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Publicado em: 12/08/2015 às 10:13

A Fapesb e seu Compromisso com a Comunidade Científica e o Estado

Por: Ascom/Fapesb

Desde a antiguidade, a soberania das nações e evolução dos seus povos sempre estiveram diretamente relacionadas à Ciência. A busca pelo conhecimento representa os desafios, soluções e conquistas das grandes civilizações. Entretanto, na atualidade, para atender às demandas da sociedade moderna, utiliza-se o termo composto pelos vocábulos Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Ou seja, a Ciência deve ser aplicada para a criação, desenvolvimento e produção de tecnologias.

Nesse contexto, o governador Rui Costa tem permitido acontecimentos importantes no setor da CT&I do Estado. O passo decisivo foi dado com a nomeação do Professor Doutor da UFBA Manoel Mendonça como dirigente da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). Com um perfil técnico de alta qualificação, o Secretário tem exercido sua liderança com medidas muito bem vistas pela comunidade científica. Além de compor uma Secretaria eficiente, cuja reputação é notória no seu quadro formado por diversos pesquisadores doutores em diferentes Áreas do conhecimento, sua indicação para a Diretoria Geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) foi atendida. Em abril deste ano, o também Professor Doutor da UFBA, Eduardo Santana de Almeida, foi nomeado pelo governador como dirigente máximo da Fundação. Vinculada à SECTI, a Fapesb apoia programas, instituições e projetos científicos do Estado.

Outrossim, nesses quatro meses, a nova gestão vem adotando uma filosofia semelhante quanto à composição de sua equipe e medidas que visem à melhoria da aplicabilidade de recursos públicos para o progresso da CT&I na Bahia. Para efeito de constatação, basta mencionar que para os seis editais lançados no último mês de abril, que somavam um montante de quase 35 milhões de reais, mais de 1200 propostas de projetos foram submetidas à Fapesb. Um número bastante expressivo e que motiva os pesquisadores da Bahia. Embora o panorama econômico não seja favorável, para manter esses investimentos, a Fundação tende a aumentar as parcerias federal e internacional, fortalecendo a relevância científica local. Ademais, mudanças internas e estruturais também são essenciais. Um novo sistema informatizado e a criação de um observatório que apresente indicadores estatísticos reduzirão a burocracia e custos, ao passo que aumentarão a transparência e agilidade. Apenas com bolsas de pesquisa, o investimento mensal da Fapesb gira em torno de 3,7 milhões de reais para a formação de novos cientistas. Portanto, é imprescindível uma gestão eficiente baseada em critérios específicos e responsáveis.

Sob tal prisma, entende-se que os recursos devem ser direcionados às Áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Setores como mobilidade urbana, segurança pública, energia e recursos hídricos representam uma perspectiva de aumento significativo em soluções científicas, uma vez que temos pesquisadores renomados nas engenharias e ciências exatas, Áreas estas que, no entanto, foram menos contempladas anteriormente pela Fundação. A Bahia tem um elevado potencial para a exploração do uso das energias solar e eólica, por exemplo. Dessa maneira, a Fapesb irá lançar editais temáticos nos próximos anos e continuará o fomento à pós-graduação das universidades. Nessa esfera, uma forma de direcionar e aplicar as pesquisas no Estado é manter um alinhamento com suas respectivas secretarias. Finalmente, ratifica-se um aperfeiçoamento das relações com a indústria, o que viabiliza a transformação da Ciência em inovação tecnológica, gerando emprego, renda e maior competitividade às empresas baianas.

Sem embargo, apesar da importante simbiose entre a SECTI e a Fapesb, é necessária uma participação maior da comunidade científica no planejamento e definição das ações para o desenvolvimento sustentável do Estado. Para tanto, nossa Fundação mantém fortemente um diálogo transparente com pesquisadores, cientistas e lideranças políticas, de tal forma que tenhamos cada vez mais uma representatividade relevante perante a sociedade. Vale destacar que a Academia de Ciências da Bahia, sob a presidência e vice-presidência dos Professores Doutores Roberto Santos e Edivaldo Boaventura, respectivamente, promove diversas palestras e debates abertos ao público no auditório da Fapesb. Mestres e Doutores são formados não somente para atuar nas universidades, mas também para promoverem avanços científicos e tecnológicos que impactem positivamente na economia e melhorem a qualidade de vida da população, sendo este o compromisso da Fapesb.

Por: Marcus Americano
Fonte: Bahia Notícias

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