Documento da SBPC pedirá ao governo federal proteção aos saberes tradicionais

O governo federal receberá da comunidade científica um documento reivindicando proteção aos saberes tradicionais.

O governo federal receberá da comunidade científica um documento reivindicando proteção aos saberes tradicionais. A ação foi confirmada pela presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, na sexta-feira (27), durante o encerramento da 64ª Reunião Anual da entidade.

“Tenho insistido na proteção dos saberes tradicionais. Na eventualidade de gerar um produto, uma inovação, deve haver um retorno para aquele que tem o saber. O conhecimento foi conservado por comunidades e hoje ainda não existe uma proteção clara”, afirmou.

O encontro da maior entidade representante da comunidade científica, realizado em São Luis (MA), contou com a participação popular. De acordo com a presidente, a reunião anual de 2012 foi uma das que mais teve debate. “Houve uma participação significativa da comunidade. Muitas vezes temos uma grande palestra e a plateia parece morta. Este ano, tivemos um envolvimento muito forte do público.”

Um dos temas com maior destaque na reunião foi o conflito entre a comunidade quilombola e a instalação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Segundo a organização do evento, 25 mil pessoas de 700 cidades de todos os Estados circularam diariamente pelo evento. Cerca de 190 trabalhos foram apresentados por estudantes do ensino médio ou profissionalizante.

As duas próximas reuniões da SBPC já estão marcadas. Em 2013, o encontro acontecerá na segunda quinzena de julho no Recife (PE). Em 2014, a reunião será na cidade de Rio Branco (AC).

Fonte: Agência Gestão CT&I de Notícias com informações da Agência Brasil

GIRO NA CIÊNCIA – Cientista cria sistema para desenhar e escrever com olhos

Um cientista francês desenvolveu um sistema para escrever com fluidez e desenhar em uma tela de computador usando apenas o movimento dos olhos, um avanço que poderá “devolver a criatividade” a pessoas com deficiências severas.

Um cientista francês desenvolveu um sistema para escrever com fluidez e desenhar em uma tela de computador usando apenas o movimento dos olhos, um avanço que poderá “devolver a criatividade” a pessoas com deficiências severas.

“Trabalho principalmente com pacientes que sofrem de esclerose lateral amiotrófica” (ELA), explicou à AFP Jean Lorenceau, pesquisador do Centro de Pesquisas do Instituto do Cérebro e da Medula Espinhal, vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) francês.

“Para estes pacientes, com expectativa de vida limitada e que perdem o movimento dos membros e a capacidade de engolir, o que normalmente lhes resta é a motricidade ocular”, ou seja, a mobilidade dos olhos, explicou o especialista em neurociência cognitiva, que trabalha no hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.

O sistema desenvolvido, que por ora é apenas um protótipo não comercial, disponibiliza à pessoa uma página em branco, na forma da tela de um computador, sobre a qual pode escrever com fluidez, desenhar ou assinar com o movimento dos olhos.

Este sistema usa um aparelho já conhecido que grava os movimentos oculares através de uma câmera. Já existem dispositivos de escrita com os olhos que fazem uso deste tipo de dispositivo, mas só permitem que a pessoa selecione letras ou palavras sobre uma tela.

Os instrumentos existentes não dão “a liberdade de traçar as próprias linhas e, até agora, pensávamos que era impossível”, explicou o CNRS em um comunicado.

O olho não consegue fazer movimentos suaves e regulares sobre um fundo estático. “Toda tentativa se traduz em uma sucessão de sacudidas irregulares”, impróprias para reproduzir letras ou desenhos, segundo a entidade.

Para ajudar o olho a fazer movimentos suaves, Lorenceau usou um truque: a ilusão de ótica “reverse-phi”, descoberta pelo americano Stuart Anstis em 1970.

Esta ilusão de ótica oferece “uma espécie de apoio móvel” aos olhos para ajudá-los a fazer movimentos regulares e não sacudidas.
São necessárias de duas a quatro sessões de treino de meia hora para controlar os movimentos do olho e traçar letras e figuras na tela.
É um instrumento “criativo que pode devolver a criatividade a pessoas” que a perderam, resumiu Lorenceau.

Além das evidentes possibilidades para as pessoas deficientes, este sistema tem outras aplicações profissionais (tenistas, pilotos ou bailarinos), em que a precisão do movimento dos olhos é importante.
“Mas ainda são especulações. Estamos no começo”, disse o pesquisador, cujos trabalhos foram publicados na revista Current Biology.

A informática e a robótica empregada na ajuda de pessoas com mobilidade reduzida são cada vez mais sofisticadas. Uma experiência americana recente mostrou que pessoas tetraplégicas conseguiam manipular um robô com a força do pensamento, graças a um sistema de eletrodos implantado no cérebro.

Fonte: exame.com

Inscrições para Prêmio Finep Jovem Inovador 2012 estão abertas

Com inscrições abertas até 16 de agosto próximo, o Prêmio Finep Jovem Inovador 2012 vai selecionar as melhores fotografias sobre o tema energia sustentável.

Com inscrições abertas até 16 de agosto próximo, o Prêmio Finep Jovem Inovador 2012 vai selecionar as melhores fotografias sobre o tema energia sustentável. Poderão concorrer à oportunidade estudantes de todo o Brasil, na faixa etária de 14 a 18 anos. A iniciativa é promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI).

Serão escolhidas as três melhores fotos de cada região do Brasil, e os fotógrafos serão homenageados com troféus em cerimônias de premiação. As fotografias classificadas em primeiro lugar na etapa regional concorrerão ao Prêmio Nacional. Os primeiros lugares de cada região e o vencedor nacional receberão, ainda, um prêmio no valor de R$ 2,5 mil.

Cada participante pode concorrer com até três fotografias, que devem ser digitais e inéditas. As fotos podem ser de paisagens, máquinas, pessoas, objetos, construções e instalações, entre outras. Como exemplos de energia sustentável, podemos citar a energia solar, a eólica e a gerada pela biomassa.

O arquivo deve estar no formato JPEG ou TIFF, com no mínimo 500 KB e, no máximo, 5 MB. Os critérios de julgamento serão a originalidade, a qualidade técnica e estética da foto, e a adequação ao tema proposto.

Para os organizadores, o objetivo do prêmio é levar o conceito de inovação àss escolas e despertar o interesse dos jovens por tecnologia e por questões relevantes para o país. O tema é, ainda, uma homenagem à Rio+20 e ao ano de 2012, escolhido pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

Fonte: Portal MCTI

Brasil fatura ouro na Olimpíada de Matemática dos Países de Língua Portuguesa

Com duas medalhas de ouro – dos estudantes Daniel Santana Rocha (RJ) e Murilo Corato Zanarella (SP) e igual número de medalhas de prata – por Daniel Lima Braga (CE) e Victor Oliveira Reis (PE), o Brasil conquistou a liderança da Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, realizada entre 20 e 28 de julho, em Salvador (BA).

Com duas medalhas de ouro – dos estudantes Daniel Santana Rocha (RJ) e Murilo Corato Zanarella (SP) e igual número de medalhas de prata – por Daniel Lima Braga (CE) e Victor Oliveira Reis (PE), o Brasil conquistou a liderança da Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, realizada entre 20 e 28 de julho, em Salvador (BA). Para chegar a esse resultado, a equipe brasileira somou 160 pontos, bem à frente do vice, Portugal, que contabilizou 149 pontos.

O evento foi promovido conjuntamente pelo Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA/MCTI), a olimpíada contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Fundação do Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Matemática (INCT-Mat).

Da olimpíada participaram estudantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, representados por equipes de quatro estudantes de até 18 anos, totalizando 28 competidores. Como na edição anterior da Olimpíada de Matemática da CPLP todos os países participantes receberam medalhas.

Para a coordenadora-geral do evento, Luzinalva Miranda de Amorim, os resultados gerais da competição foram positivos. “Ficamos muito contentes com os resultados alcançados. Todos os países participantes foram premiados, o que sem dúvida reflete o esforço e dedicação de todos os estudantes e professores dos países envolvidos e demonstra que as metas propostas foram atingidas”.

O evento tem a sua próxima edição agendada para julho de 2013 na cidade de Maputo, em Moçambique. A olimpíada é um concurso que faz parte de uma estratégia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como objetivos fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade, detectar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os países lusófonos.

Disciplinas

Durante as provas, realizadas individualmente nos dias 24 e 25, os estudantes tiveram quatro horas e meia, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pela banca e selecionados pelo júri internacional, formado pelos líderes dos países participantes. Os problemas abrangeram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória.

Como parte das atividades do evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer aspectos históricos, culturais da Bahia. A equipe brasileira foi selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), iniciativa que desempenha um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.

Fonte: Portal MCTI

Em palestra na FAPESB, cientista explica como obter combustível por fotossíntese artificial

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) promoveu hoje, 30/07, na FAPESB, a palestra “Uma Mariz Energética Limpa e Sustentável Através da Fotossíntese Artificial: Fundamentos e Desafios”.

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) promoveu hoje, 30/07, na FAPESB, a palestra “Uma Mariz Energética Limpa e Sustentável Através da Fotossíntese Artificial: Fundamentos e Desafios”. A palestra foi proferida pelo Dr. Carlos Moysés Araújo, pesquisador do Departamento de Física e Astronomia da Uppsala University, da Suécia.

Araújo apresentou uma alternativa de conversão da energia solar para a síntese de combustíveis que possam substituir os derivados do petróleo. No novo método de transformação, busca-se imitar o processo de fotossíntese das plantas, que utilizam água e gás carbônico e os transforma em energia. A ideia é transformar a matriz energética brasileira desenvolvendo formas seguras de produzir energia renovável.

Segundo Araújo, a energia solar é a mais adequada para o Brasil, devido à grande incidência solar no país durante todo o ano. “Em uma hora chegam de 10 a 20 joules de energia solar na Terra, que são suficientes para fornecer toda a energia necessária para alimentar o planeta por um ano”, disse.

No processo de produção de energia através da fotossíntese artificial, existe um sistema ligado a catalisadores, que absorve a energia solar e quebra as moléculas de água, obtendo o oxigênio e o hidrogênio. Em seguida, a solução aquosa passa pelo setor de produção de combustível onde se separam os prótons e elétrons transformando o hidrogênio em combustível. O hidrogênio é armazenado e pode ser levado para estações de transporte para abastecer veículos, ou para alimentar redes elétricas.

Segundo Araújo, já existem frotas de teste feitas pela Hyundai que utilizam o hidrogênio como combustível. Em 2001 estimava-se que um carro deste tipo custaria cerca de 1 milhão de dólares. Hoje o valor caiu 80%. Em alguns países já existem postos que abastecem os carros com hidrogênio: “Eu tive a felicidade de conhecer um posto destes na Islândia”, disse o palestrante, segundo o qual existem programas nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa para fazer rodovias de hidrogênio.

Para que o hidrogênio funcione como um combustível eficaz, é preciso armazenar uma quantidade significativa dele. Araújo explicou que existe uma série de regulamentos para o bom armazenamento, que pode ser feito na forma gasosa, líquida ou sólida. A mais viável delas é a sólida, pois na forma gasosa há grande possibilidade de vazamento, além do que, seria necessário colocar um tanque muito grande nos veículos. Para manter o hidrogênio em forma líquida é necessário atingir temperaturas baixíssimas, o que culminaria em grande gasto de energia. Uma maneira eficaz encontrada pelo pesquisador é colocar o hidrogênio dentro de outros materiais, como líquidos orgânicos, hidrogenando as moléculas orgânicas.

Carlos Moysés Araújo é bacharel e mestre em Física pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor pela Uppsala University (Suécia) e pós-doutor pelo Royal Institute of Technology (Suécia) e pela Yale University (EUA). Atualmente, é pesquisador do Departamento de Física e Astronomia da Uppsala University.

Fonte: ascom/fapesb

BNDES disponibiliza R$ 20 bi para programas de desenvolvimento estaduais

Os Estados receberão um aporte adicional para enfrentar a crise econômica global. O Banco Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (BNDES) vai disponibilizar R$ 20 bilhões para irrigar de crédito as unidades da Federação e os projetos locais de desenvolvimento.

Os Estados receberão um aporte adicional para enfrentar a crise econômica global. O Banco Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (BNDES) vai disponibilizar R$ 20 bilhões para irrigar de crédito as unidades da Federação e os projetos locais de desenvolvimento. O investimento será via o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Integrado dos Estados.

A informação foi dada no dia 24, em São Luís (MA), pela chefe de Departamento da instituição, Helena Lastres, durante a reunião conjunta dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

Lastres disse que a ideia é disponibilizar o dinheiro para projetos de desenvolvimento que efetivamente consigam mobilizar capacitações produtivas e inovativas nas diferentes regiões brasileiras, com o exato conhecimento e inovações de forma a garantir o dinamismo e a sustentabilidade socioambiental e que também forneçam um apoio de longo prazo. “Isso é o melhor de tudo porque aí não estamos apenas enfrentando a crise e garantindo as nossas capacitações, mas plantando sementes importantes”, afirmou.

A chefe de Departamento informou que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, já realizaram reuniões para discutir o programa no Rio de Janeiro (RJ) com os integrantes de conselhos como o Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan). Lastres sugeriu o mesmo tipo de debate com representantes do Consecti e do Confap. A proposta foi discutida pela representante do BNDES com o ministro da CT&I, Marco Antonio Raupp, e o secretário executivo do MCTI, Luiz Elias, que aprovaram a sugestão de os secretários de CT&I e presidentes de FAPs se organizarem para isso.

Na ocasião, Lastres destacou que o desenvolvimento científico, tecnológico e inovativo não deve ser restrito a conjuntos específicos de atores, atividades ou regiões. Para ela, todas as áreas podem ser extremamente inovadoras. “Vou lembrar da questão da cultura, que pode dinamizar uma série de capacitações produtivas e inovativas. Se limitamos esse olhar, excluímos uma série de possibilidades em que o desenvolvimento regional e local pode ter”, disse.

Fonte: Agência Gestão CT&I

FAPESB lança Edital de Apoio a Sistemas Locais de Inovação no valor de R$ 1 milhão

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou nesta quinta-feira, 26/07, o Edital 019/2012 – Apoio a Sistemas Locais de Inovação em Instituições de Ensino Superior e Centros de Pesquisa.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou nesta quinta-feira, 26/07, o Edital 019/2012 – Apoio a Sistemas Locais de Inovação em Instituições de Ensino Superior e Centros de Pesquisa. Como Sistema Local de Inovação entende-se um ambiente que proporcione, de forma sistêmica, a disseminação da cultura empreendedora e da propriedade intelectual, o fortalecimento da gestão da política de inovação no âmbito das IES e Centros de Pesquisa, bem como com os inventores independentes e o ambiente produtivo.

As propostas de implantação dos Sistemas Locais de Inovação deverão partir das IES e Centros de Pesquisa representados obrigatoriamente pelos Núcleos de Inovação Tecnológica com quem tenham vínculo empregatício. Os NITs precisarão explicitar as estruturas necessárias para a execução da sua política de inovação, incluindo o seu modelo de funcionamento e a forma de interação que se dará com outras instituições.

Os proponentes devem ficar atentos ao fato de que o Edital não apoiará implantação, ampliação, recuperação e modernização de infraestrutura física dos laboratórios, oficinas, ateliês e empresas juniores e nem a compra de material de consumo, insumos e matéria prima para manutenção e uso destes. A proposta deverá ser um Plano Estratégico institucional para implantação e fortalecimento do Sistema Local de Inovação voltada para ações de apoio nas IES e Centros de Pesquisa.

Para este Edital, a FAPESB alocará recursos financeiros não reembolsáveis no valor total de R$ 1 milhão. As IES caracterizadas como Universidades, poderão pleitear até R$ 400 mil e as demais modalidades de IES e Centros de Pesquisa poderão pleitear até R$250 mil. As propostas poderão ser enviadas até 17/09/2012.

Clique aqui ara acessar o Edital.

Fonte: ascom/fapesb

GIRO NA CIÊNCIA – Cientistas criam o material mais leve do mundo

Cientistas da Universidade Tecnológica de Hamburgo e da Universidade de Kiel, da Alemanha, criaram o aerografite. O material é considerado o mais leve do mundo.

Cientistas da Universidade Tecnológica de Hamburgo e da Universidade de Kiel, da Alemanha, criaram o aerografite. O material é considerado o mais leve do mundo.

A nova criação conseguiu ultrapassar o aerogel, material usado pela NASA para coletar poeira de um cometa. O aerografite tem 99,9% de ar e densidade de apenas 0,2 miligramas por centímetro cúbico.

Para conseguir esse feito, os cientistas criaram uma rede de tubos ocos de carbono em escalas nano e micro. Portanto, ele é praticamente um espaço vazio. Por isso, a imagem do aerografite foi feita a partir de um microscópio eletrônico.

Mas, apesar dessa aparência mais frágil, o aerografite tem propriedades muito impressionantes. Por ter essa natureza esparsa, o aerografite pode ser comprimido por um fator de mil e mesmo assim voltar ao seu tamanho original. O material também pode conduzir eletricidade, como parte de uma bateria ultraleve, por exemplo.

Outro ponto de destaque é a resistência do aerografite. Ele aguenta até 35 vezes mais peso do que o aerogel e pode aguentar cerca de 40 mil vezes o próprio peso.

Fonte: exame.com

Ministro quer rever papel das unidades de pesquisa

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, admitiu que irá rever as ações desenvolvidas pelas 18 unidades de pesquisa do MCTI.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, admitiu que irá rever as ações desenvolvidas pelas 18 unidades de pesquisa do MCTI. De acordo com o ministro, algumas delas cumprem papéis que são exclusivos de universidades.

Raupp destacou que uma das unidades tem atualmente 900 alunos matriculados em cursos de pós-graduação. “As unidades são braços para fazer pesquisas e desenvolver tecnologias. É preciso rever a atuação delas para cobrar os objetivos”, afirmou durante a sua palestra, nesta segunda-feira (23), na 64a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em São Luis (MA).

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi citada como exemplo de foco. De acordo com ele, foi a dedicação exclusiva do centro à pesquisa que a levou ao patamar de excelência em pesquisas voltadas à tecnologia no campo. “Os resultados obtidos foram alcançados pela objetividade das ações realizadas pela Embrapa”, afirmou.

Segundo o ministro, este será o ano das unidades de pesquisa da pasta. “Estamos trabalhando para atribuir às unidades responsabilidade sobre os projetos mobilizadores do MCTI. Assim elas terão um papel claro para desempenhar”.

Na opinião do presidente do CNPq, Glaucius Oliva, os institutos podem preencher uma lacuna na pesquisa especializada. “As universidades não tem tempo para se dedicar exclusivamente a um assunto durante muito tempo. Nessas unidades, algumas se dedicam a formar mão de obra para atuarem nesses ramos”, defendeu.

A presidente da SBPC, Helena Nader, apoiou a iniciativa do MCTI em repensar o papel das unidades de pesquisa, mas foi reticente à possibilidade de os cursos de extensão continuarem a ser oferecidos nas unidades. “Considero a medida de rever o papel das unidades como ousada e necessária. Cada um deve se focar naquilo em que foi criado para fazer. Na minha opinião como pesquisadora, o papel de formar mão de obra qualificada é exclusivamente das universidades”, afirmou.

INCTs passam pela primeira avaliação

O programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) passou pela primeira revisão de metas neste ano. O comitê de análise do CNPq, órgão reponsável pela coordenação do programa, aprovou a renovação do contrato de 116 dos 122 INCTs. A informação foi repassada pelo ministro Marcos Antonio Raupp durante sua palestra na Reunião Anual da SBPC. Os projetos poderão continuar recebendo recursos pelos próximos dois anos.

Os outros seis INCTs não receberam o aval para continuar as pesquisas em redes. Mas de acordo com o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, o contrato ainda não foi encerrado. “Ainda cabe recurso aos institutos e vamos cumprir todas as etapas do processo de avaliação”, garantiu. Os INCTs são grandes redes que reúnem os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.

Segundo Oliva, um dos problemas identificados pelo comitê foi a não realização de estudos em conjunto. “Percebemos que alguns INCTs formados por diversos grupos fizeram a divisão dos recursos, mas continuaram desenvolvendo os mesmos trabalhos individualmente”, concluiu.

Além de promover o avanço da competência nacional em áreas estratégicas, os INCTs são responsáveis pela formação de jovens pesquisadores e auxílio na instalação de laboratórios de ensino e pesquisa.

Fonte: Agência Gestão CT&I

Tecnologia possibilita aumento da produção de sisal

Dois pesquisadores mexicanos da Universidade Autônoma de Ganajuato estão na Bahia, com o objetivo de preparar técnicos do Governo do Estado e pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) para produção, em larga escala, de mudas de sisal.

Dois pesquisadores mexicanos da Universidade Autônoma de Ganajuato estão na Bahia, com o objetivo de preparar técnicos do Governo do Estado e pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) para produção, em larga escala, de mudas de sisal. Eles vão ensinar a técnica da micropropagação por cultura de tecidos para aplicação na biofábrica do sisal, que será construída em Cruz das Almas, em 2013.

As aulas, com duração de uma semana, incluem encontros teóricos e práticos para a transferência da tecnologia. A técnica consegue, por meio de uma célula da planta, criar uma muda. Com isso, acelera a produção de novos exemplares, que são mais fortes em relação aos encontrados na natureza.

Economia de tempo – “Como não tínhamos conhecimento dessa tecnologia, a visita dos pesquisadores vai representar economia de algo em torno de dois anos de trabalho, tempo que levaríamos para desenvolver a técnica”, afirmou a pró-Reitora de Pesquisa e Pós Graduação da UFRB, Ana Cristina Fermino.

Por intermédio da nova técnica, a biofábrica deve produzir um milhão de mudas para distribuição nas 76 cidades baianas onde há produtores de sisal. “Nossa intenção é recuperar a lavoura, que passa por um problema de produtividade, devido à podridão vermelha e à falta de conhecimento científico na produção”, explicou o secretário de Ciência e Tecnologia, Paulo Câmera.

Anualmente, a Bahia tem colheita de 110 mil toneladas e se destaca como o maior produtor de sisal do país. Mais de 700 mil pessoas vivem na região em que a planta é uma das principais fontes de renda. Apesar do volume, a utilização das fibras é direcionada apenas ao artesanato e à tecelagem de exportação. Um dos objetivos das pesquisas ligadas à biofábrica é permitir produção suficiente para que o sisal tenha outros usos, agregando valor à planta.

Fabricação de móveis e painéis de veículos

Entre as novas aplicações do sisal está a fabricação de móveis e painéis de veículos. Os primeiros protótipos já chegam a utilizar a fibra para substituir 20% da antiga matéria prima. O grande desafio é manter produção que garanta segurança às indústrias, as quais pretendem usá-lo.
“A indústria compra uma ideia se tiver garantia de fornecimento e é isso que buscamos. Com a biofábrica, teremos mudas e todo o acompanhamento técnico para garantir a produção, aumentando a qualidade e o número de plantas por hectare”, afirmou o secretário Paulo Câmera.

Além do sisal tradicional, conhecido científicamente como Agave sisalana, outros dois tipos da planta serão produzidos pela biofábrica e distribuídos na região sisaleira. De acordo com Câmera, o Agave tequilana e o Agave 11648 (híbrido) vão estar no projeto. “A tequilana é utilizada para produzir bebidas destiladas, como a tequila, xaropes e bioetanol. A hibrída tem fibras curtas e é mais apropriada à industrialização.”

Trabalho desenvolvido em parceria

O trabalho de incentivo à produção do sisal é realizado em parceria pelas secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Agricultura (Seagri), além da UFRB. A produção das pesquisas e das mudas será feita em Cruz das Almas, devido à disponibilidade de pesquisadores e infraestrutura de laboratórios, porém, a produção será direcionada às cidades que se dedicam ao cultivo do sisal.

“Acreditamos que, entre três e cinco anos, o conhecimento científico produzido pela UFRB, com apoio técnico do estado, permitirá mudança da realidade da região sisaleira da Bahia”, disse o secretário.

Fonte: Diário Oficial