Governo do Estado libera R$ 18 milhões para inovação de municípios baianos

Iniciativa da Secti e da Fapesb está voltado para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação  nas cidades da Bahia

Um novo incentivo para fazer com que os municípios baianos se tornem mais inovadores. É que o Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), liberou, nesta quinta-feira (26), durante solenidade em Feira de Santana, com a presença do governador Rui Costa, da secretária interina da Secti, Mara Souza, e demais autoridades, um investimento de R$ 18 milhões, disponíveis em três editais que poderão ser acessados pelas prefeituras de toda o estado.

Entre os editais lançados estão o “Cientista no Governo”, “Popularização da Ciência” e “Empreendedorismo Inovador e Economia Solidária”. O primeiro tem foco no desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios apresentados pelos gestores com o objetivo de buscar soluções para melhorar a eficiência da máquina pública. Já o segundo possibilita a implantação de projetos de popularização nos municípios, despertando em crianças e jovens o desenvolvimento da criatividade na área da ciência. O terceiro edital permite a instalação de espaços dinamizadores nos municípios, como o Espaço Colaborar, que é uma espécie de ambiente de coworking, e o Espaço Fazer, que ajuda colocar as ideias em práticas na cultura do “faça você mesmo”.

A secretária Mara Souza lembrou que a iniciativa é ampla e conta com importantes projetos para beneficiar os municípios e seus cidadãos. “Esses editais, que fazem parte do Programa Bahia Competitiva, vão possibilitar a consolidação da articulação com os municípios com o objetivo de colocar na pauta municipal a temática da ciência, tecnologia e inovação. Neste primeiro momento lançamos três de quatro editais previstos, mas também temos iniciativas complementares, como o Conecta Bahia, que leva internet Wi-Fi grátis para praças públicas, a criação de espaços dinamizadores e o Programaê Cidades, com vagas gratuitas em cursos de tecnologia”, destacou.

O governador Rui Costa estimulou os prefeitos a buscarem os recursos disponibilizados pelo Governo do Estado através da Secti e da Fapesb. “Ciência e Tecnologia com dezessete milhões e oitocentos em editais de fomento à pesquisa e à ciência destinados aos municípios”, disse ao defender que pesquisa é primordial para o desenvolvimento do país. “Acredito que o país será diferente, gerará mais emprego, mais renda, se voltar a priorizar a educação, a ciência, a pesquisa, a medicina, porque é isso que gera renda e emprego. No mundo inteiro, a disputa pela renda, pelo emprego e pela atividade criativa acontece por quem mais investe em educação, em ciência e em tecnologia”.

Todas as informações sobre os editais, estão disponíveis no site www.fapesb.ba.gov.br. Basta acessar a página e buscar a aba editais.

Governo do Estado investe R$ 50 milhões em editais de ciência, tecnologia e inovação

Com seis editais abertos, o objetivo principal é fomentar e apoiar projetos voltados para os diversos setores da CTI

As áreas de ciência, tecnologia e inovação (CTI) são fundamentais para o desenvolvimento econômico do estado. Fomentar projetos nesses setores é de suma importância. Por isso, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), tem feito grandes investimentos para financiar ideias de CTI. Neste momento estão abertos seis editais com financiamento total de cerca de R$ 50 milhões.

A secretária interina da Secti, Mara Souza, ressalta a importância de investir e apoiar as ideias e os projetos dos cientistas e empreendedores baianos. “São editais que fazem diferença no trabalho de muitos pesquisadores de todo o estado e também na vida da nossa população. O nosso objetivo é fomentar a ciência, tecnologia e inovação e incentivar o empreendedorismo para fortalecer o desenvolvimento econômico e social da nossa Bahia”, disse, ressaltando que, em breve, novos editais devem ser lançados no escopo do programa Bahia Competitiva.

Para o diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, a diversidade de objetos e setores contemplados nos editais lançados demonstram o compromisso da Fundação em estruturar uma política de Estado para ciência e tecnologia. “Nós fomos buscar as melhores práticas internacionais que hoje estão baseadas no tripé pesquisa em rede, espaços compartilhados e retorno para a sociedade. A partir disso, estruturamos um conjunto de editais que serão muito provavelmente o esteio para que o estado avance cada vez mais na sua política de CTI”.

Confira os Editais disponíveis:

Fortalecimento das áreas naturais

A preservação do meio ambiente é fundamental para a continuidade da humanidade. Por isso, a nova edição do “Teia de Soluções” tem o intuito de financiar e incentivar ideias inovadoras que contribuam para a preservação da natureza na Bahia. Com investimento de R$ 600 mil, a chamada está com inscrições abertas até o dia 2 de junho.

Inovação na Educação

Apoiar a ciência é fundamental para o desenvolvimento de jovens cientistas. Logo, o melhor lugar para formar esses novos pesquisadores são as escolas. O Inovação na Educação chega para apoiar e financiar pesquisas inovadoras que nascem dentro dos colégios estaduais. O edital, que conta com o apoio da Secretaria de Educação (Sec), tem o investimento de R$ 2 milhões. As inscrições estão abertas até 27 de junho.

Agricultura familiar

O Edital Apoio à Inovação na Agricultura Familiar, que tem o aporte de R$ 3 milhões, vai financiar projetos inovadores que desenvolvam ou aprimorem tecnologias na produção agrícola familiar. As propostas devem ser submetidas por doutores e mestres que tenham vínculo permanente ou empregatício com Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), pública ou privada sem fins lucrativos, localizados em território baiano. O edital fica disponível para inscrição até 28 de junho.

Empreendedorismo inovador

Sabe quando você tem aquela ideia inovadora, mas não tem o recurso? Então, o edital Centelha II é para você! Com o aporte total de R$ 4,3 milhões, a chamada irá selecionar e financiar até 50 propostas inovadoras e tecnológicas. Cada projeto contemplado irá receber até R$ 60 mil, mas o beneficiário precisa ter mais de 18 anos. As inscrições estão disponíveis até o dia 05 de julho.

Centros de referência de ensino

O edital Institutos Estaduais de Referência em Ciência e Tecnologia da Bahia (Incite) conta o investimento de R$ 30 milhões e marca um novo momento no financiamento do ensino, pesquisa e extensão no estado. Serão estruturas em rede com objetivo de diagnosticar e elencar os principais problemas território baiano em cada uma das quinze áreas estratégicas presentes no edital. Inscrições abertas até 8 de julho.

Transformação digital

Empresa 4.0 é um edital milionário que visa financiar a transformação digital e inovação nas organizações com atuação no estado, além de promover a integração entre Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e empresas baianas. O financiamento é de R$ 10 milhões, beneficiando 220 empresas, entre micro, pequena e médio porte, sendo R$ 300 mil para cada. É possível realizar as inscrições até o dia 12 de julho.

Se interessou por alguma chamada? Você pode encontrar as informações completas na aba editais do site da Fapesb.

Australia-Brazil Virtual Research Collaboration (2022 Edition on Ocean related research)

The Australia-Brazil Virtual Research Collaboration is a networking strategy that builds on existing and growing relations and common projects between these two countries. It aims to foster and expand joint research on global challenges to increase the pace of knowledge production and its impact, taking advantage of common and complementary interests, expertise and infrastructure. It is run by the Brazilian National Council for State Funding Agencies (CONFAP) and the Australian Department of Education, Skills and Employment (DESE) with the support of other institutions, such as the Australian Academy of Sciences (AAS) and the Brazilian Academy of Sciences (ABC).

The Virtual Research Collaboration events were established following the 2020 Memorandum of Understanding between CONFAP and DESE, which seeks to strengthen Australia and Brazil’s history of research collaboration, including through facilitating the streamlining of joint research funding applications.

For the first 2022 edition, the theme chosen to be explored is ‘Oceans’ due to its pivotal role in containing climate change, being the main ecosystem on the planet and the base of essential economic and cultural activities.

The research streams to be featured are:

  • Oceans and society;
  • Ocean economy and management of seafood chains;
  • Mitigation of climate change and marine pollution effects.

THEMES FOR 2022 EDITION ON OCEANS:

The Australia-Brazil Virtual Research Collaboration on Oceans comes in the aftermath of deep-rooted global problems, dramatically exposed by the COVID-19 pandemic, that require major structural transformation and joint solutions anchored in the Sustainable Development Goals (SDGs). Science-based innovative solutions will be key to propel a new chapter of global ocean action and policy making. In this context, the Australia-Brazil Virtual Research Collaboration will have three separate breakout rooms covering the following research streams:

  • Oceans and society: 

In this breakout room participants will debate ways of promoting a better understanding of the role played by the ocean in our lives and the impact of our actions on the sea. These include mechanisms to engage society in ocean science, raising awareness on the importance of the ocean and its sustainability, and the need to invest in this area of research.

  • Ocean economy and management of seafood chains: 

In this breakout room participants will debate themes related to ocean based economic activities, focusing on sustainable use of resources by the main ocean industries such as oil, transportation, fishing, leisure and tourism. Related topics could also consider the inclusion of traditional populations in ocean management, environmental challenges faced by aquaculture may also be debated in this session.

  • Mitigation of climate change and marine pollution effects: 

This breakout room will feature discussion on preventive efforts to reverse the following trends of marine pollution and climate change:

1- Generalized increase in temperature, hypoxia and seawater acidity and the consequential decline in marine biodiversity, including fishing, coral bleaching, and the elevation of sea levels and the growing occurrence of extreme events.

2- Marine pollution with a focus on the eutrophication and deoxygenation of the sea, generated by industries such as oil, pharmaceutical and cosmetic, or by pressure from growing populations.

3- (Micro)plastic and other waste increase in the oceans, how to work with industry and governments to provoke changes in the way those materials are used, recycled and disposed.

EVENT FORMAT

The event will be held at 7.00pm on 29 June 2022 (Brasilia Time Zone)/8.00am on 30 June 2022 (Australian Eastern Standard Time) and will run for two hours. An optional follow up opportunity for collaboration will be held in late August/early September.

Ten senior researchers from each country will be selected to participate in the event. Each senior researcher may nominate up to two early to mid-career researchers to also attend.

The event is not designed around an extensive speaker program, but rather focused on creating connections between researchers and provoking collaborative research ideas.

GENERAL DRAFT AGENDA – (2h)

– Welcome and introductory remarks – 10 min

  • CONFAP
  • DESE

– Keynote speaker(s) – 20 min

  • Expert on topic to inspire and promote discussion

– General information – 5 min

  • Breakout rooms
  • Report of rooms

– Breakout rooms – 70 min

  • 3 parallel rooms with expert moderators

– Debrief session – 15 min

  • 5 min presentations of discussion from each breakout room

– Close – 5 min

DATE

– 29 June 2022, 7:00pm (Brasília Time Zone – BRT);

– 30 June 2022, 8:00am (Australian Eastern Standard Time – AEST);

– Zoom platform.

HOW TO PARTICIPATE

 

In the application, researchers will be asked to provide:

  • Personal Bio with information on previous research related to the Ocean theme.
  • Areas of interest in this field.
  • If you have any existing partnerships with Australian or Brazilian researchers on the Ocean theme.
  • Names of up to two early to mid-career researchers that may contribute to the meeting, should your application be accepted.

Brazilian participants: based on the information provided by these nominees, CONFAP will select the attendees to the event.

Baianas desenvolvem primeiro capacete de ciclismo para cabelos afros

Lívia identificou que o acessório de proteção não era pensado e adequado para a população preta

O ciclismo é uma atividade que utiliza a bicicleta como meio de locomoção e para fins esportivos. Para praticar essa modalidade com segurança há equipamentos como o capacete. Esse acessório, que é um item de proteção importante, não tem sua estrutura elaborada para pessoas que têm cabelos volumosos. A partir de um sentimento de dor pessoal, um grupo de mulheres baianas, liderado por Livia Suarez, começou a questionar essa pouca acessibilidade dentro da cultura da bicicleta e decidiu criar um projeto para atender essa necessidade da comunidade preta.

A ideia de criar o “Capacete de Ciclismo Fortheblacks” surgiu em 2019. Livia Suarez explica que o principal intuito do projeto é incluir a população negra na modalidade. “O objeto foi criado para pessoas negras que têm cabelos afros, crespos e/ou volumosos. Pensando que os produtos de ciclismo, especialmente o capacete, não são feitos para esses tipos de corpos, um dos pontos que a gente considerou foi o diâmetro adequado. Tornar o ciclismo cada vez mais popular só é possível se os acessórios também forem acessíveis”.

Uma pesquisa realizada pela empresa Tembici aponta que o ciclismo cresceu 61% em Salvador durante o período pandêmico. A capital baiana é a mais negra do país, logo, tem um público que precisa ser atendido. De acordo com a empreendedora, a elaboração desse produto vem de uma necessidade de mercado e de inclusão. “É pensar que aquele imaginário de ciclista, homem branco e com roupa esportiva, já não existe mais. Existe um novo perfil, na verdade, sempre existiu, mas essas pessoas não eram pensadas. Então, o capacete vem para incluir e para se adequar”, ressalta Lívia.

O produto, que foi contemplado pelo Edital Inventiva, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), está na etapa de finalização dos moldes. Lívia quer expandir o negócio e disponibilizar o produto no mercado internacional. “Estamos finalizando a etapa de fabricação dos moldes. Depois, é lançar na rua e vender muito. Queremos ir para áreas internacionais e lojas grandes. A ideia é expandir, não ser só um produto nacional”, diz.

Além de Lívia, o projeto conta com o apoio dos colaboradores Antonio Gabriel, Neymar Leonardo e Tamires Pereira. E tem parceria com Itaú, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba). Livia Suarez, que é moradora de Salvador, também é CEO da Bicipreta, empresa que desenvolve o capacete e outros acessórios e presta serviços de ciclismo para pessoas negras.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Chamada seleciona soluções para fortalecer áreas naturais protegidas

Chamada seleciona soluções para fortalecer áreas naturais protegidas

As melhores propostas com ideias inovadoras e economicamente viáveis para o turismo sustentável e a segurança hídrica receberão apoio financeiro para serem executadas. Serão direcionados até R$ 3,6 milhões. Inscrições seguem até 2 de junho

Estão abertas as inscrições para uma nova edição da “teia de soluções” que selecionará iniciativas que fortaleçam as áreas naturais protegidas por meio de propostas inovadoras, replicáveis e economicamente viáveis. As soluções inscritas devem responder a um dos dois desafios: contribuir para a sustentabilidade financeira e a proteção da biodiversidade por meio do turismo de natureza; e desenvolver estratégias de conservação que promovam a segurança hídrica. As melhores soluções serão apoiadas financeiramente para serem executadas. Até R$ 3,6 milhões estão disponíveis para o processo.

Esta Chamada busca soluções em todas as regiões do Brasil e é uma parceria entre a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) e Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA) e Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

“O turismo em áreas naturais é uma atividade catalisadora de desenvolvimento econômico aliada à conservação da natureza, uma ferramenta importante de sustentabilidade financeira e proteção dessas regiões”, explica a gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva. “Além disso, áreas naturais conservadas são fundamentais para a segurança hídrica. Elas têm a capacidade de atuarem como filtros de sedimentos e resíduos, garantindo maior qualidade e regularidade na oferta de água”, completa, destacando a importância de apoiar projetos de conservação e restauração ecológica.

Interessados devem inscrever suas propostas de solução via formulário disponível no link https://chamada.teiadesolucoes.com.br e indicar a região para a sua proposta. Vale reforçar que FAPEG apoiará soluções executadas no Nordeste de Goiás com até R$1 milhão; FAPESB, na Bahia com até R$600mil; Fundação Araucária, no Paraná, com até R$1 milhão; e Fundação Grupo Boticário tem foco em todo o território brasileiro, com o apoio de até R$1 milhão.

A participação é gratuita e as inscrições seguem até o dia 02 de junho de 2022. As propostas inscritas serão analisadas por uma banca composta por especialistas e representantes indicados pelas instituições organizadoras. As melhores soluções seguirão para uma etapa de detalhamento e mentoria e, depois, passarão por nova análise para concorrer ao apoio financeiro. O resultado com as soluções selecionadas para apoio deverá ser divulgado em dezembro de 2022.

Serviço:

Chamada – Teia de Soluções

Inscrições: até 2 de junho de 2022

Mais informações e inscrições: https://chamada.teiadesolucoes.com.br

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 31 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou cerca de 1.600 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

Sobre a FAPEG

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, Fapeg, é um órgão integrado ao Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia de Goiás. Há 16 anos a Fapeg atua fortalecendo todo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do estado. Para isso, lança editais para fomentar a pesquisa em Goiás, estruturar laboratórios, ofertar auxílios a pesquisas e diferentes tipos de bolsas permitindo a formação, consolidação e a especialização de recursos humanos. Também atua em parcerias com entes internacionais, com o setor produtivo, com as instituições de ensino e com outros órgãos do estado. A parceria com a Fundação Grupo Boticário busca propostas e soluções para o desenvolvimento socioeconômico do Cerrado, com base na proteção da biodiversidade. O processo traz como desafios tornar a prevenção e o combate aos incêndios mais eficientes, reduzindo impactos à fauna, e agregar valor às cadeias dos produtos nativos da região do Nordeste Goiano. De acordo com dados publicados em agosto de 2021 pelo MapBiomas, o Cerrado perdeu quase 6 milhões de hectares de vegetação nativa entre 2010 e 2020. Goiás está entre os três com maior perda, com 810 mil hectares, atrás apenas de Tocantins (1,11 milhão) e Maranhão (890 mil). Em setembro do mesmo ano, um incêndio que persistiu por mais de duas semanas destruiu 75,4 mil hectares na Chapada dos Veadeiros, o que corresponde a 10% de sua área total.

Sobre a FAPESB

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) é a agência de indução e fomento à pesquisa e à inovação científica e tecnológica do Estado da Bahia, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A Fapesb foi criada em 2001 com a finalidade de apoiar projetos de natureza científica, tecnológica e de inovação, que sejam considerados relevantes para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do Estado. A Fundação possui diversos programas por meio dos quais são lançados editais que visam fortalecer a pesquisa local, criar redes de articulação, estimular a ciência e o ensino, para que sejam realizados estudos que contribuam, dentre outras ações, para a diminuição das desigualdades sociais, a preservação do meio ambiente e o fortalecimento da economia do estado da Bahia.

Sobre a Fundação Araucária

A Fundação Araucária busca o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Paraná, por meio de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Araucária é uma das 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa do Brasil e integra o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). Seus projetos são desenvolvidos com base em três eixos estratégicos principais: Promoção da Pesquisa Científica e Tecnológica; Verticalização do Ensino Superior e Formação de Investigadores e Divulgação da Investigação Científica e Tecnológica. Faz parte de seus objetivos, pesquisas, ações, projetos ou programas que auxiliem na ampla difusão do conhecimento.

Pesquisador identifica variedade de abacaxi resistente à fusariose e adaptada ao clima semiárido da Bahia

O abacaxi é uma das frutas mais produzidas e consumidas do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, a produção foi acima de 1,67 bilhões de frutos. Embora não seja um dos maiores produtores do Brasil, o estado da Bahia tem participação importante na oferta desta fruta, com cultivos de destacada relevância social, sobretudo na região semiárida, a exemplo dos municípios de Itaberaba e Umburanas. Com o intuito de potencializar a plantação de abacaxi no território baiano, com foco em Itaberaba, o pesquisador Davi Junghans, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, desenvolveu um estudo chamado “Novas Alternativas para a Produção de Abacaxi no Semiárido da Bahia”, em parceria com a EBDA, UFRB e a Coopaita, cooperativa local dos produtores de abacaxi.

Um dos principais objetivos da pesquisa era verificar o comportamento agronômico de variedades da Embrapa na condição semiárida, comparado com o da ‘Pérola’, cultivar tradicional no Nordeste, mas suscetível à fusariose. Esta doença, também chamada de resinose ou gomose, é a principal responsável por perdas na produção de abacaxi no Brasil. Entre os quatro materiais testados, a variedade BAG 344 apresentou adaptação às condições ambientais da região. “Esta variedade, obtida na coleção de abacaxi da Embrapa, foi coletada há anos na Amazônia. É espinhosa, resistente à fusariose e se comportou muito bem, mesmo na pior condição de plantio, de sequeiro (sem irrigação). Seu fruto tende a ser cilíndrico, com polpa creme”, explica.

O projeto, desenvolvido entre 2015 e 2020, teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio do Edital de Fruticultura. Além da própria Embrapa e da Fapesb, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tem dado apoio financeiro ao Programa de Melhoramento Genético de Abacaxi em várias oportunidades.

Embora apresente resistência genética à doença, que dispensa o uso de fungicidas, a fruta gerada pela 344 é pequena (em torno de 1,1 Kg). Segundo o agrônomo, este resultado, aparentemente negativo, pode ser visto com outro olhar. “O consumidor brasileiro está acostumado a comprar com os olhos. Apesar do fruto ser menor que o da ‘Pérola’, utilizamos aquela variedade no cruzamento com cultivares comerciais. E, entre as progênies obtidas, selecionamos híbridos superiores. Estes híbridos foram avaliados em diferentes regiões produtoras de abacaxi do Brasil (três delas na Bahia) e os resultados obtidos têm sido animadores. Pelo menos quatro híbridos foram identificados como promissores, todos filhos daquela variedade selecionada em Itaberaba. Estes híbridos se mostraram resistentes à fusariose e com produção de frutos de excelente qualidade, em tamanho e sabor”.

As mudas destes híbridos obtidos na Bahia são testadas em outros estados. “Instalamos recentemente um ensaio agronômico com estes híbridos na Paraíba e, anteriormente, montamos outros ensaios no Brasil afora, em parceria com produtores e instituições de ensino ou pesquisa locais. Nestes ensaios, avaliamos a adaptabilidade dos híbridos às diferentes condições ambientais locais, e os resultados obtidos têm sido muito positivos. São filhos dessa variedade, BAG 344, selecionada pela condição de adaptação ao clima duro do semiárido. É um resultado bastante animador, um trabalho que começou com o projeto apoiado pela Fapesb e está sendo multiplicado pelo país”, revela o agrônomo.

O próximo passo da pesquisa é o lançamento de novas cultivares de abacaxi. “Prevemos o lançamento a partir de 2023 destas novas cultivares. Para este lançamento, futuramente serão estabelecidas parcerias da Embrapa com produtores/viveiristas. No caso de Itaberaba e região, a ideia é utilizar a infraestrutura para produção de mudas pela técnica de seccionamento do talo, para multiplicar as novas cultivares de abacaxi. Essa infraestrutura foi instalada na sede da Cooperativa Nacional de Produção e Agroindustrialização (Coopaita), durante a execução do projeto com recursos da Fapesb”, diz.

A pesquisa que começou na Bahia abriu fronteiras e conta atualmente com a colaboração de instituições como Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA – campus de Conceição do Araguaia), Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves-BA e também dos produtores de abacaxi da região de Itaberaba e demais polos abacaxícolas.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

POSICIONAMENTO FAPESB/ SECTI SOBRE O EDITAL INCITE

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) reforçam que sempre estiveram abertas ao diálogo, inclusive promovendo reunião com a rede de pró-reitores do estado para discutir o edital em questão.

Cabe ressaltar que ao longo dos últimos quatro anos, as ações da Secti e da Fapesb foram pautadas em quatro pilares: interiorização, diversidade, compartilhamento e colaboração. O Edital INCITE, que conta com investimento de R$ 30 milhões, é o elemento mais forte e central dessa lógica de oferecer a toda a rede de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado a oportunidade de ser referência para áreas estratégicas.

Fapesb e Secti agradecem os elogios feitos ao edital pela Ufba, destacando que as condições previstas são para garantir o equilíbrio entre os recursos que serão alocados na capital e no interior. A lógica da interiorização passa pela desconcentração de recursos na mão de uma única instituição.

É importante reconhecer que ao se falar em redução de desigualdades na pesquisa, esse argumento não vale apenas para os âmbitos nacional e regional, vale também entre as regiões do estado. Esse edital visa combater esta desigualdade entre os recursos que são alocados nas ICTs mais longevas, que têm um histórico de maior número de doutores, de maior número de publicações, por conta da sua condição histórica, para oportunizar a construção e o fortalecimento de competências nas outras ICTs que estão construindo e consolidando seus programas de pesquisa e pós-graduação.

Fapesb e Secti lembram que ainda que esteja previsto que cada ICT só possa coordenar dois projetos, eles poderão participar de todas as outras propostas apresentadas, partindo das premissas do diálogo e da colaboração entre instituições, pesquisadores e pesquisadoras, como é comum no ambiente acadêmico.

Governo do Estado promove Seminário sobre os desafios e oportunidades do Metaverso

Com programação totalmente virtual e aberta ao público, evento contará com a participação de especialistas no tema
O que é esse tal de Metaverso? Essa é uma pergunta que tem se tornado presente nas rodas de conversa à medida que surgem informações em torno deste novo ambiente que promete transformar parte das relações cotidianas. Para responder esse e outros questionamentos, o Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), promove na próxima quinta-feira (19), a partir das 9h, o Seminário Metaverso: desafios e oportunidades. Com programação diversificada e aberto ao público, o evento terá transmissão pelo Canal do Youtube SectiBahia.
Foi no ano passado que a terminologia começou a ganhar popularidade. Muito disso se deve ao fato de Mark Zuckerberg ter anunciado a mudança do nome de sua empresa para Meta. Desde então, Facebook, Instagram e WhatsApp passaram a estar todos sob o guarda-chuva da nova empresa. Some-se a isso o fato do cofundador da Microsoft, Bill Gates, ter projetado que daqui a 3 anos a maioria das reuniões acontecerá no Metaverso. Contudo, o conceito surgiu pela primeira vez em 1992, na obra “Snow Crash” do escritor norte-americano Neal Stephenson.
A secretária interina de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mara Souza, destaca a necessidade de se adaptar às novas mudanças do mundo tecnológico. “O Metaverso traz diversas possibilidades, então é importante que estejamos atentos e possamos aprofundar o debate. A Secti promove esse evento para dialogar com a sociedade sobre esse novo conceito. Por isso, convidamos pessoas ligadas à área para enriquecer ainda mais o debate em torno de tudo que o Metaverso tem a oferecer”.
Com palestrantes renomados, o evento contará com quatro painéis e uma palestra, com intervalo para almoço. Como cada painel terá um link único, os interessados devem acessar o endereço youtube.com/sectibahia e escolher qual sala deseja acompanhar. Entre os temas que serão debatidos no Seminário estão: Entendendo o que é Metaverso e suas aplicações; Como o Metaverso impactará profundamente a educação; Regulamentação e impacto das tecnologias Web 3.0 no setor público; Metaverso e Games; dentre outros.
SERVIÇO
O que: Seminário Metaverso – Desafios e Oportunidades
Quando: 19 de maio (quinta-feira), às 9h.
Onde: youtube.com/sectibahia
PROGRAMAÇÃO
9h – Abertura
Com participação de representantes da Secti, Sec, Sesab, Secult, SSP e PGE
9h30 – Palestra 1
Felipe Cunha (Beupse) – Entendendo o que é Metaverso e suas aplicações.
10h30 – Painel 1 – Metaverso na Educação
Marcel Nobre – Como o Metaverso impactará profundamente a educação?
João Pedro Danhoni – Tecnologias imersivas na educação
Marcus Vinícius Mendes (Cimatec) – Criatividade, educação e Metaverso
14h – Painel 2 – Metaverso aplicado ao Setor Público e Indústria
Alex Ribeiro – Regulamentação e impacto das tecnologias Web 3.0 no setor público
Ingrid Winkler (Cimatec) – Metaverso e eXtended Reality para a Indústria 4.0 baiana
15h30 – Painel 3 – Metaverso: Games e negócios
Álvaro Degas (Uesc) – Coisas de um mundo virtual para negócios bem reais
Luiz Machado (Ifba) – Metaverso e Games
17h – Painel 4 – Metaverso e o Direito
Charles Machado – Aspectos legais do Metaverso, Risco e Oportunidades
Kíssila Santos – Introdução de marcas no Metaverso
18h – Encerramento

Baiana cria marca que utiliza pigmentos naturais para estampar tecidos

Além de sustentável, Ludmila fez uma coleção inspirada na sexualidade como um todo

As roupas coloridas são tendência em várias épocas do ano. Há dois mil anos a prática de tingir era feita com recursos naturais, mas, com o tempo, os pigmentos passaram a ser sintéticos. O grande problema é que esses corantes químicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente. Com o intuito de criar uma estamparia sem agredir o biossistema, Ludmila Singa, moradora de Salvador, elaborou um projeto que utiliza pigmentos naturais para estampar tecidos.

Ludmila revela que o sonho de abrir uma estamparia vem de longa data, mas ao descobrir que o processo era tóxico para o ecossistema, buscou desenvolver uma estamparia natural. “Eu identifiquei, por meio das minhas pesquisas, o quanto é poluente esse processo de coloração de estamparia na indústria têxtil. A partir disso, fiquei pensando que não queria fazer parte desse mercado dessa forma. Eu queria fazer estampas e lançar coleções de roupa com estampa autoral, mas sem fazer parte dessa cadeia produtiva”.

A partir dessa ideia, Ludmila começou a desenvolver sua estamparia. Além de pensar na natureza, a coleção também é agênero e é inspirada na sexualidade como um todo . “A Sagrada Vulva também tem como propósito trazer a reflexão e autocuidado sobre a sexualidade como um todo. Buscamos mostrar ilustrações sobre as formas femininas com objetivo de trazer à tona o debate sobre a presença do feminino na construção do indivíduo social. Outro diferencial é que trabalhamos com o modelo de roupas agênero, ou seja, qualquer pessoa vai se sentir confortável para usar as peças”, explica Ludmila Singa.

Segundo a CEO, que é formada em Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela UFBA, a coleção será dividida em subcoleções e cada uma receberá o nome de uma planta que auxilia no tratamento de doenças no útero. “Cada subcoleção terá o nome de ervas e raízes de plantas que se usam no trato do útero. Por exemplo, o barbatimão, que é uma raiz super poderosa para várias questões de cicatrização, vaporização uterina e banho de acento, vai ser utilizada como um dos pigmentos naturais que vai trazer uma das cores da coleção”.

O projeto, que foi escolhido pelo Edital Inventiva, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), vai iniciar a fase de testes e estruturação. “Vamos realizar testes de qualidade, de durabilidade e de fixação da cor. A partir disso, quando conseguirmos produzir as estampas, com a tintura que possa proporcionar uma durabilidade, uma qualidade e conforto, passaremos para o processo de produção”, diz Ludmila.

A empresa, que conta com a colaboração de Carolina Carvalho, Jamile Carvalho, Beatriz Almeida e Alberto Pita, quer colocar em evidência a moda sustentável. “Temos o pilar da sustentabilidade e do autocuidado dentro da moda. Estamos levando esse pensamento para a sociedade. Para além da roupa, que a Sagrada Vulva represente uma ideia, represente um estilo de vida, represente uma ação”, afirma.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação para contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fapesb lança edital que apoia ciência nas escolas

Parte do Bahia Competitiva, o Inovação na Educação conta com o investimento de R$ 2 milhões e tem o objetivo de financiar ideias científicas e inovadoras de estudantes

O apoio à ciência é fundamental para o desenvolvimento de jovens cientistas. Logo, o melhor lugar para formar esses novos pesquisadores são as escolas. Por isso, o Edital Inovação na Educação, publicado no Diário Oficial desta terça-feira (5), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de pesquisa e inovação nos colégios estaduais. O edital, que conta com o apoio da Secretaria de Educação (Sec), tem investimento de mais de R$ 2 milhões e está disponível na aba editais do site da Fapesb.

O Inovação na Educação faz parte do programa Bahia Competitiva, que tem o propósito de ampliar o investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) no estado. Bons exemplos da importância de incentivar a área científica nas escolas são os projetos apresentados por alunos na 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba). Como os estudantes Iran Oliveira, Ayla Souza e Diogo dos Santos, que desenvolveram um inseticida a partir da folha da mandioca, bem como os alunos Amanda Alves, Stephanie Soares e Felipe Messias, que utilizaram o inhame para produção de bioplástico.

A secretária interina da Secti, Mara Souza, destaca a importância do edital para fomentar e financiar ideias inovadoras. “A valorização e o estímulo à ciência precisam começar desde os primeiros anos da formação de meninos e meninas. Com esse edital, apoiamos a Secretaria de Educação em mais uma importante ação voltada aos nossos jovens. Temos grandes cientistas em nosso estado e vamos atrás de descobrir novos e jovens cientistas, com a certeza de que a ciência é parte primordial do desenvolvimento de todo país. O Inovação na Educação é mais uma prova do compromisso do Governo do Estado com a ciência junto aos corações dos nossos jovens”.

Segundo Márcio Costa, diretor Geral da Fapesb, além do incentivo à ciência, o edital tem a intenção de aprimorar o desempenho dos alunos nas áreas tecnológicas. “Incentivá-los e capacitá-los para lidar com toda a engrenagem que hoje representa a gestão da tecnologia, como noções de gerenciamento de projetos, propriedade intelectual e a proteção da criação, pode fazer toda a diferença para que haja uma melhoria significativa do que já é produzido. Precisamos criar incentivos na rede pública e acho que esse edital é um bom incentivo”, disse.

Para o diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, aproximar o aluno da ciência e tecnologia pode gerar frutos para o futuro do estado. Por meio do edital e outros incentivos, os jovens podem descobrir uma profissão. “Lembro de um aluno da rede pública, do fundamental II, que foi visitar o Polo de Inovação do Ifba, no Parque Tecnológico, e na saída veio me procurar com os olhos brilhando, pois queria saber como trabalhar ali. Foi muito bonita a espontaneidade dele e são muitos olhos brilhando que a gente espera gerar com editais como esse”, projetou.