Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO) abre chamada pública

Laboratórios interessados em integrar a rede devem ficar atentos aos prazos de submissão de propostas

Os laboratórios interessados em participar da seleção para integrar a segunda fase do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO) devem ficar atentos. É que foi publicada, nesta terça-feira (27), a Chamada Pública CNPq/MCTIC n° 18/2019, que está disponível no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As propostas poderão ser submetidas até 11 de outubro e o resultado final está previsto para 18 de dezembro.

Serão selecionadas unidades nas categorias “Laboratórios Estratégicos”, que são vinculados diretamente ao Governo Federal, e “Laboratórios Associados”, vinculados a Universidades ou Institutos de PD&I, públicos ou privados, sem fins lucrativos. Além destas duas categorias, uma das novidades dessa Chamada é a inclusão de uma terceira categoria de laboratórios, nomeada “Parceiros Estratégicos”, da qual poderão se inscrever laboratórios ou Institutos privados, com ou sem fins lucrativos.

Todos os laboratórios integrantes do SisNANO devem disponibilizar parte do tempo de uso da sua estrutura laboratorial, de seus equipamentos e de sua expertise a usuários externos, tanto públicos quanto privados. O percentual mínimo do tempo disponibilizado depende de qual categoria o laboratório está enquadrado: Laboratórios Estratégicos, 50% do tempo; Laboratórios Associados, 20%; e Parceiros Estratégicos, 10%.

O SisNANO, um dos eixos estratégicos da Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (IBN), é formado por um conjunto de laboratórios direcionados à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação (PD&I) em nanociências e nanotecnologias, tendo como característica essencial o caráter multiusuário e de acesso aberto a instituições públicas e privadas, mediante submissão de propostas de projetos de PD&I ou de requisição de serviços. Essa iniciativa é uma ação conjunta entre MCTIC, CNPq, CAPES, CONFAP e FAPs, às quais faz parte a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia, vinculada à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

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Fapesb completa 18 anos promovendo a pesquisa científica na Bahia

Confira momentos emblemáticos na história da Fundação e fique por dentro dos novos projetos

Ser referência nacional no fomento à ciência, à tecnologia e à inovação. Este sempre foi o grande foco da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), desde o surgimento 18 anos atrás. Neste 27 de agosto, a Fundação chega a sua “maioridade” com uma história repleta de produção em diversos campos do conhecimento que ajudaram a ilustrar um futuro mais inovador para toda a população baiana. E para celebrar, a Fapesb, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), promove o 9º Diálogos para Inovação e Empreendedorismo, na próxima terça-feira (3), às 9h, no Espaço Lazareto, no bairro da Federação.

O tema escolhido para o evento é “Marco regulatório da CT&I e as novas perspectivas entre ICTS, empresas e estado”, que traz um assunto contemporâneo, visto que uma das pautas da Secti, atualmente, é conseguir atualizar as leis voltadas para ciência, tecnologia e inovação, com o intuito de adaptar a legislação para a realidade presente e as novas demandas deste setor. O evento é aberto ao público e possui entrada gratuita.

Na programação, estão inclusas palestras do chefe de Gabinete da Secti, Gesil Amarante, o superintendente de Planejamento Estratégico da Secretaria de Planejamento (Seplan), Ranieri Barreto, e o chefe do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE), Ailton Cardozo. Na ocasião, também estarão presentes a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, o diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, além de representantes de instituições acadêmicas como Ufba, Uefs, Ifba e da Associação Comercial da Bahia (ACB).

Ao longo de sua história, a instituição acumula experiências de sucesso que vão desde o uso de células-tronco para o tratamento de pacientes paralíticos – alcançadas com a estruturação do Hospital São Rafael – até a criação de medicamentos e produtos tecnológicos, como o software para deficientes visuais e os jogos digitais voltados para desenvolver habilidades cognitivas e linguísticas de pessoas com necessidades especiais. No total, foram mais de 35 mil pessoas contempladas com o Programa de Bolsas, como ressalta o diretor da Fapesb, Márcio Costa. “Em 18 anos de existência, a Fapesb lançou mais de 260 editais e destinou cerca de R$ 620 milhões para pesquisa. Somam-se a este total R$ 430 milhões destinados a bolsas. O aniversário marca a maioridade e a maturidade desse importante patrimônio da sociedade baiana, que continuará a viabilizar as ações de CT&I em prol do desenvolvimento sustentável do Estado”, afirmou.

Movida pelo objetivo de ser referência nacional no fomento ao setor, a Fapesb, ligada à Secti, comemora este aniversário em um momento propício, pois há um edital aberto, o Centelha Bahia, que vai destinar mais de R$1,6 milhão para ideias inovadoras, como explica a secretária da Secti, Adélia Pinheiro. “O próprio nome ‘Centelha’, em alusão a como este projeto é percursor em disseminar conhecimento científico, dá o sentido de início, de uma chama que primeiro desperta, depois se espalha, e por fim se estabelece em todos os campos”, afirmou, lembrando que os interessados em inscrever seus trabalhos devem ler o edital e realizar o cadastro até o dia 28 de agosto, através do link www.programacentelha.com.br/ba/.

Cientista baiana descobre substituto de agrotóxico em folhas de eucalipto

Hoje em dia, falar em agrotóxico se tornou um tema polêmico por trazer à tona um debate entre produzir alimentos em larga escala versus o risco à saúde da população. Entretanto, uma pesquisadora baiana dedicou um olhar mais sensível para esta problemática e questionou se poderia haver um agrotóxico capaz de prevenir pragas, mas que não ameaçasse a saúde. A partir dessa prerrogativa, a engenheira florestal Cátia Libarino desenvolveu um estudo com óleo de eucalipto para reduzir a manifestação de doenças em plantas.

A pesquisadora conta que há um déficit sobre estudos do controle de doenças em plantas com o uso de produtos de origem vegetal, em vez de químicos. “A ideia surgiu após observar manchas foliares em árvore de macadâmia provocadas pelo fungo Neopestalotiosis clavispora. Foi quando comecei a dar início ao estudo com óleos e extratos vegetais de eucalipto”, afirmou. Ela chama atenção para o fato que há a necessidade de valorizar os produtos florestais não madeireiros, que são mais sustentáveis, pois geram menos danos ao meio ambiente.

Os extratos fungicidas integram o projeto de conclusão de mestrado em Ciências Florestais da pesquisadora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Cátia vislumbra que este produto fitossanitário pode ser de grande utilidade para pequenos produtores rurais ou para aqueles que praticam a agricultura de forma orgânica. “Os pequenos agricultores podem comercializar um novo produto, que são as próprias plantas, mas agora com um viés diferente, que é vender o óleo fungicida natural. Além disso, caso não possa produzi-lo, o próprio extrato das folhas pode ser uma opção imediata (mesmo não sendo tão eficaz quanto o óleo), pois é fácil de preparar com um processador mecânico, e sua capacidade de biodegradabilidade no ambiente torna o processo mais acessível”, concluiu.

A extração do óleo é produzida através de um processo chamado hidrodestilação. As árvores de eucalipto atualmente são utilizadas desde a sua madeira, para construção de vigas, fabricação de móveis, etc, passando pelas suas flores que dão origem a essências, até a celulose que dá origem ao papel. Neste processo, é comum que as folhas sejam desprezadas, entretanto, utilizá-las para gerar um agrotóxico natural pode ser uma alternativa para evitar que as mesmas sejam descartadas.

O projeto recebeu apoio dos professores Quelmo Novaes e Dalton Júnior, da Uesb, além da professora Patrícia Krepsky, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Baiana utiliza abacaxi híbrido para desenvolver novo tipo de curativo

Matéria-prima promete cicatrização mais eficiente utilizando um viés sustentável

Quantos mistérios a natureza guarda? A humanidade ainda não conhece todos os benefícios que é capaz de extrair dela, mas uma cientista baiana está investindo em uma descoberta que demonstra como o ecossistema pode auxiliar na cicatrização de ferimentos. Sandra de Assis, professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), junto ao seu grupo de pesquisa, produz filmes de polímeros, com extrato de abacaxis híbridos, que ajudam a hidratar e cicatrizar mais rápido as feridas cutâneas.

Sandra explica que a ideia surgiu após ter se deparado com reportagens em telejornais sobre a falta de materiais cicatrizantes. “Este filme polimérico, similar a uma fita, quando posicionado em cima de uma lesão na pele, protege o ferimento. É neste microambiente higienizado, que, somado ao uso de anti-inflamatórios e antibacterianos, a ferida pode cicatrizar mais rápido”, afirmou. Além disso, a pesquisadora ressalta que a cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve múltiplas etapas, e, por isso, ter um ambiente favorável para que a região possa se recuperar é fundamental.

A matéria-prima é produzida da seguinte forma: através da polpa do abacaxi é extraída uma enzima chamada bromelina – que possui ação anti-inflamatória – que é incorporada em nanopartículas ou lipossomas que compõem película cicatrizante. Um estudo realizado em animais para medir a eficácia do produto constatou que as feridas foram reduzidas por volta do 14º dia após a aplicação. Dessa forma, é possível perceber como o acréscimo da bromelina em filmes curativos possui potencial cicatrizante.

Sandra alega que outro diferencial do produto diz respeito ao cunho sustentável, visto que utiliza uma matéria-prima que poderia ser descartada no meio ambiente. O projeto se encontra em fase de testes em animais e, quando for concluído, promete trazer uma espécie de curativo mais eficiente em comparação aos que já existem no mercado. Segundo ela, há também a produção de películas cicatrizantes sendo preparadas com polissacarídeos de ação antimicrobiana, através de leveduras do solo do semiárido baiano.

O trabalho contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Além do apoio, com o fornecimento dos frutos, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Mandioca e Fruticultura de Cruz das Almas e da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb comemora 18 anos com debate sobre empreendedorismo e inovação

No dia em que completa 18 anos, Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia abre as portas para diálogos sobre empreendedorismo e inovação

Ser referência nacional no fomento à ciência, à tecnologia e à inovação. Este sempre foi o grande foco da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), desde o surgimento há 18 anos. Agora, a Fundação chega a “maioridade” com uma história repleta de produção em diversos campos do conhecimento que ajudaram ilustrar um futuro mais inovador para toda a população baiana. Para celebrar esta importante data, a Fapesb, que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), abre as portas do Espaço Lazareto, no dia 03 de setembro, para o 9º Diálogos de Inovação e Empreendedorismo.

O tema escolhido para o evento é “Marco regulatório da CT&I e as novas perspectivas entre ICTS, empresas e estado”, que traz um assunto contemporâneo, visto que uma das pautas da Secti atualmente é conseguir atualizar as leis voltadas para ciência, tecnologia e inovação, com o intuito de adaptar a legislação para a realidade presente e as novas demandas deste setor. O evento, que está marcado para começar às 9h, é aberto ao público e possui entrada gratuita.

Na programação estão inclusas palestras do chefe de Gabinete da Secti, Gesil Amarante, o superintendente de Planejamento Estratégico da Secretaria de Planejamento (Seplan), Ranieri Barreto, e o chefe do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE), Ailton Cardozo. Na ocasião, também estarão presentes a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, o diretor geral da Fapesb, Márcio Costa, além de representantes de instituições acadêmicas como Ufba, Uefs, Ifba e da Associação Comercial da Bahia (ACB).

Ao longo de sua história, a fundação acumula experiências de sucesso que vão desde o uso de células-tronco para o tratamento de pacientes paralíticos – alcançadas com a estruturação do Hospital São Rafael – até a criação de medicamentos e produtos tecnológicos, como o software para deficientes visuais e os jogos digitais voltados para desenvolver habilidades cognitivas e linguísticas de pessoas com necessidades especiais. No total, foram mais de 35 mil pessoas contempladas com o Programa de Bolsas, como ressalta o diretor da Fapesb, Márcio Costa. “Em 18 anos de existência, a Fapesb lançou mais de 260 editais e destinou cerca de R$ 620 milhões para pesquisa. Somam-se a este total R$ 430 milhões destinados a bolsas. O aniversário marca a maioridade e a maturidade desse importante patrimônio da sociedade baiana, que continuará a viabilizar as ações de CT&I em prol do desenvolvimento sustentável do Estado”, afirmou.

Movida pelo objetivo de ser referência nacional no fomento ao setor, a Fapesb comemora este aniversário em um momento propício, pois há um edital aberto, o Centelha Bahia, que vai destinar mais de R$1,6 milhão para ideias inovadoras, como explica a secretária da Secti, Adélia Pinheiro. “O próprio nome ‘Centelha’, em alusão a como este projeto é percursor em disseminar conhecimento científico, dá o sentido de início, de uma chama que primeiro desperta, depois se espalha, e por fim se estabelece em todos os campos”, afirmou, lembrando que os interessados em inscrever seus trabalhos devem ler o edital e realizar o cadastro até o dia 28 de agosto, através do link www.programacentelha.com.br/ba/.

Estudantes baianos criam aparelho para que pessoas portadoras de “ELA” possam se comunicar

Protótipo desenvolvido pelos alunos será mais acessível em termos de custo-benefício em comparação aos que existem no mercado atualmente

Um grupo de estudantes do Instituto Federal Baiano de Valença (IF Baiano) busca melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem com uma doença rara e que não tem cura, a Esclerose Lateral Amiotrófica, popularmente conhecida como ELA. Através do trabalho de pesquisa de alunos do ensino médio e técnico em agroecologia e agropecuária, foi desenvolvido um aparelho chamado ACAPELA, que permite ao indivíduo portador da doença se comunicar ou exercer atividades como utilizar um computador.

A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que resulta na perda dos movimentos do paciente. Nos últimos tempos, a doença ganhou visibilidade ao ser apresentada no cinema em filmes como “A Teoria de Tudo”, que abordou como o físico Stephen Hawking foi afetado por este mal. Além disso, artistas do mundo inteiro realizaram, em meados de 2016, nas mídias sociais, um desafio conhecido como “balde de gelo”, que visava chamar atenção para a doença e arrecadar fundos para o avanço dos estudos.

Atualmente, ainda não há um tratamento eficaz capaz de reverter o diagnóstico, mas os jovens cientistas se esforçam para tornar a vida dessas pessoas mais confortável, ao facilitar a capacidade de se comunicar, uma característica inerente ao ser humano e que passa a ser mais difícil com a evolução da doença. Para isso, o ACAPELA foi desenvolvido levando em consideração que a ELA não afeta a parte sensorial e cognitiva do indivíduo.

De acordo com Leandro Teixeira, que além de professor de matemática, também foi um dos orientadores do projeto, o aparelho proporciona mais autonomia para o paciente, permitindo-o se comunicar, sem necessariamente estar conectado a um computador. “Queremos ajudar a melhorar a qualidade de vida e dar mais autonomia a pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica”, explicou.

Já o professor de informática Gustavo Sabry, que trabalhou em conjunto na orientação do protótipo, acredita que apesar de existirem produtos similares no mercado, o ACAPELA se destaca pelo custo-benefício. “O primeiro diferencial é a questão do preço, pois produtos como este ainda possuem valor elevado no mercado. Talvez, por se tratar de uma doença extremamente rara, não haja muita demanda e, por isso, faltam investimentos”, ressaltou. Outra curiosidade, é que, segundo ele, este aparelho não depende de uso de computadores, tablets e/ou de softwares. “Toda a lógica de funcionamento é exclusivamente realizada a partir de hardware. Se o paciente quiser, o ACAPELA permite que ele manuseie um computador, mas nosso sistema não depende disso para funcionar”.

Em 10 de junho de 2019, os pesquisadores foram homenageados pela Câmara Municipal de Valença. O que motivou a homenagem foi o fato deles terem sido selecionados entre um dos nove projetos escolhidos na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) para representar o Brasil no Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), que aconteceu em maio deste ano e levou os alunos aos Estados Unidos.

O professor ainda ressalta que o ACAPELA também pode ser utilizado por portadores de outras doenças que causam dificuldade na comunicação, semelhante à ELA. O trabalho foi concluído no dia 31 de julho e o grupo, composto por Saulo Curty, Evandro Júnior e Hillary Santos, já deu entrada no processo de patente para que possa ser comercializado o mais rápido possível e, assim, consagrar mais uma produção científica inovadora que surgiu na Bahia.

A iniciativa foi financiada pelo edital de Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, uma parceria entre a reitoria do IF Baiano e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os baianos também contaram com apoio do Grupo de Pesquisa Multidisciplinar para Atendimento de Pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Secti e Fapesb rodam interior baiano em busca de ideias inovadoras

Eventos em cidades do interior da Bahia ajudaram na divulgação de edital que vai conceder R$ 1,6 milhão

Estimular a comunidade científica em todo o estado é um dos principais ideais da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Pensando assim, técnicos de pasta estiveram em sete municípios baianos (Jequié, Jacobina, Irecê, Teixeira de Freitas, Porto Seguro, Lauro de Freitas e Ilhéus), entre 26 de julho e 2 de agosto, para divulgar e tirar dúvidas acerca do Edital Centelha Bahia. O incentivo financeiro, voltado para negócios inovadores, vai disponibilizar R$ 60 mil por projeto selecionado através do edital que está disponível desde o dia 24 de junho.

De acordo com o coordenador de Articulação Institucional da Secti, Sócrates Santana, os municípios do interior possuem um forte engajamento quando o assunto é inovação. “Mais oportunidades para avançarmos muito além da capital. Quando se trata de ciência, tecnologia e inovação, nosso estado é muito rico e é necessário conhecer as demandas de Norte à Sul da Bahia”, sinalizou.

O programa, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada à Secti, está com inscrições abertas até o dia 28 de agosto por meio do endereço eletrônico www.programacentelha.com.br/ba. No total, o Centelha Bahia vai conceder R$ 1,6 milhão em recursos de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis).

A iniciativa, que faz parte da estratégia do Governo do Estado de apoiar o empreendedorismo e inovação em todo território baiano, é resultado de uma ação cooperada de parceiros do Ecossistema de Inovação. Na Bahia, a execução é da Fapesb, enquanto no âmbito federal fica por conta da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.

Centelha Bahia: Edital para apoio a negócios inovadores tem inscrições prorrogadas

Inscrições para programa de incentivo à inovação foram prorrogadas até dia 28 de agosto

Boa notícia para quem tem um negócio inovador e precisa de incentivo financeiro no desenvolvimento do seu projeto. É que as inscrições para o Edital Centelha, lançado em junho pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), foram prorrogadas até o dia 28 de agosto. O Centelha irá conceder R$ 1.620.000,00, sendo limitado a R$ 60 mil por projeto, com foco na capacitação de empreendedores que buscam desenvolver produtos, processos ou serviços que possam otimizar a vida da população baiana.

De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, ofertar financiamento aos projetos é uma forma de beneficiar a sociedade com as ideias que são produzidas no campo científico. “O próprio nome ‘Centelha’, em alusão a como este projeto é percursor em disseminar conhecimento científico, dá o sentido de início, de uma chama que primeiro desperta, depois se espalha, e por fim se estabelece em todos os campos”, afirmou, lembrando que os interessados em inscrever seus trabalhos devem ler o edital e realizar o cadastro através do link www.programacentelha.com.br/ba/.

O diretor da Fapesb, Márcio Costa, também acredita que é necessário trazer o projeto teórico para a prática e, assim, impactar em melhorias para a sociedade. Segundo ele, a tecnologia impulsiona a produtividade e gera redução de custo. “Um projeto científico pode se transformar em construção de moradias sociais, remédios mais baratos e até novas vacinas para combater doenças. É necessário entender que quando se fala de inovação, ela não deve ser tratada como um custo, e sim, um investimento, porque tudo que é destinado para produção científica retorna como benefício para a sociedade”, destacou.

A iniciativa da Fapesb, que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), integra os esforços do Governo do Estado para impulsionar setores estratégicos da economia local, utilizando a criatividade baiana para gerar renda e empregos. Na Bahia, o Centelha tem execução da própria Fapesb, enquanto no âmbito federal fica por conta da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.

Bahia Faz Ciência – Cientista baiana cria nova vacina para alergias

Quando concluído, o trabalho promete revolucionar o tratamento de doenças alérgicas

A ciência ainda não tinha criado um tratamento para alergias de maneira eficaz e sem efeitos colaterais, até surgirem os primeiros estudos de biologia molecular. Agora, um grupo de pesquisadores da Bahia, liderado pela professora Neuza Alcântara Neves, decidiu desenvolver uma nova forma de combater as doenças alérgicas, a partir desta técnica. O projeto, que é produzido simultaneamente em Salvador e na Europa, traz a recombinação dos agentes causadores da reação alérgica no organismo do indivíduo com o intuito de curar a alergia ao ácaro, a mais comum entre a população baiana.

De acordo com a cientista, o trabalho teve início há mais de 10 anos no laboratório de Alergia e Acarologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde, junto a um grupo de pesquisa, ela presta serviços para a empresa Alergolatina, ao mesmo tempo em que realiza estudos sobre alergia e asma com a população de Salvador em colaboração com os professores Maurício Barreto, Camila Figueiredo e Álvaro Cruz da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Ufba. “Através deste trabalho, mostramos que as alergias são muito prevalentes na capital baiana e resultam em grande custo financeiro por parte da saúde pública para disponibilizar tratamento”, sinalizou.

A diferença em relação às vacinas que já existem está na quantidade de efeitos colaterais. “Em vez de utilizar o próprio organismo que causa alergia para gerar imunidade no paciente, nesta nova vacina, o gene que codifica a proteína causadora da reação alérgica no indivíduo é colocado em uma bactéria que faz ela produzir grandes quantidades desta proteína. Este processo diminui para quase zero a possibilidade de a vacina gerar efeitos adversos como sintomas de alergia comuns em vacinas de extratos”, explicou.

Vale ressaltar que, a princípio, o trabalho está destinado à alergia ao ácaro, conhecida como Blomia Tropicalis, que é uma das mais comuns entre a população baiana. Segundo Neuza Alcântara, se o projeto for concluído abrirá portas para que sejam criadas outras vacinas a partir deste modelo. E quando se trata de conclusão, esta é uma etapa que exige atenção, pois de acordo com a pesquisadora, a iniciativa precisa de financiamento para poder avançar. “Assim como qualquer imunização, esta vacina precisa passar por testes antes de ser comercializada. Por se tratar de biologia molecular, é necessário um laboratório que produza as moléculas com boas práticas e um biotério registrado na Anvisa. Chineses se mostraram interessados”, afirmou.

Atualmente, há uma preocupação latente em deixar que uma descoberta tão importante para o cenário da saúde seja reconhecida como uma realização da comunidade acadêmica brasileira. Conforme Neuza, o grupo iniciou uma nova forma de arrecadar recursos. “Não levamos a proposta da China adiante, pois o país não costuma respeitar as patentes estrangeiras, por isso contatamos o Instituto de apoio à pesquisa e inovação de Minas Gerais (Biominas) que poderá nos ajudar a encontrar investidores interessados em comercializar esses produtos, que já estão patenteados”, ressaltou.

Quando o trabalho for concluído, a vacina tem potencial para fornecer ao Brasil, e outros países, um tratamento mais eficaz e moderno, com baixo custo e mais acessível, com destaque para América do Sul e Ásia, locais com predominância de alergia a ácaros da poeira. O grupo de pesquisa ainda recebeu apoio da professora Fátima Briza, da Universidade de Salzburg, na Áustria, onde foram realizados os testes das primeiras moléculas hipoalergênicas.

Os professores da Ufba, Carina Pinheiro e Luís Pacheco, e o pesquisador Eduardo Silva Costa, junto a diversos estudantes de graduação e pós-graduação, também contribuíram para o desenvolvimento do produto e na busca por obter novas vacinas. “Nossos estudos nos levam a próxima molécula que se trata do Dermatophagoides peteronyssinus, o ácaro mais alergizante e presente a nível mundial”, finalizou.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Audiência Pública possibilita diálogo sobre Ciência, Tecnologia e Inovação

Encontro solicitado pela vereadora Marta Rodrigues aconteceu no Centro de Cultura da Câmara de Salvador

Com o objetivo de apresentar para a população os projetos que estão em andamento no ecossistema de inovação e ouvir ou anseios em relação à pasta, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por solicitação da vereadora Marta Rodrigues, participou de uma Audiência Pública na manhã desta quinta-feira (1º), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores. O encontro contou ainda com palestras sobre o atual cenário de inovação e trouxe a participação de diversos membros que atuam no âmbito do empreendedorismo público e privado.

De acordo com Marta Rodrigues, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos, a intenção de realizar esta audiência surgiu após um encontro com o governador do estado, Rui Costa, durante a inauguração do Parque do Queimado. “Fui informada sobre projetos para inovação como o edital Centelha Bahia e automaticamente pensei ‘precisamos deixar a população ciente disso’. Acho que é um ótimo momento de valorizar nosso povo e dar oportunidades para que possamos criar soluções estratégicas para a melhoria da qualidade de vida da sociedade, principalmente no que se refere ao empreendedorismo negro, visto que Salvador tem uma população com cerca de 86% de pretos e pardos”, afirmou.

Representante da Secti, o chefe de gabinete Gesil Amarante destaca que em ocasiões como esta é possível passar informações sobre como o Governo do Estado encara o desafio de fortalecer a posição da Bahia no cenário de CT&I. “É necessário aproveitar o potencial do baiano para melhorar a qualidade de vida da sociedade, e para isso é importante que Salvador possa contar com a união de outros municípios”, ressaltou.

A audiência contou com as seguintes palestras: Propostas do ecossistema de inovação, com o professor do IF Baiano, Agnaldo Freire, Comunidade All Saints Bay, com um dos idealizadores do projeto, Domjorge Almeida. Além disso, em um momento significativo, o Centelha Bahia foi apresentado pelo coordenador da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), Alzir Mahl. O edital vai destinar mais de R$ 1,6 milhão para financiar projetos com foco em ideias inovadoras para o estado. A Secti também aproveitou a oportunidade para apresentar iniciativas como o Laboratório Vivo para Cidades Inteligentes. Segundo o coordenador Geral de Infraestrutura de TI da Secti, Grinaldo Oliveira, o espaço de pesquisa servirá para o desenvolvimento de ideias para municípios em um cenário realístico.

Também contribuíram para a composição da mesa de abertura e de palestras, o diretor da Fapesb, Márcio Costa, a vice-presidente da Junta Comercial Do Estado Da Bahia (Juceb), Paula Miranda, o diretor de sustentabilidade, inovação e resiliência de Salvador, Ivan Elder, a presidente da Associação dos Jovens Empreendedores, Maria Brasil, o vice-presidente da UPB e prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim e o diretor da Associação Baiana de Startups, Paulo Pietrobon.