da necessidade de crescimento da indústria local, surgiram na Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) iniciativas para estimular que as empresas cooperassem mutuamente em prol da inovação. Leia mais »

Pesquisadores contemplados no Edital de Apoio a Pesquisas Interdisciplinares assinam termo de outorga na FAPESB
Quarta-feira, 28 de março de 2012

Na tarde desta quarta-feira, 28/03, os pesquisadores contemplados no Edital 022/2011 – Apoio a Pesquisas Interdisciplinares – PROINTER compareceram à Fapesb para a assinatura do termo de outorga. Este Edital tem como objetivo apoiar atividades de pesquisas interdisciplinares de cunho científico, tecnológico e/ou inovação, financiando aquisição de equipamentos, instalação ou modernização da infraestrutura de pesquisa em instituições de ensino superior da Bahia.

Durante a reunião de assinatura, os contemplados receberam as orientações necessárias quanto às exigências para execução do dinheiro e prestação de contas de acordo com a legislação. A Assessora Chefe da FAPESB, Ana Oliveira, deu as boas-vindas aos pesquisadores e fez uma apresentação da Fundação seguida de uma introdução sobre o termo de outorga, onde constam todas as principais informações: “Vocês vão assinar um termo de outorga que é um documento publicado no Diário Oficial do Estado. Esse instrumento legal é responsabilidade de vocês, portanto leiam”, disse.

A assessora falou de questões cruciais no desenvolvimento do projeto, como os 60 dias de antecedência necessários para a solicitação de aditivo de prazo, os novos critérios de remanejamento, a diferença entre a prestação de contas técnicas e prestação de contas financeiras dentre outros.

Para este Edital a FAPESB disponibilizou o valor de R$ 1,3 milhão, sendo que cada projeto poderá receber no máximo R$ 75 mil. Ao todo, foram submetidos 123 projetos dos quais 18 foram contemplados.

Fonte: ascom/fapesb

Seminário discute mercado farmacêutico com especialistas mundiais em saúde, ciência e tecnologia
Terça-feira, 27 de março de 2012

Aconteceu nesta segunda-feira, 26/03, no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador, o Seminário Internacional Tecnologia, Inovação e Equidade em Saúde – O mercado de Produtos Farmacêuticos. O evento contou com a participação de palestrantes internacionais da área de saúde, como o professor de Organização Industrial Luigi Orsenigo, da Universidade de Brescia, na Itália; o Pesquisador Ismael Rafols, da Universidade de Sussex, no Reino Unido; a professora de Economia na Open University de Londres, Maureen Mackintosh; e a professora de Ciência e Tecnologia da Universidade de Sussex, Mariana Mazzucato. O seminário foi realizado pelo Instituto Nacional de Ciência, Inovação e Tecnologia em Saúde (CITECS), em parceria com o Programa Integrado de Economia, Tecnologia e Inovação em Saúde e com o Instituto de Saúde Coletica (ISC) da UFBA.

Durante a abertura do evento, o diretor geral da FAPESB, Roberto Paulo Machado Lopes disse que, embora a Bahia tenha avançado muito em termos de pesquisas científicas, ainda tem muito o que fazer na área de inovação: “É fundamental inserir a inovação nos nossos processos produtivos. Um evento como esse contribui muito no processo de rompimento da inércia institucional em relação à inovação nas empresas”, disse.

O superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB) elogiou o tema escolhido para o evento: “Gostaria de destacar a felicidade de estar participando da abertura de um seminário que tem a equidade no seu tema central, a redução das desigualdades e o papel da tecnologia e inovação neste ponto em particular. Isso está escrito em nossos princípios, da luta pela saúde igual para todos, do desenvolvimento de nosso sistema único de saúde. A escolha do tema, portanto, foi muito feliz”.

Eduardo Mota, diretor do ISC, falou sobre a importância do evento para a troca de informações entre instituições e sociedade: “É difícil reunir a liderança das instituições mais importantes da área de saúde e da área de Ciência e Tecnologia como temos hoje aqui. É um momento importante para as instituições e para a sociedade e agradeço a todos que estão aqui trazendo informações de nosso interesse”.

Cada um dos palestrantes versou sobre um diferente tema dentro do mercado farmacêutico. O professor Orsenigo falou sobre os elementos que sustentaram a “idade de ouro” dos produtos farmacêuticos e a remodelação da indústria e seus vínculos com os cuidados de saúde em geral. Rafols focou na Rede de Conhecimento e as Bases Científicas para Inovação e Desenvolvimento em Saúde, explorando a dinâmica de P&D na indústria farmacêutica. A professora Mackintosh discorreu sobre o Acesso a medicamentos essenciais na África, relatando resultados de pesquisas sobre a produção local de medicamentos da Tanzânia, o acesso em áreas rurais e o acesso aos genéricos. Por fim, a professora Mazzucato falou sobre Mercados Financeiros e Ideias para a área de medicamentos.

Fizeram parte da mesa de abertura Eduardo Mota, diretor do ISC-UFBA; Manoel Barral Neto, diretor do CNPq; Alfredo Boa Sorte; superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde da SESAB; Robert Verhaine, Pró-Reitor de Ensino de Pós-Graduação da UFBA; Paulo Câmera, Secretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação; Roberto Paulo Machado Lopes, diretor geral da FAPESB; Sebastião Loureiro, coordenador do Programa de Economia da Saúde – PECS/ISC/UFBA; e Mittermayer Galvão dos Reis, pesquisador titular e diretor da Fundação Oswaldo Cruz.

Fonte: ascom/fapesb

Pesquisadores da FAPESB promovem seminário sobre o sisal como fonte de renda no sertão da Bahia
Sexta-feira, 23 de março de 2012

De 29 a 30 de março, acontecerá, no Município de Valente, o Seminário Territorial Sisal: Fonte de Vida e de Renda no Sertão. Este evento é uma iniciativa dos Pesquisadores Ildes Ferreira, Tatiana Velloso e Acácia Batista, aprovados nos Editais da CTSA/FAPESB Leia mais »

Alunos da UNEB-Campus XI de Serrinha visitam a FAPESB
Quinta-feira, 22 de março de 2012

No último dia 15/03, a FAPESB recebeu a visita de alunos do curso de Administração da UNEB, Campus Serrinha. Acompanhados pela professora Elizangela Junqueira, que leciona disciplinas como Metodologia do Trabalho Científico e Métodos e Técnicas em Pesquisa, os alunos receberam as boas vindas do Diretor Científico, Eduardo Boery, que ressaltou a importância de estimular a pesquisa científica na Universidade. Boery lembrou aos alunos que em 2011 a FAPESB aumentou substancialmente o número de bolsas de iniciação científica e que eles poderiam ser contemplados, com o auxílio dos professores.

O grupo de cerca de 25 alunos assistiu a uma apresentação da Assessora Chefe da Fundação, Ana Oliveira, sobre a estrutura organizacional da FAPESB e mais especificamente sobre os programas da Diretoria Científica. A Assessora Chefe lembrou que esta foi a primeira vez que a Fundação recebeu a visita de um grupo de universitários: “A vinda dos alunos foi importante para que eles pudessem saber em que programas da Fundação eles podem ser inseridos”, disse. Em seguida, Alzir Mahl, que coordena a área de apoio à competitividade empresarial, falou sobre a Diretoria de Inovação da FAPESB, suas coordenações, seus Editais e alguns projetos apoiados. Dentro dos Editais, Mahl enfatizou o Concurso Ideias Inovadoras, para o qual qualquer pessoa residente no Estado da Bahia pode submeter projeto. O Concurso tem uma categoria graduandos, que em 2011 premiou alunos da UNIFACS e da própria UNEB.

A visita prosseguiu com um passeio pelos setores da Fundação, onde os alunos puderam compreender o que acontece em cada um, como funcionam as diretorias, o programa de bolsas e conhecer um pouco mais da história da FAPESB. Segundo a professora Elizangela, a visita foi muito importante para que os alunos pudessem entender vários aspectos da pesquisa científica, tecnológica e de inovação e também sobre a área de administração: “O trabalho da Fundação, sério, eficaz e aberto à sociedade, motivou nossos alunos a buscarem ações que possam aproximar a UNEB- Campus XI da FAPESB”, afirmou a professora.

Segundo Boery, a visita dos alunos da UNEB deveria ser tomada como exemplo pelas demais Instituições de Ensino Superior da Bahia no sentido de ter um maior conhecimento das ações da FAPESB. “A Fundação busca sempre incentivar os alunos de graduação, através das bolsas de iniciação científica, a desenvolverem seu potencial para se tornarem futuros pesquisadores”, disse.

Fonte: ascom.fapesb

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