Tecnologia leva o ensino médio a mais de 12 mil estudantes do interior da BA

A partir desta segunda-feira (14), mais de 12 mil estudantes estão de volta às salas de aula por meio do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emit).

A partir desta segunda-feira (14), mais de 12 mil estudantes estão de volta às salas de aula por meio do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emit).

O programa empreendido pela Secretaria Estadual da Educação (SEC) consiste na transmissão ao vivo dos conteúdos escolares a 362 localidades, distribuídas em 133 municípios do interior baiano.

O objetivo principal da iniciativa é proporcionar uma alternativa pedagógica a jovens e adultos que moram e trabalham em locais distantes ou de difícil acesso, normalmente da zona rural. “Com a intermediação tecnológica, os alunos ficam mais próximos de tudo que é contemporâneo, de forma simples e rápida. Todas as novidades referentes a cultura, formação e cidadania chegam a eles, o que leva à inclusão social”, disse a coordenadora-geral do Emit, Letícia Machado.

Ela explicou que este é o primeiro ano de aplicação do programa nesses moldes. “Tínhamos o EmC@mpo, voltado exclusivamente para a zona rural. Agora, incluímos o terceiro ano do ensino médio, para moradores da zona urbana, e ampliamos o projeto de aprendizagem, voltado para que todos os alunos sejam capacitados a dar seguimento nos estudos com vista às faculdades de ensino a distância”.

Apesar de abranger moradores da área urbana, Letícia destacou que a maioria dos estudantes matriculados é da zona rural, o que leva ao desafio constante de equiparar o acesso ao ensino em diferentes regiões do estado. “Assim, pretendemos fazer dele um programa de referência nacional, porque, nos mesmos moldes, existe apenas um no país, na Amazônia”.

Para isso, uma equipe especializada de técnicos e um quadro qualificado de 35 professores concursados trabalham diariamente em estúdios instalados no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador. O ano letivo é semelhante ao do ensino médio presencial, com 200 dias. A diferença é a quantidade de aulas diárias. São três disciplinas, com horários mais extensos, para facilitar a organização de professores e a aplicação de atividades.

Interatividade
Como desafio principal, os professores enfrentam novos métodos de ensino e avaliação mais dinâmicos, para potencializar o principal diferencial do programa: a interatividade. A transmissão em tempo real permite um diálogo constante entre os alunos, acompanhados por um instrutor, e os professores. As aulas, na maioria dos municípios, são ofertadas em unidades cedidas pelas prefeituras.

“O sistema de avaliação é amplo e permite ao aluno realizar atividades diversas de cunho teórico-prático. Os estudantes serão avaliados com testes, assim como no ensino regular, além de exercícios de produção artístico-cultural”, observou a coordenadora pedagógica do Emit, Helisângela Araújo.

Os exercícios e testes vão ficar disponíveis aos instrutores em um sistema intranet especial do Emit, que conta também com uma moderna plataforma de telecomunicações. Ela permite a realização de videoconferências e acessos simultâneos à comunicação interativa entre os usuários, empregando o Internet Protocol TV (IPTV), via satélite. Em caso de falha da rede, os mesmo instrutores já terão atividades extras para aplicar aos alunos, sem prejudicar o andamento do ensino.

Para o secretário da Educação, Osvaldo Barreto, esse processo de ensino não resulta numa qualidade diferenciada ao do ensino médio regular. “A evasão escolar, inclusive, é menor quando ambas as modalidades (presencial e semipresencial) são comparadas”. “Temos muito que avançar ainda, mas esse é um passo importante e decisivo para o acesso ao ensino médio, dentro de um estado do tamanho da Bahia. Acreditamos e investimos nesse programa, que passou por um intenso processo de planejamento para levar aula de qualidade, onde o acesso à cultura e à educação é mais difícil”, ressaltou Barreto.

Fonte: http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2011/03/14/tecnologia-leva-o-ensino-medio-a-mais-de-12-mil-estudantes-do-interior-da-bahia

Sistema de indicadores consolidará números das Fap’s brasileiras

Está prevista para o final do ano a implementação do Sistema para Indicadores da Fap’s. Dentre outras funções, a iniciativa do CONFAP visa estabelecer, padronizar e validar indicadores de CT&I no que diz respeito à atuação das fundações de amparo à pesquisa no Brasil.

foto14032011Está prevista para o final do ano a implementação do Sistema para Indicadores da Fap’s. Dentre outras funções, a iniciativa do CONFAP visa estabelecer, padronizar e validar indicadores de CT&I no que diz respeito à atuação das fundações de amparo à pesquisa no Brasil. Orçado em R$ 1 milhão, o SIFAP’s possibilitará melhor visualização das fundações dentro do sistema de ciência e tecnologia, permitindo comparações entre elas. O programa é coordenado pelos professores César Zucco (FAPESC) e Roberto Pacheco (EGC/UFSC). Em entrevista ao site do CONFAF, Zucco comenta sobre a relevância do projeto e como se dará a fase que sucede o levantamento de 48 indicadores das Fap’s.

Em linhas gerais, em que consiste o Sistema para Indicadores da Fap’s – SIFAP’s?
É um programa conjunto que visa levantar os indicadores das atividades das Fap’s, portanto o que as Fap’s fazem, como fazem, como gastam seus recursos… Mas para chegar aos indicadores, fizemos um estudo de processos dentro fundações, por exemplo, analisando como estão organizadas. Com isso houve um estímulo para que a Fap se repensasse em termos administrativos, mudando ações ou processos para responder às questões do levantamento de indicadores. Os indicadores, como o nome sugere, indicam informações sobre o processo de gestão. Isso faz com que a gestão da Fap seja repensada, então, há uma influência muito grande do sistema no dia a dia das fundações. Além de mostrar à sociedade a importância delas, pois uma das formas de se fazer isso é apresentando números, ações e impacto.

De que tipo são esses indicadores? Quem os valida?
São os chamados indicadores de resultado. Também há algo de impacto terá, mas para isso os dados precisarão ser interpretados e analisados subjetivamente. A validação deve ser feita por cada Fap, seu presidente e equipe técnica. Os dados têm que ser bem trabalhos e ter entendimento em si.

No âmbito do CONFAP, esse é o primeiro esforço conjunto entre as Fap’s?
Diria que como programa sim. Tivemos outras ações iniciadas, mas que não tiveram tantos desdobramentos e repercussão. Conseguimos levantar recursos para o programa. O SIFAP’s custará mais de R$ 1 milhão, não se gasta um recurso desses sem se ter um retorno. O objetivo é muito claro. Posso dizer, sem falsa modéstia, que nós organizamos isso e estamos diariamente cobrando resultados do grupo que tem estabelecido discussões intensas. O grupo é consistente e sintonizado, temos participantes de elevadíssimo nível, as reuniões são produtivas e diariamente trocamos informações. Podemos dizer essa a primeira ação conjunta que está dando resultado dentro do CONFAP.

De onde vêm os recursos destinados ao programa?
O financiamento é do Mistério de Ciência e Tecnologia. Na primeira etapa, do levantamento dos indicadores, tivemos o financiamento de R$ 470 mil. Agora teremos mais R$ 570 mil. Esses dois financiamentos vieram diretamente do MCT ao CONFAP. O proponete é EGC (Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da Federal de Santa Catarina), mas o projeto é do CONFAP. As Fap’s todas também entraram com recursos. As despesas dos participantes, os custos do funcionário da Fap em participar das reuniões são cobertas pelas fundações. O projeto é caro, mas a abragência é grande. Tanto que há diversos segmentos que querem usar a mesma metodologia aplicando-a para os seus interesses.

O que consiste essa segunda etapa? Qual previsão de funcionamento do SIFAP’s?
É a construção da plataforma na qual os indicadores ficarão disponíveis. Vamos informatizar de todo o processo: temos os indicadores, vamos preparar as informações que são produzidas pelas Fap’s e informatizá-las. Temos um software para a produção dessas informações, baseado nos padrões que nós definimos em conjunto. O software será utilizado na Fap e a informação ficará depositada em um banco de dados. Independente de onde estiver assentado o servidor, o CONFAP terá um programa pra varrer, via internet, as informações de cada uma das Fap’s. Estamos na fase da arquitetura tecnológica.

Como se dará o acesso do usuário ao sistema?
O usuário terá acesso ao indicador pronto. Poderá acessá-lo de qualquer lugar do mundo. A questão que temos que resolver é onde o sistema estará alocado, ainda vamos discutir isso, pois há uma série de fatores a se considerar, manutenção, atualização…

Quando os trabalhos forma iniciados?
Começamos em novembro de 2007. A partir de janeiro de 2008, iniciamos as reuniões. Fizemos três encontros em 2008, quando preparamos um projeto, pois ainda não tínhamos clareza dos objetivos. Chegamos ao fim de 2008 com o projeto, as metas, os objetivos definidos. Conseguimos financiamento do MCT e, em 2009, iniciamos os trabalhos. Foram cinco reuniões com todo o grupo, composto por cerca de 40 pessoas, até encerrar essa primeira parte. Em 2010, fizemos a arquitetura das informações. Agora está em crivo a criação da plataforma para informatizarmos tudo o que foi feito.

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GTCOM defende criação de curso de especialização em CT&I

Proposta integra plano de trabalho apresentado pelo novo grupo gestor, que inclui fortalecimento da comunicação das Fap’s e do CONFAP.

Proposta integra plano de trabalho apresentado pelo novo grupo gestor, que inclui fortalecimento da comunicação das Fap’s e do CONFAP.
Reiterando o papel da comunicação no que se refere à difusão e popularização da ciência, o Grupo de Trabalhos em Comunicação do CONFAP apresentou plano de trabalho durante encontro em Vitória. Em sua fala, a nova coordenadora do GTCOM, Mônica Costa (FAPERN), contextualizou a criação do grupo, discorreu sobre o histórico de atuação da equipe e enumerou as linhas do plano de trabalho para a gestão 2011/2012.

Entre as ações já realizadas, a coordenadora destacou o diagnóstico direcionado à área de comunicação das Fap’s com vistas a identificar características, produção e principais entraves à área de comunicação. De acordo com o levantamento, das 23 FAP’s existentes, 19 possuem profissional de comunicação, sejam funcionários efetivos, bolsistas ou mesmo empresa terceirizada e que todas as instituições possuem algum produto de comunicação. Ainda de acordo com o diagnóstico, a falta de recursos humanos (ou equipe insuficiente) foi citada como a principal dificuldade por quase metade dos respondentes. “Hoje, esse é o principal entrave ao crescimento da área e dos programas mantidos”, salientou Mônica Costa.

As informações do diagnóstico subsidiaram o GTCOM na definição do primeiro dos quatro pontos do plano de trabalho dos próximos dois anos. Para o grupo é fundamental que cada Fap busque por um quadro de pessoal adequado para atuar no departamento de comunicação. Além disso, sugere-se a realização de oficina para gestores das FAP’s com o objetivo de sensibilizá-los sobre importância e funcionamento dessa área.

O próximo ponto trata do fortalecimento da comunicação do CONFAP, impulsionado com a criação de um produto de comunicação cuja proposta deve ser formulada nos próximos encontros. A terceira linha da proposta inclui o estabelecimento de parcerias estratégicas. “Podemos realizar propostas em conjunto com outras instituições de pesquisa ou agências de fomento em temas de interesse e elaborar editais de apoio à pesquisa na área de comunicação cientifica”, esclareceu.

Por fim, a quarta linha de atuação direciona-se para a profissionalização da cobertura de CT&I. A ideia é promover um curso de especialização por meio de parceria entre o CONFAP e uma instituição de ensino. “Propostas já foram solicitadas à ABJC (Associação Brasileira de Jornalismo Científico) e ao Museu da Vida/Fiocruz. A ABJC retornou sinalizando interesse” informou a coordenadora.

Mônica reforçou a importância de adesão e empenho dos presidentes das Fap’s para que não só viabilizem a participação de seus funcionários nas discussões dos próximos encontros como os estimulem a trocar experiências. As próximas três reuniões do GTCOM devem ser realizadas em maio (Brasília), setembro e novembro. Além da coordenadora Mônica Costa, o núcleo gestor do GTCOM é composto por Heloísa Dallanhol (FAPESC), Nathália Ramos (FAPEMA) e Cristiane Barbosa (FAPEAM).

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