Governador Jerônimo Rodrigues anuncia reajuste das bolsas da Fapesb

Novo valor das bolsas de pesquisa vai acompanhar percentual de reajuste praticado pelo Governo Federal

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, anunciou nesta terça-feira (28), através de suas redes sociais, o reajuste das bolsas de pesquisa concedidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O novo valor das bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado acompanha o percentual de reajuste oferecido pelo Governo Federal. A expectativa é que o benefício referente ao mês de março seja pago reajustado a partir de abril.

O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o reajuste faz parte de um esforço em nome da ciência, do conhecimento e do desenvolvimento. “Nós estamos com essa correção com um esforço muito grande financeiro. Dois meses de governo e já fazemos essa conta com a Secretaria da Fazenda, com a participação da Secti, com a própria Fapesb e, naturalmente, a Secretaria de Educação, garantindo, assim, a relação com as universidades. Anunciamos que a bolsa de iniciação científica chegará ao valor de R$ 700, de mestrado chegará a R$ 2100, de doutorado para R$3100 e a de pós-doutorado de R$ 5200”.

O secretário da Secti, André Joazeiro, fez questão de lembrar que o Brasil vive um novo momento, no qual a ciência voltou a ser valorizada. “É a Bahia de braços dados com o governo Lula, valorizando ciência, tecnologia e inovação. Temos que comemorar, pois, como disse nosso presidente, saímos de um período sombrio da nossa história, um período marcado pelo negacionismo. Vamos seguir avançando sempre em prol do nosso povo”, disse.

Para o diretor Geral da Fapesb, Handerson Leite, o reajuste reforça o compromisso que o Governo do Estado tem com a pesquisa. “Entendo que esse reajuste atende à expectativa dos pesquisadores e pesquisadoras e fortalece cada vez mais a ciência, tecnologia e inovação no estado. Importante salientar a sensibilidade e o esforço do governador Jerônimo Rodrigues para que pudéssemos atingir os mesmos valores federais”.

Pesquisadores baianos desenvolvem projeto com drones que não precisam de condução humana

Drones autônomos podem ser utilizados para resolver problemas complexos da sociedade

Os drones são aeronaves não tripuladas que possuem variados tamanhos. Apesar de ter sido criada nos anos 60, a tecnologia só começou a ser desenvolvida a partir dos anos 80. Desde então, o equipamento passou por diversas atualizações. Compreendendo a importância do drone e buscando utilizá-lo para resolver problemas complexos, pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), sob coordenação do professor Marco Simões, desenvolveram uma pesquisa sobre drones autônomos, ou seja, que não precisam ser direcionados por humanos.

A equipe de estudo, do Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores, Sistemas Inteligentes e Robótica (ACSO/Uneb), já pesquisava a cooperação entre sistemas inteligentes de robôs autônomos, utilizando um desafio chamado Futebol de Robôs, há anos. A partir disso, os pesquisadores decidiram aplicar os resultados no projeto de drones autônomos. “Nós optamos pelos drones, pois vislumbramos várias aplicações com impactos socioeconômicos importantes que podem utilizar os drones autônomos”, diz Marco Simões.

De acordo com o professor, o projeto tem grande relevância porque vai ajudar a solucionar problemas complexos presentes no cotidiano da sociedade. “Por exemplo, no Brasil, temos problemas de saúde pública gerados por arboviroses, como Dengue e Zika. Uma das grandes questões é identificar os focos de mosquitos. Então, se for utilizado um time de drones autônomos sobrevoando uma região urbana, você consegue detectar potenciais focos, mapear e trabalhar de maneira colaborativa. Com isso, você já envia os agentes para os locais corretos, evitando procurar uma agulha no palheiro”, detalha.

A fase de teste com simulador foi finalizada e, segundo pesquisador, os primeiros testes com drones estão projetados para os próximos meses. “Vamos transferir a solução de simulação para os drones reais e as validações vão acontecer no final do ano, através da Competição Brasileira de Robótica, maior evento da América Latina”. O projeto, que ficou em segundo lugar no desafio de inovação da Petrobras 2021, tem na equipe os pesquisadores Ana Patricia Mascarenhas, Jorge Campos, Robson Marinho e Josemar Rodrigues, além dos alunos Ana Carolina Estrela, Filipe de Jesus, Rafael Argôlo e Tatiana Oliveira.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Estudantes criam gerador de energia a partir da força magnética

Intuito do projeto é disponibilizar energia limpa e contribuir para a preservação do meio ambiente

O Brasil é grande consumidor de energia, mas, segundo o Ministério de Minas e Energia, 83% da fonte energética brasileira é limpa. Apesar de ter uma alta porcentagem de energia renovável, a busca por geração de fontes sem emissão de poluentes e com pouco prejuízo à natureza é contínua. Por isso, estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação (Ceep/Tic), orientados por Carla Ollandezos e Josemir Castro, criaram um gerador de energia a partir da força magnética.

Os alunos utilizaram um dispositivo chamado dynamo, que usa energia cinética para gerar energia elétrica. Além do aparelho, o gerador utiliza um suporte de madeira, ímãs e pilha, que gera a carga inicial. “O processo magnético se dá por conta dos ímãs na ponta do dynamo, que forma um campo. O movimento é iniciado por uma pilha, que é fonte de energia externa. O objetivo é que esse movimento se mantenha, gerando energia por um período”, explica Flávia dos Santos, integrante do grupo.

Segundo a jovem estudante, o intuito do equipamento é disponibilizar energia limpa e, dessa forma, contribuir com a preservação da natureza. “Queremos produzir o produto em maior escala, assim, ele pode abastecer uma casa ou até mesmo uma cidade. Tudo isso utilizando uma energia mais sustentável possível e ajudando ao meio ambiente”.

Flávia destaca que a tecnologia está em fase de teste e busca financiamento. “Conseguimos um avanço significativo mesmo com a baixa fonte de renda. Por isso, acreditamos que com um apoio financeiro iremos alavancar ainda mais. Por enquanto, vamos continuar o estudo para achar o ângulo proporcional adequado, para que os polos trabalhem juntos e mantenham a energia”.

O projeto faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, com participação na 10ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA). A equipe é composta por Agatha Gomes, Anna Victoria, Bruna Velame, Clara Laís, Eduardo Miguez, Ellen Leticia, Enzo Santos, Flávia Paula, Gustavo Oliveira, Joaquim Alves, Luna Martins, Maria Eduarda Conceição, Maria Eduarda Souza, Ruan Martinz, Stefane Vitória, Thiago Senna, Vitor Gonçalves, William Renato.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Alunas da Bahia desenvolvem produto cicatrizante para atender animais de rua

Pomada tem plantas medicinais em sua composição e apresenta um custo de fabricação baixo

Encontrar animais abandonados nas ruas é cada vez mais comum. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 30 milhões de animais domésticos estão nas ruas. Esses bichos ficam sem acesso à alimentação, água e veterinários. Após observar esse cenário, as alunas do Colégio Estadual Antônio Batista, Franciele Rocha e Joice Kelly, orientadas por William Oliveira, desenvolveram um produto cicatrizante e anti-inflamatório para ferimentos em cachorros e gatos que vivem nas vias públicas.

O Propet foi criado quando as alunas identificaram que em seu município, Candiba, havia muitos cachorros e gatos feridos e abandonados. “Observamos que, apesar de morarmos em cidade pequena, existe um alto número de animais de rua. Então, desenvolvemos um produto que fosse de baixo custo para doarmos para as ONGs. O intuito é proporcionar uma qualidade de vida melhor aos bichos”, diz Joice.

A pomada foi criada após uma pesquisa sobre plantas medicinais com o cuidado de analisar se, juntas, elas poderiam trazer algum risco aos animais. “Após termos um bom resultado em relação à junção dos ingredientes, que não apresentou nenhuma contraindicação, desenvolvemos nossa receita. A partir disso, iniciamos a fase dos testes e comprovamos a eficácia do produto”, diz Franciele.

Joice explica que foram realizados testes em cachorros com ferimentos e que, em quatro dias, já não havia mais feridas. “O produto é utilizado uma vez ao dia. É só passar no local que tem algum machucado ou ferimento no animal. O resultado é satisfatório e os ferimentos dos animais estavam totalmente cicatrizados após quatro dias de uso”.

O projeto, que é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, ficou em segundo lugar na categoria Empreendedorismo, Mundo do Trabalho e Projeto de Vida, na 10ª Feira de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba). A alunas destacam que o produto está em aprimoramento. “Nós pretendemos aprimorar o produto para que, além de pomada, seja também um spray. Além disso, queremos patente para nosso produto para que futuramente possamos lançá-lo no mercado”, vislumbram.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Nova gestão da Fapesb prioriza desenvolvimento com foco no social

Intuito é apresentar resultados à sociedade e contribuir para que a Bahia avance no desenvolvimento de pesquisa

Fomentar pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras e buscar a equidade socioeconômica. Esses são alguns dos principais norteadores da política executada pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Com a posse do novo diretor Geral da Fundação, Handerson Leite, e a recondução do secretário André Joazeiro como titular da Secti, em solenidade nesta sexta-feira (13), no Parque Tecnológico da Bahia, com as presenças de autoridades e atores do ecossistema de CT&I baiano, a prioridade é o planejamento, elaboração e execução de ações que beneficiem a sociedade baiana.

Handerson Leite lembra que o intuito principal da Fundação é fomentar o setor de pesquisa e continuar trabalhando para reduzir as desigualdades presentes na sociedade. “Nossa missão vai ser cumprida em três eixos. Um eixo voltado para o desenvolvimento científico e outro voltado para o tecnológico, o que leva à inovação. O terceiro eixo tem o foco na redução da desigualdade socioeconômica do estado. Esses são os pilares que vamos tentar viabilizar para que possamos atender as necessidades do estado da Bahia. Nesse processo, a academia tem um papel indispensável”, explica.

O diretor Geral vislumbra para os próximos meses atender as demandas do programa do governador Jerônimo. “Ao tempo em que concluímos as ações iniciadas no governo Rui, passamos a dar ênfase ao plano de gestão do governador Jerônimo. O programa tem uma série de novas propostas, entre elas a criação dos Institutos de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs), que devem ser instalados nos primeiros meses. Outra proposta que vamos trabalhar é a questão da fome, que é uma orientação do governador”.

A Fapesb é uma instituição de fomento, através da qual a sociedade, pesquisadores e academia têm acesso a recursos. “Teremos três premissas que irão nortear os editais. A primeira é privilegiar sempre a pesquisa em rede, porque o conhecimento se desenvolveu muito e é preciso ter vários olhares sobre eles. A segunda premissa são os espaços compartilhados, especialmente os laboratórios. O terceiro e último é retorno para sociedade. Sabemos que têm alguns processos mais longos. Porém, é importante entender que podemos ter resultados de curto, médio e longo prazo”, afirma.

Alinhamento com políticas da Secti

Titular da Secti, André Joazeiro, considera primordial o trabalho em conjunto com a Fapesb. Ele destaca que o órgão é apoiador financeiro de diversas iniciativas do governo em ações transversais com as demais secretarias. “É da Fapesb que saem as bolsas, o fomento e os recursos financeiros para pesquisas. Pretendemos fazer a interiorização de Parques Tecnológicos. A Fundação pode lançar editais específicos que potencializem essas unidades que são temáticas, por exemplo, a do agro, no Oeste, de energia, em Camaçari, de TI, em Ilhéus, dentre outras. Além disso, pode colocar recursos em aceleradoras e em startups incubadas no Parque”, projeta.

Joazeiro afirma que serão trabalhados dois pontos fundamentais junto à Fapesb. “A curto prazo, temos duas linhas que precisamos atacar fortemente. Uma é a conectividade, que vai disseminar as políticas públicas para o interior, chegando nos distritos e nas sedes municipais. A segunda é a questão da juventude, que é uma prioridade do governador. Incentivar a incubação já desde a fase do ensino médio e a possibilidade de transformar esse jovem em empreendedor e pesquisador, popularizando a ciência”.

Outro ponto que será trabalhado é a captação de recursos privados, através de uma interação mais forte com o setor produtivo, para o desenvolvimento da Bahia. “Vamos buscar uma interação mais sólida com o setor produtivo para aumentarmos a quantidade de recursos do Estado. Trazer o investimento privado que some ao nosso. Então, essa é a forma de multiplicarmos os recursos. Essa é uma mudança de conceito que queremos implementar nos próximos anos”, pondera.

Primordial para a ciência da Bahia

Para produzir resultados mais efetivos à sociedade, a Fundação conta com o apoio e parcerias de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). De acordo com a reitora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e atual presidenta do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais, Adriana Marmori, a Fapesb tem papel fundamental para o incentivo às pesquisas no estado. “As universidades produzem ciência e contribuem com a sociedade baiana, daí a importância de uma fundação que incentive, apoie e potencialize as produções acadêmicas de forma sistêmica, antenada às demandas dos diferentes territórios e articulada às várias áreas do conhecimento”, diz.

A diretora do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz/Ba), Marilda Gonçalves, ressalta a importância do fortalecimento da Fundação e suas ações. “O suporte a pesquisas, em todas as áreas do conhecimento, é indicador comprovado de desenvolvimento global e regional, uma vez que permite a absorção dos resultados e produtos alcançados em benefício da sociedade. O fortalecimento da Fapesb é primordial para que a ciência seja protagonista no avanço da Bahia e que possa continuar a influenciar na formação de pesquisadores, enriquecendo o potencial produtivo e intelectual do estado”.

Manoel Barral, presidente da Academia de Ciências da Bahia, fala do significado da Fundação para o território baiano. “A Fapesb tem um papel crucial na consolidação e expansão da CT&I na Bahia. Contribui de forma muito significante para a capacitação de pessoal e para o desenvolvimento de projetos fundamentais, em todos os campos do conhecimento”. Parceira importante, a Universidade Federal da Bahia, através do reitor Paulo Miguez, deseja êxito à nova direção da Fundação. “Temos plena convicção de que, nesta nova gestão, a Fapesb cumprirá com brilhantismo o seu relevante papel, incentivando e apoiando a crescente produção científica do nosso estado”.

Governador da Bahia anuncia novo diretor da Fapesb

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), é responsável por fomentar pesquisas científicas e tecnológicas no estado. Nesta sexta-feira (06), com transmissão ao vivo pelas redes sociais, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou Handerson Leite como novo diretor Geral da Fapesb. O doutor em Saúde Coletiva substitui Luiz Araújo, que comandou a Fundação de maio a dezembro de 2022.

Handerson Leite, que já foi diretor de Inovação da Fapesb, agradece a confiança do Governador e diz que vai contribuir, junto com entidades públicas, privadas e sociais, para a expansão da ciência, tecnologia e inovação na Bahia, em busca do desenvolvimento, mas preocupado com a redução das desigualdades socioeconômicas, que também é papel da Fundação. “Agradeço ao governador pela oportunidade de colaborar com o avanço da pesquisa científica, tecnológica e inovadora em nosso estado. Vamos trabalhar de forma transversal com a Secti, outros órgãos públicos, a academia, empresas e sociedade, conforme o Programa de Governo Participativo (PGP) de Jerônimo Rodrigues”.

Quem é Handerson Leite?

O novo diretor Geral da Fapesb é doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Fez mestrado em Cuba na área de Pedagogia Profissional pelo Instituto Superior Pedagógico Para La Educación Técnica e Profesional (ISPETP). Concluiu especialização em Qualidade Industrial e de Serviços, pela Ufba, e em Psicopedagogia Empresarial, pela Universidade Gama Filho (UGF). Handerson é graduado em Licenciatura Plena em Eletrônica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG).

Além disso, é professor titular aposentado do Instituto Federal da Bahia (Ifba). Foi diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Secretaria de Saúde (Sesab), diretor do Polo de Inovação Salvador (unidade especial do Ifba), diretor de Inovação da Fapesb e superintendente de Desenvolvimento Científico da Secti.

Estudantes de Ilhéus utilizam planta aquática para desenvolver bioplástico

Amido retirado da taboa é usado para fabricar o produto biodegradável

A produção de lixo plástico tem atingido níveis preocupantes. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no ano de 2019, por exemplo, foram produzidas cerca de 353 milhões de toneladas de resíduos do material. Desse número, menos de 10% foi reciclado. Com o intuito de contribuir para a diminuição desse tipo de lixo no mundo, as alunas do Centro Estadual de Educação Profissional Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira, de Ilhéus, Marina Moura e Amanda Pereira, orientadas por Margarete Correia, desenvolveram o bioplástico à base de taboa.

A Thypha domingensis, conhecida popularmente como taboa, é uma planta aquática que pode ser encontrada em rios, manguezais e brejos. Segundo as estudantes, o processo de fabricação do bioplástico é dividido em etapas. Primeiro é realizada a extração do amido da planta, que é colhida, lavada, cortada e triturada no liquidificador com água. Após esse processo, o líquido é filtrado e passa por decantação. Na sequência, é produzido o plástico biodegradável com o amido e, por fim, é realizado o teste de espessura.

De acordo com Marina Moura, a ideia de desenvolver o bioplástico utilizando como matéria-prima a taboa surgiu dentro da sala de aula. “Estávamos estudando sobre os plásticos convencionais e os problemas que eles vêm causando na natureza e, principalmente, nos oceanos. Descobrimos como alternativa o bioplástico, que é oriundo de fontes renováveis como celulose ou amido. Essa informação despertou o nosso interesse e realizamos pesquisas sobre plantas, até que encontramos a taboa”, destaca.

Para Amanda Pereira, o produto apresenta um grande diferencial em relação a outros existentes no mercado, pois elas utilizam como material principal um cultivo que é considerado uma praga. “Usamos uma matéria-prima nunca utilizada para essa finalidade, já que muitas pessoas a consideram apenas como uma praga presente nos rios, brejos e manguezais. Com o nosso produto, damos uma nova utilidade e agregamos valor à planta”.

O projeto, que faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, ficou em primeiro lugar, na categoria Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias, na 10ª Feira de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba). As jovens cientistas também contam com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). A orientadora Margarete Correia ressalta que o produto está em desenvolvimento. “Vamos realizar teste de tração, permeabilidade e solubilidade, e aprimorar o nosso material para que seja eficiente”.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Jovens baianas utilizam fibra da palma para desenvolver filtro de baixo custo

Objetivo do projeto é ajudar as zonas rurais e comunidades que não recebem água tratada

A palma é uma planta muito importante para o nordeste brasileiro. Com ela, por exemplo, é possível alimentar rebanhos da região caracterizada pela seca. Por ser um cultivo que suporta altas temperaturas, a palma forrageira se adapta bem ao clima local. Observando a abundância da plantação em sua região, as estudantes do Colégio Estadual Petrina Novais Silva Cairo, no município de Caraíbas, Jéssica de Oliveira, Julia de Oliveira e Quelli Cristina, orientadas pela professora Naiara Patez, desenvolveram um filtro utilizando como base principal a palma.

Jéssica explica que o projeto começou a ser desenvolvido a partir da aula eletiva de natureza. “Estávamos estudando sobre tratamento de água e a situação do nosso município, onde uma parte da população que vive na zona rural não tem acesso à água tratada. Então, a professora nos pediu para levar ideias de materiais com um fácil acesso na região que daria para fazer um filtro. Após diversas pesquisas, resolvemos trabalhar com a fibra da palma, que tem em grande quantidade na nossa região”.

Com a coleta de informações, as alunas começaram os testes. Elas observaram a quantidade da planta que precisa ser utilizada, o processo de limpeza que a fibra faz e como montar o filtro. Além da palma, compõe o produto areia e algodão. “No filtro, a água passa pela camada maior de fibra da palma triturada grosseiramente, depois por camadas bem pequenas de areia e algodão. No caso do algodão, seu uso foi pensado para reter os demais materiais do recipiente usado para montagem do filtro. Todo esse caminho possibilita a retenção de um número muito alto de impurezas com uma melhora visual da turbidez já testada e comprovada”, diz Julia.

De acordo com Quelli Cristina, o produto fabricado pode ajudar as famílias da zona rua que não têm acesso à água. “Nosso intuito é melhorar, de maneira simples e acessível, a vida das pessoas que não têm acesso à água limpa. Assim, eles podem filtrar água acumulada no período de chuvas, de barragens, de açudes, entre outras formas. Em todos esses casos, a água vem acompanhada de muitas impurezas. Então, como a fibra da palma, o algodão e a areia são materiais que temos em abundância na nossa região, e em várias outras, podemos levar um produto barato e acessível para a população”.

O projeto, que é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, faz parte dos selecionados na 10ª Feira de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba). As estudantes estão na etapa desenvolvimento e iniciarão a fase de teste em laboratórios. “Vamos melhorar o filtro cada vez mais, fazer testes de laboratório, construir o filtro em tamanho de uso nas casas e aplicar em pelo menos duas comunidades rurais da nossa cidade até o final de 2023. Após esse processo, pensamos em replicar e, quem sabe, chegar a mais locais que precisem tanto de acesso à água filtrada. É um produto inovador. A palma da qual utilizamos a fibra está presente nos quintais de muitas casas, o que deixa seu custo baixo, o que torna um diferencial para atingir a população que está nas camadas mais carentes”, afirma a orientadora, Naiara Patez.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria e da Fundação. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Economia do Hidrogênio Verde na Bahia ganha reforço das Instituições de Ciência e Tecnologia

Memorandos de entendimentos foram assinados por 10 instituições

Foi assinado nesta quarta-feira (14), Memorandos de Entendimentos entre Reitores e representantes de 10 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), André Joazeiro e o secretário executivo da Comissão Especial do Plano Estadual para a Economia do Hidrogênio Verde e coordenador de Fomento à Indústria de Energias Renováveis, Roberto Fortuna. As instituições vão apoiar no desenvolvimento de inovações tecnológicas, aprimoramento de processos industriais, qualificação profissional e formação de novos pesquisadores no âmbito das universidades e das empresas. As assinaturas ocorreram no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB).

O secretário da Secti, André Joazeiro, destaca que esse investimento energético é fundamental para o crescimento econômico do estado nos próximos anos. “O Hidrogênio Verde é o futuro energético da Bahia e da indústria do Estado. O desenvolvimento dessa tecnologia com baixo custo vai dinamizar de novo a nossa indústria, vai promover uma transformação energética no nosso parque industrial e vai dinamizar, em termos de receita e de produção, vendas para o exterior. É um projeto que hoje é o mais estratégico que existe para nossa indústria e desenvolvimento da Bahia”, diz.

“A relação das universidades com o governo e com as empresas são fundamentais para aprimorar a economia para Hidrogênio Verde a partir de inovação, desenvolvimento de processos e qualificações de pessoas. Esse apoio faz com que a economia de hidrogênio se torne mais sólida, competitiva e sustentável, se implantando com toda a qualidade, a competitividade e a estruturação necessária para ela ter fôlego no longo prazo. A partir desses memorandos, nós vamos ter como articular e atender com soluções devidas e necessárias os problemas, os percalços e todas as necessidades das empresas que se implantarem na Bahia para desenvolver seus projetos de hidrogênio e derivados”, declara Fortuna, secretário executivo da comissão.

Para Olívia Oliveira, coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, o protocolo une as instituições acadêmicas. “A assinatura desse acordo, junto ao Governo do Estado, coloca todas as universidades que aqui estão em um pé de igualdade para trilhar passos futuros”, afirma. Já Jailson Bittencourt, pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa do Senai/Cimatec, ressalta o potencial do estado. “Na era da descarbonização, o Hidrogênio Verde é a questão do futuro. São vários desafios para chegar no hidrogênio verde, mas a Bahia tem tudo para ser uma das pioneiras do Brasil, já que o estado é pioneiro em desafios passados”.

Hidrogênio Verde

O governo do Estado lançou o Plano Estadual para Economia de Hidrogênio Verde (H2V), instituído pelo Decreto nº 21.200 de 2 de março deste ano. A Comissão Especial é composta por representantes das Secretarias de Desenvolvimento Econômico, que a preside e exerce a função de Secretaria Executiva; do Meio Ambiente (Sema); Inema; Secti e Infraestrutura (Seinfra).

A Comissão é estruturada em quatro Subcomissões, a de Desenvolvimento de Mercado, liderada pela SDE, a de Ciência, Tecnologia e Inovação, liderada pela Secti, a de Meio Ambiente e Sustentabilidade, liderada pela Sema, e a de Infraestrutura, liderada pela Seinfra.

14/12/2022
Assessorias de Comunicação SDE/Secti

Secti entrega Espaço Colaborar ao município de Itapetinga

Com objetivo de fomentar o empreendedorismo e a inovação, a pasta já entregou 16 ambientes por toda Bahia

Incentivar o empreendedorismo da região. Esse é o maior intuito do Espaço Colaborar, que faz parte da maior rede pública de espaços dinamizadores em construção no Brasil. Nesta segunda-feira (12), esse ambiente foi entregue pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), ao município de Itapetinga. A inauguração contou com as presenças do secretário da pasta, André Joazeiro, do prefeito Rodrigo Hagge, do ex-prefeito Michel Hagge e demais autoridades. O Estado já disponibilizou 16 espaços de um total de 26 previstos.

A estrutura, que é semelhante a um coworking, é equipada com computadores, mesas, TV, câmera para videoconferência, dentre outros dispositivos e materiais. O local, totalmente aberto ao público, beneficia, principalmente, os empreendedores da região e pode ser usado para discutir ideias, fazer encontros, reuniões, treinamentos e apoiar o ecossistema de inovação da cidade e municípios vizinhos. Em Itapetinga, o Espaço Colaborar, que tem apoio do deputado estadual Rosemberg Pinto e da vereadora Sibele Nery, fica no bairro Camacã, próximo à Praça da Concha Acústica. A expectativa da Secti é que Cachoeira seja a próxima localidade a receber o ambiente dinamizador.

O secretário André Joazeiro destaca o trabalho de interiorização da Secti e afirma que o ambiente estimula o ecossistema de empreendedorismo e inovação da região. “Estou feliz por entregar mais um Espaço Colaborar, agora no município de Itapetinga. Esse ambiente é importante para o fomento do empreendedorismo inovador da região. Também é fundamental para desenvolvimento de um dos nossos propósitos, que é interiorizar cada vez mais nossas ações e projetos. Pensando no nosso interior, podemos colher resultados como geração de renda, emprego e transformação da realidade”, afirma.

Segundo Agnaldo Freire, superintendente de Inovação da pasta, o lugar pode ser utilizado para promover a integração entre a academia, as empresas e os empreendedores. “É um espaço de cocriação, de integração entre os chamados atores do ecossistema de inovação e empreendedorismo. Então, existe a contribuição de profissionais, pesquisadores, empresários, com empreendedores e com a população de uma forma geral. Juntos, podem desenvolver a inovação e promover o auxílio ao empreendedorismo. O ambiente é um local para dividir conhecimentos e contribuir para desenvolvimento socioeconômico a partir da criação de empreendimentos inovadores”, diz.