I Feira de Economia Criativa e Cidadania acontece com parceria da Fapesb

Promovida pela Universidade Estadual da Bahia (Uneb), com parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), a I Feira de Economia Criativa e Cidadania, nesta quinta (1), na Varanda Cultural do Hotel Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. A iniciativa pretende fortalecer ações do setor econômico formado por indústrias criativas através de uma extensa programação com exposição de produtos, livros, minicursos, mostra cultural e outros.

Promovida pela Universidade Estadual da Bahia (Uneb), com parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), a I Feira de Economia Criativa e Cidadania, nesta quinta (1), na Varanda Cultural do Hotel Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. A iniciativa pretende fortalecer ações do setor econômico formado por indústrias criativas através de uma extensa programação com exposição de produtos, livros, minicursos, mostra cultural e outros.

A assessora técnica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), Leila Vita, representou o secretário da pasta, destacando que a Feira contribui no desenvolvimento do setor criativo do Estado. “A Secti movimenta ações de economia criativa através de editais do Parque Tecnológico da Bahia, por meio de incubação de empresas do ramo da economia criativa, assim como a Fapesb, que apoia vários projetos nessa área”, falou.

O professor da Uneb e coordenador do evento, José Claudio Rocha afirma que a parceria com a Fundação já acontece através de outros projetos realizados durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. “O apoio da Fapesb é fundamental, não só pelos recursos que ajudam a construir esses projetos, mas pelo diálogo que é feito com os técnicos, com a avaliação que é feita pela instituição. Temos muitos projetos que foram aprovados e que estão aqui hoje, como forma de dar visibilidade a isso”.

O evento reuniu ceramistas de Maragojipinho, rendeiras de Saubara, Marisqueiras, Turismo de Base Comunitária e outros empreendimentos do setor criativo. O coordenador também destacou a atividade como forma de melhorar a geração de emprego e renda. “Para nosso grupo, economia criativa não é só o produto final, mas sim o processo, como organizar de forma mais eficiente, mais solidaria, menos competitiva”, concluiu Rocha.

Startups vencedoras de edital da Fapesb participam de Workshop

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) realizou ontem (24), durante a Semana Global de Empreendedorismo, o Workshop Final do Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Ideiais – Startups. Durante o evento, que aconteceu na Casa do Comércio, os projetos vencedores do edital explicaram um pouco sobre os trabalhos, além de apresentarem os resultados alcançados.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) realizou ontem (24), durante a Semana Global de Empreendedorismo, o Workshop Final do Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Ideiais – Startups. Durante o evento, que aconteceu na Casa do Comércio, os projetos vencedores do edital explicaram um pouco sobre os trabalhos, além de apresentarem os resultados alcançados.

Ao todo foram apresentadas 15 propostas que receberam capacitação durante quatro meses de edital, de várias áreas do conhecimento. Dentre os projetos apresentados estão um aplicativo de mototáxis, um tempero líquido, um kit de testes de sensibilidade gustativa e um sistema de auxílio para pessoas com deficiência visual.

Durante a abertura da programação, o diretor-presidente da Fapesb, Eduardo Almeida destacou a importância de iniciativas que fomentem o empreendedorismo. “Ações como o Edital Desenvolvimento de Ideias – Startups são vitais para o crescimento do empreendedorismo no Estado. Estamos trabalhando para que ocorram ainda muitas outras edições deste edital”, afirmou Almeida.

Já a pesquisadora Maria Patrícia Milagres, desenvolvedora do projeto Kit de Diagnóstico de Sensibilidade Gustativa, considera que a maior qualidade de uma iniciativa como essa é a oportunidade de tirar uma ideia do papel. “Eu entrei no Edital por causa de uma inquietação que eu tinha. Fiz mestrado e doutorado e tudo que eu fiz ficou só na dissertação. Então eu queria que os projetos virassem produto”, pontua Patrícia.

Aberto ao público, o Workshop teve como proposta realizar o acompanhamento e verificar o desenvolvimento final dos projetos aprovados no Edital, além de promover um encontro entre os bolsistas, instituições parceiras e representantes de Incubadoras de Empresas e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) da Bahia.

Ao final da programação, o diretor de inovação da Fundação, Lázaro Cunha destacou a participação de pesquisadores do interior da Bahia no edital. “A gente tem um desafio grande que é promover a interiorização das iniciativas de ciência, tecnologia e inovação, e fico feliz de ver muitos pesquisadores do interior do Estado participando deste Workshop. Acredito que o Edital mostrou a capacidade das instituições de trabalhar de forma conjunta, que é uma coisa fundamental para disseminarmos a cultura da inovação e do empreendedorismo no nosso Estado”, concluiu.

Evento da Fapesb promove discussão sobre políticas públicas de CT&I

Para fomentar o campo da inovação e do empreendedorismo no Estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia realizou nesta quarta (23/11), a palestra “A Municipalização das Políticas de CT&I: desafios e possibilidades para o desenvolvimento local”, ministrada pelo Prof. Dr. Amílcar Baiardi. O debate é uma das ações do projeto Diálogos para Inovação e Empreendedorismo, uma iniciativa da Diretoria de Inovação da Fapesb.

Mesa de debates faz parte do projeto Diálogos para Inovação e Empreendedorismo

Para fomentar o campo da inovação e do empreendedorismo no Estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia realizou nesta quarta (23/11), a palestra “A Municipalização das Políticas de CT&I: desafios e possibilidades para o desenvolvimento local”, ministrada pelo Prof. Dr. Amílcar Baiardi. O debate é uma das ações do projeto Diálogos para Inovação e Empreendedorismo, uma iniciativa da Diretoria de Inovação da Fapesb.

Estiveram presentes na mesa de debate, o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Manoel Mendonça; o diretor de Inovação da Fundação, Lázaro Cunha; o Secretário de Ciência e Tecnologia do Município de Luís Eduardo Magalhães, Maçal Tsukamoto; além do Coordenador Executivo de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica da Secretaria de Desenvolvimento Rural, José Augusto Tosato.

Durante o evento, o professor Dr. Amílcar Baiardi fez uma retrospectiva das políticas públicas de CT&I no Estado, até os dias atuais. “A Bahia foi pioneira na implantação de políticas públicas de CT&I, com a Superintendência de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CADCT), que mais tarde deu origem à Fapesb” afirmou o professor.

Já o representante da SDR, José Tosato destacou, durante sua fala, a importância das universidades e das escolas no fomento às áreas de ciência, tecnologia e inovação. “Quais são os limites dos municípios fazerem investimentos diretos em CT&I? Por isso devemos fazer parcerias. Precisamos aproximar os institutos e universidades dos povos e comunidades”, afirmou Tosato.

Pela manhã, dentro do projeto Diálogos para Inovação e Empreendedorismo, aconteceu o debate “A Inclusão Social como Referência para a Concepção de Projetos Inovadores”, com a palestrante Drª Tatiana Velloso. O evento abriu espaço para discussão sobre experiências exitosas no campo da inovação social.

Projeto brasileiro é selecionado na 17ª rodada do Grand Challenges

O projeto Integração de dados socioeconômicos e de saúde para combater a malária, do brasileiro Marcos Barreto, da Universidade Federal da Bahia, está entre os 56 projetos contemplados na 17ª rodada do programa Grand Challenges Explorations, da Fundação Bill & Melinda Gates. Pesquisadores de 11 países foram selecionados e vão receber 100 mil dólares para desenvolver seus projetos. O brasileiro foi selecionado entre mais de 1400 projetos de 98 países.
O projeto de Marcos se enquadrou no desafio Novas abordagens analíticas para eliminação da malária, e consiste no desenvolvimento de uma plataforma para integrar dados da vigilância sobre a malária com dados de saúde e socioeconômicos. A ferramenta fornecerá acesso aberto e suporte para análise e prospecção de dados, para apoiar os esforços em eliminar a doença, reunindo informações como incidência, hospitalização e condições de vida dos pacientes. A FAPESB (Fundação de Amparo à pesquisa do Estado da Bahia) participou de algumas edições desse programa.
A lista dos contemplados pode ser acessada neste link. A próxima rodada do Grand Challenges Explorations (19) está prevista para fevereiro de 2017.

Fonte: CONFAP

Projetos vencedores de edital da Fapesb apresentam resultados em Workshop

Evento acontece na Casa do Comércio e vai reunir trabalhos de várias áreas do conhecimento

Para contribuir e fomentar o crescimento das startups na Bahia, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) selecionou 15 ideias inovadoras, através do Edital 04/2016 – Apoio ao Desenvolvimento de Ideias – Startups. Os projetos vencedores participam do Workshop Final, que acontece dia 24/11, das 9h às 18h, na sala da Presidência da Fecomércio, na Casa do Comércio, com entrada gratuita.

Entre as propostas que receberam capacitação durante quatro meses de edital, estão uma armadilha para moscas-das-frutas, tempero líquido, secador vertical de cacau, aplicativo de mototáxi, captura de CO2 com óxido de grafeno, aplicativo de auxílio à aprendizagem da área de exatas, colchão balança, bioprodutos para eliminar compostos do petróleo, dentre outros.

Para Danilo Sande, desenvolvedor do aplicativo Exatamente, um dos 15 projetos vencedores, a maior contribuição do Edital é o incentivo para jovens empreendedores que querem aprender a dar vida às suas ideias. “Eu aprendi sobre empreendedorismo, fiz contato com empreendedores de diversas áreas e tive orientações sobre o meu produto, o que me levou à uma pré-incubação. Hoje eu sei um pouco mais sobre as dificuldades e os caminhos que devo trilhar para colocar meu produto no mercado” afirma.

Para o Workshop Final, os pesquisadores irão apresentar os resultados alcançados. “O Exatamente saiu de um projeto para um protótipo. Serão apresentados os primeiros testes realizados com alunos universitários e as possíveis mudanças que isso acarretará no produto. Eu espero fazer uma apresentação da evolução da ideia ao protótipo, ouvir críticas de investidores sobre o meu produto e fazer contatos que permitam um possível futuro investimento”, destaca Danilo.

Já para Hugo Novais, desenvolvedor do Moscatrativo, outro projeto contemplado pelo edital, “o Workshop Final é uma boa oportunidade de apresentar o projeto para potenciais clientes e investidores, além de mostrar para a sociedade o desenvolvimento tecnológico que está acontecendo na Bahia, financiado pela Fapesb, assim, incentivando empreendedores e pessoas a inovar”.

Aberto ao público, o Workshop tem como proposta realizar o acompanhamento e verificar o desenvolvimento final dos projetos aprovados no Edital, além de promover um encontro entre os bolsistas, instituições parceiras e representantes de Incubadoras de Empresas e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) da Bahia.

SERVIÇO:
Workshop Final Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Ideias – Startup
Onde: Sala da Presidência da Fecomércio, Edifício Casa do Comércio – Av. Tancredo Neves, 1109 – Pituba, Salvador – BA
Quando: 24/11, de 9h às 18h
Quanto: Gratuito

Governo federal libera R$ 1,5 bilhão ao MCTIC e garante recursos para pesquisa

O governo federal vai liberar R$ 1,5 bilhão para quitar restos a pagar do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10) durante reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) no Palácio do Planalto. Segundo o ministro Gilberto Kassab, também serão liberados recursos para a contratação de 101 projetos selecionados para o segundo ciclo do programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e para a última parcela da Chamada Universal lançada em 2014 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O ministro explicou que a destinação orçamentária para quitar pendências de todo o governo federal vem sendo negociada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. “Aproveitando a reinstalação do CCT, o presidente Michel Temer assegurou para o MCTIC R$ 1,5 bilhão. Isso é muito positivo, e esperamos que possam vir mais recursos, ao longo das próximas semanas ou dos próximos meses, que nos permitam avançar mais ainda na questão de restos a pagar.”
Redes de pesquisa
Maior edital da história do CNPq, o segundo ciclo dos INCTs dispõe de R$ 654 milhões, divididos entre o governo federal e 18 fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs). Os 101 projetos envolvem 8.738 pesquisadores de 410 laboratórios, nos 26 estados e no Distrito Federal, em diversas áreas do conhecimento para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas em busca de soluções para grandes problemas nacionais.
“A distribuição dos recursos será feita nos próximos seis anos”, informou Kassab.
Para o presidente do CNPq, Mário Neto Borges, trata-se de um “programa de ponta” na ciência brasileira. “Os INCTs reúnem os pesquisadores de maior qualificação do Brasil e permitem ao país, inclusive, estabelecer parcerias internacionais para captação de recursos, a exemplo da que já começamos a negociar com o Reino Unido, por meio do Fundo Newton”, afirmou.
Chamada Universal
O ministro Gilberto Kassab também anunciou a liberação de R$ 68,8 milhões para quitar a Chamada Universal de 2014, que contemplou 5.529 projetos com R$ 200 milhões. O pagamento da última parcela beneficia 3.289 pesquisas.
Na opinião do presidente do CNPq, essa quitação complementa a notícia da continuidade dos INCTs, porque a Chamada Universal “trata da base dos pesquisadores do Brasil”, com objetivo de democratizar o fomento à pesquisa no país, ao apoiar projetos em qualquer área do conhecimento.
“Portanto, ao mesmo tempo, o governo federal libera recursos para o topo da pirâmide da ciência brasileira, em parceria com as FAPs, e para que a base continue gerando ciência de qualidade, de forma que nós possamos usar tecnologia e inovação como o principal pilar para o desenvolvimento sustentável do Brasil.”
Do edital de 2014, R$ 50 milhões saíram do orçamento do CNPq e R$ 150 milhões do FNDCT. De acordo com Borges, a quitação permite “que possamos anunciar o resultado da seleção dos projetos da Chamada Universal de 2016”, lançada em janeiro, novamente com R$ 200 milhões para projetos individuais.

Fonte: MCTIC

Fapesb realiza debate sobre políticas municipais de Ciência, Tecnologia & Inovação

Com o objetivo de fomentar o campo da inovação e do empreendedorismo na Bahia, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia realiza o debate “A Municipalização das Políticas de CT&I: desafios e possibilidades para o desenvolvimento local”, que acontece nesta quarta (23/11), às 14h30, no Espaço Lazareto, na sede da Fundação. A palestra, ministrada pelo Prof. Dr. Amílcar Baiardi, é uma ação do projeto Diálogos para Inovação e Empreendedorismo.

Com o objetivo de fomentar o campo da inovação e do empreendedorismo na Bahia, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia realiza o debate “A Municipalização das Políticas de CT&I: desafios e possibilidades para o desenvolvimento local”, que acontece nesta quarta (23/11), às 14h30, no Espaço Lazareto, na sede da Fundação. A palestra, ministrada pelo Prof. Dr. Amílcar Baiardi, é uma ação do projeto Diálogos para Inovação e Empreendedorismo.

O projeto é uma iniciativa da Diretoria de Inovação da Fapesb, e tem como proposta estreitar as relações com o público externo. A ideia é que a instituição acompanhe as mudanças de cenário na área da inovação e do empreendedorismo, além de fortalecer o seu papel como agente de fomento à tecnologia e inovação no Estado.

A partir das ações do “Diálogos para Inovação e o Empreendedorismo”, a Fundação busca popularizar os principais conceitos pertinentes às temáticas inovação e empreendedorismo. Para o debate que ocorre esta quarta (23/11), serão discutidas questões sobre a inserção das políticas de CT&I na agenda de desenvolvimento das gestões municipais baianas.

“A iniciativa visa promover uma reflexão sobre a baixa participação dos municípios na governança das políticas de CT&I, bem como prospectar ideias que contribuam para elaboração de ações que estimules as gestões municipais a introduzirem a ciência, a tecnologia e a inovação na agenda de políticas para o desenvolvimento local”, afirma o diretor de inovação da Fapesb, Lázaro Cunha.

Pela manhã, dentro do projeto, acontece o debate “A Inclusão Social como Referência para a Concepção de Projetos Inovadores”, com as palestrantes Drª Tatiana Velloso e Drª Tânia Fischer. O evento, apenas para convidados, será um espaço para discussão de relatos sobre experiências exitosas na área e questões para análise conjunta.

PEC dos Gastos Públicos impactará a CT&I brasileira

Desde que chegou ao poder, há cinco meses, o governo do presidente Michel Temer iniciou um trabalho de análise das contas públicas. Como era esperado, o rombo deixado pela gestão anterior atingiu R$ 170 bilhões. O remédio desenvolvido para enfrentar esse déficit fiscal é a polêmica Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Gastos Públicos, que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos.

Desde que chegou ao poder, há cinco meses, o governo do presidente Michel Temer iniciou um trabalho de análise das contas públicas. Como era esperado, o rombo deixado pela gestão anterior atingiu R$ 170 bilhões. O remédio desenvolvido para enfrentar esse déficit fiscal é a polêmica Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Gastos Públicos, que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos.

Muitas contas já foram feitas para determinar o impacto dessa proposta em diferentes setores da economia brasileira. Mas os estudos para medir a força dessa medida na área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) ainda não foram mensurados. O fato é que se aprovada pelo Senado Federal, a proposta irá congelar o pior orçamento público federal dos últimos sete anos: R$ 4,6 bilhões, aproximadamente 40% menor do investimento em 2013.

A medida também impactará os sistemas estaduais de CT&I, sobretudo no orçamento das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), que também têm receitas com vinculação constitucional. As FAPs financiam importantes projetos de pesquisa básica e aplicada, além de custear a manutenção e aprimoramento da infraestrutura laboratorial dos estados.

Para o economista Luiz Antonio Elias, a PEC provocará uma “restrição orçamentária violenta e significativa” em todos os entes da federação. “De 2003 a 2012, nos elevamos a nossa capacidade de manufatura e retrocedemos quando a crise chegou. Estamos vivendo uma nova revolução industrial, o surgimento da Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada, e se a PEC for aprovada estaremos cada vez mais distantes dela. O motor da economia é o investimento. E a PEC restringe investimentos”, afirmou o Elias, que foi secretário executivo do então Ministério da Ciência e Tecnologia, de 2007 a 2014.

Ele foi um dos palestrantes da mesa de abertura do Fórum RNP, que acontece em Brasília, e é realizado em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti). Para Elias, o atual governo não deveria enxergar os investimentos em C&T, Educação e Saúde como gastos públicos.

“A PEC ocasionará uma série de restrições, especialmente em Saúde e Educação, que são parceiros da CT&I. A PEC não é somente uma questão orçamentária fiscal. Ela é, estruturalmente, um novo redesenho da questão do Estado, que terá implicações significativas no tocante à capacidade de recursos para implementar a agenda de C&T”, disse o economista.

De acordo com pesquisadores do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, se a PEC estivesse em vigor desde 2002, o País teria deixado de investir cerca de R$ 377,7 bilhões, em educação até 2015. O valor representa 40% do montante total aplicado neste período.

Em nota, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) avaliam que o investimento brasileiro em pesquisa e desenvolvimento pode reduzir de 1,1% do PIB para cerca de 0,8% do PIB. Segundo as entidades, o sucesso da PEC 241 está vinculado a um crescimento da economia brasileira acima de 2,5% ao ano.

“Na economia do conhecimento, não há produtividade e nem novos produtos sem uma base científica e tecnológica forte, que produza pessoal qualificado, conhecimentos avançados sobre processos e produtos, e pesquisas que se transformam em inovação nas empresas. Com limitado suporte à CT&I, a PEC 241 tende a naufragar em dez anos”, diz um trecho da carta. “O orçamento da CT&I brasileira foi extremamente reduzido nos últimos três anos. Congelar o orçamento dessa área significa sentenciar as chances de desenvolvimento da economia à estagnação.”

Fonte: Felipe Linhares, da Agência Gestão CT&I

Fapesb participa do fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia participa do quarto Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A abertura do evento aconteceu nesta terça-feira (8), no auditório Manoel de Barros, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, com a temática ‘Rota do desenvolvimento’.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia participa do quarto Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A abertura do evento aconteceu nesta terça-feira (8), no auditório Manoel de Barros, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, com a temática ‘Rota do desenvolvimento’.

O diretor-presidente da Fapesb, Eduardo Almeida acompanha as palestras, conferências e reuniões de trabalho dos presidentes das FAPs. “Essa é uma oportunidade de debater os problemas enfrentados pelas Fundações, principalmente no âmbito econômico. O momento é de somar esforços na captação recursos que viabilizem projetos e programas já consolidados nos Estados. Temos boas perspectivas a partir da nova gestão do CNPq”, disse.

A programação do Fórum conta também com workshop da Rede do Sistema de Informação e Gestão de Projetos para Fundação de Amparo à Pesquisa (SIGFAP) e com a reunião dos assessores de comunicação das Fundações dos 25 estados e Distrito Federal. Na ocasião, os profissionais apresentarão experiências e cases de sucesso das instituições.

A assessoria de comunicação da Fapesb participa da reunião. “É muito importante participar da troca de experiências entre as instituições. Contribui para a tomada de decisões e que novas estratégias de comunicação que podemos adotar”, afirmou a coordenadora de comunicação da Fapesb, Vanessa Teles.

O Confap é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo melhor articular os interesses das agências estaduais de fomento à pesquisa em prol do desenvolvimento e competitividade dos estados. O evento reúne Faps, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e representantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Com informações do Confap.

Projeto desenvolve novas alternativas para a produção de abacaxi no semiárido baiano

Rico em vitaminas, protagonista de doces e sobremesas, o abacaxi pode ser encontrado facilmente na mesa dos baianos. Dados recentes apresentam a Bahia como 4º maior produtor da fruta no país. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, através do Edital de Apoio a Soluções Inovadoras para a Fruticultura no Estado da Bahia, contemplou o projeto ‘Novas alternativas para a produção de abacaxi no semiárido baiano’, realizado nos municípios de Cruz das Almas e Itaberaba.

Rico em vitaminas, protagonista de doces e sobremesas, o abacaxi pode ser encontrado facilmente na mesa dos baianos. Dados recentes apresentam a Bahia como 4º maior produtor da fruta no país. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, através do Edital de Apoio a Soluções Inovadoras para a Fruticultura no Estado da Bahia, contemplou o projeto ‘Novas alternativas para a produção de abacaxi no semiárido baiano’, realizado nos municípios de Cruz das Almas e Itaberaba.

O projeto avalia novos genótipos de abacaxizeiro na condição do semiárido baiano, com a pretensão de difundir “tipos” de abacaxis resistentes à fusariose, testando quatro sistemas de produção: tradicional (sequeiro); somente irrigado; somente com mulching plástico; e irrigado + mulching plástico. “Entre os genótipos avaliados estão uma cultivar já lançada, dois híbridos ainda não lançados e uma variedade coletada na Natureza. Todos resistentes à fusariose, principal limitação à produção de abacaxi no Brasil”, afirmou o pesquisador para Melhoramento Genético e Fitopatologia do Abacaxizeiro da Embrapa, Davi Junghans.

A coordenadora de Apoio a Tecnologias Sociais e Ambientais da Diretoria de Inovação da Fapesb, Talita Assis esclarece como funcionam o acompanhamento e suporte dado pela Fundação. “Realizamos visitas técnicas para verificar in loco como os projetos são executados e quais resultados foram alcançados até o momento da visita. É uma oportunidade também para tirar dúvidas dos pesquisadores e orientá-los quanto à execução financeira e técnica dos projetos. O projeto tem parceria com a Cooperativa Agroindustrial de Itaberaba – COOPAITA, que é indispensável, pois o fato de o experimento estar sendo executado na propriedade de um dos cooperados possibilita o acompanhamento e a validação do projeto por parte dos produtores”.

Para os abacaxicultores da região, o projeto trará uma série de benefícios, com aquisição de mudas mais sadias, diminuição no custo de produção, menor impacto ao meio ambiente e uma produção livre da aplicação de fungicidas para fusariose, principal doença que ataca a planta. “Temos observado também que dois dos demais genótipos (um híbrido e uma cultivar) tem apresentado desempenho satisfatório apenas nos ensaios irrigados”, disse Junghans.

O pesquisador destaca também que o apoio da Fapesb foi fundamental para aquisição de bens e serviços, dando aplicabilidade ao projeto. “Sem dúvida, fornecer as condições para que os ensaios agronômicos pudessem ser instalados e mantidos em Itaberaba, maior produtor de abacaxi no estado da Bahia. Ademais, deve-se citar o auxílio da FAPESB na concessão de bolsas de Apoio Técnico e de Iniciação Científica, vinculadas ao projeto, utilizadas nos trabalhos relacionados à produção de mudas e na avaliação dos ensaios montados em Itaberaba”, finalizou Junghans.

O projeto conta com a parceria da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Coopaita, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) e a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (BahiaTer).