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Publicado em: 28/10/2025 às 16:53

Instituto Serrapilheira e Fapesb lançam a 4ª Chamada de Apoio a Pós-docs Negros e Indígenas em Ecologia

Por: Ascom/Fapesb

Lançada em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), a 4ª chamada pública conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia vai selecionar até quatro pós-doutorandos para desenvolver suas pesquisas na Bahia. Os aprovados receberão até R$ 525 mil para investir em seus projetos ao longo de três anos, além de uma bolsa mensal de R$ 5.200. Veja aqui o edital.

O objetivo é financiar novas linhas de pesquisa em ecologia formuladas por pós-docs negros ou indígenas que almejam obter, em médio prazo, uma posição formal de professor ou pesquisador. A exclusividade a grupos sub-representados na academia tem como objetivo aumentar a representatividade e diversidade na ciência brasileira.

Handerson Leite, diretor-geral da Fapesb, lembra que a Bahia é o estado mais negro do Brasil e com população considerável de indígenas. “Temos atuado com grupos sub-representados por meio, por exemplo, de editais voltados a estudos de doenças que acometem a população negra e povos e comunidades tradicionais, como doença falciforme, além de outros voltados para empreendedorismo de mulheres, de pessoas negras e povos tradicionais. A continuidade dessa parceria com o Serrapilheira traz a possibilidade de realizar estudos avançados e romper barreiras. Buscamos ampliar, assim, a ação de grupos sub-representados, possibilitando destaque cada vez maior no cenário científico e tecnológico da Bahia e do Brasil.”

Os selecionados devem ter concluído o doutorado entre janeiro de 2015 e 30 de junho de 2026 (com extensão de até dois anos para mulheres com filhos), e não podem ter vínculo empregatício formal com instituições de pesquisa no momento da assinatura do contrato. Serão contempladas propostas que movimentam pessoas e ideias entre grupos de pesquisa. Ou seja: cientistas escolhidos devem integrar grupos de pesquisa nos quais não tenham nem se formado nem atuado antes. Os projetos serão conduzidos em universidades e centros de pesquisa da Bahia, mas parte das atividades, como trabalhos de campo ou pesquisas colaborativas, pode ser feita em outros estados e no exterior.

O pesquisador potiguara Victor Félix, pós-doc no Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina/Fiocruz, entrou como grantee na primeira chamada exclusiva a pessoas negras e indígenas em ecologia com projeto que integra etnopedologia e conhecimentos indígenas do seu território para estudar o solo. Para ele, o edital “foi uma grande oportunidade”. “Sou indígena da Paraíba. Poder desenvolver uma pesquisa que surgiu da minha própria mente, com o apoio de grandes instituições, e sendo representante de um grupo ainda pouco inserido na academia, teve um significado profundo para minha vida e carreira na ciência.”

 

Sobre o Serrapilheira

Lançado em 2017, o Instituto Serrapilheira é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que promove a ciência no Brasil. Foi criado para valorizar o conhecimento científico e aumentar sua visibilidade, ajudando a construir uma sociedade cientificamente informada. O instituto tem três programas: Ciência, Formação em Ecologia Quantitativa e Jornalismo & Mídia. Desde o início de suas atividades, já apoiou financeiramente mais de 400 projetos de ciência e de jornalismo e mídia, com mais de R$ 120 milhões investidos.

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