Apoiado pela FAPESB, professor da UFRB desenvolve projeto de otimização de águas salobras para cultivo de hortaliças

O professor Vital Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolveu um projeto para utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico, como uma alternativa agrícola para o semiárido.

A escassez hídrica da região do semiárido não é uma novidade. Mas talvez nem todos saibam que nesta região, predominam águas salobras. O professor Vital Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolveu um projeto para utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico, como uma alternativa agrícola para o semiárido.

O aproveitamento de águas subterrâneas salobras na hidroponia pode abrir uma nova perspectiva para a agricultura do semiárido brasileiro, colaborando, inclusive, com uma maior segurança ambiental, aumento da geração de renda aos produtores, melhoria na qualidade de vida e consequente auxílio à fixação do homem no campo.

As águas do semiárido têm salinidade elevada e a maioria dos poços é de águas salinas. Através do projeto do professor Vital, a água salobra, considerada inferior, pode ser otimizada. Misturada a nutrientes, ela passa por calhas de PVC, onde circula com ajuda de uma bomba de água simples. A hidroponia possibilita menor perda de água por evaporação, maior produção em uma área menor e a reutilização do rejeito descartado, resultando na produção de hortaliças como alface, rúcula e agrião. Este projeto teve uma repercussão positiva e outras instituições investiram nesta técnica, formando uma rede de pesquisas.

Projetos que promovam melhor reaproveitamento da água são importantes, principalmente neste momento em que o semiárido passa pela pior seca dos últimos 30 anos. “O que se busca com esse tipo de trabalho é a convivência com a seca, já que não se pode combatê-la”, diz Vital. Além do reaproveitamento de água, o trabalho possibilitou a melhoria das técnicas de produção e a geração de renda para os agricultores.

A pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) já produziu teses de doutorado e dissertações de mestrado, além de vários outros trabalhos de iniciação científica, fomentando e aperfeiçoando os processos de formação de recursos humanos. Encontram-se em andamento estratégias de difusão de unidades experimentais e de pesquisa em diferentes municípios do semiárido baiano.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Seminário da FAPESB traz iniciativas viáveis e de baixo custo para o Semiárido

Alguns projetos contemplados pelo edital 006/2007 da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb) chegam em 2012 através do I Seminário de Avaliação Final de Pesquisas do Edital do Semiárido – realizado nos dias 17 e 18 de maio – de maneira muito conveniente a resolução de problemas pontuais das comunidades semiáridas, com iniciativas viáveis e de baixo custos e novos problemas.

A baixa umidade e o pouco volume pluviométrico são características do semiárido. Esse tipo de clima que não se configura de maneira homogênea, no Brasil, tem a região nordeste como o maior território comprometido pela seca e falta de políticas públicas para sanar seus velhos e novos problemas. Alguns projetos contemplados pelo edital 006/2007 da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb) chegam em 2012 através do I Seminário de Avaliação Final de Pesquisas do Edital do Semiárido – realizado nos dias 17 e 18 de maio – de maneira muito conveniente a resolução de problemas pontuais das comunidades semiáridas, com iniciativas viáveis e de baixo custo.

Biodiversidade e ecologia, uso e reuso da água, cultura, segurança alimentar, trabalho e geração de renda, e habitação – esses foram alguns os eixos nos quais os 35 projetos apresentados foram distribuídos no edital da Fapesb. O professor Paulo Roberto Lopes Lima, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), apresentou um dos trabalhos – desenvolvido em Serrinha e Retirolândia (Bahia) – sobre a avaliação e aperfeiçoamento das placas usadas nas cisternas destinadas ao armazenamento de água da chuva. “A proporção dos materiais [usados para a elaboração das cisternas] era ruim. Adicionava-se muita água, enfraquecia a mistura e a cisterna rachava”, explicou o pesquisador.

O professor Vital Pedro da Silva Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), trouxe, com seu projeto, outra demanda do semiárido baiano, que é o melhor aproveitamento da água, associado à produtividade e geração de renda. O pesquisador da UFRB propôs um modelo de cultivo de hortaliças com o uso de águas salobras em Sapeaçu – BA – e o uso de rejeito da dessalinização do poço Caminhoá (Recôncavo Baiano), que resultou numa produção de alface tecnicamente aceitável. Ele afirmou que um trabalho contra seca ou chuva seria impossível. “O que se busca é uma adaptação com rentabilidade e qualidade de vida para o nosso povo”, acrescentou.

Outros projetos

A melhoria das boas práticas para a fabricação da cachaça – fonte de renda para produtores do semiárido – e a seleção de leveduras na sua fermentação, visando o melhoramento biotecnológico do processo produtivo, assim como a seleção de linhagens boas para a produção de bioetanol fizeram parte do projeto apresentado por Ana Paula Trovatti Uetanabaro da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). “Incentivamos produtores a trabalhar com boas práticas, isolando microorganismos ruins para melhorar a qualidade das bebidas na região de Rio de Contas, Ibirapitanga, Lençóis, Recôncavo”, explicou. A pesquisadora também destacou que as ações do seu projeto ainda estão em andamento, apesar dos atuais resultados, porque a comercialização dessa “cachaça que não causa ressaca” não foi priorizada.

No momento em que o Nordeste enfrenta problemas por conta da seca – mais de 200 localidades, apenas na Bahia, sofrem pela falta de água – a sobrevivência dos rebanhos usados para a subsistência familiar é uma das questões que estão em pauta. E nesse aspecto, o objetivo do trabalho apresentado pela pesquisadora Silvia Ines Sardi, do Laboratório de Virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi avaliar a presença de uma espécie de vírus (Lentivirus de pequenos ruminantes) em caprinos e ovinos, e a caracterizar o perfil socioeconômico da caprino/ovinocultura, a partir das 134 experiências em propriedades do Portal do Sertão, Sisal e Bacia do Jacuípe – localidades baianas.

Convivência com a seca

O Tecnologista e Coordenador de pesquisa do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Aldrin Martin Perez Marin, que esteve presente durante o Seminário da Fapesb, avaliou que os resultados dos projetos são muito positivos e propositivos. “Quase a maioria deles apontou para a qualidade de vida das pessoas – envolveram o ser humano como protagonista, e tem como elemento a transdisciplinaridade”, afirmou. Para o coordenador de pesquisa do INSA, todos os projetos têm tecnologias de convivência com o semiárido. “A seca não é apenas um problema de ciência, tecnologia ou inovação, mas também de normas básicas de sobrevivência.”, defendeu.

“Os resultados [dos projetos] são fantásticos. Isso faz com que o tema semiárido conste em discussões, debates, para que soluções sejam propostas e novos projetos de pesquisa sejam retroalimentados”, pontuou Natoniel Franklin, Chefe Geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Pernambuco. Natoniel ressaltou o papel da Embrapa nesse cenário, afirmando que há 37 anos essa instância atua na geração e adaptação de várias tecnologias, como a política governamental para implementação de um milhão de cisternas que partiu de uma pesquisa da entidade. “Temos que acabar com a associação do semiárido à seca, ao animal morrendo, à pobreza, pois as pessoas podem viver bem com o apoio público”, completou.

Velhos e novos problemas do semiárido

No último dia do seminário Aldrin Martin Perez Marin e Natoniel Franklin integraram, junto com o Diretor de Planejamento Territorial em Exercício da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), Marcelo Rocha, e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Vitor de Athayde Couto, uma mesa redonda sobre os velhos e novos problemas do semiárido. O integrante do INSA iniciou as explanações apresentando dados sobre os estudos desenvolvidos no instituto.

De acordo com Aldrin Martin Perez Marin, a área do semiárido brasileiro compreende cerca de 980.133.079 km², o que soma nove estados – onde vivem 22.598.318 habitantes. Ele destacou que secas severas tem ocorrido a cada 10 ou 15 anos, reforçando que a forma correta de lidar com ela é através de uma educação contextualizada, associada à sustentabilidade. “O semiárido deve ser definido como espaço, garantindo assim, a sua territorialidade”, concluiu.

A taxa de indigentes e pobres no semiárido é de 38,6% e 64,1% respectivamente, segundo apresentou o Chefe Geral da Embrapa. Ele ponderou que programas do governo, como o Bolsa Família e Bolsa Açude tem sido de grande valia para as famílias que convivem com a seca, tornando a situação diferente de tempos passados. Natoniel Franklin também levantou a importância do surgimento de universidades nas localidades onde esse clima caracterizado pelo baixo índice de chuva se apresenta.

O professor Vitor de Athayde Couto falou sobre a importância de se discutir o semiárido. “Havendo ou não essas discussões, o semiárido está se movimentando por si”, ponderou.

Ações do Estado destinadas ao Semiárido

Na Bahia, o território do semiárido, onde vivem cerca de 6,7 milhões de pessoas (IBGE/2010), abarca 394.892 km², o que corresponde a aproximadamente 70% de todo o estado e 43,5% a nível nacional, de acordo com o que mostrou o Representante da SEPLAN, Marcelo Rocha. Ele apresentou as políticas do Estado para o desenvolvimento territorial sustentável, destinadas aos 27 territórios de identidade que integram a Bahia.

“O que fica é uma convergência de interesses, porque o secretário constituiu um grupo pra pensar o semiárido dentro da SEPLAN e articular as políticas, assim como para abrir uma discussão com a sociedade. Criou outro grupo para que as universidades discutam.”, explicou Marcelo Rocha. Há um interesse da Secretaria de Planejamento de aproximar as tecnologias sociais para os territórios, convergindo tanto a produção científica como a tradição da convivência com o semiárido, de acordo com ele. “O governo já dividiu o território da Bahia em 27, buscando reconhecer que há diferenças entre eles”, pontuou.

O Diretor de Planejamento Territorial lembrou as principais ações de apoio aos territórios do semiárido desenvolvidos pelo governo, como o Programa Água para Todos. O Programa tem dois principais eixos – abastecimento de água, que compreende a perfuração e operação de poços, a construção de cisternas para captação de água da chuva, a construção e operação de barragens e a implantação, ampliação e melhorias de sistemas de abastecimento de água. O segundo eixo é conduzido por outras três linhas de ação, esgotamento sanitário, saneamento integrado e meio ambiente. Prevê, ainda o manejo de águas pluviais, coleta, tratamento e disposição de resíduos sólidos, aliados as intervenções de urbanização e de melhorias habitacionais.

Fonte: Portal Ciência e Cultura

Conselho Curador da FAPESB homologa o nome do novo Diretor de Inovação

Foi homologado nesta quarta-feira, dia 16/05, em reunião extraordinária do Conselho Curador, o Prof. Dr. Artur Caldas Brandão para ocupar o cargo de Diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Graduado em Engenharia de Agrimensura, Mestre em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brandão entrou na Diretoria de Inovação como sucessor de Antônio Renildo Santana Souza.

Foi homologado nesta quarta-feira, dia 16/05, em reunião extraordinária do Conselho Curador, o Prof. Dr. Artur Caldas Brandão para ocupar o cargo de Diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Graduado em Engenharia de Agrimensura, Mestre em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brandão entrou na Diretoria de Inovação como sucessor de Antônio Renildo Santana Souza. O Diretor geral da FAPESB, Roberto Paulo Machado Lopes, agradeceu a Dr. Renildo pelos serviços prestados à instituição, demonstrando uma competência técnica exemplar, e deu as boas-vindas ao novo Diretor.

Brandão falou um pouco sobre sua trajetória como professor da UFBA, onde, há 19 anos, dá aulas na Escola Politécnica. “Minha vida profissional sempre foi voltada para a Academia, mas atualmente tenho tido alguns envolvimentos institucionais, coordenando projetos no Ministério da Educação”, disse. O Professor falou sobre seus planos como novo Diretor de Inovação da Fundação: “Pretendo dar prosseguimento aos projetos e programas já implantados e tentar ampliar o trabalho para setores da sociedade baiana que não são atingidas”. Segundo o novo Diretor, há muitas pessoas que não sabem sequer o significado de inovação tecnológica, social ou de gestão: “Eu acredito que existe um campo importante onde a FAPESB pode intervir, no que diz respeito à formação de recursos humanos para serem futuros demandadores, pesquisadores, inovadores no desenvolvimento tecnológico do estado”.

Além de homologar o nome do novo Diretor de Inovação, o Conselho também discutiu e aprovou a alteração do valor da bolsa de Pós-Doutorado 2 (Capacitação Docente) da FAPESB de R$ 3.000 para R$ 3.300, de modo que o valor ficasse compatível com as bolsas da Capes.

Fonte: ascom/fapesb

FAPESB lança Edital de Apoio à Participação em Eventos e Apoio à Educação para o Empreendedorismo

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou hoje, 11/05, dois editais nas áreas de inovação e empreendedorismo.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou hoje, 11/05, dois editais nas áreas de inovação e empreendedorismo. O Edital 021/2012 – Apoio à Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo, tem como objetivo auxiliar os pesquisadores que queiram apresentar seus trabalhos, produtos, processos ou serviços em eventos nacionais ou internacionais. Através deste Edital, o pesquisador contemplado terá apoio para aquisição de passagens aéreas para participar de eventos tais como seminários, simpósios, congressos, feiras de tecnologia, concursos, gincanas e olimpíadas. Não serão apoiadas propostas de participação em reuniões e cursos.

Para participar deste edital, o pesquisador deve estar vinculado a alguma Instituição de Ensino Superior localizado no Estado da Bahia. O proponente pode ser estudante de curso de graduação ou pós-graduação, ou ter vínculo com organizações envolvidas com atividades de inovação ou empreendedorismo. A FAPESB disponibilizou para este edital R$ 90.000 não reembolsáveis, sendo R$ 30.000 para eventos no exterior e R$ 60.000 para eventos nacionais. As propostas poderão ser submetidas até os dias 31/05/2012, 28/09/2012 e 07/02/2013, dependendo da data do evento.

Foi lançado hoje, também, o Edital de Apoio à Educação para o Empreendedorismo, que apoiará propostas de ações voltadas para a educação e capacitação para o empreendedorismo. Espera-se, com isto, implementar ações educativas para desenvolver e estimular a capacidade empreendedora das novas gerações, transformando-a em produtos, processos e serviços. Este edital permitirá a execução de atividades de Educação para o Empreendedorismo em todas as áreas do conhecimento e voltadas para diversificados tipos de público-alvo.

O proponente deve ser vinculado a alguma Instituição de Ensino Superior ou Centro de Pesquisa localizado no Estado da Bahia. O valor do edital é de R$ 300.000 provenientes da FAPESB. O recurso, não reembolsável, poderá ser utilizado para aquisição de máquinas, equipamentos, material bibliográfico, materiais de consumo, serviços de terceiros (pessoa jurídica) e bolsas. As propostas poderão ser submetidas até as 17h30 do dia 28/06/2012.

Confira os editais completos em nosso portal.

Educação para o Empreendedorismo

Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo

Fonte: ascom.fapesb

MCTI apresentará mudanças no Código Nacional de CT&I no próximo mês

O MCTI promete sugerir mudanças nos dois Projetos de Lei (PLs) que tramitam no Congresso para criar um Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

O MCTI promete sugerir mudanças nos dois Projetos de Lei (PLs) que tramitam no Congresso para criar um Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Um grupo de trabalho liderado pelo secretário executivo da pasta, Luiz Anotnio Elias, é o responsável por ouvir dos institutos e agências vinculadas ao ministério as possíveis mudanças nos textos.

Sem apontar falhas na atual proposta, o ministro da CT&I, Marco Antonio Raupp, afirmou que em um mês será entregue aos relatores dos PLs um documento com sugestões para aprimorar o Código da Ciência, como também é conhecido.

“Vamos apresentar propostas já elaboradas. Queremos uma base legal e institucional melhor para poder operar as parcerias entre os institutos públicos com as empresas privadas, uma parceria público-privada da inovação”, afirmou Marco Antonio Raupp após participar de uma audiência pública no Senado Federal, nesta quarta-feira (9).

O PL n°. 2.177/2011, da Câmara dos Deputados, e o PL n°. 619/2011, do Senado Federal, unifica as legislações que regulam as atividades de pesquisa científica e de desenvolvimento tecnológico no país. De acordo com o MCTI, a criação do código destrava as amarras existentes que impedem o avanço em ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

Com larga experiência na gestão pública, o ministro defendeu a criação de um marco legal adequado para estimular as parcerias entre universidades, centros de pesquisas e o setor empresarial. “A tradição jurídica brasileira não é mole. Quando vamos executar os mecanismos existentes sempre chocamos com a estrutura jurídica brasileira. O código vem para evitar esses choques”, avaliou Raupp que já dirigiu o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Parque Tecnológico de São José dos Campos.

A alteração no marco regulatório inclusive afetará o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). A organização público-privada é umas das principais apostas para unir pesquisadores de universidades e centros de pesquisas federais a empresários.

A Embrapii conta hoje com a participação de instituições de pesquisa já existentes com capacidade para atender a demanda industrial. Atualmente, ela é formada pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), ambos associados à ABIPTI, e pelo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (Senai-Cimatec).

De acordo com o ministro Marco Antonio Raupp, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Fundação Certi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em breve irão fazer parte da estrutura da Embrapii.

Lei 8.666/1993

Marco Antonio Raupp criticou o atual modelo para a contratação de serviços e compra de produtos. A Lei n° 8.666/1993, segundo o ministro, é muito rígida para o desenvolvimento de pesquisas e deve ser totalmente modificada pelo código. “Ela [a legislação] faz exigências pesadas para contratações que não estão adequadas à natureza das atividades de P&D e não permite que os pesquisadores assumam riscos”, alertou. “Se formos desenvolver um novo processo industrial, evidente que haverá uma programação. Mas muitas vezes ela não pode ser seguida. Você não sabe quanto tempo vai durar, quanto vai custar ou quantas pessoas vão envolver no fim do projeto”, finalizou.

Fonte: Agência Gestão CT&I

Edital 022/2012

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB, órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia – SECTI, no uso das suas atribuições, torna público o presente Edital e convida os interessados a apresentarem propostas para o financiamento de passagens aéreas, para participação em eventos com foco em inovação e/ou empreendedorismo, exclusivamente para apresentação de trabalho(s), produto(s), processo(s) ou serviço(s) de sua autoria no território nacional ou no exterior, propiciando a disseminação do empreendedorismo e das atividades de inovação no Estado.

Gabrielli faz palestra na FAPESB sobre diversidade e perspectivas para o Estado da Bahia

Ocorreu na tarde desta quinta-feira, 10/05, na FAPESB, uma palestra com o Secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, que falou sobre o desenvolvimento tecnocientífico no Programa de Ação da SEPLAN/BA.

Ocorreu na tarde desta quinta-feira, 10/05, na FAPESB, uma palestra com o Secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, que falou sobre o desenvolvimento tecnocientífico no Programa de Ação da SEPLAN/BA. Gabrielli começou sua apresentação falando sobre a dimensão da diversidade espacial econômica do Estado da Bahia, que nos últimos anos cresceu mais que o Brasil. Este fenômeno não acontece apenas na Bahia, mas, segundo ele, em todo o Nordeste. Gabrielli explicou que a descentralização do crescimento econômico decorre do fenômeno de inclusão social, do aumento da participação dos seguimentos de renda mais baixa na vida econômica do país.

O secretário falou sobre as novas características do semiárido baiano – que corresponde a 78,5% da área do Estado e 43% do semiárido brasileiro – como o aumento de casas rurais ligadas à rede hidráulica e o aumento do número de crianças matriculadas na escola. Disse ainda que há três setores crescendo nas cidades pequenas e médias do nordeste: “Salão de beleza, porque as pessoas se embelezam, lan house, porque as pessoas se conectam, e sexshop, porque ninguém é de ferro”, brincou o secretário. “Isso reflete um fenômeno de criação de renda, de mudança da realidade econômica.”

Gabrielli prosseguiu falando sobre as novas atividades econômicas e oportunidades do nordeste. Embora a pobreza não tenha desaparecido da região do semiárido e mesmo com a maior seca dos últimos 50 anos, os efeitos sociais estão sendo menores do que em situações anteriores. “Por que? Porque há uma circularização econômica muito maior neste momento nestas regiões, inclusive porque o bolsa família, o crédito para a agricultura familiar estão chegando nesses lugares”, disse o palestrante. Na situação de seca em que vive o nordeste, Gabrielli acredita que as atividades desenvolvidas no semiárido podem contribuir para a geração de renda nas pequenas cidades, movimentando o comércio e os serviços, o que, segundo ele, dará um fôlego neste momento dramático de estiagem.

Para o secretário, toda essa situação abre um leque de ideias que devem ser discutidas pela Academia de Ciências, universidades e centros de pesquisa, pois tratam-se de oportunidades novas em uma economia que tem características tradicionais. Já que é impossível combater a seca, por ser um fenômeno natural cíclico, é preciso criar uma política que prepare o semiárido baiano para viver durante este período. “Isso necessariamente implica em criar mecanismos de alteração da atividade econômica pra que ela possa ser conectada à realidade natural do imediato. Mas isso implica essencialmente em inovação e produção, onde ciência e tecnologia são fundamentais”, disse.

Gabrielli discorreu ainda sobre muitos problemas e limitações do estado, como a necessidade de integração física e cultural entre as diferentes regiões da Bahia, a importância da ferrovia oeste-leste para promover esta conexão e citou as inúmeras atividades desenvolvidas no estado. “Eu não falei do tradicional. Eu tentei chamar a atenção de que existe uma série de atividades com alto dinamismo ocorrendo hoje na Bahia e que essa atividade vai enfrentar alguns obstáculos”, disse. O primeiro deles, segundo o secretário, é a logística de movimentação de carga e pessoas. Gabrielli falou das péssimas condições dos aeroportos, portos e estradas. O segundo é a matriz energética da Bahia. “Da nossa matriz energética, 10% vem da lenha, 80% de origem fóssil, nossa capacidade de crescimento de produção energética é limitada”.

Gabrielli concluiu sua apresentação falando sobre o enorme potencial da Bahia, mesmo com todas as dificuldades que vem enfrentando: “Nós temos um estado com enorme potencial e há vários seguimentos em que é possível atuar, em que é possível haver intervenção”. Embora a intervenção não possa acontecer a curto prazo, o secretário afirma que em 10 anos é possível ter um novo ciclo de crescimento, com grandes melhorias para a Bahia.

Fonte: ascom.fapesb

Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido apresentará soluções inovadoras para problemas da região

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) promoverá nos dias 17 e 18 de maio o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) promoverá nos dias 17 e 18 de maio o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido. Na atual conjuntura, em que o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, o Seminário trará uma oportunidade de discussão de soluções para a região do semiárido baiano, apontando saídas para problemas como a falta de água para irrigação, a falta de alimentos, doenças que atacam plantações, a falta de saneamento básico, entre outros.

O Edital Temático de Apoio a Pesquisas voltadas para o Semiárido Baiano foi lançado pela Fapesb em 2007, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Casa Civil, através do Fundo Estadual de Erradicação e Combate à Pobreza (FUNCEP). O objetivo do Edital foi financiar projetos de pesquisa que contribuíssem para a produção de conhecimento científico sobre o semiárido baiano e para o desenvolvimento de soluções inovadoras buscando a melhoria das condições de vida da população nessa região. O Edital foi lançado no valor de R$ 3 milhões.

Serão avaliados 35 projetos, desenvolvidos dentro de linhas temáticas como: Biodiversidade e ecologia; Uso e reuso da água; Energia; Cultura; Sistemas Produtivos; Segurança alimentar; Emprego, trabalho e geração de renda; Inclusão social; Financiamento do desenvolvimento; e Habitação. Entre eles, está o projeto do professor da UFRB, Vital Paz, sobre a utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico. O projeto, realizado com alunos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, buscou desenvolver a agricultura baseada no uso racional de água, aproveitando fontes alternativas como águas salobras. Foram construídas estruturas de plástico, sem risco de contaminação para os vegetais, para o cultivo de alface, agrião, feijão-vagem, rúcula, couve-manteiga, almeirão, melão, abobrinha e pepino, que ficam suspensas a alguns centímetros do solo e por onde circula uma solução de água e nutrientes. Esta forma de cultivo permite que a água doce seja economizada para outros fins.

Outro projeto que será apresentado é do pesquisador Márcio Pedreira, da UESB, sobre o uso do farelo de algaroba na produção de alimentos para animais na região do semiárido. A algaroba é uma leguminosa muito nutritiva que se adapta facilmente ao solo seco e é uma excelente alternativa de suplemento alimentar para as épocas de seca em que a vegetação se torna escassa. A pesquisadora Djane de Jesus também usou como foco de seu projeto uma espécie típica do semiárido: o fruto do licuri. Em seu projeto, Djane buscou a inclusão social das mulheres quebradeiras do coco do licuri, através de sua qualificação e de outras ações como a segurança no trabalho de coleta, o incentivo a pesquisas de novos produtos e do consumo do licuri, que é rico em nutrientes. Esse projeto, realizado no município de Caldeirão Grande possibilitou uma maior geração de trabalho e renda para a região.

O Seminário se encerrará com uma Mesa Redonda que reunirá especialistas e autoridades no tema Semiárido. Farão parte o Diretor Geral do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Dr. Ignacio Hernán Salcedo, o Secretário de Planejamento do Estado da Bahia, José Sérgio Gabrielli, o Chefe Geral da Embrapa Semiárido/PE, Dr. Natoniel Franklin de Melo e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Dr. Vitor Athayde Couto. O evento acontecerá na Fundação Luís Edurado Magalhães (FLEM), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) nos dias 17 e 18 de maio, das 8h30 às 18h.

I Seminário Final de Avaliação de Pesquisas do Edital 006/2007

Data: 17 e 18 de maio de 2012

Horário: 8h30 ás 18h com intervalo para almoço

Local: Fundação Luís Edurado Magalhães (FLEM) – Centro Administrativo da Bahia (CAB)

Edital FAPESB 021/2012

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB, órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia – SECTI, no uso das suas atribuições, torna público o presente Edital e convida os interessados a apresentarem propostas para o financiamento de passagens aéreas, para participação em eventos com foco em inovação e/ou empreendedorismo, exclusivamente para apresentação de trabalho(s), produto(s), processo(s) ou serviço(s) de sua autoria no território nacional ou no exterior, propiciando a disseminação do empreendedorismo e das atividades de inovação no Estado.

Simpósio realizado pela ACB e FAPESB promove troca de ideias sobre desenvolvimento agrícola sustentável

Terminou ontem, 07/05, o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, promovido pela Academia de Ciências da Bahia (ACB) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB).

Terminou ontem, 07/05, o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, promovido pela Academia de Ciências da Bahia (ACB) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O evento, realizado no Hotel Marazul, na Barra, teve como finalidade discutir os ecossistemas do território baiano a fim de gerar propostas que contribuam nos debates do Rio +20. Fizeram parte da mesa de abertura Roseli Carvalho, representando o Secretário de Ciência Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera; Amílcar Baiardi, membro da ACB; Roberto Santos, Presidente da ACB; o Secretário de Agricultura do Estado, Eduardo Salles; o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes; e o professor da USP. José Eli da Veiga.

O Simpósio teve início com a palestra do professor Veiga, com o tema “Desenvolvimento Agrícola Sustentável, uma Possibilidade Contemporânea”. Veiga iniciou sua apresentação questionando a possibilidade de se alcançar o desenvolvimento da agricultura sustentável no país: “Eu acho que não há essa possibilidade. Me parece que, se não houver um desastre, a ficha não cai”. O professor falou sobre as sociedades que desapareceram por não saber lidar com sua vulnerabilidade ecológica e afirmou não ser um pessimista: “Não sou pessimista, mas os dados apontados com racionalidade não levam a um quadro favorável. É tão simples ter uma catástrofe!”, disse.

Veiga pautou sua palestra sobre alguns pontos relacionados à sustentabilidade, dentre eles a produção de carnes no planeta, o que citou como uma questão controversa. Segundo ele, as cadeias de carnes tem uma participação bastante significativa nas emissões totais de gases de efeito estufa na atmosfera, contribuindo para mais de 50% delas. Embora os estudos que chegaram a este resultado não tenham sido realizados por uma revista científica, Veiga propôs uma reflexão: “Vamos supor que este dado esteja errado pela metade, que seja apenas 25%. Mesmo assim a produção de carnes seria responsável por mais emissão de gases do que os transportes”.

Além deste tema, o palestrante falou sobre insustentabilidade, focando no ciclo de Nitrogênio e nas mudanças climáticas, dentre outras questões. Veiga falou da necessidade de se tomar medidas para manter a temperatura no planeta, apresentando gráficos com dados sobre o aquecimento global, forçamento radioativo, taxa de extinção de espécies e nitrogênio removido, cujas fronteiras propostas para o ano de 2009 já haviam sido ultrapassadas em todos os casos. O professor versou ainda sobre agricultura e o aumento dos preços de alimentos, fertilidade das terras e desmatamento, e da necessidade de investir em Ciência e Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento na busca da resolução de problemas.

O Simpósio prosseguiu no dia 07/05 com mais cinco palestras, cada uma sobre um ecossistema: Semiárido, com Manoel Abílio Queiroz (UNEB); Altitudes, com Abel Rebouças (UESB); Recôncavo, com Carlos Alfredo Lopes (UFRB); Litoral, Mata Atlântica e Cacaueira, com Rui Barbosa da Rocha (UESB); e Cerrado, com Fábio Gelape Faleiro (UNB). Todas as apresentações tiveram como tema central o desenvolvimento agrícola sustentável, abrindo espaço para a participação do público, que pôde tirar dúvidas e dar opiniões, promovendo um grande debate.

Fonte: ascom.fapesb