Pesquisas na área de metrologia contarão com apoio de R$ 11 milhões

Com o intuito de apoiar projetos de pesquisa voltados para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, o governo federal anunciou investimentos da ordem de R$ 11 milhões na área de metrologia.

Com o intuito de apoiar projetos de pesquisa voltados para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, o governo federal anunciou investimentos da ordem de R$ 11 milhões na área de metrologia. O aporte será via o edital 08/2012, lançado pelo CNPq em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A submissão das propostas pode ser feita até o dia 2 de agosto.

As propostas serão desenvolvidas em consonância com o Programa de Capacitação Científica e Tecnológica para a Metrologia (Prometro), por meio da formação e capacitação de recursos humanos, atraindo pessoal técnico-científico altamente qualificado para atuar na execução destes projetos junto aos laboratórios do Inmetro.

Serão apoiadas, preferencialmente, pesquisas nas áreas de química, ciências forenses, materiais, mecânica, óptica, equipamentos médicos, biologia estrutural, bioinformática, entre outras. As propostas aprovadas contarão com recursos para cobrir despesas de capital, custeio e bolsas. O prazo de execução é de 36 meses.

Pode concorrer pesquisador com título de doutor e que não tenha vínculo celetista ou estatutário. A equipe técnica poderá ser constituída por pesquisadores, alunos e técnicos. Outros profissionais poderão integrar a equipe na qualidade de colaboradores.

O Inmetro é uma instituição associada à ABIPTI.

O edital pode ser lido na íntegra neste link.

Fonte: Agência Gestão CT&I

Com apoio da FAPESB e MCTI, PCST acontecerá pela primeira vez na América Latina, em Salvador

Pela primeira vez, a América Latina sediará o PCST – International Public Communication of Science and Technology Conference, que acontecerá em 2014 e terá como tema geral a “Comunicação da Ciência para Inclusão Social e Engajamento Político”.

Pela primeira vez, a América Latina sediará o PCST – International Public Communication of Science and Technology Conference, que acontecerá em 2014 e terá como tema geral a “Comunicação da Ciência para Inclusão Social e Engajamento Político”. O evento acontecerá no Brasil, em Salvador-BA, de 19 a 22 de maio e será a continuação de uma série bem sucedida de encontros que vêm ocorrendo desde 1989, tendo passado por França, Espanha, Canadá, Coreia, Índia, África do Sul, Austrália, Alemanha, Suíça, Espanha e Dinamarca. “Acho que o mais animador do PCST é o networking, pois a cada dois anos encontramos pessoas de diferentes partes do mundo, com diferentes desafios, experiências e visões da comunicação da ciência”, diz Luisa Massarani, uma das organizadoras do evento.

O evento é apoiado por importantes instituições brasileiras como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência.

O PCST é considerado o mais importante congresso internacional de comunicação da ciência e tecnologia e possui uma enorme rede da qual fazem parte pessoas ao redor do mundo, relacionadas à comunicação da ciência. Jornalistas científicos, funcionários de museus da ciência e centros de ciência, diretores de teatro científico, pesquisadores acadêmicos, cientistas e demais interessados nestes assuntos trocam experiências nesta rede.

Luisa Massarani, Diretora do Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Germana Barata, pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) são as representantes das instituições organizadoras do PCST-Brasil 2014. Segundo Luisa, a ideia é mostrar que tem muitas coisas acontecendo na América Latina e que o Brasil, especialmente, está passando por um momento muito bom para a comunicação da ciência. Além disso, Luisa explicou a importância de colocar inclusão social no tema: “Estamos falando sobre um mundo em desenvolvimento e falar sobre inclusão social é muito importante. No caso do Brasil, estamos crescendo muito em aspectos econômicos, mas temos um monte de desafios importantes em termos de inclusão social”, disse.

Segundo a organizadora, embora o Brasil tenha muitos problemas econômicos e sociais, os brasileiros são otimistas: “Nós percebemos que, em termos de jornalismo científico, estamos vivendo um momento muito bom. Existe toda uma geração jovem que tem sido atraída pelo jornalismo científico”, diz. “Apesar de os jornais brasileiros não possuírem necessariamente um espaço para seção de ciência, a ciência no Brasil tem feito parte das discussões na TV”.

Em relação a Salvador, Luisa diz que a intenção não é convidar as pessoas para fazerem turismo e sim mostrar a elas a riqueza da cultura latino-americana e a diversidade social e cultural da Bahia. “Estamos indo a um local que tem uma grande riqueza cultural, um lugar bem brasileiro, mas com uma forte conexão com a África, onde a música e a comida são fantásticas. Tudo isso contribui para enriquecer a comunicação da ciência”. Para ela, a diversidade biológica também é um assunto muito importante, não apenas pela beleza na fauna e da flora, mas para que se possa compreender e trabalhar no desenvolvimento da sustentabilidade.

O PCST tem como objetivos fomentar a comunicação pública da ciência e tecnologia; incentivar a discussão de práticas, métodos, questões éticas, políticas, estruturas conceituais, preocupações econômicas e sociais e outras questões relacionadas ao evento; vincular praticantes, pesquisadores e comunidades científicas envolvidos com PCST; unir diferentes culturas e países do mundo; e promover reuniões, interações e colaborações. Como grande parte das discussões se dá através de meio eletrônico, foi criada a PCST-L, uma lista de mailing eletrônico para que os interessados na comunicação e popularização da ciência e tecnologia possam trocar materiais, conhecimentos e experiências sobre o tema.

Em 2012, a 12ª edição do evento aconteceu em Florença, na Itália, no mês de abril.

Fonte: ascom/fapesb

Fiquem atentos aos Editais da Fapesb que estão com inscrições abertas

Confira os Editais FAPESB que estão com inscrições abertas no momento.
Edital 003/2012 – Auxílio-tese e auxílio-dissertação: visa apoiar mestrandos e doutorandos, preferencialmente bolsistas FAPESB, na finalização de seus trabalhos de dissertação ou tese, de modo a contribuir para a qualidade formal dos mesmos. Inscrições até 31/10/2012.
Edital 021/2012 – Apoio à Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo: visa apoiar aquisição de passagens aéreas para a participação de membros da comunidade científico-tecnológica, empresarial e do terceiro setor, vinculados às instituições sediadas no Estado da Bahia, em eventos com foco em inovação e/ou empreendedorismo, exclusivamente para apresentação/exposição de trabalho(s), produto(s), processo(s) ou serviço(s) de sua autoria, nas diversas áreas do conhecimento. O apoio será para eventos realizados em território nacional ou no exterior, no período de julho de 2012 a junho de 2013. Inscrições até 28/09/2012 ou 31/01/2013 dependendo da data do evento.

Edital 023/2012 – Concurso Ideias Inovadoras: visa disseminar a cultura do empreendedorismo no Estado; incentivar o desenvolvimento de ideias inovadoras; promover a participação da comunidade acadêmica, pesquisadores e inventores independentes em ações de empreendedorismo; e reconhecer, premiar e divulgar as ideias inovadoras. Inscrições até 15/09/2012.

Edital 024/2012 – Apoio Financeiro a Projetos de Pesquisa/Programa Ciências Sem Fronteiras: tem como objetivo apoiar financeiramente projetos de pesquisa que visem, por meio do intercâmbio, da mobilidade internacional e da cooperação científica e tecnológica, promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade do País com enfoque nas áreas prioritárias do Programa Ciência sem Fronteiras. Inscrições até 01/12/2012.
Edital 027/2012 – Bolsas de Pesquisador Visitante: visa apoiar o desenvolvimento da pesquisa científica e/ou tecnológica no Estado da Bahia, através do fortalecimento dos cursos de pós-graduação stricto sensu com a presença, nas instituições baianas, de pesquisadores renomados e com grande experiência acadêmica, científica/tecnológica e ou cultural, por meio da concessão de até 07 (sete) bolsas na modalidade de Pesquisador Visitante. Inscrições até 30/08/12.

Edital 026/2011 – Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Apoio à Pesquisa e à Inovação no Parque Tecnológico da Bahia – (Bolsas ProPARQ): o objetivo é a atração e fixação de recursos humanos qualificados e com experiência profissional em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para a execução de Projetos no Parque Tecnológico da Bahia. Solicitação de bolsas até 30/11/2012.

Edital 008/2011 – Modalidade Subvenção Econômica – PAPPE

INTEGRAÇÃO: visa financiar projetos de inovação tecnológica de produtos, processos e/ou serviços, oriundos de sociedades empresariais com fins lucrativos sediadas no Estado da Bahia desde que classificadas como microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito do Contrato03.10.0322.00 firmado entre a FAPESB e a FINEP. Inscrições até 03/08/2012.
Clique aqui para ler os editais completos.

Giro na Ciência – Luva converte linguagem de sinais em voz

São Paulo – Durante a competição de inovação Imagine Cup promovida pela Microsoft, uma equipe de programadores ucranianos foi premiada por desenvolver luvas que permitem converter a linguagem de sinais em voz.

São Paulo – Durante a competição de inovação Imagine Cup promovida pela Microsoft, uma equipe de programadores ucranianos foi premiada por desenvolver luvas que permitem converter a linguagem de sinais em voz.
O projeto, batizado de EnableTalk, permite que deficientes auditivos possam se comunicar por meio da linguagem de sinais traduzida para voz automaticamente.

As luvas são equipadas com sensores flexíveis, sensores sensíveis ao toque, giroscópios e acelerômetros capazes de captar todos os movimentos de quem as usa. Também há células solares integradas para melhorar a vida útil da bateria.

O software associado ao EnableTalk cria textos a partir dos sinais e então os utiliza para pronunciar as palavras em voz alta. O sistema é completamente conectado a um aplicativo por meio de Bluetooth.
Segundo os inventores, as luvas utilizam materiais que ao todo custam quase 80 dólares.

Fonte: exame.com

FAPESB apoia 52º Congresso Brasileiro de Olericultura, de 16 a 20 de julho

De 16 a 20 de julho, o Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, sediará o 52º Congresso Brasileiro de Olericultura.

De 16 a 20 de julho, o Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, sediará o 52º Congresso Brasileiro de Olericultura. Realizado desde 1961, o Congresso tem como objetivo congregar os profissionais do ensino, pesquisa, assistência técnica, extensão rural e agroindústria, além de produtores rurais, estudantes e instituições/empresas que têm a olericultura, a agroecologia e as plantas medicinais, aromáticas e condimentares como interesse comum.

O 52º Congresso Brasileiro de Olericultura promoverá Mesas-Redondas, Palestras, Reunião de Grupos de Trabalho e de Grupos Setoriais, Apresentação de Trabalhos Científicos e Minicursos. O tema escolhido para este ano foi “Agroindustrialização de hortaliças: geração de emprego e renda no campo” que buscará debater a importância da produção de hortaliças no Brasil, de extrema importância para a subsistência das populações mais carentes. Terão destaque, também, debates sobre hortaliças “nobres” e o cultivo de hortaliças em sistemas orgânicos, o controle biológico, o manuseio pós-colheita, assim como as plantas medicinais, a inclusão social e a preservação ambiental.

Para maiores informações, acesse:

http://www.abhorticultura.com.br/eventosx/Default.aspx
52º Congresso Brasileiro de Olericultura
Data: de 16 a 20 de julho
Horário: a partir das 8h30
Local: Centro de Convenções da Bahia

Com apoio da Fapesb, pesquisador da UFRB encontra solução para podridão vermelha do sisal

A cultura do sisal é uma das poucas adaptadas às condições semiáridas do nordeste brasileiro.

A cultura do sisal é uma das poucas adaptadas às condições semiáridas do nordeste brasileiro. No Estado da Bahia são produzidos 94% do sisal nacional, gerando anualmente cerca de 101 milhões de dólares em divisas para o país. O sisal tem uma grande importância social, pois possibilita que as famílias mais carentes do Brasil permaneçam no campo. Somente no Estado da Bahia, cerca de 700 mil trabalhadores dependem desta atividade.

Apesar do sisal ser considerado uma planta rústica e pouco suscetível ao ataque de doenças e pragas, na Bahia tem sido constatado um aumento significativo na incidência da podridão vermelha do pseudocaule do sisal, que leva a planta à morte, resultando em perdas consideráveis para os produtores. O agente causal da doença é o fungo Aspergillus niger, identificado com base em características morfológicas.

Coordenada pelo professor Jorge Teodoro de Souza da UFRB, a equipe formada por pesquisadores da UFRB, da EBDA e da Embrapa Mandioca Fruticultura, através do Edital de Apoio a Pesquisas para o Semiárido da FAPESB, realizou estudos para obter informações sobre a doença. O grupo constatou que o fungo da podridão vermelha é o mais disseminado e com as maiores densidades populacionais nas plantações. Além disso, o Aspergillus niger sobrevive no resíduo do sisal, utilizado para adubação das plantações. Os pesquisadores descobriram que o fungo só sobrevive bem no resíduo fresco. Por isso, recomendam que seja feita a fermentação do resíduo, para matar o fungo, antes de aplicá-lo como fertilizante.

Os pesquisadores encontraram outra alternativa de controle do Aspergillus Níger: a aplicação de bactérias antagonistas nas plantas para que elas possam combater o causador da podridão vermelha. Esta bactéria é encontrada no próprio sisal. “Isolamos e crescemos a bactéria fora da planta e a colocamos em mudas antes de plantá-las”, explica Souza. A bactéria é implantada em mudas para que elas permaneçam sadias durante seu crescimento: “Para isso, precisamos fazer uma formulação, pois se colocarmos apenas a bactéria na planta, ela morrerá”. As bactérias são produzidas em laboratório na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cruz das Almas.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a UFRB, está financiando um projeto de instalação da primeira biofábrica de sisal do Brasil, que funcionará em Cruz das Almas. Além de mudas melhoradas para a região sisaleira, a Biofábrica produzirá espécies que servirão para produção de bioetanol, bebidas destiladas e produtos farmacêuticos. “Juntando este projeto da SECTI com o projeto desenvolvido com o apoio da FAPESB, conseguiremos evitar a podridão vermelha no sisal”, diz Souza, que recebeu da FAPESB cerca de R$ 100 mil para o desenvolvimento das pesquisas.

Fonte: ascom/fapesb

Londres – Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que protege contra o Mal de Alzheimer e o comprometimento cognitivo causado pelo envelhecimento, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica britânica “Nature”.

Londres – Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que protege contra o Mal de Alzheimer e o comprometimento cognitivo causado pelo envelhecimento, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica britânica “Nature”.

Uma equipe do centro “deCODE Genetics” de Reykjavik (Islândia), liderado por Kari Stefansson, estudou o genoma completo de 1.795 islandeses e descobriu uma mutação no gene APP, que reduziria em até 40% a formação da proteína amiloide em idosos saudáveis.

Esta proteína é uma substância insolúvel que se acumula no cérebro dos pacientes formando placas e que é responsável pela aparição do Alzheimer, uma doença sofrida por um quarto dos maiores de 90 anos.
“Pelo que sabemos até agora, (esta mutação) representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere uma proteção forte contra o Mal de Alzheimer”, afirma Stefansson em seu artigo.

Esta mesma mutação frearia a deterioração cognitiva dos idosos sem Alzheimer, por isso os pesquisadores acreditam que os dois transtornos compartilham os mesmos ou similares mecanismos.

O estudo mostrou que a função cognitiva dos idosos de 80 a 100 anos portadores dessa mutação funcionava muito melhor que a daqueles que não a tinham.

Stefansson considera que o Alzheimer poderia representar o caso mais extremo de deterioração da função cognitiva relacionado à idade.
Até o momento, os cientistas descobriram 30 mutações no gene APP, 25 das quais se consideram causadoras da doença em idades avançadas, mas esta é a primeira vez que se detecta uma mutação relacionada com a aparição do Alzheimer em idosos.

Mais de 5% dos maiores de 60 anos sofrem de algum tipo de demência e, em dois terços dos casos, se trata de Alzheimer.

Fonte: exame.com

Empresas terão R$ 1,5 bilhão para projetos de inovação

Está previsto para agosto o lançamento de uma nova linha de crédito da Finep para a concessão de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão para as empresas.

Está previsto para agosto o lançamento de uma nova linha de crédito da Finep para a concessão de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão para as empresas. A ideia é apoiar projetos nas áreas de eficiência energética, mobilidade urbana, reciclagem de resíduos, biocombustíveis, veículos elétricos ou híbridos, entre outros.

A meta da instituição é contemplar 300 empresas de todo país, com crédito em condições especiais. Para se ter uma ideia, a modalidade terá três anos de carência e mais dez anos para o pagamento do principal, a juros de 3,5% a 5% ao ano. Até 90% do projeto poderá ser financiado pela Finep.
“Quanto mais tecnologia e avanços em inovação a empresa apresentar, menores serão os juros e maior será a parcela do projeto que vamos financiar”, destacou o presidente da agência, Glauco Arbix.

Para obter os recursos, as empresas vão apresentar uma consulta prévia à Finep, após a chamada pública, prevista para ser lançada em agosto. Os técnicos da instituição vão, então, realizar um levantamento dos projetos com base na intensidade tecnológica requerida.

Além desse montante, a financiadora disponibilizará, ainda, outros R$ 500 milhões em subvenção econômica, que serão direcionados aos institutos federais e universidades que vão apoiar as companhias na implementação de seus projetos.

Fonte: Agência Gestão CT&I (Com informações do Jornal da Ciência)

FAPESB lança Edital de Bolsas de Pesquisador Visitante

A FAPESB lançou na tarde de hoje, 09/07, o edital 027/2012 – Bolsas na modalidade de Pesquisador Visitante (PV).

A FAPESB lançou na tarde de hoje, 09/07, o edital 027/2012 – Bolsas na modalidade de Pesquisador Visitante (PV). O objetivo é apoiar o desenvolvimento da pesquisa científica e/ou tecnológica no Estado da Bahia, através do fortalecimento dos cursos de pós-graduação stricto sensu com a presença, nas instituições baianas, de pesquisadores renomados e com grande experiência acadêmica, científica/ tecnológica e/ou cultural, por meio da concessão de até sete bolsas na modalidade de Pesquisador Visitante.

Para este edital, pesquisadores doutores ou livre docentes vinculados a instituições de ensino superior ou centros de pesquisa científica e tecnológica poderão apresentar propostas de obtenção de bolsa, seguindo os requisitos descritos no Edital. Dentre os requisitos, o proponente poderá ser de instituição brasileira ou estrangeira e deverá ter produção científica ou tecnológica destacada na área do projeto nos últimos cinco anos. Sendo brasileiro, o pesquisador deverá fazer parte de grupo de pesquisa cadastrado no CNPq e não poderá ser beneficiado por qualquer outra bolsa durante a vigência da bolsa da FAPESB.

Para este edital, foram alocados recursos financeiros não reembolsáveis no valor total de R$ 756 mil reais, sendo R$ 6 mil para cada bolsa, distribuídos pelos anos de 2012, 2013 e 2014. Para maiores informações, confira o Edital no portal da FAPESB.

Fonte: ascom/fapesb

Giro na Ciência – A importância do incentivo ao raciocínio lógico e à investigação científica

São Paulo – Os estudantes acima levaram um ano para transformar uma montanha de blocos, fios e engrenagens em Hipérion, um robô de 22 centímetros que consegue discernir e agarrar objetos trazendo-os disciplinadamente de volta à base de onde partiu.

São Paulo – Os estudantes acima levaram um ano para transformar uma montanha de blocos, fios e engrenagens em Hipérion, um robô de 22 centímetros que consegue discernir e agarrar objetos trazendo-os disciplinadamente de volta à base de onde partiu. São pequenos detalhes, invisíveis à maioria, que fazem desse um espécime, digamos, de alta estirpe no mundo da robótica.

Hipérion (nome de uma das luas de Saturno) percorre uma linha reta sem vacilar, detecta seu alvo de forma certeira, demonstra firmeza nas mãos mecânicas. Por esses atributos, a turma que o criou conseguiu levá-lo para a recém-encerrada olimpíada internacional de robótica, a RoboCupJunior, disputada na Cidade do México por quarenta países e 4000 alunos.

O exemplar brasileiro acabou não indo à etapa final pelo tempo que gastou para concluir o circuito da prova, vencida pelos chineses, mas chamou atenção por seus dotes. “A poucos dias da competição, já não conseguíamos mais deixar o laboratório nem para comer, em busca de mais e mais precisão nos movimentos de nosso robô”, conta Renato Ferreira, 17 anos, do Colégio Objetivo.

Ele não tem dúvida: vai prestar vestibular para engenharia da computação, opção da maioria desses meninos e meninas vidrados em robótica, que passou a ser ensinada em escolas públicas e particulares de todo o país. A maior parte das que estão no topo do ranking do Enem tem o curso, em geral como aula extra, e as que ainda não têm planejam organizar um.
Estudantes americanos e asiáticos já tomam contato com os princípios da robótica na sala de aula desde os anos 80. Divertem-se enquanto vão absorvendo os conceitos de matemática e física. É mais produtivo a partir dos 10 anos, quando as crianças já leem e escrevem e, assim, conseguem iniciar-se no terreno da programação de sistemas. São elas que definem os movimentos dos robôs aos quais dão vida num teclado de computador com símbolos bem simples.

Essas informações são guardadas em uma placa que fica junto às estruturas feitas com os pequenos blocos colocados de pé pelos próprios alunos. Com o tempo, os robôs ganham tamanho e complexidade, levantando questões teóricas cuja solução exige, por exemplo, noções de ótica: como chegar à melhor posição possível para que o sensor capte a maior quantidade de luz e faça o robô deslizar?

Os alunos também se debruçam sobre desafios da cinemática, como encontrar o modelo ideal de pneu para vencer os atritos de diferentes superfícies. Sem que percebam, os estudantes se familiarizam com a base do método científico, criando hipóteses diante dos problemas que vão surgindo e testando-as. “Eles descobrem a verdadeira utilidade dos cálculos que veem na lousa e entendem melhor a origem e a consequência de seus erros”, observa o doutor em engenharia mecânica João Vilhete, coordenador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Unicamp.

O primeiro a sair em defesa do uso da programação de sistemas como ferramenta na educação de crianças e jovens foi o doutor em matemática Seymour Papert. Ele fez do Media Lab, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, referência na área. Na década de 70, Papert era tão fascinado pela ideia de usar o computador em prol do ensino que foi ao extremo no que pregava: dizia que, ao programarem a máquina de acordo com o seu ritmo e curiosidade, os alunos poderiam aprender por si mesmos em um infindável processo do qual o professor seria um mero coadjuvante. Sua teoria não vingou pelo radicalismo, mas dela originou-se toda a pesquisa mais séria sobre tecnologia aplicada à sala de aula, incluindo aí os estudos sobre robótica.

A experiência deixa claro em que cenários a lição surte mais efeito. “Já sabemos que as aulas de robótica dão mais resultado naqueles casos em que se integram ao currículo tradicional da física e da matemática. Do contrário, não produzem grandes efeitos”, explica a VEJA o cientista da computação David Cavallo, discípulo de Seymour Papert, hoje à frente do laboratório no MIT.

O incentivo ao raciocínio lógico e à investigação científica desde muito cedo é certamente bem-vindo ao Brasil, país onde tão poucos ainda se formam na área de exatas — caso de apenas 10% dos graduados. Para se ter uma ideia da dimensão do nó brasileiro, o contingente dos que enveredam por esse campo do conhecimento na Coreia do Sul, por exemplo, chega a ser o triplo. Contar com gente tão aficionada de números e bytes como o trio de estudantes que ilustra estas páginas, portanto, é mais do que necessário. Mascote da turma, Bruna Fusco, 14 anos, há quatro foi atraída pelos encantos da robótica, que virou uma diversão imbatível.

Ela acaba de voltar da RoboCup com o ânimo renovado para internar-se mais uma vez no laboratório de sua escola e tentar criar outros exemplares como o Hipérion. No México, onde competiu ao lado dos melhores do mundo, aproveitou as horas de folga para circular pelos estandes das equipes profissionais. Espantou-se com a evolução dos robôs que já são capazes de captar várias informações ao mesmo tempo sobre o ambiente em que estão e tomar decisões inteligentes com base nelas. Diz a menina, para quem a ciência parece um caminho quase que natural: “Eu me senti em casa nessa Disneylândia da robótica”.

Fonte: exame.com