Tele Coronavírus supera marca de 164 mil atendimentos

O Tele Coronavírus chegou à marca de 164.542 atendimentos registrados até o dia 30 de junho. O serviço, que entrou em operação há três meses, é um atendimento gratuito por telefone que coloca a população em contato direto com profissionais voluntários da área de saúde, por meio do número 155. O objetivo principal é orientar o cidadão em caso de dúvida sobre a Covid-19. O mês de junho foi o que registrou a maior quantidade de atendimentos, com 67.426, contra 63.346 em maio e 33.770 em abril.

A estrutura de atendimento, composta por 40 colaboradores da Rede SAC, está montada no Centro de Operações e Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Para o atendente Lucas Gênesis, 28, que atua normalmente no SAC Barra, a nova experiência está sendo muito relevante pela nobreza do motivo. “Poder ajudar as pessoas a tomarem as melhores providências diante dessa pandemia é algo muito gratificante”, exaltou.

Os atendentes recepcionam as ligações e fazem uma triagem, aplicando um questionário desenvolvido pela Secretaria da Saúde (Sesab) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Bahia). Na sequência, transferem para um dos mil estudantes de medicina que participam voluntariamente do projeto. “A expertise dos colaboradores da Rede SAC também está sendo utilizada para fazer levantamentos estatísticos sobre o atendimento, registrando dados como quantidade de ligações, além de tempo médio de atendimento e de espera”, observa o secretário da Administração, Edelvino Góes.

O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, explica a dinâmica adotada pela plataforma. “O cidadão liga para o número 155 gratuitamente e é atendido por um estudante de medicina do quinto ou sexto ano, devidamente capacitado, que escuta a demanda e faz a orientação, de acordo com o protocolo oficial adotado pela Sesab e Ministério da Saúde. Ao receber essa ligação, o estudante alimenta uma plataforma e esse dado é utilizado para os registros na área de saúde para auxiliar na gestão e na assistência à saúde”, afirma.

A secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e médica por formação, Adélia Pinheiro, coordena o grupo de trabalho do Tele Coronavírus desde a implantação. Ela comemora a marca de atendimentos, destacando a importância de uma ferramenta de fácil acesso à população. “O Tele Coronavírus 155 foi pensado para ajudar, em primeiro momento, o cidadão que não sabe como proceder em caso de surgimento de algum dos sintomas da doença. Esse serviço gratuito, assim como o aplicativo Monitora Covid-19, mostra que o Governo do Estado, juntamente com os parceiros, tem acertado em suas políticas públicas implementadas durante a pandemia como o principal objetivo de proteger o cidadão e salvar vidas”.

Idealizado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pela Fiocruz Bahia, o Tele Coronavírus recebeu apoio do Governo do Estado, por meio da Sesab, Secti e das secretarias do Planejamento (Seplan), da Segurança Pública (SSP), da Administração (Saeb) e de Infraestrutura (Seinfra). Também aderiram à ação as quatro universidades estaduais (Uneb, Uesc, Uefs e Uesb), a Escola Bahiana de Medicina, a FTC Salvador, a Unifacs, a Unime, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Fesftech, esta última responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma que é alimentada pelos voluntários.

Fonte: Ascom/Saeb

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) vem a público esclarecer o recente ofício encaminhado às Reitorias e Pró-Reitorias das Universidades e outras Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação sobre as bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado que parece ter causado estranhamento da comunidade científica. Atenta à sua finalidade legal, a Fapesb busca a continuidade de todas as pesquisas em andamento, com a realização das atividades que sejam viáveis diante das restrições causadas pela pandemia do novo coronavírus. Em momento algum foi informada a intenção de cortar ou suspender qualquer bolsa. O objetivo do presente ofício é alertar as instituições envolvidas com as bolsas acerca da necessidade de adaptação para a continuidade das pesquisas. Lembramos que incumbe ao gestor cumprir as determinações legais e prestar contas aos órgãos de controle, desta feita o ofício foi um alerta para que as adequações sejam feitas, evitando questionamentos futuros do bom uso do dinheiro público. A Fapesb reafirma o seu compromisso com a pesquisa e garante o pagamento de todas as bolsas. Assim sendo, qualquer outra interpretação é equivocada e não corresponde à realidade.

Informamos ainda que, com relação à possível prorrogação de bolsas de pesquisa, devido à pandemia, o referente tema encontra-se em análise e as devidas providências serão comunicadas em breve.

Secti participa de cortejo virtual do Dois de Julho

Evento representa o esforço conjunto de diversas instituições para comemorar a independência do Brasil na Bahia

Devido à pandemia da Covid-19, o tradicional desfile que acontece no dia Dois de Julho, e percorre o trajeto em bairros do Centro Histórico de Salvador, não poderá ser realizado. Entretanto, em busca de reafirmar para a população baiana a importância da data, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) se uniu a iniciativa da Academia de Ciências da Bahia (ACB) que vai realizar um cortejo virtual, que poderá ser acompanhado de casa pela população.

De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, a celebração do Dois de Julho, Data Magna da Bahia, é um momento importante para gerar união. “Quando comemoramos a Independência do Brasil na Bahia, nós reafirmarmos nossas bandeiras em defesa da educação e da ciência. O ano de 2020 e tudo que estamos vivendo com a pandemia nos mostra que toda sociedade precisa de ciência e pesquisa para sua evolução. Esse é o caminho a ser seguido, da integração de todos os entes, para que possamos colher os frutos apresentados pela ciência e a educação, que só se tornam possíveis com pesquisa e investimento”, ressaltou.

Para Márcio Costa, diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que também participará do evento, este momento de levantar bandeiras é propício para propagar a importância da ciência. “A Fapesb participa e apoia as ações em defesa da ciência nesse Dois de Julho, uma demonstração pertinente nessa data tão significativa para o povo baiano de que a ciência é dimensão fundamental para a soberania do estado e do país”, declarou.

Já o presidente da Academia de Ciências da Bahia, Jailson Bittencourt, observa que o Dois de Julho simboliza a verdadeira Independência do país. “Devido a data ser de grande importância para a Bahia e para o Brasil, a ACB resolveu, mais uma vez, liderar uma manifestação neste dia. O nosso objetivo é despertar e reforçar na população o ‘valor da ciência’, bem como revelar o perigo que a atual situação de penúria orçamentária representa para o seu futuro”, destacou. Para mais informações, é preciso acessar o site www.cienciasbahia.org.br. O encontro ainda reúne instituições como a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e outras universidades e entidades federais e estaduais.

Bahia é o segundo estado que mais investe em bolsas de pesquisa científica

Trabalho desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia disputa o primeiro lugar com São Paulo

Entre os anos de 2018 e 2019, a Bahia se consagrou como o segundo estado que mais concede bolsas para pesquisadores científicos com recursos próprios. A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), disputa a primeira posição no ranking nacional. Em 2018, foi a Fundação que mais concedeu bolsas de estudo, já em 2019, ocupa o segundo lugar, atrás apenas da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). Somente no ano passado, foram 2302 estudantes contemplados, segundo dados recentes divulgados pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

A lista se refere aos benefícios concedidos aos estudantes dos cursos de mestrado e doutorado que atuam no Brasil ou no exterior. O diretor da Fapesb, Márcio Costa, celebra os resultados que posicionam a Bahia em liderança nacional. “No total de 2018, foram 2282 bolsas concedidas. Foi o maior número de estudantes contemplados por uma FAP naquele ano, por isso temos muito orgulho de dar continuidade a este trabalho na Fapesb sempre com o objetivo de promover a ciência, apoiando nossos pesquisadores com o retorno em forma de benefícios à sociedade”, declarou.

De acordo com a Secretária da Secti, Adélia Pinheiro, esses números demonstram o esforço do Governo do Estado em incentivar a pesquisa em toda a Bahia. “Cada pesquisa dessa que foi financiada pode ser a solução para diversos desafios que enfrentamos na sociedade. A Bahia possui um leque incrível de pesquisadores talentosos que precisam do nosso apoio para desenvolverem projetos que auxiliam na qualidade de vida da nossa população”, destacou, relembrando que foram pesquisadores baianos, com apoio da Fapesb, que primeiro identificaram o Zyka Vírus, além de ”sermos precursores em diversas áreas do conhecimento”.

Entre 2019 e 2020, a Fapesb lançou editais voltados para identificar, através da ciência, da tecnologia e da inovação, possíveis soluções para problemas enfrentados pela sociedade na atualidade. No ano passado, foram mais de R$ 1,5 milhão em recursos para pesquisadores que desenvolvessem projetos inovadores, através do edital Centelha Bahia, com parceria da Finep. Além disso, o edital para promover pesquisas científicas que estudam o combate de doenças que afetam a população negra, como a doença falciforme, consagrou a primeira vez que uma Fundação de Amparo à Pesquisa do Brasil lança um edital voltado para este tema.

“Este ano, em caráter emergencial, a Fapesb lançou um edital para pesquisadores que tivessem projetos relacionados ao Coronavírus e ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. Foram R$ 220.000,00 disponibilizados em recursos, que demonstram a importância de investirmos em pesquisa científica. Esse investimento, em breve retorna à sociedade, seja em forma de vacina, de remédio, protótipos tecnológicos ou estudos sociais que fazem a população da Bahia, e até do Brasil, avançar rumo a um futuro melhor”, afirmou a secretária Adélia Pinheiro.

Cientista desenvolve estudo sobre Covid-19 na Bahia com foco em aspectos imunológicos dos pacientes

Projeto propõe diagnóstico molecular que identifique simultaneamente a Covid-19 e outros vírus como Influenza A e B

Foi no Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que a PhD em virologia, Silvia Sardi, junto ao professor Gúbio Campos, esteve à frente de identificar vírus até então desconhecidos como Norovírus, Bocavírus e Zika vírus. Em busca de oferecer um diagnóstico mais preciso e auxiliar as autoridades sanitárias, ela lidera um projeto para criar um meio de detectar o Coronavírus, junto a outras doenças respiratórias simultaneamente. “Observamos que muitos casos não eram Covid-19 e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) precisa testar outros vírus respiratórios para definir um diagnóstico. No nosso trabalho, além de identificar se o paciente testa positivo ou não para Coronavírus, também diagnosticamos qual doença o atinge”, afirma Silvia.

Ela ressalta que os vírus respiratórios são os que mais afetam a população hoje em dia, mas é preciso saber o tipo de cepa viral, ou seja, a qual linhagem ele pertence – no caso do Coronavírus, o mesmo está enquadrado na SARS-CoV-2 – para saber qual vírus circula no estado. “Um outro objetivo do estudo é contribuir para definir uma possível vacina junto a outros pesquisadores do Brasil e até mesmo avaliar se a vacina proposta tem cobertura para a nossa região”, destaca ao reiterar que desconhece outros grupos de pesquisa na Bahia que estudem o tema de maneira similar. “A colaboração é fundamental na ciência, por isso estamos trabalhando com outros pesquisadores que estudam o assunto. Somos conhecidos no ambiente científico por sermos abertos a colaborações, pois ao fazer uso de recursos públicos, precisamos estar abertos em prol de colaborar com a saúde pública”.

De acordo com Silvia, ao diagnosticar Covid-19 e outros vírus respiratórios em uma única testagem, torna-se mais viável definir o tratamento imediato ao paciente. “Queremos também responder outras perguntas sobre a resposta inflamatória que se desencadeia no indivíduo infectado. Essa abordagem multidisciplinar faz com que nossa pesquisa abranja o tema da maneira mais completa possível, a fim de entender melhor sobre os aspectos imunológicos”, disse. A equipe completa é integrada também pelos professores Rejane Hughes, Luis Pacheco, Eric Aguiar e a Carina Pinheiro.

O trabalho está em fase inicial e recentemente foi aprovado no edital da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) com foco em apoiar pesquisas voltadas ao estudo do Coronavírus. “Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho por parte dos órgãos da saúde. Acreditamos que a confiança surge por estes 20 anos de atuação com responsabilidade e dedicação à virologia humana, sempre abertos a colaborar com a comunidade científica e a população em geral”, conclui.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Cientista baiano utiliza o cacau em estudo para criar medicamento contra a Covid-19

Fruto que é típico do sul da Bahia possui substâncias com potencial a ser testado contra o vírus

O cacau, importante fruto para a economia do Sul da Bahia, agora é utilizado para contribuir em benefício da sociedade, porém de uma forma diferente. Em busca de potenciais fármacos que possam contribuir para diminuir a pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus, uma equipe liderada pelo pesquisador Carlos Pirovani, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), ganhou o apoio da Fapesb na sua pesquisa de avaliação do potencial de enzimas presentes no cacau para atuar contra as proteases presentes no vírus. Em palavras simples, Carlos resume a proposta do seu estudo. “Essas proteases do vírus atuam como tesouras, cortando as grandes moléculas do vírus, o que o torna capaz de infectar o nosso organismo. No laboratório de Proteômica da Uesc, testamos a hipótese de que alguns inibidores que encontramos em proteases do cacau possam bloquear o efeito das ‘tesouras’ do Coronavírus”, explicou.

O pesquisador conta como surgiu a ideia de desenvolver o estudo. “Lá na Universidade, nossa equipe já trabalha com moléculas do cacau (inibidores de proteases) desde 2005. Já testávamos essas moléculas contra diferentes doenças e decidimos aplicar nosso trabalho para ajudar, por meio da ciência, a combater a pandemia da Covid-19. Como as proteases (tesouras) do coronavírus são alvos promissores para a criação de drogas inibidoras, decidimos realizar os testes e verificar se os inibidores que encontramos no cacau encontramos são eficazes e podem gerar um medicamento contra a doença”, disse ao reiterar que o grupo vem recebendo mensagem de pesquisadores do exterior, motivando-o a continuar o trabalho.

Carlos afirma querer ir contra a maioria das ações no que diz respeito a procura por um medicamento contra essa doença. “Enquanto a maioria busca reposicionar drogas já existentes para que sejam utilizadas contra a Covid-19, como é o caso da cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e corticoide nossa abordagem envolve posicionar novas drogas. Nesse caso, ainda temos o aditivo de usar moléculas naturais que já produzimos em nosso laboratório. Assim, esperamos desenvolver moléculas que sejam efetivas não só contra o coronavírus, mas também outras viroses”, declarou.

Devido à complexidade da doença e do cenário pandêmico, a pesquisa busca provar que as substâncias do cacau são realmente efetivas contra as proteases do vírus, ou “as tesouras”. Segundo o cientista, independentemente dos resultados finais, os iniciais, feitos em análise computacional, já indicam, no mínimo, os caminhos para o desenho de moléculas promissoras a partir das substâncias do fruto. “Em um cenário perfeito, realmente esperamos que essas substâncias sejam eficazes, mas como imortalizou Ariano Suassuna, ‘bom mesmo é ser esperançoso realista’. Por isso, a parte da pesquisa que envolve analisar as interações das substâncias do cacau com as “tesouras” do vírus já está em andamento e elas serão avaliadas quanto à toxidade às células humanas. Aquelas que passarem no teste serão avaliadas contra o próprio Sars-Cov-2 no Centro de Tecnologia em Vacina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFGM), sob a supervisão do professor Flávio Fonseca.

O projeto conta com apoio da farmacêutica Brenda Santana, da bióloga Monaliza Macêdo e da biomédica Andria Freitas, todas estudantes de mestrado ou de doutorado da Uesc, que são responsáveis pelas análises laboratoriais. Além disso, contou com a contribuição da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e outros pesquisadores da Uesc como as professoras Jane Lima e Luciana Debortoli, além do professor Eric Aguiar e da biomédica Danielle Lopes. “Projetos desta natureza só são viáveis quando se envolve uma equipe multidisciplinar de forma a contemplar uma ampla gama de conhecimentos específicos e metodologias a serem empregadas, além do incentivo por parte da gestão pública. O apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), é fundamental neste processo, concluiu Carlos.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Fapesb recebe sugestões para o Programa de Pesquisa para o SUS

Pesquisadores poderão sugerir os temas que acharem mais pertinentes até o dia 26 de junho

Com o objetivo de contribuir para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia e enfrentar os problemas de saúde priorizados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) se prepara para lançar a edição 2020 do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Enquanto isso, os pesquisadores, dos cursos de mestrado e doutorado, poderão sugerir linhas de pesquisa para o edital a partir do dia 19 de junho até o dia 26 do mesmo mês. Para mais informações e também para realizar a inscrição de temas, os interessados podem acessar o formulário online.

A Oficina de Prioridades, que se trata do momento de diálogo da Fundação com os pesquisadores para alinhar e sugerir temas e geralmente ocorre em todas as edições do PPSUS, não poderá ser realizada em virtude da recomendação de isolamento social da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), devido à pandemia da Covid-19. Entretanto, através de um esforço conjunto da Sesab, Fapesb e do Ministério da Saúde, as atividades acontecem de forma remota, primeiramente com o levantamento e priorização dos desafios da área da saúde do Estado, e agora com a abertura de sugestão para linhas de pesquisa.

Após as linhas de pesquisa serem definidas, será lançada a chamada pública do PPSUS – BAHIA, Edição 2020, para seleção de propostas, dispondo de recursos financeiros globais de até R$ 5.250.000,00, sendo R$ 3.500.000,00 repassados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde e R$ 1.750.000,00 disponibilizados pela Fapesb.

Mulheres cientistas estudam método alternativo para detectar Coronavírus na Bahia

Estudo propõe a análise epidemiológica da Covid-19 e um método molecular simplificado para detectar o novo Coronavírus na Bahia

Apesar dos avanços da ciência e de esforços da saúde pública, a batalha contra doenças infecciosas virais ainda é uma tarefa desafiadora e está longe do fim. É o que alega a professora Camila Brandão, que junto às professoras Érika Mac Conell e Evelin dos Santos desenvolvem um estudo pioneiro sobre fatores relacionados a Covid-19, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) de Itapetinga, Sudoeste da Bahia. O trabalho, que é dividido em duas propostas, consiste em uma de testagem sorológica, de forma aleatória, em habitantes do município, na qual também é aplicado um questionário, a fim de traçar um perfil epidemiológico do novo Coronavírus na população. Além disso, as cientistas propõem um modelo de padronização de um método molecular simplificado que possa detectar o novo coronavírus, que é alternativo ao modelo já utilizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Camila explica como o trabalho é dividido em duas propostas. “O projeto é fundamentado em teorias estatísticas, com 95% de confiança, e busca analisar a sorologia de 400 habitantes, através de testes sanguíneos realizados por meio de kit sorológico comercial, aprovados pela Anvisa, com o qual será possível detectar anticorpos anticoronavírus (IgG e IgM) em apenas uma gota de sangue. Questionários serão aplicados contendo informações socioeconômicas, de sintomatologia apresentada até o momento da coleta e acerca da percepção da Covid-19 pelos participantes. Os cálculos de amostragem realizados nos darão argumentos para estabelecer características gerais de toda a população”, destacou ao comentar que o estudo pode, inclusive, identificar casos subnotificados e se torna pioneiro por fazer o levantamento de informações importantes, que podem nortear ações e políticas públicas em toda a região, cruzando as informações técnicas de saúde com dados demográficos e sociais.

Érika, que também está à frente da pesquisa, reitera que a outra proposta do trabalho é testar um método molecular para detectar o novo coronavírus em amostras de pacientes, sintomáticos ou não e assim poder comparar sua eficiência com o métodos de detecção padrão. “O método que será utilizado, chamado RT-PCR LAMP (amplificação isotérmica mediada por alça), por exemplo, tem a vantagem de ser bem mais rápido e de menor custo que a PCR em tempo real, e já tem sido aplicado no Brasil para detecção de outros vírus, tais como o da Zika”, explicou a pesquisadora, alegando esperar que seja possível propor uma metodologia molecular alternativa, viável, com menor custo e com eficiência adequada para detecção do vírus em pessoas infectadas, possibilitando que mais laboratórios realizem os testes.

Evelin, que completa o trio, conta que a ideia para desenvolver o estudo surgiu após a discussão entre as três professoras que possuíam o interesse em comum de querer colaborar para a sociedade em meio à pandemia. “Primeiro a Camila entrou em contato com pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que já realizam diagnósticos semelhantes, para verificar possibilidades de trabalho em parceria. Entretanto, não havia, até aquele momento, no campus Itapetinga, uma estrutura de laboratório para trabalhar com biologia molecular e virologia, embora haja profissionais qualificados para tal, até que fomos apresentados ao edital do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), voltado para contemplar pesquisas relacionadas ao enfrentamento da Covid-19. Reunimos o grupo, escrevemos o projeto e o submetemos ao processo seletivo. Ele foi aprovado, dentre os 5 melhores em nível nacional, com muita perspectiva de contribuição científica e social”, declarou.

As pesquisadoras enfatizam que buscam oferecer um perfil da situação epidemiológica de Itapetinga, principal município do Território do Médio Sudoeste Baiano, com uma população estimada de 76.147 habitantes, segundo dados do IBGE, onde foram notificados 32 casos da Covid-19, com 4 óbitos, e disponibilizar um método diagnóstico molecular alternativo, que poderá ser útil a todo o sistema de saúde do país. Além disso, há planos de utilizar o espaço para futuras soluções científicas. “Esperamos implantar uma infraestrutura laboratorial regionalizada, capaz de desenvolver pesquisas científicas com diferentes métodos de diagnóstico das principais enfermidades de interesse não só da saúde humana, mas também da defesa sanitária animal e vegetal”, disse Camila.

Além do Conif, o estudo recebeu apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), do Laboratório de Virologia (ICS-Ufba), da Prefeitura de Itapetinga e de outros servidores do IF Baiano que auxiliam com a análise das estatísticas e na execução do projeto, como o professor Lucas Borges e os técnicos Flavio Mendes e Taline Novais. Atualmente, o projeto passa por cotações para a reforma do espaço e as compras de equipamentos e reagentes que serão utilizados durante a pesquisa, bem como busca bibliográfica e discussões entre membros da equipe executora para acertar detalhes da execução do trabalho.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Pesquisadores da área de robótica criam câmaras de higienização para a Covid-19 na Bahia

Equipamentos almejam auxiliar na higienização, promovendo segurança durante a retomada das atividades após o isolamento social

Um grupo de pesquisadores de robótica na Bahia se uniu para desenvolver uma câmara de higienização automatizada a partir da plataforma Arduino, um sistema de prototipagem eletrônica, para contribuir no esforço conjunto ao combate da Covid-19 e ajudar as instituições a garantir mais segurança no momento que tiverem que retornar às atividades. Os equipamentos consistem em câmaras inteligentes que serão acionadas por sensores de presença no intuito de contribuir com a qualidade da higienização de mãos e luvas em uso, além de contar com sinalizadores sonoros que indicarão quando a higienização for realizada por completo.

Saulo Capim é professor do Instituto Federal Baiano de Catu (IF Baiano) e está à frente do projeto, junto ao seu grupo de pesquisa composto por Jacson de Jesus, Jeferson Rosário, Daniel Silva, Zelmiro Oliveira, Alisson Santos, Georgenes Júnior, Rose Helen e Laira Santos. Ele explica como a tecnologia pode ser útil. “Elas podem ser instaladas em locais como um corredor de hospital, onde os profissionais antes de entrar em cada sala poderão passar suas mãos na câmara e evitar que elas possam ser um vetor de contaminação viral. Já nas escolas, no momento de volta às aulas, as normas sanitárias devem ser rígidas para que a contaminação não aumente, então, uma alternativa seria a instalação de uma unidade das câmaras nos corredores para que a higienização também seja efetiva”, destacou.

Outro fator importante para o trabalho, segundo o pesquisador, é o fato de atender uma região muito pobre em recursos tecnológicos e poder agregar alunos como parte do projeto de pesquisa, que, além de auxiliar no trabalho, irão desenvolver suas formações. “Estamos criando este produto que é desenvolvido com uma linguagem que não requer um alto grau de especialidade para o seu entendimento e execução, ou seja, buscamos facilitar para que possa ser reproduzido com mais praticidade”, declarou Saulo, ao reiterar que a iniciativa almeja ser um recurso adicional na ciência brasileira e, sobretudo, baiana, contribuindo no combate à Covid-19 e promovendo a qualidade de vida dos cidadãos baianos.

Atualmente, o projeto está em fase de planejamento e apropriação da linguagem de trabalho dentro da abordagem Arduíno e Eletrônica, necessária para o desenvolvimento das câmaras. Recentemente, a pesquisa foi contemplada no edital do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), voltado para soluções relacionadas ao combate do Coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19. “No fim do projeto, as câmaras desenvolvidas serão doadas para os hospitais do interior da Bahia e para cada um dos 14 campus do IF Baiano. As ferramentas usadas ao longo do processo ficarão no campus do município de Catu, onde poderá dar origem a um futuro laboratório, no qual o grupo e a comunidade terão a chance de continuar desenvolvendo pesquisa e inovação”, concluiu.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br