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Publicado em: 26/11/2013 às 19:04

Fórum Mundial de Ciência – Universidade só será um agente de transformação social daqui a 20 anos

Por: Ascom/Fapesb

Organizada pela Academia Brasileira de Ciências e pela Academia de Ciências da Hungria, a sexta edição bienal do Fórum Mundial de Ciências está sendo realizada pela primeira vez fora da Hungria, no Hotel Windsor Atlântica, no Rio de Janeiro. O evento, que ocorre entre os dias 24 e 27 de novembro, recebe pesquisadores de todo o mundo.

Na segunda-feira (25), a sessão “O papel do ensino superior na construção de uma massa crítica para a sustentabilidade global” reuniu Eudine Barriteau, vice-diretora da Universidade das Índias Ocidentais, Chusheng Chen, vice-presidente da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, Marlene Hamilton, primeira reitora mulher da Universidade das Índias Ocidentais e professora emérita da universidade, Heila Lotz-Sisika, vice-coordenadora do Departamento de Educação da Universidade de Rhodes, na África do Sul, e Deog-Seong Oh, professor da Universidade Nacional de Chungnam, na Coreia.

Os pesquisadores discutiram a importância de um ensino superior de qualidade para a construção de uma massa crítica, voltada para a sustentabilidade global. Desse modo, foi enfatizada a necessidade da inovação curricular e dos métodos de ensino, de forma a se fomentar o aprendizado. O palestrante Deog-Seong, da Coreia, destacou que é preciso concentrar os esforços da academia e do governo em investimentos na base educacional, incentivando a inovação e o conhecimento integrado. “A inovação é a base das universidades”, afirmou.

Já Chusheng Chen, da China, direcionou sua fala para as características típicas de seu país, como a população de 1,3 bilhão de habitantes. Ele acredita que os investimentos do governo e da sociedade devem ser voltados para superar os desafios da sustentabilidade global, como é o caso da população chinesa muito grande.

Eudine Barriteau, declaradamente feminista, estudiosa e ativista, dissertou sobre a questão dos gêneros e o uso da educação para a redução das desigualdades. Além disso, a palestrante abordou alguns aspectos da economia política caribenha. Complementando a apresentação de Eudine, Marlene Hamilton mencionou a educação superior com agente de transformação social, retomando os estudos de gênero, a educação científica, casos de assédio sexual e a necessidade de estímulo a estudantes com necessidades especiais.

Após as apresentações individuais, foi aberta a rodada de perguntas. A plateia levantou diversos assuntos, como a tolerância com imigrantes, a dificuldade em se conseguir professores que lidem bem como a interdisciplinaridade e o tempo em que as modificações irão ocorrer. Durante as respostas, a mesa comentou que a universidade é onde começa o diálogo. Mais além, foi dito que “as mudanças serão observadas em 20 ou 25 anos”.

Fonte: Agência Notisa

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