Pesquisador cria plataforma de combate ao Coronavírus voltada para pessoas surdas na Bahia

Ferramenta conecta os profissionais de saúde à intérprete de Libras para atender pessoas surdas atingidas pelo Coronavírus

A luta contra o novo Coronavírus acaba de ficar mais inclusiva. É que um projeto de inovação tecnológica, criado na Bahia, chamado LibrasInterConect, surgiu para interligar profissionais intérpretes de Libras com os profissionais de saúde, com o objetivo de atender pessoas surdas em meio à pandemia da Covid-19. A plataforma, que funcionará através de um website e um aplicativo, contará com o envolvimento multiprofissional dos agentes de saúde e dos profissionais intérpretes para ofertar às pessoas com deficiência auditiva, o serviço de informação, comunicação, acesso e acolhimento nos sistemas de saúde.

O idealizador do projeto, Aisamaque Gomes, que já atuou como intérprete de Libras entre 2010 e 2017, e atualmente é professor de Libras no Instituto Federal Baiano de Itapetinga (IF Baiano), explica como surgiu a inspiração para criar este trabalho. “A minha vida profissional e pessoal sempre girou em torno de meus amigos, vizinhos, alunos, professores e professoras, colegas de trabalho, todos surdos e surdas. Durante nosso convívio, eu pude perceber que eles foram negligenciados em muitas esferas sociais. Por exemplo, é comum que na área de educação, eles tenham acesso ao suporte do intérprete, mas na saúde não há esse tipo de profissional para auxiliar na interação entre agentes de saúde e o paciente surdo”, declarou o pesquisador, ao reiterar que o projeto busca romper as barreiras comunicacionais entre o público alvo e médicos, enfermeiros, entre outros.

De acordo com Aisamaque, este projeto que nasceu na Bahia é pioneiro nacionalmente por desenvolver um suporte tecnológico com esta finalidade. “A interação simultânea e a fonte das informações referentes ao enfrentamento e combate ao novo Coronavírus (SARS-CoV-2/Covid-19) para as Pessoas Surdas são as principais inovações. Tendo em vista o momento de pandemia em que estamos vivendo, o surdo poderá ter um sistema centralizado de informações sobre a Síndrome Respiratória, além de ser atendido por um profissional capacitado, a partir da intermediação comunicativa do profissional intérprete de Libras, caso apresente sintomas. O funcionamento é simples, basta que o médico, ou qualquer profissional da área, acione a ferramenta e solicite um intérprete de Libras. A depender da disponibilidade, o doutor será direcionado para uma sala virtual, na qual o intérprete irá atendê-lo”, explicou.

Após ser recém aprovado no edital do Conselho Nacional dos Institutos Federais (Conif) voltado para pesquisas científicas com foco em soluções para a pandemia da Covid-19, a criação do sistema continua em desenvolvimento e deve ser implantada primeiramente nas cidades de Itapetinga, Uruçuca e Teixeira de Freitas, conforme o cronograma do projeto. “Depois que implantarmos a plataforma LibrasInterConect nesses municípios, pretendemos adotar uma ação de expansão para os grandes centros da Bahia, iniciando em Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Os testes do sistema começarão a ser realizados a partir do mês de junho e a implantação, de fato, a partir do mês de setembro”, disse Aisamaque.

“Esperamos que a população surda do estado da Bahia possa ter um atendimento mais eficaz e inclusivo através desta plataforma voltada exclusivamente para o benefício dela. Além disso, a gestão pública contará com este sistema que atenderá aos usuários surdos nos seus municípios e capacitará profissionais de saúde a realizar um atendimento humanizado, específico e direcionado para este público”, concluiu. Além do Conif e IF Baiano, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) também apoiou o LibrasInterConect.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Pesquisadores inventam curativo com ação bactericida na Bahia

Tecnologia, que ganhou patente este ano, possui baixo custo de produção e poderá ser usada para fabricar curativos inteligentes

Em meio a era dos aparelhos “inteligentes”, como smartphones, smart TV, academias smart, entre outros, um pesquisador da Bahia resolveu direcionar a tecnologia aplicada à química para criar curativos inteligentes. A ideia surgiu nos laboratórios da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), nas unidades Juazeiro e Petrolina, sob a coordenação do pesquisador Helinando Oliveira, que utilizou um sistema de fibras para adicionar uma substância chamada ácido úsnico. A novidade é que o tecido aplicado sobre a pele libera aos poucos o composto químico, inibindo o crescimento e a propagação de bactérias ao mesmo tempo em que protege o ferimento.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o objetivo é simples. “Imagine que você tem um ferimento e em vez de você aplicar uma grande quantidade de medicamento em cima dele, você vai colocar uma quantidade que vai ser liberada aos poucos pelo tecido. Temos também um diferencial inovador que é direcionar esta substância que não é tão comumente aplicada em ferimentos bacterianos. Ou seja, a “cura inteligente” é formada por uma reposição medicinal em um processo diferente e eficaz”, destacou.

Helinando diz que muitos curativos costumam adicionar uma grande quantidade de um fármaco e aplicar um tecido em cima, enquanto o projeto busca tratar as lesões cutâneas de maneira diferente. “Como um curativo inteligente, o ácido úsnico que foi adicionado nas fibras será liberado aos poucos e assim inibe com mais eficácia a proliferação de bactérias, em vez de o usuário precisar ficar trocando o tecido e reaplicando o medicamento com mais frequência”, explicou. Além disso, o pesquisador comenta sobre a inspiração para criar o projeto. “A ideia surgiu quando dois grupos de trabalho se reuniram, um que já atuava com a linha de antibacterianos e o outro com a produção de fibras. Observamos que materiais em alta concentração são tóxicos, então seria preciso aplicá-lo em menor quantidade e a forma de conseguir isso é inserindo o ácido úsnico dentro de uma matriz polimérica, como se você estivesse ensacando-o, protegendo para ser liberado aos poucos”.

O projeto foi desenvolvido em 2014, durante a pós-graduação do estudante Evando Araújo, atual professor do colegiado das Ciências dos Materiais, mas foi só recentemente, que o produto ganhou sua patente e se tornou título de propriedade, que é concedido às soluções inovadoras que possuam aplicação industrial para combater determinados problemas, pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “Ter sido finalmente patenteado abre espaço para outros projetos similares darem continuidade. Atualmente estamos trabalhando com um sal do ácido úsnico para melhorar o desempenho e diminuir a toxicidade do produto. Assim, ele ficará ainda mais eficiente e mais barato do que o curativo antecessor”, disse Helinando.

Testes em laboratório já comprovaram a eficácia do produto. A próxima etapa é testá-lo em humanos. “Estamos trabalhando para criar um curativo que possa ajudar toda a população, inclusive diabéticos. Enquanto o curativo está protegendo o ferimento ele também está liberando um fármaco controlado para inibir crescimento e contaminação da bactéria que poderia gerar infecções e piorar o quadro do indivíduo”, concluiu. O trabalho contou com apoio de Mateus da Costa e Carolina Machado, professor e ex-aluna da Univasf, respectivamente, além de Eugênia Pereira e Nicácio da Silva, ambos pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Reino Unido disponibiliza bolsas de estudo aos pesquisadores brasileiros para combater Coronavírus

Pesquisadores da Bahia que possuem trabalho de curta duração podem participar da seleção

A UK Research and Innovation (UKRI), parceira do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), do qual a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) é membro, lançou bolsas de estudo para pesquisadores brasileiros que atuem no combate ao Coronavírus e aos danos causados pela doença Covid-19. A chamada é uma parceria com os pesquisadores britânicos direcionada para projetos de curto prazo, de até 18 meses, relacionados aos impactos causados pela pandemia, como problemas de saúde, sociais, econômicos, culturais e ambientais, em países de baixa e média renda.

As linhas temáticas de pesquisa são divididas nos seguintes tópicos: “novas pesquisas ou inovações com um caminho claro para impactar políticas ou práticas com o potencial de fornecer uma contribuição significativa para o entendimento, resposta e recuperação da pandemia da Covid-19 em um desenvolvimento contexto do país”, “apoiar a fabricação ou adoção em larga escala de uma intervenção com potencial significativo de impacto nos países em desenvolvimento”, além de “reunir dados e recursos críticos rapidamente para uso em pesquisas futuras”. Para mais informações e para realizar a inscrição, os interessados devem acessar o portal:

https://www.ukri.org/funding/funding-opportunities/ukri-gcrf-newton-fund-agile-response-call-to-address-covid-19/

Fapesb confirma adesão ao Famelab Brasil 2020; inscrições abertas

Interessados em participar da Chamada devem se atentar aos requisitos e prazos

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) confirmou, nesta terça-feira (22), a adesão ao FameLab Brasil 2020. A Chamada de Propostas visa identificar e apoiar estudantes no âmbito da competição internacional FameLab de comunicação científica. O concurso, que foi lançado em 2005 pelo Festival de Ciência de Cheltenham, na Inglaterra, e está presente em 32 países, consiste na realização de uma apresentação oral sobre um tópico de ciência e/ou tecnologia, com a duração máxima de três minutos, sem recurso de PowerPoint ou outro dispositivo eletrônico de apresentação, e com uso limitado de materiais de apoio portáteis.

Entre os objetivos da Chamada estão: promover a aproximação entre cientistas e público em geral, por meio da contextualização e abordagem de temas científicos do dia a dia da sociedade; incentivar o desenvolvimento de competências de comunicação, em especial, a habilidade oral; desenvolver habilidades e oportunidades para cientistas e engenheiros se envolverem com o público de uma maneira interativa e informativa, reconhecendo a importância da comunicação; compartilhar conhecimento, inovação e ciência desenvolvidos em universidades, centros de pesquisa e empresas em uma ampla rede internacional; e fomentar a paixão por ciência e inovação.

Podem se inscrever pessoas com idade mínima de 21 anos, sem limite máximo, e fluentes em português e inglês, que se enquadrem nos seguintes requisitos: brasileiro residindo no Brasil com Mestrado (stricto sensu), doutorado, pós-doutorado e livre-docente, em andamento ou concluído(s), nas áreas de Ciências da Vida ou Ciências Exatas, Tecnológicas e Engenharias em uma Instituição de Ensino Superior (IES) brasileira reconhecida pelo MEC; estrangeiros que estejam devidamente matriculados e cursando mestrado, doutorado, pós-doutorado ou livre-docência nas áreas de Ciências da Vida ou Ciências Exatas, Tecnológicas e Engenharias em uma Instituição de Ensino Superior (IES) brasileira reconhecida pelo MEC; e candidatos de anos anteriores que não tenham sido contemplados com o prêmio.

Mais informações, bem como acesso a todos os itens da chamada podem ser consultados pelo endereço www.famelab.com.br. Neste mesmo site, é possível submeter as candidaturas em cadastro eletrônico acompanhado de um vídeo de inscrição. Vale lembrar que a adesão da Fapesb à presente Chamada acontece por meio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

 

Startup baiana desenvolve projeto para diminuir calor em ônibus de Salvador

Com um sistema preocupado com o meio ambiente, o projeto é uma alternativa sustentável para melhorar a qualidade da viagem dos passageiros

“Um dia eu estava dentro do ônibus a caminho de casa, no meio da BR e estava chovendo muito. Com o ônibus fechado e lotado, algumas pessoas começaram a passar mal devido ao ar abafado e criou-se uma situação caótica. Foi quando eu pensei: preciso arrumar uma solução para isso”. O relato do estudante de Engenharia Mecânica do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Leonardo Santiago, mostra como surgiu a ideia para criar o projeto ArejaBus, que utiliza um sistema híbrido de ventilação, através da própria movimentação do ônibus, a fim de promover a qualidade do ar. A solução tecnológica e sustentável visa diminuir o calor nos transportes públicos de Salvador e melhorar a qualidade de vida dos passageiros, ao mesmo tempo que diminui os índices de poluição.

A tecnologia criada por Leonardo promete mudar a realidade enfrentada pelos passageiros Brasil afora. O estudante explica, de forma simples, como a ideia funciona. “Quando o vento passa ao redor do ônibus, aciona o dispositivo que fica na parte superior e faz a exaustão do ar quente que existe no ambiente. Além disso, a entrada do ar fresco é realizada pelas janelas, dessa forma, temos entrada e saída de ar. Basicamente essa é a estrutura que criamos para diminuir o calor, entretanto, há algumas situações como engarrafamento, dias chuvosos, entre outras, que poderiam pôr em risco a efetividade do nosso produto. Para isso, pensamos em diferentes soluções para cada um desses obstáculos. Utilizamos pequenas venezianas que são adaptadas para impedir que a água da chuva entre pela janela e, em casos de engarrafamento, quando o ônibus está parado e não pode gerar a ventilação, há um sistema eletrônico embarcado que aciona um exaustor elétrico, presente nos ônibus, garantindo a renovação de ar a todo momento.”

O estudante explica que o ArejaBus só vai consumir energia quando for estritamente necessário, diferente dos sistemas de ar condicionado. “Por mais que este equipamento promova um ótimo conforto, ele possui um alto custo financeiro. Em média, manter um ar condicionado em um ônibus custa entre R$ 30 e 40 mil a mais do que os veículos sem o equipamento. Além disso, cada Km rodado com o ar ligado custa cerca de 35 centavos, em comparação ao nosso protótipo, que o custo é de 1 centavo.” Leonardo também acredita que com este novo projeto pode haver redução na tarifa de ônibus. “O custo com ventilação reflete na tarifa. Com uma possível redução, pode haver diminuição no valor das passagens, ao mesmo tempo em que a qualidade do transporte público melhora. Isso impacta principalmente na população de baixa renda, que mais utiliza transporte público, e além de economizar com a passagem, poderá ter mais conforto durante a viagem”, destacou.

Para o idealizador do projeto, a experiência diária nos coletivos da capital foi primordial para o surgimento do ArejaBus, visto que o tempo médio que ele gastava para chegar aos principais destinos de sua rotina era de cerca de 1h, saindo de sua residência localizada em Paripe. “Em 2015, quando ingressei no ensino superior e já tinha o anseio de diminuir o calor dos ônibus que incomodava diversos passageiros, dei início ao projeto. Mas ele só ganhou forma em meados de 2018, no programa Hotel de Projetos do Ifba, quando foi possível dar entrada na patente e desenvolver a parte tecnológica do produto”, disse.

Pedro Rocha, que também faz parte da startup, afirma que a intenção é levar o produto para todo o Brasil. “Temos um grande diferencial que é a sustentabilidade ao nosso favor. Com a instalação do ArejaBus em transportes públicos de todo o país, esperamos reduzir o nível de CO2 e colaborar com a qualidade do ar. Além de tudo, é possível gerar uma grande economia de energia, visto que o sistema de ventilação tradicional que já existe não suporta ônibus muito cheios e acaba sendo benéfico somente para quem se posiciona embaixo dele.”, ressaltou.

O Projeto está em fase de testes e prototipagem e foi pré-incubado no Hub Coletivo, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, através do edital Desafio Coletivo. “Essa oportunidade ajudou muito a modelar melhor nosso produto e torná-lo mais viável. Também firmamos uma parceria forte com o pessoal da Integra, para testar a tecnologia em Salvador. Futuramente queremos formar parcerias com fabricantes e levar esse produto às empresas para que possa, enfim, chegar até a população”, comentou Marília Bortolotto, membro da equipe que desenvolve o trabalho.

O quarto integrante do grupo, João Queiroz, engenheiro mecânico formado pelo Ifba, conta que os testes foram interrompidos devido à pandemia, mas voltará a acontecer assim que for possível, pois testes realizados em laboratório já comprovaram a eficácia do produto. “Dentro do cenário atual pandêmico da Covid-19, inclusive, nosso projeto é bastante útil por promover a ventilação do espaço. Já foi comprovado que ambientes fechados, como ocorre em um ônibus com ar condicionado, por exemplo, pode ser um ambiente propenso para proliferar doenças. Nosso produto faz renovação do ar e torna o ambiente mais seguro para os passageiros ao diminuir o risco de contágio pelo ar”, concluiu.

Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Cientista baiana produz bebida fermentada que auxilia na imunidade

Pesquisa científica possui comprovação de que o composto químico ajuda a inibir bactérias, fungos e vírus no organismo

Em tempos de pandemia causada pela Covid-19, doença espalhada pelo novo Coronavírus, torna-se cada vez mais importante cuidar do sistema imunológico, como recomendam as principais autoridades sanitárias do país. Para este processo, existem diversas práticas já divulgadas como alimentação saudável e exercícios físicos, entretanto, uma pesquisadora baiana chama atenção para uma potencial aliada que não costuma ganhar os holofotes quando o assunto é aumentar a imunidade: as bactérias. É desta forma que a estudante de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Simone da Silva, busca direcionar o projeto que desenvolve em laboratório para o contexto atual de pandemia, visto que pesquisas científicas já comprovaram que bebidas fermentadas ajudam a inibir bactérias, fungos e vírus no organismo.

Sob orientação da professora Elinalva Maciel, a pesquisadora elaborou três bebidas fermentadas utilizando colônias microbianas, que deu origem as bebidas Kombucha, Kefir e Aluá. Ela explica que esses produtos podem ser fabricados em casa, através do processo de fermentação caseiro. “Na Kombucha e Kefir são utilizadas colônias próprias de cada bebida originadas de fermentações anteriores. Já no Aluá de abacaxi, as bactérias já estão presentes naturalmente nas cascas da fruta”, disse Simone. Todas as bebidas foram fermentadas em temperatura ambiente nos recipientes de vidros cobertos com um pano limpo, até que fosse detectado o nível de acidez que comprova a presença das bactérias láticas.

A orientadora Elinalva reitera que as bactérias láticas, que estão presentes em todas as bebidas fermentadas do projeto, são microrganismos citados em vários estudos científicos como promotores da saúde, por serem produtores de substâncias inibitórias contra microrganismos (bactérias, fungos e vírus) e estimuladores do sistema imunológico. “Os resultados deste trabalho indicam que as bebidas fermentadas Kombucha, Kefir e Aluá apresentaram, em experimentos laboratoriais, efeito eficiente na inibição das bactérias Staphylococcus aureus, Salmonella sp. e Escherichia coli, desta forma, supõe-se que tais bebidas representam uma grande aliada na prevenção de doenças causadoras de infecção intestinal, dentre outras”, destacou.

A inspiração para trabalhar com bebidas fermentadas veio da relação que Elinalva tinha com os produtos desde a infância. “Minha mãe, com a sabedoria inata dela, preparava o Aluá com a casca de abacaxi e nos dava para beber, dizendo que era bom para a nossa saúde. Então, seguindo a minha linha de pesquisa com probiótico e estudando a fermentação espontânea de muitos substratos vegetais, resolvi me aperfeiçoar cientificamente neste tipo de bebida, por ser um produto fácil de fazer em casa, de baixo custo e bom paladar. Além de tudo, também é um ótimo aliado, na atualidade, para a saúde das pessoas, principalmente por melhorar o sistema imunológico”, declarou.

O projeto foi o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante Simone, que comenta sobre a importância da pesquisa: “As informações deste trabalho vão estimular o interesse nos produtos fermentados em Universidades e Centros de Pesquisa, principalmente em virologia, devido ao cenário atual da pandemia que estamos passando, uma vez que, o que sabemos até agora, é que o sistema imunológico é um dos principais aliados para combater esta doença”, concluiu.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Fapesb contempla novos projetos com foco em combater o Coronavírus

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), contemplou mais dois projetos nesta quinta-feira (7), no Edital voltado para o Enfrentamento ao Coronavírus. Os novos trabalhos foram confirmados duas semanas após o primeiro resultado, que contemplou outros quatro projetos. No total, serão disponibilizados R$ 220,000.00 para os pesquisadores doutores selecionados pelo Edital. As duas pesquisas recém-aprovadas possuem foco em estudar as características moleculares do vírus, bem como os aspectos imunológicos dos pacientes já infectados pela doença, além de um estudo acerca da hidroxicloroquina.

A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, afirma que em tempos como este a ciência é uma importante aliada da humanidade. “A luta que enfrentamos mostra, mais uma vez, o valor da ciência e da pesquisa, além da importância do financiamento para a área. O governador Rui Costa, com seu olhar atento, tem estimulado a busca de soluções para melhoria de vida da população. Foi assim com o edital que lançamos sobre as doenças que acometem a população negra e agora contra a Covid-19”, disse.

O diretor da Fapesb, Márcio Costa, reitera a relevância do edital baseado em outras ações da Fundação. “Estamos lidando com uma ameaça da qual não há muito conhecimento acerca de questões como contágio, manifestação da doença e cura. Quando a humanidade ainda não alcançou o domínio de um assunto necessário para o bem-estar social, é aí que entram a ciência e a tecnologia, ambas com a capacidade de surgir com soluções científicas que garantam a melhoria na qualidade de vida. A Fapesb já foi precursora no combate a outras doenças como a zyka, que foi descoberta por pesquisadores da Bahia. Tenho certeza que nossos cientistas estão imbuídos na missão de enfrentar também esta nova ameaça”, declarou.

No total, seis projetos foram aprovados para receber recursos previstos no edital de apoio à pesquisa científica no combate à Covid-19. Os pesquisadores contemplados são: Carlos Priminho Pirovani (Uesc), Washington Luis Conrado dos Santos (Fiocruz Bahia), Marcos Ennes Barreto (Ufba), Jonilson Berlink Lima (Ufob), Silvia Ines Sardi (Ufba) e Eliane De Oliveira Silva (Ufba).

Estudantes baianos criam rede de solidariedade para minimizar impactos econômicos do isolamento social

Plataforma de economia solidária foi selecionada em edital internacional lançado pela Ford para iniciativas com foco na pandemia

“Os grandes vão sobreviver, ajude-nos a salvar os pequenos”. Foi com esse lema que uma equipe de estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se mobilizou para criar uma plataforma que une pessoas em estado de vulnerabilidade social com profissionais e voluntários dispostos a ajudar. Chamada de Enpathos, um derivado da palavra “empatia” em latim, a rede busca diminuir os impactos causados pela pandemia, de início no eixo onde surgiu, em Ilhéus e Itabuna, e posteriormente expandindo para toda a Bahia. O grupo de estudantes foi contemplado pelo edital global da Ford Motor Company Fund voltado para projetos que tivesse o propósito de enfrentar a crise causada pela Covid-19.

De acordo com Antônio Mello, estudante de Direito e um dos integrantes da equipe, os benefícios para os cadastrados vão desde a assistência social até o impulsionamento de trabalhadores autônomos. “Apesar do caos que tem sido esse período, queremos ser positivos de que a quarentena e seus efeitos irão fortalecer o trabalho em equipe e o senso de responsabilidade social entre os brasileiros”, destacou o estudante ao explicar que o processo é dividido em três etapas: “Primeiro, doadores e beneficiados precisam acessar o site e fazer um cadastro personalizado que varia de acordo com seu objetivo. Depois, uma equipe responsável vai analisar as respostas e cruzar as informações de forma a conectar duas partes. Após essa organização, os dados são repassados para a etapa final, na qual é realizada a mediação entre o ajudante e o ajudado”.

Camila Carvalho, estudante de História, conta que há pretensão de expandir o projeto para que, além de agregar autônomos, possa incluir também pequenos negócios em geral. Segundo ela, o Enpathos, que surgiu após o isolamento social, serve também para organizar as doações, que acontecem em decorrência de uma onda de solidariedade espalhada por todo o Brasil. “Começamos a perceber que estava se formando uma rede de solidariedade, quando vimos pessoas usando seus perfis nas redes sociais para divulgar negócios locais, enquanto outras ofereciam serviços de forma voluntária. Mas, apesar da nobreza dessas atitudes, a ajuda era difusa e não cumpria seu papel de alcançar um grande público, por acontecer de forma isolada. Por isso, surgiu a ideia de criar uma plataforma na qual fosse possível concentrar essa busca e oferta em um só lugar e, assim, gerar mais efetividade no ato solidário”, acrescentou.

Lina Soares, estudante de administração, que também integra a equipe criadora do projeto, ressalta que o maior diferencial deste trabalho é a adoção de um processo humanizado, que possui como meta tornar o espaço o mais acessível possível. Para colocar isso em prática, ela lista os principais obstáculos já superados pelo grupo. “O principal desafio era ter um site de fácil acesso até mesmo para aqueles que não têm muita afinidade com tecnologia e verificar as informações recebidas no cadastro para gerar mais credibilidade e segurança às pessoas inscritas. Além disso, a nossa principal preocupação é a forma como são feitas as conexões, pois diferente de outros aplicativos ou sites que possuem a mesma proposta, nós decidimos não utilizar qualquer software ou tecnologia facilitadora, pois acreditamos que o melhor “match” sempre será aquele que vem do olhar sensível de pessoas reais capaz de analisar as necessidades de cada indivíduo. Apesar deste processo necessitar de mais tempo, cumprimos com o objetivo de trazer resultados mais específicos e personalizados”, declarou.

O Enpathos está em sua fase de implementação e de testes, tendo sido, no dia 28 de abril, selecionado pelo edital global da Ford Motor Company Fund. A equipe concorreu com participantes da Índia, Reino Unido, África do Sul, Estados Unidos e de outros locais do Brasil. “Para nós foi uma surpresa muito positiva porque a competição contou com mais de 150 projetos inscritos e todos eles tinham um nível de qualidade muito bom. Poderemos melhorar a plataforma, utilizar recursos de vídeos para criar conteúdo, impulsionar a divulgação, além de facilitar a atuação dos voluntários”, disse Afonso Bitencourt, estudante de História e também membro do trabalho junto aos outros colaboradores: Armando Neto, Geane Santos, Gleidson Santos, Raiana Fonseca, Caio Gandra e a professora orientadora, Katianny Estival.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb divulga resultado de edital para apoiar a pesquisa no combate à Covid-19

Fundação disponibiliza 220 mil para pesquisadores com projetos de pesquisa relacionados ao tema

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), divulgou nesta sexta-feira (24), o resultado preliminar do edital emergencial voltado para impulsionar pesquisas científicas com foco em combater a Covid-19. No total, serão disponibilizados R$ 220,000.00 aos pesquisadores doutores com projetos científicos selecionados pelo edital.

A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, afirma que em tempos como este a ciência é uma importante aliada da humanidade. “A luta que enfrentamos mostra, mais uma vez, o valor da ciência e da pesquisa, além da importância do financiamento para a área. O governador Rui Costa, com seu olhar atento, tem estimulado a busca de soluções para melhoria de vida da população. Foi assim com o edital que lançamos sobre as doenças que acometem a população negra e agora contra a Covid-19”, disse.

O diretor da Fapesb, Márcio Costa, reitera a relevância do edital baseado em outras ações da Fundação. “Estamos lidando com uma ameaça da qual não há muito conhecimento acerca de questões como contágio, manifestação da doença e cura. Quando a humanidade ainda não alcançou o domínio de um assunto necessário para o bem-estar social, é aí que entram a ciência e a tecnologia, ambas com a capacidade de surgir com soluções científicas que garantam a melhoria na qualidade de vida. A Fapesb já foi precursora no combate a outras doenças como a zyka, que foi descoberta por pesquisadores da Bahia. Tenho certeza que nossos cientistas estão imbuídos na missão de enfrentar também esta nova ameaça”, declarou.

No total, quatro projetos foram aprovados para receber recursos previstos no edital de apoio à pesquisa científica no combate à Covid-19. Os pesquisadores contemplados são: Carlos Priminho Pirovani (Uesc), Washington Luis Conrado dos Santos (Fiocruz Bahia), Marcos Ennes Barreto (Ufba) e Jonilson Berlink Lima (Ufob).