Semana de Ciência e Tecnologia acontece em oito cidades baianas
Por: Ascom/Fapesb
As mudanças climáticas têm sido discussões constantes na contemporaneidade, e mais uma vez o tema está em pauta, agora na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece de 17 a 23 de outubro na Bahia. Estão previstas 126 atividades em oito cidades do Estado (Salvador, Itabuna, Irecê, Ilhéus, Valença, Feira de Santana, Tapiramutá e Camacan). De acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia, em todo o País, a programação termina antes, no dia 21, com a realização de 5.603 atividades.
Além da importância de se discutirem as mudanças no meio ambiente, o evento também vai tratar das demandas que o mercado vai exigir dos profissionais nos próximos anos. Segundo a superintendente de desenvolvimento científico e tecnológico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Liliane de Queiroz, a produção científica é grande e a inovação é o gancho do momento. “Cursos de tecnólogos, as engenharias (civil, de materiais, de produção) e a carreira de dentista estão crescendo muito e tendem a crescer ainda mais”, afirma.
“Apesar das crises no mercado, ainda existe um crescimento na área de engenharia. E este setor se destaca porque propicia a produção efetiva de mecanismos que darão mais segurança ao homem” ressalta o coordenador acadêmico da Faculdade Área 1, Pedro Ivo. Para a área de pesquisa, ele destaca que os cursos de elétrica, computação, controle de automação e ambiental têm mercado amplo. “Mas os bons profissionais dependem de si mesmos. O perfil do profissional á muito importante para determinar o sucesso na carreira” indica Ivo. Um dos facilitadores de ingresso no mercado são os estágios e pesquisas de iniciação científica das universidades. “O meio acadêmico é um bom ambiente para inovar e para ter reconhecimento do seu trabalho” avalia.
Mas, para a estudante de engenharia ambiental da Área l Rubiana Cabral, a pesquisa que desenvolve na faculdade vai além. Ela é responsável pelo levantamento da quantidade de resíduos utilizados pela instituição. “A gente faz a separação de materiais para evitar que o lixo seja destinado ao aterro sanitário. Além disso, a idéia á fazer um trabalho de conscientização na faculdade de como destinar cada resíduo. O trabalho vai ser um pouco difícil porque o público é mutável, porque a cada semestre tem gente nova ou saindo daqui” diz Rubiana.
Multidisciplinaridade
Resolver novos desafios também é a missão do profissional de biotecnologia. No Estado, apenas a Universidade Federal da Bahia (Ufba) oferece o curso, e, segundo a coordenadora Samira Abdahla, não há uma habilitação específica, por isso o profissional tem a possibilidade de atuar em diferentes segmentos da ciência. “A idéia é que o biotecnólogo não precise de muitas especializações e seja capaz de pesquisar novos produtos, captando as necessidades da Indústria” diz Samira.
“Engloba todas as ciências que usam os seres vivos para desenvolver um produto ou um processo” acrescenta o veterinário e professor Ricardo Portela. Ele ressalta que a profissão é fundamental para o desenvolvimento do País. “Muita coisa que é importada poderia ser produzida aqui mesmo, como desenvolvimento de vacinas e fertilizantes” analisa. Quem compartilha da mesma idéia é Felipe Sampaio, que em um grupo de pesquisa da Ufba está desenvolvendo um kit diagnóstico para tuberculose. “Eu faço na universidade o que eu gostaria de fazer quando estiver no mercado” conta o estudante de biotecnologia.
Programação inclui o Circuito Móvel, que vai passar por bairros de Salvador
A Semana de Ciência e Tecnologia vai acontecer em diversos pontos do Estado, mas quem não puder comparecer a um dos locais tem outras opções para acompanhar e participar do evento. A superintendente de desenvolvimento científico e tecnológico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Liliane de Queiroz, explica que, além de palestras, a programação inclui o Circuito Móvel, que vai passar pelos bairros onde foram implantadas as Bases Comunitárias de Segurança: Calabar, Nordeste de Amaralina e Bairro da Paz.
Há ainda a opção de acompanhar o evento pela Internet “Teremos o circuito virtual, onde tudo que acontece em todos os pontos do Estado será postado, e quem não puder ir vai estar a par de tudo”, explica. Segundo Liliane, essas alternativas têm como objetivo atender toda comunidade para debater a ciência e a tecnologia mundial e mostrar quais segmentos estão crescendo.
O estudante de biotecnologia Felipe Sampaio acredita que eventos com este porte facilitam o contato com a ciência. “É uma oportunidade de aproximar a comunidade, mostrar o que está sendo desenvolvido e Incentivar outras pessoas a seguirem carreira”, avalia Sampaio.
Fonte: ascom.fapesb