Universidades Estaduais desenvolvem mapeamento da Covid-19 na Bahia

Trabalho coletivo é responsável por contabilizar a quantidade de infectados e mortos pela doença em todas as regiões do Estado

As universidades estaduais na Bahia podem até estar sem aulas presenciais, mas não significa dizer que a pesquisa parou. É que desde o início da pandemia da Covid-19, as quatro universidades estaduais baianas colocaram a mão na massa para aplicar estudos acadêmicos na luta contra a doença. Entre diversos trabalhos voluntários e produção de insumos voltados para diminuir danos aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente, o mapeamento dos dados destaca-se como uma das frentes de produção acadêmica, em meio ao período no qual informação é de vital importância para o combate à pandemia.

Universidades como a do Estado da Bahia (Uneb), do Sudoeste da Bahia (Uesb), de Feira de Santana (Uefs) e de Santa Cruz (Uesc) se mobilizaram para contabilizar a quantidade de pessoas infectadas e mortas pelo novo coronavírus, nas suas regiões. Esses dados auxiliam na resolução de medidas e criação de políticas públicas que são essenciais para diminuir os índices de contágio. A Uesb, por exemplo, contabiliza cerca de 10,000 casos acumulados na região de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista.

Segundo o professor Carlos Bernard, da Uesb, dentre as ações institucionais que visam contribuir nas tomadas de decisões dos gestores municipais e da população em geral está a publicação semanal do Boletim Informativo Especial #UesbContraACovid19. “Esse boletim é uma iniciativa do Conselho de Campus da Uesb (Itapetinga) que, em síntese, apresenta informações técnicas e imparciais, esclarecendo dúvidas sobre os dados epidemiológicos, conceitos gerais e projeções de cenários, contribuindo para uma visão consciente da atual situação da pandemia” explicou.

Amândio Barbosa, professor da Uneb de Valença, desenvolve, junto a outros parceiros, um observatório social que a princípio vai focar em pesquisas sobre a Covid-19 e seus impactos, além de um grupo de pesquisa para análises das informações que são tabuadas por representantes do Território. “A princípio iremos focar em pesquisas sobre a doença e suas consequências, mas estamos convidando representantes de outras instituições como Ifba e um representante do Observatório Social da Covid-19 da UFRB, de quem estamos utilizando os mapas de monitoramento também”, disse.

O professor da Uesc, Gesil Amarante, afirma que o trabalho realizado deve valer para a pesquisa de outras instituições, pois alguns dados detectados resultam em uma discussão com panorama a nível estadual. “Somos uma equipe voluntária de docentes de diferentes áreas que se dispuseram a organizar todas as semanas um informe epidemiológico para as cidades da região. Esse grupo tem uma representante do comitê de crise institucional, que supervisiona todas as edições. Trocamos informações e impressões todos os dias e definimos os padrões mais viáveis e as cidades de destaque. Todas as quintas-feiras nos reunimos, virtualmente, e, com base nos dados disponíveis até o dia anterior, construímos os slides que compõem os informativos”, disse ao reiterar que frequentemente o grupo se depara com fatos interessantes, intrigantes ou mesmo dificuldades importantes na evolução da pandemia na região. “Como somos de áreas distintas, isso é ainda mais enriquecedor”.

Washington Rocha, que é professor da Uefs e superintendente de Desenvolvimento Científico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), destaca o trabalho da universidade, através de uma plataforma chamada Geocovid, que foi desenvolvida em parceria com a Secti. “O Portal Geocovid-19 completou 4 meses no dia 31 de julho e se consolida como um dos portais mais citados no Brasil para monitoramento e projeção de cenários sobre a propagação da doença no país. Além disso, já faz parte da rotina diária dos gestores e analistas de saúde, a exemplo do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, que acompanha os dados e projeções diárias do portal e os utiliza nas recomendações e boletins produzidos”, finaliza.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Fapesb adere a chamada pública de edital do CNPq e Confap

Programa é voltado para apoio e capacitação em taxonomia biológica

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) aderiu a mais uma chamada pública, desta vez, a Protax, o Programa de Apoio a Projetos de Pesquisas para a Capacitação e Formação de Recursos Humanos em Taxonomia Biológica, lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O objetivo do programa é apoiar projetos que contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no Brasil, através da formação de pesquisadores especializados na área da Taxonomia Biológica.

Estão aptos a se inscrever, até o dia 14 de setembro, os grupos botânicos, zoológicos ou microbiológicos, entre outros, que atuem com pesquisas na área de microorganismos (fungos e bactérias), importantes para resolução de questões relativas à saúde humana e ambiental. Cada projeto aprovado poderá ser financiado com o valor máximo de até R$ 250.000,00 em bolsas de estudo nas modalidades previstas pela Chamada. Além disso, cada proposta poderá ser cofinanciada pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) que aderiram à Chamada, como é o caso da Fapesb, com o valor de até R$ 40.000,00. Para mais informações acesse https://bit.ly/2PawLdJ.

Fapesb adere à chamada do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração

Apoiado pela Fapesb, o projeto é voltado para pesquisadores com trabalho de cunho ambiental em diferentes biomas brasileiros

Com o objetivo de selecionar propostas para serem impulsionadas com recursos financeiros, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) aderiu à chamada do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), lançada no último dia 28 de julho, com foco em projetos de sítios de pesquisa ecológica de longa duração em ecossistemas brasileiros. O edital engloba pesquisas relacionadas a mudanças climáticas, perda, fragmentação e degradação de ambientes naturais, destruição de hábitats, super exploração, invasão de espécies, além de ações de conservação e restauração de ecossistemas nativos, tendo em vista a sustentabilidade ambiental. Os interessados devem submeter suas propostas até o dia 14 de setembro de 2020, através do portal http://carloschagas.cnpq.br/.

Com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), cada Fundação de Amparo à Pesquisa dos Estados que aderiram a chamada, como é o caso da Fapesb, irão investir R$ 200.000,00 por proposta aprovada, para que os pesquisadores possam dar continuidade aos seus trabalhos. Para mais informações, é possível acessar o link https://bit.ly/2P5SLGL

Novas espécies de perereca que podem auxiliar no combate ao Aedes aegypti são descobertas na Bahia

Espécies que vivem na Mata Atlântica do Sul do Estado têm potencial para serem utilizadas para a produção de diversos tipos de remédios e proteção da população de mosquitos como o Aedes aegypti

“Apesar de medirem apenas quatro centímetros, elas são as gigantes do gênero”. É desta maneira que o pesquisador Mirco Solé, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), descreve uma das novas espécies de pererecas descobertas recentemente no Sul da Bahia, mais precisamente na Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães, que podem auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti. O Sul da Bahia possui uma das maiores riquezas de anfíbios do mundo, entretanto, segundo Mirco, essa diversidade continua subestimada e inúmeras espécies aguardam para serem descobertas, como foi o caso das pererecas Phyllodytes amadoi, Phyllodytes praeceptor, Phyllodytes megatympanum, Phyllodytes magnus e Adelophryne michelin, descritas em seu trabalho de pesquisa intitulado “Desvendando a diversidade de anfíbios das áreas de altitude da Mata Atlântica do Sul da Bahia com ferramentas de taxonomia integrativa”.

Apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), o projeto busca mapear as espécies de dois gêneros de anfíbios muito pequenos utilizando todas as evidências possíveis, desde os dados genéticos até os morfológicos. “Conseguimos descrever cinco espécies novas para a ciência. Sabemos que ainda existem muitas outras desses dois gêneros para descrever e, antes da finalização da pesquisa, ainda queremos descrever no mínimo mais duas espécies”, destacou o cientista que chegou na Bahia há 14 anos, após um período pesquisando anfíbios na Serra Gaúcha.

Mirco destaca que, das aproximadamente 80 espécies de anfíbios registradas naquela época no Rio Grande do Sul, na maioria era possível detectar o canto de anúncio e identificar o girino. “Durante as primeiras atividades de campo no Sul da Bahia, percebi rapidamente que o conhecimento adquirido no Sul do país ia me servir bem pouco aqui, pois não conseguia nem associar um nome a muitas das espécies que encontrava, muito menos os sons ou os girinos. Rapidamente ficou claro que para desvendar a incrível diversidade de anfíbios desse território, eu teria que trabalhar com taxonomia integrativa, coletando e analisando todos os pedaços de evidência possíveis para depois juntá-los como se fosse um quebra-cabeça”, disse.

O trabalho, segundo o autor, vai além da descrição das espécies e busca entender o lugar que elas ocupam no meio ambiente, ou seja, de que se alimentam, quais substratos ocupam e como se reproduzem. “O gênero de anfíbios que mais nos surpreendeu pela quantidade de espécies ainda desconhecidas foi o das pererecas-de-bromélia. Estes pequenos anfíbios têm sua história de vida intimamente ligada às bromélias, pois vivem, se alimentam e reproduzem nelas, enquanto os girinos se desenvolvem na água que fica acumulada nas axilas destas plantas. É nesta água também que se desenvolvem larvas de mosquito, as quais pelo menos duas dessas espécies são comprovadamente capazes de caçar enquanto girinos, por isso atuam como biocontroladores de mosquitos. Em áreas onde as bromélias estão ocupadas por pererequinhas, a densidade de larvas desses insetos é baixa. Já em áreas onde esses anfíbios foram exterminados por meio da ação de larvicidas, após uma queda inicial no número de mosquitos, tende a acontecer um aumento desenfreado, pois as pererecas não estão mais exercendo seu papel”, declarou.

Esta problemática ambiental pode resultar no aumento de doenças transmitidas por mosquitos como dengue, zika e chikungunya. “Caso a devastação no habitat delas aumente, existe uma chance de o número de pessoas acometidas por essas doenças aumentar”, alertou Mirco, trazendo o conceito de que é necessário conhecer para preservar. “Uma espécie que ainda não foi descoberta não vai se tornar potencial fonte de princípios bioativos para desenvolver um remédio. Por exemplo, anfíbios que se alimentam quase exclusivamente de formigas, precisam se desfazer de substâncias que as formigas usam para se defender, como o ácido fórmico. Anfíbios podem secretar essas substâncias pela pele se tornando impalatáveis ou até venenosos. E essas substâncias podem conter princípios que, num futuro, podem ser empregados para desenvolver remédios”, disse.

O projeto está na sua fase final, porém, como depende de trabalhos de campo intensos, algumas das atividades principais estão paradas devido à pandemia da Covid-19. “Apesar das novas espécies encontradas, para cada resposta descoberta, aparecem dez novas perguntas, por isso ainda temos muito trabalho pela frente. Antes de finalizar o projeto em 2021, ainda pretendemos descrever mais duas espécies de pererequinha-de-bromélia e entender se apenas uma ou algumas espécies deste gênero conseguem atuar como biocontroladores de mosquitos ou se é uma características dos girinos de todas as espécies do gênero”, completou.

A pesquisa contou com a participação dos pesquisadores Victor Orrico, Amanda Santiago, Iuri Dias e Euvaldo Marciano Jr, todos da Uesc, Santiago Castroviejo da Pucrs e Judit Vörös do Museu Húngaro de História Natural. Além do apoio do CNPq e da Fapesb, o projeto contou também com o apoio da Fundação Grupo Boticário e da empresa Plantações Michelin da Bahia.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Pesquisadores desenvolvem respiradores pulmonares de baixo custo na Bahia

Projeto visa auxiliar nos casos graves da Covid-19 que precisam do equipamento para tratamento da doença

Cinco pesquisadores voluntários se uniram para dar origem ao projeto conhecido como Respiral 2.0, um protótipo de respirador mecânico que busca ser uma alternativa em caso da falta de respiradores comuns no país, devido ao número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus. Um dos pesquisadores é o engenheiro de computação formado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que também ocupa o cargo de primeiro sargento do Exército Brasileiro, Rodrigo Costa. Ele explica que a ideia para criar o projeto surgiu após o pronunciamento do Ministério da Saúde solicitando que a comunidade científica elaborasse algum equipamento para suprir a falta dos respiradores.

Quando comparado ao valor de um respirador convencional, o Respiral 2.0 se encontra em uma linha bem mais acessível, visto que custa em torno de R$6.500,00 contra R$60 mil do outro tipo. Rodrigo também afirma que o grupo quer doar alguns equipamentos produzidos por eles para as Forças Armadas e fábrica de produtos hospitalares para dar suporte a hospitais públicos e militares ao longo da pandemia.

“Nosso protótipo funciona através do acionamento pneumático e válvulas solenoides para gerar ventilação aos pulmões mecanicamente. Além disso, ele possui sensores de fluxo de ar, de pressão e de volume, através de um display touch que possibilita ao profissional de saúde, responsável pelo paciente, configurar parâmetros segundo as necessidades”, detalhou Rodrigo. O principal diferencial, conforme o pesquisador, é o baixo custo de produção somado à eficácia do produto. “Nosso grupo realizou uma pesquisa apurada até conseguirmos chegar em um protótipo capaz de suprir as necessidades que um respirador pulmonar precisar ter”.

O respirador já foi testado em laboratório e, a partir de agora, só precisa ser testado pelas fábricas que tiverem interesse em produzir o protótipo em larga escala. “Através desse respirador pulmonar, a sociedade terá acesso a esse equipamento de forma mais acessível, completamente feito em nosso país, fator que é de vital importância, primeiro por refletir um custo mais baixo no produto final e segundo por nos dar mais autonomia ao não precisamos ficar presos ao mercado internacional de respiradores”, ressaltou.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Governo da Bahia divulga Linhas de Pesquisa para a 7ª Chamada PPSUS/BA – 2020

O Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia – SESAB, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia – SECTI e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB, informa que o Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) para o ano de 2020, na sua 7ª Edição, já conta com as Linhas de Pesquisa que comporão a Chamada Pública a ser lançada em breve.

O PPSUS é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (SECTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (FAPESB). O objetivo do Programa é promover o desenvolvimento científico e tecnológico, visando atender às peculiaridades, especificidades e necessidades de saúde locais de cada UF brasileira proporcionando melhorias nas condições de vida da população, principal objetivo das políticas públicas em saúde do país.

Foram elencados os Eixos Temáticos e priorizados os principais problemas de saúde que acometem a população do estado da Bahia pelos membros da gestão e áreas técnicas da SESAB. Por conseguinte, a FAPESB desenvolveu ações de consulta à comunidade acadêmica e científica do estado captando as sugestões para as Linhas de Pesquisa que irão compor a Chamada Pública. Diante do estado de emergência decorrente da situação de pandemia pela Covid-19, todas estas etapas se deram de modo remoto.

Os Eixos Temáticos escolhidos para a Chamada PPSUS/BA – 2020 são: (1) Ações de vigilância, proteção, promoção e prevenção em saúde nos territórios e em todos os níveis de atenção; (2) Atenção Básica de forma integrada e resolutiva; (3) Redes de Atenção à Saúde (RAS) de forma regionalizada, ampliando a equidade de acesso, garantindo a integralidade e a segurança do paciente; (4) Política de gestão do trabalho e educação na saúde e; (5) Gestão estratégica do SUS/BA.

A 7ª Chamada PPSUS/BA – 2020 disporá de recursos financeiros globais de até R$ 5.250.000,00, sendo R$ 3.500.000,00 repassados pelo MS e R$ 1.750.000,00 disponibilizados pela FAPESB.

Clique aqui para conferir as linhas de pesquisa da 7ª Chamada PPSUS/BA – 2020

Fonte: SESAB e FAPESB

Voluntários ultrapassam a marca de R$ 1,5 milhão em máscaras produzidas

Equipamentos de proteção são doados para profissionais da saúde em toda a Bahia

O protejo Voluntariado Maker ultrapassou a marca de 88.469 mil máscaras de proteção facial fabricadas com o uso de impressão 3D e injeção de plástico. Elas foram doadas para profissionais de saúde de todo o estado combaterem a Covid-19. No total, a quantidade corresponde ao valor de R$ 1.571.799.00, após a conversão do número de máscaras doadas. Apoiado pelo Governo do Estado, através de Secti, Sesab, SDE, SEC, Seplan, Casa Civil e Corpo de Bombeiros, o projeto integra diversas iniciativas solidárias organizadas em hubs de fabricação digital nos municípios de Salvador, Camaçari, Dias D’ávila, Guanambi, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Ipiaú, Jitaúna, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Bom Jesus da Lapa, Barreiras, Lauro de Freitas, Valença, Eunápolis, Juazeiro, Jaguaquara, Maraú, Alagoinhas, Irecê e Cruz das Almas.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro, celebra os resultados. “Alcançar esse número em produção voluntária de máscaras é algo que vai beneficiar toda a população e é mérito do ecossistema de inovação da Bahia. A importância de conectar as empresas, os pesquisadores, as instituições e os órgãos públicos fica clara quando um trabalho conjunto como este alcança uma meta tão alta, demonstrando que, além de conhecimento e engajamento para prover soluções, a Bahia também conta com muita solidariedade”, destaca.

À frente do projeto na cidade de Jequié, Cláudia Ribeiro, professora da Universidade Estadual do Sul da Bahia (Uesb), se diz muito feliz com os resultados. “Nós somos o terceiro maior hub com produção com o uso exclusivo de máquinas de impressão 3D e de corte a laser e somente aqui no município produzimos 3438 equipamentos que são essenciais para os profissionais de saúde minimizarem o risco do contágio do novo coronavírus”, ressalta.

O professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Hugo Saba reforça a importância do trabalho, “Nesse momento a equipe da Maker Lab 3D, de forma colaborativa, tenta contribuir no combate à pandemia. Todos os envolvidos Uneb, Ufob, Ifba e Ufba, entendem que se cada um fizer a sua parte esse momento passará mais rápido e com menos sofrimento, por isso devemos ser altruístas”, disse.

Além da Uesb, a equipe de Makers conta com colaboradores da Escola Bahiana de Medicina, outras universidades estaduais, como Uesc e Uefs, bem como universidades e institutos federais baianos, como no caso do Ifba, Ufob, UFSB, Ufba e UFRB. Outras cidades beneficiadas pelo projeto são: Aiquara, Alagoinhas, São Gonçalo dos Campos, Conceição de Feira, Santo Estevão, Ipecaetá, Antônio Cardoso, Anguera, Tanquinho, Santa Bárbara, Santanópolis, Coração de Maria, Amélia Rodrigues, Teodoro Sampaio, Terra Nova, Conceição do Jacuípe, Irará, Água Fria Barra do Choça, Boa Nova, Brejões, Brumado, Caetité, Canapolis, Cariranha, Condeúba, Gongogi, Ibirataia, Igaporã, Iguai, Ipiau, Irajuba, Itagi, Itagiba, Itajuípe, Itamari, Itambé, Itapetinga, Itaquara, Itarantim, Itiruçu, Ituaçu, Jacaraci, Jaguaquara, João Dourado, Lafaite Coutinho, Lajedo do Tabocal, Livramento de Nossa Senhora, Maetinga, Maracás, Mata de São João, Mortugaba, Nova Canaã, Nova Itarana, Paramirim, Pindaí, Piripá, Caculé, Miguel Calmon, Planaltino, Poções, Ribeirão do Lago, Rio de Contas, Santo Antônio de Jesus e Tancredo Neves, entre outros.

Cientistas baianos querem descobrir por que Covid-19 afeta pacientes de diferentes formas

Projeto busca responder questões como o porquê de diferentes pacientes desenvolverem sintomas mais graves que outros e o nível de contágio do vírus

Um grupo composto por cinco pesquisadores da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) se uniu para analisar a propagação da Covid-19, através de estudos moleculares e sorológicos, na região Oeste da Bahia, com o objetivo de auxiliar nas tomadas de decisões para controle e tratamento da doença por parte do poder público. Para concluir o trabalho, os pesquisadores, que foram contemplados no edital da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), voltado para temas relacionados ao coronavírus, vão avaliar amostras de sangue e de fluidos respiratórios de profissionais de saúde e de pacientes com diferentes manifestações da doença.

À frente do projeto, o pesquisador Jonilson Lima explica que a primeira etapa consiste em quantificar as cargas virais nas amostras dos pacientes. “Através disso, iremos realizar correlações entre a carga viral e a produção de outras moléculas que serão analisadas nas outras etapas do projeto que envolve, também, avaliar carga viral em diferentes grupos de pacientes. Ao final deste estudo, pretendemos contribuir com informações sobre a situação clínica e possíveis parâmetros para tomada de decisão durante a epidemia de SARS-CoV2”, diz, relembrando que a ideia de criar o projeto surgiu em meio à emergência sanitária da pandemia da Covid-19. “Uma vez que iríamos prestar o serviço de testagem no laboratório de diagnostico molecular da Ufob, o Laive, resolvemos associar esse serviço à pesquisa, analisando amostras dos pacientes que fossem testados pelo nosso laboratório com o intuito de entender melhor a evolução da doença”.

Segundo Jonilson, o principal diferencial do trabalho é oferecer um serviço de testagem que, simultaneamente, auxilia no controle epidemiológico e isolamento de casos infectados de forma mais rápida. “Estamos realizando a pesquisa que pretende identificar biomarcadores e caracteres genéticos que podem explicar, por exemplo, o porquê de alguns indivíduos desenvolverem casos leves da doença, enquanto outros desenvolvem casos graves”, destaca. Antes do projeto ter início, as amostras coletadas eram enviadas para Salvador, onde entravam na fila do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), mas com a possibilidade de um laboratório com as características necessárias na região Oeste, foi possível ampliar a quantidade de testes e obter os resultados de forma mais rápida, o que, de acordo com a OMS, é um fator importante para o controle da disseminação viral.

Além disso, o critério de analisar o Oeste Baiano pode trazer um diferente panorama para estudos sobre a doença do que se fosse realizado na capital. “O projeto já possui alguns resultados preliminares e muitos dos pacientes testados concordaram em participar do estudo. No momento, possuímos um biorrepositório onde as amostras estão armazenadas e estamos selecionando as amostras em grupos experimentais, para que ao iniciarmos as análises, possamos identificar possíveis fatores genéticos que estejam relacionados com a gravidade da doença. O desenvolvimento desse projeto e a implantação deste laboratório deixarão um legado para a região, após a pandemia, que permitirá o diagnóstico de diversas doenças infecciosas e genéticas”, conclui. Além da Fapesb, o trabalho recebeu apoio da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) que financiou a implementação do laboratório, e do Lacen que certificou o equipamento.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) lançaram em 2019, no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Série Bahia Faz Ciência comemora um ano de apoio à divulgação científica

Iniciativa da Secti e da Fapesb dá visibilidade a pesquisadores através da divulgação de seus trabalhos

E se os estudos científicos não existissem? Com certeza o mundo não teria vacinas e a cura para muitas doenças. A humanidade também estaria longe de desvendar diversos mistérios, como a origem do espaço e da vida. Foi justamente pensando em dar visibilidade aos cientistas baianos que a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) lançaram a série Bahia Faz Ciência (BFC) em 8 de julho de 2019, quando é comemorado o Dia da Ciência e do Pesquisador. Um ano depois, a iniciativa acumula a divulgação de cerca de 50 projetos de pesquisadores de universidades, institutos e escolas de todas as regiões do estado das mais diversas áreas do conhecimento, como saúde, agronomia, humanas, tecnologia, dentre outros.

A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, explica que a série de reportagens funciona como uma ponte entre o meio acadêmico e a sociedade. “O Bahia Faz Ciência surgiu para dar visibilidade ao trabalho das pesquisadoras e pesquisadores, mostrando à população tudo aquilo que vem sendo produzido nas universidades e outras instituições de pesquisa do estado. Esse trabalho incansável dos nossos cientistas ajuda a criar soluções para diversos problemas da sociedade, como a produção de vacinas, novos remédios e novos protótipos tecnológicos sempre com foco em melhorar a qualidade de vida das pessoas. Essa centelha que plantamos serve para mostrar que o povo baiano produz ciência de ponta, sendo destaque em todo o Brasil”, disse.

Disponível toda segunda-feira nos canais oficiais da Secti e da Fapesb, as matérias também são disponibilizadas à imprensa baiana. Com a divulgação, é comum que os cientistas conquistem uma maior visibilidade aos seus projetos. “Ciência é importante. Ela muda a vida das pessoas. Por isso, a população deve saber o que está acontecendo nos laboratórios e outros lugares de pesquisa. Isso as ajuda a conhecer melhor o mundo em que vivem, a sonhar com um mundo melhor e não ficarem vulneráveis a orientações erradas e a informações falsas. Na minha experiência, quando as pessoas entendem sua pesquisa, logo você se vê cercado de colaboradores e de apoio ao seu projeto”, destacou Washington Santos, cientista da Fiocruz Bahia com trabalho divulgado pela série.

O pesquisador do IF Baiano de Catu, Saulo Capim, que também já teve suas pesquisas científicas contempladas pelo projeto, afirma que divulgadores da ciência possuem a responsabilidade de transformar um conteúdo científico e de linguagem específica em um conteúdo que possa ser consumido e entendido por pessoas de fora daquele campo de conhecimento. “O projeto Bahia Faz Ciência chegou com o intuito de democratizar o acesso ao conhecimento científico desenvolvido por pesquisadores e estudantes no Estado. Em um ano de atividade, este projeto criou condições para levar ao conhecimento de uma grande parcela de cidadãos assuntos e pesquisas que impactam de alguma forma na sociedade baiana. Para mim, que venho lutando a cada dia pelo incentivo a ciência brasileira, é uma honra fazer parte deste projeto. E ações como estas devem ser valorizadas, pois é de fundamental importância que a sociedade conheça e discuta o que se produz de ciência nas instituições baianas”, declarou.

A adaptabilidade a assuntos emergenciais da sociedade é outro ideal do BFC. Quando a série foi lançada, um dos primeiros projetos divulgados se tratava de um novo teste para a Doença de Chagas, que na época teve crescimento no Oeste do Estado. Já em meio à pandemia da Covid-19, pesquisas voltadas para este assunto tiveram destaque, como foi o caso de um estudo para identificar inibidores do coronavírus em substâncias do cacau, do pesquisador Carlos Pirovani, da Uesc, em Ilhéus. “A divulgação deste projeto, através da Secti, abriu portas para que toda a comunidade pudesse conhecer esta pesquisa por outros meios de divulgação como imprensa escrita, rádio e TV, alcançando a população em geral. Além de dar conhecimento dessas importantes ações, passamos a contar com a torcida, o pensamento positivo, o incentivo da população que acredita na ciência e a vê como uma forma de trazer desenvolvimento e inovação em benefício de todos e, assim, continuar o processo de construção de uma nação soberana”, disse Carlos.

Quem também teve trabalho divulgado pelo BFC foi Aisamaque Gomes, pesquisador do IF Baiano de Itapetinga. Para ele, seu trabalho recebeu um vislumbre maior após ser divulgado para a imprensa. “A mídia tem um papel fundamental para a ciência em fazer a população entender de forma mais acessível como a ciência impulsiona novos conhecimentos, abordagens e descobertas. Como esse trabalho precisa ser conhecido pela grande massa, a mídia acaba por expandir o que foi e desenvolvido na Academia, como aconteceu com o meu projeto que se trata de uma ferramenta para o atendimento de pessoas surdas na pandemia da Covid-19”, celebrou.

Responsável por financiar grande parte dos projetos citados, a Fapesb, um dos pilares do apoio à pesquisa na Bahia, foi classificada em ranking divulgado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) como a segunda FAP que mais concede bolsas em todo o país. Para o diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, o número reflete o compromisso do Governo da Bahia com a ciência. Ele também destaca a importância de descentralizar a divulgação científica para além da capital. “Sempre foi uma preocupação comtemplarmos todas as regiões do estado. Um ano depois, olhando os números, temos a certeza que estamos no caminho certo. Divulgamos trabalhos sobre protótipos para criar água potável e outro para melhorar a agricultura local, ambos no Norte. Passamos pelo Recôncavo Baiano, com um projeto de iluminação pública, pelo Cerrado Baiano com fármacos naturais, além claro da capital com estudos para novas vacinas e até mesmo protótipos para melhorar a qualidade dos transportes públicos, e no Sul, com a produção de fertilizantes naturais, dentre outros”, concluiu.

Pesquisador baiano estuda como o coronavírus afeta órgãos dos pacientes

00Projeto busca tornar mais fácil identificar possíveis fatores de risco da covid-19

Um grupo de pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), analisa como o organismo lida com a infecção ocasionada pelo coronavírus. O objetivo do estudo é entender como é possível reconhecer precocemente o paciente que possui risco de evoluir para um quadro grave e o que é necessário fazer para reverter este prognóstico. À frente da pesquisa, Washington dos-Santos explica que para realizar o estudo a equipe vai pedir a autorização para fazer exames em órgãos de pessoas que foram a óbito devido à covid-19. “Vamos fazer análises microscópicas, incluindo de microscopia eletrônica e dos genes, para identificar o que está sendo ativado e as substâncias químicas que o organismo produz no local”, disse o pesquisador.

Washington ressalta que o interesse para desenvolver o estudo veio do anseio como médico de contribuir na busca por soluções para a pandemia. “Eu já liderava um grupo de pesquisa em patologia estrutural e molecular na Fiocruz, então já tínhamos o interesse em entender como ocorrem as modificações na morfologia dos órgãos atingidos por doenças”, disse ao destacar que outra vantagem deste trabalho é a formação de um grupo técnico capaz de atuar em diversas situações envolvendo o surgimento de novas doenças, como é o caso da covid-19.

Ele também alega que são poucos os grupos de pesquisas que trabalham nesta linha específica, pois há dificuldades na coleta de amostras de órgãos internos de pacientes que morrem pela doença. “Temos três grupos no país inteiro fazendo trabalhos similares ao nosso, mas a especificidade do nosso projeto é a profundidade de análise de moléculas e genes em larga escala. Futuramente, esperamos formar uma rede de parceria e troca de conhecimentos com esses outros grupos de pesquisa”.

Segundo o pesquisador, com a conclusão do trabalho, espera-se criar subsídios para redirecionar tratamentos e monitorar a toxicidade por drogas ou sobre lesões ainda desconhecidas. “Durante a pandemia, criaremos na página do IGM-Fiocruz um observatório para informar, em tempo real, aos profissionais que atuam no tratamento e pesquisa sobre a covid-19, a respeito de alterações encontradas na análise dos órgãos dos pacientes. O trabalho está em fase inicial e recentemente foi aprovado no edital da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) voltado para contemplar pesquisadores com projetos relacionados ao coronavírus.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) lançaram em 2019, no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes