Edital 005/2013

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – Fapesb, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, através do Acordo para Cooperação Técnica e Científica, processo no 23038.009134/2011-25, torna público o Edital No 005/2013 e convoca pesquisadores doutores vinculados a instituições de ensino superior, pesquisa e/ou inovação, públicas ou particulares (sem fins lucrativos), localizadas no Estado da Bahia.

Edital 004/2013

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – Fapesb, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, através do Acordo para Cooperação Técnica e Científica, processo no 23038.009134/2011-25, torna público o Edital 004/2013 e convoca os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu vinculados a instituições de ensino superior e/ou centros de pesquisa e desenvolvimento, científicos e/ou tecnológicos, públicos ou particulares (sem fins lucrativos), sediados no Estado da Bahia.

Fapesb lançará Editais no valor de 51 milhões durante Confap

No dia 7 de março, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) fará o lançamento de 14 editais no valor total de R$ 51,6 milhões, sendo R$ 45 milhões do Governo Estadual e R$ 6,6 milhões da CAPES.

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No dia 7 de março, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) fará o lançamento de 14 editais no valor total de R$ 51,6 milhões, sendo R$ 45 milhões do Governo Estadual e R$ 6,6 milhões da CAPES. O lançamento acontecerá durante a abertura do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que ocorre nos dias 7 e 8 em Salvador, no Bahia Othon Palace. Durante o evento, serão discutidos investimentos e políticas do setor de CT&I no Brasil.

O evento contará com a presença do Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp; o Governador da Bahia, Jaques Wagner; o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Paulo Câmera; o Diretor Geral da Fabesb, Roberto Paulo Machado Lopes; além dos presidentes do CNPq, Capes, Finep, respectivamente, Glaucius Oliva, Jorge Almeida Guimarães e Glauco Arbix.

Além dos editais regularmente lançados, a Fapesb lançará editais inéditos, voltados para temas específicos, como o de Apoio a Soluções Inovadoras para a Lavoura Cacaueira, no valor de R$ 3 milhões. Este edital pretende apoiar projetos de pesquisa voltados para o desenvolvimento de soluções que visem à prevenção, ao controle e ao combate às doenças do cacau. O Edital dará maior enfoque à Monilíase, doença causada por uma espécie de fungo que acomete o fruto do cacau e que vem avançando rapidamente nos países da América Central e do Sul.

Outros editais que merecem destaque são os de Apoio a Projetos de Pesquisa em Doenças Negligenciadas, no valor de R$ 4 milhões; Apoio a Pesquisas Inovadoras em Segurança Pública, no valor de R$ 1 milhão; Apoio à Inovação Aberta, no valor de R$ 5 milhões e o Edital de Bolsas de Iniciação à Docência – com o objetivo de melhorar a formação de professores para as escolas públicas da rede Estadual, no valor de R$ 3,5 milhões.
Segundo Roberto Paulo Lopes, diretor geral da Fapesb, os editais abrangem todas as áreas de atuação da Fundação – formação e produção científica e fomento à inovação. “Eles têm como foco ampliar a base de pesquisadores e melhorar a infraestrutura de pesquisa tanto na capital quanto no interior, além de contribuir com o esforço de incorporar a inovação à nossa estrutura produtiva” diz.

De acordo com Roberto Paulo, os editais estão alinhados com a estratégia de melhorar a distribuição espacial da produção de ciência e tecnologia de forma a contribuir para a redução das desigualdades regionais. “A Fapesb vem se mantendo fiel ao seu propósito de também lançar editais temáticos focados nas soluções de problemas da economia e da sociedade baiana. Foi assim com os editais Baías da Bahia e Semiárido no ano passado e neste ano com os editais sobre doenças negligenciadas na Bahia e soluções inovadoras para a economia cacaueira”, diz.

Para o Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, Paulo Câmera, esses editais são fundamentais em um momento que a CT&I na Bahia dá um salto com o início das operações do Parque Tecnológico. O Secretário destaca os editais de fomento à inovação na empresa, como o Edital Inovação Aberta e o Cooperação ICT-Empresa. Ambos somam nove milhões de reais disponibilizados para a produção de novas tecnologias.

O Confap reunirá além de autoridades do setor de CT&I, pesquisadores de renome internacional como o presidente do Instituto Nacional Francês para pesquisa em Ciências Computacionais – (Inria), Pierre Bliman, que vai discutir com o presidente do Confap, professor Mário Neto Borges, acordo de cooperação entre essas entidades. Durante o evento, serão realizados também a eleição do novo presidente do Confap e o lançamento do Sistema de Indicadores para as FAPs, o Sifaps.

Fonte: Ascom/Fapesb

Salvador é sede de encontro nacional de CT&I

As políticas de investimentos para CT&I, a eleição do novo presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e lançamento do Sistema de Indicadores para as FAps, o Sifaps, são os destaques do primeiro fórum nacional do Confap, que ocorre nos dias 7 e 8 em Salvador (BA), no Bahia Othon Palace.

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As políticas de investimentos para CT&I, a eleição do novo presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e lançamento do Sistema de Indicadores para as FAps, o Sifaps, são os destaques do primeiro fórum nacional do Confap, que ocorre nos dias 7 e 8 em Salvador (BA), no Bahia Othon Palace.

É a primeira vez que a Bahia realiza este evento de abrangência nacional que vai reunir pesquisadores de renome internacional como o presidente do Instituto Nacional Francês para pesquisa em Ciências Computacionais – (Inria), Pierre Bliman, que vai discutir com o presidente do Confap, professor Mário Neto Borges, acordo de cooperação entre essas entidades. Participam ainda as seguintes autoridades: o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp; o governador da Bahia, Jaques Wagner; os presidentes do CNPq, Capes, Finep, respectivamente, Glaucius Oliva, Jorge Almeida Guimarães e Glauco Arbix; além do presidente da Fabesb, Roberto Paulo Machado Lopes e secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Paulo Câmera.

Segundo Borges, este fórum vai tratar de uma pauta de grande relevância, como a operacionalização do Sifaps, que entrará no ar após a abertura do evento. “Vamos também definir os próximos passos para aperfeiçoar e ampliar esse sistema, que representa um grande avanço para as FAPs. Por um lado permite a cada uma se organizar e se estruturar melhor e por outro permite a comparabilidade entre nossas fundações e a possibilidade de orientar a tomada de decisão coletiva no Confap”, disse. “Nossa pauta inclui ainda definição de programas de investimento para 2013 com o Capes e CNPq, que são parceiros de primeira hora das FAPs”.

O dirigente destaca que a presença do instituto francês Inria no fórum é um exemplo da ampliação de parcerias nacionais e internacionais do Confap. “As alianças das FAPs com órgãos federais, empresas e instituições internacionais já provou ser um importante caminho para o fortalecimento e a qualificação da ciência, tecnologia e inovação no país”, afirma Mário Neto Borges.

De acordo com ele, além do crescimento dos aportes de recursos que se ampliam consideravelmente nestas parcerias, existe outro resultado importante que é a velocidade do avanço da produção dos cientistas de todo o país, seja pela maior articulação entre eles, seja pela disponibilização de alternativas financeiras e científicas de padrão internacional melhorando a qualidade da ciência brasileira.

Editais
No primeiro dia do evento, a Fapesb fará o lançamento de 14 editais no valor total de R$ 51,6 milhões, sendo R$ 45 milhões do Governo Estadual e R$ 6,6 milhões da CAPES. Além dos editais regularmente lançados, a Fapesb lançará editais inéditos, voltados para temas específicos, como o de Apoio a Soluções Inovadoras para a Lavoura Cacaueira, no valor de R$ 3 milhões.

Outros editais que merecem destaque são os de Apoio a Projetos de Pesquisa em Doenças Negligenciadas, no valor de R$ 4 milhões; Apoio a Pesquisas Inovadoras em Segurança Pública, no valor de R$ 1 milhão; Apoio à Inovação Aberta, no valor de R$ 5 milhões e o Edital de Bolsas de Iniciação à Docência – com o objetivo de melhorar a formação de professores para as escolas públicas da rede Estadual, no valor de R$ 3,5 milhões.

Confap: panorama das futuras e atuais realizações
Em seus sete anos de existência, o Confap ganhou visibilidade nacional após a 4ª Conferência Nacional de CT&I, realizada em 2010. Segundo o presidente da entidade, professor Mário Neto Borges, o trabalho feito por seus antecessores foram importantes para dar base e ultrapassar as fronteiras nacionais, permitindo articulações com vários países como a França, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Canadá, para ficar em poucos exemplos.

“Considero o avanço mais importante o fato de ter colocado o Confap no mapa da ciência nacional e internacional. Hoje temos representação em todos os órgãos importantes de CT&I assim como participamos ativamente do Comitê Executivo do MCTI onde grandes linhas de ação são concebidas e decididas. Vários países que hoje têm interesse em parcerias científicas com o Brasil procuram a entidade como o legítimo representante das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa”, sublinhou Borges.

“É muito importante também termos conseguido, durante esta gestão, sair de 21 para 26 FAPs em operação no país. Não poderia deixar de mencionar que a proposição do Código Nacional de CT&I, em parceria com o Consect, ABC e SBPC foi uma conquista fundamental do nosso trabalho. Do ponto de vista interno do Confap, administrativamente, fica o Sifaps como um importante legado e politicamente a construção de uma relação de cooperação e um clima de amizade e respeito que tem fortalecido o conselho. Muito foi feito e muito ainda precisa ser feito”, pondera.

Em relação à sua expectativa sobre a nova gestão da entidade, o dirigente ressalta a importância da continuidade do trabalho. Segundo ele, as ações realizadas devem ser ampliadas, contribuindo para a consolidação do conselho e o aumento de sua importância para o desenvolvimento de cada estado e do país como um todo. “Devem ser mantidas e aperfeiçoadas, principalmente, as articulações com as agências federais de CT&I, por meio de uma maior interação dos grupos de trabalho. Essa metodologia provou ser muito eficaz no aperfeiçoamento das nossas relações institucionais”.

Ele ressalta que ainda há espaço para ampliar as parcerias com os Ministérios e que é necessário aperfeiçoar e estimular melhor a articulação e atividades dos Grupos de Trabalho internos do Confap, como o Jurídico (que teve papel importante na proposta do Código Nacional de CT&I), o de comunicação, o de tecnologia da informação e dos diretores científicos.

Programação completa
7 de março | quinta-feira
9 horas | Abertura oficial com a presença das seguintes autoridades: ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp; o governador da do Estado Bahia, Jaques Wagner; os presidentes do CNPq, Capes, Finep, respectivamente, Glaucius Oliva, Jorge Almeida Guimarães e Glauco Arbix; Diretor-Geral da Fabesb, Roberto Paulo Machado Lopes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Paulo Câmera; e presidente do Confap, Mário Neto Borges.
10 horas | Implantação do sistema Sifaps. Participação: professor Roberto Pacheco
11 horas | Decisão sobre a fase III do Sifaps. Participação: Confap e equipes Sifaps
12 horas | Almoço
14 horas | Capes: Avaliação e propostas – acordo com as FAPs
16h30 | Intervalo para o café
17 horas | Cooperação FAPs e Inria – decisão sobre novo modelo
18 horas | Encerramento
20 horas | Jantar
8 de março | sexta-feira
9 horas | CNPq: Grupo de Trabalho – Relato e decisões decorrentes. Participação: professor Manoel Barral e representantes do Confap
11h30 | Eleição do Confap e indicação de representantes
12h30 | Almoço
14 horas | Informes da presidência e deliberações internas. Relato da reunião do CCT, Fórum Mundial de Ciência no Brasil 2013 (Preparatórias 2012 e 2013), calendário de reuniões 2013 – inclusão de encontros paralelos
16 horas | Grupos internos do Confap. GTCom – Reativação, GTInfo – Montagem, GTJur – Montagem e Fórum dos diretores técnicos.
17 horas | Encerramento

Fonte: Assessoria de Imprensa Sinal de Fumaça

GIRO NA CIÊNCIA – Olho biônico é um sonho cada vez mais palpável

Depois de vários anos de pesquisas, o primeiro olho biônico foi criado nos Estados Unidos e transplantado em 60 deficientes visuais de todo o mundo, que conseguiram recuperar parcialmente a visão.

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Depois de vários anos de pesquisas, o primeiro olho biônico foi criado nos Estados Unidos e transplantado em 60 deficientes visuais de todo o mundo, que conseguiram recuperar parcialmente a visão.

O dispositivo, denominado Argus 2, foi produzido pela empresa californiana Second Sight Medical Products e é composto por eletrodos implantados na retina e lentes equipadas com uma câmera em miniatura.
O olho foi aprovado pelas autoridades europeias e a FDA, a agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, deve aprová-lo em breve e torná-lo o primeiro olho biônico do mundo a ser comercializado.

O Argus 2 permitirá às pessoas que sofrem de retinose pigmentar, uma rara enfermidade genética que provoca a degeneração dos foto-receptores da retina, recuperar a visão. Estima-se em 100.000 o número de pessoas que sofrem desta doença nos Estados Unidos.

Estes receptores transformam a luz captada pelo olho em sinais eletroquímicos transmitidos para o cérebro pelo nervo óptico. “Esta prótese da retina permite estimular diretamente o nervo com sinais de vídeo e uma carga elétrica transmitida sem fio segundo determinadas frequências de 60 eletrodos implantados na retina”, explicou à AFP Brian Mech, encarregado da Second Sight.

As 30 pessoas de 28 a 77 anos que participaram do teste clínico do Argus eram totalmente cegas, com acuidade visual abaixo de 1/10, quando a normal é de 10/10.

Os pacientes geralmente encontraram uma acuidade 0,17/10, que lhes permite distinguir formas em preto e branco, como uma pessoa no batente de uma porta, ou se alguém está sentado ao seu lado, mas não reconhecem o rosto.

“Os resultados variam muito de um paciente para outro. Alguns constataram uma leve melhora, enquanto outros conseguem ler títulos grandes de jornais, quando antes eram totalmente cegos”, explicou Mech. Em alguns casos, os pacientes conseguiram, inclusive enxegar cores.
O Argus 2 está disponível em vários países europeus ao preço de 73 mil euros, informou, destacando que o dispositivo promete ser um sucesso comercial. “Temos muitas intervenções cirúrgicas programadas”, acrescentou.

Outras equipes de cientistas estão tentando desenvolver um olho biônico com melhor resolução de imagem e mais eletrodos implantados na retina.
A equipe de John Wyatt, do prestigiado MIT (Massachusetts Institute of Technology), trabalha em um sistema que teria até 400 eletrodos.
Daniel Palanker, da Universidade de Standford na Califórnia (oeste), propõe uma abordagem diferente, baseada em minúsculas células fotovoltaicas no lugar dos eletrodos.

“Pensamos em poder implantar até 5.000 destas células no fundo do olho, o que permitiria ter, teoricamente, uma resolução dez vezes melhor”, explicou à AFP George Goetz, membro da equipe de Palanker. O sistema também poderia ajudar as pessoas que perderam a visão devido à degeneração macular associada à idade, acrescentou.

As células fotovoltaicas transformam a luz em impulsos elétricos, que estimulam as células nervosas da retina. Estas, por sua vez, transmitem os sinais para o cérebro.

O sistema foi testado com sucesso em camundongos e os primeiros testes clínicos podem começar no ano que vem, provavelmente na França.
Grace Shen, diretora do programa de pesquisas sobre a retina do National Eye Institute, que financia uma parte da pesquisa, afirmou que “o olho biônico pode funcionar, mas ainda há muito por fazer”, destacando que os trabalhos realizados com células-tronco e a optogenética são igualmente promissores.

A optogenética permite modificar geneticamente células da retina para que voltem a ser sensíveis à luz.

Fonte: Exame.com

Micro e pequenas empresas sustentáveis são mais competitivas

Um restaurante com um cardápio diferente para 360 dias no ano, a comida é feita para os sentidos e não para o estômago, os alimentos vêm de uma horta própria, cultivada com adubo orgânico, sobras da cozinha, e onde o cliente pode participar do preparo.

Um restaurante com um cardápio diferente para 360 dias no ano, a comida é feita para os sentidos e não para o estômago, os alimentos vêm de uma horta própria, cultivada com adubo orgânico, sobras da cozinha, e onde o cliente pode participar do preparo.

Assim é o restaurante Armazém do Reino, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, uma experiência bem-sucedida do chef Ramon Simões, gestor ambiental que coloca em prática o que aprendeu sobre sustentabilidade. O empreendimento é um bom exemplo de como uma empresa pode envolver o social, o ambiental e o econômico, assunto que será debatido no 1º Fórum de Sustentabilidade para Micro e Pequenas Empresas, promovido pelo Sebrae e a ONG EcoD.

O evento acontece nesta terça-feira, 5 de fevereiro, no auditório do Sebrae, em Salvador, das 8h30 às 11h, aberto para a participação de empreendedores de micro e pequenas empresas. A abertura será feita pela coordenadora do Comitê de Sustentabilidade do Sebrae, Paloma Noblat, e contará com a participação dos palestrantes Isaac Edington (Capitalismo Natural – o paradigma do Século XXI), Plínio Bervervanso (Case – Grupo BB Linha Green) e Marcos Renê (Case: Mega Madeira – madeira de demolição).

O empresário Ramon Simões é parceiro do Sebrae no Programa Territórios Criativos, articulando com comerciantes e empresários do bairro do Rio Vermelho soluções para a questão do descarte de resíduos e a sustentabilidade do bairro. Ramon Simões explica que em seu restaurante o Armazem do Reino criou um ambiente onde o cliente tem a oportunidade de ver os alimentos que vai consumir sendo cultivados. Além disso, os eletrodomésticos têm o selo verde de consumo de energia e de não agressão ao meio ambiente e, no local, é possível desfrutar de área arborizada.

“A ideia foi que as pessoas pudessem interagir com a culinária. Buscamos reduzir os impactos ambientais e oferecer uma alimentação saudável, que faça bem ao corpo e aos sentidos”, ressalta o empresário.
Ramon criou um cardápio diversificado, a depender das estações, reunindo variedades da culinária entre massas e sobremesas com o uso de ervas, legumes, verduras e frutas criadas na horta do restaurante. O chef chegou a ser chamado de “alquimista de sabores”, já que realiza um trabalho autoral, dentro do conceito da gastronomia sensorial.

Sensibilizar empresários para a sustentabilidade
Paloma Noblat explica que o objetivo do Fórum é sensibilizar os empreendedores e desmistificar a questão da sustentabilidade, que muitos acreditam ser possível apenas em grandes empresas. Ao contrário, destaca Paloma, é uma questão que garante a competitividade no mercado, além de mostrar o comprometimento dos empresários com as gerações futuras.
“Pequenas empresas também geram resíduos e devem se programar para reduzir o desperdício, aumentando a produtividade. Ganham as empresas e o meio ambiente”, observa Paloma.
O Sebrae está oferecendo também soluções para as micro e pequenas empresas em sustentabilidade. É o caso do programa “5 menos que são +”, que ensina as empresas a identificar desperdícios e controlá-los, inclusive, podendo mensurar a economia com o consumo de insumos e de água.

O consultor do Sebrae em Desenvolvimento Sustentável, Cláusio Credraz, explica que o tema sustentabilidade foi fortalecido nos últimos três anos e representa uma questão de competitividade para as empresas. “Todas as empresas devem pensar na redução do consumo de energia, controle de resíduos, consumo eficiente e no fortalecimento da imagem responsável. O objetivo é reduzir custos e ainda gerar uma imagem positiva do negócio”, destaca o consultor.

Fonte: Ascom/SEBRAE Bahia

FAPESB e CEPLAC se reúnem para discutir sobre doenças do cacau

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) reuniram-se nesta quarta-feira, 30/01, na sede da FAPESB, para discutir sobre a necessidade de financiamento de estudos sobre as doenças do cacau. A reunião teve como foco a disseminação da Monilíase, fungo que acomete o fruto do cacau e que vem avançando rapidamente nos países da América Central e do Sul.

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) reuniram-se nesta quarta-feira, 30/01, na sede da FAPESB, para discutir sobre a necessidade de financiamento de estudos sobre as doenças do cacau. A reunião teve como foco a disseminação da Monilíase, fungo que acomete o fruto do cacau e que vem avançando rapidamente nos países da América Central e do Sul.

A fitopatologista e pesquisadora da CEPLAC, Karina Gramacho, responsável pela pesquisa para controle da Monilíase na América Latina, apresentou a atual situação da doença e as perspectivas para os próximos anos. Segundo ela, a Monilíase dificilmente será erradicada, mas é possível controlá-la e diminuir a sua disseminação. Embora não haja registros da doença no Brasil, sua incidência é alta nos países vizinhos, principalmente Peru e Bolívia, e o risco de epidemia no Brasil é muito alta. Em alguns países da América Central, a Monilíase já atacou quase 100% da produção, como é o caso da Costa Rica.

Em comparação com a Vassoura-de-Bruxa, a Monilíase é ainda mais devastadora. O fungo ataca apenas o fruto, deixando-o, inicialmente, com manchas escuras, que se transformam em uma camada esbranquiçada formada por bilhões de esporos do patógeno. Estes esporos podem ser disseminados rapidamente pelo vento, pela chuva, ou por insetos. O fungo é muito resistente a mudanças climáticas e de latitude e tem alta capacidade de proliferação.

Ainda não existem pesquisas concretas sobre o tempo de sobrevivência do esporo fora do fruto, mas há uma grande preocupação quanto à entrada do fungo no Brasil, por meio de roupas, sapatos, ferramentas e materiais de transporte em geral. Segundo Gramacho, o fungo pode sobreviver por até nove meses no cacau, podendo manifestar-se apenas três meses após a contaminação.

As últimas pesquisas realizadas apontaram uma distância de menos de 100 km das plantações afetadas no Peru com a fronteira do Brasil. Os pesquisadores da CEPLAC acreditam, inclusive, que algumas plantações da Amazônia já possam estar contaminadas, e que, caso não sejam tomadas providências para conter a disseminação da doença, ela poderá se instalar rapidamente na Bahia, maior produtora de cacau do país.

A intenção da FAPESB é elaborar um edital para o financiamento de pesquisas sobre as doenças do cacau, que buscará viabilizar a ida de pesquisadores para os países vizinhos onde há o foco da Monilíase, criando as condições necessárias para que haja um intercâmbio de dados. A ideia é levar para estes países as espécies mais resistentes que existem no banco de germoplasma da CEPLAC, para que sejam realizadas pesquisas. “As condições de pesquisa destes países são poucas, eles precisam de nossa ajuda”, afirmou Gramacho.

O Chefe de Pesquisa da CEPLAC, José Marques, afirmou que a Monilíase é o principal problema a ser discutido para o Edital, mas sugeriu que fossem incluídas, também, outras linhas de pesquisa, como a mecanização da lavoura cacaueira, a qualidade do cacau e sistemas agroflorestais. O Edital deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2013.

Fonte: Ascom/Fapesb
Foto retirada do site Mars Cacau

Programa oferece linha de crédito para MPEs com foco em inovação

A Finep começou o ano com uma política de financiamento inédita no mercado. Trata-se do Programa Inovacred, idealizado para descentralizar financiamentos voltados à inovação para micro, pequenas e médias empresas.

A Finep começou o ano com uma política de financiamento inédita no mercado. Trata-se do Programa Inovacred, idealizado para descentralizar financiamentos voltados à inovação para micro, pequenas e médias empresas.

A iniciativa pretende apoiar empresas que tenham interesse em desenvolver novos produtos, processos ou serviços inovadores por meio de agentes financeiros, com receita bruta de até R$ 90 milhões.

De acordo com o responsável pelo departamento de operações da Finep, Rodrigo Coelho, para concorrer ao crédito, as empresas precisam preencher o formulário de apresentação dos projetos e comprovar que, de fato, são de inovação. As propostas ainda passarão pelo crivo da análise econômico-financeira dos bancos.

O custo final dos projetos de inovação será repassado às empresas com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que corresponde a 5% ao ano. “Esse percentual só terá acréscimo, caso as empresas se tornem inadimplentes”, assegura o diretor de operações. O prazo estipulado para pagamento é de até 10 anos, com dois de carência.

Agentes financeiros
Bancos estaduais com carteira de desenvolvimento, bancos de desenvolvimento e agências estaduais de fomento poderão atuar como agentes financeiros do programa, no âmbito estadual e regional. “O Inovacred reabre um ciclo que é importante: repassar recursos com bancos estaduais, o que não acontecia antes”, destacou Coelho. Serão oferecidos recursos da ordem de R$ 30 milhões para cada agente financeiro, responsável por viabilizar as operações de crédito.

A fase de credenciamento dos bancos já começou. A perspectiva da Finep é habilitar até dez bancos para atender, aproximadamente, 200 empresas este ano. O prazo para contratação é de até 30 meses para que os recursos sejam repassados.

O aporte financeiro destinado ao Inovacred é proveniente de recursos próprios da Finep por meio da sua atuação no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Para saber mais informações sobre as condições da linha de financiamento e as regras do processo de operação que a Finep estabelecerá junto aos bancos acesse este link.

Fonte: Agência Gestão CT&I de Notícias

Três encontros preparatórios para Fórum Mundial de Ciência serão realizados neste semestre

Ainda restam três encontros preparatórios para o 6º Fórum Mundial de Ciência (FMC). Os eventos que antecedem a conferência são os últimos dos sete que estavam programados para acontecer antes do FMC, que será realizado de 25 a 26 novembro.

Ainda restam três encontros preparatórios para o 6º Fórum Mundial de Ciência (FMC). Os eventos que antecedem a conferência são os últimos dos sete que estavam programados para acontecer antes do FMC, que será realizado de 25 a 26 novembro.

Em março, Recife será a próxima cidade a abordar a temática do evento, seguida de Porto Alegre, em maio, e de Brasília, em junho. De acordo com o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, as deliberações dos eventos preparatórios serão expostas no 6° FMC que será realizado no Rio de Janeiro.

“Esperamos, ao final dos sete encontros, produzir um documento e um manifesto que serão lido sno fórum em novembro”, diz Elias que, em fevereiro, tem reuniões agendadas com representantes do Recife e de Porto Alegre para definir detalhes sobre as discussões regionais.

O objetivo do encontro internacional é discutir o papel da ciência para o desenvolvimento global. É a primeira vez que o evento será realizado fora da Europa. A novidade tem mobilizado cientistas, estudantes, gestores e representantes da sociedade brasileira, que participam das reuniões preparatórias para levantar sugestões e recomendações a serem debatidas no fóruim mundial.

Para o encontro na capital pernambucana, segundo Luiz Elias, a comunidade científica da região está sendo mobilizada para a criação de um conselho consultivo, que vai trabalhar na elaboração da programação e do conteúdo do evento. A discussão central será os oceanos.

Saiba mais sobre os encontros preparatórios no site
Fonte: Agência Gestão CT&I de Notícias