Academia de Ciências da Bahia comemora seu primeiro aniversário com conferência e lançamento de livro

A Academia de Ciência da Bahia (ACB) promoveu, na última quarta-feira, 30/05, a Conferência “Ciência, Técnica e Emancipação”, com o professor titular de Teoria das Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Ribeiro Terra, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O professor Terra falou sobre a realidade universitária brasileira, expondo seu ponto de vista sobre os desafios e dificuldades enfrentados no meio acadêmico em relação a pesquisas e mercado.

Em comemoração ao seu 1º aniversário, a Academia de Ciência da Bahia (ACB) promoveu, na última quarta-feira, 30/05, a Conferência “Ciência, Técnica e Emancipação”, com o professor titular de Teoria das Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Ribeiro Terra, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O professor Terra falou sobre a realidade universitária brasileira, expondo seu ponto de vista sobre os desafios e dificuldades enfrentados no meio acadêmico em relação a pesquisas e mercado.
Segundo Terra, existe uma resistência de parcelas significativas das universidades públicas para levar a produção científica ao setor produtivo. Para ele, não se pode ficar apenas na pesquisa básica, pois é necessário investir em pesquisa aplicada para o mercado: “Há uma forte oposição ao mercado, como se o lucro tornasse impura a pesquisa básica”, disse. “Isso se deve à inexistência de políticas públicas continuadas em Ciência e Tecnologia para a produção científica brasileira.”
O professor Terra disse ainda que os universitários são favoráveis às políticas sociais e exigem este papel social das universidades: “Mas este papel se resume apenas à ampliação da consciência social dos alunos”. Além disso, segundo Terra, existe hoje em dia um “romantismo ecológico”, em que se busca preservar a natureza como se fosse necessário protegê-la da Ciência e Tecnologia, o que torna ainda mais difícil as ações para o setor produtivo. Terra propôs algumas discussões referentes à avaliação dos professores e Universidades, com comissões avaliadoras mais rigorosas, principalmente nas áreas de Ciência e Tecnologia, bem como da relação entre universidades, agências financiadoras e empresas.
Como parte das comemorações, a Academia lançou, no dia 31/05, o livro Memória 2010-2011. Na solenidade, ocorrida na Sala dos Conselhos Superiores da UFBA, o diretor da Academia, Roberto Santos, falou sobre a felicidade de oferecer aos presentes o livro com as atividades realizadas ao longo do primeiro ano deste órgão: “Esta é uma festa de aniversário. Nós estamos comemorando o primeiro ano de funcionamento da Academia e a nossa felicidade foi poder juntar já nesse um ano de atividade um volume de eventos que é bastante significativo, adequado a uma academia que começa a dar seus primeiros passos”, disse.
A professora emérita da Faculdade de Medicina e ex-reitora da UFBA, Eliane Azevêdo, responsável pela organização do livro, fez uma explicação sobre a publicação e os eventos nele inseridos. Segundo Eliane, a ideia inicial era fazer um simples relatório de atividades da academia, mas ao perceber que havia muito material e muitas coisas para relatar, decidiu-se fazer um livro. “O livro começou a nascer assim, numa gestação intelectual”, disse. Uma das características mais marcantes da ACB, de acordo com Eliane, é o fato de ela não ser uma academia focada simplesmente na questão da ciência, mas de ter uma visão mais ampla: “Sendo esta uma característica bem específica, era necessário deixar isso registrado. Passamos então de relatório para um livro”, explicou.
Fizeram parte da solenidade, junto com o diretor da Academia, Roberto Santos, e da coordenadora Eliane Azevêdo, o professor Dr. João Carlos Sales representando a UFBA e o Diretor Administrativo Financeiro da FAPESB Isaías Matos, além de membros e confrades da Academia.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Empresas selecionadas para incubadora já atuam no Parque Tecnológico

Nove empresas baianas de base tecnológica já iniciaram as atividades na Incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, que funciona no Tecnocentro, prédio central do empreendimento.

Nove empresas baianas de base tecnológica já iniciaram as atividades na Incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, que funciona no Tecnocentro, prédio central do empreendimento. Quando for inaugurado oficialmente, o local vai abrigar também centros de pesquisa, Universidades baianas e empresas âncoras de Tecnologia da Informação já selecionadas por meio de chamada pública.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, as empresas selecionadas já estão tendo todo o apoio da SECTI para desenvolver suas atividades, como infraestrutura de recepção, serviços de secretária, sala de reuniões e auditório, além de orientação para elaboração e encaminhamento de projetos visando captar recursos junto às agências de fomento. “Vamos também identificar sócios potenciais para essas empresas incubadas, formando alianças estratégicas não só no Brasil como no exterior”, diz o secretário, acrescentando que haverá ainda orientação para registro de Propriedade Intelectual e licenciamento de produtos junto aos órgãos governamentais.

A permissão de uso da área do Tecnocentro é de até 2 anos, prorrogáveis, mediante a assinatura de termo aditivo. Durante esse período as empresas pagarão uma taxa de uso por metro quadrado.

As empresas da incubadora têm apoio ainda na identificação de pesquisadores que possam colaborar no aprimoramento tecnológico dos produtos, processos e serviços. A SECTI vai também apoiar a participação em feiras e eventos e promover a capacitação na gestão empresarial, tais como: gestão financeira, custos, marketing, planejamento, administração geral, produção e operação.

Veja as empresas incubadas que estão atuando no Parque Tecnológico:

– NN Solutions Desenvolvimento de Sistema Integrados
– Brunian
– Exa-M Instrumentação do Nordeste LTDA
– Teledoctor Soluções em Tecnologia
– MDS Tecnologia da Informação LTDA
– MK Serviços Odontologia LTDA
– Maqhin Soluções Tecnológicas LTDA
– Imago Desenvolvimento de Produtos LTDA
– Compósitos Técnicos LTDA

Fonte: Portal TI Bahia

Fundação MT realizará II Encontro Técnico na Bahia

Pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e de outros importantes Centros de Pesquisa estarão dia 05 de junho em Luiz Eduardo Magalhães na Bahia para apresentar informações da safra 2011/2012 e contribuir com o planejamento do próximo plantio. Produtores, Engenheiros Agrônomos, Técnicos Agrícolas e Consultores do Oeste Baiano são convidados para participar do II Encontro Técnico.

Pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e de outros importantes Centros de Pesquisa estarão dia 05 de junho em Luiz Eduardo Magalhães na Bahia para apresentar informações da safra 2011/2012 e contribuir com o planejamento do próximo plantio. Produtores, Engenheiros Agrônomos, Técnicos Agrícolas e Consultores do Oeste Baiano são convidados para participar do II Encontro Técnico.

Superar obstáculos: desafio contínuo é o tema do evento. “A atividade no campo é muito dinâmica e exige de cada profissional uma postura de compromisso e responsabilidade diante das adversidades. Ter informação para enfrentar os entraves é a principal ferramenta para quem quer ter excelentes resultados de produtividade”, afirma Fabiano Siqueri, pesquisador e gestor de Marketing e Relacionamento da Fundação MT.

Para atender a classe produtora do Oeste Baiano, a Fundação MT planejou um evento com foco nas necessidades da região. As palestras do evento trazem assuntos estratégicos para próxima safra de soja e de algodão. Clima, doenças, pragas, cultivares e mercado são alguns dos temas a serem apresentados no evento.

“É uma grande oportunidade para quem quer ter em primeira mão os resultados de pesquisa, de saber e tirar dúvidas sobre as perspectivas do cenário econômico, inovações tecnológicas e sobre tudo que ocorreu na safra 2011/2012”, destaca Siqueri.

O II Encontro Técnico acontecerá durante um dia, com início às 07h30 e término às 18h30. O auditório do Hotel Sant Louis será palco da difusão tecnológica da Fundação MT na Bahia. As inscrições para participar são gratuitas e poderão ser feitas no local do evento. As vagas são limitadas.

Mais informações no www.fundacaomt.com.br.

Bahia produz fio de alta resistência para a exploração da camada de pré-sal

A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal.

A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal. A novidade, que leva o nome de fibra de UTEC (polietileno de ultra-alto peso molecular) foi apresentada nesta quinta-feira, 24, na sede da Braskem em Camaçari e foi desenvolvida a partir de pesquisas financiadas pelo Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).

A primeira etapa o projeto, que começou em 2004, recebeu um financiamento de R$ 600 mil e a segunda fase, iniciada em 2010, teve um investimento do Governo do Estado de 6,2 milhões para a compra de equipamentos. De acordo com Emanuel Lacerda, coordenador de relações institucionais da Braskem, o apoio do governo estadual, através da SECTI, foi fundamental para o desenvolvimento da pesquisa, que contou também com o apoio do FINEP, financiadora de estudos e projetos do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Segundo explica o gerente do projeto da fibra de UTEC, Alessandro Bernardi, a ideia inicial partiu de uma demanda do governo, que precisava de cabos para plataformas de exploração do pré-sal que fossem mais resistentes e que não cedessem com o tempo. Além dessa aplicação, o fio serve também para a produção de coletes blindados destinados à área militar.

Fora do Brasil esses fios produzidos industrialmente têm várias aplicações, como luvas de proteção que não cortam, fios e redes de pesca. Berardi explica que o modelo de inovação adotado no Brasil é aberto, o que significa buscar conhecimento em outras instâncias, como centros de pesquisa e Universidades para acelerar o desenvolvimento. “Estabelecemos, por exemplo, uma parceria com uma Universidade do Rio Grande do Sul para medir a resistência dos cabos produzidos na Bahia”, destaca.

Atualmente a Braskem está desenhando o projeto da planta para a produção industrial da fibra de UTEC, uma alternativa aos cabos de ancoragem das plataformas de petróleo existentes hoje, confeccionados em aço ou poliéster. O novo produto possui rigidez e alta resistência, características ideais para explorações em altas profundidades (entre 2 mil e 3 mil metros) como no pré-sal. O investimento total do projeto é de US$ 10 milhões e a expectativa é que a produção em escala industrial comece em 2013 para suprir a demanda, estimada entre 1 e 1,5 mil toneladas/ano.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, essa pesquisa mostra a importância que o governo estadual dá à inovação de novos produtos que tenham aplicação prática. Vamos continuar investindo cada vez nesse tipo de iniciativa que coloca a Bahia num novo patamar de desenvolvimento”, destaca o secretário, lembrando que o futuro Parque Tecnológico da Bahia vai servir também para a produção de conhecimento e pesquisa aplicada.

O Programa Estadual de Incentivos à Inovação Tecnológica (Inovatec), que é um dos mais importantes instrumentos de fomento à inovação do estado, conta com um fundo anual mínimo de R$ 15 milhões para a aquisição de máquinas, equipamentos e instrumentos que fortalecem os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

Para se inscrever e submeter projetos ao Inovatec, basta o candidato acessar o site da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (www.secti.ba.gov.br) e clicar no banner do programa, que fica do lado esquerdo da página. O formulário de inscrição, assim como modelos de projetos aprovados e regulamento estão disponíveis para download e preenchimento.

Fonte: Portal TI Bahia

A FAPESB parabeniza a Academia de Ciências da Bahia por um ano de existência

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) completa, no dia 1º de junho de 2012, um ano de existência. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia parabeniza este órgão tão relevante para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado.

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) completa, no dia 1º de junho de 2012, um ano de existência. É com muita satisfação que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia parabeniza este órgão tão relevante para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado.

O aniversário da Academia representa um momento de renovação para a Ciência e Tecnologia na Bahia. Sua inauguração, em 2011, foi uma ação importante para o rompimento da inércia institucional existente nesta área e significou o começo de um grande trabalho de contribuição para o crescimento da produção científica.

Ao longo desse período, a Academia promoveu eventos importantes, como o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, que reuniu especialistas de diversas instituições, para falar sobre os diferentes ecossistemas da Bahia, além de diversas palestras com autoridades ligadas a temas envolvendo ciência e tecnologia.

A FAPESB deseja à Academia muitos anos de sucesso e tem o prazer de poder contar com seu apoio para superar os desafios na área de CT&I e construir uma Bahia cada vez melhor.

FAPESB lança Edital de Popularização da Ciência e Tecnologia – POPCIÊNCIAS 2012

A FAPESB lançou nesta segunda-feira, 28/05, o Edital de Popularização da Ciência e Tecnologia 2012, que, este ano, selecionará propostas de projetos científicos e tecnológicos voltados para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT. O objetivo deste Edital é dar aporte financeiro à organização e execução de eventos, na capital e no interior, que tenham como foco a popularização da ciência e tecnologia.

A FAPESB lançou nesta segunda-feira, 28/05, o Edital de Popularização da Ciência e Tecnologia 2012, que, este ano, selecionará propostas de projetos científicos e tecnológicos voltados para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT. O objetivo deste Edital é dar aporte financeiro à organização e execução de eventos, na capital e no interior, que tenham como foco a popularização da ciência e tecnologia. A SNCT acontecerá entre os dias 15 e 21 de outubro e o tema deste ano é “Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza”.

Através deste Edital, a FAPESB pretende estimular ações que aproximem o público em geral dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos no Estado, especialmente os alunos da Educação Básica. O proponente poderá fazer parceria com instituições tais como ONGs, ICTs, associações, cooperativas, escolas da rede pública de ensino, escolas em consórcio público-privado, escolas comunitárias, escolas particulares, e órgãos públicos com interesse em desenvolvimento de pesquisas.

Os eventos deverão ocorrer dentro do Estado da Bahia. As propostas passarão por critérios de escolha como: objetivo voltado para Popularização da Ciência e Tecnologia; abrangência e porte do evento proposto; viabilidade do evento; público a ser contemplado; qualificação da equipe executora; aderência ao tema estabelecido e; adequação da proposta à realidade local.

Para este Edital, serão alocados recursos não-reembolsáveis no valor de R$ 250 mil provenientes da FAPESB. As inscrições poderão ser feitas até as 17h30 do dia 11/07/2012. Mais informações poderão ser obtidas na FAPESB através do e-mail popciencias@fapesb.ba.gov.br ou pelo telefone 3116-7692. Confira o Edital na íntegra.

Fonte: ascom/fapesb

CNPq e Fapepi divulgam Prêmio Jovem Cientista

Instituições de ensino superior e secretarias de Educação, Esporte e Juventude participam nesta terça-feira (29), às 14h, de um encontro com a Equipe do Serviço de Prêmios do CNPq para tratar do Prêmio Jovem Cientista – PJC.

Instituições de ensino superior e secretarias de Educação, Esporte e Juventude participam nesta terça-feira (29), às 14h, de um encontro com a Equipe do Serviço de Prêmios do CNPq para tratar do Prêmio Jovem Cientista – PJC, que este ano destaca o tema Inovação Tecnológica nos Esportes. A reunião técnica acontece na Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) e tem como objetivo a articulação para a participação do Estado do Piauí.

O PJC conta com quatro categorias: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda uma Menção Honrosa para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema do prêmio.

Para a 26ª edição, alunos da educação básica, graduados e estudantes de nível superior poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas: Gestão esportiva empreendedora e inovadora; Gestão e desenvolvimento de ferramentas em marketing do esporte; Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas ao Esporte, tais como: tecnologias de jogos digitais; internet; softwares, comunicação digital multiuso de alta velocidade, etc.

Serão R$ 600 mil em premiações – incluindo aí o valor de bolsas do CNPq. Para concorrer, pesquisadores e estudantes devem se inscrever pela internet. Alunos do ensino médio, além de poder utilizar a web, têm também a opção de enviar suas pesquisas pelos Correios. Na categoria Graduado, os vencedores são agraciados com R$ 30 mil (1º lugar); R$ 20 mil (2º lugar) e R$ 15 mil (3º lugar). Para Estudantes do Ensino Superior, os valores são de R$ 15 mil (1º lugar), R$ 12 mil (2º lugar) e R$ 10 mil (3º lugar). Estudantes do Ensino Médio classificados em 1º, 2º e 3º lugares ganham um moderno notebook cada um.

Para a Dra. Bárbara Melo, presidente da FAPEPI, ‘esta iniciativa do CNPq é importantíssima, pois tem como uma das metas provocar os pesquisadores e estudantes a lançarem seus olhares para o setor esportivo, uma área bastante vinculada às descobertas da ciência e da tecnologia, além de estar em destaque devido aos diversos eventos com este enfoque que serão realizados no Brasil nos próximos anos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos’.

O regulamento completo, a ficha de inscrição e demais informações estão disponíveis em www.jovemcientista.cnpq.br. O prazo de inscrição termina em 31 de agosto próximo. A reunião acontecerá na terça-feira (29/05), as 14 horas na sede da FAPEPI.

Fonte: 180graus

Prêmio Finep de Inovação 2012 tem inscrições abertas até agosto

O Prêmio FINEP é o mais importante instrumento de estímulo e reconhecimento à inovação no País. Desde 1998, já premiou mais de 500 empresas, instituições e pessoas físicas, sendo responsável pela projeção dos contemplados não apenas no Brasil como no exterior.

O Prêmio FINEP é o mais importante instrumento de estímulo e reconhecimento à inovação no País. Desde 1998, já premiou mais de 500 empresas, instituições e pessoas físicas, sendo responsável pela projeção dos contemplados não apenas no Brasil como no exterior.

Em 2012, o Prêmio completa 15 anos e traz uma série de mudanças. A principal delas é que a premiação será feita em dinheiro: serão disponibilizados de R$ 100 mil a R$ 600 mil para os primeiros colocados regionais e nacionais de cada categoria, totalizando cerca de R$ 9 milhões. Até 2011, a FINEP concedia aos vencedores recursos não reembolsáveis, cuja liberação ficava condicionada à apresentação de um projeto de ciência, tecnologia e inovação.

Outra novidade da edição 2012 é que o Prêmio passa a contar com mais duas categorias direcionadas a empresas: Tecnologia Assistiva e Inovação Sustentável. A primeira contempla produtos e processos que promovam a autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida. Já a Inovação Sustentável reconhece iniciativas onde a sustentabilidade tenha sido integrada ao sistema de pesquisa, desenvolvimento e comercialização, pelo viés financeiro, social e ambiental.

As novas categorias se juntam às sete já existentes: Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa (apenas na etapa nacional), Instituição de Ciência e Tecnologia, Tecnologia Social, Inventor Inovador e Inovar Fundos, também restrita à etapa nacional e dividida em três subcategorias – Governança, Equipe e Operação.

As inscrições serão realizadas eletronicamente, de 16 de abril a 16 de agosto de 2012.

São candidatos aptos a concorrer ao Prêmio empresas ou Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, OSCIPs e Organizações Não Governamentais (ONGs) com sede no País e que tenham a inovação como elemento relevante em suas estratégias de atuação. Na categoria Inventor Inovador podem concorrer pessoas físicas que tenham patentes concedidas pelo órgão responsável (INPI) e cujo objeto esteja comercializado. Na categoria Inovar Fundos, por sua vez, concorrem empresas gestoras de fundos de capital semente, venture capital e private equity constituídos há, no mínimo, dois anos.

Assista ao vídeo de divulgação do Prêmio Finep de Inovação 2012

Fonte: http://premio.finep.gov.br/

FAPESB apoia Fórum sobre tecnologias para dispositivos móveis da UNEB

O V Fórum de Tecnologias para Dispositivos Móveis: Desenvolvimento e Mercados vai movimentar o Campus II da UNEB, em Alagoinhas, entre os dias 24 e 26 deste mês. O evento é uma iniciativa do colegiado do curso de sistema de informação do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do campus, em parceria com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovações (Ictios) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

O fórum, gratuito e aberto ao público externo, tem como público-alvo estudantes, professores e pesquisadores da área. A programação conta com palestras, minicursos e apresentações de artigos sobre temas como Android, iPhone e Windows Phone 7.

As inscrições estão sendo realizadas de forma on-line, até o dia do evento, no link http://www.ictios.org/vft/index.php/inscricao.

“Pretendemos expor para a comunidade local oportunidades profissionais, debater a ampliação da atuação no mercado e fortalecer a cultura das tecnologias da informação”, pontua o professor Hugo Saba, membro da comissão organizadora do evento.

Para mais informações: DCET/ Campus II – tel. (75) 3422-1139.

Fonte: Portal UNEB

Pesquisadores apresentam propostas para os problemas do Semiárido em Seminário promovido pela FAPESB

Quem ainda pensa no Semiárido como uma região pobre e seca, com famílias vivendo exclusivamente à base de agricultura, pouco sabe sobre esta região. A grande variedade de atividades e temas discutidos no Seminário Final de Avaliação de Pesquisas do Edital Semiárido 006/2007 mostra a pluralidade do Semiárido baiano. Durante os dias 17 e 18 de maio, 35 projetos apoiados pela FAPESB foram apresentados, englobando diversas frentes de pesquisa em atividades que possam contribuir para a resolução de problemas que assolam a região.

Segundo o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Machado Lopes, o Seminário foi um evento especial, pois a temática é importante neste momento em que a Bahia vivencia a maior seca dos últimos 30 anos. “O Semiárido é muito importante porque abrange os municípios mais pobres do estado e embora seja comum o convívio com a seca, nos últimos três anos tem sido muito difícil”, disse. Para o diretor, a inércia institucional em relação aos problemas do Semiárido e a reprodução de comportamentos ao longo dos anos servem como freios para a transferência de tecnologia. A FAPESB, que tem no momento um edital aberto no valor de R$ 5 milhões para o Semiárido, busca produzir conhecimento para melhorar a ação pública e produzir ações diretas de transferência de tecnologia para o semiárido. “As demandas sociais crescem e muitas outras propostas surgirão com este Edital”, afirmou Roberto Paulo.

Na mesa de abertura do evento estavam presentes, além do Diretor Geral da FAPESB, o Coordenador de Pesquisa do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Aldrin Martin Pérez Marin, a Diretora para Fortalecimento Tecnológico Empresarial da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (SECTI), Telma Cortes Quadros de Andrade, o Diretor Executivo do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (FUNCEP), Marco Aurélio Lessa e o especialista em semiárido e Pró-reitor de Planejamento (Proplan) da UNEB, Luiz Paulo Neiva. Para Aldrin, o Seminário foi importante, pois possibilitou a integração de pesquisadores: “É bom ver a ciência sendo aplicada com o ser humano como protagonista”, disse. A representante da SECTI falou da importância do Seminário para provocar os pesquisadores a avançarem na área de CT&I para o semiárido: “Eu acho que a partir desse e dos próximos editais temos que ser mais provocativos para trazer esse tipo de tecnologia. É preciso partilhar essas criações”, afirmou.

Embora a seca esteja causando grandes problemas para a região do semiárido, os especialistas afirmam tratar-se de um fenômeno cíclico e, portanto, previsível. Segundo Neiva, não há nada de inusitado nesta situação: “Este período de seca ocorre em média a cada 26 anos e a Bahia está completamente despreparada. É preciso ter soluções pensadas de longo prazo”, disse. Para Lessa, o Seminário de Avaliação foi importante, pois focou na produção de conhecimento para uma área que não é apenas a mais pobre da Bahia, mas abrange uma grande parte do Nordeste. “Há tecnologias que ainda não foram apropriadas pela população do semiárido. Este e o próximo edital são muito importantes, pois promovem a transferência de tecnologia para essa região”.

Projetos

Nos dois dias em que o evento aconteceu, pesquisadores de diversas instituições da Bahia apresentaram trabalhos importantes para a melhoria da qualidade de vida da população do semiárido. Biodiversidade e ecologia, uso e reuso da água, energia, cultura, inclusão social, emprego, trabalho e geração de renda foram alguns dos eixos temáticos dentro dos quais as pesquisas foram desenvolvidas. A pesquisadora Adilva de Souza Conceição, por exemplo, fez um grande levantamento da flora e da fauna na região de Jeremoabo. Como resultado, montou um banco de dados com o DNA das espécies mais frequentes, que poderá ser utilizada em diversos estudos, inclusive para o desenvolvimento de medicamentos. Além disso, a pesquisadora realizou estudos sobre a produção e comercialização de mel, flores e frutas como boas formas de geração de renda para a região.

O pesquisador Marcelo Romano, representando o coordenador Walter Santos da EMBRAPA, apresentou o trabalho sobre a exploração racional de fruteiras adaptadas ao semiárido, visando seu consumo in natura e ao processamento industrial no estado. Através deste projeto, o pesquisador Walter buscou viabilizar a produção das frutas mais adaptáveis à região, como caju, umbu e umbu-cajá, além da capacitação de agricultores para sua exploração. O projeto teve bons resultados promovendo geração de empregos e a fixação da população no campo.

Boas práticas de fabricação foi o eixo principal da pesquisadora Ana Paula Trovatti Uetanabaro, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que apresentou seu projeto sobre o melhoramento biotecnológico do processo produtivo da cachaça. A pesquisadora mostrou que a cachaça é a única bebida genuinamente brasileira e que a Bahia é a segunda maior produtora. Com sua pesquisa, ela buscou a melhoria da qualidade da cachaça artesanal através da seleção de leveduras da fermentação e seleção de linhagens boas produtoras de bioetanol, criando condições adequadas para a produção da cachaça.

O professor Vital Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) apresentou uma solução prática e de pequeno custo para otimizar a água do semiárido que geralmente é salobra: a utilização dessa água no cultivo de hortaliças em hidroponia. “A hidroponia é uma alternativa que possibilita menor perda de água por evaporação, maior produção em uma área menor e a reutilização do rejeito descartado”, explica Vital. A água salobra é misturada a nutrientes e passa por calhas de PVC, onde circula com ajuda de uma bomba de água simples. Como resultado, são produzidos alface crespa, alface roxa, rúcula e agrião com boa qualidade para consumo.

Mesa Redonda

Como encerramento, a FAPESB promoveu uma mesa redonda com o tema “Velhos e Novos Problemas do Semiárido”, que contou com a participação do representante do INSA, Aldrin Marin, o Diretor de Planejamento Territorial em Exercício da SEPLAN, Marcelo Rocha, o Chefe Geral da Embrapa Semiárido/PE, Natoniel Franklin de Melo e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Vitor Athayde Couto.

O pesquisador Aldrin fez uma apresentação com alguns dados gerais sobre a região do semiárido e do trabalho desenvolvido pelo INSA. Segundo ele, o semiárido é visto como uma região problema para o país porque poucos conhecem suas potencialidades. “É preciso focar no modo de vida das pessoas”, disse. “O desafio é: como, a partir da ciência, tecnologia e inovação, posso criar um espaço de reflexão?”. Aldrin falou ainda sobre a importância do seminário e dos projetos apresentados: “Hoje pude ver que existem vários pesquisadores trabalhando temas pontuais e é muito importante integrá-los”.

Alguns programas do governo com foco no Semiárido foram apresentados por Natoniel, como o “Um milhão de cisternas” que promove a construção de cisternas pelas comunidades, para famílias que não têm acesso ao abastecimento de água. “É preciso subsidiar políticas públicas para ajudar a população do semiárido”, afirmou o representante da EMBRAPA, que mostrou algumas das políticas já desencadeadas pelo governo em áreas como fruticultura irrigada e agropecuária de sequeiro. Já Marcelo Rocha apresentou na mesa redonda os projetos da Secretaria do Planejamento para a Bahia de forma geral, incluindo a região do semiárido, que corresponde a 70% do território do estado. Dentre eles, estavam o Zoneamento Ecológico Econômico, que visa o desenvolvimento sustentável do estado e o uso racional do solo e dos recursos ambientais, além da ferrovia oeste-leste, rodovias, hidrovias, porto e uma plataforma logística em Feira de Santana.

O professor Athayde apontou as diferenças do modo de vida das famílias do semiárido, que vem se modernizando com o passar do tempo. Segundo ele, não existem mais famílias que vivam exclusivamente da agricultura, pois muitas outras atividades passaram a fazer parte de suas vidas. “E tem um detalhe: a renda agrícola é sempre menor do que os outros rendimentos que eles têm”, explicou. O professor falou, também, das intervenções externas na região do semiárido: “O que a gente percebe é que a potencialidade, aquilo que se transforma em riqueza, inclusive para a exportação, é praticamente tudo exógeno, ou seja, são capitais de fora que aplicam aqui pacotes e artificializam o ecossistema com irrigação, ou com correção do solo, ou com fertilização”. Para o professor, é preciso que se façam políticas públicas de forma mais atualizada, para que não se reproduzam as mesmas políticas do passado.

Ao final do Seminário, a FAPESB apresentou o livro “Semiárido: Edital Temático de Apoio a Pesquisas voltadas à resolução de problemas do Semiárido Baiano – 2007”, uma compilação dos 35 projetos apresentados durante o evento.

Fonte: ascom/fapesb