Startup baiana lança aplicativo gratuito de viagem

Na hora de organizar uma viagem, existem diversos aplicativos para comprar passagens ou conhecer pontos turísticos, mas a Viva Inovação, startup que esteve incubada no Parque Tecnológico, que é administrado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), resolveu ir além. A empresa deu origem ao Namoa App, que é capaz de gerir uma das maiores preocupações dos viajantes: o custo.

Através do Namoa, o usuário pode fazer roteiros de viagem e, ao mesmo tempo, acompanhar o gasto financeiro. “A plataforma propõe um mecanismo que sugere, de acordo com o perfil do viajante, hotéis, restaurantes, museus e outras opções de passeios que já estão cadastrados. A partir daí, é possível definir a quantidade de dias e o valor a ser gasto diariamente”, explicou o sócio-diretor da Viva, Albert Moreira.

O sistema conta com avaliações que ajudam a gerar informações sobre os melhores lugares e, consequentemente, auxilia no feedback para as empresas. Além disso, a interface interativa permite sugerir novos locais para o turista visitar, além de alterar valores.

De acordo com Albert Moreira, há uma curiosidade a respeito do nome escolhido para o app. “Muitas pessoas me perguntam, pois nunca escutaram a palavra Namoa. Ela pertence à língua tupi, e significa ‘pessoa que vem de fora’, então, por se tratar de uma startup com origem brasileira, nada melhor que relacioná-la com a língua histórica”, pontuou.

Totalmente gratuito para o usuário viajante, o Namoa App, que está disponível em versão beta para Android e IOS, lançou uma ação promocional que vai conceder cadastro grátis para os 100 primeiros estabelecimentos que se inscreverem. Os interessados devem acessar o site namoapp.com ou entrar em contato pelo endereço namoa@namoaapp.com.

A startup, assim como a Viva, também deve ser submetida para o processo de incubação no Parque Tecnológico da Bahia, que, atualmente, abriga 40 empresas. O espaço é administrado pela Secti e integra as investidas do Governo do Estado em estimular o empreendedorismo e a inovação através da ciência e tecnologia. A Viva também é apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Pesquisadores baianos criam sistema único capaz de simular patologias cardíacas

Quando se fala em saúde, todo mundo sabe que qualquer descuido pode ser fatal. Por isso, os cursos da área buscam tornar cada vez mais reais as dificuldades da rotina desses profissionais. Através deste princípio, um grupo de pesquisadores do Polo de Inovação de Salvador (PIS), unidade do Instituto Federal da Bahia (IFBA), com sede no Parque Tecnológico, desenvolveu para a empresa Algetec, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), um sistema de simulação de patologias do coração capaz de reproduzir ou imitar determinados aspectos reais com pacientes que sofrem problemas cardíacos como, por exemplo, um infarto.
O simulador de paciente é composto de tórax e cabeça, do qual gera todos os sinais elétricos de eletrocardiograma (ECG) que um monitor cardíaco capta no corpo humano. Além de possuir estrutura mecânica e eletrônica que demonstram dados simulados sobre a situação, um aplicativo interativo permite ao professor programar a simulação de eventos para o aluno treinar ações terapêuticas, enquanto acompanha a evolução do quadro clínico em função do tratamento adotado.
De acordo com Josemir Alexandrino, professor de eletrônica, que esteve à frente do projeto, este simulador suporta manobras clínicas como massagens cardíacas, recebe a aplicação de descarga elétrica e reproduz os sons característicos dos batimentos cardíacos. “Muitos desses produtos que estão no mercado atualmente limitam os estudantes ao modelo virtual fornecido pelo próprio fabricante que não gera sinais elétricos do ECG. Isso pode levar à falta de experiência por parte do profissional na hora de lidar com a situação real”, explicou.
O produto, que foi concluído em abril deste ano, já está em fase de testes, para que futuramente possa ser comercializado. O trabalho surgiu de uma parceria entre a Algetec e o IFBA, onde os pesquisadores, que atuam no PIS, sugeriram o projeto devido ao teor didático com aplicação na área de engenharia que faz parte dos atributos da empresa. Segundo Josemir, o principal objetivo é melhorar o acesso aos simuladores de qualidade nas faculdades de medicina e saúde, pois, atualmente, os que possuem esse nível de tecnologia são importados e, por isso, custam caro. “Além disso, consideramos importante aproximar os futuros profissionais, que irão cuidar da vida da sociedade, dos obstáculos que ocorrem no dia a dia da profissão. Quanto maior o aprendizado, menor serão os erros que poderiam ser fatais”, destacou.
O trabalho foi desenvolvido no PIS, que está localizado dentro do Parque Tecnológico, administrado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O Parque abriga em média 40 startups e representa as investidas do Governo do Estado em abrir espaço para que a comunidade científica baiana possa avançar através da inovação. Além do apoio da Algetec, o grupo composto por Handerson Leite, Hugo Silva, Josemir Alexandrino, Antonio Gabriel, Luiz Ritt, Ciro Fialho, Rafael Bispo, César Cunha Filho, Tamires Alves e André Rabelo recebeu financiamento da EMBRAPII.
Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Inovação e empreendedorismo são temas de Audiência Pública em Salvador

Objetivo do encontro é escutar as demandas da sociedade e apresentar projetos em andamento

Na hora de opinar sobre os aspectos que compõem a estrutura de um estado, é comum escutar a colocação de cidadãos a respeito da infraestrutura, segurança e saúde. Entretanto, falar sobre ciência, muitas vezes acaba restrito a um número menor de pessoas. Com o objetivo de ouvir a população baiana sobre os anseios em relação à pasta, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por solicitação da vereadora Marta Rodrigues, na Comissão de Direitos Humanos e Democracia, participa de audiência pública, no dia 1º de agosto, a partir das 9h, no Espaço de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, onde discutirá sobre os projetos em andamento, além de apresentar o Edital Centelha Bahia.

Durante o encontro, a população poderá tirar suas dúvidas a respeito de diversos projetos capitaneados pela Secti, como, por exemplo, o Edital Centelha Bahia, que vai destinar R$ 1.620.000.00 para capacitação de empreendedores com foco em negócios inovadores. O edital tem inscrições abertas até o próximo dia 7 de agosto e os interessados devem acessar o www.programacentelha.com.br/ba e submeter suas respectivas propostas.

Essa é mais uma das iniciativas do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secti, para estimular projetos inovadores e seus desenvolvimentos. A audiência da próxima quinta-feira (1º) proporcionará também a oportunidade de a população conhecer melhor sobre os programas de banda larga e as possíveis mudanças no Marco Legal de CTI.

Secti e Fapesb realizam encontros no interior para divulgar edital de inovação

Objetivo é promover o Edital Centelha Bahia que financia projetos com foco em negócios inovadores

Com o objetivo de estimular a comunidade empreendedora e científica em todo o estado, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) vai realizar encontros em seis municípios baianos (Jequié, Jacobina, Irecê, Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Ilhéus), entre 26 de julho e 2 de agosto, para divulgar e tirar dúvidas acerca do Edital Centelha Bahia. O incentivo financeiro, que tem foco em negócios inovadores, vai disponibilizar R$ 60 mil por projeto selecionado através do edital que está disponível desde o dia 24 de junho.

Para participar dos encontros, é necessário se inscrever através do link bit.ly/eventocen. O programa, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada à Secti, está com inscrições abertas até o dia 7 de agosto por meio do endereço eletrônico www.programacentelha.com.br/ba. No total, o Centelha Bahia vai conceder R$ 1,6 milhão em recursos de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis).

A iniciativa, que faz parte da estratégia do Governo do Estado de apoiar o empreendedorismo e inovação em todo território baiano, é resultado de uma ação cooperada de parceiros do Ecossistema de Inovação. Na Bahia, a execução é Fapesb, enquanto no âmbito federal fica por conta da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.

Confira o cronograma dos encontros:

26 de julho – Jequié (Auditório CDL), às 18h30

26 de julho – Lauro de Freitas (Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia Informação e Comunicação), às 15h

30 de julho – Jacobina (Prédio da Acija), às 9h

30 de julho – Irecê (Auditório Ufba), às 19h

31 de julho – Teixeira de Freitas (Sede do Sebrae), às 19h

1º de agosto – Porto Seguro (Sede do Sebrae), às 18h30

2 de agosto – Ilhéus (Uesc/auditório da Torre Administrativa), às 9h

Bahia Faz Ciência – Pesquisadora amplia estudos sobre riscos da exposição solar

Dados indicam que apesar de possuir informação, população não costuma adotar medidas preventivas

Grande parte da população sabe que o sol pode ser sinônimo de perigo e provocar o desenvolvimento de doenças como o câncer de pele, mas ainda assim resiste a adotar atitudes preventivas para não prejudicar a própria saúde. É o que mostram os estudos, sobre comportamento populacional perante os danos que a exposição ao sol pode causar, da física Andrea Morégula, professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Este tema tão importante é a pauta desta semana do Bahia Faz Ciência, série de reportagens lançada pela Secti e Fapesb, a fim de aproximar o cidadão da produção científica no estado.

Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que mais de 30% de todos os cânceres diagnosticados são câncer de pele não melanoma, causados pela exposição excessiva ao sol e sem proteção adequada, como explica Andrea. “Apesar dos benefícios que pode haver na nossa vida, ainda há um problema a nível mundial em relação à falta de cuidados na hora de tomar sol. O que acontece é que as pessoas acreditam que somente passar o protetor solar as deixam protegidas, e, por isso, não tomam nenhuma outra medida”.

O projeto consiste em primeiramente entender se a população da amostragem (757 pessoas, entre pacientes do SUS e estudantes), que se concentra no Sul da Bahia, conhece os índices de radiação solar e se adotam hábitos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A partir dessas informações, é possível gerar novas orientações para os órgãos públicos responsáveis revisarem a linguagem que utilizam para a população se prevenir contra doenças de pele, oriundas da exposição ao sol.

De acordo com Andrea, a prevenção aos raios ultravioleta (UVB) não pode ser feita de forma generalizada. “É necessário entender que a incidência do sol vai variar de acordo com o local que você está e as condições climáticas do dia e período em que se encontra. Além de um índice geral para medir a radiação solar que pode servir de indicação para toda a população baiana, não deve haver uma generalização em relação aos horários de maior incidência, pois em regiões como Ilhéus, o índice Ultravioleta (IUV) no verão alcança níveis extremos a partir das 8 ou 9h da manhã, e a pessoa já deveria evitar uma exposição excessiva ou sem proteção”, alertou.

A professora e pesquisadora da Uesc ressalta também que é importante fortalecer o conhecimento dos valores diários do IUV local e adotá-lo como um alerta para os períodos em que a exposição solar pode trazer danos à saúde. “O maior número de pessoas que não se previne adequadamente contra os danos causados pelo sol ainda está enquadrado entre as classes sociais mais baixas, devido ao acesso limitado à informação”, destacou.

O estudo, que faz parte do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), reforça a importância de ir além das campanhas de prevenção no verão e das informações mais básicas, como passar protetor a cada duas horas. “Muitos não sabem, mas a radiação ultravioleta é cumulativa, ou seja, o sol que você se expôs na infância tem impacto na vida adulta e é somado cada vez que você volta a se expor”, informou.

Ao fazer um balanço sobre as descobertas do estudo, Andrea destaca que foi uma surpresa o valor do produto não ter sido o maior indicativo para as pessoas que não usam protetor solar. Ela ainda traz um dado histórico acerca do tema. “Antigamente, a sociedade adotava como padrão de beleza a pele em seu estado original, sem o bronze. Com o advento da Revolução Industrial, e o aumento da classe operária que passava a maior parte do tempo em fábricas e sem contato com o sol, os nobres, com o objetivo de se diferenciar socialmente, passaram a adotar o bronzeamento como algo refinado, restrito somente a uma elite que tinha tempo de ficar ao sol, e consequentemente, ter a pele mais dourada”, finalizou.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estará disponível no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Seminário apresenta resultados do Programa Pesquisa para o SUS

Otimizar o atendimento aos pacientes, diminuir o tempo nas filas de espera e criar tecnologias para o tratamento de doenças. Este é o foco do Programa Pesquisa Para o SUS (PPSUS), criado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e as Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Saúde (Sesab). O PPSUS investe em pesquisa científica para buscar alternativas que possam melhorar a qualidade de vida da população através da saúde pública. Os resultados desta iniciativa são apresentados em um seminário que está  ocorrendo entre os dias 16 e 18 de julho, nas dependências Escola de Saúde Pública da Bahia Professor Jorge Novis, em Salvador, organizado pelas equipes técnicas da FAPESB/DC e da SESAB/SAFITEC/DITEC.
No total, 68 projetos foram concluídos, desde pesquisas sobre doenças até a gestão dos profissionais, como é o caso da pesquisadora Heloniza Costa, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que investigou como a precarização das condições de trabalho acarreta em erros profissionais.  De acordo com Heloniza, sem o PPSUS o projeto não seria concebido, pois dificilmente haveria espaço em outros programas para um tema tão específico. “Quando falamos de erros em saúde, sabemos que eles podem ser fatais. Por isso, é necessário entender até que ponto esses erros são consequência de fatores institucionais ou de conduta profissional”, explicou.
Médica por formação, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, chamou atenção para a necessidade de sobrepor estruturas no sistema atual de modo que gere inovação. “Nosso foco com este projeto precisa ser o SUS. Sem ele, não há PPSUS e não há capacidade de levar o direito a um item primordial do ser humano, a saúde”, afirmou, sendo endossada pelo diretor da Fapesb, Márcio Costa. Ele lembrou que a Bahia é o único estado que participou de todas as edições do PPSUS.
Aproximadamente R$ 22 milhões em recursos foram investidos nos editais, mas, conforme o superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde da Sesab, Luiz D’utra, este evento marca somente o início de uma trajetória que busca melhorar a vida da população. “Apesar de ser um dia de comemoração, é preciso entender a necessidade de propor cada vez mais novos trabalhos como este”, destacou. Representante do CNPq, Carolina Gomes ponderou que “oportunidades como esta são propícias para criar parcerias e conhecer melhor a produção científica do estado”.
O seminário também contou com a presença de diversos atores do ecossistema de saúde e pesquisa científica. A coordenadora nacional do PPSUS, do Ministério da Saúde, Marge Tenório, afirmou que o projeto é diferenciado, pois desenvolve um produto com retorno direto para a população. “Ciência não é só aquilo que é desenvolvido em laboratório. Estamos trabalhando para melhorar o funcionamento do SUS. Para isso, é necessário entender as necessidades do sistema para facilitar os processos e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população”.

Bahia Faz Ciência – Pesquisador cria teste para detectar Doença de Chagas

Após o recente surto da Doença de Chagas em alguns estados do Brasil, diversas instituições investem para encontrar soluções que possam controlar os índices da infecção. Foi com este objetivo que o professor Luiz Oliveira, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), desenvolveu um teste capaz de identificar focos da doença de maneira mais rápida e precisa. O estudo é a pauta desta semana do Bahia Faz Ciência, série de reportagens, lançada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que busca aproximar a população da produção científica no estado.
O projeto, que integra o Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) da Fapesb, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), consiste em um teste que une os fatores rapidez, facilidade de execução, baixo custo e alta sensibilidade para encontrar o agente causador da Doença de Chagas nos insetos barbeiros. Apesar de existirem vários exames para detectar a infecção no sangue de humanos e animais, a novidade é que ainda não havia sido explorada a padronização de um teste rápido que pudesse ser realizado diretamente nas fezes dos barbeiros.
Além disso, para identificar focos da doença, atualmente, é necessário o uso de equipamentos restritos a laboratórios, que exige alto conhecimento técnico para manuseio. A partir da pesquisa elaborada pelo professor, agentes de saúde poderão ter acesso ao teste capaz de identificar insetos contaminados e, dessa forma, alertar as pessoas que residem ou transitam ao redor do local que possui risco de contaminação.
De acordo com o pesquisador, o procedimento é similar ao de gravidez. “O teste é posicionado no abdômen do inseto e na mesma hora indica se ele está contaminado ou não. Através deste estudo, será possível gerar mapas de risco com informações que revelariam os principais focos de transmissão para otimizarmos o combate da Doença de Chagas nessas áreas”, destacou.
A depender do sucesso dos resultados, o teste que inicialmente será realizado na cidade de Barreiras, região que sofre com altos índices de pessoas infectadas, poderá ser aplicado em qualquer área de risco com a presença dos insetos propagadores da enfermidade. Os resultados parciais deste e de outros projetos aprovados pelo edital serão apresentados no Seminário de Avaliação do PPSUS que acontecerá de 16 a 18 de julho, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Escola de Saúde Pública da Bahia Prof. Jorge Novis, em Salvador.
Doença de Chagas
A Doença de Chagas é causada por um parasita que se aloja no organismo do barbeiro que vive em diferentes regiões do Brasil. A contaminação nos seres humanos é causada através do contato direto com o transmissor, que, através da picada, deixa suas fezes no local. No ato de coçar, a pessoa se contamina. Outra forma de contrair a doença é por meio da ingestão de alimentos que foram contaminados pelo mesmo parasita, devido ao contato com insetos que carregam o agente causador da doença. Os sintomas mais comuns são febre, mal-estar, inchaço nos olhos, fadiga, dor de cabeça e no corpo, náusea, diarreia, vômito, aumento do fígado e baço ou surgimento de nódulos. A doença pode evoluir para um nível crônico e durar anos, gerando constipação, problemas digestivos, dores abdominais, dificuldades de engolir, insuficiência cardíaca e arritmias.
Bahia Faz Ciência
A Secti e Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em Ciência, Tecnologia e Inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estará disponível no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum projeto científico que possa virar pauta, envie sua sugestão para o e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br. A mensagem deve conter título e resumo do projeto junto ao contato do pesquisador.

Fapesb lança edital com foco na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Todos os dias, diversos cientistas baianos desenvolvem pesquisas para melhorar a vida da sociedade e promover o avanço do estado através da inovação, entretanto, nem sempre esses trabalhos chegam ao conhecimento da população. Em busca de fomentar a popularização da ciência e tecnologia, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) desenvolveu o programa Popciências para financiar ações regionais na 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece de 21 a 27 de outubro. O edital vai destinar R$ 160 mil, distribuídos entre instituições de ensino superior ou pesquisa e escolas públicas.
A iniciativa da Fapesb é voltada para os projetos relacionados à sustentabilidade, em sincronia com o tema desta edição que é “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”. Os interessados podem cadastrar suas propostas, até o dia 22 de agosto por meio de formulário disponível no site da Fundação. As instituições aprovadas do ensino superior ou pesquisa vão dispor de R$ 15.000,00, enquanto as escolas públicas terão R$ 5.000,00 para estruturar o evento.
De acordo com o diretor da Fapesb, Márcio Costa, o edital tem caráter democrático por abranger um público amplo, desde as escolas públicas até as universidades. “Professores ou Pesquisadores que se utilizem de recursos didáticos ou lúdicos, como protótipos, jogos, revistas em quadrinhos, ou algum material que promova a inclusão de seu público no âmbito científico ligado ao tema desta edição, poderão se inscrever. Se o projeto for selecionado, receberá apoio financeiro para a realização de um evento durante a SNCT”, explicou.
O tema deste ano surge em meio a um problema cada dia mais atual. Faz alguns anos que o termo sustentabilidade ocupa o destaque em conferências mundiais, entretanto, dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o desmatamento da Floresta Amazônica aumentou em 88% no último mês de junho. Segundo Márcio Costa, é necessário estimular a população para despertar interesse nos assuntos científicos e ambientais. “A SNCT é o momento ideal para dialogar sobre o assunto e apresentar as soluções inovadoras que buscam preservar o meio ambiente”, completou.
 
Programa Centelha Bahia 
Apesar do edital Popciências focar apenas no financiamento de eventos que já possuem o produto concebido, os interessados em obter financiamento para pôr em prática suas ideias inovadoras podem se inscrever até o dia 7 de agosto no Programa Centelha Bahia. O edital vai disponibilizar R$ 1.620.000,00 para projetos que busquem soluções inteligentes para a vida da população baiana. Os interessados em submeter propostas devem acessar o endereço eletrônico www.programacentelha.com.br/ba.

Secti estreia série de reportagens sobre ciência na Bahia

Reportagens servirão para divulgar como a ciência contribui para a melhoria de vida dos baianos

Conhecida por seu valor cultural, a Bahia ganha popularidade a cada dia que passa, graças à sua história e a criatividade do povo baiano. Entretanto, você sabia que além das paisagens e culinária típica, o estado também é rico em produção científica? Com o intuito de aproximar a população dos estudos científicos, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreia, nesta segunda-feira (8), data em que se comemora o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como os pesquisadores e cientistas baianos se destacam quando o assunto é ciência, tecnologia e inovação.

As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estará disponível no site e redes sociais da Secretaria. De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, o cenário atual em que a pesquisa científica se encontra é o momento ideal para mostrar à população o que é produzido no meio acadêmico. “Com os recentes cortes da União, é necessário apresentar para os baianos que a educação é o principal meio para gerar emprego e renda. Além disso, as pesquisas científicas retornam para a sociedade em forma de vacinas, programas sociais ou modelos de gestão”, afirmou.

Um exemplo prático sobre como a produção científica gera benefícios para a população diz respeito aos pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), que, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), foram responsáveis por identificar o vírus zyka, conforme explica o diretor da Fapesb, Márcio Costa. “É importante ressaltar que os estudos realizados em universidades estão mais próximos do nosso dia a dia do que se imagina. Todo o conhecimento investido agrega valor para a população baiana que avança através da ciência, tecnologia e inovação”, destacou.

Em sua estreia, o Bahia Faz Ciência traz o estudo de pesquisadores do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), em Ilhéus, que descobriram novas maneiras de ajudar quem tem diabetes. A pesquisa investigou a casca da fruta mangostão, a fim de criar uma farinha a ser consumida tanto para prevenir a diabetes, quanto para ajudar a controlar os níveis de açúcar para quem é diabético. Ficou curioso para saber mais sobre essa pesquisa? Fique ligado na primeira reportagem da série Bahia Faz Ciência. Além disso, se você conhece algum projeto científico que possa virar pauta, envie sua sugestão para o e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br. A mensagem deve conter título e resumo do projeto junto ao contato do pesquisador.

A iniciativa faz parte dos esforços da Secti em disseminar o ramo científico e torná-lo mais democrático. “Apesar de um estudo ser produzido por um grupo de pesquisadores, o conhecimento pertence a todos. Por isso, queremos levar a ciência para os quatro cantos da Bahia e fazer o nosso estado avançar, demonstrando que além de todos os encantos, a nossa terra é repleta de sabedoria e criatividade”, finalizou Adélia Pinheiro.

Edital de apoio a negócios inovadores tem inscrições abertas

Todos os dias dezenas de ideias inovadoras que poderiam melhorar o cotidiano da sociedade são desperdiçadas quando pesquisadores precisam enfrentar a falta de financiamento e recursos para concretizar os seus projetos. Com o objetivo de dar espaço para essas ideias, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), lançaram o edital Centelha Bahia, que está com inscrições abertas até o dia 7 de agosto.
Na prática, o Centelha Bahia irá conceder R$ 1.620.000,00 para empreendedores que buscam desenvolver produtos, processos ou serviços que venham a melhorar a vida da população baiana, gerando negócios inovadores. Dessa forma, a iniciativa, que integra os esforços do Governo do Estado para impulsionar a economia local através da criatividade baiana, é uma alternativa para gerar renda e empregos com soluções inovadoras e que tragam retorno para a sociedade. Os interessados em inscrever seus trabalhos devem ler o edital e realizar o castrado através do link www.programacentelha.com.br/ba/.
Além disso, a proposta visa aproximar a população e os resultados da produção científica no estado. “Há uma idealização que o custo com o campo científico é alto, mas é necessário entender que quando tratamos de ciência, estamos falando de investimento. Um projeto de pesquisa pode se transformar em construção de moradias sociais, remédios mais baratos e até novas vacinas para combater doenças”, destacou o diretor da Fapesb, Márcio Costa.
De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, outras iniciativas como esta serão implantadas no futuro, a fim de estimular diversas gerações de estudantes a desenvolver o interesse pela ciência, tecnologia e inovação. “O próprio nome ‘Centelha’ dá o sentido de início, a ideia de uma chama que primeiro desperta, depois se espalha, e por fim se estabelece em todos os campos”, afirmou.
O Programa Centelha é resultado de uma ação cooperada de parceiros do Ecossistema de Inovação. Na Bahia, a execução é da Fapesb, enquanto no âmbito federal fica por conta da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). São também apoiadores o Conselho das Fundações de Amparo (Confap), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação CERTI.