NOTA DE PESAR E SOLIDARIEDADE

O Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), aprovou e emitiu, após reunião de forma virtual nesta quarta-feira (26), Nota de Pesar e Solidariedade a todas as pessoas impactadas pela Covid-19, em especial às mais de 450 mil vítimas fatais no Brasil. Confira, abaixo, a nota assinada pela presidente do Conselho, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Adélia Pinheiro.

O Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB em sua 52ª reunião ordinária, realizada em 26 de maio de 2021, vem a público para se solidarizar com todos aqueles que perderam seus entes queridos devido a COVID-19.

São mais de 450.000 brasileiros que deixaram a nossa convivência e, em alguns casos, perdas evitáveis se fossem seguidas as recomendações propostas pela Ciência, tal qual tem feito o Estado da Bahia.

Embora compungidos com o quadro que se apresenta é hora, também, de valorizarmos os nossos colegas cientistas, muitas vezes heróis anônimos que, apesar de todas as dificuldades que lhes têm sido impostas pela pandemia, não se deram por vencidos e continuam lutando para buscar soluções para os problemas que se apresentam na sociedade.

A mobilização da classe científica em prol da sociedade nesse momento difícil tem vários exemplos: o desenvolvimento de vacinas em tempo recorde, o avanço nas tecnologias de informação e comunicação que minimizam o isolamento e movem a economia, o desenvolvimento de novos métodos de ensino e, ainda, as análises das ciências sociais quanto às necessidades dos diversos grupos sociais.

Dessa forma, é o momento de fortalecermos a ciência, dizer sim a vacina, desprezar o negacionismo e caminharmos na direção da superação dessa crise e quiçá, para a inauguração de uma nova era.

Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro
Presidente do Conselho Curador da FAPESB

Fapesb aprova incentivo a mestrandos e doutorandos que terminarem projetos antes do prazo

Medida, que também se aplica aos orientadores, foi aprovada durante reunião remota do Conselho

O Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) se reuniu nesta quarta-feira (26), em um encontro virtual com seus representantes, da gestão pública, empresas, universidades e institutos, entre titulares e suplentes. Na presidência do Conselho, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro, liderou a deliberação das novas resoluções, como a votação de questões relacionadas a bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica, além da apresentação de novos membros das Câmaras de Assessoramento e debates sobre o incentivo à antecipação da conclusão do curso de pós-graduação stricto sensu, tanto para o aluno, quanto para o orientador.

Concluída a reunião, a secretária Adélia Pinheiro ressaltou que o Conselho cumpre o papel de dialogar com instituições, universidades e centros de pesquisa para deliberar as principais demandas de fomento e incentivo à ciência, tecnologia e formação de pessoas, sempre em benefício da sociedade. “Aprovamos uma resolução para conceder incentivo financeiro a mestrandos, doutorandos e os respectivos orientadores que terminem seus projetos de pós-graduação antes do prazo estipulado. Além disso, estamos elaborando uma nota, em nome da Fapesb, para divulgar à sociedade, destacando nossa solidariedade a todos os impactados pela pandemia da Covid-19, em especial às mais de 450 mil vítimas no Brasil”, afirmou.

Para o diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, é importante destacar a sintonia dos conselheiros para o avanço da pesquisa em toda a Bahia. “Com a nova resolução aprovada, a Fapesb segue cumprindo o papel fundamental de estimular e fomentar a pesquisa em nosso estado. O Conselho é formado por representantes dos mais diversos setores da sociedade, sempre atento às demandas daqueles que são a principal razão da existência da Fapesb, os nossos pesquisadores e pesquisadoras”, disse.

Fapesb lança edital para apoiar mulheres inventivas e inovadoras na Bahia

 

O investimento da fundação é de mais de 1,6 milhão de reais e as inscrições para a seleção desses projetos estão abertas até o dia 23 de julho de 2021

Investir em ideias inovadoras e incentivar a produção de ciência, tecnologia e inovação. Esses são alguns dos objetivos da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) ao lançar, nesta sexta-feira (28), às 14h, em evento virtual com transmissão pelo YouTube da Secti, o Edital Inventiva, que tem como foco apoiar projetos de mulheres inovadoras da Bahia. O investimento é de mais de 1,6 milhão de reais e as inscrições para a seleção desses projetos estarão abertas até 23 de julho de 2021.

O edital, que está disponível no site da Fapesb, estimula o empreendedorismo feminino com a geração de empresas de base tecnológica e com ideias inovadoras. Além disso, a Fapesb quer apoiar transformações de ideias inovadoras que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos do estado da Bahia. Para participar, os projetos podem fazer parte das temáticas nos setores de biotecnologia, genética, tecnologia social, de inovação, dentre outros.

Para a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, é sempre importante lembrar que o empreendedorismo feminino e científico vem de muitos anos com grandes feitos na história da ciência. “As mulheres sempre foram responsáveis por invenções de suma importância para a humanidade. Ao longo da história, podemos perceber o quanto essas inovações mudaram a vida de tantas pessoas”, afirmou a secretária.

Um importante exemplo, segundo Adélia, é a jovem baiana Anna Luísa Beserra, que desenvolveu o projeto chamado Aqualuz e tornou-se a primeira brasileira a ganhar o Jovens Campeões da Terra, principal premiação da ONU) para pessoas entre 18 e 30 anos, que desenvolvem trabalhos relacionados à melhoria do meio ambiente. A jovem cientista investiu seus conhecimentos na pesquisa de uma tecnologia para tratamento de água, a fim de auxiliar no enfretamento da seca em regiões como o semiárido Nordestino e a combater doenças causadas por água contaminada.

Além disso, a cientista baiana Jaqueline Goes é um dos nomes mais lembrados nos dias atuais, graças à sua pesquisa que possibilitou o sequenciamento do primeiro genoma do coronavírus em território brasileiro. Foram necessárias apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso da doença no país para que Jaqueline e demais pesquisadores concluíssem este trabalho.

Para a secretária de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, a parceria da Secti com a SPM no edital Inventiva marca a prioridade do Governo da Bahia para Incentivar as mulheres e meninas nas ciências. “Em especial, estamos falando de incentivar a participação feminina nas áreas de tecnologia e inovação, e no caminho de uma política pública mais sistemática para incentivar, valorizar e dar visibilidade ao protagonismo feminino nas ciências”.

O diretor Geral da Fapesb, Márcio Costa, destaca a importância de um edital voltado para o incentivo à inovação de mulheres cientistas. “Estamos muito felizes em lançar o Edital Inventiva e temos a certeza de que ações como essa estimulam o caráter inovador da nossa sociedade, principalmente, neste caso específico, das mulheres pesquisadoras da nossa Bahia, que, ao longo dos anos, vem contribuindo para o avanço de diversas áreas do conhecimento com pesquisas, soluções e invenções em prol de toda a sociedade”, concluiu.

Pesquisa baiana destaca importância da reciclagem de lixo eletrônico

Projeto de mineração urbana defende que metais valiosos podem ser obtidos através da reciclagem
“Quais materiais são mais propensos a virarem lixo eletrônico e por que as pessoas realizam o descarte indevido?”. Essas são algumas questões que a pesquisadora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Tatiane Benvenuti, quer entender para criar medidas que possam diminuir esses resíduos na região Sul da Bahia. A partir dessas informações, Tatiane vai buscar técnicas para a reciclagem e recuperação de materiais valiosos. “Com a necessidade de equipamentos eletrônicos, tanto para trabalho, quanto para conforto, somado ao constante surgimento de novas tecnologias que surgem diariamente, tivemos um aumento enorme de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, os REEE. Dentro dessa realidade, o Brasil encontra-se entre os países que mais produzem REEE, somente em 2014, foram cerca de 14 milhões de toneladas”, alerta a pesquisadora.
Ao justificar a importância do projeto, realizado em parceria com pesquisadores da Uesc e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Tatiane explica como funciona a dinâmica de reciclagem de produtos eletrônicos. “No Brasil, existe a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010, que, ao ressaltar o perigo para à saúde e o meio ambiente, alerta que tais materiais devem ser reciclados. Entretanto, este tipo de resíduo não pode ser enviado para aterros e lixões, ele deve passar pelo processo chamado logística reversa, que ocorre quando o consumidor devolve o aparelho inutilizado na mesma loja onde o comprou. Nesse sentido, a loja devolve as peças aos fornecedores que reutilizam os materiais ou providenciam a reciclagem. Acontece que, no nosso país, as lojas ficam com muitas peças para descartar e nem sempre recebem o equipamento vendido de volta. Some isso ao fato de no Brasil não existir a reciclagem de todos estes materiais, limitando-se somente à desmontagem, então, a parte mais valiosa do material que não vai parar nas cooperativas de reciclagem e sucateiros, acaba indo para fora do país, onde é melhor aproveitada”.
A pesquisadora afirma que através do anseio de fazer com que esses metais valiosos permaneçam em território brasileiro, ela busca entender como esses resíduos são administrados no Sul da Bahia, a fim de apontar possíveis medidas para realizar a reciclagem adequada localmente. “Com o tempo, ampliando a atuação, poderemos conhecer os dados destes resíduos em todo o estado, na região Nordeste e em todo o país. Em nossa pesquisa, buscamos conhecer o panorama local e fornecer informações, como a cartilha, para educar a população em relação aos perigos e à necessidade de descartar esses resíduos de forma adequada”, disse Tatiane, que destacou os comércios que recebem os resíduos eletrônicos, lojas de consertos, empresas fabricantes de equipamentos como os principais integrantes de seu público-alvo.
A equipe também defende que a composição destes resíduos indica possibilidades de mineração urbana para obter metais, a partir de volumes inferiores de REEE em comparação com o volume de minério na mineração convencional. “Recursos minerais são finitos e as minas vêm se esgotando cada vez mais rápido, logo, a ideia é que haja menor demanda de matéria-prima virgem, através da recuperação dos metais dos resíduos. O impacto social poderá se refletir na criação de pontos de coleta e triagem de resíduos, além do desenvolvimento de novos empreendimentos de reciclagem, com geração de emprego e renda na região”, concluiu.
Bahia Faz Ciência
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Micro e pequenas empresas baianas são desafiadas a criar soluções Inovadoras para a gestão pública

Edital da Fapesb vai investir 10 milhões de reais em projetos tecnológicos desenvolvidos a partir de problemas concretos da administração pública

De que maneira a Inteligência artificial pode permitir aos órgãos públicos ter acesso a valores de mercado atualizados de bens e serviços para contratação? Como o teleatendimento ao cidadão pode ser usado com segurança, sigilo e garantia de autenticidade? Como criar uma solução tecnológica para que servidores façam seus cálculos de aposentadoria? Estes são alguns dos desafios tecnológicos de interesse da administração pública que estão sendo lançados a micro e pequenas empresas inovadoras por meio do edital Governo Inteligente, que acaba de ter suas inscrições prorrogadas até 1o de junho.

Realização da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), como parte do Programa de Apoio à Pesquisa na Micro e Pequena Empresa (PAPPE), o edital vai investir 10 milhões de reais em projetos inovadores que possam solucionar problemas concretos da gestão pública.

O diretor de inovação da Fapesb Handerson Leite explica este é o primeiro edital por demanda lançado pela Fundação. “Em lugar de direcionar recursos para projetos ofertados pelas empresas, nós pesquisamos junto aos órgãos estaduais – e também com administrações municipais até de fora da Bahia – desafios que pudessem dar origem a inovações escaláveis, ou seja, com potencial para serem aplicadas nos mais diversos âmbitos”, explica Handerson

De acordo com o diretor, o objetivo é gerar novos produtos, emprego, renda e desenvolvimento tecnológico para o Estado. ”Nossa esperança é de que estes produtos possam ser comercializados e, a partir daí, tenhamos condição não só de aprimorar o serviço público como contribuir para o processo de criação de um ecossistema baiano de inovação”, resume Handerson.

O assessor de Planejamento e Gestão da Secretaria de Administração do Estado (Saeb), Wilson Cardoso, conta que o órgão contribuiu com o edital da Fapesb apresentando 16 desafios relacionados a processos da área de gestão governamental. Na visão do assessor, o edital adota um modelo de contratação muito interessante, funcionando como um catalisador do segmento de inovação no Estado. “Em um cenário de restrição econômica como o que vivemos da pandemia, a iniciativa é também uma excelente oportunidade de negócio”, opina.

Para se inscrever no edital, é preciso ser micro ou pequena empresa residente no Estado da Bahia e estar em situação regular junto ao governo, além de ter um projeto de desenvolvimento de um processo, produto ou serviço, propondo solução para um desafio escolhido no edital. Os interessados podem acessar os detalhes do Edital Governo Inteligente no site da Fapesb.

Pesquisador baiano utiliza inteligência artificial para identificar períodos de cio em vacas

Projeto, que foi publicado numa revista internacional, pode contribuir para o avanço da indústria pecuária no mundo

O cenário de um fazendeiro observando a rotina dos animais, a fim de predizer comportamentos alimentares e reprodutivos não é incomum no dia a dia da pecuária no Brasil. Mas, em um futuro próximo, os donos de gado poderão dedicar esse tempo a outras atividades. É que o pesquisador Frederico Cairo, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), imaginou como seria este processo acrescido de um fator inovador: a inteligência artificial. Agora, após 99 eventos de cio observados, junto a diversos estudos de nutrição alimentar e reprodução, é possível predizer com 90% de acurácia quando uma vaca entrará no cio, com até 6 horas de antecedência.

De acordo com Frederico, a zootecnia de precisão e a inteligência artificial são os dois principais diferenciais deste trabalho. “A inteligência artificial já está presente em nosso cotidiano. Quando nós pesquisamos um produto na internet e posteriormente ao acesso aquele mesmo produto nos é direcionado por propagandas, o mesmo foi replicado em nosso trabalho. Os modelos matemáticos aprendem o padrão do que é um animal em cio e o que não é, e por meio desses padrões de comportamentos analisados é detectado se o animal está ou não em cio”.

Esse estudo, segundo o pesquisador, pode auxiliar a rotina de diversos produtores de leite, principalmente os que possuem produção intensiva e que a observação diária se torna difícil, podendo reduzir os índices reprodutivos. “A vaca só produz leite se parir, então, identificar o momento do cio para que a inseminação artificial seja realizada promovendo uma nova gestação é de extrema importância, e conseguir fornecer aos produtores essa informação com 6 horas de antecedência é muito importante para facilitar a tomada de decisão do produtor. Nosso papel é fornecer base científica para que novos dispositivos eletrônicos sejam feitos, reduzindo a mão de obra nas propriedades e aumentando a eficiência reprodutiva e econômica do sistema de produção”.

A pesquisa recebeu apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), através da Embrapa Gado e Leite, em Minas Gerais, onde o estudo foi aplicado no campo experimental José Henrique Bruschi, em Coronel Pacheco – MG. A Universidade de Wisconsin-Madison (Wisc), nos Estados Unidos, e a Universidade Federal de Minas Gerais também foram apoiadores do projeto, que foi publicado na revista internacional Computers and Electronics in Agriculture.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Foto: Adolfo Perez

Fapesb prorroga edital milionário para micro e pequenas empresas investirem em projetos inovadores

Inscrições vão até primeiro de junho

O edital Governo Inteligente, voltado para que micro e pequenas empresas possam potencializar a economia do Estado com soluções inovadoras, prorrogou a data para inscrição até o dia primeiro de junho. A ação, realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), faz parte do Programa de Apoio à Pesquisa na Micro e Pequena Empresa (PAPPE). O intuito é investir 10 milhões de reais em projetos inovadores que possam solucionar problemas reais da gestão pública.

O edital também é inovador, pois as propostas devem ser apresentadas a partir de desafios do dia a dia dos brasileiros. Para chegar a cada desafio apresentado no edital, a Fapesb indagou a diversas secretarias do governo e outras instâncias da esfera pública quais eram as suas maiores dificuldades perante o momento atual. Com base nestas demandas, os micro e pequenos empreendedores poderão criar soluções inovadoras, gerando projetos com tecnologias específicas.

Para Handerson Leite, diretor de inovação da Fapesb, o edital lançado, além de outros benefícios, injeta dinheiro na economia do estado. “Com esses projetos apresentados pelos empresários, faremos com que todos saiam ganhando: o governo, os empresários e principalmente a população. É uma maneira de ajudar a impulsionar a economia do Estado nesse momento de crise. Além disso, as propostas apresentadas poderão gerar emprego e renda para os baianos, pois os projetos admitem a possibilidade de contratação de profissionais com os recursos. E o melhor, os valores investidos não serão reembolsáveis”, contou.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, também vê essa oportunidade como um grande investimento econômico e tecnológico para o estado. “As propostas que serão aceitas pelo edital não só contribuirão com o desenvolvimento de produtos para o uso na governança pública, mas também impulsionarão a economia do estado após a pandemia”, afirmou.

Para se inscrever é preciso ser micro ou pequena empresa residente no estado da Bahia e estar em situação regular junto ao governo e ter um projeto de desenvolvimento de um processo, produto ou serviço, propondo a solução do desafio escolhido no edital. Os interessados podem acessar os detalhes do Edital Governo Inteligente no site da Fapesb.

Pesquisador baiano desenvolve nova forma de extrair amido da pupunheira

Projeto, que rendeu a primeira patente do IF Baiano este ano, busca aplicar a matéria-prima na criação de alimentos e embalagens sustentáveis

Foi durante o projeto de doutorado do professor Biano Melo Neto, na Universidade Federal da Bahia (Ufba), que a ideia de utilizar a pupunha para aplicá-la em alimentos e embalagens biodegradáveis surgiu. Junto à sua equipe, que contou com apoio de pesquisadores do Instituto Federal Baiano de Uruçuca, o professor identificou que grandes volumes de resíduos sólidos são gerados durante a exploração agroindustrial da planta. “Ainda que possua grande potencial na alimentação humana, sua produção é totalmente destinada à obtenção de sementes e grande parte da matéria-prima é descartada”, disse Biano. Com o objetivo de reutilizar as partes da árvore que seriam desprezadas, o professor encontrou um meio de aproveitá-las a partir de seu principal nutriente, o amido.

A polpa da pupunheira é rica em amido, mas, segundo o professor, costuma ser subutilizada. Em avaliações realizadas no IF Baiano, foi verificado que os frutos desta árvore são extremante ricos nesse nutriente, mas o problema é que a extração dele é cientificamente complexa. Foi a partir desta problemática que a equipe propôs uma metodologia capaz de associar rendimento e pureza durante o processo de extração. “A inovação se deu em quatro etapas. A primeira, direcionada a otimizar a extração dessa substância do fruto, a segunda, direcionada à caracterização química e funcional do amido, a terceira, ao estudo das propriedades térmica, morfológica e estrutural, a quarta, à aplicação do amido obtido em alimentos e na produção de um compósito termoplástico biodegradável”.

Com os primeiros resultados, a viabilidade da nova forma de extração foi confirmada e indicou o potencial para ser aplicada nas indústrias de alimentos, cosméticos, fármacos ou de termoplásticos destinados à confecção de matérias, com foco em materiais biodegradáveis. Para o idealizador do trabalho, as empresas processadoras de palmito de pupunha, precisavam investir na produção de alimentos, de forma limpa e sustentável. Agora, com a nova metodologia proposta pela equipe, esses objetivos tornam-se mais acessíveis. “Com este método, ofertamos à indústria e à sociedade em geral, que consome diversos produtos que contém amido, uma matéria-prima com alto grau de pureza, com propriedades nutricionais, químicas, funcionais, térmicas e mecânicas”.

O projeto inovador, que recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), conquistou sua patente de invenção no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) este ano. Foi o primeiro registro de carta-patente conferido ao IF Baiano.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Pesquisadora baiana é premiada internacionalmente com projeto que ensina português para estrangeiros

Foco do trabalho é utilizar tecnologias digitais na rotina de aprendizagem

“Fiz um blog, e daí?”. A pergunta que intitula o nome do projeto de pesquisa da professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Sara Oliveira, poderia ter diversas respostas ou desdobramentos, ao passo que ela prontamente ressalta, que vencer, em terceiro lugar, o Concurso IILP-Itamaraty de Artigos Científicos sobre a Língua Portuguesa não estava, a princípio, em seus planos. O blog, chamado Falando Português, que foi criado pela professora para que estudantes estrangeiros pudessem aprender o idioma através de interações sociais, apresenta uma perspectiva intercultural e crítica, capaz de contribuir para uma formação mais sensível e reflexiva.

Sara, que é natural de Senhor do Bonfim, interior da Bahia, explica que o objetivo principal ao utilizar a plataforma online na aprendizagem de seus alunos é incorporar a tecnologia digital para além do que ela poderia oferecer em termos tecnológicos. “Proporcionamos um ambiente amistoso, repleto de diálogos verdadeiros entre sujeitos e mundos diferentes, e entre línguas-culturas diferentes também. A ideia é proporcionar aos alunos a oportunidade de transitar por uma maior variedade de interações e realidades sociais”. Ela ainda ressalta que o processo de ensino-aprendizagem se torna mais rico e ressignifica o uso do blog nas aulas de línguas, o qual, segundo a professora, tem servido apenas como um repositório de textos e informações descontextualizadas.

O anseio em investigar o uso dessas tecnologias no ensino de línguas surgiu ainda na graduação, quando Sara começou a usar o blog para compartilhar as produções textuais dos alunos estrangeiros. “Através deste estudo, que configura o meu projeto de mestrado na Ufba, conseguimos mostrar a necessidade das ferramentas online no processo de aprendizagem dos idiomas de forma significativa e não apenas como um instrumento de avaliação ou espaço de leitura e produção textual com pouca interação, pois isso minimiza o potencial pedagógico”.

A pesquisadora conquistou o terceiro lugar na categoria Pós-Graduação, com o artigo “Reflexões acerca da implementação de um conjunto de atividades potencialmente intercultural” no 1º Concurso IILP-Itamaraty, que teve a participação de pesquisadores de todos os países no qual a Língua Portuguesa é nativa, entre eles, além do Brasil, estão a Angola, Moçambique e Portugal. “Com a implementação das Unidades Temáticas dentro do blog, verificamos o desencadeamento de um conjunto de ideias e reflexões sobre mundos, crenças e identidades, assim como experiências interculturais, resultantes de um diálogo entre os diferentes e sobre as diferenças. O “Falando Português” evidenciou, ainda mais, a riqueza do que pode ser produzido por estudantes de português como Língua Estrangeira e demonstrou como essas produções podem voltar para sala de aula, por meio da reflexão de estudantes e professores de como é possível repensar a língua e analisá-la com fatores de linguagem que são produzidos na interação”. Concluiu.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Professor baiano estuda interfaces entre Educação, Saúde e Tecnologias

Estudos buscam entender as influências de ações de educação em saúde e do uso de tecnologias sobre diversos aspectos que abrangem do ambiente escolar ao controle de doenças

Entender as interfaces possíveis da educação e da saúde permeadas pelo uso das tecnologias. Este é o objetivo principal do professor Fernando Carvalho, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), no trabalho que desenvolve junto ao Grupo de Pesquisa Educação, Saúde e Tecnologias (Edusaut) e ao Programa de Pós-Graduação em Gestão e Tecnologia Aplicadas à Educação (Gestec). Ao estudar como essas áreas se relacionam, a equipe espera contribuir no desenvolvimento de produtos que melhorem as condições de trabalho desses profissionais, além de auxiliar na criação de políticas públicas que promovam melhorias dessas áreas na Bahia e no Brasil. “Acreditamos que o olhar dos trabalhadores da saúde fica extremamente mais aguçado quando visualizamos e buscamos resolver situações-problema pelo prisma da educação”.

O professor destaca alguns dos projetos desenvolvidos pelo Edusaut, entre os quais “O papel de ações educativas na adesão farmacológica em idosos hipertensos; Aplicações de educação em saúde em pacientes diabéticos; Influência do consumo de alimentos ultraprocessados sobre o aprendizado de escolares; Uso de aplicativos para triagem auditiva escolar; Desenvolvimento de jogos voltados ao ensino de ciências biológicas em escolas do ensino fundamental e médio; e o Desenvolvimento de aplicativos para o combate à subnotificação de casos de arboviroses”. “Todos esses estudos fazem parte do objeto primordial do nosso Grupo”, disse Fernando, que coordena o grupo e orienta pós-graduandos em estudos que tem como eixo central a Educação em Saúde. De acordo com ele, as possíveis soluções às demandas que a execução deste trabalho pode produzir, possibilitará melhorias em saúde e educação, buscando ampliar o acesso da população a ambas, principalmente às pessoas que mais dependem dos serviços públicos.

Devido a quantidade de etapas que envolvem a execução do trabalho, algumas fases já foram concluídas. O pesquisador exemplifica que o projeto que estuda o impacto de ações educativas sobre a adesão farmacológica na hipertensão está no quinto ano, com alguns objetivos já cumpridos e outros em pleno andamento. “Trabalhamos com a ideia de que os pacientes atendidos dentro da proposta de trabalho devem permanecer acompanhados de forma contínua. Nossos dados apontam que conseguimos melhora na adesão terapêutica e, consequentemente, no controle da pressão arterial dos nossos pacientes, mas se não mantivermos as ações já implantadas, corremos o risco de perder o que já foi conquistado”.

Segundo Fernando, com o término de alguns trabalhos, já é possível prever diversos benefícios. “Entre eles, podemos destacar a melhor capacitação profissional em educação e em saúde, desenvolvimento de produtos inovadores para auxílio aos profissionais das duas áreas e melhorias no aprendizado de escolares ou voltadas aos melhores resultados terapêuticos dos pacientes”. Para o professor, essa diversidade de estudos revela a necessidade de mais investimentos voltados aos setores de Educação e Saúde, a partir de premissas fundamentais como a ampliação do fomento à pesquisa, a capacitação contínua de professores, melhoria das condições de trabalho dos profissionais de educação e saúde, ampliação da capacidade formativa através dos programas de Pós-Graduação e a difusão do conhecimento científico através de publicações em veículos de divulgação nacionais e internacionais, entre outros.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.