NOTA DE PESAR – Dr. Armênio Guimarães

Com pesar, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) lamenta o falecimento do médico cardiologista Armênio Guimarães, de 87 anos, que ocorreu neste domingo (19), após ser vítima de um infarto.

A equipe Fapesb solidariza-se com todos os entes queridos de Dr. Armênio, que já ocupou o cargo de diretor científico da Fundação.

Armênio era destaque nacional, na área da cardiologia, além de ser professor e colaborar com a Secretaria da Saúde na formação de internos e residentes.

Aplicativo desenvolvido por pesquisador baiano ajuda a alfabetizar crianças

A plataforma possui comprovação científica de que desperta o interesse pela leitura no público infantil

“Devido à pandemia do novo coronavírus, que ocasionou o isolamento social, muitos pais possuem a preocupação com o rendimento escolar de filhos pequenos, principalmente os que estão em ciclo de alfabetização. Esse momento pode ser crucial para mostrar como a tecnologia pode servir como ferramenta de apoio para a aprendizagem”. É assim que o pesquisador baiano da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), José Amancio, ressalta a importância do seu trabalho, chamado zReader, uma tecnologia de leitura e contação de histórias que ajuda crianças no processo de alfabetização. O projeto é um dos contemplados pelo edital Centelha, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que vai conceder R$ 1,5 milhão em recursos para que 27 pesquisadores, no total, possam desenvolver seus projetos inovadores.

“Desenvolvemos um app que disponibiliza uma ‘livraria de jogos’, da qual cada jogo tem uma narrativa literária e o objetivo é dar vida ao texto dessas narrativas, através da montagem e produção de um desenho animado que corresponde a cada uma delas. A animação é produzida sob a interpretação das crianças a respeito da história dos personagens que são lidas ao longo do jogo”, explicou José Amancio, destacando que o nível de dificuldade dos jogos varia de acordo com a frequência de leitura das crianças e que suas interações foram cuidadosamente projetadas com base em fundamentos de diferentes áreas científicas, para que a experiência possa melhorar as diversas habilidades de leitura.

O pesquisador conta que a ideia para desenvolver este projeto surgiu da tese de doutorado do pesquisador Fabrício Guerra, da Universidade Federal de Rio Grande do Norte (UFRN). “Como meu foco sempre foi o uso da tecnologia em prol da educação, eu me envolvi primeiro com o objetivo de ajudá-lo a consolidar a pesquisa para, depois dessa fase, colocar o projeto em produção. Para isso, entrevistei diversos professores por meses e o retorno era sempre o mesmo, que a maioria dos estudantes não gostavam de ler ou não associavam essa atividade a algo prazeroso. Consultei relatórios da PISA, ANA, Provinha Brasil, Prova Brasil, que confirmavam esses dados. Então, eu constatei que tinha um problema científico extremamente relevante, justificado em relatórios, estatísticas e depoimentos”, disse Fabrício.
A plataforma já foi testada em grupos de controle, que comparou o rendimento de crianças que utilizaram o zReader e as que não utilizaram. Segundo José, já está comprovado cientificamente que o grupo que usou o zReader obteve uma evolução superior no aprendizado. O fato prova que o aplicativo funciona não só para as crianças que participaram dos testes, mas para a população de onde foram selecionadas. “Com o uso do app, essas crianças estarão mais sensíveis aos incentivos da escola no que diz respeito à leitura e aos benefícios que podem extrair deste hábito”.

Além de testes, foram realizadas também pesquisas com o público-alvo para entender o que eles estavam achando do produto. Cerca de 87% das crianças, de escolas públicas e particulares, alegam que passaram a ler mais historinhas infantis fora do zReader, depois que tiveram contato com o software. “A ideia é melhorar o nível de leitura das crianças já no ciclo de alfabetização para que as próprias crianças e a sociedade possam se beneficiar dos desdobramentos disso. Nas avaliações censitárias do nível de alfabetização das crianças, os resultados indicam que, em média, 60% das crianças que terminam os três anos do ciclo de alfabetização, não conseguiam compreender uma piada ou, pior, localizar uma informação explícita em um texto se a informação estivesse escrita depois da metade dele. Queremos quebrar esse padrão, ou para usar uma expressão da moda, achatar essa curva ao máximo”, declarou.

O projeto está próximo de ser concluído, quando estará disponível para download nos smartphones. “Já fizemos uma experiência com uma versão acadêmica no passado, mas estamos trabalhando numa versão comercial, com alguns livros/jogos de graça e alguns pagos. Também precisamos contratar profissionais para produzir as histórias e animações. Atualmente, temos cerca de 18 contos já prontos, entre narrativas originais e adaptações livres de histórias clássicas infantis, mas queremos expandir esse número. Novas funcionalidades serão testadas cientificamente para que o software possa ser aprimorado cada vez mais de forma segura, sem interferir nos resultados já estabelecidos”, concluiu.

A pesquisa também recebeu apoio de professores e estudantes do Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que foi responsável pelo desenvolvimento e a implantação do aplicativo. Além disso, cerca de 5 escolas, públicas e particulares, contribuíram cedendo seus estudantes para os experimentos científicos da pesquisa, tudo devidamente autorizado pelos pais das crianças.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Pesquisador baiano recupera fósseis de plantas e animais do período Cretáceo na Ilha de Itaparica

Trabalho pode recuperar espécies ainda não descobertas que viveram na região há 130 milhões de anos

O período Cretáceo, que marcou a separação de continentes como África e América do Sul, consagrou o desenvolvimento de espécies e criou novos habitats. Entretanto, muitos mistérios ainda cercam um dos períodos mais transformadores da história da Terra, sendo inclusive responsável pela extinção dos dinossauros. Em busca de investigar como este período ocorreu na realidade local, o pesquisador da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Téo Oliveira, estuda fosseis desta época na Bahia, em específico na Ilha de Itaparica. Segundo ele, o projeto, que começou em 2017, aborda desde a coleta até a descrição de fósseis de 130 milhões de anos atrás, localizados nas rochas da Ilha. O objetivo é conhecer mais sobre os organismos que viveram no este período na região.

Téo conta que a maioria dos exemplares são espécies de peixes, tendo inclusive descoberto algumas espécies possivelmente novas durante a coleta. “Tive a ideia de desenvolver este estudo pois minha especialização no mestrado e no doutorado foi com paleontologia, que consiste no estudo dos fósseis, e seria impensável não fazer pesquisa numa localidade tão importante para esta área do conhecimento quanto a Ilha de Itaparica”, ressaltou. Ele afirma que, embora, os fósseis já tenham sido coletados por outros pesquisadores, estas coletas eram mais esporádicas, enquanto agora ele realiza o trabalho com regularidade, nas visitas aos afloramentos de rocha na Ilha de Itaparica.

Atualmente, os fósseis coletados são estudados para categorização e descrição. O pesquisador afirma que o projeto tem grande impacto no setor acadêmico por abrir espaço para que outros estudiosos do mesmo tema possam ter mais informações acerca do período. “O estudo permite que tenhamos um conhecimento mais completo sobre as faunas e floras que habitavam a região que viríamos a chamar de Ilha de Itaparica em um passado bastante remoto, e assim podemos compreender mais sobre nosso território e sua história”, destacou.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Uefs. Além disso, contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e da Universidade Federal do Sergipe (UFS).

Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Pesquisador baiano faz mapeamento sobre estrutura urbana para pessoas com deficiência

A ideia é que o trabalho sirva para tomadas de decisões no setor público e privado, a fim de melhorar a experiência urbana da população

“Ao melhorarmos a estrutura urbana para pessoas com mobilidade reduzida, não estamos beneficiando somente este público, mas sim toda a população”. É assim que o pesquisador baiano Macello Medeiros, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), caracteriza a importância de um trabalho que desenvolve nos últimos anos através de uma parceria entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA) e a Universidade onde atua. O pesquisador se dedicou a criar uma base de dados que reúne informações sobre acessibilidade em diversos equipamentos urbanos da capital baiana, o que pode auxiliar na tomada de decisões de empresas e na criação de políticas públicas.

Macello defende que ao dar visibilidade aos problemas enfrentados por pessoas com necessidades especiais e ao apontar as melhorias que podem ser feitas para promover a qualidade de vida, toda a população é beneficiada. “A requalificação de uma calçada, melhores sinalizações, passarelas adaptadas para cadeirantes, tudo isso favorece a população inteira, pois dentro da parcela de pessoas com mobilidade reduzida existem gestantes, obesos, idosos, mães com filhos pequenos, e todos eles são contemplados com a melhoria”, ressaltou.

Além disso, ele destaca que a acessibilidade ainda é um assunto que precisa ser defendido. “Pouco se fala sobre esse assunto por se tratar de uma parcela da população que é menor e transita de forma invisível, mas quando você permite a livre circulação, é gerada uma melhoria na relação da população com a cidade, que passa a ocupar cada vez mais praças, praias, parques, etc.”.

A inspiração para desenvolver o projeto surgiu da demanda de ações realizadas pelo grupo de trabalho de acessibilidade, mobilidade e cidadania do CREA, que conta com entidades representantes dos direitos das pessoas com mobilidade reduzida. Ao longo do período em que atuou no Conselho, Macello participou de diversas reuniões, palestras, seminários e eventos em geral que abordavam o assunto. A partir dali, surgiu o interesse para gerar dados sobre diversos equipamentos públicos, como praças, pontos de ônibus, dentre outros, para identificar como eles estão adaptados às pessoas com necessidades especiais. “A estrutura do banco de dados é dividida entre os seguintes pontos: crítico, aceitável e favorável, que é definido de acordo com o grau de adaptação para pessoas com deficiência (PCD)”, explicou. Seu trabalho chegou a ser publicado em um livro internacional chamado Brazilian Mobility, que pode ser adquirido através do portal da Amazon e no site da editora Routledge.

O projeto está concluindo a finalização da primeira versão de plataforma e recentemente foi contemplado no Edital Centelha Bahia, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), que vai conceder R$ 1,5 milhão em recursos para que 27 pesquisadores, no total, possam desenvolver seus projetos inovadores. “O recurso deste edital vai possibilitar que a plataforma funcione e que possa agregar novos equipamentos, como pontos de ônibus, passarelas, semáforos, faixa de pedestres, e, posteriormente, pretendemos expandir também para a análise das calçadas”, disse.

Em relação ao Centelha, o pesquisador reitera a possibilidade de expandir o estudo através do recurso do qual foi contemplado. “O Centelha possibilita mostrar como um projeto de pesquisa pode virar um negócio, algo que é feito no mundo inteiro, mas no Brasil ainda estamos nos primórdios de gerar essa percepção na comunidade acadêmica. Atualmente, estamos em fase de abertura de empresa e com ela pretendemos também mostrar como é possível um trabalho acadêmico virar um negócio que pode beneficiar toda a população, ou seja, um negócio social”, concluiu.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Fapesb lança edital para apoiar a pesquisa no combate ao novo coronavírus (Covid-19)

Fundação vai disponibilizar 220 mil para pesquisadores que tenham projetos de pesquisa relacionados ao tema

Em virtude da disseminação global do novo coronavírus (Covid-19), o Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (26), em caráter emergencial, um edital voltado para impulsionar pesquisas científicas que tenham foco em combater a Covid-19. No total, serão disponibilizados R$ 220,000.00 aos pesquisadores doutores de todas as instituições de ensino superior do Estado que tenham projetos científicos relacionados ao tema.

O novo edital almeja ser um aliado na busca por soluções que possam auxiliar no diagnóstico, na prevenção ou no tratamento da doença pandêmica. A secretária da Secti, Adélia Pinheiro, afirma que em tempos como este a ciência é uma importante aliada da humanidade. “A luta que enfrentamos mostra, mais uma vez, o valor da ciência e da pesquisa, além da importância do financiamento para a área. O governador Rui Costa, com seu olhar atento, tem estimulado a busca de soluções para melhoria de vida da população. Foi assim com o edital que lançamos sobre as doenças que acometem a população negra e agora contra a Covid-19”, disse.

O diretor da Fapesb, Márcio Costa, reitera a relevância do edital baseado em outras ações da Fundação. “Estamos lidando com uma ameaça da qual não há muito conhecimento acerca de questões como contágio, manifestação da doença e cura. Quando a humanidade ainda não alcançou o domínio de um assunto necessário para o bem-estar social, é aí que entram a ciência e a tecnologia, ambas com a capacidade de surgir com soluções científicas que garantam a melhoria na qualidade de vida. A Fapesb já foi precursora no combate a outras doenças como a zyka, que foi descoberta por pesquisadores da Bahia. Tenho certeza que nossos cientistas estão imbuídos na missão de enfrentar também esta nova ameaça”, declarou.

Os interessados podem se inscrever no site da Fapesb, a partir desta terça, e têm até às 17h do dia 2 de abril de 2020 para enviarem suas propostas. O resultado final será divulgado no dia 15 de abril. Para mais informações e também para conferir o edital na íntegra é necessário acessar o link.

Futuros médicos atendem população gratuitamente através do Disque Coronavírus 155

Prestar orientação e esclarecimentos à população, com rapidez e agilidade, durante à pandemia do novo coronavírus. Esse é o objetivo do Disque Coronavírus , serviço lançado, nesta terça-feira (24), pelo Governo do Estado, em parceria com UFBA e Fiocruz Bahia, que faz parte do Plano de Ação de Enfrentamento ao Covid-19. Estudantes do quinto e sexto ano de medicina, supervisionados por médicos, poderão ser contatados, gratuitamente, pelo número 155, de forma a auxiliar a população, evitando a circulação de pessoas que não precisam de atendimento em unidades de saúde, neste primeiro momento.

Médica por formação, a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, que faz parte do grupo de trabalho do Governo da Bahia no enfrentamento ao Covid-19, revela que já são mais de 1200 estudantes voluntariados para esta ação. “Cada grupo de vinte estudantes tem a supervisão de um médico residente ou não residente, todos voluntários, que aderiram por inscrição. No momento, temos, aproximadamente, 1200 estudantes e 70 médicos. Durante os trabalhos de planejamento, contamos com a participação de um conselheiro do Cremeb para acompanhar e opinar sobre as questões atinentes ao exercício profissional”, disse.

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, explica o funcionamento do serviço. “A população liga para o número 155, que foi disponibilizado após solicitação ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Quem ligar para o serviço, é atendido por um estudante de medicina devidamente capacitado, que escuta a demanda e faz a orientação, de acordo com o protocolo oficial adotado pela Sesab e Ministério da Saúde. Ao receber essa ligação, o estudante alimenta uma plataforma e esse dado é utilizado para os registros na área de saúde para auxiliar na gestão e na assistência à saúde”.

O Disque Coronavírus é um serviço gratuito, idealizado pela Fiocruz e UFBA, recebeu apoio do Governo do Estado, através das Secretarias de Saúde (Sesab), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), do Planejamento (Seplan) e da Infraestrutura (Seinfra). Também aderiram à ação as quatro universidades estaduais (Uneb, Uesc, Uefs e Uesb), a Escola Bahiana de Medicina, a FTC Salvador, a Unifacs, a UFRB e a Fesftech, esta última responsável pelo desenvolvimento da plataforma que será alimentada pelos voluntários. Os estudantes das instituições citadas, bem como os médicos supervisores, serão certificados pelo serviço. Aqueles que possuam interesse em se voluntariar, devem procurar as coordenações das respectivas universidades parceiras nesta ação.

A diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves, destacou que este serviço será de grande importância para a população da Bahia e integra um conjunto de ações da instituição, no enfretamento à pandemia do novo coronavírus em todo o Brasil. “ O Disque Coronavírus será um canal relevante e sério de atendimento, representando uma das contribuições que Fiocruz Bahia irá realizar em meio essa crise. Capacitando os estudantes, iremos criar recursos humanos em saúde que auxiliem o sistema no tratamento contra essa nova doença, o que reduz a sobrecarga às unidades básicas de saúde”, avalia.

A pesquisadora da Fiocruz Bahia e integrante da equipe de formulação da proposta, Dra. Viviane Boaventura, explica que os estudantes “receberão um treinamento por videoaula e, antes de iniciar as atividades, responderão a um pequeno teste objetivo para avaliar a compreensão das instruções de triagem. A partir desse treinamento ,estarão aptos a iniciar as atividades. Todo o processo, desde o treinamento até o atendimento, será feito remotamente de forma a garantir a segurança física dos estudantes”, declarou sobre a capacitação que será em conjunto com especialistas da Fiocruz Bahia e da UFBA.

A pesquisadora ressalta ainda que o canal é uma forma de impedir a circulação de pessoas contaminadas pelo SARS-CoV-2. “A ideia é evitar que pessoas com sintomas leves circulem pela cidade e, portanto, que acabe aumentando a disseminação do vírus na população”, explicou Dra. Viviane.

Estudante baiana utiliza plantas para criar produto capaz de controlar carrapatos

Trabalho foi apresentado na Exporecerca, evento científico internacional na Espanha

Em épocas quando a produção de alimentos pode sofrer com a baixa de produtividade, soluções inovadoras são sempre bem-vindas para superar essas adversidades, como é o caso de uma estudante baiana que descobriu uma maneira eficaz e sustentável de reduzir a reprodução de carrapatos em bovinos. A novidade vem do município de Catu, onde a estudante do curso Técnico em Alimentos, do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), Luiza Souza, desenvolve o trabalho com o objetivo de reduzir os impactos econômicos gerados por este parasita, ao mesmo tempo que promove a sustentabilidade, visto que o novo “carrapaticida” é natural e feito à base de duas plantas, o neem (Azadirachta indica) e a arruda (Ruta Graveolens).

Luiza explica que, a princípio, o foco é combater a espécie conhecida como Rhipicephalus Boophilus Microplus, pois, segundo ela, este tipo se adaptou muito bem ao clima dos países tropicais, como o Brasil, onde calor e a umidade favorecem sua proliferação. “Nosso país é um grande investidor da bovinocultura, bem como produtor de carne e leite. Dentro desse contexto, é importante lutar contra a proliferação deste carrapato que pode impactar diretamente na produção de leite e carne. Além disso, pode influenciar também na qualidade dos produtos derivados e na indústria calçadista, que utiliza o coro dos bovinos para a fabricação de calçados”, destacou.

Foi ao longo de sua vida no interior baiano que Luiza teve a inspiração para criar o projeto, através de um credo popular passado para ela por sua avó que aconselhou a planta arruda para curar a dor de ouvido de uma amiga. “Comecei a pesquisar sobre a planta e tive vontade de criar um projeto de pesquisa na área da saúde. Só que eu estudo em uma escola agrotécnica que tem muitos animais e foi pesquisando que descobrimos que poderíamos utilizar os extratos não só da arruda, mas também do neem, para o controle dos carrapatos nos bois e vacas, porque fazíamos práticas de produção de derivados de leite e carne”, contou.

O trabalho desenvolvido atua também na redução de impactos ambientais, causados por fármacos sintéticos de origem química. “O principal diferencial do nosso produto é que ele é natural, do qual as plantas utilizadas na fabricação podem ser encontradas com facilidade na flora brasileira. Utilizar produtos como este ajuda a reduzir impactos ambientais, econômicos e sociais, porque a sociedade contemporânea tem cada vez mais a preocupação em consumir alimentos livres de contaminantes”, disse.

O projeto está em fase de testes que já comprovaram 95% de eficiência para o controle desses aracnídeos. “Fizemos testes em laboratório com os carrapatos, agora o próximo passo é fazer o teste em animal vivo, para observamos a ação dos extratos nos carrapatos nos bovinos. Estamos testando concentrações diferentes, com a perspectiva de destinar esses testes aos carrapatos de pets, como, por exemplo, cachorros e gatos.

O trabalho contou com o apoio do professor e orientador Saulo Capim, além da professora Morgana Borges e a estudante Ewellin Serafim. “Também tivemos apoio do Conselho Regional dos Técnicos Industriais da Bahia (CRT-BA) para participar da Exporecerca, evento científico em Barcelona, na Espanha, no final de fevereiro, quando pudemos apresentar nosso trabalho e reiterar sua importância”, concluiu.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Cientistas baianos criam armadilha elétrica sustentável para combater mosquitos

Protótipo busca ser uma solução para diminuir as doenças transmitidas pelos mosquitos que causam milhões de mortes no mundo

O mosquito é considerado um dos animais mais perigosos do mundo, por ser o vetor de doenças como malária e febre amarela, que matam centenas de pessoas ao redor do planeta, além de dengue, zika e chikungunya, que segundo o Ministério da Saúde, tiveram aumento de 128% nas primeiras semanas de 2020. Em busca de diminuir a quantidade desses insetos e dar mais conforto e saúde à população, uma equipe de cientistas baianos trabalham com uma solução tecnológica: uma armadilha elétrica sustentável. A novidade é que o protótipo, feito em impressão 3D com composição plástica biodegradável, funciona através de um sistema solar, que reduz o uso de energia elétrica e pode ser utilizado em qualquer lugar atingido com a infestação de mosquitos.

“Nossa armadilha apresenta um design inédito, ao mesmo tempo decorativo e eficaz. Com amplitude de atração de 360 graus, tanto na vertical e horizontal, além de um duplo mecanismo de atração, um sonoro e outro por iluminação pulsada, os mosquitos ficam presos ao entrar e lá dentro desidratam e morrem”, explicou um dos responsáveis pela invenção, Arthur Ribeiro, estudante de engenharia elétrica do Instituto Federal da Bahia (Ifba), da cidade de Paulo Afonso. Ele se uniu a outros estudantes, Ana Clara, Thaís Caires e Fábio Filho, orientados pelo professor Weber Miranda, e tiveram a inspiração para criar o projeto durante um programa de fomento do Instituto. “Nosso orientador mostrou um protótipo da ideia e formamos uma equipe para desenvolvê-la. Fomos aprovados no Edital do Hotel de Projetos e estamos nessa pesquisa desde então”, disse o estudante.

As três principais estratégias de combate aos mosquitos, atualmente, são os inseticidas, repelentes e as armadilhas. “Queremos combater as doenças que são transmitidas através dos insetos sem agredir o meio ambiente ou a saúde das pessoas, sem necessidade de produtos químicos. Soluções como inseticidas podem causar efeitos como náuseas, dores de cabeça e alergias, então a armadilha sustentável pode ser a melhor solução para atender a diversas populações”, destacou.

Arthur reitera a relevância do trabalho ao levantar questões importantes acerca dos mosquitos. “Suas picadas resultam indiretamente em cerca de um milhão de mortes no mundo, por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Nosso produto pode diminuir a quantidade de picadas e reduzir o número de doenças causadas por elas”, ressaltou. Recentemente, o grupo de pesquisadores foi contemplado através do edital Centelha Bahia, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que vai conceder R$1,6 milhão para que pesquisadoras possam desenvolver seus projetos. A armadilha sustentável está com modelos prontos e em fase de testes, a fim de analisar e melhorar sua eficácia.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Pesquisador do Recôncavo desenvolve alimentos funcionais para combater a desnutrição

O grão Kefir, que é pouco conhecido no Brasil e está entre os principais alimentos utilizados na pesquisa, possui diversos benefícios para a saúde e pode ser uma alternativa para combater taxas de fome

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou no ano passado que mais de 5 milhões de pessoas estão desnutridas e passam fome no Brasil. Na luta contra a fome, o pesquisador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Ferlando Santos, junto ao seu grupo de pesquisa, desenvolve diversos tipos de alimentos nutricionais, entre eles, o kefir, grão nutritivo pouco conhecido no país, que é fornecido gratuitamente a quem tiver interesse, juntamente com uma cartilha que demonstra como preparar receitas com a matéria-prima e seus benefícios.

Além de Ferlando, o pesquisador Edílson Pires e os estudantes Fernanda Mota, Iago Rios, Luma Fernanda Alves e Vanderleia Bomfim já possuem 12 produtos com pedido de patente em tramitação no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As pesquisas do kefir visam também popularizar o alimento na região, que é rico em probióticos e favorece o equilíbrio da flora intestinal. Os grãos dão origem a um leite fermentado que, na antiguidade, ficou conhecido como a “bebida do profeta”. Sua origem teve início nas montanhas do Cáucaso, localizadas na parte oriental da Ásia Central. Apesar de já ser popular na Europa, o alimento vem conquistando espaço no país aos poucos, devido ao valor nutritivo com substâncias que atuam principalmente no sistema digestivo.

De acordo com Ferlando, que também é membro da Academia de Ciências da Bahia (ACB), esses nutrientes podem ser encontrados em mercados, nos produtos industrializados, mas que costumam ter preços elevados que nem sempre são acessíveis à população. “Ao fornecer gratuitamente o grão, junto a uma cartilha com instruções de como utilizá-lo, possibilitamos acrescentar este produto funcional na alimentação diária da população brasileira, sobretudo nas famílias de baixa renda”, afirmou. O grupo desenvolve também um projeto de extensão em bairros do município de Santo Antônio de Jesus para ensinar preparo de alimentos com o kefir para as comunidades pobres da região. No futuro, eles esperam atender 12 mil pessoas.

Recentemente, no dia 11 de fevereiro, um dos trabalhos conseguiu a primeira patente, através da criação de uma barra de cereal com gérmen de soja e cobertura de alfarroba. A conquista rendeu à Instituição a sua primeira Carta Patente e consagra a relevância dessas pesquisas que já são desenvolvidas há cerca de oito anos. “O reconhecimento nos impulsiona a continuar buscando promover a ciência em prol de melhorias na sociedade e no avanço da qualidade de vida da população”, concluiu Ferlando.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br

Fapesb adere chamada para doutorandos realizarem trabalhos na Alemanha

Oportunidade para os baianos surgiu após a Fapesb aderir à chamada da Confap

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), disponibilizou, no dia 2 de março, a chamada para que estudantes brasileiros de doutorado possam desenvolver seus projetos na Alemanha. Estão aptos a participar, os doutorandos que são bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), entre elas, da Bahia, a Fapesb. Para a primeira chamada, os interessados podem se inscrever até o dia 2 de abril, através do site https://www.daad.org.br/pt/.

A iniciativa busca viabilizar a permanência dos estudantes por dois a seis meses (sem interrupção da vigência da bolsa da agência brasileira). Os discentes podem escolher entre universidades, institutos de pesquisa, laboratórios ou bibliotecas para realizar pesquisas específicas, relevantes para o desenvolvimento da tese de doutorado.

Os aprovados na primeira chamada realizarão seus trabalhos na Alemanha entre 1º de setembro de 2020 e 30 de abril de 2021.  Além disso, uma outra chamada será aberta no dia 15 de outubro e ficará disponível até 15 de novembro de 2020. Para esta segunda etapa, as estadias serão no período entre 1º de maio de 2021 e 31 de janeiro de 2022. Para mais informações ou para tirar dúvidas, o participante deve acessar o portal online do DAAD ou entrar em contato através do telefone (21) 2553-3296 e endereço de e-mail auxilio@daad.org.br.