Sistemas online podem reinventar a produção industrial na Bahia

Pesquisador baiano aplica conceitos de Blockchain no desenvolvimento de uma das principais matérias-primas do estado: o cacau

Com o poder de digitalizar os processos, a internet é responsável pelo o que alguns estudiosos chamam de a 4º revolução industrial, na qual novas tecnologias fundem o mundo físico, digital e biológico. Trazendo esta realidade para a Bahia, o professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Jauberth Abijaude, aplica um sistema baseado em Internet das Coisas para otimizar a produção do cacau, uma das maiores riquezas do estado. O intuito é montar uma cadeia de monitoramento, a fim de avaliar os processos do fruto com foco nas fases de fermentação e secagem das amêndoas, período no qual se desenvolvem características fundamentais do cacau gourmet.

Jauberth explica que o conceito de internet das coisas veio para facilitar tarefas do cotidiano que passam a ser realizadas com o auxílio de sensores e atuadores. “A tecnologia cria uma rede de objetos inteligentes que reúne e transmite dados para otimizar a vida das pessoas. O uso da Blockchain e dos contratos inteligentes adiciona uma camada de segurança nos dados coletados pelos sensores. A inspiração de trazer esta realidade virtual para o mundo do cacau veio do anseio de valorizar o fruto, que é uma joia baiana. Eu e meu grupo de pesquisadores buscamos também driblar o declínio na produção causado por infestações como a Vassoura de Bruxa, fungo que atingiu a produção brasileira de cacau no final dos anos 1980”, contou o pesquisador.

O novo sistema é composto de microcontroladores programáveis e um aplicativo capaz de monitorar e registrar atributos como temperatura, umidade, pH, além de acionar fontes de calor ou resfriamento. Ele funciona da seguinte maneira: a plataforma acompanha e intervém no processo que é monitorado de forma online ou automática, configurando agendas e gatilhos para manter a fermentação dentro de parâmetros desejados. Assim, a evolução do fruto é mensurada e possíveis danos na plantação podem ser evitados previamente com os dados coletados.

De acordo com o pesquisador, a inovação do sistema está em acompanhar e interferir no processo de fermentação em tempo de execução, capturando os dados e enviando-os para os contratos eletrônicos hospedados na Blockchain. “Isto permite que as informações capturadas possam ser auditadas sem a necessidade de um terceiro elemento de confiança”, ressaltou.

A primeira versão do protótipo já foi testada e o software está em processo de atualização para funcionar em fazendas que não possuem internet. O projeto ganhou reconhecimento internacional e será apresentado em um congresso sediado no Brasil, especificamente em Salvador, chamado Latin-American Conference on Communications (LATINCOM 2019), considerada a maior conferência sobre comunicações da América Latina. O pesquisador vislumbra que, no futuro, a indústria do cacau terá mais dados e conhecimentos sobre a produção e poderá melhorar ainda mais a qualidade do alimento.

O trabalho foi realizado em colaboração com os professores Fabíola Greve, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Juliana Torres, do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), além de Péricles Sobreira e Omar Wahab, ambos da Universidade de Québec (UOQ), no Canadá. A orientação do projeto ficou a cargo de Ítalo Pinto da Uesc e Cristian Zubieta da UOQ. A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) também apoiou a iniciativa, através dos pesquisadores Henrique Serra e Isaac Allef, da Uesc. Estudantes de graduação e pós-graduação de outras universidades como Uesc, Ufba e IF Baiano também participaram. Foram eles: Levy Santiag, Hellan Vianna, Noberto Hess, e Lucas Arléo, e os voluntários João Victor Rupp e Pablo Carvalho.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Centelha amplia número de ideias submetidas e fase 2 do edital tem início com 204 projetos

Projeto vai fornecer recursos para desenvolver ideias inovadoras

O Edital Centelha Bahia, lançado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), entrou nesta sexta-feira (18) na segunda fase de desenvolvimento das ideias submetidas com um número maior que a expectativa. Anteriormente, 200 ideias haviam sido selecionadas, mas outras quatro conseguiram ser incluídas na lista de propostas contempladas.

Na segunda fase, as 204 proponentes que foram selecionadas irão elaborar um projeto de empreendimento, detalhando o plano de negócio executivo com o objetivo de demonstrar as chances da ideia gerar um bom negócio. Até a conclusão de todas as etapas, 28 projetos (no máximo) serão contemplados, cada um com R$ 60 mil em subvenção econômica, bem como outros benefícios oferecidos por parceiros do programa. Além disso, durante seis meses, essas empresas passarão por um processo de pré-incubação com suporte e capacitação para transformar suas ideias em negócios de sucesso.

O programa, que é resultado de uma ação cooperada de parceiros do Ecossistema de Inovação, vai destinar R$ 1.620.000,00 a empreendedores que possuem interesse em desenvolver seus projetos. Na Bahia, a execução é da Fapesb, enquanto no âmbito federal fica por conta da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.

Estudantes do interior da Bahia desenvolvem tênis capaz de gerar energia limpa

Projeto concilia saúde, meio ambiente e tecnologia em protótipo que pode ser utilizado em diversas atividades do dia a dia, até mesmo para carregar celular

Já imaginou nunca ficar sem energia? Estudantes do ensino médio do município de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, ressignificaram a condição de estar energizado ao criarem um sapato capaz de gerar energia elétrica. O que começou como um trabalho para a Feira de Ciências do Colégio Estadual Francisco da Conceição Menezes, culminou no calçado que produz energia limpa enquanto o usuário pisa no chão, com possibilidade de armazenamento ou utilização instantânea.

Professor de Física e coorientador do trabalho, Oziel Silva conta que a eficácia do produto já foi testada e que o tênis foi capaz de energizar semicondutores para emitir luz elétrica. “Produzimos energia em um circuito montado no calçado que foi suficiente para acender dispositivos com LED”, contou, além de ressaltar o caráter não prejudicial à natureza. “As principais formas de geração de energia causam grandes impactos ambientais e têm um custo elevado. A energia do EletroTênis é limpa e pode ser utilizada de várias maneiras, inclusive com armazenamento para uso posterior ou para carregar um celular imediatamente via entrada USB”, afirmou.

O circuito funciona por meio de um sistema de pastilhas piezoeléctricas acopladas no tênis, que geram energia quando são apertadas ou pressionadas. O professor garante a segurança do produto. “Isolamos o circuito em fita isolante, justamente para evitar defeitos que pudessem dar curto no sistema”, explicou. De acordo com o orientador, o trabalho funciona como esperado e passa por modificações para ser aprimorado. Recentemente, o grupo, composto pelos alunos Cauan Sampaio, Gustavo Pereira, Luis Fernando, Matheus Cabral e Zidane Victor, foi selecionado para participar da Feira de Ciências de Porto Alegre.

Em uma projeção no futuro, os estudantes esperam que o EletroTênis possibilite uma diminuição no uso de tomadas, resultando na eficiência energética. A iniciativa, orientada também pelo professor Davi Barreto, recebeu apoio dos alunos Gabriela Cardoso, Eduardo de Jesus, Debora Escolástico e Vagner Santos.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

UFRB realiza V Reunião Anual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura

Começa na próxima quarta-feira, 16 de outubro, a 5ª edição da Reunião Anual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura no Recôncavo da Bahia (V Reconcitec), na cidade de Cruz das Almas, a 146 km de Salvador. A Reconcitec, promovida pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), é o maior evento acadêmico da região e tem como tema este ano: “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável na Bahia”. O público esperado é de mais de mais 2.6 mil inscritos.

A V Reconcitec segue até a quinta-feira, dia 17, com uma extensa programação de atividades que inclui seis mesas redondas e 1.077 apresentações de trabalhos, divididas nas modalidades Oral e Pôster, além de oficina sobre sementes crioulas, feira da agricultura familiar e atividades culturais. Dentre os convidados, já estão confirmadas as presenças de palestrantes da UFRB, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), além de representantes do Fórum de Pró-reitores de Extensão das IES do Brasil (FORPOEX), da Cooperativa de Tecnologias Livres (COLIVRE) do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP).

Programação – Para a conferência de abertura é esperado o cientista Gilmar Souza Santos, pesquisador de Economia Agrícola e Ambiental do Núcleo de Ações Estratégicas (NAE) e Supervisor de Desenvolvimento Institucional (NDI) da Embrapa Mandioca e Fruticultura. A conferência terá o mesmo tema do evento e acontece no dia 16, a partir das 10h, no Auditório da Biblioteca, campus Cruz das Almas.

A programação contempla ainda debates sobre políticas de permanência na Universidade, perspectivas para a pós-graduação, desenvolvimento de tecnologias sociais e inovações no cooperativismo, curricularização da extensão, internacionalização, economia solidária e gênero, sexualidade e raça.

Também foram incorporados ao evento deste ano o XIII Seminário Estudantil de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (SEPIP), o IV Simpósio de Extensão, o II Seminário de Permanência Estudantil e a VII Feira Acadêmica de Economia Solidária (FAESOL).

Realização – A Reconcitec é uma realização das pró-Reitorias de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI), de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (PROPAAE), de Graduação (PROGRAD) e de Extensão (PROEXT) da UFRB.

Tem o apoio do Governo do Estado através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), do Ministério da Educação (MEC) através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Não haverá inscrições presenciais.

Mais informações no site do evento: www.ufrb.edu.br/reconcitec.

 

Inscrições abertas para as Conferências Macroterritoriais de Ciência, Tecnologia e Inovação

Já estão abertas as inscrições para quem deseje participar das etapas regionais da IV Conferência Estadual de CT&I, realizada pelo Governo da Bahia, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com o objetivo de elaborar a nova política estadual do setor. Onze cidades baianas recebem entre os dias 21 e 31 de outubro as chamadas conferências macroterritoriais, quando será possível discutir ideias, iniciar debates, entender as demandas locais, bem como eleger os delegados para o evento estadual.

Os interessados podem se inscrever por meio de formulário de inscrição disponível no site da Secti. De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, a necessidade da Conferência surge do impacto das mudanças tecnológicas que fazem parte da contemporaneidade. “A Conferência acontece em um momento de novo paradigma com a reestruturação das relações produtivas, tanto no âmbito do crescimento econômico como de vida social”, disse.

Os municípios de Feira de Santana, Ilhéus, Eunápolis, Vitória da Conquista, Seabra, Irecê, Barreiras, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Salvador e Serrinha recebem as Conferências Regionais, a fim de eleger 20 delegados para cada macroterritório, através de grupos formados por 4 integrantes que ficarão responsáveis por apresentar as demandas de cada região, representando os seguimentos empresarial, Institutos de Ciência e Tecnologia (universidades, centros de pesquisa), poder público, sociedade civil organizada e entidades de representação setorial, como, por exemplo, Fieb, Sebrae, Ibametro, dentre outros.

Entre os temas que serão discutidos estão: integração do ecossistema estadual de CT&I; temas estratégicos para pesquisas cientificas e tecnológicas; infraestrutura de CT&I; formação de pessoal para a sociedade 5.0; inovação tecnológica; financiamento de CT&I; tecnologias sociais para o desenvolvimento sustentável; e difusão de conhecimento e popularização da ciência.

Mais informações e submissão de inscrições podem ser feitas clicando neste link: http://bit.ly/2p2kCxH.

Cronograma das Conferências Macroterritoriais

Barreiras: 31/10 – UNEB

Eunápolis: 24/10 – UNEB

Feira de Santana: 30/10 – UEFS

Ilhéus: 29/10 – UESC

Irecê: 31/10 – UNEB

Juazeiro: 30/10 – UNEB

Salvador: 25/10 – UNEB

Seabra: 30/10 – UNEB

Senhor do Bonfim: 31/10 – UNEB

Serrinha: 22/10 – UNEB

Vitória da Conquista: a confirmar – UESB

 

Inseticida natural desenvolvido na Bahia promete eficácia na luta contra o Aedes Aegypti

Cientista baiana ressalta que qualquer indivíduo pode fazer o inseticida de forma caseira

Há tempos que a luta contra o mosquito Aedes, transmissor da dengue, zyka e outras doenças, perpetua em todo o cenário estadual e nacional. Preocupada com o aumento de 667% no número de casos de dengue, entre janeiro e agosto deste ano, uma cientista baiana buscou formas de combater as larvas do mosquito. Em seus estudos, foi desenvolvido um novo tipo de inseticida, feito a partir uma planta conhecida como Nim.

O objetivo principal é intensificar a luta contra as doenças transmitidas pelos mosquitos que acometem principalmente as regiões mais pobres da Bahia e que, muitas vezes, não podem pagar pelo inseticida devido ao custo. Segundo a criadora do novo “bioinseticida”, Layse Lima, concluinte do mestrado em ecologia e evolução da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), para desenvolver este produto, bastou triturar 400g da semente e acrescentar um litro de água. “Dessa forma, qualquer um pode ter um bioinseticida em casa, de forma prática e barata. Outras partes desta mesma planta já são utilizadas com o mesmo viés, entretanto, a partir da criação de um óleo, do qual é necessário um processo mais longo e que custa mais caro.”, explicou.

A pesquisadora conta que a inspiração para o trabalho veio das visitas domiciliares que realizava pelo Centro de Controle de Zoonoses de Santo Amaro, onde a maioria dos moradores acumulava água que gerava focos de pragas dos mosquitos. “A situação é mais complicada do que parece, nessa região não basta somente remover os acúmulos de água, pois realmente há a necessidade de mantê-los em determinados reservatórios, visto que o local não possui abastecimento diário”, alertou.

Layse conta que o produto já foi testado e teve uma eficácia de 76,6% de morte de larvas após a exposição ao extrato das sementes. Além da eficácia e da praticidade, o produto tem outro adicional que é o fato de não ser tóxico. “A princípio, a quantidade utilizada em formulados para eliminar as larvas de mosquito não é tóxica para nenhum mamífero, mas estamos aprimorando os estudos para nos certificar da quantidade adequada para que a substância continue sendo inofensiva aos humanos”, afirmou.

O projeto recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi desenvolvido em parceria com o professor Gilberto Mendonça, também da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb realiza primeira reunião ordinária do Conselho Curador

Novos conselheiros tomaram posse para o período vigente de 2019/2022

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) realizaram, nesta quinta-feira (3), a primeira reunião ordinária com os novos membros do Conselho Curador da Fundação, no Espaço Lazareto, localizado na Federação. Na pauta, além da posse dos titulares e suplentes, a aprovação do calendário de reuniões e das contas de exercícios anteriores.

A presidente do Conselho, secretária Adélia Pinheiro, esteve acompanhada de sua suplente, a Chefe de Gabinete da Secti, Mara Souza. A secretária destacou a realização da Conferência Estadual de CT&I, cujo objetivo é elaborar a nova Política Estadual do setor. Também foram mencionadas as Conferências Macroterritoriais/Regionais que irão eleger delegados subdivididos em 5 seguimentos: institutos de ciência e tecnologia (acadêmico), governo, empresas, representações do setor (exemplo: Sebrae, Fieb) e sociedade civil organizada.

Durante o encontro também foi destacada a importância de discutir demandas do setor em um momento de instabilidade no que diz respeito ao questionamento da utilidade da academia e da relevância do desenvolvimento científico e tecnológico. Ao longo da reunião, foram apresentadas as pautas a serem dialogadas com espaço para manifestações dos conselheiros, bem como a apresentação de cada um deles.

O diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), Márcio Costa, celebrou o fato de estar reunido com os diversos representantes da área acadêmica do estado, após uma pausa na rotina do Conselho. “Estar nesta reunião de posse para discutir e deliberar demandas do setor é um papel importante da Fundação no fomento da área de ciência, tecnologia e inovação. Desejo boas-vindas a todos”, concluiu.

Fapesb divulga resultado preliminar do edital Centelha Bahia

O Edital Centelha Bahia, que vai conceder R$ 1,6 milhão em recursos para negócios inovadores, divulgou seus resultados preliminares. O Programa recebeu um grande volume de ideias e consagrou o estado como um dos líderes em número de participantes. Para conferir os resultados, é preciso acessar o site www.programacentelha.com.br/ba ou www.fapesb.ba.gov.br, além disso os contemplados devem ficar atentos para as datas das próximas etapas.

No total, foram 2047 participantes inscritos no edital Centelha Bahia e 932 propostas de negócios, espalhadas por 86 municípios, que buscam trazer ideias inovadoras para promover o avanço do estado. Os números constatam as investidas do Governo da Bahia em disseminar a democratização ao acesso à ciência, tecnologia e inovação e celebra a liderança em quantidade de propostas, tornando o povo baiano, pioneiro em inovação.

O Programa Centelha é resultado de uma ação cooperada de parceiros do Ecossistema de Inovação. Na Bahia, a execução é da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), que é vinculada à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), enquanto no âmbito federal fica por conta da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.

 

Onze cidades baianas recebem Conferências Macroterritoriais de Ciência, Tecnologia e Inovação

Com o objetivo de elaborar a nova política estadual do setor, o Governo da Bahia, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), realiza a IV Conferência Estadual de CT&I. Antes disso, entre os dias 21 e 31 de outubro, onze cidades baianas recebem as conferências macroterritoriais, também chamadas de conferências regionais, quando será possível discutir ideias, iniciar debates, entender as demandas locais, bem como eleger os delegados para o evento estadual, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, em Salvador, com o tema “Bahia: Sociedade 5.0”.

De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, a necessidade desta Conferência surge do impacto das mudanças tecnológicas que fazem parte da contemporaneidade. “A Conferência acontece em um momento de novo paradigma com a reestruturação das relações produtivas, tanto no âmbito do crescimento econômico como de vida social”, disse.

As transformações citadas pela secretária são estruturantes e precisam ser incorporadas no dia a dia para potencializar o desenvolvimento do estado. “Neste cenário, a Bahia e o Nordeste têm um déficit que precisa ser sanado para não ampliar a distância entre nossa região e os demais estados do país”, ressaltou.

Antecedendo a IV Conferência Estadual, os municípios de Feira de Santana, Ilhéus, Eunápolis, Vitória da Conquista, Seabra, Irecê, Barreiras, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Salvador e Serrinha, recebem as Conferências Regionais, a fim de eleger 20 delegados para cada macroterritório das áreas, através de grupos formados por 4 integrantes que ficarão responsáveis por apresentar as demandas de cada região, representando os seguimentos empresarial, acadêmico, poder público, entidades de representação setorial e sociedade civil organizada.

Entre os temas que serão discutidos estão: integração do ecossistema estadual de CT&I; temas estratégicos para pesquisas cientificas e tecnológicas; infraestrutura de CT&I; formação de pessoal para a sociedade 5.0; inovação tecnológica; financiamento de CT&I; tecnologias sociais para o desenvolvimento sustentável; e difusão de conhecimento e popularização da ciência. Detalhes como abertura das inscrições serão divulgadas em breve no site da Secti.

 

Pesquisa de cientista baiano pode ajudar plantas a sobreviverem na seca

Projeto tem capacidade para revolucionar mercado da agricultura e melhorar o cenário de sustentabilidade do país

Com as recentes mudanças climáticas que acometem todo o planeta, somado à realidade de queimadas e degradação de espaços naturais como a região da Amazônia, um cientista baiano, preocupado com o futuro da humanidade, realiza um estudo para tornar a vegetação mais resistente aos solos que se tornam cada dia mais inférteis. Quando concluído, o trabalho promete soluções para que plantas possam crescer em regiões que sofrem com a seca, entre as quais está o semiárido baiano.

A mente por trás deste projeto, Adailson Feitoza, professor e coordenador do curso engenharia de bioprocessos e biotecnologia, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro, afirma que a inspiração surgiu dos dados alarmantes que apontam aumento na variabilidade de chuva e seca até 2050, o que pode, dentre outras coisas, prejudicar a produção agrícola. Para Adailson, umas das maneiras de reverter este cenário é investindo em plantar mais árvores, entretanto, surge o questionamento: como manter produtividade agrícola em solo árido?

A partir desta questão que intriga diversos pesquisadores, Adailson pensou numa proposta de estimular micro-organismos que habitam ao redor, e em partes do tecido interno, de plantas típicas da caatinga, para fornecer os nutrientes necessários para diversas espécies. Esta técnica pode auxiliar a vegetação a tolerar as condições climáticas nocivas de uma determinada região.

Com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e investimentos internos da própria Universidade, a pesquisa teve origem no bioma caatinga e se desenvolveu na Estação Ecológica Raso da Catarina, área considerada uma das mais quentes e com menor índice pluviométrico da Bahia. “Estamos investigando bactérias nativas da caatinga, que sejam tolerantes a condições de seca, como déficit hídrico, salinidade e temperatura elevadas, e que auxiliem o desenvolvimento de culturas como milho, feijão, tomate, em condições consideradas desfavoráveis para o seu desenvolvimento”, explicou.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2030 quase metade da população mundial sofrerá com a escassez de água. No futuro, o pesquisador espera encontrar um conjunto de bactérias que possam ser transformadas em um produto comercial e ajude a reparar os danos causados pelas mudanças climáticas que são consequências da degradação do meio ambiente.

Para a experimentação do estudo são utilizadas plantas endêmicas desta região que apresentam um microbioma específico e com características relevantes para a tolerância à seca. O impacto científico proporcionado por este estudo pode gerar uma nova tecnologia, do qual produtores de áreas onde há pouca demanda hídrica consigam manter sua produtividade e com isso gerar lucro e renda. “A tecnologia será voltada para desde os micro e pequenos produtores, até os que produzem em larga escala”.

Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail .