Jailson Bittencourt faz palestra na abertura da Semana Kirimurê 2015 na Fapesb

Aconteceu no Espaço Lazareto, FAPESB, em 26 de outubro, a abertura formal da Semana Kirimurê 2015. Na mesa de abertura, estiveram presentes o Diretor Científico da FAPESB, Prof. Saulo Carneiro, Dr. Roberto Santos, Presidente da Academia Baiana de Ciências, e o palestrante, Prof. Jailson B. de Andrade, Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI e coordenador da Rede Baías da Bahia. Na sequência, foi apresentada a palestra Pesquisando Kirimurê: passado, presente e futuro.

Com a participação de professores e alunos interessados na Baía de Todos os Santos (BTS), integrantes da Rede Baías da Bahia, o evento contou ainda com a presença da Profa. Eliane Azevedo, também da Academia Baiana de Ciências. A Semana Kimirurê é uma atividade de extensão da Rede Baías da Bahia (Rede BdB), apoiada pela FAPESB, cujo objetivo maior é pensar a BTS, reunindo pesquisadores, atores governamentais e sociedade. Ao final da manhã, foi lançada a nova Coleção Cartilhas, também resultante de um trabalho da Rede BdB, sob coordenação da Profa. Nubia Ribeiro.

A programação da Semana Kirimurê, na íntegra, e as novas cartilhas podem ser conferidas no link http://www.institutokirimure.pro.br/.

Por: Lys Vinhaes

Pesquisadores e empresários falam sobre relação universidade-empresa em evento da Fapesb

Na manhã desta segunda-feira, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) promoveu a mesa-redonda com o tema “Diálogos para a Inovação e Empreendedorismo: a necessária sinergia entre Universidades e Empresas”, no Auditório Magno Valente, na UFBA. O evento foi mediado pelo Diretor de Inovação da Fapesb, dr. Lázaro Cunha e contou com a participação de Gesil Sampaio, professor da UESC e doutor em física; Felipe Crusoé, engenheiro civil, sócio da empresa Engpiso; Paulo Alberto Gomes, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFBA; e D’Artagnam Nascimento, diretor de inovação da empresa WWT.

Na manhã desta segunda-feira, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) promoveu a mesa-redonda com o tema “Diálogos para a Inovação e Empreendedorismo: a necessária sinergia entre Universidades e Empresas”, no Auditório Magno Valente, na UFBA. O evento foi mediado pelo Diretor de Inovação da Fapesb, dr. Lázaro Cunha e contou com a participação de Gesil Sampaio, professor da UESC e doutor em física; Felipe Crusoé, engenheiro civil, sócio da empresa Engpiso; Paulo Alberto Gomes, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFBA; e D’Artagnam Nascimento, diretor de inovação da empresa WWT.

Na abertura do evento, Lázaro disse que o desafio de disseminar a Inovação passa pelo conhecimento das empresas de nosso estado e o estreitamento da relação entre estas com as universidades. “Com a inovação, a universidade tem o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão, já a empresa, o ganho de competitividade e para o estado, há um ganho no desenvolvimento econômico, emprego e renda”.

Gesil falou sobre a discrepância da relação entre empresas e universidades no Brasil e no exterior. Segundo ele há uma forte relação entre estes atores em outros países: “Em um grupo de pesquisa de fusão nuclear, com um perfil bem acadêmico, há empresas indo lá, apresentando demandas. A gente não vê isso aqui”, disse. Para Gesil, existem três elementos necessários para que haja uma maior cooperação. A primeira é acabar com o distanciamento entre universidades e empresas. Isso normalmente acontece quando uma empresa tem uma demanda, procura uma melhoria em um processo, ou precisa contratar pessoas de fora pela falta de profissionais na Bahia: “As incubadoras de empresa poderiam seguir uma linha de formar novas empresas de mercados nascentes, para atender a essa demanda de contratação de mão de obra de fora”, sugeriu. O segundo elemento seria criar canais de informação para os empresários, para que saibam o que está sendo feito nas universidades. Como exemplo, ele mostrou alguns instrumentos de TIC que servem como canais de comunicação. Em terceiro lugar, Gesil disse que é necessário criar maneiras de alimentar esses mecanismos e diminuir ao máximo a burocracia.

Felipe Crusoé apresentou a sua empresa, a Engpiso, que trabalha com produtos e serviços de pisos e revestimentos industriais, com foco em inovação. “O uso de produtos inovadores e essa interação universidade-empresa é o que nós buscamos”, afirmou. Como desafios, Felipe citou a necessidade de promover uma mudança de paradigmas, a começar pela grade curricular nas universidades, que deveria propor mais cursos em empreendedorismo e inovação. A Engpiso tem dois projetos de inovação que já receberam apoio financeiro da Fapesb. Um trata do estudo otimizado em pavimentos de concreto e o outro de uma capa autonivelante cimentícia com isolamento acústico. A pouca disseminação da cultura de inovação aliada à burocracia são as maiores dificuldades segundo Felipe.

Paulo Gomes afirmou que os papéis de cada ator no processo de inovação estão bem definidos no chamado modelo da hélice tríplice: as universidades têm o papel da produção do conhecimento e buscam ser reconhecidas como tal; as empresas pensam em aumentar a sua competitividade, gerar lucros; e o governo pensa no desenvolvimento econômico. “As empresas são racionais para se manterem no mercado e atingir seus objetivos, sobreviver e gerar lucro. Mas tem coisas que não se pode pedir a um empresário, como entender o tempo da universidade”, explicou Paulo. Já o governo foi definido como irracional, pois incentiva e financia a produção tecnológica e depois não compra os produtos. A universidade, segundo o palestrante, também não funciona racionalmente: “Ela tem de reconhecer que as atividades de inovação são diferentes das atividades da universidade (pesquisa, ensino e extensão). Ela tem que se redefinir, tem que construir estratégias para criar a inovação”. De acordo com Paulo, é preciso criar ilhas de excelência. “Eu acho que a Fapesb e a Secti já são exemplos dessas ilhas quando comparadas ao restante do governo.”

D’Artagnam Nascimento falou sobre a evolução de sua empresa com a introdução da inovação. Ele coordena a diretoria de Inovação da empresa Wellan Water Treatment (WWT), que tem como foco a gestão de águas com pensamento em sustentabilidade ambiental. Foi nesta área que a empresa inovou e se consolidou no mercado, na Bahia em 2008. “Construimos um produto/serviço que melhora a água potável e a adequa para o uso hospitalar. Inovamos inclusive no reuso de efluentes sanitários para make up de sistemas de resfriamento”, explicou. Em 2012, após uma consultoria com o Sebrae, a empresa iniciou na área de franquias, expandindo-se para o nordeste. Nesta época, D’Artagnam entrou na INCUBATEC (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica) para transformar o projeto em algo mais estruturado. Em 2013, com a visita do Coordenador de Competitividade Empresarial da Fapesb, Alzir Mahl, a empresa criou uma política de inovação que busca, entre diversos pontos, reconhecer os mais criativos, assumir o risco de inovar e pensar em longo prazo. O empresário falou sobre o projeto de inovação desenvolvido atualmente com apoio da Fapesb por meio do Edital de Apoio à Cooperação Entre Empresas e ICTs, e concluiu: “É preciso saber se a ICT tem o DNA para sustentar o projeto, senão vira só uma sistematização contratual e não vai para frente”.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece no Senai/Cimatec até domingo

Imagine ter um escritório dentro de um contêiner totalmente sustentável, desde a rampa de entrada até a água que se utiliza no banheiro. Este e muitos outros projetos estão sendo apresentados na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), no Senai/Cimatec, em Salvador. Organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) com o intuito de popularizar e disseminar as novidades em C&T, a SNCT teve início na última quinta-feira (22).

Imagine ter um escritório dentro de um contêiner totalmente sustentável, desde a rampa de entrada até a água que se utiliza no banheiro. Este e muitos outros projetos estão sendo apresentados na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), no Senai/Cimatec, em Salvador. Organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) com o intuito de popularizar e disseminar as novidades em C&T, a SNCT teve início na última quinta-feira (22).

O projeto do contêiner é de autoria de estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijorge. Através de uma miniatura, os alunos mostram todos os benefícios de um escritório ecologicamente correto. A aluna Rafaela Conceição, de 18 anos, explica que na entrada do contêiner há uma rampa capaz de absorver a água da chuva, levando-a direto ao solo. Com o chamado teto verde, feito de grama, a temperatura no interior do escritório é reduzida de 5 a 6%. Além disso, as calhas no teto recolhem a água da chuva, que passa por um filtro e é bombeada de volta para um reservatório no teto, podendo ser utilizada na torneira e descarga do banheiro.

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) está participando da Semana Nacional com um gamebook chamado “Guardiões da Floresta”, um projeto que foi financiado pela Fapesb e Capes. O gamebook possui uma narrativa interativa para crianças com indicação e diagnóstico de TDAH – Transtorno De Déficit De Atenção e tem o objetivo de estimular funções executivas que são comprometidas nestas crianças. Segundo Lynn Alves, professora da UNEB e coordenadora do grupo de pesquisa comunidades virtuais, participar da SNCT é importante para aproximar a universidade do público e divulgar o apoio das agências de fomento no estado: “Gosto muito desse evento porque é um momento da universidade ir até as pessoas e também é uma forma de mostrar o incentivo que as agências de fomento nos dão, especialmente a Fapesb, além da Capes, CNPq, Finep e das Secretarias de Educação e Cultura”.

Outro projeto que está exposto é o da empresa Zoom, que trabalha em parceria com a LEGO no desenvolvimento de tecnologias educacionais e robótica aplicada em escolas. Maria Luiza Alencar, gerente comercial da empresa, conta que alunos a partir de 3 anos podem desenvolver brinquedos educacionais com a ajuda dos professores, a fim de tornar o trabalho curricular mais lúdico: “A gente quer tornar o conteúdo curricular atrativo para as crianças. Por exemplo: um dos nossos brinquedos é um sistema solar que pode ser trabalhado com um professor de ciência ou geografia. Eles podem trabalhar com proporção e calcular o tempo que leva para um planeta dar a volta em si mesmo”. Mariana explicou que o trabalho com a criança deve ser iniciado cedo, para quando ela chegar no ensino médio, conseguir desenvolver habilidades como raciocínio lógico, criatividade e coordenação motora com mais facilidade.

Mariana Suzarte Barbosa, estudante de Mecatrônica Industrial do Senai/Fieb acredita que a SNCT serve como incentivo para pensar em novas soluções em sua área: “A gente tem mais contato com a ciência, podemos conhecer um pouco mais sobre nossa área também, e isso incentiva a nossa criatividade para que possamos pensar em novas soluções para possíveis problemas na mecatrônica”. Para Emily Almeida, também aluna do Senai/Fieb, a Semana Nacional irá ajudar muito na escolha da especialização profissional: “Quando você pesquisa pela Internet você tem uma explicação básica sobre a profissão. Aqui você tem todo um leque aberto para encontrar informações específicas e tirar suas dúvidas com especialistas daquela área ”.Já Átila Rafael, estudante de Automação Industrial do IFBA, acha importante ver na prática o que é estudado em sala de aula: “É legal sair da teoria, aumentar os horizontes. Você enxerga o que está estudando. Esse evento é muito importante não só para mim, mas para todo o público.”, afirma.

Manoel Mendonça, secretário da Secti, ressaltou os motivos pelos quais a 12ª edição do evento está sendo realizada no Senai/Cimatec: “Historicamente, temos organizado a SNCT em Shopping Centers, mas, esse ano, resolvemos colocar em um grande centro de pesquisa justamente para mostrar para a população geral pesquisas científicas e inovações tecnológicas de perto”. O secretário disse ainda que, além das atividades destinada aos jovens, o evento trouxe palestras voltadas a empreendedores de micro, pequeno e médio porte, por meio de uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae): “A intenção é mostrar as possibilidades e perspectivas de tecnologia e inovação dentro da área de negócios. Estamos atacando diversos tipos de públicos e eu acho que está sendo um sucesso”, afirmou.

Mais de 4.000 pessoas já passaram pelo evento, que é gratuito e contará com uma extensa programação até domingo (25).

Por: Ascom/Fapesb

Fapesb promove workshop para apresentação de projetos em CTI

Na próxima segunda-feira, 26/10, a Fapesb promoverá o Workshop Temático “Panorama Preliminar da Ciência, Tecnologia e Inovação na Bahia”, com a participação de renomados pesquisadores do estado.

Na próxima segunda-feira, 26/10, a Fapesb promoverá o Workshop Temático “Panorama Preliminar da Ciência, Tecnologia e Inovação na Bahia”, com a participação de renomados pesquisadores do estado. A mesa de abertura será composta por Manoel Mendonça, Secretário da SECTI, e por Jailson Bittencourt, da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Durante o evento, os pesquisadores apresentarão projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação desenvolvidos com o apoio da Fapesb, divulgando seus resultados e abrindo espaço para discussões e reflexões acerca dos temas. Com isso, a Fapesb pretende contribuir para a elaboração de estratégias que auxiliem no desenvolvimento de pesquisas no estado.

Confira os pesquisadores que participarão do evento e suas áreas de atuação:

Olivar Antônio Lima de Lima
Possui estudos em geofísica elétrica e eletromagnética aplicadas ao estudo de reservatórios de petróleo e água subterrânea e a problemas ambientais.

Leobino Nascimento Sampaio
Atua nas áreas de Redes de Computadores e Internet do Futuro.

Leizer Schnitman
Atua em projetos com a Petrobras em áreas como elevação artificial, automação, controle e ferramentas para análise, diagnósticos e auxilio a tomada de decisão.

Ednildo Andrade Torres
É coordenador do Laboratório de Energia e Gás (LEN), da Escola Politécnica da UFBA.

Antônio Ferreira da Silva
Atua na área de Física da Matéria Condensada, principalmente no tema: Propriedades Ópticas e Eletrônicas de Novos Materiais Semicondutores.

Gesil Sampaio Amarante Segundo
Tem experiência na área de Física, com ênfase em Física de Plasmas e Descargas Elétricas, atuando principalmente nos temas: plasmas, antenas de rf, aquecimento e geração de fluxos por ondas de Alfvén, Computação de Alto Desempenho e Políticas Públicas de CT&I.

As inscrições já estão encerradas. Veja aqui a programação.

Por: Ascom/Fapesb

Fapesb participa de debate sobre incentivo à CTI nas escolas públicas

Na última quarta-feira, 14/10, o Diretor-Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida, participou da roda de conversas cujo tema foi “Ciência e Tecnologia nos Currículos Escolares: Desafios e Possibilidades”.

Na última quarta-feira, 14/10, o Diretor-Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida, participou da roda de conversas cujo tema foi “Ciência e Tecnologia nos Currículos Escolares: Desafios e Possibilidades”. O evento aconteceu no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, e foi promovida pelo vereador Silvio Humberto. Também participaram do debate Nelson Pretto, professor titular da faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Sheila Pereira, mestre em estatística pela UNICAMP; Karina Menezes, Doutoranda e Mestre em Educação pela faculdade de Educação da UFBA; José Jande de Oliveira, Coordenador Geral do Sindicato dos Professores da Bahia (SIMPRO) e representantes de outros sindicatos vinculados aos profissionais de educação.

Segundo o vereador, a roda de conversas foi inspirada no projeto OGUNTEC, desenvolvido pelo Instituto Cultural Steve Biko, cujo objetivo é estimular o ingresso de jovens negros de escolas públicas na área de Ciência e Tecnologia (C&T). Silvio espera que o debate passe a fazer parte da agenda de educação em Salvador: “Ciência e Tecnologia é um desafio e eu quero que, com essa roda de conversa, a gente possa ganhar a rede pública, os professores e as professoras, as coordenadoras pedagógicas, os gestores, e que esse dia de fato entre no calendário”. Além disso, o vereador pretende estimular os jovens das escolas públicas disseminando a ideia de que a ciência não está ao alcance apenas dos mais ricos: “Nós entendemos que falar de desenvolvimento é, acima de tudo, acreditar e investir no potencial das pessoas. E trazer isso com uma certa ousadia para os currículos da rede pública municipal é, de fato, um princípio, uma crença de que nós não podemos achar que os cientistas saem totalmente das elites”.

Para o professor Nelson Pretto, o ponto fundamental é desmistificar a ideia de que ser cientista é para privilegiados. “Essa não é uma luta pequena, eu digo isso por experiência própria” afirma o pesquisador, cuja tese de dissertação do mestrado, de 1985, foi sobre a concepção de ciência nos livros didáticos. “Nos livros, na mídia, aparecia a ideia de que ser cientista é algo para branco rico e bem aquinhoados de informação cultural.” Nelson falou sobre a contribuição da Fapesb neste processo: “Essa desmistificação passa por políticas públicas. Então quando a Fapesb financia nos editais de popularização da ciência, projetos de escolas públicas, para receberem dinheiro, para fazerem eventos e atividades de pesquisa científica, ela está contribuindo de forma fundamental para quebrar essa lógica”.

Vencedora do XXIII Prêmio Jovem Cientista em 2008 com o projeto OGUNTEC, Sheila falou sobre a experiência com os alunos da Instituição Steve Biko: “A Ciência e Tecnologia para mim vem do momento que eu entrei na instituição pré-vestibular e depois de alguns anos no projeto OGUNTEC. E desde aquele momento, a instituição vem desmistificando a ideia de que ser cientista é para poucos e é isso que fazemos com nossos alunos”. Sheila diz que é importante disseminar esta ideia, principalmente na comunidade escolar, para que as crianças se sintam inseridas neste contexto: “Eu também pensava assim, que a ciência é algo para poucos e quando a gente fala de tecnologia, dificilmente uma estudante como eu, uma jovem negra, de periferia, pensaria em estar desenvolvendo algo”.

Karina falou sobre suas impressões da ciência na escola pública, baseada na escola municipal em que seu filho estuda. “Tanto o docente quanto o estudante e o gestor, requerem uma escola em que a cultura, a arte, a ciência e a tecnologia estejam presentes no cotidiano escolar, desde o inicio da educação básica”. Ela defendeu o ensino da ciência e da tecnologia de forma lúdica, para conter a evasão escolar: “Temos em Salvador uma taxa de evasão que é significativa. São cinco mil estudantes por ano largando a escola. O aluno vai perdendo o corpo e só vai sendo focado na mente. Como a gente vai fazer ciência se a gente permite que o nosso processo de escolarização finde a curiosidade das crianças logo no início?”.

Para José Jande, os conhecimentos teórico e prático têm que estar lado a lado. “Essa construção deve ser contextualizada de modo que o aluno perceba tanto a importância dos aspectos teóricos quanto práticos se completando, usando sempre que possível o espaço onde o aluno está inserido como laboratório, onde o mesmo possa fazer a checagem da validade dos pressupostos teóricos. Não é possível pensarmos na formação do cidadão à margem do saber científico.”

O diretor da Fapesb, Eduardo, citou três pesquisas recentes, que mostram o atraso brasileiro no que se refere aos conhecimentos científicos de sua população. Em uma delas, feita em 2015, em São Paulo, o cientista foi a terceira profissão mais admirada, com 61% dos votos, atrás do professor (77%) e do médico (70%). Outras duas pesquisas similares foram realizadas em Salvador. Uma delas, de 2001, feita com pessoas maiores de 18 anos, mostra que apenas 9% dos entrevistados costumam ler notícias em jornais ou revistas sobre C&T, apenas 37% se consideram informados nessa área, 35% demonstraram insatisfação total com a educação na escola na área de C&T nos ensinos básico e fundamental, e apenas 7% consideram a área de C&T prioritária. A outra, feita entre 2010 e 2011 pela UFBA, com alunos dos ensinos básico e fundamental, revelou que 72% dos jovens baianos não conhecem nenhuma instituição de pesquisa na Bahia; 87.7% não conhecem nenhum pesquisador no estado; e apenas 25.7% citaram um pesquisador internacional, como Einstein, Newton e Darwin.

Eduardo comparou dados dos Estados Unidos com o Brasil para demonstrar a discrepância dos investimentos do governo brasileiro na área de C&T: “Nos EUA, em 2009 o governo lançou um programa chamado STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) com o objetivo de educar para inovar. Lá existe a necessidade de 8.6 milhões de trabalhadores nessas áreas. No Brasil, a perspectiva é que até 2020 teremos uma perda de 115 bilhões de reais por falta de profissionais de Tecnologia da Informação (TI). Esses números são alarmantes”. Segundo o diretor, em 2014, as agências federais americanas, investiram 75.6 bilhões de dólares na área de TI, enquanto no Brasil, o orçamento do MCTI em 2015 foi reduzido, ficando menor do que 2 bilhões de dólares: “Isso reflete bem todo esse momento que o Brasil se encontra na esfera de C&T”.

Sobre o apoio da Fapesb para a C&T nas escolas, Eduardo citou alguns editais como o de Popularização da Ciência e o de apoio a projetos na Semana Nacional de C&T. Ele também falou da visita recente que recebeu dos alunos medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas: “Estamos discutindo a formatação de um programa para aproximar e reter esses talentos o mais cedo possível na universidade, nas áreas de matemática, física, química e biologia, que são as que consideramos estratégicas para o nosso estado”.

Por fim, Eduardo falou sobre o contingenciamento de verbas. “A fundação tem sofrido um contingenciamento sério que está tendo um impacto na esfera da Ciência, Tecnologia e Inovação em nosso estado. Cortes desse tipo serão um retrocesso. Então esse diálogo é extremamente importante para discutirmos não só a visão dos pesquisadores como também dos órgãos gestores, sobre como se encontra a situação do nosso país, do nosso estado, e os impactos que isso pode trazer”.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia apresenta novidades na 12ª edição

Para celebrar 2015 como Ano Internacional da Luz, decretado pela Organização das Nações Unidas, a 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece gratuitamente em Salvador, no Senai Cimatec, entre os dias 22 e 25 de outubro, destacando a importância das tecnologias desenvolvidas associadas à “Luz, Ciência e Vida”.

Para celebrar 2015 como Ano Internacional da Luz, decretado pela Organização das Nações Unidas, a 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece gratuitamente em Salvador, no Senai Cimatec, entre os dias 22 e 25 de outubro, destacando a importância das tecnologias desenvolvidas associadas à “Luz, Ciência e Vida”.

Promovida pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), a SNCT é aberta a todos os públicos e tem por objetivo popularizar e difundir a ciência, especialmente para crianças e jovens. Este ano, o evento promove uma programação com uma série de palestras sobre o campo de C&T. Estarão presentes os principais pesquisadores da área.

O evento visa incentivar atitudes e competências para criatividade e inovação, proporcionando aos jovens uma visão atual das oportunidades voltadas à formação acadêmica, a carreira e a novos campos de trabalho, levando em conta o potencial e a vocação do nosso estado.

A SNCT acontece no maior equipamento de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da Bahia, o Senai Cimatec. O público poderá conferir, dentre diversas opções, exposição de Mostras de Projetos Científicos, Exposições, Campeonato de Robótica, Física Recreativa, Espaço Games, Espaço Lego, Espaço Intel e Show da Química.

O secretário da Secti, Manoel Mendonça, convida toda população baiana a comparecer no espaço montado para a realização da SNCT. “Essa é uma área importantíssima para o Brasil, para nosso desenvolvimento. Este é o momento de despertar a importância da ciência para as crianças e para a população em geral. É um evento para todos e com uma proposta nova, tenho certeza que todos irão se divertir muito, pois ciência e tecnologia não é uma coisa chata”, garantiu.

Programação

As ações firmadas com os parceiros como Holos Bahia, Fiocruz, Hupes, BahiaFarma, Santa Izabel, Gacc, Sesi, Área 1, MovPak, Maqhin, Unijorge, Coelba, Ifba, Secult, Seinfra, CBPM e Sedur terão stands no local para expor os trabalhos desenvolvidos. A programação inclui palestras, debates, exposições, feiras e mostras científicas, visitas orientadas a laboratórios, apresentação de vídeos, atividades acadêmicas, interativas e voltadas ao público escolar.

Na abertura do evento, que acontece quinta-feira (22), estão programadas palestras sobre Energias Renováveis na Bahia; Luz, Som e Espaço; Qual é a neura da ciência? Já na sexta-feira (23) os temas são Feiras de ciência: Inovação e Oportunidades; Cybersegurança no Brasil; A internet de tudo; Transformando Soluções em Ganhos para a Sociedade, e no sábado (24) tem palestra sobre A indústria de games no Brasil.

Outras atividades

Berimbau elétrico, impressora 3D, drones, games, Show da química e uma série de palestras com pesquisadores de C&T fazem parte da programação da 12ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia,

As palestras serão ministradas por nomes consagrados na área, como o astrônomo Marcelo Gleiser, o matemático Raphael Mandarino, o engenheiro Ruben Delgado, o responsável pela inovação digital dos bancos na América Latina, Yran Dias e muitos outros. São debates, exposições, feiras e mostras científicas, visitas orientadas a laboratórios, apresentação de vídeos, atividades acadêmicas, interativas e voltadas ao público escolar e acadêmico.

O evento acontece na quinta e sexta, das 9h às 21h, e sábado e domingo, das 9h às 18h.

Inscrições gratuitas.

SERVIÇO

12ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Onde: Senai Cimatec, Av. Orlando Gomes, nº1845, Piatã, Salvador-BA.

Quando: 22 a 25 de outubro de 2015

Horário: Quinta e sexta, das 9h às 21h; sábado e domingo, das 9h às 18h.

Evento gratuito e aberto ao público

Fonte: Ascom/Secti

Pesquisador baiano recebe prêmio científico da Unesco

O médico baiano Manoel Barral-Netto recebeu o prêmio de Pesquisas em Ciências da Vida da Unesco nesta segunda-feira (12) por seus trabalhos sobre a leishmaniose e a malária. Barral-Neto é chefe da pesquisa e diretor do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz-Fiocruz, de Salvador.

O médico baiano Manoel Barral-Netto recebeu o prêmio de Pesquisas em Ciências da Vida da Unesco nesta segunda-feira (12) por seus trabalhos sobre a leishmaniose e a malária. Barral-Neto é chefe da pesquisa e diretor do Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz-Fiocruz, de Salvador. O júri destacou também sua contribuição ao desenvolvimento de ferramentas de controle na área das doenças transmissíveis e relacionadas com a pobreza, indicou em comunicado a organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Barral-Netto é formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), com doutorado em Patologia Humana, também pela Ufba, e pós-doutorado em Imunologia pela Seatle Biomedical Research Institute, nos Estados Unidos. Já foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufba e diretor da faculdade de Medicina da Bahia.

A Unesco premiou também o indiano Balram Bhargava, cardiologista especializado em inovação biomédica, saúde pública e saúde médica, e o senegalês Amadou Alpha Sall, chefe do centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Arbovirus e febre hemorrágica em Dacar. Bhargava desenvolveu uma ferramenta para tratar doenças cardiovasculares com grande impacto social em entornos sem recursos. Sall recebeu o prêmio por seus estudos sobre controle de doenças virais como o ebola, o chikunguya e a dengue.

A entrega dos prêmios aos três ganhadores vai acontecer em Paris, em 14 de novembro. O prêmio visa recompensar projetos e atividades de indivíduos, instituições ou outras ONGs para pesquisas em ciências biológicas com vistas a melhorar a qualidade da vida humana.

Fonte: Bahia Notícias

UFBA promove atividades para alunos da rede pública na Semana Nacional de C&T

O ano de 2015 foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias Baseadas em Luz. Em consonância com esta iniciativa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, escolheu como tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia o tema Luz, Ciência e Vida com o objetivo de celebrar a luz como matéria da ciência e do desenvolvimento tecnológico.

O ano de 2015 foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias Baseadas em Luz. Em consonância com esta iniciativa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, escolheu como tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia o tema Luz, Ciência e Vida com o objetivo de celebrar a luz como matéria da ciência e do desenvolvimento tecnológico.

Inspirados pela inciativa da ONU e do MCTI e como fruto de uma articulação entre professores dos Institutos de Biologia, Física, Matemática, Geociências, Química e Humanidades, Artes e Ciência (IHAC) da UFBA, será realizada no período de 19 a 23/10/2015, nas dependências desses institutos, a Semana de Ciência e Tecnologia: Luz, Vida e Ciência em Pauta. As atividades do evento serão compostas de cursos, palestras e oficinas de extensão, visitas ao Museu de História Natural do IBIO, de visita aos Laboratórios didáticos e de pesquisa dos institutos bem como de exibição de filmes e documentários com temática científica.

O evento, que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), atenderá a um público formado por estudantes secundaristas da rede pública de ensino e espera receber em suas atividades aproximadamente 240 alunos que poderão se inscrever gratuitamente através de suas escolas. As atividades serão realizadas em grupos de 20 estudantes por atividade e serão orientadas por professores das respectivas áreas com auxílio de estudantes voluntários de graduação ou de Pós-Graduação. A ideia é que o evento proporcione ao estudante secundarista oportunidades para que o mesmo amplie sua formação nas ciências exatas e naturais através do acesso à divulgação científica dos conteúdos formais já consolidados em sala de aula bem como aos recentes avanços científicos, sua correlação com os fenômenos do cotidiano e desdobramentos tecnológicos.

Dados do Evento

Semana de Ciência e Tecnologia: Luz, Vida e Ciência em Pauta

Local: Institutos de Física, Química, Biologia, Matemática, Geociências e IHAC

Período: 19 a 23/10/2015

Horários das visitas: 08:30h às 11:30h e das 14:00h às 17:00h

Telefone: 3283-6639 | E-mail: Esdras.santos@ufba.br

Facebook: http://on.fb.me/1NlPcoP

Apoios: SBQ, SBF, FAPESB, UFBA

Clique aqui para ver o cartaz.

Alunos medalhistas da Obmep visitam Fapesb e Instituto de Matemática da UFBA

Com o intuito de incentivar o interesse pela vida acadêmica e promover a aproximação de jovens talentos e universidade, o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida, reuniu-se com alunos baianos, medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) 2014.

Com o intuito de incentivar o interesse pela vida acadêmica e promover a aproximação de jovens talentos e universidade, o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Eduardo Almeida, reuniu-se com alunos baianos, medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) 2014. Após ouvir o feedback dos alunos sobre os desafios e dificuldades enfrentados na vida escolar, Eduardo disse que pretende formatar um programa que os auxilie nos estudos para que possam se desenvolver no meio acadêmico. “Queremos fortalecer as áreas de ciências exatas para o estado, pois quanto mais cedo estes alunos estiverem preparados, mais fortes serão na universidade”, afirmou.

Joseph Inácio Vieira Gomes (8º ano), Vinícius Bezerra Cavalcante de Souza e Nícolas Meira Sinott Lopes (ambos do 1º ano), do Colégio Militar de Salvador e Wallace Pinelli Pantas Porto (1º ano) do Colégio da Polícia Militar da Bahia fizeram uma visita à Fapesb, onde puderam conhecer o trabalho realizado pela Fundação. Em seguida, os alunos foram para o Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA) para conversar com o diretor Evandro Santos. Os jovens falaram sobre a falta de cursos no período de férias e da interrupção das aulas oferecidas pelo Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) voltado para os alunos medalhistas da Obmep. Para Nícolas, seria interessante ter um reforço nas férias: “Às vezes nas férias damos uma parada nos estudos e seria bom que nesse período tivéssemos aulas de matemática”.

Outra questão levantada foi a falta de apoio para o alunos participarem das Olimpíadas. Wellington Portos, pai de Wallace, comparou os resultados das olimpíadas de Minas Gerais e Bahia. Enquanto a Bahia teve 11 medalhistas de ouro na última edição, Minas somou em torno de 150: “O governador do estado de Minas Gerais apoia e incentiva os alunos, que têm aulas específicas para a Obmep. Por isso há uma porcentagem tão grande de medalhistas. E este número é uma constante, ano após ano”, explicou.

Após ouvir as colocações dos alunos, Evandro propôs que seja feito um projeto piloto em parceria entre a UFBA, a Fapesb e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), para viabilizar ações que promovam a aproximação dos estudantes de ensino médio e fundamental com a universidade. “Nós nos ressentimos por esta falta de comunicação entre alunos e universidades, pois poderíamos aproveitar mais estes jovens. O Instituto de Matemática tem muito interesse em participar desse projeto”, afirmou o diretor.

“Eu, falando como governo, não quero perder estes alunos. Quero que fiquem aqui na universidade, para daqui a dez anos serem nossos profissionais, pois temos uma carência muito grande de profissionais na área de exatas”, disse Eduardo Almeida.

Após a reunião, os alunos conheceram o Laboratório de Ensino de Matemática e Estatística da UFBA, o LEMA, que possui modelos concretos para demonstrar princípios e teorias que facilitam o aprendizado em Matemática, Estatística e áreas afins. Para Wallace, o encontro foi muito proveitoso: “Esse encontro é importante porque os alunos no colégio não têm muito contato com o mundo universitário, eles só têm esse contato quando realmente entram na universidade. Também é bom para que o governo fique ciente dos problemas e das conquistas dos alunos, para aproveitarem a oportunidade e criar novos programas”, disse.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Giro na Ciência – Estudantes da Bahia inventam sistema que obriga motociclista a usar capacete

No interior da Bahia, dois estudantes inventaram um sistema que pode proteger a vida de milhões de jovens.
“Meu nome é Marcelo Oliveira, tenho 16 anos, morador da cidade de Conceição do Coité, a 200 quilômetros de Salvador”, se apresenta o estudante.

No interior da Bahia, dois estudantes inventaram um sistema que pode proteger a vida de milhões de jovens.
“Meu nome é Marcelo Oliveira, tenho 16 anos, morador da cidade de Conceição do Coité, a 200 quilômetros de Salvador”, se apresenta o estudante.

“E eu sou Poliana Mascarenhas de Abreu, também moro na cidade e eu sempre vi pessoas andando de moto sem o capacete. Isso nunca nos incomodou, até que um colega da gente sofreu um acidente de moto. Ele estava sem o capacete, então ele passou seis dias em coma e ficou internado por muito tempo. Foi aí que a gente realmente decidiu que a gente tinha que fazer alguma coisa para mudar essa realidade”, conta a jovem.

Foi então que os dois alunos do Ensino Médio num colégio da rede pública decidiram pesquisar na internet como funciona a ignição de uma moto. Daí para tirar a ideia do papel, foi um pulo. Os dois só precisavam de um lugar que pudesse servir como laboratório e aí o colégio deu uma forcinha, emprestou a sala de artes.
Marcelo e Poliana passaram uma semana lá dentro soldando circuitos, juntando as peças, para criar uma espécie de capacete inteligente. Eles gastaram apenas R$ 120 para desenvolver essa tecnologia. Um transmissor no capacete envia um sinal de rádio para o receptor adaptado na ignição. A moto só liga se a cabeça estiver pressionando o botão que fica escondido por baixo da espuma.

Jornal Nacional: E o que acontece se você tirar o capacete com a moto ligada?
Marcelo Oliveira: Ela vai interromper.
Jornal Nacional: Interrompeu porque deixou de acionar o botão.
Marcelo Oliveira: Isso, o botão é a causa de tudo aqui. Ele deve permanecer ativado, pressionado para enviar a transmissão para o projeto permitindo que a moto possa permanecer ligada.

A invenção já fez sucesso numa exposição em Fortaleza e agora vai ser apresentada em outras capitais.

“Interessante. Deveria ser assim para todos os motoqueiros, os irresponsáveis que gostam de andar sem capacete. É legal, gostei da invenção”, disse Edvaldo Conceição, motoboy.
“O sonho da gente é ver ela funcionando, salvando vidas já nas ruas, o povo usando e se conscientizando cada vez mais da importância do uso do capacete”, afirmou Poliana Mascarenhas, estudante.

Fonte: g1.globo.com