Conheça a Diretoria Científica da Fapesb

A história da Diretoria Científica (DC) da Fapesb confunde-se com a história da própria Fundação. Empenhada em contribuir para a transformação da realidade socioeconômica da Bahia, a DC trabalha na construção e consolidação de parcerias nacionais e internacionais que garantam mais recursos para investimentos em Ciência e Tecnologia. Neste sentido, mantém, atualmente, convênios e acordos de cooperação técnica com importantes agências de fomento e instituições públicas e privadas.

Por meio de editais e chamadas públicas dentro de seus programas e linhas de ação, a Fapesb incentiva pesquisas em todas as áreas do conhecimento e em temas estratégicos, como forma de subsidiar a formulação de políticas públicas relevantes para a população baiana. O pesquisador Marcos André Vannier, por exemplo, desenvolveu um projeto dentro do Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde – PPSUS no qual realizou a bioprospecção de produtos naturais de nossa flora e fauna na busca de fármacos alternativos para câncer e diferentes tipos de parasitoses, como Doença de Chagas e Malária. Por meio deste estudo, Vannier pôde compreender a biologia celular parasitária e tumoral e otimizar as estratégias terapêuticas. Esta pesquisa possibilitará o desenvolvimento de remédios inovadores para serem empregados no SUS, aumentando a eficácia dos tratamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Assim como o PPSUS, o Programa de Parcerias Federais da Diretoria Científica da Fapesb inclui outros subprogramas, como o Primeiros Projetos para Jovens Pesquisadores – PPP, o Apoio a Núcleos Emergentes – PRONEM e o Apoio a Núcleos de Excelência – PRONEX. Foi por meio do PRONEX que o pesquisador Mitermayer Galvão conseguiu introduzir o teste molecular diagnóstico para a hepatite C na Bahia. Antes da introdução deste teste, o exame para diagnóstico era realizado ou em São Paulo ou fora do país, o que dificultava o tratamento das pessoas de baixa renda, sem condições para pagar pelo exame. O projeto de pesquisa apoiado pela Fapesb teve como objetivo identificar biomarcadores da evolução das lesões hepáticas nas infecções por hepatite C. A identificação destes biomarcadores resultaram no desenvolvimento do teste diagnóstico rápido que hoje está disponível para todos os cidadãos baianos, dando a eles a oportunidade do tratamento gratuito pelo SUS.

Em 2012, a Fapesb iniciou um processo de remodelação de alguns editais, priorizando a formação de Redes e Núcleos de Pesquisa. Um dos critérios de aprovação dos projetos passou a ser a interinstitucionalidade e a interdisciplinaridade, de forma a favorecer a articulação e a formação de redes de pesquisa no estado. Dentro deste novo formato está o projeto do professor Abel Rebouças, aprovado no Edital de Apoio a Projetos de Pesquisa e Articulação em Rede para o Semiárido Baiano. Intitulado “Sustentabilidade e Tecnologia na Produção de Pinhas nos Territórios de Identidade de Irecê, Vitória da Conquista e Chapada Diamantina, na Bahia”, o projeto busca analisar a cadeia produtiva da pinha identificando ações que possam aumentar a sua produtividade. A proposta é analisar as características da produção e da comercialização e os potenciais biológicos das sementes da pinha, além do perfil dos produtores, desenvolvendo ações que tornem a cultura mais eficiente nos seus mais variados aspectos – econômico, agronômico, biológico e alimentício. A equipe executora do projeto conta com pesquisadores de graduação, mestrado e doutorado da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), do Instituto Federal Baiano (IF Baiano) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Também faz parte deste novo formato o projeto do professor Jailson Bittencourt de Andrade, na Baía de Todos os Santos (BTS). O projeto, que se chama “Pesquisando Kirimurê: Convergindo Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação” faz parte de um conjunto de pesquisas que vêm sendo apoiadas pela Fapesb desde 2007, concentradas na BTS. A equipe é composta por pesquisadores de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), do Instituto Federal da Bahia (IFBA), da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). O projeto do professor Jailson tem como objetivo avaliar a forma de distribuição de contaminantes orgânicos e inorgânicos na atmosfera, no mar e no continente e seus impactos na fauna e na flora. Com isso, a equipe quer compreender o ciclo dos contaminantes passando por seu transporte, fluxo e exposição final, para que seja possível prever o comportamento dos mesmos com as eventuais mudanças da região. O objetivo desses estudos é subsidiar ações de gestão ambiental sustentável, buscando a conservação dos ecossistemas, a previsão e diminuição dos impactos nas comunidades em torno da BTS e no meio ambiente.

Além do fomento à pesquisa, o apoio da Diretoria Científica é concretizado mediante assinatura de convênios para a melhoria da infraestrutura de laboratórios, bibliotecas e biotérios de instituições de pesquisa e ensino superior sediadas no estado da Bahia. A Fapesb compreende que o desenvolvimento de pesquisas e a formação de recursos humanos são impactados pela qualidade da infraestrutura e dos equipamentos disponíveis e, por isso, apoia a criação, instalação ou modernização dessa infraestrutura. Neste contexto, encontra-se o projeto do professor Roberto Paulo Correia de Araújo do Programa de Pós-graduação do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da UFBA em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas. O projeto visa à melhoria da infraestrutura dos Laboratórios Experimentais de Biologia Oral, Farmacologia e Neuroendocrinologia, por meio da aquisição de equipamentos que contribuam para o desenvolvimento de pesquisas e estudos relacionados aos processos biológicos e moleculares que envolvem os órgãos e sistemas. Por meio do apoio da Fapesb, o ICS a UFBA poderá dotar seus laboratórios de modernas condições de trabalho e estudo, assegurando a formação de docentes-pesquisadores e de pesquisadores capacitados.

O trabalho da Fapesb por meio da Diretoria Científica inclui formação e qualificação permanente de recursos humanos. Para alcançar este objetivo, a DC apoia o fortalecimento de cursos e programas de pós-graduação stricto sensu na Bahia, por meio da concessão de bolsas de mestrado, doutorado, professor-visitante e pós-doutorado. Seus esforços também estão concentrados na formação de docentes vinculados a instituições locais de ensino e pesquisa. Além disso, apoia o ingresso de jovens estudantes no mundo da C&T por meio da concessão de bolsas de iniciação científica e iniciação científica júnior. Mais recentemente, a diretoria criou o Edital de Apoio à Formação em Línguas Estrangeiras, para ajudar os alunos de graduação a obterem certificação para o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Foi por meio deste edital que a UEFS teve aprovados três projetos de implementação de Programas de Formação de Aprendizes de Língua Estrangeira: um em Espanhol, um em Inglês e um em Francês. Com estes programas, a UEFS visa desenvolver a competência comunicativa de estudantes de instituições de ensino superior que sejam potenciais candidatos às bolsas no exterior oferecidos pelo CsF. As aulas acontecerão uma ou duas vezes por semana em um ambiente virtual de aprendizagem que contribui para o desenvolvimento das atividades propostas em cada módulo mediado por um bolsista formador.

A DC incentiva, ainda, a difusão e o intercâmbio do conhecimento produzido na Bahia e a articulação de parcerias entre pesquisadores e instituições locais com outros estados e países. Por isso, dentro de seus programas, a Fapesb apoia a participação de pesquisadores baianos em reuniões científicas no Brasil e no exterior, bem como a realização de eventos científicos ou tecnológicos na capital e no interior. Além disso, há uma grande preocupação em disseminar os conhecimentos científicos para a sociedade em geral, estimulando a vocação científica entre crianças e jovens por meio do Programa de Popularização da Ciência. Neste ano, a Fapesb aprovou seis propostas para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema é “Ciência, Saúde e Esporte”. É seguindo este pensamento que a Fapesb apoia eventos importantes como as Olimpíadas Baianas de Química e Matemática que todos os anos premiam jovens alunos das escolas públicas do estado da Bahia.

Portanto, é por intermédio da Diretoria Científica que a Fapesb vem contribuindo para o aprimoramento das pesquisas científicas e tecnológicas realizadas no estado, fomentando o desenvolvimento de projetos, a melhoria da estrutura física dos laboratórios e centros de pesquisa e a formação de profissionais qualificados. Com o apoio da DC, a Fapesb atende de forma mais eficiente à demanda da comunidade de C&T.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Foto: Laboratório da Fiocruz com projetos apoiados pela Fapesb

GIRO NA CIÊNCIA – Caneta ‘imprime’ plástico em 3D e permite desenhar desde flor a Big Ben

Já pensou em poder construir uma réplica tridimensional do seu monumento favorito usando apenas uma caneta? Pois isso já é realidade com a 3Doodler, um produto que “imprime” plástico e permite que o usuário “desenhe” praticamente qualquer objeto em três dimensões. E em tempo real.

O funcionamento da 3Doodler é muito simples e lembra o de uma pistola de cola. Basta encaixar um filete de plástico, pressionar o gatilho e pronto: a ponta da caneta irá esquentar, derretar o material e possibilitar desenhos tanto na horizontal como também na vertical.

Conforme se manuseia a caneta, o plástico vai tomando a forma que você quiser, e pode até dar vazão a grandes construções, como um mini Big Ben, o famoso relógio da cidade de Londres.

Nesta quinta-feira (5), o G1 conversou com Max Bogue, co-criador da 3Doodler, durante o evento ShowStoppers, na IFA, feira de tecnologia realizada anualmente em Berlim, na Alemanha.

O projeto da 3Doodler foi postado no site de financiamento coletivo Kickstarter em fevereiro deste ano com um pedido de US$ 30 mil para viabilizar o produto. A caneta não só foi aprovada pelo público como juntou mais de US$ 2,3 milhões em doações.

Mais de 26 mil pessoas pagaram pela 3Doodler, que agora é comercializada em pré-venda por US$ 100. Segundo Bogue, o site da WobbleWorks, empresa responsável pela caneta, vende o produto internacionalmente, e a previsãode lançamento é fevereiro de 2014. “Mas nós estamos tentando adiantar isso o máximo possível”, relata Bogue.

Clique aqui para ver como a caneta funciona.

Fonte: globo.com

Confira a entrevista de Gabrielli, secretário da SEPLAN, para a FAPESB

José Sérgio Gabrielli é economista, professor em Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ex-presidente da Petrobras, função que exerceu durante sete anos, de 2005 a 2012. Atualmente, Gabrielli exerce o cargo de Secretário de Planejamento do Estado da Bahia, tendo sido empossado em março de 2012. Confira a entrevista do secretário para a Fapesb.

1- Por meio dos Diálogos Territoriais, a SEPLAN tem a possibilidade de ouvir as demandas de vários segmentos no interior da Bahia. Como o fomento da Ciência, Tecnologia e Inovação pode atender às necessidades destes segmentos?

Os Diálogos Territoriais são um momento de avaliação da ação do governo definida no Plano Plurianual para cada um dos 27 Territórios de Identidade. Nós identificamos as principais ações do governo, identificamos também algumas aspirações e perspectivas de crescimento e dinâmica territorial. Então, esse é um momento de reflexão do que foi feito pelo Governo e de identificação das oportunidades e desafios que podem, em alguns territórios, exigir avanços tecnológicos.

2- A interação empresa/universidade é essencial para o desenvolvimento da CT&I. Na sua opinião, levando em consideração sua experiência como presidente da Petrobras e professor, quais são os entraves que dificultam esta interação?

A relação empresa/universidade que tem como foco a Ciência e Tecnologia pode ser entendida como dois mundos com dinâmicas e culturas muito distintas. A universidade tem um horizonte de tempo e tem uma abrangência de seus interesses de investigação que são muito mais amplos do que as necessidades de desenvolvimento tecnológico e científico para atender as empresas. Combinar a urgência de respostas pontuais e pragmáticas da empresa com a absoluta necessidade de investigação profunda da ciência básica, no ritmo necessário para conhecimentos fundamentais da humanidade, é o desafio do sistema de Ciência e Tecnologia. Existem diversos mecanismos, já em implementação, que permitem avançar na aproximação entre esses dois mundos. Editais de financiamento de projetos de pesquisa que tenham interesses para as empresas, estímulos para que as empresas tenham maior relação com as universidades, identificação das atividades das universidades que respondam as necessidades da sua vizinhança em termos empresariais, identificação de políticas de estímulo a capacidade investigativa nas universidades voltada para respostas empresariais, que fazem, portanto, uma convergência nos tempos e interesses desses mundos.

3- Durante sete anos, o Sr. foi presidente da Petrobras, uma empresa que se destaca em inovação e produção tecnológica. Agora, como secretário de planejamento, como o Sr. analisa as diferenças entre a produção de CT&I nos setores público e privado?

A Petrobras é uma empresa que, desde o seu início, pela natureza da sua atividade, vê como fundamental a pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Desde o seu início, a Petrobras se cercou do que havia de melhor nas universidades, nas empresas de serviços, nos laboratórios de tecnologia e no treinamento do seu pessoal. A universidade Petrobras é uma instituição voltada para o treinamento dos seus funcionários e ao mesmo tempo, a estatal mantém vínculos com um conjunto de universidades no Brasil e no exterior. Nos últimos anos, a Petrobras não só duplicou o seu centro de pesquisa, como também mais do que dobrou os financiamentos de pesquisas empíricas e laboratoriais em dezenas de universidades brasileiras através das chamadas redes temáticas, que reúnem grupos de entidades que trabalham em temas relevantes relacionados a hidrocarbonetos e biocombustíveis. Do ponto de vista da Petrobras existe uma construção de uma infraestrutura para o desenvolvimento da ciência e tecnologia. O Governo do Estado tem um outro tipo de envolvimento. De um lado, as suas universidades também são centros de pesquisa. Do outro, a Fapesb que tem como princípio fomentar a pesquisa e tecnologia no estado, tem ampliado seus editais e estimulando o mundo científico em diversas frentes. Portanto, o papel do governo não é executar a ciência e tecnologia, mas sim, fomentar, diferente, portanto, do papel de uma empresa.

4- A ponte Salvador-Itaparica tem sido um dos principais focos da Secretaria do Planejamento. De que maneira a construção desta ponte irá impactar no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação na Bahia?

Diversas questões serão abordadas e introduzidas no cenário baiano pela construção da ponte. Primeiro, na área construtiva stricto sensu. Nós teremos um equipamento de grande porte, que deve ser o 23° maior do mundo no que se refere a pontes sobre mar, rios e baías. Portanto, este equipamento em si adotará tecnologias construtivas inovadoras no estado. Além disso, a natureza da localização da ponte e sua extensão vai exigir também o desenvolvimento de técnicas de construção no mar, flutuantes. A ponte também vai coletar um conjunto de informações sobre o subsolo, correntes marinhas e marítimas, que propiciará novos estudos sobre o dinamismo das marés, a hidrodinâmica da Baía de Todos os Santos, a geotecnia, o reforço das informações sísmicas, as questões referentes a oceanografia, os ventos, a vida marinha no fundo e superfície marinha, enfim, um conjunto de novas informações serão levantadas por esse projeto. Por fim, a ponte abre um enorme espaço para a análise socioeconômica. É um equipamento que vai alterar substantivamente a vida na ilha e na sua vizinhança, o que abre, portanto, um conjunto de áreas de investigação no que se refere aos impactos antropológicos, culturais e patrimônio imaterial

5- No mês de agosto, a FAPESB completou 12 anos. Como o senhor avalia o papel da FAPESB no apoio aos projetos de CT&I desenvolvidos na Bahia?
A Fapesb desempenha um papel fundamental no fomento da atividade científica no estado e ao desenvolver editais, bolsas, programas específicos de fomento, mantém viva a oportunidade ampliar o conhecimento em diversas áreas.

Por: Ascom/Fapesb

Deputado Euclides apresenta moção de congratulações à FAPESB na Assembleia Legislativa

Para comemorar os 12 anos de existência da FAPESB, no último dia 27 de agosto, o deputado Euclides Fernandes (PDT) apresentou moção de congratulações, na Assembleia Legislativa, endereçada à instituição. O deputado parabenizou a FAPESB por estar contribuindo de forma decisiva e estratégica para tornar a Ciência, Tecnologia e Inovação um processo endógeno e dinâmico da base produtiva baiana.

Euclides informou que, nos últimos anos, a FAPESB ampliou em torno de 150% as cotas de bolsas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado: “No momento, há cerca de mil bolsas de mestrado e doutorado implementadas na Bahia e aproximadamente duas mil bolsas de iniciação científica”, disse.

Além da quantidade, a FAPESB aumentou também os valores das bolsas, equiparando-os aos valores praticados pelo CNPq.

Fonte: DOE

FAPESB participa do 5º Seminário de Gestão de Tecnologias e Inovação em Saúde

De 29 a 30 de agosto, a O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) realizou o 5º Seminário de Gestão de Tecnologias e Inovação em Saúde (GTIS). O evento, que está dividido em dois momentos, abordou em agosto os Impactos no Ambiente e na Saúde; num segundo momento, que acontecerá em outubro, o tema será a Avaliação do Impacto de Intervenções na Saúde das Populações.

A temática proposta para este 5º GTIS surge da emergência em se discutir a relação entre a incorporação de novas tecnologias e seu impacto na saúde humana. A rápida expansão e introdução de novas tecnologias em diversas atividades tem aumentado exponencialmente o impacto da ação humana no ambiente, ao mesmo tempo em que traz inegáveis benefícios às sociedades. As tecnologias agrícolas e a contaminação do solo e da água, as tecnologias da telefonia celular e o potencial risco das radiações não ionizantes, as tecnologias automotivas e a poluição do ar, são apenas alguns exemplos da relação de causa e efeito inserida nesse contexto.

A segunda parte do Seminário, Avaliação do Impacto de Intervenções na Saúde das Populações, ocorrerá de 10 a 12 de outubro de 2013, no Hotel Sheraton da Bahia, sob a Coordenação Científica dos professores Maurício Barreto (ISC, UFBA) e Sebastião Loureiro (ISC, UFBA).

Fonte: www.seminario.pecs.ufba.br/v/ia

Foto: mesa de abertura coordenada por Sebastião Loureiro, com a participação de Roberto Paulo Lopes, diretor da FAPESB

Com apoio da FAPESB, moradores da Fazenda Guerreiro melhoram condições de vida

Há dois anos, os moradores da Fazenda Guerreiro, localizada no município de Simões Filho, há 24 quilômetros de Salvador, tiveram uma reviravolta em suas vidas. Apoiados pelo Edital de Apoio a Incubadoras de Empreendimentos Econômicos, Solidários e Ambientais, fruto de uma parceria entre Fapesb, Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) do Estado da Bahia, em 2010, eles se viram envolvidos em uma série de ações que contribuiriam para uma significativa melhora da produção e consequentemente da sua qualidade de vida. O projeto foi proposto pela Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão (Acopamec), coordenado por Jacqueline Santos e Vânia Vieira, e envolveu a Associação de Produtores Rurais da Fazenda Guerreiro.

Atualmente, a fazenda abriga cerca de 53 famílias, das quais 30 estão envolvidas com o projeto, somando um número aproximado de 200 pessoas. A associação de Produtores Rurais já foi desincubada e agora coordena as atividades por conta própria. O objetivo da Acopamec foi estruturar a produção e estimular a geração de trabalho e renda através da aplicação da tecnologia social de incubação dos empreendimentos econômicos solidários (EES). Buscando valorizar e resgatar os saberes e vocações da população local, o trabalho envolveu quatro núcleos produtivos: avicultura, com a criação e vendas de galinhas caipiras; agricultura orgânica, com produção de maracujá, aipim e hortaliças; piscicultura, com a criação de peixes; e floricultura, com a produção de flores ornamentais.

Os resultados da incubação foram muito positivos, em diversos aspectos. O trabalho, antes realizado de forma individual, passou a ser executado em grupos. A renda das famílias aumentou, ajudando a melhorar suas condições de moradia. O senhor Raimundo Bispo, de 65 anos, conta orgulhoso que se mudou de sua antiga casa de taipa para uma casa de tijolos e cimento, tudo com as economias que conseguiu fazer com a ajuda do projeto. “Eu já plantava maracujá, mas aí aumentei a produção e comecei a vender também melancia, aipim e amendoim”, conta. “Foi com a venda do maracujá que fiz a minha casa nova, de bloco e cimento.” Hoje, Raimundo vive com a esposa, a filha e os netos em uma casa com três quartos, sala, banheiro e cozinha, construída atrás da antiga casa de taipa: “Dá para ver o antes e o depois”, diz. O projeto não apenas contribuiu para melhorar a moradia de Raimundo como também o estimulou a trabalhar ainda mais: “Quanto mais eu vejo o fruto do meu trabalho, mas eu quero trabalhar”, conta.

O projeto também contribuiu para a fixação das famílias no campo. A presidente da Associação, Josenilda Silva Santos, morava sozinha na Fazenda Guerreiro, criando galinhas. Por conta do aumento da produção e o consequente aumento da renda, Josenilda convenceu a filha, que morava em Salvador com o marido e os dois filhos, a voltar para o campo. “Aqui na fazenda a gente consegue viver e se sustentar”, explica. Hoje, todos vivem juntos e cuidam da produção de galinhas caipiras e ovos, vendendo cerca de 30 dúzias por semana. A casa foi reformada e melhorada e lá foi instalado o computador adquirido com recursos do projeto, que pode ser usado por todas as famílias. A filha de Josenilda montou uma barraquinha em frente à casa para vender os ovos e outros alimentos que também são produzidos em seu lote, como tomate, pepino, maxixe, laranja, abóbora e aipim.

Com o amadurecimento do trabalho e o sucesso das produções, Josenilda e seu vizinho Gilson Batista Santos, agricultor, produtor de aipim e maracujá, decidiram fazer um fundo rotativo, uma espécie de poupança comunitária gerida coletivamente. A poupança recebe doações voluntárias dos membros participantes que podem usar o recurso quando necessário. A senhora Ana Maria Mendes, de 56 anos, diz ter sido muito beneficiada pelo fundo rotativo: “Eu recebi 50 pintinhos. Com o lucro das vendas, comprei 100 e devolvi o valor dos 50 para o fundo. Assim eu fiz dinheiro e fui multiplicando”, conta. Antes do projeto, Ana Maria tinha um galpão de taipa para abrigar as galinhas. Hoje, com a renda maior, ela já construiu três galpões de tijolos e uma casa nova, onde vive com o companheiro, dois filhos e dois netos. “Eu fui uma das mais beneficiadas nesse projeto. Hoje eu tenho uma moto, uma casa nova e quatro galpões”, diz orgulhosa.

Em setembro de 2012, a coordenadora Vânia e as famílias da Fazenda Guerreiro decidiram realizar uma feira para vender os produtos e divulgar o trabalho realizado. O sucesso foi tão grande que a feira continua sendo realizada todo segundo domingo do mês, atraindo um público de cerca de 500 pessoas. A demanda tem sido tão alta que os produtores não estão dando conta dela e, por isso, estão buscando captar mais recursos para adquirir maquinário, veículos e equipamentos de irrigação e outros materiais que contribuam para a melhoria e o aumento da produção e comercialização. É nessa feira que Eliete Santos vende a flor Palma de Santa Rita. Ela já havia tomando um curso de cultivo de flores em um programa oferecido pela prefeitura, e está feliz com sua independência: “Eu sempre plantei flores, mas nunca fui dona de minha própria plantação. Agora eu planto e o dinheiro é meu”, comemora.

A coordenadora Vânia conta que o trabalho foi intenso e que, no início, ela contou com o apoio de uma psicóloga social para desenvolver as relações intergrupais. “Houve conflitos, alguns saíram, mas no fim, deu certo”, diz. A aplicação dos recursos do projeto coincidiram com a chegada da energia elétrica e da estrada de asfalto na Fazenda Guerreiro, o que melhorou ainda mais o transporte dos produtos. Josenilda diz que embora alguns produtos sejam vendidos em feiras nos arredores, o foco é vender diretamente ao consumidor: “Nós temos uma espécie de mercado itinerante: o consumidor faz o pedido e a gente entrega direto em casa”, explica.

A história da Fazenda Guerreiro teve uma boa repercussão e já foi divulgada na rádio, no site da prefeitura de Simões Filho e até em matéria de televisão. Gilson resume o sucesso da experiência em uma simples frase: “Se formos dar uma nota de 1 a 10, neste projeto, nós chegamos a 10!”.

Clique aqui e veja as fotos da Fazenda Guerreiro no facebook da Fapesb.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia completa 12 anos

Em 27 de agosto de 2001, surgia uma das mais importantes agências de fomento na área de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil: a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Com uma atuação destacada na formação e produção científica na Bahia, a FAPESB, desde o seu nascimento, assumiu o protagonismo nas ações de C,T&I como eixo estruturante do desenvolvimento do estado.

“Com uma atuação exemplar, reconhecida pela comunidade científica e por seus parceiros no esforço de inovação, a FAPESB cumpre com efetividade e eficiência inequívoca as atribuições que são próprias de uma agência de fomento”, diz Roberto Paulo Lopes, diretor geral da Fundação. “Nestes 12 anos, a FAPESB alcançou a maturidade, consolidou seu processo de institucionalização e contribuiu para uma inflexão nos modos de pensar e agir a ciência, a tecnologia e a inovação na Bahia.”

A Fundação acredita que o estímulo à capacitação tecnológica e a ampliação da massa crítica são os principais vetores do desenvolvimento econômico e da elevação do nível da qualificação de vida da população. Suas ações englobam um amplo número de pesquisadores de diferentes níveis de conhecimento. A FAPESB tem a preocupação de não apenas promover a melhoria da pesquisa, mas de estimular o interesse dos jovens estudantes pela CT&I. Do ensino médio ao pós-graduado, os alunos das instituições de ensino, públicas e privadas sem fins lucrativos têm a oportunidade de adquirir uma formação científica, através do Programa de Bolsas da FAPESB.

Através da Diretoria Científica, a FAPESB apoia projetos importantes para o aprofundamento e a disseminação das pesquisas científicas e tecnológicas. Projetos de infraestrutura de pesquisa; apoio a publicações científicas; apoio a pesquisas por meio de parceiras federais, como no Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde e parcerias internacionais como no Programa de Cooperação Internacional; promoção e divulgação científica para os jovens por meio do apoio à popularização da ciência; o intercâmbio de informações pela formação de redes de pesquisa e o apoio a pesquisas em áreas consideradas prioritárias pelo governo são apenas algumas das ações concretizadas pela FAPESB.

Por sua vez, a Diretoria de Inovação visa aproximar os pesquisadores do setor produtivo, levando o conhecimento acadêmico para o mercado, além de estimular a inovação e a competitividade entre as empresas e a aproximação universidade/empresa. Por meio dos editais da Diretoria de Inovação, a FAPESB vem ampliando a cultura empreendedora e tecnológica na Bahia, estimulando as empresas a investirem em pesquisa e desenvolvimento. Criação e qualificação de empreendimentos de base, iniciativas de capacitação por meio de cursos de especialização, disseminação do conhecimento do empreendedorismo, criação de Sistemas Locais de Inovação, transferência de tecnologias, premiação de ideias inovadoras e o incentivo à implantação de incubadoras de empresas são algumas das ações englobadas pela Diretoria de Inovação da FAPESB. Há ainda o apoio realizado por meio de parcerias federais para atender demandas especificas da sociedade baiana e o apoio a Economias Solidárias.

Segundo Roberto Paulo, a ciência, a tecnologia e a inovação são fundamentais para o desenvolvimento da Bahia. “Todos os modelos de crescimento econômico, assim como as experiências recentes mostram o papel determinante da pesquisa científica e da inovação no desenvolvimento das nações, na competitividade das empresas, na melhoria da qualidade de vida e na redução das desigualdades sociais”, diz. Para o diretor, a capacitação científica e tecnológica é uma variável crítica para uma sociedade poder ter um papel no controle do seu próprio destino, e a inovação proveniente da pesquisa e do desenvolvimento é decisiva para a competitividade das empresas em um mundo globalizado.

“A FAPESB é, e depende, fundamentalmente, da comunidade científica, dos pesquisadores, universidades, empresas e institutos de pesquisas. É importante destacar que o êxito da Fapesb só é possível graças, também, à sensibilidade do governo sobre o seu papel neste processo e, especialmente de seus funcionários atuais e de todos aqueles que contribuíram para o engrandecimento desta instituição”, afirma Roberto Paulo.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Lançado edital para instalação de incubadora de empresas criativas no Parque Tecnológico da Bahia

Empresas baianas vão ganhar um novo espaço para desenvolver todo o seu potencial criativo e inovador. A Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação da Bahia – SECTI lança o edital da primeira incubadora do Parque Tecnológico da Bahia com foco em empresas criativas que desenvolvam produtos ou serviços nas áreas de conteúdo digital (softwares, aplicativos, games e multimídia), audiovisual (cinema, vídeo e animação), design, fotografia e música, que façam uso intensivo das Tecnologias da Informação e Comunicação.

A incubadora ÁITY, que na língua Guarani significa ninho, já instalada no Parque Tecnológico da Bahia conta com 20 empresas do segmento de TI, e agora ganha um edital específico para a criação de uma nova Incubadora, a ÁITY CRIATIVA, que contempla a seleção de Empresas Criativas de Base Tecnológica. As selecionadas receberão suporte e orientações para planejamento estratégico, marketing e assessorias jurídica e financeira, além de terem acesso a uma infraestrutura de ponta para desenvolver suas atividades. Esta é uma ação pioneira no estado e vai atender uma forte demanda do setor. Segundo dados da UNESCO, na economia mundial, os setores criativos foram os que mais cresceram desde o início do século 21, sendo considerada a 3° maior indústria mundial. Somente no Brasil, o setor movimenta 380 bilhões ano. Pesquisas recentes mostram que o setor responde por 22% dos trabalhadores formais.

“A Bahia precisa estar em consonância com a tendência mundial de investimentos neste segmento, a incubadora ÁITY CRIATIVA vai atuar na preparação desses novos empreendimentos, capacitando os jovens e ampliando a cultura inovadora do Estado”, ressalta Paulo Câmera, secretário da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação da Bahia – SECTI.

Transformar ideias em bons negócios

A Incubadora ÁITY CRIATIVA do Parque Tecnológico da Bahia integrará o Sistema Baiano de Incubação e vai transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, criando condições para que empreendedores criativos estejam preparados para enfrentar o mercado. As empresas selecionadas terão a oportunidade de se instalar numa ambiência propícia à pesquisa e desenvolvimento, de grande visibilidade aos olhos de possíveis financiadores de seus projetos, tendo rápido acesso à base de conhecimentos científicos e tecnológicos, através da relação empresa-universidade, além de programas de apoio financeiro ao longo de todo seu ciclo de desenvolvimento, de forma contínua e confiável.

Edital

Os interessados podem se inscrever no período de 5 de agosto a 18 de setembro. A participação no Edital é gratuita e o acesso ao seu conteúdo e anexos pode ser obtidos através de DOWNLOAD NESTE LINK.

Clique aqui para mais informações.

FAPESB apoia XV Congresso Brasileiro de Mandioca

Na sexta-feira, dia 30 de agosto, termina o prazo com desconto para participar do XV Congresso Brasileiro de Mandioca (CBM), que vai acontecer de 21 a 25 de outubro, no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador (BA). O evento será realizado pela Sociedade Brasileira de Mandioca (SBM) e Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o apoio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia.

Até 30 de agosto, o valor da inscrição tem desconto e varia de acordo com a categoria: 140 reais (estudante associado à SBM), 250 reais (estudante não associado), 300 reais (profissional associado) e 410 reais (profissional não associado). Grupo (a partir de três pessoas da mesma empresa) inscrito até o dia 30 terá direito à inserção de nome da empresa, endereço e slogan corporativo nos Anais do XV Congresso Brasileiro de Mandioca.

Todas as inscrições devem ser feitas até 18 de outubro no endereço www.congressomandioca2013.com.br. Após esta data, somente serão realizadas no local do evento. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (71) 2102-6600 ou e-mail inscricoes@gt5.com.br

Fórum

Desde 1979, o CBM é o principal fórum de atualização e intercâmbio técnico-científico da cadeia produtiva da mandioca, integrando agentes de instituições de ensino, pesquisa, extensão e defesa vegetal, produtores e empresários. “Nosso foco será o avanço dos derivados de mandioca, sobretudo do amido, como insumo para indústria e na gastronomia”, afirma Carlos Estevão Cardoso, pesquisador da Embrapa e presidente da comissão organizadora do CBM. O evento deve atrair cerca de 700 a 800 participantes Duas edições já aconteceram em Salvador: a primeira, em 1979, e a oitava, em 1994.

Fonte: Ascom/Embrapa Mandioca e Fruticultura

VI Fórum de Tecnologia: Robótica e Automação tem apoio da FAPESB

De 12 a 14 de setembro, a UNEB promove o VI Fórum de Tecnologia: Robótica e Automação, no Campus II em Alagoinhas. O evento tem como objetivo reunir profissionais e acadêmicos e estimular a difusão do conhecimento no âmbito das novas tecnologias, buscando melhorar a formação e tratar de conhecimentos emergentes na área da computação. O intuito é expor para as comunidades da região pesquisas existentes nas universidades brasileiras e oportunidades profissionais, permitindo a ampliação da atuação de mercado e fortalecendo a região no que tange as tecnologias da Informação.

O VI Fórum de Tecnologia será um espaço de interação no qual as comunidades acadêmicas de Alagoinhas, Catu, Feira de Santana, e outros municípios da região terão a oportunidade de interagir com profissionais consolidados e conhecer pesquisas aplicadas em andamento.

Durante o evento, serão ministrados minicursos de Robótica Básica e Educacional, Introdução à Criação de Protótipos com Autocad, Introdução à Prototipação com Arduino, Futebol de Robôs por Simulação, Prototipação com Arduino, além da oficina de Metareciclagem.

Para mais informações, acesse ictios.org/vift.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb