GIRO NA CIÊNCIA – Cientistas criam técnica de levitação para líquidos

Cientistas do Laboratório Nacional Argonne, localizado nos arredores de Chicago (EUA), criaram uma nova técnica capaz de levitar líquidos e pequenos comprimidos. Sem qualquer truque envolvido, apenas física, a equipe usou um aparelho para erguer e manter gotas de diferentes soluções e objetos leves suspensos no ar, tudo com o auxílio das ondas sonoras.

Cientistas do Laboratório Nacional Argonne, localizado nos arredores de Chicago (EUA), criaram uma nova técnica capaz de levitar líquidos e pequenos comprimidos. Sem qualquer truque envolvido, apenas física, a equipe usou um aparelho para erguer e manter gotas de diferentes soluções e objetos leves suspensos no ar, tudo com o auxílio das ondas sonoras.

O dispositivo é formado por dois pequenos alto-falantes que, quando perfeitamente alinhados, criam duas ondas sonoras inaudíveis e estacionárias, isto é, que permanecem em posições constantes, porém contrárias. A pressão exercida por estas forças é suficiente para cancelar os efeitos da gravidade, permitindo que substâncias e objetos leves fiquem “presos” em determinados pontos, como se estivessem levitando.

De acordo com os cientistas, esta nova técnica poderá ser usada para transformar medicamentos cristalinos em amorfos (sem forma definida). “A maioria dos remédios no mercado tem forma cristalina. Por este motivo, não são completamente absorvidas pelo corpo, reduzindo a sua eficácia”, explicou Yash Vaishnav, um dos cientistas da pesquisa. Já em estado amorfo, os medicamentos são altamente solúveis e, por isso, mais eficientes.

Veja com seus próprios olhos, no vídeo abaixo, a técnica capaz de levitar substâncias: https://youtu.be/669AcEBpdsY

Fonte: exame.com

Giro na Ciência – 10 inovações “verdes” das Olimpíadas de Londres

Veja algumas inovações “verdes” das Olimpíadas de Londres

Aeroporto com carrinhos elétricos

O principal aeroporto da cidade, o Heathrow Iternational – que deve receber pelo menos 80% de todos os atletas, dirigentes e espectadores das Olimpíadas -, inaugurou um sistema de carrinhos elétricos, que dispensam motorista, usados para levar os passageiros do aeroporto aos bolsões de estacionamento e vice-versa. Cada veículo, que comporta até quatro pessoas, trafega sobre uma pista exclusiva a uma velocidade de até 40 km/h e tem emissão reduzida de poluentes.

Ao passageiro, cabe o simples trabalho de acionar em uma tela o destino desejado. O tempo da viagem entre o terminal e o estacionamento é de cerca de quatro minutos. Os “Ultra”, como são chamados, fazem parte do programa “Sistema de trânsito pessoal rápido” (PRT, na sigla em inglês) e substituíram alguns dos ônibus a diesel usados para transporte de passageiros no aeroporto. Além do ganho ambiental óbvio, o sistema ajuda a evitar lotações e diminuir o tempo de espera. Uma solução prática, eficiente e sustentável.

Arenas recicláveis

Depois de um grandioso espetáculo cheio de pirotecnia em 2008, Pequim ainda não encontrou finalidades para alguns de seus estádios. Para não cometer o mesmo erro, Londres evitou as sedutoras megaconstruções olímpicas que, além de pressionar o orçamento, se tornam muitas vezes um problemão após as competições. Exemplo disso é a arena que abrigará os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de basquete. Erguida dentro dos padrões da construções sustentáveis – que balizaram todo o projeto inglês – a arena é totalmente reciclável. Ao final dos jogos, toda sua estrutura – dos bancos às quadras, passando pelo esqueleto de mil toneladas de aço e a cobertura inflável de PVC branca – poderá ser desmontada e reutilizada em outras instalações esportivas pelo país. A arena que vai sediar a modalidade pólo aquático também segue a mesma premissa de temporalidade. Erguida a partir de materiais de plástico reciclado, ela será desmontada ao término dos jogos.

Lixeiras high tech para transmitir notícias

Em fevereiro, Londres instalou um moderno e inovador sistema de coleta seletiva: lixeiras inteligentes equipadas com duas telas LCD uma em cada lado, que são sensíveis ao toque e transmitem notícias em tempo real. Diariamente, das 6h às 23h59, os aparelhos de coleta seletiva reproduzem informações do mercado financeiro, meio ambiente, de cultura e arte, generalidades e previsões do tempo. Há planos, inclusive, de garantir conectividade Wi-Fi na temporada dos jogos olímpicos. A ideia por trás da atratividade do aparelho é uma só: chamar atenção da população para aumentar a taxa de reciclagem da cidade.

Recompensa para quem andar de bicicleta ou a pé

Imagine ser recompensado monetariamente por deixar o carro em casa e ir a pé ou de bicicleta para o trabalho? Com a aproximação dos jogos olímpicos, essa é a tática que a prefeitura de Londres pretende adotar para estimular a mobilidade sustentável, reduzir a poluição e os níveis de congestionamento. Por trás do bônus verde está a empresa Recyclebank que, em parceria com a companhia de transporte municipal Transport for London (TfL), criou um aplicativo para smartphone capaz de mensurar e pontuar os deslocamentos por meios alternativos de cada pessoa. Quando um usuário digita o destino de sua viagem, o app re.route sugere rotas para percorrer a pé ou de bike. Quem segue uma das vias alternativas ganha cinco pontos de recompensa, que são então convertidos em prêmios resgatáveis na forma de descontos em lojas e cinemas conveniados. Disponível apenas para iPhone, o aplicativo começou a valer em maio e no futuro há planos de gerar uma versão para Android.

Árvore solar

Postes com formas orgânicas abastecidos por energia renovável vão iluminar a cidade até setembro para homenagear os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres. Idealizados pelo designer Ross Lovegrove, famoso por misturar ciência, tecnologia e natureza em seus projetos, os postes em formato de árvores brotaram em Londres em maio por ocasião da Clerkenwell Design Week, uma feira com o que há de mais visionário no setor. Com folhas equipadas com células fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade, o poste tem galhos de LED que acendem automaticamente quando escurece.

Frota de táxi ecológicos

A frota de táxis londrinos passou por uma repaginada verde. No início de fevereiro, começaram a circular pela ruas da cidade os primeiros modelos do Fluence Z.E, o sedã da Renault totalmente movido a eletricidade. Disponibilizados pela firma britânica de transporte sustentável Car Climate, o veículo é alimentado por baterias de lítio que proporcionam uma autonomia de 160 quilômetros sem emitir um grama sequer de CO2. Os carros podem ser encontrados no centro da cidade, região com maior concentração de estações de recarga elétrica. A tarifa é igual à cobrada pelos táxis tradicionais. Parte dos icônicos Black Cabs londrinos também ganharam por uma repaginada verde, passando a rodar com células a hidrogênio no lugar de diesel, fonte significativa de poluição.

Ônibus de dois andares ganha versão ecológica

Um dos principais símbolos de Londres ganhou ares mais modernos e ficou mais ecológico. O tradicional ônibus vermelho de dois andares foi adaptado para receber de forma mais adequada as pessoas com dificuldade de mobilidade e também gerar menos poluição. Os novos modelos, que começaram a circular em fevereiro, são equipados com uma tecnologia híbrida, que usa eletricidade e diesel “verde”, que emite metade dos gases poluentes de uma versão convencional, e tem o dobro da eficiência no aproveitamento de combustível.

Embalagens biodegradáveis

Um evento das dimensões das Olimpíadas precisa ter um senhor esquema de coleta de lixo – que não será pouco. Além dos coletores de recicláveis, Londres aposta em embalagens biodegradáveis, principalmente as usadas na alimentação. Por isso, toda comida ou bebida vendida dentro do parque olímpico e nas arenas dos jogos deverão ser feitas de material compostável. Os organizadores estimam que 40% de todo o resíduo gerado nas instalações olímpicas virá da alimentação.

“Cola mágica” contra poluição

As ruas de Londres recebem, desde o começo do ano, uma solução química capaz de atrair partículas de poeira fina do ar e prendê-las ao asfalto. Um veículo especial asperge uma solução de acetato de magnésio de cálcio, que tem o curioso efeito de atrair partículas de poeira fina em suspensão e prendê-las ao asfalto. Uma vez capturada, a poeira é recolhida pelo movimento contínuo dos pneus de carros ou lavada pela chuva. Segundo o excêntrico prefeito Boris Johnson, dá para reduzir em até 10% a concentração de partículas de poeira no ar, melhorando a condição da atmosfera.

Megaprojeto de descontaminação

Um dos carros-chefes do projeto das Olimpíadas verdes de Londres foi a revitalização de uma antiga zona industrial no distrito de Stratford para a construção do Parque Olímpico. A maior operação de descontaminação já feita no Reino Unido precisou de quatro anos de trabalho intenso e mais de 230 milhões de reais investidos para livrar de componentes tóxicos 2 milhões de toneladas de solo contaminado. O complexo de 2,5 quilômetros quadrados hoje conta com uma cobertura vegetal frondosa de 4 mil ávores e 300 mil plantas aquáticas.

Fonte: Exame.com
Foto: Arena Reciclável

Empresa em Salvador desenvolve laboratório virtual de física com apoio da FAPESB

A Educandus, empresa há 22 anos no mercado de tecnologia educacional, desenvolveu o Newton, um laboratório virtual interativo para geração de simuladores e experimentos de física na internet.

Você que é ou já foi aluno de física deve lembrar muito bem de todos os desenhos com planos retos, planos inclinados, carros, bolas, caixas, sem contar nos circuitos elétricos que o professor desenhava no quadro. Quantas vezes você quis saber como seria na prática cada uma daquelas situações? Agora é possível. A Educandus, empresa há 22 anos no mercado de tecnologia educacional, desenvolveu o Newton, um laboratório virtual interativo para geração de simuladores e experimentos de física na internet. O Newton permite que estudantes e professores montem seus experimentos acessando, através do simples click do mouse, os diversos componentes e medidores necessários, de forma semelhante aos modelos reais.

Dotado de login e senha, o laboratório virtual possibilita aos professores monitorarem o aprendizado do aluno através do LMS (Learning Management System), podendo, desta forma, identificar as dificuldades no aprendizado. O Newton traz inúmeras funcionalidades exclusivas que facilitam a compreensão dos fenômenos físicos simulados. O maior envolvimento e a facilidade de compreensão dos assuntos são promovidos pela alta interação proporcionada pelos experimentos e a interface gráfica em alta resolução, contando com recursos 3D. O Newton permite que os experimentos sejam gravados e visualizados por outros usuários: “Se você gravar um experimento no Newton e eu gostar, posso estudá-lo, modificá-lo e gravar como se fosse um novo experimento enriquecendo a biblioteca do laboratório”, explica José Valber Cavalcante, coordenador do projeto.

Os simuladores funcionam como experimentos prontos onde o usuário apenas informa valores para algumas variáveis e assiste a execução do fenômeno sem poder interferir. É possível, por exemplo, montar circuitos elétricos e medir a corrente e voltagem, simular movimentos de corpos sólidos alterando velocidade, atrito, resistência do ar e outras variáveis que possam interferir no movimento proposto. Para isso, o Newton disponibiliza planos horizontais e inclinados, polias, molas, blocos, bolas, medidores de velocidade, tempo, aceleração, peso, referências de atrito, gravidade, elasticidade, massa e muitas outras propriedades e ferramentas.

Além de montar e gravar experimentos referentes aos exercícios proposto em sala de aula, o aluno poderá repetir ou publicar na web o evento gerado, o qual poderá ser analisado posteriormente pelo professor. Este, por sua vez, poderá registrar suas observações para o aluno.

O Newton oferece diversas vantagens para alunos, professores e escolas, permitindo a repetição de experiências, sem custos extras com consumo de materiais, em um ambiente virtual 100% seguro. Além disso, amplia a interação entre professores e alunos facilitando a transmissão do conhecimento de forma dinâmica e atrativa. Isto é particularmente importante na rede pública de ensino, cujos laboratórios reais ou não existem, ou carecem de materiais consumíveis.

Em 2010, a Educandus levou o Newton para uma feira de educação na Inglaterra, onde teve uma excelente repercussão. A equipe observou que lá não havia software similar, com as mesmas funcionalidades que o Newton, o que foi um grande incentivo para que eles continuassem aprimorando o programa. No mesmo ano, o Newton foi apresentado em outra feira internacional, desta vez na Suíça, onde novamente se percebeu a ausência de produtos com suas características. “Vimos, então, que estávamos fazendo a coisa certa, que o Newton tinha seu quinhão de inovação, até mesmo pela procura, pelas visitas que tivemos em nosso stand, com pesquisadores e educadores de diversos países”, conta Valber.

A Educandus desenvolveu o Newton com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e da FINEP, através do Edital PAPPE-Subvenção Econômica, com o valor de R$ 480 mil. No momento, este Edital está com inscrições abertas até o dia 03 de agosto, no valor total de R$ 8,6 milhões.

Fonte: ascom/fapesb

Abertas inscrições para 2º rodada do PAPPE Integração

Em junho de 2011 a FAPESB abriu o Edital Bahia Inovação 008/2011 – Modalidade Subvenção Econômica – PAPPE INTEGRAÇÃO com o objetivo de financiar projetos de inovação tecnológica de produtos, processos ou serviços de microempresas e empresas de pequeno porte. Nesta rodada, finalizada em março de 2012, dos R$ 17.500.00 (dezessete milhões e quinhentos mil reais) disponibilizados pela FINEP e FAPESB, continuaram disponíveis R$ 8.600.000 (oito milhões e seiscentos mil reais), o que levou a FAPESB a abrir a 2º rodada do Edital.

Em junho de 2011 a FAPESB abriu o Edital Bahia Inovação 008/2011 – Modalidade Subvenção Econômica – PAPPE INTEGRAÇÃO com o objetivo de financiar projetos de inovação tecnológica de produtos, processos ou serviços de microempresas e empresas de pequeno porte. Nesta rodada, finalizada em março de 2012, dos R$ 17.500.00 (dezessete milhões e quinhentos mil reais) disponibilizados pela FINEP e FAPESB, continuaram disponíveis R$ 8.600.000 (oito milhões e seiscentos mil reais), o que levou a FAPESB a abrir a 2º rodada do Edital.

Os projetos submetidos podem ser de qualquer área do conhecimento e estarão divididos em duas modalidades. Na Modalidade 1, serão consideradas propostas em qualquer segmento de produtos e serviços, como agropecuária, indústria de extração, comércio, saúde, educação e segurança pública que contribuam para a competitividade empresarial no Estado da Bahia, inserindo no mercado bens e serviços inovadores. Já a Modalidade 2 tem como foco os projetos que busquem atender às demandas tecnológicas da COPA DO MUNDO FIFA 2014 BRASIL, em áreas como telecomunicações, infraestrutura dos estádios, modernização de espaços urbanos, eventos esportivos e promocionais, jogos eletrônicos e educativos, entre outros. Serão disponibilizados R$ 4.900.000 para a Modalidade 1 e R$ 3.700.000 para a Modalidade 2.

É importante lembrar que a FAPESB se responsabiliza pelo financiamento até a fase do protótipo, não financiando produção nem marketing, propaganda ou embalagem do produto. O recurso pode ser utilizado para alimentação, passagens, hospedagem, material de consumo, contratação de serviços de terceiros e despesas salariais para novas contratações.

Muitos projetos importantes foram financiados pelo Edital PAPPE – Subvenção Econômica da FAPESB. A empresa Mds, por exemplo, desenvolveu o SAGA, um jogo computacional para a aprendizagem de conteúdo relacionado à educação ambiental. O jogo apresenta textos explicativos, que ensinam ao jogador quais são as causas dos problemas ambientais e como eles podem ser evitados ou solucionados. Existem diferentes níveis de dificuldade, em que o jogador vive em uma cidade e precisa resolver os problemas ambientais que vão surgindo no decorrer do jogo, como queimadas, inundações e poluição. À medida que soluciona os problemas, ele adquire novas ferramentas e passa de cidadão comum para professor, ativista ambiental, presidente de uma ONG e, por fim, político. O jogo possui um painel de status que mostra se as decisões tomadas estão corretas ou não.

Já a empresa R. Pires desenvolveu um “shake” para mulheres com o objetivo de prevenir problemas relacionados à menopausa. O shake funciona como suplemento alimentar à base de isoflavona, vitaminas e minerais, acrescido de colágeno, sálvia, semente de linhaça e fibras alimentares solúveis, para atender às necessidades nutricionais das mulheres. Aquelas que usaram o produto perceberam a diminuição de diversos sintomas relacionados à menopausa, como ondas de calor, depressão, fadiga e dores musculares, além da melhora da qualidade do sono.

As inscrições para o Edital PAPPE Integração poderão ser feitas até as 17h30 do dia 03 de agosto de 2012. Para maiores informações, acesse o Edital no portal da FAPESB.

Fonte: ascom/fapesb

Seminário da FAPESB apresenta pesquisas em Saúde para São Francisco do Conde

Foi realizado no dia 20/06, na Câmara Municipal de São Francisco do Conde, o Seminário Final de Pesquisa do Edital 026/2009 – Pró-Saúde São Francisco do Conde (SFC). O objetivo deste Edital foi apoiar projetos de pesquisa, de natureza científica, tecnológica ou de inovação, que contribuíssem para a resolução de problemas de saúde deste município, cuja população é predominantemente negra.

Foi realizado no dia 20/06, na Câmara Municipal de São Francisco do Conde, o Seminário Final de Pesquisa do Edital 026/2009 – Pró-Saúde São Francisco do Conde (SFC). O objetivo deste Edital foi apoiar projetos de pesquisa, de natureza científica, tecnológica ou de inovação, que contribuíssem para a resolução de problemas de saúde deste município, cuja população é predominantemente negra.

Os 13 projetos apresentados dividiram-se em três eixos temáticos: Saúde da população negra de São Francisco do Conde; Determinantes sociais em saúde; e Saúde Ambiental. Muitos projetos trataram da questão da pesca de mariscos que é uma atividade muito importante para a economia do município. O professor Kan Lin do IFBA, por exemplo, apresentou sua pesquisa em Saúde Ambiental das Marisqueiras e Pescadores Artesanais das Comunidades Sede/São Beto e Muribeca. Lin constatou que as águas dessas comunidades estão em grande parte contaminadas e é preciso promover a conscientização quanto a não poluição dos rios nas escolas. Associada a este problema está a falta de saneamento básico na maioria das casas. Cerca de 80% das habitações têm problemas no descarte de lixo e esgoto e a presença de insetos e ratos.

O pesquisador analisou amostras de sururu, lambreta e ostras e concluiu que os moluscos estão com níveis de metal acima do recomendado, como cobre, zinco e chumbo. Para amenizar as dificuldades, Lin diz ser necessário chamar a atenção das autoridades quanto à questão dos esgotos, realizar o monitoramento microbiológico das águas, diversificar a alimentação da população, que se alimenta majoritariamente de mariscos, promover programas de exercícios físicos para os marisqueiros e de saúde e educação ambiental para a população em geral.

Outro tema muito discutido nas pesquisas foi em relação à Anemia Falciforme, que atinge principalmente a população negra. A pesquisadora Marilda de Souza Gonçalves, da FIOCRUZ, realizou uma pesquisa com 1246 crianças de 8 a 12 anos, para identificar a doença falciforme em SFC. “A Doença Falciforme é uma mutação genética que causa deficiência na oxigenação dos tecidos e pode afetar vários órgãos, causando muita dor”, explicou a pesquisadora. Foram feitos exames para analisar a hemoglobina das crianças, e, embora a Bahia seja o estado com maior predominância de Anemia Falciforme do país, apenas três crianças apresentaram a doença. “Ficamos surpresos com a ausência de crianças com anemia falciforme nas escolas”, diz Marilda. Diante do resultado, a equipe de pesquisa levantou duas hipóteses: ou as crianças não estavam frequentando a escola, ou as portadoras da doença não estavam sobrevivendo. “É preciso pesquisar a ausência da doença e fazer um mapeamento das áreas em SFC”, concluiu Marilda.

Um trabalho que suscitou um grande debate foi o da professora Climene Laura de Camargo, da UFBA, sobre Fatores de Vulnerabilidade na Saúde das Crianças e Adolescentes de SFC. A pesquisa focou nas condições de vulnerabilidade dos jovens quanto a alguns aspectos, incluindo violência doméstica e gravidez na adolescência. Segundo a pesquisadora, os profissionais de saúde do município estão despreparados para identificar a violência familiar. Muitas adolescentes e mulheres que chegam aos postos de saúde com hematomas e machucados não têm coragem de relatar a agressão sofrida e acabam não recebendo o apoio necessário. Este é outro problema detectado por Climene: a inexistência de notificações quanto à violência. Como sugestão, a pesquisadora propôs a construção de um guia de serviços de atenção a pessoas em casos de violência.

Quanto à gravidez na adolescência, Climene apontou alguns possíveis motivos para o alto número de jovens grávidas – 43 ao todo – identificadas durante sua pesquisa, tais como falta de orientação sexual, atividade sexual precoce, falta de conhecimento de métodos contraceptivos e de como usá-los. Além disso, de acordo com a pesquisadora, o Programa de Acolhimento Social (PAS) instituído no município em 2009, para complementar a renda das famílias mais pobres, contribui para que estas jovens não retornem à escola, diminuindo suas perspectivas de futuro. Este tema específico suscitou grande debate durante o seminário, em que alguns dos presentes defenderam o PAS e outros o apontaram como um desincentivo para a permanência das jovens na escola. Climene defendeu sua colocação, dizendo que o PAS deve ser usado de forma a promover o desenvolvimento pleno das famílias e das adolescentes: “Estas adolescentes saem da escola, não têm perspectiva para voltar e quando indagadas sobre como irão se sustentar, citam o apoio d
a prefeitura por meio do PAS”, disse. “Não acho que se deva acabar com o auxílio, mas, junto a ele, incentivar as meninas a não deixarem a escola, a buscarem o posto de saúde para ter acompanhamento e acesso a métodos contraceptivos.”

Marivaldo do Amaral, Secretário da Fazenda de São Francisco do Conde lembrou o início da parceria com a FAPESB, em 2009, e do repasse de R$ 2 milhões à Fundação que, segundo ele, foi um ato inusitado na Bahia. “Este recurso retorna para a sociedade de maneira séria e segura e temos consciência de que as pesquisas poderão orientar a prefeita para que ela possa nortear os cuidados para com a saúde da população de SFC”, disse.

O Diretor Científico da FAPESB, Eduardo Boery, disse que estas pesquisas só foram possíveis devido à atenção da prefeita Rilza Valentim em relação à saúde da população. “Temos orgulho de dizer que a Bahia e o município de SFC são pioneiros nesse tipo de parceria para a melhoria da saúde da população. Nós temos que dar valor à educação e à saúde, porque se tivermos educação e saúde nós seremos realmente um país em franco desenvolvimento”, disse Boery.

A Secretária de Saúde de SFC, Telma Conceição Silva, lembrou que o seminário, de certa forma, era uma prestação de contas ao município, pelo investimento que foi feito pela prefeitura em parceria com a Fapesb. Além destes, estiveram presentes na mesa de abertura a Secretária de Governo Silmar Carmo – representando a prefeita, o representante do Conselho Municipal de Saúde, Antônio Bartolomeu Silva, o Secretário Municipal da Reparação de Salvador, Aílton Ferreira e a assessora especial da prefeita de SFC, Marília Fontoura.

Fonte: ascom/fapesb
Foto: Seminário Final de Pesquisa no auditório da Câmara Municipal de SFC

FAPESB e Sustentabilidade Ambiental – Rio +20

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia apoia diversos projetos com foco em sustentabilidade, que contribuem para o desenvolvimento responsável do Estado da Bahia, promovendo a inclusão social e a preservação do meio-ambiente.

Teve início no último dia 13/06 o evento Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que reunirá a partir do dia 20, no Rio de Janeiro, diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membro das Nações Unidas. A proposta deste evento é promover a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável avaliando o progresso dos países em relação às decisões tomadas neste sentido.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia apoia diversos projetos com foco em sustentabilidade, que contribuem para o desenvolvimento responsável do Estado da Bahia, promovendo a inclusão social e a preservação do meio-ambiente. Confira alguns:

AQUECEDOR SOLAR

Pensando em uma forma inteligente de produzir energia, a empresa Engecal desenvolveu um dispositivo em forma de parábola para captação e aproveitamento de energia solar. O produto foi desenvolvido para grandes estruturas como condomínios, hotéis, indústrias, lavanderias e polo petroquímico. O aquecedor solar utiliza um sistema de placas dinâmicas que permite o acompanhamento automatizado da trajetória solar e, por consequência, aumenta o processo de captação de energia, para o uso no aquecimento de água.

O aquecedor da Engecal possui dois sensores: um norte-sul e outro leste-oeste, que fazem a correção horizontal ou vertical da parábola, de acordo com a trajetória do sol. Associado a esse movimento, existem sensores de temperatura que indicam quando a temperatura ambiente está ideal. Através de uma bomba, a água passa pelo foco de aquecimento e é armazenada em um tanque. Se as condições climáticas estiverem propícias, com grande intensidade de calor e incidência solar, o sistema é capaz de aquecer 4 mil litros de água em uma hora, com custo zero, e consome um centésimo da energia consumida em um aquecedor convencional. O deslocamento da água é feito com motores de baixo consumo de energia, de 0,6 a 0,8 kW.

O aquecedor é uma forma de energia inteligente: não depende da força de hidrelétricas, não utiliza condutores, não precisa de fios e não consome energia derivada da queima de combustíveis fósseis.

ONDA LIMPA: RECICLAGEM DE LIXO TECNOLÓGICO PARA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

A produção anual de toneladas de lixo eletroeletrônico é um grande problema causado pela crescente substituição das tecnologias ultrapassadas por novas, sem que haja políticas que tratem de seu controle e destino adequado. O Projeto Onda Limpa, desenvolvido pela pesquisadora Débora Santos da UFBA, propôs a reciclagem total, ou parcial, do lixo tecnológico, articulando o desenvolvimento econômico com o respeito à natureza.

A missão do projeto é promover o uso das tecnologias de informação e comunicação como meio de contribuir para a sustentabilidade e o desenvolvimento sociocultural e econômico local através de ações de reutilização e descarte adequado do lixo tecnológico. O Onda Limpa promove a capacitação de jovens de comunidades carentes, para que eles possam fazer a manutenção de computadores, usar e instalar software livre e construir computadores que possam ser utilizados, através do reaproveitamento do lixo tecnológico.

Para arrecadação de lixo tecnológico computacional foi iniciada a Campanha E-lixo Doando e Ajudando, em parceria com a Empresa Júnior de Informática da UFBA. Vários equipamentos foram doados e passaram por uma triagem, de onde foram destinados às oficinas de recondicionamento de computadores. Ao final das oficinas, os computadores produzidos são doados às pessoas carentes ou à própria comunidade, para que possa montar seu telecentro. O Projeto Onda Limpa contribui para a conscientização e respeito ao descarte correto do lixo eletrônico, além de possibilitar aos jovens de comunidades carentes a atuação profissional.

LINHA SPA DIDARA: COSMÉTICOS À BASE DE COCO, ABACATE E DENDÊ A PARTIR DE NOVA TECNOLOGIA DE REFINO DE ÓLEOS

A empresa Nutriway criou uma linha de cosméticos à base de coco, abacate e dendê, através de um novo processo tecnológico para extração dos óleos destes vegetais típicos da região Nordeste. Ao contrário do processo convencional, feito por meio de solventes orgânicos ou aquecimento, o novo processo desenvolvido pela empresa utiliza uma máquina para fazer a separação física do óleo através da centrifugação. Desta forma, não produz efluentes, como no caso do solvente, que gera resíduos descartados no meio-ambiente, nem gera custos energéticos, uma vez que não utiliza aquecimento.

Este novo meio de processamento apresenta inúmeras vantagens para os produtos finais, como melhoria da qualidade e menor custo de produção. A nova tecnologia permite a extração dos princípios bioativos dos vegetais para a produção dos cosméticos de uma linha SPA, composta de produtos inovadores para tratamento corporal. Os óleos mantêm suas características naturais e apresentam qualidades diferenciadas dos obtidos pelo processo convencional. Em acréscimo, aliada a uma tecnologia limpa e design ecologicamente sustentável, a unidade industrial não é complexa, o que permitiu sua instalação próxima aos centros produtores dos vegetais, barateando com isso o custo de produção.

Há um outro aspecto que consiste na ampliação de emprego e renda para as comunidades produtoras, através do estímulo ao aproveitamento da mão de obra local e sua qualificação. Isso contribui para melhorar os indicadores sociais e a relação da comunidade com o ambiente. Os resíduos dos vegetais podem ser reaproveitados para a confecção de cestas e embalagens dos cosméticos, o que resultará na redução do passivo ambiental. Desse modo, a linha de cosmético à base de ingredientes naturais, plantados e colhidos com respeito ao meio e aos trabalhadores locais, valoriza o cuidado na exploração da natureza e as raízes culturais da região.

Fonte: ascom/fapesb

Norovírus é identificado por pesquisador da UFBA com apoio da FAPESB

A Bahia está sofrendo um surto de virose causada pelo norovírus, um vírus identificado pelo pesquisador Gúbio Soares Campos, no Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA, através de um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB).

Em épocas de mudança de estação, é comum que aumentem os casos de virose no país. Atualmente, a Bahia está sofrendo um surto de virose causada pelo norovírus, um vírus identificado pelo pesquisador Gúbio Soares Campos, no Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA, através de um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Os sintomas do norovírus são vômito, diarreia, febre, dor de cabeça, dor no corpo e dor no estômago e duram de um a três dias.

Há um ano, Campos vem realizando pesquisas sobre a distribuição sazonal e a caracterização molecular do norovírus em pacientes hospitalizados com gastroenterite aguda em Salvador. Seu projeto foi aprovado pelo Programa de Apoio a Núcleos Emergentes (PRONEM) da FAPESB. O Laboratório de Virologia da UFBA foi o primeiro da Bahia a identificar o causador da virose.

A infecção por norovírus ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados ou através do contato entre pessoas infectadas. Pode ocorrer, também pela ingestão de ostras e moluscos crus ou insuficientemente cozidos em vapor. De todas as amostras de sangue analisadas por Campos, colhidas pelas unidades de saúde entre o fim de maio e o início de junho deste ano, 80% apresentavam contaminação por norovírus. Segundo o pesquisador, os sintomas se confundem com infecção estomacal e, por isso, muitos pacientes são aconselhados a tomar antibióticos, o que não combate o norovírus: “O antibiótico é para bactérias e não para vírus, portanto não irá tratar a doença”, explica Campos. Segundo ele, o paciente deve se hidratar, tomar medicação para evitar vômitos e ter acompanhamento médico. Atitudes simples como lavar as mãos, ou tapar a boca ao espirrar, podem evitar o contágio.

Em 2008, o pesquisador detectou pela primeira vez no Laboratório de Virologia a presença do vírus na Bahia, em um surto de gastroenterite aguda. Os resultados das pesquisas realizadas com apoio da FAPESB foram notificados às autoridades da vigilância sanitária municipal que passaram a alertar os profissionais de saúde e a população.

Fonte: ascom/fapesb

Pesquisadora apoiada pela FAPESB implementa boas práticas de fabricação para produção de cachaça

Com o apoio da FAPESB, através do Edital Semiárido – 006/2007, Ana Paula desenvolveu um projeto sobre Boas Práticas de Fabricação (BPF) e seleção de leveduras da fermentação da cachaça, visando a melhoria da qualidade da cachaça artesanal

O que você prefere beber: whisky ou cachaça? A maioria das pessoas provavelmente responderia whisky. A professora e Microbiologista Ana Paula Trovatti Uetanabaro, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), explica que o preconceito em relação à cachaça no Brasil é uma coisa que está intrínseca na cultura brasileira, de não valorizar o que é seu. “A pessoa não tem vergonha nenhuma de dizer que tomou um whisky, mas tem vergonha de falar que tomou uma cachaça”, diz.

A cachaça é a única bebida genuinamente brasileira e sua produção data do início da colonização. Com o apoio da FAPESB, através do Edital Semiárido – 006/2007, Ana Paula desenvolveu um projeto sobre Boas Práticas de Fabricação (BPF) e seleção de leveduras da fermentação da cachaça, visando a melhoria da qualidade da cachaça artesanal.

Atualmente, a produção da cachaça de alambique tem merecido destaque na economia baiana, sendo a Bahia o segundo maior estado produtor de cachaça artesanal do país. A qualidade final e o sabor da cachaça dependem das leveduras e das condições de fermentação durante o processo de produção, pois é durante a fermentação que a maioria dos compostos responsáveis pelo sabor é formada. Junto com alguns alunos, a pesquisadora realizou visitas a diversos estabelecimentos da Bahia para pesquisar as condições de produção da bebida. Dos 100 estabelecimentos visitados, 10 foram classificados como bons, 9 regulares e 81 ruins.

A equipe percebeu que, em sua maioria, a produção da cachaça é realizada sem as condições adequadas de higiene. “Se você ouve alguém dizer que uma cachaça é ruim, com certeza a produção dessa cachaça não cumpriu os critérios mínimos das boas práticas de fabricação”. Ana Paula explica que a falta de higiene no processo de fermentação faz crescer bactérias que produzem um ácido: “Quando a pessoa toma a cachaça e diz que ela desceu rasgando, não é por causa do teor de álcool que é alto, e sim porque houve a produção de ácido pelas bactérias. O ácido machuca a mucosa da garganta”, explica.

Ana Paula e seus alunos verificaram as condições higiênico-sanitárias da produção da cachaça em alambiques e realizaram um trabalho de isolamento, identificação e seleção de leveduras apropriadas para a fermentação da bebida, de forma que seu sabor ficasse parecido com o da fermentação natural. Ana Paula diz que, assim como o whisky, a tequila, o rum, o vinho e outras bebidas alcoólicas, existem cachaças boas e outras ruins. “Por isso trabalhamos com boas práticas de fabricação, pois, sem elas, as chances de você conseguir um produto de qualidade são mínimas”.

Como resultado do projeto, Ana Paula conseguiu implementar as boas práticas de fabricação em diversos alambiques, contribuindo para a melhoria da qualidade da cachaça e o aumento na eficiência do processo produtivo. “Se o produtor melhora seu produto, consegue, também, um melhor preço de mercado”, disse a pesquisadora. A grande interação com o produtor rural gerou outros benefícios: “O produtor rural começa a se sentir valorizado, uma vez que ele percebe que a universidade está indo para a sua propriedade, lhe dando atenção e tentando ajudá-lo”, disse.

Além de selecionar as melhores leveduras para a produção de cachaça, o grupo conseguiu, também, selecionar leveduras com características para a boa produção de etanol. Com isso, os pequenos produtores rurais poderão ter suporte para a produção de álcool combustível.

Fonte: ascom/fapesb

Alunos de curso apoiado pela Fapesb promovem Seminário Nacional de Tecnologia Social

Teve início na manhã de hoje, 01/06, o Seminário Nacional de Tecnologia Social promovido pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O evento faz parte das ações promovidas pelos alunos do curso de Especialização em Sociedade Inovação e Tecnologia Social, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), através do Edital 018/2009 – Apoio à criação de Cursos de Especialização em Inovação.

Teve início na manhã de hoje, 01/06, o Seminário Nacional de Tecnologia Social promovido pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O evento faz parte das ações promovidas pelos alunos do curso de Especialização em Sociedade Inovação e Tecnologia Social, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), através do Edital 018/2009 – Apoio à criação de Cursos de Especialização em Inovação. Fizeram parte da mesa de abertura o Vice-Reitor da UFRB, Sílvio Soglia, o Vice-Reitor da UEFS, Genival Corrêa, o Diretor de Inovação Interino da FAPESB, Alzir Antônio Mahl, a Coordenadora II de Formação e Divulgação da Setre/Sesol, Ludmila Meira, o Vice-Diretor do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas da UFRB, Marcos Viana e a Coordenadora do Curso de Tecnologia Social da UFRB, Alessandra Azevedo.

Através do Edital da Fapesb, criou-se uma proposta em conjunto entre UFRB e UEFS que teve como objetivo promover a formação de profissionais para atuar no processo de inovação, fomento, desenvolvimento e disponibilização das tecnologias sociais. O grupo é formado por alunos com diversas formações, como administração, geografia, engenharia, agronomia, economia, que trabalham em locais diversos como prefeituras, secretarias de estado e empresas privadas: “O mosaico de experiências profissionais e a formação dos alunos permitiram que o debate na sala de aula, para a análise de tecnologias sociais, fosse muito rico”, disse a coordenadora Alessandra.

Segundo Marcos Viana, as universidades sempre pensaram a ciência como algo universal e não como algo que deva ser feito localmente. A UFRB, por sua vez, desenvolve seus trabalhos pensando na comunidade, em como aplicar a ciência localmente. “A gente não pode mais pensar com essa visão de que ciência só se faz universalmente. Nós temos particularidades regionais e isso deve ser respeitado”, disse. Segundo Marcos, esse é o motivo pelo qual a tecnologia social tem um papel importante e é necessário ter direcionamentos para que a ciência se desenvolva.

A representante da Setre/Sesol, Ludmila Meira, falou um pouco da atuação da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte no fomento às tecnologias sociais, através do Programa Vida Melhor – Urbano. “O programa é um conjunto de estratégias que buscam incluir sócio-produtivamente pessoas em situação de pobreza e com potencial de trabalho”, explicou. Existem quatro estratégias de ação para implementar o programa. O primeiro busca selecionar e contratar organizações sociais para a gestão de centros públicos de economia solidária. O segundo visa a publicação de editais para a incubação de empreendimentos econômicos solidários. A Secretaria já lançou dois editais em parceria com a Fapesb de apoio e fomento a incubadoras de empreendimentos de economia solidária. “A incubação é feita na própria universidade e é através dessa interação entre o saber cientifico e o saber popular que também se fomentam as tecnologias sociais”, disse. Ludmila citou como exemplo a criação de um hambúrguer de peixe na região de Juazeiro: “Pode parecer estranho para muita gente, mas na região de Juazeiro é uma solução para os pescadores. Agregamos valos à pesca com equipamentos simples para gerar renda e isso não seria possível sem a interação da comunidade com a universidade”. A terceira estratégia é o apoio através de editais para realização de feiras de economia solidária e a quarta, apoio a projetos de reciclagem com foco na geração de renda.

O Diretor de Inovação Interino da FAPESB, Alzir Mahl, expressou sua felicidade com a realização do Seminário: “Eu fico muito feliz porque esse evento é um resultado completo daquilo que a Fundação vem fazendo, apoios que vem sendo planejados como parte de uma política”, disse. Mahl lembrou que o Seminário é fruto do primeiro edital lançado pela FAPESB na linha de cursos de especialização na área social. Segundo ele, é preciso dar continuidade a este trabalho e focar, principalmente, na formação de recursos humanos e na área de inovação e tecnologias sociais, uma vez que há uma carência no estado. “As demandas na área de tecnologias sociais vêm aumentando muito na Fundação. É importante que elas continuem aumentando porque isso faz com que a gente atenda cada vez mais a essas necessidades”.

O Vice-Reitor da UEFS, Genival Corrêa disse que o trabalho com economia solidária e tecnologia social na universidade está, ainda hoje, fora dos processos esperados dentro da universidade. “A forma de fazer ensino, de fazer pesquisa, de fazer extensão carregam uma inércia muito grande e nós temos dificuldades de romper isso internamente”, afirmou. Segundo ele, é preciso um esforço adicional para se trabalhar com tecnologia social e economia solidária dentro da universidade. Genival parabenizou a equipe responsável pela realização do evento: “Iniciativas desse porte são importantes porque elas podem ajudar a mudar esse estado de inércia”, concluiu.

Sílvio Soglia, Vice-Reitor da UFRB, falou da importância do incentivo e apoio da FAPESB, que além de lançar editais voltados para incubação e empreendimentos solidários, apoia também a formação de recursos humanos. “Hoje a FAPESB se voltou também para a questão da extensão, de saber que a universidade não faz só pesquisa, que a ciência não está só no campo da pesquisa tradicional. Isso é importantíssimo para aqueles que militam, que têm um olhar diferenciado e querem ter um espaço nesta forma de atuar dentro da nossa instituição”, disse.

Paralelamente ao evento, está acontecendo a Feira de Economia Solidária e Tecnologia Social, em que os empreendimentos, ONGs e associações com as quais os alunos da UFRB e da UEFS trabalharam durante o curso, podem apresentar e comercializar seus produtos e expor suas experiências no uso de tecnologia social. Roberto Carvalho, membro da Fundação Rainha dos Apóstolos de Feira de Santana apresentou seus produtos feitos com pedaços de jeans: “Estamos tirando da natureza o que seria destruído, então a gente reaproveita o jeans que seria descartado para fazer pequenos objetos para escritórios, roupas e acessórios”. Além de ajudar na preservação ambiental, Roberto explica a importância desse trabalho: “Existe uma carência de emprego, então esse é um trabalho informal onde você produz e você mesmo pode vender”.

Além da Feira, acontecerá durante o evento uma oficina de moda com customização de caixas de leite em carteiras com a Design Rita Paraíso.

Fonte: ascom/fapesb

Academia de Ciências da Bahia comemora seu primeiro aniversário com conferência e lançamento de livro

A Academia de Ciência da Bahia (ACB) promoveu, na última quarta-feira, 30/05, a Conferência “Ciência, Técnica e Emancipação”, com o professor titular de Teoria das Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Ribeiro Terra, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O professor Terra falou sobre a realidade universitária brasileira, expondo seu ponto de vista sobre os desafios e dificuldades enfrentados no meio acadêmico em relação a pesquisas e mercado.

Em comemoração ao seu 1º aniversário, a Academia de Ciência da Bahia (ACB) promoveu, na última quarta-feira, 30/05, a Conferência “Ciência, Técnica e Emancipação”, com o professor titular de Teoria das Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Ribeiro Terra, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O professor Terra falou sobre a realidade universitária brasileira, expondo seu ponto de vista sobre os desafios e dificuldades enfrentados no meio acadêmico em relação a pesquisas e mercado.
Segundo Terra, existe uma resistência de parcelas significativas das universidades públicas para levar a produção científica ao setor produtivo. Para ele, não se pode ficar apenas na pesquisa básica, pois é necessário investir em pesquisa aplicada para o mercado: “Há uma forte oposição ao mercado, como se o lucro tornasse impura a pesquisa básica”, disse. “Isso se deve à inexistência de políticas públicas continuadas em Ciência e Tecnologia para a produção científica brasileira.”
O professor Terra disse ainda que os universitários são favoráveis às políticas sociais e exigem este papel social das universidades: “Mas este papel se resume apenas à ampliação da consciência social dos alunos”. Além disso, segundo Terra, existe hoje em dia um “romantismo ecológico”, em que se busca preservar a natureza como se fosse necessário protegê-la da Ciência e Tecnologia, o que torna ainda mais difícil as ações para o setor produtivo. Terra propôs algumas discussões referentes à avaliação dos professores e Universidades, com comissões avaliadoras mais rigorosas, principalmente nas áreas de Ciência e Tecnologia, bem como da relação entre universidades, agências financiadoras e empresas.
Como parte das comemorações, a Academia lançou, no dia 31/05, o livro Memória 2010-2011. Na solenidade, ocorrida na Sala dos Conselhos Superiores da UFBA, o diretor da Academia, Roberto Santos, falou sobre a felicidade de oferecer aos presentes o livro com as atividades realizadas ao longo do primeiro ano deste órgão: “Esta é uma festa de aniversário. Nós estamos comemorando o primeiro ano de funcionamento da Academia e a nossa felicidade foi poder juntar já nesse um ano de atividade um volume de eventos que é bastante significativo, adequado a uma academia que começa a dar seus primeiros passos”, disse.
A professora emérita da Faculdade de Medicina e ex-reitora da UFBA, Eliane Azevêdo, responsável pela organização do livro, fez uma explicação sobre a publicação e os eventos nele inseridos. Segundo Eliane, a ideia inicial era fazer um simples relatório de atividades da academia, mas ao perceber que havia muito material e muitas coisas para relatar, decidiu-se fazer um livro. “O livro começou a nascer assim, numa gestação intelectual”, disse. Uma das características mais marcantes da ACB, de acordo com Eliane, é o fato de ela não ser uma academia focada simplesmente na questão da ciência, mas de ter uma visão mais ampla: “Sendo esta uma característica bem específica, era necessário deixar isso registrado. Passamos então de relatório para um livro”, explicou.
Fizeram parte da solenidade, junto com o diretor da Academia, Roberto Santos, e da coordenadora Eliane Azevêdo, o professor Dr. João Carlos Sales representando a UFBA e o Diretor Administrativo Financeiro da FAPESB Isaías Matos, além de membros e confrades da Academia.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb