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Publicado em: 02/12/2015 às 17:02

Pesquisa Fapesb sobre Monilíase é tema de entrevista no portal Mercado de Cacau

Por: Ascom/Fapesb

O projeto “Desenvolvimento de populações de melhoramento de cacaueiro com Resistência à monilíase e estratégia de seleção na ausência do patógeno”, apoiado pelo Edital Fapesb de Apoio às Soluções Inovadoras para a Lavoura Cacaueira foi tema de reportagem do portal online Mercado de Cacau.

O pesquisador Uilson Lopes, coordenador do projeto, concedeu uma entrevista ao veículo para explicar detalhes da pesquisa. O projeto trata do desenvolvimento de populações de melhoramento de cacaueiro no Brasil, com resistência a um patógeno chamado “monilíase”, a partir de cacaueiros provenientes da Costa Rica e Equador.

Na entrevista, o pesquisador cita a importância de ter a Fapesb como parceira no desenvolvimento do projeto: “Nós temos o projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, que permitiu que a gente associasse três instituições líderes em pesquisa em cacau, cada uma na sua área. Eles agregaram muita experiência e toparam participar do projeto”, afirmou.

A monilíase, que ataca o fruto do cacau, é causada pelo fungo Moniliophthora rorericausado. Ela é considerada, atualmente, uma das mais sérias doenças do cacau, superando os danos causados pela praga vassoura-de-bruxa, que devastou parte da economia do cacau na região Sul da Bahia na década de 90. Com a acelerada dispersão da monilíase em países vizinhos ao Brasil, há uma constante ameaça da chegada da doença à Bahia.

De acordo com as pesquisas, até o momento, as variedades de cacau recomendadas para plantio e populações pelo programa de melhoramento do Cepec/Ceplac (Centro de Pesquisa do Cacau), são suscetíveis à Monilíase. O projeto de Uilson tem como foco a prevenção contra a doença nessas populações: “Estamos tentando desenvolver uma variedade que seja resistente à monilíase, à vassoura-de-bruxa e que ainda seja produtiva. Se não precisarmos utilizá-la para combater a monilíase, ótimo, mas estaremos preparados”, disse.

A pesquisa pretende, ainda, desenvolver, em parceira com o CATIE (Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza) da Costa Rica e CIRAD (Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement) da França, um método que permita a identificação desses cacaueiros resistentes, sem o patógeno, nos primeiros meses de vida da planta.

Para saber mais sobre a pesquisa, assista à entrevista completa.

Por: Ascom/Fapesb

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