Secretário Executivo do MCTI destaca contribuição da inovação para desenvolvimento

Ao abrir, nesta quarta-feira (5), o 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciências 2013, o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, destacou o papel da inovação na superação dos efeitos locais da crise econômica mundial de 2008. O evento em Salvador termina nesta sexta-feira (7).

Ao abrir, nesta quarta-feira (5), o 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciências 2013, o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, destacou o papel da inovação na superação dos efeitos locais da crise econômica mundial de 2008. O evento em Salvador termina nesta sexta-feira (7).
“A inovação é um motor de competitividade, do aumento de salários, do emprego e do crescimento econômico em longo prazo. Por isso, entendo que ciência e tecnologia precisam caminhar juntas, pois, sem conhecimento, o Brasil não teria dado o salto necessário”, assinalou, na palestra sobre “Energia e sustentabilidade: o papel das políticas de CT&I”,.

O secretário lembrou que, nos últimos anos, a política de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) apoiou fortemente a formação de recursos humanos e a pesquisa básica e aplicada, além de projetos inovadores em áreas estratégicas. “A variedade de mecanismos de incentivo à inovação para as empresas foi ampliada, assim como aqueles voltados à capacitação de recursos humanos, com foco em engenharias e setores estratégicos, com o objetivo de reforçar a contratação de pesquisadores pelas empresas”, afirmou.

Sobre o resgate da dívida social do país, Elias comentou a mudança no padrão de desenvolvimento. “Nos últimos anos, observamos a redução da pobreza, aliada à maior distribuição da renda e à elevação do poder aquisitivo do brasileiro, fatores que contribuíram para a entrada de 40 milhões de pessoas no mercado de consumo”, afirmou. Para ele, o governo deve aproveitar o momento de aumento do poder aquisitivo da população para incentivar as empresas a investir mais em tecnologia. “Desta forma, a política de CT&I dá ênfase ao desenvolvimento regional e à diminuição das desigualdades.”

Outro fator positivo, segundo ele, seria o fato de a dívida pública bruta brasileira ser muito inferior à de países mais desenvolvidos. “Para aproveitar as oportunidades oferecidas hoje pelo cenário internacional é fundamental que os itens exportados pelo país tenham maior valor agregado. Mas, para que isso ocorra, é necessário que o setor produtivo invista mais em tecnologia da informação e comunicação”, condicionou.

Evolução

Também na abertura do evento, a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, falou sobre o tema “A evolução das políticas públicas das ciências, tecnologia e inovação”. Para ela, o Brasil tem buscado, ao longo dos anos, a excelência nesses segmentos, e está no caminho certo.

Helena falou, ainda, sobre os marcos da institucionalização da ciência no país, ao longo da história. “Podemos destacar a criação da Academia Brasileira de Ciências [ABC] em 1916; dos ministérios da Educação e da Saúde, em 1930; do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico [CNPq] e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [Capes] em 1951; da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulos [Fapesp], em 1962; da Agência Brasileira da Inovação [Finep], em 1967; do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação [MCTI], em 1985; e do Centro de Conhecimento e Trabalho [CCT], em 1996”.

Segundo o presidente do Fórum Nacional de Ciências, Jailson Bittencourt, o quarto encontro preparatório tem a missão de organizar a contribuição brasileira para o Fórum Mundial de Ciência. “A Bahia vai conseguir agregar conhecimento para o evento, pois tem sua temática focada em energia e sustentabilidade, que é um dos grandes desafios da humanidade neste século”, disse.

O evento tem por objetivo promover uma ampla discussão nacional sobre o tema central do Fórum Mundial de Ciência 2013, “Ciência para o desenvolvimento global”. São Paulo (29 a 31 de agosto), Belo Horizonte (29 a 30 de outubro) e Manaus (28 a 30 de novembro) sediaram os três primeiros encontros preparatórios. Saiba mais sobre o fórum e o processo.

Também estiveram presentes na abertura oficial o representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Mapa), Elíbio Rech; a reitora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Dora Leal Rosa; o diretor-geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Roberto Paulo Lopes; e o presidente da Academia de Ciências da Bahia (ACB), Roberto Santos.

Debates

O encontro tem continuidade nesta quinta-feira (6) e segue até sexta-feira (7). Hoje, a primeira mesa-redonda foi presidida pelo professor titular da Ufba Milton Porsani, que apresentou o tema “Desafios do setor de petróleo e gás”. À tarde (14h), Dora Leal Rosa coordena a segunda mesa-redonda, sobre os “Desafios da bioenergia”.

Na sexta, Roberto Santos coordena, às 8h30, a terceira mesa-redonda sobre “Fontes alternativas de energia”. A quarta e última rodada de debates colocará em pauta o tema “Desafios e perspectivas em energia e sustentabilidade”, que será apresentado, às 13h30, por Roberto Paulo Lopes.

Fonte: Aline Rodrigues – Ascom/MCTI

Abertura do 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciências

A cerimônia de abertura do 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013 aconteceu na noite de 5 de dezembro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador.

A cerimônia de abertura do 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013 aconteceu na noite de 5 de dezembro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador. A mesa solene foi composta pelo Acadêmico Jailson Bittencourt, coordenador do Encontro em Salvador; o secretário-executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias; a reitora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dora Leal; a Acadêmica Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Roberto Santos, presidente da Academia de Ciências da Bahia; e Roberto Paulo Lopes, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Bittencourt explicou o processo de escolha do Rio de Janeiro como sede do próximo Fórum Mundial de Ciência, criado em 2000 pela Academia de Ciências da Hungria e realizado de dois em dois anos naquele país desde então. Em 2010, a Academia Brasileira de Ciências e o governo brasileiro propuseram uma alternância entre a Hungria e outros países para a realização do Fórum, e ofereceram o Rio de janeiro para sediar a primeira edição fora da Hungria, o que foi aceito e ocorrerá em 2013. O Acadêmico citou os diferentes temas dos Encontros Preparatórios anteriores – realizados em São Paulo, Belo Horizonte e Manaus -, destacando o foco escolhido para o Encontro de Salvador: energia com sustentabilidade.

Dora Leal cumprimentou a todos e convidou a mesa para visitar a universidade, reformada recentemente em função do Reuni. Ela disse que a cidade de Salvador está muito honrada por receber esse 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013 e que a UFBA vê grande importância na formação de recursos humanos voltada para a área de energia sustentável. “Espero que esse Encontro aporte elementos significativos para o Fórum Mundial em 2013″, concluiu.

Roberto Paulo Lopes destacou que hoje é possível um país crescer de forma sustentável, em função da inovação. “Esta é fruto do desenvolvimento científico e a tarefa da Fapesb é incentivar a incorporação da inovação na estrutura produtiva. A inovação é que possibilita o acesso universal a produtos e a um padrão de vida, que antes seria impensável, para um maior número de pessoas”, observou.

Foram iniciadas então as palestras sobre o tema “Energia e sustentabilidade: o papel das políticas de CT&I”, abordado por diferentes pontos de vista pela Acadêmica e presidente da SBPC Helena Nader, o Acadêmico da Embrapa-DF Elíbio Rech e o secretário-executivo do MCTI Luiz Antonio Elias.

Institucionalização, pós-graduação e financiamento x educação básica e economia do conhecimento

A primeira palestrante foi Helena Nader. Falando sobre os acertos e erros nas políticas de CT&I, ela destacou os marcos na institucionalização da ciência brasileira e citou os institutos de pesquisa e universidades criados no país, com suas respectivas datas de criação e destacou como grande marco da educação superior brasileira a reforma universitária de 1968, um dos poucos acertos que ela reconhece do período militar.

Outro acerto ressaltado por Nader diz respeito ao sistema de pós-graduação com avaliação. Ela apresentou dados mostrando que o número de cursos triplicou de 1998 a 2011, assim como cresceu exponencialmente o número de mestres e doutores e o número de trabalhos publicados em periódicos no ISI. Mostrou ainda a que o que está sendo publicado pelo Brasil está sendo lido e citado, especialmente na área médica, nas ciências agrárias e ciências de plantas e animais, na farmacologia e toxicologia.

O sistema de financiamento para ciência, tecnologia e inovação envolvendo articulação entre o governo federal e os níveis de governo estadual e municipal foi destacado pela presidente da SBPC como outro ponto positivo. “As parcerias entre agências federais e estaduais, como os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, envolvendo as Secretarias estaduais e municipais de ciência e tecnologia e as fundações de amparo à pesquisa dos estados, assim como universidades e unidades de pesquisa estaduais e algumas universidades privadas, e as parcerias entre Ministérios acrescentaram muito ao sistema nacional de C&T”, disse Nader.

Ela passou, então, aos desafios, focando especialmente o baixo nível do ensino básico e o baixo desempenho da economia baseada no conhecimento. Nader apresentou um gráfico comparativo do desempenho do Brasil e da China no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) em 2010, mostrando “como estamos péssimos” em matemática, leitura e ciências. Outro gráfico evidenciou o declínio do desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na área de ciências da natureza. “Esse é o ‘produto interno bruto’ que vai entrar nas universidades, serão os engenheiros, cientistas, médicos da próxima geração”, alertou Nader. Ela citou Anísio Teixeira, que dizia que “só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias: essa máquina é a escola pública”.

Com relação ao desempenho do país na economia baseada no conhecimento, Nader apresentou números ainda lamentáveis. Em termos mundiais, o Brasil está na 47ª posição no ranking de inovação. Apenas 1,1% do PIB são investidos em CT&I, cabendo 0,6% ao governo e 0,5% à indústria. “E sobre esse quadro ainda vêm sendo feitos cortes e contingenciamentos nas verbas e orçamentos destinados a CT&I”, comentou a Acadêmica. Por fim, ela ressaltou o fato de que embora o país ocupe a 6ª ou 7ª posição na economia mundial, mas é o 4º país com maior desigualdade na América Latina. “Mudar essa situação tem que ser a prioridade, toda a educação, ciência, tecnologia e inovação têm que ter em vista a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.”

Iniquidade, insustentabilidade e a quebra de paradigmas: a biologia sintética

Elibio Rech destacou como os dois principais aspectos a serem trabalhados no mundo para garantir um futuro mais justo e com melhor qualidade de vida para a população mundial: a iniquidade e a insustentabilidade. “Temos que quebrar determinados paradigmas. Como intensificar a produção sustentável de alimento e de bioenergia até 2050, reduzindo o impacto no meio ambiente? Como combater a iniquidade social?”, questionou.

O Brasil cresce mundialmente como grande produtor de alimentos. Do ponto de vista de Rech, essas commodities ainda vão gerar riqueza para o país nos próximos 40 anos. Muita tecnologia tem sido investida nesse setor. “Hoje usamos a metade do solo que usávamos em 1990 para produzir três vezes mais sementes de soja. Isso é agregação de valor. Os ciclos de plantação estão sendo reduzidos, o número de plantas por hectare é menor, a produtividade triplicou”, relatou Rech.

E qual é a estrutura que gera essa riqueza para o país? São três milhões de fazendas, pertencentes a agricultores de vários níveis. Rech apresentou dados mostrando que as fazendas da classe A geram 78.8% dos produtos; as da classe C são responsáveis por 13,6% da produção nacional e as das classes D e E, por 7,6%. “Os agricultores da classe C ganham anualmente até 25 mil dólares. Se investirmos nos produtores em situação de extrema pobreza podemos melhorar a qualidade de vida dessa população e ao menos duplicar nossa produtividade”, ressaltou o Acadêmico.

Mas Rech deixou claro que é preciso também trabalhar a conscientização da classe produtora de que o que garante esse sucesso agrícola é a conservação da biodiversidade. “Ela é que sustenta o que produzimos ao longo dos anos. Como usar essa biodiversidade para desenvolver produtos de alto valor agregado? Precisamos de políticas públicas para atingir essas áreas mais vulneráveis”, alertou.

E ele tem resposta para essa questão: Rech aposta na tecnologia do DNA recombinante para o desenvolvimento desses produtos. “Temos a possibilidade de introduzir características precisas nos genomas de plantas e animais de forma a controlar sua produção de acordo com as necessidades do país”, informou.

O Acadêmico deu alguns exemplos. Relatou que a Embrapa desenvolveu um cultivar de soja resistente a herbicidas, numa parceria público-privada com a Basf, que gerou uma semente geneticamente modificada pelo Brasil, produzida com tecnologia brasileira. “Esse produto vai possibilitar uma redução significativa na emissão de CO2″, explicou rech. O pesquisador referiu-se também ao uso da soja como suporte de pesquisa. Em vez de se fazer a expressão de proteínas em modelos animais, se pode fazer em modelos vegetais, o que traz uma grande redução no custo de produção. “Temos soja servindo como base para geração de substâncias que estimulam o a produção de hormônio do crescimento humano, para produção de inibidores da replicação do vírus do HIV, para produção de fator de coagulação. Usar plantas para isso é muito mais econômico”, esclareceu o cientista.

Elíbio Rech falou então da técnica de domesticação sintética de características de organismos da biodiversidade para gerar produtos que possam chegar até o mercado. Ele exemplificou com a manipulação genética da soja. Analisando outras plantas que geram óleo: jatropha, mamona e outras. “Manipulamos a rota metabólica da soja para aumentar a produção de acido linoleico e reduzir a produção do óleo palmítico, o que gera sementes cujas plantas poluem menos e congelam menos.”

Outro projeto na área da biologia sintética que Rech apresentou é o desenvolvimento de fibras proteicas semelhantes as fibras da teia de aranha. “A da teia de aranha tem tanta resistência quanto, mas muito maior flexibilidade do que o nylon e do que o aço, por exemplo”, apontou o cientista, relatando que a Embrapa produziu uma proteína totalmente sintética similar a da teia de aranha, em sílica, através da controle da quantidade e qualidade de aminoácidos. “É um novo material inteiramente biodegradável, que dispensa o uso das aranhas para produzi-lo.”

Na visão do palestrante, a agricultura do futuro tem que estar relacionada com segurança alimentar, sustentabilidade e investimento em educação. “Crianças têm que estar na escola e não no campo. Temos modelos eficientes para quebrar esse paradigma. Colocar a educação em primeiro lugar é o que vai produzir ciência e tecnologia de qualidade. Só assim se pode garantir um futuro sustentável para o planeta”, concluiu Elíbio Rech.

A hora é agora

Luiz Antonio Elias aproveitou o gancho deixado por Elíbio Rech e afirmou que o momento que estamos vivendo é de mudança de paradigma desta agenda. “Temos que mudar agora para que não haja um grande refluxo”, alertou o secretário-executivo do MCTI.

Nos últimos anos, de acordo com o secretário-executivo do MCTI, houve uma mudança no padrão de desenvolvimento, que está fortalecido hoje. Houve redução da pobreza, melhoria na distribuição de renda e 40% dos trabalhadores foram incorporados ao mercado formal. O cenário é positivo para a política econômica brasileira, que tem reservas internacionais robustas. O país tem atraído investimentos externos de forma crescente. Agora, é fundamental atrelar pesquisa e desenvolvimento para aumentar a capacidade de conhecimento local. “A ciência e tecnologia têm que caminhar junto com a política industrial. O conhecimento é que vai fazer darmos o pulo necessário para mudarmos de patamar no cenário internacional”, apontou Elias.

A crise econômica global teve forte impacto negativo na inovação na maioria dos países. Os gastos globais em pesquisa e desenvolvimento (P&D ) decresceram nos EUA e cresceram na Europa e na Ásia, onde P&D têm sido importantes componentes dos pacotes de recuperação. De modo geral, no entanto, os dispêndios globais em P&D na última década têm crescido mais rapidamente do que o PIB global, uma indicação de que estão ocorrendo amplos esforços para tornar as economias mais intensivas em conhecimento e tecnologia.
Ocorreu uma mudança geopolítica forte, com os países asiáticos se aproximando dos países desenvolvidos. Em termos das perspectivas para 2020, 71% das empresas líderes mundiais mantêm a inovação como prioridade estratégica e 61% pretendem aumentar dispêndios com inovação, segundo dados do BCG 2010 Senior Executive Innovation Survey .”A inovação é uma arma para manter ou expandir mercados em um ambiente de acirrada concorrência entre empresas e países”, esclareceu Elias.

No Brasil, o dispêndio governamental está no mesmo patamar de alguns países desenvolvidos. O que falta é a participação intensiva de mais empresas na área de P&D. Para Elias, o país precisa superar as restrições históricas características das economias latino-americanas, como a baixa diversidade produtiva, a especialização em agricultura e mineração, a forte heterogeneidade tecnológica – com coexistência de setores com alta produtividade e de setores com abundante ocupação de mão de obra em níveis próximos aos de subsistência -, institucionalidade inadequada e falta de capacidade empresarial. “Essas características repercutem negativamente na industrialização e no crescimento”, realçou Elias.

Para aproveitar as oportunidades que o contexto internacional está criando, é fundamental injetar maior valor agregado e conhecimento nas exportações, apostando na diversificação produtiva e na reavaliação de estratégias de alianças globais e regionais. “Precisamos de uma nova equação que envolva o Estado, o mercado e a sociedade.” Para Elias, o Brasil precisa de continuidade na democracia, na inflação baixa e no respeito aos equilíbrios macroeconômicos, assim como na redução da pobreza e orientação dos gastos públicos para as políticas sociais. Por outro lado, é preciso promover rupturas. Ele destaca a necessidade de uma mudança estrutural para o crescimento, com o aumento da produtividade e geração de empregos de qualidade, articulando as políticas industriais, macroeconômicas, sociais e ambientais.

Luiz Antonio Elias destacou a importância do Fórum Mundial de Ciência acontecer no Brasil, “pois será uma grande oportunidade de mostrarmos ao mundo toda a excelência que alcançamos em diversas áreas, em nível internacional. Precisamos fortalecer o foco do MCTI agora, que é estreitar relações de parceria público-privada e academia-empresa para termos o avanço que precisamos alcançar. O resultado deve ser extremamente positivo para a sociedade”, sublinhou.

Fonte: Elisa Oswaldo Cruz – Ascom/Academia Brasileira de Ciências

4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência começa hoje em Salvador

Com o tema ‘Energia e Sustentabilidade: o papel das políticas de C,T&I’, a cerimônia de abertura contará com as participações do secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, e do pesquisador Elibio Rech, da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que falarão também de energia e sustentabilidade.

Com o tema ‘Energia e Sustentabilidade: o papel das políticas de C,T&I’, a cerimônia de abertura contará com as participações do secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, e do pesquisador Elibio Rech, da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que falarão também de energia e sustentabilidade.

O evento, que acomeça dia 05/12, está programado para começar às 19h no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e se estende até a próxima sexta-feira (7), com diferentes abordagens sobre os desafios do setor de petróleo, gás natural e bioenergia, os impactos da produção de energia nos oceanos, o papel das fontes renováveis de energia e as perspectivas para o desenvolvimento sustentável.

O Secretário Executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, e a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, participarão do 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência a partir desta quarta-feira (5), em Salvador (BA), apresentando a palestra de abertura sobre as políticas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

O Encontro na capital baiana faz parte da programação das reuniões temáticas em sete capitais em busca de uma ampla discussão nacional para serem relatadas durante a realização do Fórum Mundial de Ciência no Rio de Janeiro, em novembro do próximo ano.

Confira a programação completa do 4º Encontro Preparatório (Salvador) no link: .

Fórum Mundial de Ciência 2013 – Será a primeira vez que o evento ocorrerá fora da Hungria. Focado na ‘Ciência para o Desenvolvimento Global’, o Fórum é organizado pela Academia de Ciências da Hungria em parceria com Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), International Council for Science (ICSU), American Association for the Advancement of Science (AAAS), a Academy of Sciences for the Developing World (TWAS), o European Academies Science Advisory Council (EASAC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

A Comissão Executiva Nacional do Fórum já realizou três Encontros Preparatórios. O primeiro aconteceu na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em agosto deste ano e abordou a ‘Ciência para o desenvolvimento global – da educação para a inovação: construindo as bases para a cidadania e o desenvolvimento sustentável’. O segundo aconteceu em outubro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), com a temática ‘Desafios para o desenvolvimento científico e tecnológico nos trópicos’.

Na última semana de novembro foi a vez de o Amazonas sediar mais um Encontro. Cerca de 500 pessoas compareceram na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para discutirem o principal tema da ocasião: a ‘Diversidade tropical e ciência para o desenvolvimento’. Confira as reportagens publicadas:

Serviço

O quê: 4º Encontro Preparatório do Fórum Mundial de Ciência 2013
Onde: Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB)
Quando: 5 a 7 de dezembro de 2012
Endereço: Rua Edistio Pondé, 342, Stiep – Salvador (BA)
Inscrições: http://www.fieb.org.br/inscricaoeventos/Login.aspx
Entrada franca
Transmissão ao vivo via internet pelo site fmc.cgee.org.br

Fonte: Portal CGEE com informações da Ascom da SBPC

Incubadoras baianas assinam convênio para melhoria de gestão

Com o intuito de melhorar a gestão e aumentar o número de empreendimentos atendidos, incubadoras de empresas baianas assinaram nesta sexta-feira, 30, um convênio com o Sebrae. A ação é resultado do edital lançado neste ano pelo Sebrae Nacional, que vai auxiliar incubadoras de todo o País. No total, mais de R$ 800 mil foram destinados para a Bahia. No encontro, que aconteceu na sede do Sebrae, as incubadoras receberam o repasse da primeira parcela dos recursos. Os projetos devem ser executados dentro de um período de 24 meses.

Com o intuito de melhorar a gestão e aumentar o número de empreendimentos atendidos, incubadoras de empresas baianas assinaram nesta sexta-feira, 30, um convênio com o Sebrae. A ação é resultado do edital lançado neste ano pelo Sebrae Nacional, que vai auxiliar incubadoras de todo o País. No total, mais de R$ 800 mil foram destinados para a Bahia. No encontro, que aconteceu na sede do Sebrae, as incubadoras receberam o repasse da primeira parcela dos recursos. Os projetos devem ser executados dentro de um período de 24 meses.

As incubadoras beneficiadas com o edital são: Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incubatec) da Universidade Estadual da Bahia, Centro de Empresas Nascentes (Cena), Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Ilhéus (Ineti) e INOVAPoli – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Durante o encontro, o diretor-técnico do Sebrae, Lauro Ramos, destacou a importância de fortalecer a parceria com as instituições, a fim de possibilitar um maior desenvolvimento do Estado. “Vamos criar uma agenda mais perene. Desde o estímulo ao empreendedorismo nas universidades e qualificação dos empreendimentos atendidos até fomentar o nascimento de empresas novas e sustentáveis”, explicou. “Estamos aqui reunidos para fortalecer essa parceria. A missão de vocês é totalmente convergente com a nossa”, complementou o diretor de Administração e Finanças, Luiz Henrique Barreto.

Para a reitora da Ufba, Dora Leal, parcerias são importantes para a condução do trabalho.“Esse ato de hoje possibilita o fortalecimento dessa parceria. Nós buscamos trabalhar o conhecimento e transformá-lo em tecnologia e inovação. Além disso, entendemos a importância de preparar os universitários para a ação empreendedora”.

Segundo o diretor da Escola Politécnica da Ufba, Luiz Campos, o auxílio beneficia tanto a incubadora como as empresas atendidas. “O convênio vem para reforçar procedimentos de qualidade e metodologias para a incubadora e incubados”, contou.

Na mesma linha, a Incubatec quer aumentar as empresas atendidas. “Essa ação fortalece a incubadoras e os nossos incubados. Queremos aumentar o número de empresas atendidas, já que a procura está sendo grande”, revelou a assessora de Marketing da incubadora, Andréia Aquino.

Para o diretor geral do Cena, José Roberto Salomão, o benefício é fundamental para operacionalizar a ação da incubadora. Salomão destacou ainda a parceria com o Sebrae, como sendo permanente nesse processo. “Nós temos que estimular o empreendedorismo. Acho que esse é o ponto fundamental até para o trabalho das incubadoras”, explicou. Criado em 2004, atualmente o Cena tem 10 empresas incubadas.

Fonte: Ascom/Sebrae Bahia

Salvador recebe exposição itinerante da SOS Mata Atlântica

Começou no dia 29 de novembro em Salvador o projeto “A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante” promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica. A exposição ficará na cidade até o dia 13 de dezembro, no Museu de Ciência & Tecnologia (UNEB), das 10h às 17h, com atividades gratuitas para o público de todas as idades.

Começou no dia 29 de novembro em Salvador o projeto “A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante” promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica. A exposição ficará na cidade até o dia 13 de dezembro, no Museu de Ciência & Tecnologia (UNEB), das 10h às 17h, com atividades gratuitas para o público de todas as idades.

O projeto conta com dois caminhões adaptados para realização de atividades socioambientais e, entre eles, há uma tenda com a exposição “Nosso verde também depende do azul”, que traz informações sobre a importância dos mares e sua relação com a Mata Atlântica. A equipe da ONG promoverá atividades interativas com o público, como jogos educativos, palestras, cursos, análise de água e oficinas. Escolas e grupos interessados podem realizar visitas monitoradas. Os caminhões têm estrutura para receber deficientes físicos.

Quem tiver interesse em se tornar um voluntário também pode participar. Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo e-mail: itinerante@sosma.org.br ou itinerante.apoio@sosma.org.br. A programação e outras informações estão disponíveis em www.sosma.org.br.

Fonte: Ascom/SOS Mata Atlântica

4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciências começa nesta quarta-feira em Salvador

De 05 a 07 de dezembro, Salvador sediará o 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciências 2013, com o tema central “Energia e Sustentabilidade”.

De 05 a 07 de dezembro, Salvador sediará o 4º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciências 2013, com o tema central “Energia e Sustentabilidade”. A abertura do Encontro acontecerá às 19h do dia 05/12, na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e contará com a palestra “Energia e Sustentabilidade: o papel das políticas de C,T&I”, proferida pelo Secretário Executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Dr. Luiz Antônio Elias.

O Encontro faz parte da programação de reuniões preparatórias organizadas pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC) em parceria com diferentes instituições (Andifes, Capes, CNPq, CGEE, Confap, Consecti, Unesco, MCTI). O intuito destas reuniões é promover uma ampla discussão nacional sobre o tema central do Fórum Mundial de Ciência 2013, “Ciência para o Desenvolvimento Global”. São Paulo, Belo Horizonte e Manaus foram as sedes dos três primeiros encontros preparatórios.

Como parte da programação do 4º Encontro, na manhã do dia 06/12, o ex-presidente da Petrobras e atual Secretário de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN), José Sérgio Gabrielli, presidirá a primeira mesa-redonda com uma rodada de palestras sobre os Desafios do Setor de Petróleo e Gás. À tarde acontecerá a segunda mesa-redonda, com o tema Desafios da Bio-Energia, coordenada pela Reitora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dora Leal.

No dia 07/12, a terceira mesa-redonda do evento colocará em pauta o tema Fontes Alternativas de Energia, coordenada pelo Presidente da Academia de Ciências da Bahia (ACB), Dr. Roberto Santos. A quarta e última mesa de debates, sob orientação do Diretor Geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), Roberto Paulo Lopes, terá como tema os Desafios & Perspectivas em Energia e Sustentabilidade. Após cada mesa haverá um momento para discussão e debates com o público.

Por meio do 4º Encontro Preparatório o Governo do Estado da Bahia tem a oportunidade de participar da preparação do Fórum Mundial de Ciência, que será realizado em novembro de 2013 na cidade do Rio de Janeiro. FAPESB, ACB, UFBA, FIEB e os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia de Energia e Ambiente e de Geofísica do Petróleo são os responsáveis pela organização do evento em Salvador.

Segundo Jailson Bittencourt, coordenador do INCT de Energia e Ambiente da UFBA, o 4º Encontro Preparatório, assim como os demais encontros, tem a importância de organizar a contribuição do Brasil para o Fórum Mundial de Ciência: “Ele tem um atrativo distinto no sentido de que é muito focado em energia e sustentabilidade, que é um dos grandes desafios da humanidade neste século”, diz Bittencourt, lembrando que todos os participantes das mesas redondas são especialistas renomados em seus temas.

Para o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes, o tema central do Fórum Mundial poderá contribuir para incorporar a ciência e tecnologia à vida dos brasileiros: “A ciência tem papel determinante no crescimento econômico das nações. Tornar a ciência um processo endógeno e dinâmico da nossa base produtiva é uma tarefa para os diversos estratos sociais e um esforço conjunto de todos os brasileiros”, diz.

Clique aqui para conferir a programação.

Fonte: Ascom/Fapesb

FAPESB premia as melhores ideias inovadoras de 2012

“Eu me sinto com o espírito de dever cumprido, de trabalho recompensado”, são as palavras de Bruno Rabelo, vencedor do prêmio de primeiro lugar na categoria Graduandos e Pós-Graduandos Lato Sensu do Concurso Ideias Inovadoras 2012 da FAPESB. A solenidade de premiação aconteceu na tarde desta quinta-feira, 29/11, no Hotel Bahia Fiesta em Salvador. O projeto que deu a Bruno um cheque de 15 mil reais se chama Braile Jet – Impressora Braile de baixo custo. Trata-se de um kit que se adapta a impressoras normais de jato de tinta e que permite imprimir textos em braile, facilitando este tipo de impressão para os deficientes visuais. Este é o segundo ano consecutivo que Bruno participa do Concurso Ideias Inovadoras, tendo ficando em primeiro lugar também na premiação de 2011. “É muito gratificante ganhar, principalmente duas vezes, o prêmio do Concurso Ideias Inovadoras que é um prêmio bem renomado aqui na Bahia”, afirma.

“Eu me sinto com o espírito de dever cumprido, de trabalho recompensado”, são as palavras de Bruno Rabelo, vencedor do prêmio de primeiro lugar na categoria Graduandos e Pós-Graduandos Lato Sensu do Concurso Ideias Inovadoras 2012 da FAPESB. A solenidade de premiação aconteceu na tarde desta quinta-feira, 29/11, no Hotel Bahia Fiesta em Salvador. O projeto que deu a Bruno um cheque de 15 mil reais se chama Braile Jet – Impressora Braile de baixo custo. Trata-se de um kit que se adapta a impressoras normais de jato de tinta e que permite imprimir textos em braile, facilitando este tipo de impressão para os deficientes visuais. Este é o segundo ano consecutivo que Bruno participa do Concurso Ideias Inovadoras, tendo ficando em primeiro lugar também na premiação de 2011. “É muito gratificante ganhar, principalmente duas vezes, o prêmio do Concurso Ideias Inovadoras que é um prêmio bem renomado aqui na Bahia”, afirma.

Para realizar a palestra deste ano, a FAPESB convidou a Presidente do Programa Ciência Viva, da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica de Portugal, Rosalia Vargas. O Ciência Viva é um programa de popularização da ciência que há 16 anos realiza trabalhos voltados principalmente para crianças e jovens de Portugal. Por meio deles, os estudantes têm a oportunidade de ter contato direto com cientistas e profissionais da área de ciência e tecnologia. Uma das atividades desenvolvidas é o “Ciência Viva no Verão”, que promove a ocupação científica de alunos do ensino fundamental durante as férias. “Costumamos dizer que, no verão, os estudantes trocam as toalhas de praia por jalecos de laboratório”, disse Rosalia. Segundo ela, o projeto atrai aproximadamente 800 jovens por ano e envolve cerca de 130 centros de investigação e laboratórios, além de 320 cientistas tutores.

Rosalia também apresentou outros projetos e eventos promovidos pelo Programa Ciência Viva, como a Oficina de Engenharias e Engenhocas, o Café de Ciência no Parlamento e a Noite Europeia dos Investigadores. Para ela, é importante que os alunos se tornem cidadãos cientificamente cultos: “Ninguém nega a prosperidade das sociedades modernas e essa prosperidade depende, sobretudo, da qualificação dos seus recursos humanos e da capacidade da ciência e tecnologia de gerar riqueza”. Todas as atividades desenvolvidas pelo Ciência Viva estão disponíveis no site da Agência.

Novato no Concurso Ideias Inovadoras, o pesquisador Lucas Artigas também recebeu o primeiro prêmio, na categoria Inventores Independentes, com seu projeto Dispositivo Giratório Analógico Musical. O dispositivo em formato de um pequeno disco, muito leve e fácil de manusear, possibilita a compreensão e visualização instantânea das notas musicais que compõem os acordes e escalas ensinados nas aulas de iniciação musical. Ele também impede a visualização das notas que não serão utilizadas. “Eu estou muito feliz. Dedico esse prêmio às futuras canções que hão de nascer com o meu produto e espero que ele corra o Brasil, quiçá o mundo”, disse Lucas.

Ao todo, 125 projetos foram submetidos ao Concurso Ideias Inovadoras, dos quais 35 passaram para a fase de defesa oral. Destes, 11 foram premiados com cheques no valor de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para o primeiro, segundo e terceiro lugares respectivamente. Além do prêmio em dinheiro, os primeiros colocados de cada categoria receberam um vale-consultoria da Vilage Marcas e Patentes para redigir o pedido de sua patente ou acompanhar o registro da marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. Este ano, nenhum projeto foi premiado como terceiro colocado na categoria Pós-Graduando Stricto Sensu.

Dentre as autoridades presentes, participaram da premiação o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes, o Diretor de Inovação, Artur Brandão, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, a Reitora da UFBA, Dora Leal, o Presidente da Academia de Ciências da Bahia, Roberto Santos, a Reitora da Unifacs, Márcia Barros e a Diretora do IAT, Irene Cazorla.

Confira a lista dos vencedores do Concurso Ideias Inovadoras 2012:

CATEGORIA – GRADUANDOS E PÓS-GRADUANDOS LATO SENSU

1º LUGAR
VALOR: R$ 15.000,00 (quinze mil reais)
NOME: Bruno Soares Rabelo
PROJETO: Braile-Jet – Impressora Braile de baixo custo
INSTITUIÇÃO: UNIFACS

2º LUGAR
VALOR: R$ 10.000,00 (dez mil reais)
NOME: Pedro Luiz Pires Batista Coelho
PROJETO: Perromedic
INSTITUIÇÃO: UNIFACS

3º LUGAR
VALOR: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
NOME: Raoni de Araújo Tapparelli
PROJETO: Registro para Chuveiro – 1 Click
INSTITUIÇÃO: SENAI

CATEGORIA – PÓS-GRADUANDOS STRICTO SENSU

1º LUGAR
VALOR: R$ 15.000,00 (quinze mil reais)
NOME: Sara Pereira Menezes
PROJETO: Proteína Antifúngica TCPR-10 Mutante: uma biomolécula recombinante na imunoterapia alérgeno-específica
INSTITUIÇÃO: UESC

2º LUGAR
VALOR: R$ 10.000,00 (dez mil reais)
NOME: Cristiane Santos Barreto
PROJETO: O Quinto Criador: o Público
INSTITUIÇÃO: UFBA

3º LUGAR
Não houve.

CATEGORIA – PESQUISADORES

1º LUGAR
VALOR: R$ 15.000,00 (quinze mil reais)
NOME: Sarah Adriana do Nascimento Rocha
PROJETO: Kit Rápido para a Determinação Semiquantitativa de Cobre em Bebidas Alcoólicas
INSTITUIÇÃO: UFBA

2º LUGAR
VALOR: R$ 10.000,00 (dez mil reais)
NOME: Paulo Alberto Paes Gomes
PROJETO: Laboratório Portátil de Hematologia – HEMATOLAB
INSTITUIÇÃO: UFBA

3º LUGAR
VALOR: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
NOME: Rozimar de Campos Pereira
PROJETO: Armadilha para Captura de Curculionidae
INSTITUIÇÃO: UFRB

CATEGORIA – INVENTORES INDEPENDENTES

1º LUGAR
VALOR: R$ 15.000,00 (quinze mil reais)
NOME: Lucas Duque Artigas
PROJETO: Dispositivo Giratório Analógico Musical

2º LUGAR
VALOR: R$ 10.000,00 (dez mil reais)
NOME: Carlos Henrique Werneck de Toledo
PROJETO: Pega-Sacola

3º LUGAR
VALOR: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
NOME: Antônio Benoaldo Amorim dos Santos Silva
PROJETO: Mini Máquina Vending com Formato Inovador com Chip e Software Embarcado com Sistema de Pagamento com Cartão e Débito por Celular Gerenciamento Online através da Internet via GPRS/GSM/SMS

Fonte: Ascom/Fapesb

FAPESB assina convênio com Ministério das Comunicações para Redes Digitais da Cidadania

O Ministério das Comunicações assinou nesta terça-feira, 27/11, acordos de cooperação técnica e convênios com as secretarias de Ciência e Tecnologia e Fundações de Apoio à Pesquisa de 11 estados, dentre elas a FAPESB, para o programa Redes Digitais da Cidadania.

O Ministério das Comunicações assinou nesta terça-feira, 27/11, acordos de cooperação técnica e convênios com as secretarias de Ciência e Tecnologia e Fundações de Apoio à Pesquisa de 11 estados, dentre elas a FAPESB, para o programa Redes Digitais da Cidadania. Lançado em agosto, o programa vai apoiar projetos de inclusão digital com a participação dos departamentos de extensão das universidades federais e estaduais. Os estados escolhidos nessa primeira fase foram: Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Paraná e Acre.

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo afirmou que a participação dos estados é essencial para entender as diferentes realidades do país. Disse ainda que o Redes Digitais da Cidadania servirá de base para o PNBL 2.0, que pretende universalizar a internet no país: “Nós vamos juntos desenvolver muitas soluções com esse trabalho para que sirvam de base para a montagem do nosso Plano Nacional de Banda Larga 2.0”.

O programa conta com o aporte de R$ 23,7 milhões pela Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações e contrapartida de R$ 5 milhões das fundações. O prazo de execução é de 24 meses.

O Redes Digitais da Cidadania vai apoiar projetos de inclusão digital dentro dos seguintes temas: capacitação de técnicos e gestores municipais no uso das Tecnologias das Informação e Comunicação (TICs); capacitação de micro e pequenas empresas no uso das TICs para melhoria da competitividade; apoio à qualificação do uso dos equipamentos públicos de acesso à internet; profissionalização nas cadeias produtivas da agricultura familiar; TICs direcionadas ao trabalho, emprego e renda e apoio ao desenvolvimento de produtos e serviços em micro-empreendimentos de TI e provedores locais.

O lançamento do programa contou com a participação do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o secretário-executivo Cezar Alvarez, a secretária de Inclusão Digital, Lygia Pupatto, o presidente da Anatel, João Rezende, o presidente do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), Odenildo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Mario Neto Borges.

Em breve, a FAPESB lançará o edital para a escolha dos projetos enviados pelas universidades.

Fonte: Portal do Ministério das Comunicações com acréscimos Ascom/FAPESB

FAPESB participa da abertura da 2º Feira de Ciências da Bahia e a 7º Feira Baiana de Matemática

Foram abertas oficialmente nesta segunda-feira, 26/11, no Passeio Público em Salvador, a 2º Feira de Ciências da Bahia e a 7º Feira Baiana de Matemática, que contaram com a participação do Secretário Estadual da Educação, Osvaldo Barreto, o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes e a Diretora Geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Irene Cazorla.

Foram abertas oficialmente nesta segunda-feira, 26/11, no Passeio Público em Salvador, a 2º Feira de Ciências da Bahia e a 7º Feira Baiana de Matemática, que contaram com a participação do Secretário Estadual da Educação, Osvaldo Barreto, o Diretor Geral da FAPESB, Roberto Paulo Lopes e a Diretora Geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Irene Cazorla. O evento apresenta uma mostra de projetos de ciências, artes e matemática desenvolvidos por alunos de escolas públicas de 39 municípios do Estado da Bahia. A 7º Feira Baiana de Matemática tem o apoio da FAPESB.

Segundo Irene Cazorla, as duas Feiras são importantes porque promovem a valorização de projetos de escolas do interior da Bahia. “Este movimento tem que contagiar todo mundo, porque nós precisamos que nossos jovens e crianças se encantem com a ciência, com a matemática, para que a gente possa levar o nosso estado a um patamar de educação científica mais elevado”, disse.

Roberto Paulo Lopes, Diretor Geral da FAPESB, afirmou que a Bahia tem crescido muito na formação e na produção científica, mas que para dar sustentação a este cenário, é preciso que tenhamos novos cientistas no futuro: “Este evento se junta ao esforço que nós da FAPESB temos feito para incorporar a ciência à vida dos baianos de um modo geral, ampliando assim a percepção dos alunos quanto à importância da ciência na vida das pessoas”, disse.

O secretário, que antes da abertura visitou alguns estandes, pôde ver de perto o entusiasmo dos alunos: “Nós vemos ali nos primeiros contatos a alegria dos jovens, o orgulho da garotada que elaborou e construiu projetos e teve a oportunidade de trazer para essa feira”. O secretário falou sobre o lançamento do Edital de Inovação em Práticas Educacionais nas Escolas Públicas da Bahia, que será lançado na próxima sexta-feira, 30/11, no Instituto Anísio Teixeira. Este Edital é fruto de uma parceria da Secretaria da Educação com a FAPESB e o IAT. “Este Edital, que envolve recursos na ordem de R$ 3 milhões será um aporte importante para o fortalecimento da pesquisa nas nossas escolas. Sem o apoio da FAPESB não seria possível a implementação desse projeto”, destacou o secretário.

Na tarde desta terça-feira, serão premiados os melhores projetos da mostra, cujos alunos receberão tablets e bolsas de Iniciação Científica Jr, durante o ano de 2013. Os premiados também irão representar a Bahia, com todas as despesas pagas, na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE 2013 em São Paulo, na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência – SPBC 2013 em Recife, na Reunião Regional da SBPC 2013 em Vitória da Conquista, na Feira Ciência Jovem – 2013 em Olinda, na Mostra de Criatividade em Ciências, Artes e Tecnologia – MOSTRATEC 2013 em Novo Hamburgo e na Feira Nacional de Matemática 2013 em Brusque.

Além das feiras, estão acontecendo nesta semana em Salvador, eventos artísticos como o IV Sarau Estadual do Tempos de Arte Literária (Tal), que acontece dia 28, na Praça das Artes (Pelourinho), a 5ª Mostra do Artes Visuais (Ave), dia 29, no Palácio Rio Branco (Praça Municipal), e o V Festival Anual da Canção Estudantil (Face), dia 30, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA).

Projetos

Quem visitar a 2º Feira de Ciências da Bahia e a 7º Feira Baiana de Matemática verá projetos interessantes como o microfone sem fio desenvolvido por alunos do 3º ano do Colégio Democrático Professor Rômulo Galvão do município de Elísio Medrado. Os alunos utilizaram lixo eletrônico encontrado na própria escola para construir microfones sem fio com alcance de até 30 metros.
Outro projeto interessante é a utilização da polpa do umbu para a produção de cocadas, desenvolvido por alunos do Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães, do município de Mirante. O projeto contribui para o aproveitamento das partes do fruto do umbu que seriam descartados.

Fonte: Ascom/Fapesb

Diretor da FAPESB discute o papel das FAPs no desenvolvimento do Nordeste

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) promoveu nos últimos 22 e 23/11 o 1º Encontro Regional do Nordeste e Espírito Santo de Membros Afiliados da Academia Brasileira de Ciências, no auditório da Fiocruz, em Salvador.

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) promoveu nos últimos 22 e 23/11 o 1º Encontro Regional do Nordeste e Espírito Santo de Membros Afiliados da Academia Brasileira de Ciências, no auditório da Fiocruz, em Salvador. Como parte da programação, na manhã do dia 22/11, aconteceu a mesa-redonda “O Papel Estratégico das Fundações de Amparo à Pesquisa no desenvolvimento científico e tecnológico da região Nordeste”, do qual fizeram parte o diretor geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), Roberto Paulo Lopes, o Pró-Reitor de Pesquisa, Criação e Inovação da UFBA, Marcelo Embiruçu, o Presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), Haroldo Rodrigues Júnior e o Presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), Diogo Simões.

As discussões giraram em torno da consolidação da pesquisa nos grandes centros e interiorização. Haroldo Rodrigues apresentou um panorama geral dos programas apoiados pela FUNCAP, com destaque para o Programa de Interiorização, que apoia a formação de mestres e doutores nas cidades do interior do Ceará. Simões apresentou dados estatísticos sobre diversos aspectos dentro da área de ciência e tecnologia no Nordeste, dentre eles a evolução dos investimentos realizados nesta região do país. A FAPESB, segundo estes dados, foi a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP) que teve maior evolução entre os estados nordestinos.

Roberto Paulo destacou a importância das FAPs na desconcentração espacial das bases científica e tecnológica, que tem permitido a criação de cursos de pós-graduação no interior dos estados. “É algo ainda recente, mas graças ao dinamismo das Universidades Estaduais, tem havido um grande crescimento do número de cursos de pós-graduação”, disse. Segundo ele, há 10 anos o interior da Bahia não contava com nenhum curso deste tipo, e hoje já existem 60 deles. O diretor da FAPESB falou também da necessidade das FAPs se relacionarem com órgãos externos, como institutos de pesquisa e universidades, para focarem em problemas específicos e ampliarem os conhecimentos técnicos e científicos a fim de solucioná-los.

Embiruçu reiterou a opinião de Roberto Paulo sobre a importância de estreitar o vínculo entre as FAPS e outras instituições do estado para criar editais em áreas específicas que não são atendidas pelo Governo Federal. Ele defendeu a ideia da criação de políticas de estado continuadas, que apoiem pesquisas por um longo período de tempo, com a participação contínua da comunidade científica.

Na manhã de hoje, o 1º Encontro Regional contou com a mesa-redonda “Jovens Pesquisadores: Dificuldades e Perspectivas” e com a “Palestra aos Membros Afiliados”, proferida pelo professor da UFBA, Dr. Jailson Bittencourt de Andrade, que encerrou o evento.

Fonte: Ascom/Fapesb