Fapesb reúne-se com delegação canadense para discutir acordo de cooperação
Por: Ascom/Fapesb
Nesta quinta-feira, 27/03, a Fapesb recebeu uma delegação canadense para discutir possíveis acordos de cooperação a fim de apoiar pesquisas conjuntas entre ambos os países. A equipe canadense era composta por Margaux Béland, vice-presidente de parcerias canadenses do Canadian Bureau for International Education (CBIE), Michael Owen, vice-presidente de pesquisa, inovação e internacional do Instituto de Tecnologia da Universidade de Ontario, Neil Besner, reitor e vice-presidente acadêmico e internacional da Universidade de Winnipeg, Ray Hoemsen, diretor de pesquisa aplicada e comercialização do Red River College, de Winnipeg, Jean Saint-Vil, diretor de políticas e relações internacionais do Conselho de Ciências Naturais e Pesquisas em Engenharia do Canadá (NSERC) e Stacie Travers, gerente do Programa de Bolsas Ciência sem Fronteiras Canadá-Brasil do CBIE.
A visita da delegação à Fapesb tem como objetivo construir parcerias de pesquisas sustentáveis a longo prazo entre Instituições de Ensino Superior (IES) baianas e canadenses, para fomentar a pesquisa através da colaboração e mobilidade do corpo docente e dos alunos. Segundo Margaux Béland, o Canadá é o destino número um para os brasileiros que querem aprimorar a língua inglesa, fazendo com que as instituições canadenses recebam muito mais alunos do Brasil do que o inverso. Por esta razão, há um grande interesse em aumentar a reciprocidade: “Nós estamos no mesmo hemisfério, queremos estreitar relações com os países das Américas. Nós canadenses precisamos conhecer mais o Brasil”,disse.
O diretor geral da Fapesb, Roberto Paulo Lopes, concordou com o fato de que ambos os países têm como um de seus principais focos estimular a pesquisa aplicada para o desenvolvimento da economia. Segundo Neil Besner, no Canadá, 40% da pesquisa acontece nas universidades, enquanto 60% se dá nas indústrias, ao contrário do Brasil em que a pesquisa se desenvolve muito mais nas universidades. Além disso, as universidades são incentivadas pelo governo canadense a venderem os seus produtos: “As empresas contratam as universidades para ajudá-las no desenvolvimento de produtos e uma parte do dinheiro fica nas universidades”, explicou Besner. Michael Owen explicou ainda que os alunos são incentivados a montarem seus próprios negócios, uma maneira de mover a propriedade intelectual das universidades para o mercado.
A escolha do Brasil para a realização deste acordo tem diversas razões, dentre elas, o fato de o país investir somas significativas em cooperações nacionais e internacionais, grande parte delas financiadas por Fundações de Amparo à Pesquisa. Entre abril e maio de 2013, a delegação canadense com representantes de 14 universidades visitou as FAPs de São Paulo e Pernambuco, também procurando estabelecer parcerias. Cinquenta instituições de todas as províncias do Canadá expressaram interesse em participar do acordo de cooperação com o Brasil, sendo 28 universidades, 15 faculdades e sete politécnicas.
Uma das preocupações discutidas durante a reunião foi o fim do Programa Ciência sem Fronteiras, previsto para daqui a dois anos. Margaux Béland disse que o programa possibilita a entrada de muitos alunos brasileiros nas instituições canadenses e que a troca de experiências é muito importante: “O CsF termina em dois anos e queremos ter a certeza de que iremos aproveitar essa experiência no futuro”, afirmou.
Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb