Workshop apresenta oportunidades internacionais para Fundações de Amparo à Pesquisa

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) realizou na tarde desta quarta-feira, dia 17, um Workshop destinado a repassar informações e orientações sobre as diversas cooperações internacionais para representantes das Fundações executarem suas parcerias. O workshop foi realizado no Hotel Real Classic, em Aracaju, antecedendo o Fórum do Confap que se inicia na quinta-feira, dia 18.
O workshop foi aberto pela presidente do Confap, Maria Zaira Turchi, que também preside a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Ela ressaltou a importância das parcerias internacionais do Confap para o desenvolvimento de chamadas e abertura de oportunidades aos pesquisadores brasileiros e, também, no processo de internacionalização da pesquisa desenvolvida no Brasil.
Os trabalhos foram iniciados com a participação italiana. Sob coordenação do conselheiro Científico da Embaixada da Itália, Roberto Bruno, foi apresentada a política de cooperação acadêmica e científica da Itália no Brasil. Roberto Bruno ressaltou a presença da participação italiana no País, incluindo o registro de cidadãos italianos dentro das universidades e instituições de pesquisa e sua contribuição para o desenvolvimento da ciência no Brasil. Ele reforçou a necessidade da promoção das oportunidades de cooperação com a Itália e das potencialidades de acordos dentro dos quadros de cooperação.
Em seguida, foram apresentadas oportunidades de cooperação com o Reino Unido, por meio do Fundo Newton, sob a coordenação da gerente do projeto pelo British Council, Camila Almeida. Ela ressaltou as oportunidades abertas, sobretudo do Researcher Connect, Researcher Links e Institutional Links, e principalmente sobre a necessidade do pesquisador encontrar parceiros britânicos, a exemplo dos classificados disponibilizados pela plataforma Universities UK.
A assessora internacional do Confap para a União Europeia, Elisa Natola, deu sequência às apresentações, destacando as parcerias com os países membros do bloco. Ela ressaltou a cooperação com o Conselho Europeu de Pesquisa (European Research Council – ERC) e o acordo com as universidades italianas, que em breve resultará em uma chamada para pesquisa conjunta entre pesquisadores dos dois países. Também apresentou outras oportunidades que têm sido trabalhadas juntos às FAPs, como o JPI Water, os projetos INCOBRA, CEBRABIC e as Bolsas Individuais Marie Curie (MSCA Individual Fellowships).
Dando sequência, a assessora internacional do Confap, Flávia Cerqueira, apresentou o status dos projetos em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates, que possui uma chamada em parceria com as Fundações; também da execução do Fundo Newton; e, ainda, com o INRIA-CNRS, da França. Outras discussões a respeito das parcerias internacionais deverão ser continuadas durante o Fórum do Confap, que será realizado nesta quinta e sexta-feira, dias 18 e 19 de maio, em Aracaju (SE).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do Confap. Foto: Núbia Rodrigues/ Comunicação Confap

Prêmio de Boas Práticas- Edição 2017

Estão abertas as inscrições para o Prêmio de Boas Práticas, que reconhece projetos ou iniciativas voltados à melhoria do ambiente de trabalho. Este ano, o Dia Você Servidor será dedicado exclusivamente à nona edição do prêmio por conta da Lei n° 13.716, sancionada no dia 14 de março, que flexibiliza a periodicidade dos prêmios de valorização promovidos pela Secretaria da Administração (Saeb) – o de Boas Práticas e o Servidor Cidadão – que a partir de agora serão realizados alternadamente.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio de Boas Práticas, que reconhece projetos ou iniciativas voltados à melhoria do ambiente de trabalho. Este ano, o Dia Você Servidor será dedicado exclusivamente à nona edição do prêmio por conta da Lei n° 13.716, sancionada no dia 14 de março, que flexibiliza a periodicidade dos prêmios de valorização promovidos pela Secretaria da Administração (Saeb) – o de Boas Práticas e o Servidor Cidadão – que a partir de agora serão realizados alternadamente.

A decisão da Saeb, responsável pelo Dia Você Servidor, em dedicar o evento deste ano ao Prêmio de Boas Práticas, tem como principal objetivo dar maior visibilidade aos servidores que desenvolvem projetos com foco na economicidade, melhoria do trabalho e dos serviços públicos prestados pelo Estado. A ação é promovida pela Saeb, por meio da Diretoria de Valorização e Desenvolvimento de Pessoas (DDE/SRH) e aceita participação de servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público da Bahia (MP/BA) e Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA).

As inscrições podem ser feitas de 3 de abril a 31 de julho, aqui.

Este ano, a ficha de inscrição está mais completa, exigindo do servidor o preenchimento de campos como: descrição do projeto, suas etapas e número de beneficiados; se a ação já foi disseminada em outras unidades do poder público estadual, os resultados alcançados e sua previsão de continuidade para os próximos anos; e a economia promovida pelo projeto. Confira as informações abaixo.

Orientações para o preenchimento do resumo da ação |

Prêmio de Boas Práticas de Trabalho no Serviço Público Estadual

– Caracterização da situação anterior à implementação da Ação de Boas Práticas;
– Principais objetivos da prática;
– Ações ou Etapas de Implementação da prática;
– Número de beneficiados;
– Apontar de quem partiu a idéia da Ação de Boas Práticas, como surgiu e de que forma a equipe, os superiores e demais servidores foram envolvidos no processo;
– Informar se essa Ação de Boas Práticas já foi disseminada para outras instituições/setores/unidades ou se há perspectiva de ser disseminada e tornar-se referência para outras instituições/setores/unidades;
– Informar qual a probabilidade e razões de continuidade da Ação desenvolvida na instituição/setor/unidade, independentemente da atuação do responsável;
– Principais resultados identificados devido a implementação da Ação de Boas Práticas;
– Disponibilidadei (mensal/semanal/diária) que o servidor/equipe dedica para executar a Ação de Boas Práticas;
– Frequência com que a prática de gestão é executada na instituição. Ex: semanal, quinzenal, mensal, anual, etc;
– Grau de Economicidade gerado pela ação para o setor e/ou instituição;
– Outras informações necessárias para entendimento da Ação pela Comissão Especial de Seleção e Julgamento.

Sobre o Prêmio de Boas Práticas

Instituído pela Lei Estadual nº 10.848, de 3 de dezembro de 2007, o Prêmio de Boas Práticas tem como principal objetivo incentivar e valorizar práticas que contribuam para uma organização motivada, além de desenvolver um banco de talentos, que serão referências para o serviço público. São premiadas ações inovadoras, com resultados reconhecidos e comprovados, visando a redução de custos e melhoria na qualidade dos serviços prestados à sociedade. Os vencedores do Boas Práticas receberão um total de R$ 32 mil, distribuídos entre os dez primeiros colocados.

Fonte: Portal do Servidor da Bahia

Cartão BB Pesquisa: Ferramenta diminui a burocracia e facilita acesso aos recursos

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) recebeu pesquisadores contemplados pelo edital 007/2016 – Apoio à Organização de Eventos de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologias Sociais – Etapa 2. A reunião teve o intuito prestar orientação e esclarecimento a respeito da utilização do cartão BB Pesquisa, concedido pelo Banco do Brasil.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) recebeu na última quinta-feira (11), pesquisadores contemplados pelo edital 007/2016 – Apoio à Organização de Eventos de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologias Sociais – Etapa 2. A reunião teve o intuito prestar orientação e esclarecimento a respeito da utilização do cartão BB Pesquisa, concedido pelo Banco do Brasil.

Renata Andrade, coordenadora Administrativa Financeira da Fapesb conduziu a reunião com os pesquisadores, junto com a equipe da Diretoria Administrativa e Financeira da Fundação, explicando as dúvidas mais frequentes sobre uso do cartão. “O cartão é de crédito, mas funciona como cartão de débito. O valor gasto é debitado automaticamente do limite do portador/outorgado. É importante lembrar que os procedimentos quanto à documentação para prestação de contas e prazos quanto à entrega das mesmas (técnica e financeira) não mudam”, informou.

Na Etapa II do Edital 007/2016, 13 propostas de eventos foram selecionadas, sendo que três propostas foram da Faixa 01 – Eventos não consolidados na Região Metropolitana de Salvador; Outras sete propostas da Faixa 02 – Eventos não consolidados nas demais cidades do Estado da Bahia; e três propostas foram contempladas na Faixa 03 – Eventos consolidados a ocorrerem no Estado da Bahia. Todas as propostas aprovadas nas Faixas 01 e 03 foram de proponentes da capital baiana.

“Na Faixa 02, era esperado o apoio a quatro propostas no máximo, em virtude do valor estipulado, na Etapa II do referido Edital, para esta faixa – R$ 60.000,00. Entretanto, em razão de esta faixa ter tido o maior número de demanda qualificada (propostas com melhores avaliações, com médias iguais e superiores a 07 pontos), foi possível apoiar mais três propostas do interior da Bahia, a partir da decisão da Diretoria Executiva da Fapesb. Tal ação evidencia, portanto, mais um esforço da Fundação e do Governo do Estado em priorizar a interiorização do fomento à inovação na Bahia”, disse o gestor do edital Ademário Almeida.

O pesquisador e professor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Anibal de Freitas a nova ferramenta diminui a burocracia e facilita o acesso aos recursos. “Foram passadas na reunião como vão ser destinados aos pesquisadores através do cartão BB Pesquisa. A iniciativa é ótima, pois desburocratiza, não precisamos abrir conta, não tem encargo sobre esses valores, muito bom e interessante. Vai facilitar o trabalho, do ponto de vista operacional na aplicação dos recursos de acordo com o plano de aplicação”.

Projeto apoiado pela Fapesb realiza evento na Universidade de Pequim

O projeto “Potências Transnacionais Emergentes e seus Crivos Culturais”, coordenado pelo Prof. Dr. Osmar Moreira dos Santos, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, através do Pronem Edital Fapesb/CNPq, realiza duas mesas redondas na Universidade de Pequim, como parte do cronograma de atividades da proposta. A iniciativa, que acontece nos dias 7 e 8 de junho, vai discutir as relações culturais entre os países que compões os BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul).

O projeto “Potências Transnacionais Emergentes e seus Crivos Culturais”, coordenado pelo Prof. Dr. Osmar Moreira dos Santos, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, através do Pronem Edital Fapesb/CNPq, realiza duas mesas redondas na Universidade de Pequim, como parte do cronograma de atividades da proposta. A iniciativa, que acontece nos dias 7 e 8 de junho, vai discutir as relações culturais entre os países que compões os BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul).

O projeto reúne seis pesquisadores do Programa de LitCultura da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e seis pesquisadores do Pós-Crítica da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). A proposta é realizar, ao longo de três anos, encontros, simpósios e mesas redondas em universidades dos países integrantes dos BRICS, para discutir o tema das relações culturais entre o Brasil e esses países.

No evento na Universidade de Pequim, as duas mesas redondas intituladas “Relações Internacionais no Âmbito dos BRICS: Repercussões na América Latina” e “Literatura e Cultura no Âmbito dos BRICS: Mediações” envolvem três dos 12 pesquisadores, cada um com seu subprojeto articulado ao projeto guarda-chuva, e que irão interagir com estudantes, professores e pesquisadores chineses e de outras partes do mundo, em atuação na Universidade de Pequim.

“As expectativas (para o evento) são as seguintes: mostrar que pela via da ciência e da cultura, o Brasil e suas instituições científicas e culturais têm muito a contribuir, não só com o desenvolvimento do país, mas com um desenvolvimento alternativo de países constitutivos dos BRICS, bem como com de outros blocos de nações (…) e conhecer equipamentos culturais e científicos da Universidade de Pequim, a exemplo de sua biblioteca, a maior de toda Ásia”, destaca Osmar Moreira.

Quanto ao apoio da Fapesb na concretização do evento, o coordenador do projeto ressalta que além do financiamento de materiais, passagens e hospedagens, o incentivo também proporcionou “estímulo à contrapartida das instituições científicas envolvidas, não só a UNEB e a UFBA, mas os centros de pesquisa internacionais com os quais temos interagido e iremos interagir até o final do projeto em 2018/2019, (…) ampliação da visibilização de nossas agências de fomento (Fapesb, CNPq, Capes) no âmbito internacional fora do eixo ocidental”, afirma.

#FapesbIndica 9 livros imperdíveis sobre ciência e tecnologia

 


1. Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking

Marco definitivo da literatura de divulgação científica, “Uma breve história do tempo” talvez seja a obra mais importante de Stephen Hawking. Uma das mentes mais geniais do mundo moderno guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?


2. Cosmos, de Carl Sagan

Sagan revela um mundo azul semelhante a uma jóia, habitado por uma forma de vida que está apenas começando a descobrir sua própria identidade e a se aventurar no vasto oceano do espaço. Com prefácio do astrofísico Neil deGrasse Tyson, “Cosmos” refaz os catorze bilhões de anos de evolução cósmica que transformaram a matéria em consciência, explorando tópicos como a origem da vida, o cérebro humano, os hieróglifos egípcios, as missões espaciais, a morte do Sol, a evolução das galáxias e as forças e indivíduos que ajudaram a moldar a ciência moderna.


3. A Física do Futuro, de Michio Kaku

Um dos principais autores de divulgação científica atualmente, o físico Michio Kaku prevê o progresso científico da humani- dade até 2100. Sustentado por entrevistas com os mais importantes cientistas do mundo, o livro derruba os mitos e confirma as previsões futurísticas que têm chances de se tornarem reais. Além de revelar o que o futuro nos reserva nessas áreas, Kaku tece uma importante reflexão sobre as perdas e ganhos dessa aventura.


4. As sete maiores descobertas científicas da História, de David e Arnold Brody

Este livro é a aula de ciências que todos gostariam de ter tido na escola. As revolucionárias leis de Newton, a estrutura do átomo, o princípio da relatividade, a evolução das espécies, os mistérios do Big-Bang e da formação do universo, a molécula do dna e a linguagem da genética — aqui estão as mais extraordinárias descobertas da ciência moderna explicadas para quem já se cansou de ouvir falar nelas, mas nunca as entendeu por completo.


5. Incógnito – as vidas secretas do cérebro, de David Eagleman

Um dos cientistas mais respeitados da atualidade, o norte-americano David Eagleman é também um autor em ascensão na neurociência. Incógnito – as vidas secretas do cérebro traz exemplos retirados do cotidiano, das artes, da história e da literatura para apresentar os subterrâneos da mente e suas intrigantes contradições.


6. A Informação, de James Gleick

O que é a informação? Nesta obra, o jornalista James Gleick traça uma ampla história desse fenômeno, com seus infinitos desdobramentos e peculiaridades. Partindo da comunicação por tambores na África, ele passa pela criação dos alfabetos e dos dicionários, por invenções como o telégrafo e o telefone e pelos primeiros computadores, até desembocar na chamada Teoria da Informação e em estudos recentes de genética e na já onipresente Wikipedia.


7. 64 dicas para encarar o futuro, de Ben Hammersley

O livro 64 Coisas que você deve saber: Como enfrentar o futuro digital sem medo, do jornalista britânico Ben Hammersley, trata do impacto da evolução tecnológica na política, sociedade, nos negócios e na vida pessoal de cada um. Mas logo de cara ele já avisa os perigos da futurologia: “escrever um livro sobre o futuro é, em muitos aspectos, fútil. Não há a menor chance de construir uma narrativa que vá se tornar verdadeira”.


8. Criação Imperfeita, de Marcelo Gleiser

Gleiser, um dos grandes cientistas da atualidade, desmonta o maior mito da ciência e da filosofia ocidentais: o de que a Natureza é regida pela perfeição. O físico brasileiro radicado nos EUA também contesta o discurso dos ateístas radicais, como Richard Dawkins, mostrando que a ciência não prova a inexistência de Deus.


9. A Origem das Espécies, de Charles Darwin

Ainda considerado como um dos mais inovadores e desafiantes tratados biológicos já escritos, A origem das Espécies, com sua abordagem sobre os processos evolutivos, chocou grande parte do mundo ocidental, quando foi lançando em 1859. Apesar das acirradas polêmicas, as teses do evolucionismo permanecem até hoje, e o nome de Darwin ficou gravado na história.

Mês da Dança: Projeto de pesquisadora da Fapesb estuda a Tribal Fusion Dance

A pesquisadora Carla Roanita Farias desenvolveu, entre 2014 e 2015, a dissertação de mestrado “A relevância do processo como parâmetro para a composição: um estudo sobre a dança Tribal Fusion Dance”, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia. Em comemoração ao Dia Internacional da Dança, celebrado 29 de abril, a Fapesb procurou saber um pouco mais sobre o trabalho da pesquisadora e quais os caminhos que o projeto proporcionou em sua carreira.

Fapesb – Sobre o que se trata a pesquisa “A relevância do processo como parâmetro para a composição: um estudo sobre a dança Tribal Fusion Dance”?

Carla Roanita – A proposta desta pesquisa foi problematizar a nomeação Tribal Fusion Dance (forma composicional de dança, derivada da Dança do Ventre, marcada pela mescla de movimentos e técnicas trazidas de outras danças (como representação de outras culturas), para convergir numa forma que busque agrupamentos múltiplos e representativos), com o intuito de apontar como a sua titulação não consegue abranger a complexidade do seu fazer. Paradoxalmente ao seu discurso, seu rótulo acaba por cerceá-la por meio dos nichos de mercado. Caminhos distintos para a discussão foram levantados a partir de duas vertentes: a configurativa (perspectiva do seu design a partir do resultado, a dança), e a processualista (focalizando a ação da mistura, permitindo analisar essa dança enquanto modo de fazer). Com o arcabouço teórico, desenvolve-se a questão sobre a ideia de fusão atrelada ao seu nome.

Fapesb – De que forma essas duas vertentes e a ideia de fusão são destrinchados no trabalho?

CR – No primeiro capítulo, a análise é feita a partir dessas duas dimensões e, posteriormente, apenas pelo caminho processual. Além de abordar a prática da junção de passos em uma coreografia como incompatível com a ideia de fusão, é desvelado que essa concepção é problemática, não condizente para mensurar essa prática, que é melhor abordada através do conceito de hibridismo. No segundo capítulo, fala-se sobre o processo dos diálogos de práticas culturais distintas no corpo, com base em duas perspectivas: a denominada corpo sensível, em contraponto à chamada corpo anatômico. Entre essas duas vertentes, escolheu-se a primeira, pois se percebeu que repensar o corpo de um dançarino, a partir da disponibilidade para incorporar as práticas culturais distintas, é mais interessante do que justapor passos representativos. Alude-se, então, à ideia de confusão em vez de fusão, como um jogo negociativo para propor uma composição. Assim, no terceiro capitulo, através das abordagens iniciadas, mergulhou-se nas estruturações das políticas no mercado, desvelando-as como potencializadas por uma dinâmica de defesa, que impede a expansão compositiva dessa dança.

Fapesb – Quais os resultados obtidos?

CR – A partir desse estudo teórico, propôs-se a oficina Dos Princípios à Investigação, que permitiu desenvolver uma entre as muitas possibilidades de composição passíveis de exploração através do uso do processo como parâmetro. Atualmente, este tem sido um dos meus trabalhos práticos com os desdobramentos desta pesquisa, pois pude levar essas possibilidades teórico-práticas para pessoas que desejam dançar a Dança do Ventre sem as preocupações de fixar-se a uma técnica perfeita. Está sendo a primeira etapa dos encaminhamentos posterior à defesa do mestrado.

Fapesb – Como funcionou o apoio da Fapesb? Qual a importância da Fapesb no processo de pesquisa?

CR – O apoio da FAPESB funcionou como uma possibilidade de investir na minha pesquisa, pois pude fazer cursos paralelos, que me ajudaram a aprofundar o meu estudo. Além disso, como exemplo, pude comprar livros importados para a construção do meu arcabouço teórico, sendo que utilizei o autor Michel Bernard, um filósofo francês, para discutir o conceito do corpo sensível. Esse autor me levou a começar a fazer o desdobramento prático diante do meu trabalho teórico. A relevância deste apoio financeiro foi referente ao fato de eu poder somente estudar e realizar uma pesquisa com consistência.

Carla Roanita lançará dois e-books para socializar sua pesquisa teórica

Fapesb – Quais os planos para o futuro?

CR – Partindo para uma segunda etapa, ainda neste ano de 2017 pretendo lançar outra oficina, cujo título provisório é Desconfigurando para processar. Então, diferentemente da primeira oficina, esta será para o público da Dança do Ventre e Tribal Fusion, pois essas danças foram o meu objeto de estudo para a discussão desta pesquisa. Neste processo de trabalho, vou propor uma investigação corporal nas dançarinas que estudam essas técnicas há anos, com a intenção de produzir outras possibilidades de construção coreográfica, desviando dos formatos mais esperados dos parâmetros por elas mais realizados. Justamente com este trabalho, lançarei dois e-books que socializam a minha pesquisa teórica.

Para além de tudo isso, criei um empreendimento chamado REALIZE PESQUISA, para tornar agradável a vida do (a) estudante como pesquisador (a) e dos (as) interessados (as) em pesquisa. A inspiração é pensar o processo da pesquisa/do estudo em uma dimensão construtiva, leve, criativa e com foco, para assim ser possível contribuir com os (as) estudantes. Afinal, hoje também sou coaching em organização de estudo, ministro oficinas de danças, entre outros projetos. Então, o processo do mestrado foi muito construtivo para mim, e nele pude me inspirar e construir uma forma de trabalho que está crescendo a cada dia, com novas ideias.

 

 

 

Startup vencedora de editais da Fapesb ganha o mercado

A Jusbrasil é uma startup jurídica. Mas primeiro veio a comunidade e, só depois, o modelo de negócios.

Receber o “sim” de investidores de peso para uma startup brasileira focada em advocacia era um tanto improvável, mas o empreendedor baiano Rafael Costa, 34, fundador do Jusbrasil, decidiu entrar em contato com o fundo do Vale do Silício. E não era qualquer um, mas o Founders Fund, que tem em seu porfolio Airbnb e Spotify. E o improvável se provou possível: o “sim” veio e marcou a estreia do fundo na América Latina – em dose dupla, pois os americanos fizeram um aporte em duas startups brasileiras: Jusbrasil e Nubank.
Sobre a Nubank e fintechs, muito já se falou. Por sua vez, o business do Jusbrasil ainda é pouco badalado: trata de conectar advogados de todo o país a pessoas que precisem desses serviços. Um marketplace, portanto. O valor aportado pelo Founders Fund não pode ser revelado, mas o dinheiro vem sendo usado para manter a startup funcionando e implementar melhorias na plataforma.
A ferramenta já havia sido implementada em 2014, depois que a Monashees fez
um primeiro aporte. Antes disso, a grande inovação do Jusbrasil tinha sido tornar acessíveis informações jurídicas que não eram indexadas pelo Google. O que isso significa? Rafael conta que os sites de tribunais do Brasil e parte dos Diários Oficiais não apareciam nas buscas do Google por ficarem “escondidos” atrás de campos de busca dos sites onde estavam hospedados. É um tipo de indexação que não permitia aos robôs do Google ler a informação.
INOVAÇÃO A FAVOR DA TRANSPARÊNCIA
O que os engenheiros de software do Jusbrasil fizeram foi criar algoritmos que interagissem com esses campos de busca para indexar essa camada da web que o Google não indexava, chamada de “hidden web”. Assim, informações dos sites dos tribunais, como jurisprudências, bem como os Diários Oficiais passaram a ser encontrados facilmente no Jusbrasil por qualquer um que fizesse a busca – mesmo no Google. Nesse caso, os links que apareciam na busca do Google direcionavam para o site do Jusbrasil.
Rafael Costa e Daniel Murta, advogado e engenheiro, sócios-fundadores do Jusbrasil.
Rafael Costa e Daniel Murta, advogado e engenheiro, sócios-fundadores do Jusbrasil.
Advogado de formação, Rafael e seus sócios Daniel Murta, 38, e Rodrigo Barreto, 34, (estes, formados em engenharia) precisaram recrutar profissionais de tecnologia para tirar a ideia do papel. Naturais da Bahia, os três alugaram um apartamento de dois quartos próximo à Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, que é uma referência na área, e começaram a recrutar quem estava ali cursando mestrado ou doutorado em computação.
Para dar início à empresa, além do investimento próprio, os empreendedores conseguiram vencer dois editais da Fapesb (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) e levantaram 400 mil reais. Com o dinheiro montaram a equipe. Isso tudo em 2007. No pequeno apartamento moravam e trabalhavam 13 pessoas, incluindo os sócios do que viria a ser o Jusbrasil.
PÚBLICO MAIS AMPLO E UMA NOVA COMUNIDADE
Em 2008, nasceu oficialmente o Jusbrasil como um buscador vertical para a área jurídica. Nessa época, os sócios não tiravam nenhum dinheiro da startup. “Foi uma fonte boa de sofrimento”, lembra Rafael. O alívio é que o negócio pegou tração logo. No meio do ano, o site tinha cerca de 500 acessos por dia e em dois anos já eram 5 milhões de usuários únicos por mês.
Nessa época, os sócios perceberam que o público do Jusbrasil, ao contrário do que eles haviam pensado inicialmente, não era formado apenas por profissionais do meio jurídico. “Vimos que os usuários do site eram pessoas comuns querendo entender o ambiente jurídico”, conta o fundador. A partir daí a plataforma começou a oferecer também informação jurídica de forma clara e acessível.
Em 2010, então, começava a ser desenvolvida a comunidade do Jusbrasil, definitivamente implementada em 2012. Nesta área do site, inspirada no Medium, os próprios usuários escrevem artigos sobre o meio jurídico e compartilham com a rede. A adesão foi grande e, hoje, o Jusbrasil registra 300 novas publicações todos os dias. Há desde posts explicando o que fazer caso a árvore do vizinho invada o terreno da sua casa, até dúvidas sobre vínculo empregatício e pensão no caso de divórcio, entre tantos outros temas. “Incentivamos a comunidade a escrever de forma simples, deixando de lado o ‘juridiquês’”, diz Rafael. Para tanto, o Jusbrasil publicou, inclusive, alguns vídeos com dicas de como escrever na internet.
CINCO ANOS DE BOOTSTRAPPING
Em 2013, quando a Monashees entrou em contato querendo fazer um investimento – sim, isso pode acontecer —, o Jusbrasil já tinha 8 milhões de usuários únicos por mês. “Só aí é que fomos pensar em como monetizar o negócio”, conta Rafael. Foi também quando a empresa quitou dívidas com o Estado e colocou em dia o pagamento de tributos devidos. “Por um tempo não conseguíamos pagar os impostos e tivemos que fazer o pagamento de forma retroativa.”
Até então, a única fonte de receita da startup eram os anúncios publicitários no site, mas foram três anos até conseguir uma inserção relevante. Não havia uma fonte de receita consistente, e Rafael conta que, nesse período, dependia financeiramente dos pais e teve que aprender a lidar com a situação:
“Quando a gente empreende, o psicológico é o mais difícil, porque você fica pensando que é um fracassado por não gerar o próprio sustento e depender de pais e amigos para ter onde morar”
Durante a conversa com o Draft, realizada no escritório da startup em Salvador, na Bahia, Rafael lembrou do nível de ansiedade que vivia na época. “A gente não tinha nem pista de que modelo de negócio seguir e tinha dia que não sabia como iria pagar a folha. Tivemos que pedir dinheiro emprestado mais de uma vez, no banco, com amigos e a família.”
Após o fôlego financeiro trazido pelo aporte da Monashees, a equipe do Jusbrasil identificou que entre os comentários dos usuários nos posts publicados pela comunidade dentro do site havia sempre pedidos de indicação de advogados com experiência em determinado assunto. Nasceu, então, a ideia de criar o marketplace que conectasse advogados e pessoas que buscam serviços desse tipo de profissional. Eureka!
No escritório, em Salvador, os fundadores da startup: Osvaldo Matos Jr., Gustavo Maia, Luiz Paulo Pinho, Rodrigo Barreto, Daniel Murta e Rafael Costa.
No escritório, em Salvador, os fundadores da startup: Osvaldo Matos Jr., Gustavo Maia, Luiz Paulo Pinho, Rodrigo Barreto, Daniel Murta e Rafael Costa.
Atualmente, a receita do Jusbrasil concentra-se nesse modelo de negócio. O usuário que precisa de um advogado descreve sua necessidade no site e ela é enviada para a base de profissionais cadastrados no Jusbrasil. Para responder com um orçamento, o advogado precisa ser assinante da plataforma ao custo de 49 reais por mês.
Hoje, o Jusbrasil registra 1 milhão de acessos diariamente, tem mais de 1 bilhão de documentos indexados e 20 milhões de usuários únicos por mês. Segundo Rafael, 75% dos advogados do Brasil têm perfil no site, que aponta 538 mil cadastrados (uma parcela pequena destes é assinante da plataforma). De acordo com o empreendedor, a plataforma gera 1 bilhão em negócios por ano para os profissionais cadastrados e viabiliza cerca de 500 mil conexões anuais entre advogados e clientes. Apesar dos números, Costa não se considera um empreendedor de sucesso:
“Estamos em uma jornada querendo fazer algo de sucesso”
Talvez em virtude desse modo de pensar, Costa não se preocupa em divulgar os feitos do Jusbrasil e, diferentemente de muitas startups, não tem uma assessoria de imprensa. “Penso que é melhor investir o dinheiro em algo que traga mais benefícios aos nossos usuários”, diz, antes de complementar: “E me surpreende que, se você não tem uma assessoria de imprensa, a mídia não te descobre. Parece que só noticiam o que chega até eles”.
SILÊNCIO, EQUIPE TRABALHANDO
Com 70 funcionários na equipe, o escritório do Jusbrasil ocupa dois andares em um prédio comercial na capital baiana. Amplo, o espaço principal da sede tem uma política de silêncio: no local onde ficam as mesas de trabalho, ninguém fala. O objetivo? Aumentar a produtividade. Quem precisa trabalhar em equipe e, portanto, conversar, deve ocupar uma das salas envidraçadas espalhadas pelo ambiente. “As interrupções e o barulho atrapalham o fluxo de trabalho”, diz Rafael.
No Jusbrasil, o horário de trabalho é flexível, as cobranças são feitas por entregas e as “conversinhas” durante o expediente se concentram no Slack – assim, quem recebe a mensagem só lê quando quer ser interrompido.
A média de idade dos funcionários ronda os 20 anos e, à exceção dos sócios, que já passaram dos 30, há apenas um ou dois colaboradores mais velhos. Para a meninada, o happy hour que acontece toda sexta-feira no escritório é uma verdadeira festa. Há bebida e comida de graça, e os instrumentos musicais na sala de descontração são usados pelos sócios e algumas pessoas da equipe para dar o ritmo da diversão. Tem dias que a comemoração entra madrugada a dentro, contam os colaboradores. É justo.
Fonte: https://goo.gl/svpbBI

Academia de Ciências da Bahia realiza palestra sobre Filosofia, Ciência e Arte na Fapesb

“Heterogênese das Três Formas de Pensar e Criar Filosofia, Ciência, Arte na Interface da lógica da Diferença e da Multiplicidade Frente à Emergência do Novo Paradigma Ético”. Esse é o tema da palestra do Professor Dr. Pasqualino Romano Magnavita, que acontece quinta-feira (27) às 9h, no Espaço Lazareto.

Com entrada gratuita, o seminário é promovido pela Academia de Ciências da Bahia (ACB) com o objetivo de evidenciar três formas diferentes de pensar e criar filosofia, ciência e arte, e como essas formas se cruzam e entrelaçam.

Desde 2010, a ACB busca contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, fomentando a ligação entre os setores acadêmico, produtivo e governamental do Estado da Bahia, através de uma série de palestras gratuitas que estimulam o aperfeiçoamento do ensino das ciências na sociedade baiana.

SERVIÇO
Data: 27 de abril de 2017 (quinta-feira)
Horário: 09h
Local: Salão Lazareto – FAPESB: Rua Aristides Novis, 203, Colina de São Lázaro, Federação/Salvador, (ao lado da Igreja de São Lázaro).
Entrada gratuita.
Informação: (71) 3116-7654 (manhã)

 

Projeto apoiado pela Fapesb discute a relação entre memória e dança

O projeto, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), buscou abordar aspectos da memória e seus processos de evocação e consolidação de padrões em dança. Comemorado dia 29 de abril, o Dia Internacional da Dança foi instituído pelo Comitê Internacional de Dança da UNESCO em 1982, e serve para nos lembrar da importância desta manifestação artística e, principalmente, para dar mais visibilidade a uma das mais importantes artes cênicas.

Em homenagem ao Dia Internacional da Dança, a Fundação divulga a pesquisa “Dança: memória e transformação como condição de existência”.

Presente na sociedade humana desde a antiguidade, a dança representa uma mudança de significação dos processos artísticos através do tempo. Pensando na relação entre a manifestação artística, a memória e a existência, o pesquisador Claudinei Sevegnani, desenvolveu sua dissertação de mestrado, “Dança: memória e transformação como condição de existência”.

O projeto, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), buscou abordar aspectos da memória e seus processos de evocação e consolidação de padrões em dança. “A pesquisa traz uma perspectiva de que as memórias se dão na dança para além dos seus sujeitos particularizados, gerindo uma memória em dança que se atualiza e que possibilita sua continuidade, em que a transformação é condição de existência”, afirma Sevegnani.

Para o pesquisador, a dança atual representa uma evolução: “As memórias se configuram como atualizações e refazimentos em dança, constituindo espaços de pesquisa para compreender que a dança de hoje não é resultado de um progresso – no sentido de melhoria, portanto, carregado de aspectos de valoração –, mas sim no sentido de evolução, constituído por processos que acontecem ao longo do tempo e que configuram transformações”, explica.

Atualmente, Sevegnani é doutorando em Artes Cênicas no programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Para ele, o apoio da Fapesb foi fundamental para o desenvolvimento da sua dissertação de mestrado. “O apoio da Fapesb foi muito importante para o desenvolvimento da pesquisa. É necessário um tempo dilatado para que isso aconteça, bem como certa qualidade nesse tempo. Isso se tornou muito viável com o apoio da Fapesb”, ressalta.

Comemorado dia 29 de abril, o Dia Internacional da Dança foi instituído pelo Comitê Internacional de Dança da UNESCO em 1982, e serve para nos lembrar da importância desta manifestação artística e, principalmente, para dar mais visibilidade a uma das mais importantes artes cênicas.

Projeto de inclusão leva bolsistas para Mestrado no Reino Unido

Iniciativa pioneira, promovida pelos estados da Bahia, Goiás e Paraíba, em parceria com o Reino Unido, busca promover inclusão de jovens de grupos sub-representados na ciência, como minorias étnicas e mulheres.

Iniciativa pioneira, promovida pelos estados da Bahia, Goiás e Paraíba, em parceria com o Reino Unido, busca promover inclusão de jovens de grupos sub-representados na ciência, como minorias étnicas e mulheres.

Nos próximos meses, um grupo de jovens brasileiros, formado por estudantes de diversas áreas do conhecimento, deverá passar por uma experiência transformadora que será uma contribuição na melhoria de inclusão de minorias sub-representadas na ciência, como mulheres, negros e indígenas. São participantes de um projeto inovador – cuja iniciativa foi lançada nos estados da Bahia, de Goiás e da Paraíba, em parceria com o Reino Unido, por meio de ações das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) – e que fazem parte do futuro da ciência e do futuro da inclusão por meio da mesma. Ao todo, dez pessoas foram selecionadas e devem partir para o Reino Unido no segundo semestre e promover, posteriormente, transformações profundas na questão da representatividade na ciência desses grupos.

“Temos aqui a conjunção de três grandes causas: a educação, a ciência e a inclusão social para a superação de desigualdades”, destacou a presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Maria Zaira Turchi, durante solenidade de apresentação dos contemplados no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia (GO), nesta terça-feira, dia 18. A presidente lembrou que é um passo na questão da política de ação afirmativa, mas que ainda é preciso percorrer um longo caminho entre políticas e práticas para promover o acesso a essas oportunidades de pesquisa e redução de assimetrias.

Conforme lembrou o diretor do British Council no Brasil, Martin Dowle, instituição co-financiadora do programa, a ideia é estimular que mais pessoas participem na ciência e possam seguir os passos de quem já está fazendo isso. “Qualquer país que não usa o seu recurso mais importante, que é o recurso humano, e só trabalha com uma parte desse capital, está dando um tiro no pé. O país tem que usar todos os cérebros possíveis para a ciência e para o futuro. E, também, para as universidades britânicas é uma ótima iniciativa, porque elas passam a ter uma maior diversidade de pessoas, de partes diferentes do Brasil. É um estímulo em que todo mundo ganha”, ressaltou.

Ação contínua
Contemplada entre os seis candidatos que serão co-financiados pela Fapeg, em Goiás, Ayanda Dantas Silva acredita que essa formação deverá contribuir mais ainda à sua carreira e ao trabalho que pretende desenvolver no futuro. “É um projeto bastante inspirador. Penso que não vou agregar apenas o conhecimento para mim, mas também para as futuras gerações e para esse investimento em ciência e em pesquisa. Já fui em um projeto de intercâmbio pelo Ciência Sem Fronteiras e, agora, com essa ação, acredito que poderei evoluir ainda mais esse conhecimento e ir além”, salientou.

Essa inspiração também é compartilhada pela bolsista Kivia Vieira, contemplada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). “Estou muito animada, porque nunca havia pensado que eu pudesse desenvolver determinadas ferramentas e agora sei que terei o apoio e oportunidade com essa bolsa. Vou ter contato com profissionais maravilhosos que vão contribuir muito para minha carreira acadêmica e tenho certeza que a minha pesquisa vai ser importantíssima para o conhecimento científico”, acrescentou. Kivia, que é da área de Geologia, também alertou para a participação da mulher na pesquisa na área de Exatas e da Terra. “Geralmente, a participação da mulher nessas áreas não é comum. No entanto, essa representação vem crescendo e me sinto orgulhosa por fazer parte dessa ação afirmativa, para poder mostrar para minhas colegas que somos capazes, que podemos fazer o que quisermos e contribuir muito para a ciência”, completou.

Para o bolsista Douglas Xavier, da Paraíba, o impacto dessa ação trará novas possibilidades para mudar o futuro de várias comunidades e transformar a realidade brasileira no aspecto da inclusão. “Sinto que é algo não só para mim, mas que tem um impacto muito maior. A minha proposta de mestrado é nesse sentido e eu quero voltar para o Brasil com algo para impactar e multiplicar em comunidades e nos segmentos que eu represento: os negros e a comunidade LGBT. Quero realmente ter esse papel na sociedade”, salientou.

Sucesso e novas iniciativas
Conforme reforçou o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e vice-presidente do Confap, Cláudio Furtado, a grande quantidade de pessoas inscritas já mostra o sucesso do programa. “Essa inclusão mais forte na área da ciência se volta para uma maior representatividade na sociedade e para que possamos discutir esses problemas de uma forma mais direta, já que temos a participação de pessoas que estão diretamente ligadas a esses grupos”, argumentou.

Nesse sentido, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Lázaro Cunha, acrescentou que o País tem um retorno grande com iniciativas como essa. “O Brasil tem muito a ganhar com isso, na medida em que mais talentos vão estar disponíveis para o desenvolvimento socioeconômico do País. Com programas de ações afirmativas como este, temos condições de dar apoio, sustentação e possibilidades a grupos que sistematicamente são excluídos e que, com essas condições, podem apresentar seus potenciais. A nossa ideia é ter novos desdobramentos dessa iniciativa”, pontuou.

A presidente da Fapeg e do Confap, Maria Zaira Turchi, também destacou o sucesso da iniciativa e acredita que a ação trará novos frutos para a comunidade científica de Goiás e do Brasil. “Nesse desdobramento, a Fapeg fará uma ação de bolsas especial para os alunos de mestrado e doutorado voltado para ações afirmativas”, anunciou. Para o governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, que estava presente na solenidade, o projeto servirá de inspiração para a aplicação no Goiás Sem Fronteiras. “Fico feliz pelas convergências de ações, de esforços e iniciativas que envolvem as nossas universidades com instituições tão representativas e importantes mundialmente, como Fundo Newton e Conselho Britânico. E quero pedir à Fapeg que estudemos a fundo esse projeto porque ele pode aprimorar o Goiás Sem Fronteiras que é um dos nossos grandes objetivos neste ano e no próximo”, completou.

Sobre o projeto
O edital teve como objetivo fortalecer a participação de grupos sub-representados, como minorias étnicas e pesquisadoras de ciência e inovação no Brasil, além de influenciar práticas e políticas inclusivas. O programa será realizado em quatro fases: curso de inglês de três meses e preparação para o exame IELTS no Brasil; curso de inglês de verão de três meses no Reino Unido; mestrado (integral) no Reino Unido; e atividades de disseminação de impacto.

O valor da bolsa é de até 40 mil libras esterlinas e custeará os cursos de inglês, taxa de exame IELTS, tradução juramentada de documentos para candidatura universitária no Reino Unido, taxa de vistos, voo internacional, ajuda de custo e taxa de matrícula. O Mestrado será realizado no Reino Unido e em inglês. No total, 32 universidades britânicas aderiram ao projeto.

Saiba mais sobre esse edital e conheça todos os bolsistas contemplados aqui: https://www.britishcouncil.org.br/newton-fund/chamadas/mestrado-fapeg-fapesq-fapesb-2017

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Fapeg e Coordenadoria de Comunicação do Confap.​