A FAPESB parabeniza a Academia de Ciências da Bahia por um ano de existência

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) completa, no dia 1º de junho de 2012, um ano de existência. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia parabeniza este órgão tão relevante para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado.

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) completa, no dia 1º de junho de 2012, um ano de existência. É com muita satisfação que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia parabeniza este órgão tão relevante para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado.

O aniversário da Academia representa um momento de renovação para a Ciência e Tecnologia na Bahia. Sua inauguração, em 2011, foi uma ação importante para o rompimento da inércia institucional existente nesta área e significou o começo de um grande trabalho de contribuição para o crescimento da produção científica.

Ao longo desse período, a Academia promoveu eventos importantes, como o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, que reuniu especialistas de diversas instituições, para falar sobre os diferentes ecossistemas da Bahia, além de diversas palestras com autoridades ligadas a temas envolvendo ciência e tecnologia.

A FAPESB deseja à Academia muitos anos de sucesso e tem o prazer de poder contar com seu apoio para superar os desafios na área de CT&I e construir uma Bahia cada vez melhor.

FAPESB lança Edital de Popularização da Ciência e Tecnologia – POPCIÊNCIAS 2012

A FAPESB lançou nesta segunda-feira, 28/05, o Edital de Popularização da Ciência e Tecnologia 2012, que, este ano, selecionará propostas de projetos científicos e tecnológicos voltados para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT. O objetivo deste Edital é dar aporte financeiro à organização e execução de eventos, na capital e no interior, que tenham como foco a popularização da ciência e tecnologia.

A FAPESB lançou nesta segunda-feira, 28/05, o Edital de Popularização da Ciência e Tecnologia 2012, que, este ano, selecionará propostas de projetos científicos e tecnológicos voltados para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT. O objetivo deste Edital é dar aporte financeiro à organização e execução de eventos, na capital e no interior, que tenham como foco a popularização da ciência e tecnologia. A SNCT acontecerá entre os dias 15 e 21 de outubro e o tema deste ano é “Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza”.

Através deste Edital, a FAPESB pretende estimular ações que aproximem o público em geral dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos no Estado, especialmente os alunos da Educação Básica. O proponente poderá fazer parceria com instituições tais como ONGs, ICTs, associações, cooperativas, escolas da rede pública de ensino, escolas em consórcio público-privado, escolas comunitárias, escolas particulares, e órgãos públicos com interesse em desenvolvimento de pesquisas.

Os eventos deverão ocorrer dentro do Estado da Bahia. As propostas passarão por critérios de escolha como: objetivo voltado para Popularização da Ciência e Tecnologia; abrangência e porte do evento proposto; viabilidade do evento; público a ser contemplado; qualificação da equipe executora; aderência ao tema estabelecido e; adequação da proposta à realidade local.

Para este Edital, serão alocados recursos não-reembolsáveis no valor de R$ 250 mil provenientes da FAPESB. As inscrições poderão ser feitas até as 17h30 do dia 11/07/2012. Mais informações poderão ser obtidas na FAPESB através do e-mail popciencias@fapesb.ba.gov.br ou pelo telefone 3116-7692. Confira o Edital na íntegra.

Fonte: ascom/fapesb

Pesquisadores apresentam propostas para os problemas do Semiárido em Seminário promovido pela FAPESB

Quem ainda pensa no Semiárido como uma região pobre e seca, com famílias vivendo exclusivamente à base de agricultura, pouco sabe sobre esta região. A grande variedade de atividades e temas discutidos no Seminário Final de Avaliação de Pesquisas do Edital Semiárido 006/2007 mostra a pluralidade do Semiárido baiano. Durante os dias 17 e 18 de maio, 35 projetos apoiados pela FAPESB foram apresentados, englobando diversas frentes de pesquisa em atividades que possam contribuir para a resolução de problemas que assolam a região.

Segundo o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Machado Lopes, o Seminário foi um evento especial, pois a temática é importante neste momento em que a Bahia vivencia a maior seca dos últimos 30 anos. “O Semiárido é muito importante porque abrange os municípios mais pobres do estado e embora seja comum o convívio com a seca, nos últimos três anos tem sido muito difícil”, disse. Para o diretor, a inércia institucional em relação aos problemas do Semiárido e a reprodução de comportamentos ao longo dos anos servem como freios para a transferência de tecnologia. A FAPESB, que tem no momento um edital aberto no valor de R$ 5 milhões para o Semiárido, busca produzir conhecimento para melhorar a ação pública e produzir ações diretas de transferência de tecnologia para o semiárido. “As demandas sociais crescem e muitas outras propostas surgirão com este Edital”, afirmou Roberto Paulo.

Na mesa de abertura do evento estavam presentes, além do Diretor Geral da FAPESB, o Coordenador de Pesquisa do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Aldrin Martin Pérez Marin, a Diretora para Fortalecimento Tecnológico Empresarial da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (SECTI), Telma Cortes Quadros de Andrade, o Diretor Executivo do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (FUNCEP), Marco Aurélio Lessa e o especialista em semiárido e Pró-reitor de Planejamento (Proplan) da UNEB, Luiz Paulo Neiva. Para Aldrin, o Seminário foi importante, pois possibilitou a integração de pesquisadores: “É bom ver a ciência sendo aplicada com o ser humano como protagonista”, disse. A representante da SECTI falou da importância do Seminário para provocar os pesquisadores a avançarem na área de CT&I para o semiárido: “Eu acho que a partir desse e dos próximos editais temos que ser mais provocativos para trazer esse tipo de tecnologia. É preciso partilhar essas criações”, afirmou.

Embora a seca esteja causando grandes problemas para a região do semiárido, os especialistas afirmam tratar-se de um fenômeno cíclico e, portanto, previsível. Segundo Neiva, não há nada de inusitado nesta situação: “Este período de seca ocorre em média a cada 26 anos e a Bahia está completamente despreparada. É preciso ter soluções pensadas de longo prazo”, disse. Para Lessa, o Seminário de Avaliação foi importante, pois focou na produção de conhecimento para uma área que não é apenas a mais pobre da Bahia, mas abrange uma grande parte do Nordeste. “Há tecnologias que ainda não foram apropriadas pela população do semiárido. Este e o próximo edital são muito importantes, pois promovem a transferência de tecnologia para essa região”.

Projetos

Nos dois dias em que o evento aconteceu, pesquisadores de diversas instituições da Bahia apresentaram trabalhos importantes para a melhoria da qualidade de vida da população do semiárido. Biodiversidade e ecologia, uso e reuso da água, energia, cultura, inclusão social, emprego, trabalho e geração de renda foram alguns dos eixos temáticos dentro dos quais as pesquisas foram desenvolvidas. A pesquisadora Adilva de Souza Conceição, por exemplo, fez um grande levantamento da flora e da fauna na região de Jeremoabo. Como resultado, montou um banco de dados com o DNA das espécies mais frequentes, que poderá ser utilizada em diversos estudos, inclusive para o desenvolvimento de medicamentos. Além disso, a pesquisadora realizou estudos sobre a produção e comercialização de mel, flores e frutas como boas formas de geração de renda para a região.

O pesquisador Marcelo Romano, representando o coordenador Walter Santos da EMBRAPA, apresentou o trabalho sobre a exploração racional de fruteiras adaptadas ao semiárido, visando seu consumo in natura e ao processamento industrial no estado. Através deste projeto, o pesquisador Walter buscou viabilizar a produção das frutas mais adaptáveis à região, como caju, umbu e umbu-cajá, além da capacitação de agricultores para sua exploração. O projeto teve bons resultados promovendo geração de empregos e a fixação da população no campo.

Boas práticas de fabricação foi o eixo principal da pesquisadora Ana Paula Trovatti Uetanabaro, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que apresentou seu projeto sobre o melhoramento biotecnológico do processo produtivo da cachaça. A pesquisadora mostrou que a cachaça é a única bebida genuinamente brasileira e que a Bahia é a segunda maior produtora. Com sua pesquisa, ela buscou a melhoria da qualidade da cachaça artesanal através da seleção de leveduras da fermentação e seleção de linhagens boas produtoras de bioetanol, criando condições adequadas para a produção da cachaça.

O professor Vital Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) apresentou uma solução prática e de pequeno custo para otimizar a água do semiárido que geralmente é salobra: a utilização dessa água no cultivo de hortaliças em hidroponia. “A hidroponia é uma alternativa que possibilita menor perda de água por evaporação, maior produção em uma área menor e a reutilização do rejeito descartado”, explica Vital. A água salobra é misturada a nutrientes e passa por calhas de PVC, onde circula com ajuda de uma bomba de água simples. Como resultado, são produzidos alface crespa, alface roxa, rúcula e agrião com boa qualidade para consumo.

Mesa Redonda

Como encerramento, a FAPESB promoveu uma mesa redonda com o tema “Velhos e Novos Problemas do Semiárido”, que contou com a participação do representante do INSA, Aldrin Marin, o Diretor de Planejamento Territorial em Exercício da SEPLAN, Marcelo Rocha, o Chefe Geral da Embrapa Semiárido/PE, Natoniel Franklin de Melo e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Vitor Athayde Couto.

O pesquisador Aldrin fez uma apresentação com alguns dados gerais sobre a região do semiárido e do trabalho desenvolvido pelo INSA. Segundo ele, o semiárido é visto como uma região problema para o país porque poucos conhecem suas potencialidades. “É preciso focar no modo de vida das pessoas”, disse. “O desafio é: como, a partir da ciência, tecnologia e inovação, posso criar um espaço de reflexão?”. Aldrin falou ainda sobre a importância do seminário e dos projetos apresentados: “Hoje pude ver que existem vários pesquisadores trabalhando temas pontuais e é muito importante integrá-los”.

Alguns programas do governo com foco no Semiárido foram apresentados por Natoniel, como o “Um milhão de cisternas” que promove a construção de cisternas pelas comunidades, para famílias que não têm acesso ao abastecimento de água. “É preciso subsidiar políticas públicas para ajudar a população do semiárido”, afirmou o representante da EMBRAPA, que mostrou algumas das políticas já desencadeadas pelo governo em áreas como fruticultura irrigada e agropecuária de sequeiro. Já Marcelo Rocha apresentou na mesa redonda os projetos da Secretaria do Planejamento para a Bahia de forma geral, incluindo a região do semiárido, que corresponde a 70% do território do estado. Dentre eles, estavam o Zoneamento Ecológico Econômico, que visa o desenvolvimento sustentável do estado e o uso racional do solo e dos recursos ambientais, além da ferrovia oeste-leste, rodovias, hidrovias, porto e uma plataforma logística em Feira de Santana.

O professor Athayde apontou as diferenças do modo de vida das famílias do semiárido, que vem se modernizando com o passar do tempo. Segundo ele, não existem mais famílias que vivam exclusivamente da agricultura, pois muitas outras atividades passaram a fazer parte de suas vidas. “E tem um detalhe: a renda agrícola é sempre menor do que os outros rendimentos que eles têm”, explicou. O professor falou, também, das intervenções externas na região do semiárido: “O que a gente percebe é que a potencialidade, aquilo que se transforma em riqueza, inclusive para a exportação, é praticamente tudo exógeno, ou seja, são capitais de fora que aplicam aqui pacotes e artificializam o ecossistema com irrigação, ou com correção do solo, ou com fertilização”. Para o professor, é preciso que se façam políticas públicas de forma mais atualizada, para que não se reproduzam as mesmas políticas do passado.

Ao final do Seminário, a FAPESB apresentou o livro “Semiárido: Edital Temático de Apoio a Pesquisas voltadas à resolução de problemas do Semiárido Baiano – 2007”, uma compilação dos 35 projetos apresentados durante o evento.

Fonte: ascom/fapesb

Apoiado pela FAPESB, professor da UFRB desenvolve projeto de otimização de águas salobras para cultivo de hortaliças

O professor Vital Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolveu um projeto para utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico, como uma alternativa agrícola para o semiárido.

A escassez hídrica da região do semiárido não é uma novidade. Mas talvez nem todos saibam que nesta região, predominam águas salobras. O professor Vital Paz, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolveu um projeto para utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico, como uma alternativa agrícola para o semiárido.

O aproveitamento de águas subterrâneas salobras na hidroponia pode abrir uma nova perspectiva para a agricultura do semiárido brasileiro, colaborando, inclusive, com uma maior segurança ambiental, aumento da geração de renda aos produtores, melhoria na qualidade de vida e consequente auxílio à fixação do homem no campo.

As águas do semiárido têm salinidade elevada e a maioria dos poços é de águas salinas. Através do projeto do professor Vital, a água salobra, considerada inferior, pode ser otimizada. Misturada a nutrientes, ela passa por calhas de PVC, onde circula com ajuda de uma bomba de água simples. A hidroponia possibilita menor perda de água por evaporação, maior produção em uma área menor e a reutilização do rejeito descartado, resultando na produção de hortaliças como alface, rúcula e agrião. Este projeto teve uma repercussão positiva e outras instituições investiram nesta técnica, formando uma rede de pesquisas.

Projetos que promovam melhor reaproveitamento da água são importantes, principalmente neste momento em que o semiárido passa pela pior seca dos últimos 30 anos. “O que se busca com esse tipo de trabalho é a convivência com a seca, já que não se pode combatê-la”, diz Vital. Além do reaproveitamento de água, o trabalho possibilitou a melhoria das técnicas de produção e a geração de renda para os agricultores.

A pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) já produziu teses de doutorado e dissertações de mestrado, além de vários outros trabalhos de iniciação científica, fomentando e aperfeiçoando os processos de formação de recursos humanos. Encontram-se em andamento estratégias de difusão de unidades experimentais e de pesquisa em diferentes municípios do semiárido baiano.

Por: Lorena Bertino – Ascom/Fapesb

Conselho Curador da FAPESB homologa o nome do novo Diretor de Inovação

Foi homologado nesta quarta-feira, dia 16/05, em reunião extraordinária do Conselho Curador, o Prof. Dr. Artur Caldas Brandão para ocupar o cargo de Diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Graduado em Engenharia de Agrimensura, Mestre em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brandão entrou na Diretoria de Inovação como sucessor de Antônio Renildo Santana Souza.

Foi homologado nesta quarta-feira, dia 16/05, em reunião extraordinária do Conselho Curador, o Prof. Dr. Artur Caldas Brandão para ocupar o cargo de Diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Graduado em Engenharia de Agrimensura, Mestre em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brandão entrou na Diretoria de Inovação como sucessor de Antônio Renildo Santana Souza. O Diretor geral da FAPESB, Roberto Paulo Machado Lopes, agradeceu a Dr. Renildo pelos serviços prestados à instituição, demonstrando uma competência técnica exemplar, e deu as boas-vindas ao novo Diretor.

Brandão falou um pouco sobre sua trajetória como professor da UFBA, onde, há 19 anos, dá aulas na Escola Politécnica. “Minha vida profissional sempre foi voltada para a Academia, mas atualmente tenho tido alguns envolvimentos institucionais, coordenando projetos no Ministério da Educação”, disse. O Professor falou sobre seus planos como novo Diretor de Inovação da Fundação: “Pretendo dar prosseguimento aos projetos e programas já implantados e tentar ampliar o trabalho para setores da sociedade baiana que não são atingidas”. Segundo o novo Diretor, há muitas pessoas que não sabem sequer o significado de inovação tecnológica, social ou de gestão: “Eu acredito que existe um campo importante onde a FAPESB pode intervir, no que diz respeito à formação de recursos humanos para serem futuros demandadores, pesquisadores, inovadores no desenvolvimento tecnológico do estado”.

Além de homologar o nome do novo Diretor de Inovação, o Conselho também discutiu e aprovou a alteração do valor da bolsa de Pós-Doutorado 2 (Capacitação Docente) da FAPESB de R$ 3.000 para R$ 3.300, de modo que o valor ficasse compatível com as bolsas da Capes.

Fonte: ascom/fapesb

FAPESB lança Edital de Apoio à Participação em Eventos e Apoio à Educação para o Empreendedorismo

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou hoje, 11/05, dois editais nas áreas de inovação e empreendedorismo.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) lançou hoje, 11/05, dois editais nas áreas de inovação e empreendedorismo. O Edital 021/2012 – Apoio à Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo, tem como objetivo auxiliar os pesquisadores que queiram apresentar seus trabalhos, produtos, processos ou serviços em eventos nacionais ou internacionais. Através deste Edital, o pesquisador contemplado terá apoio para aquisição de passagens aéreas para participar de eventos tais como seminários, simpósios, congressos, feiras de tecnologia, concursos, gincanas e olimpíadas. Não serão apoiadas propostas de participação em reuniões e cursos.

Para participar deste edital, o pesquisador deve estar vinculado a alguma Instituição de Ensino Superior localizado no Estado da Bahia. O proponente pode ser estudante de curso de graduação ou pós-graduação, ou ter vínculo com organizações envolvidas com atividades de inovação ou empreendedorismo. A FAPESB disponibilizou para este edital R$ 90.000 não reembolsáveis, sendo R$ 30.000 para eventos no exterior e R$ 60.000 para eventos nacionais. As propostas poderão ser submetidas até os dias 31/05/2012, 28/09/2012 e 07/02/2013, dependendo da data do evento.

Foi lançado hoje, também, o Edital de Apoio à Educação para o Empreendedorismo, que apoiará propostas de ações voltadas para a educação e capacitação para o empreendedorismo. Espera-se, com isto, implementar ações educativas para desenvolver e estimular a capacidade empreendedora das novas gerações, transformando-a em produtos, processos e serviços. Este edital permitirá a execução de atividades de Educação para o Empreendedorismo em todas as áreas do conhecimento e voltadas para diversificados tipos de público-alvo.

O proponente deve ser vinculado a alguma Instituição de Ensino Superior ou Centro de Pesquisa localizado no Estado da Bahia. O valor do edital é de R$ 300.000 provenientes da FAPESB. O recurso, não reembolsável, poderá ser utilizado para aquisição de máquinas, equipamentos, material bibliográfico, materiais de consumo, serviços de terceiros (pessoa jurídica) e bolsas. As propostas poderão ser submetidas até as 17h30 do dia 28/06/2012.

Confira os editais completos em nosso portal.

Educação para o Empreendedorismo

Participação em Eventos de Inovação e/ou Empreendedorismo

Fonte: ascom.fapesb

Gabrielli faz palestra na FAPESB sobre diversidade e perspectivas para o Estado da Bahia

Ocorreu na tarde desta quinta-feira, 10/05, na FAPESB, uma palestra com o Secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, que falou sobre o desenvolvimento tecnocientífico no Programa de Ação da SEPLAN/BA.

Ocorreu na tarde desta quinta-feira, 10/05, na FAPESB, uma palestra com o Secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, que falou sobre o desenvolvimento tecnocientífico no Programa de Ação da SEPLAN/BA. Gabrielli começou sua apresentação falando sobre a dimensão da diversidade espacial econômica do Estado da Bahia, que nos últimos anos cresceu mais que o Brasil. Este fenômeno não acontece apenas na Bahia, mas, segundo ele, em todo o Nordeste. Gabrielli explicou que a descentralização do crescimento econômico decorre do fenômeno de inclusão social, do aumento da participação dos seguimentos de renda mais baixa na vida econômica do país.

O secretário falou sobre as novas características do semiárido baiano – que corresponde a 78,5% da área do Estado e 43% do semiárido brasileiro – como o aumento de casas rurais ligadas à rede hidráulica e o aumento do número de crianças matriculadas na escola. Disse ainda que há três setores crescendo nas cidades pequenas e médias do nordeste: “Salão de beleza, porque as pessoas se embelezam, lan house, porque as pessoas se conectam, e sexshop, porque ninguém é de ferro”, brincou o secretário. “Isso reflete um fenômeno de criação de renda, de mudança da realidade econômica.”

Gabrielli prosseguiu falando sobre as novas atividades econômicas e oportunidades do nordeste. Embora a pobreza não tenha desaparecido da região do semiárido e mesmo com a maior seca dos últimos 50 anos, os efeitos sociais estão sendo menores do que em situações anteriores. “Por que? Porque há uma circularização econômica muito maior neste momento nestas regiões, inclusive porque o bolsa família, o crédito para a agricultura familiar estão chegando nesses lugares”, disse o palestrante. Na situação de seca em que vive o nordeste, Gabrielli acredita que as atividades desenvolvidas no semiárido podem contribuir para a geração de renda nas pequenas cidades, movimentando o comércio e os serviços, o que, segundo ele, dará um fôlego neste momento dramático de estiagem.

Para o secretário, toda essa situação abre um leque de ideias que devem ser discutidas pela Academia de Ciências, universidades e centros de pesquisa, pois tratam-se de oportunidades novas em uma economia que tem características tradicionais. Já que é impossível combater a seca, por ser um fenômeno natural cíclico, é preciso criar uma política que prepare o semiárido baiano para viver durante este período. “Isso necessariamente implica em criar mecanismos de alteração da atividade econômica pra que ela possa ser conectada à realidade natural do imediato. Mas isso implica essencialmente em inovação e produção, onde ciência e tecnologia são fundamentais”, disse.

Gabrielli discorreu ainda sobre muitos problemas e limitações do estado, como a necessidade de integração física e cultural entre as diferentes regiões da Bahia, a importância da ferrovia oeste-leste para promover esta conexão e citou as inúmeras atividades desenvolvidas no estado. “Eu não falei do tradicional. Eu tentei chamar a atenção de que existe uma série de atividades com alto dinamismo ocorrendo hoje na Bahia e que essa atividade vai enfrentar alguns obstáculos”, disse. O primeiro deles, segundo o secretário, é a logística de movimentação de carga e pessoas. Gabrielli falou das péssimas condições dos aeroportos, portos e estradas. O segundo é a matriz energética da Bahia. “Da nossa matriz energética, 10% vem da lenha, 80% de origem fóssil, nossa capacidade de crescimento de produção energética é limitada”.

Gabrielli concluiu sua apresentação falando sobre o enorme potencial da Bahia, mesmo com todas as dificuldades que vem enfrentando: “Nós temos um estado com enorme potencial e há vários seguimentos em que é possível atuar, em que é possível haver intervenção”. Embora a intervenção não possa acontecer a curto prazo, o secretário afirma que em 10 anos é possível ter um novo ciclo de crescimento, com grandes melhorias para a Bahia.

Fonte: ascom.fapesb

Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido apresentará soluções inovadoras para problemas da região

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) promoverá nos dias 17 e 18 de maio o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) promoverá nos dias 17 e 18 de maio o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido. Na atual conjuntura, em que o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, o Seminário trará uma oportunidade de discussão de soluções para a região do semiárido baiano, apontando saídas para problemas como a falta de água para irrigação, a falta de alimentos, doenças que atacam plantações, a falta de saneamento básico, entre outros.

O Edital Temático de Apoio a Pesquisas voltadas para o Semiárido Baiano foi lançado pela Fapesb em 2007, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Casa Civil, através do Fundo Estadual de Erradicação e Combate à Pobreza (FUNCEP). O objetivo do Edital foi financiar projetos de pesquisa que contribuíssem para a produção de conhecimento científico sobre o semiárido baiano e para o desenvolvimento de soluções inovadoras buscando a melhoria das condições de vida da população nessa região. O Edital foi lançado no valor de R$ 3 milhões.

Serão avaliados 35 projetos, desenvolvidos dentro de linhas temáticas como: Biodiversidade e ecologia; Uso e reuso da água; Energia; Cultura; Sistemas Produtivos; Segurança alimentar; Emprego, trabalho e geração de renda; Inclusão social; Financiamento do desenvolvimento; e Habitação. Entre eles, está o projeto do professor da UFRB, Vital Paz, sobre a utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico. O projeto, realizado com alunos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, buscou desenvolver a agricultura baseada no uso racional de água, aproveitando fontes alternativas como águas salobras. Foram construídas estruturas de plástico, sem risco de contaminação para os vegetais, para o cultivo de alface, agrião, feijão-vagem, rúcula, couve-manteiga, almeirão, melão, abobrinha e pepino, que ficam suspensas a alguns centímetros do solo e por onde circula uma solução de água e nutrientes. Esta forma de cultivo permite que a água doce seja economizada para outros fins.

Outro projeto que será apresentado é do pesquisador Márcio Pedreira, da UESB, sobre o uso do farelo de algaroba na produção de alimentos para animais na região do semiárido. A algaroba é uma leguminosa muito nutritiva que se adapta facilmente ao solo seco e é uma excelente alternativa de suplemento alimentar para as épocas de seca em que a vegetação se torna escassa. A pesquisadora Djane de Jesus também usou como foco de seu projeto uma espécie típica do semiárido: o fruto do licuri. Em seu projeto, Djane buscou a inclusão social das mulheres quebradeiras do coco do licuri, através de sua qualificação e de outras ações como a segurança no trabalho de coleta, o incentivo a pesquisas de novos produtos e do consumo do licuri, que é rico em nutrientes. Esse projeto, realizado no município de Caldeirão Grande possibilitou uma maior geração de trabalho e renda para a região.

O Seminário se encerrará com uma Mesa Redonda que reunirá especialistas e autoridades no tema Semiárido. Farão parte o Diretor Geral do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Dr. Ignacio Hernán Salcedo, o Secretário de Planejamento do Estado da Bahia, José Sérgio Gabrielli, o Chefe Geral da Embrapa Semiárido/PE, Dr. Natoniel Franklin de Melo e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Dr. Vitor Athayde Couto. O evento acontecerá na Fundação Luís Edurado Magalhães (FLEM), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) nos dias 17 e 18 de maio, das 8h30 às 18h.

I Seminário Final de Avaliação de Pesquisas do Edital 006/2007

Data: 17 e 18 de maio de 2012

Horário: 8h30 ás 18h com intervalo para almoço

Local: Fundação Luís Edurado Magalhães (FLEM) – Centro Administrativo da Bahia (CAB)

Simpósio realizado pela ACB e FAPESB promove troca de ideias sobre desenvolvimento agrícola sustentável

Terminou ontem, 07/05, o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, promovido pela Academia de Ciências da Bahia (ACB) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB).

Terminou ontem, 07/05, o Simpósio sobre o Potencial de Desenvolvimento Agrícola Sustentável da Bahia, promovido pela Academia de Ciências da Bahia (ACB) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O evento, realizado no Hotel Marazul, na Barra, teve como finalidade discutir os ecossistemas do território baiano a fim de gerar propostas que contribuam nos debates do Rio +20. Fizeram parte da mesa de abertura Roseli Carvalho, representando o Secretário de Ciência Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera; Amílcar Baiardi, membro da ACB; Roberto Santos, Presidente da ACB; o Secretário de Agricultura do Estado, Eduardo Salles; o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes; e o professor da USP. José Eli da Veiga.

O Simpósio teve início com a palestra do professor Veiga, com o tema “Desenvolvimento Agrícola Sustentável, uma Possibilidade Contemporânea”. Veiga iniciou sua apresentação questionando a possibilidade de se alcançar o desenvolvimento da agricultura sustentável no país: “Eu acho que não há essa possibilidade. Me parece que, se não houver um desastre, a ficha não cai”. O professor falou sobre as sociedades que desapareceram por não saber lidar com sua vulnerabilidade ecológica e afirmou não ser um pessimista: “Não sou pessimista, mas os dados apontados com racionalidade não levam a um quadro favorável. É tão simples ter uma catástrofe!”, disse.

Veiga pautou sua palestra sobre alguns pontos relacionados à sustentabilidade, dentre eles a produção de carnes no planeta, o que citou como uma questão controversa. Segundo ele, as cadeias de carnes tem uma participação bastante significativa nas emissões totais de gases de efeito estufa na atmosfera, contribuindo para mais de 50% delas. Embora os estudos que chegaram a este resultado não tenham sido realizados por uma revista científica, Veiga propôs uma reflexão: “Vamos supor que este dado esteja errado pela metade, que seja apenas 25%. Mesmo assim a produção de carnes seria responsável por mais emissão de gases do que os transportes”.

Além deste tema, o palestrante falou sobre insustentabilidade, focando no ciclo de Nitrogênio e nas mudanças climáticas, dentre outras questões. Veiga falou da necessidade de se tomar medidas para manter a temperatura no planeta, apresentando gráficos com dados sobre o aquecimento global, forçamento radioativo, taxa de extinção de espécies e nitrogênio removido, cujas fronteiras propostas para o ano de 2009 já haviam sido ultrapassadas em todos os casos. O professor versou ainda sobre agricultura e o aumento dos preços de alimentos, fertilidade das terras e desmatamento, e da necessidade de investir em Ciência e Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento na busca da resolução de problemas.

O Simpósio prosseguiu no dia 07/05 com mais cinco palestras, cada uma sobre um ecossistema: Semiárido, com Manoel Abílio Queiroz (UNEB); Altitudes, com Abel Rebouças (UESB); Recôncavo, com Carlos Alfredo Lopes (UFRB); Litoral, Mata Atlântica e Cacaueira, com Rui Barbosa da Rocha (UESB); e Cerrado, com Fábio Gelape Faleiro (UNB). Todas as apresentações tiveram como tema central o desenvolvimento agrícola sustentável, abrindo espaço para a participação do público, que pôde tirar dúvidas e dar opiniões, promovendo um grande debate.

Fonte: ascom.fapesb

Estudante premiado pela FAPESB no Concurso Ideias Inovadoras representa Bahia em evento nos EUA

Aluno de Engenharia Mecatrônica da Universidade Salvador (Unifacs), Daniel desenvolveu uma palmilha inteligente, batizada de Motus, capaz de levantar a ponta do pé de uma pessoa com deficiência física, ainda que o cérebro afetado não consiga emitir tal comando.

E se o seu irmão, aos 14 anos, sofresse um Acidente Vascular Cerebral (AVC)? E se ele perdesse parte dos movimentos do lado esquerdo do corpo? E se as sequelas o impedissem de erguer a parte da frente dos pés, a ponto de ter que arrastá-lo para caminhar? Poucos fariam como o estudante Daniel Veiga, 22 anos. Para ajudar o irmão, ele passou meses em um laboratório de robótica.

Aluno de Engenharia Mecatrônica da Universidade Salvador (Unifacs), Daniel desenvolveu uma palmilha inteligente, batizada de Motus, capaz de levantar a ponta do pé de uma pessoa com deficiência física, ainda que o cérebro afetado não consiga emitir tal comando.

Com outros dois colegas – os estudantes Bruno Cavalcanti, 26 anos, e Bruno Rabelo, 22 – Daniel criou um aparelho capaz de fazer movimentar o músculo responsável pela chamada dorsiflexão. A palmilha rendeu aos três o Prêmio Ideias Inovadoras da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que pagou R$ 8 mil, além da escolha de Daniel para representar a Bahia em evento promovido pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

Funcionamento

É comum pacientes que foram vítimas de AVC ou lesões medulares sofrerem com a paralisação de movimentos dos membros inferiores ou superiores. Muitos perdem a dorsiflexão, movimento essencial para caminhar e correr. Daniel e os dois Brunos desenvolveram o Motus a partir do conceito da eletroestimulação muscular. “Pegamos a tecnologia e demos uma nova finalidade”, diz Daniel.

No caso do Motus, uma central de processamento de dados é ligada ao músculo através de eletrodos. O sistema é acionado por uma conexão sem fios via rádio a partir da palmilha, onde está instalado um módulo de sensores que detecta as características do passo a ser dado após a retirada do calcanhar do chão. “A palmilha detecta a aceleração, inclinação, velocidade e deslocamento.

É uma espécie de leitura da vontade do paciente, se ele vai correr ou subir uma escada”, explica Daniel.

Diferente de uma prótese, que substitui um membro ou um órgão, o Motus é uma órtese, ou seja, ela complementa o membro. A palmilha foi desenvolvida em parceria com professores de fisioterapia da universidade. “Os dados registrados podem ser convertidos para a linguagem de fisioterapeutas. Até as visitas dos pacientes às clínicas podem diminuir”, diz Bruno Rabelo.

Soma de benefícios
– 3 milhões de pessoas são afetadas por hemiparisia no Brasil e podem ser beneficiadas com o Motus, desenvolvido pelo trio.
– 4,5 mil dólares é quanto custa produto semelhante ao Motus nos Estados Unidos.
– 2,5 mil reais é o preço que os alunos estimam para a palmilha desenvolvida por eles, depois que o produto chegue ao mercado.
– 17 mil reais é o custo hoje de uma impressora de Braille em larga escala
– 1,5 mil reais é o preço que Daniel e os dois Brunos calculam para a impressora pessoal de Braille desenvolvida por eles.

Preço

Não há nada parecido com o Motus no Brasil. Apenas nos EUA, dizem os estudantes, há produto semelhante, que não sai por menos de US$ 4,5 mil. O objetivo é que, após algumas adaptações e um longo caminho até a industrialização, o Motus custe R$ 2,5 mil. “Se for subsidiado pelo governo, com uma parceria com o SUS, o preço cai ainda mais. No Brasil, em 2000, eram quase 3 milhões de pessoas com a hemiparisia (paralisia do membro superior ou inferior de um dos lados do corpo)”.

Além da palmilha, os três já inovaram também ao produzir uma impressora de braile (veja na página ao lado) e, buscando a profissionalização, já criaram uma empresa, a Vitae Soluções em Acessibilidade, que recebe auxílio financeiro da Unifacs. Portanto, o Motus é uma esperança para o irmão de Daniel e muitas outras pessoas. “Não é algo para resolver o problema da família de Daniel, mas da população. Cumprimos nosso papel de universidade”, diz o coordenador do curso de Engenharia Mecatrônica, Rafael Araújo.

Trio desenvolveu impressora pessoal de braile

A palmilha inteligente para deficientes físicos não é o único projeto inovador dos três estudantes. Em 2010, eles criaram uma impressora que imprime em Braille. Até aí, não há novidade, até porque elas já existem no mercado. A questão está nos custos. As impressoras atuais imprimem em grande escala. “A última vez que pesquisamos o valor, ela custava R$ 17 mil, com manutenção apenas em Santa Catarina”, observou Bruno Cavalcanti. Já a impressora desenvolvida pelos três jovens na Unifacs seria pessoal. “Se hoje eu quiser imprimir em Braille tenho que ir no Instituto de Cegos. Queremos que as pessoas com deficiência tenham isso em casa. As escolas também poderiam contar com essa tecnologia”, explica Bruno.

E foi a partir de uma impressora comum que eles refizeram todo o sistema. Primeiro trocaram a cabeça de impressão jato de tinta por uma capaz de abrir orifícios no papel. Aí adaptaram uma fita de borracha abaixo do papel que sofre impressão, para que ela ocorra na medida certa. Depois foi só desenvolver um software. Agora resta buscar recursos para colocar a invenção no mercado. No final das contas, eles calculam que o produto final vai sair por R$ 1,5 mil.

Encontro com Clinton

O trabalho realizado no laboratório de robótica fez a universidade chegar nos Estados Unidos. Após desenvolver a palmilha, Daniel Veiga foi o escolhido para representar a Bahia no Clinton Global Initiative University, evento promovido anualmente pelo ex-presidente Bill Clinton para premiar iniciativas inovadoras em universidades do mundo.

Daniel foi um dos cem estudantes de 96 países e o único brasileiro no evento. “O pessoal me perguntava: ‘Você é brasileiro, mas estuda nos EUA, né?’. Eu respondia: ‘Não. Sou brasileiro e estudo no Brasil mesmo”, conta Daniel. Com o Motus, os estudantes ainda ganharam o Prêmio Ideias Inovadoras da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), realizado em dezembro do ano passado.

Daniel Veiga, Bruno Rabelo e Bruno Cavalcanti exibem com orgulho o cheque de R$ 8 mil, recurso que deve ser integralmente investido no projeto. “Esse dinheiro é apenas uma parte do que precisamos para levar nossos projetos para frente”, Bruno Rabelo.